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Prémio Envelhecimento Ativo Drª Maria Raquel Ribeiro

Alzheimer Portugal
Teresa da Conceição Fradique, voluntária da Alzheimer Portugal é uma das vencedoras do prémio Prémio Envelhecimento Ativo Drª Maria Raquel Ribeiro.
Autor Tatiana Nunes 
Data 17-09-2013 
Teresa da Conceição Fradique, 96 anos, voluntária da Alzheimer Portugal é uma das vencedoras do prémio Prémio Envelhecimento Ativo Drª Maria Raquel Ribeiro, na categoria Família e Comunidade, em sinal de reconhecimento pela atividade que desenvolve e de agradecimento pelo espírito e atitude perante a vida.

A Associação Portuguesa de Psicogerontologia, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a Fundação Montepio, instituiu o Prémio Envelhecimento Ativo Drª Maria Raquel Ribeiro, com o duplo propósito de homenagear a Senhora Drª Maria Raquel Ribeiro, figura ímpar da Segurança Social em Portugal e homenagear os cidadãos com mais de 80 anos que continuam ativos, influenciando de modo construtivo a sociedade portuguesa.

A segunda edição do Prémio contempla seis categorias (Intervenção Social; Arte e Espetáculo; Ciência e Investigação; Política e Cidadania; Ética e Saúde; Família e Comunidade) de modo a divulgar e realçar exemplos de vida que contribuam para uma imagem positiva das pessoas idosas.

A História de Teresa Fradique como voluntária da Alzheimer Portugal
Por iniciativa própria, a D. Teresa Fradique ingressou no Centro Psicogeriátrico de Nossa Senhora de Fátima, na Parede, em 2012. Mas não cessou aqui a sua participação activa como voluntária da Alzheimer Portugal. Com o seu entusiasmo e determinação habituais, integrou a equipa de voluntários da Venda de Natal 2012 vendendo rifas, continuou a marcar presença nas Assembleias Gerais. Em 06 de Janeiro de 2013 não faltou à inauguração da Casa do Alecrim, onde descerrou a lápide de inauguração desta primeira unidade residencial para pessoas com demência e continua sempre disponível para dar o seu testemunho como cuidadora do marido e como voluntária da Alzheimer Portugal.

Quando tinha aproximadamente 50 anos, durante 3 anos fez voluntariado, visitando doentes no Hospital dos Capuchos, a quem dava apoio religioso.

O contacto com a Associação de Alzheimer dá-se em 1993, quando o marido foi diagnosticado com a doença de Alzheimer. Tornou-se associada e voluntária.

Como voluntária, partilhava a sua experiência como cuidadora, quer com outros cuidadores que procuravam a associação, quer com a comunicação social ou com profissionais de saúde. A primeira pessoa com quem falou foi com uma terapeuta, seguiu-se um escritor e um jornalista. A revista Mulher Moderna entrevistou-a e o Canal 1 da Televisão fez uma entrevista na sua casa no dia 21 de Setembro de 1994 ou 1995 (dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer). Participava ainda nas bancas de divulgação nos centros comerciais, distribuindo folhetos informativos, fichas de inscrição de associado e prestando esclarecimentos ao público que surgia.

Este trabalho de partilha e de divulgação era, naquela altura, ainda muito mais importante do que hoje, pois a doença era quase desconhecida em Portugal.

Visitava os doentes nas suas casas para fazer companhia, transmitir a sua experiência e a sua enorme energia. Recorda, com particular relevo, uma senhora na Brandoa a quem fazia companhia, semanalmente, nomeadamente enquanto o marido tinha que sair. Uma vez, ficou um dia inteiro com esta doente para o marido ir ao casamento de uma neta. Quando a senhora morreu, foi ao funeral e continuou a dar apoio ao viúvo durante uns tempos.

Salienta, como facto mais importante para ela, ter conseguido em tempo record apoio domiciliário para esta senhora, através do padre da paróquia e dos contactos entre as assistentes sociais da Brandoa e da Alzheimer Portugal.

A Alzheimer Portugal deixa os mais sinceros Parabéns à D. Teresa Fradique, com um sincero agradecimento por todo o apoio à associação e às várias famílias que ao longo da sua vida ajudou.