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Presidente da República visita Alzheimer Portugal

Alzheimer Portugal
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Alzheimer de Portugal no dia em que se assinala o Dia Mundial da doença e frisou a importância de um Plano Nacional para as Demências e de um Estatuto do Cuidador
Autor Tatiana Nunes 
Data 21-09-2017 
O Presidente da República visitou o Centro de Dia Prof. Dr. Carlos Garcia da Alzheimer Portugal no dia em que se assinala o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

Marcelo Rebelo de Sousa visitou as instalações, conversou e partilhou uma fatia de bolo com os utentes do centro de dia, todas pessoas com demência.

No final da visita, o Chefe de Estado frisou a importância de serem tomadas medidas que melhorem a qualidade de vida dos doentes e cuidadores. Salientou a necessidade de se saber quantos casos de pessoas com demência existem no nosso país, de serem criadas estruturas de apoio aos cuidadores e de efetivamente se cumprir o que está prometido há muito tempo.

“O compromisso está a demorar muito. Está prometido há muito tempo um estatuto legal. Foi prometido em 2016 e agora em 2017″, apontou, apelando aos deputados e ao Governo para o que “puderem fazer a pensar na situação dos cuidadores”.

"É muito importante dar atenção à saúde mental. Foi um dos domínios mais esquecidos no nosso sistema de saúde por falta de recursos. De repente, quando a sociedade envelhece, as pessoas descobrem e descobrem tarde que é um grande problema", sublinhou.

De acordo com José Carreira, presidente da Alzheimer Portugal “A nossa prioridade será reforçar a importância das demências serem consideradas uma prioridade de saúde pública e reinvindicar a criação de um Plano Nacional para as Demências para que os doentes e as suas famílias possam ter acesso a acompanhamento e cuidados específicos, de qualidade, em condições de equidade”.

E acrescenta: “Queremos, porém, enfatizar que o tempo das pessoas e respetivas famílias já afetadas pela demência nem sempre é compatível com os tempos demorados de decisão política. A inexistência presente de um Plano não poderá nunca ser razão para desinvestir na melhoria possível e continuada dos cuidados já existentes.”