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A Condução

Se lhe foi diagnosticada Demência, aqui pode encontrar informações importantes sobre a condução.

A condução envolve uma interação altamente complexa entre olhos, cérebro e músculos, bem como a capacidade de resolver problemas complicados. A Demência pode afetar a capacidade de condução de várias maneiras, tais como:
  • Orientar-se durante os trajetos;
  • Lembrar-se do sítio onde deve virar;
  • Ter a noção da distância dos outros carros e objetos;
  • Ter a noção da velocidade dos outros carros;
  • Tempo de reação;
  • Coordenação entre os olhos e as mãos

 

Devo continuar a conduzir?
Ter um diagnóstico de demência não significa, necessariamente, que deve abandonar a condução imediatamente.

A pessoa com Demência deve dar conhecimento da sua doença às autoridades competentes, uma vez que esta pode afetar as suas capacidades de condução.

A autoridade competente irá, geralmente, aconselhar o condutor a ir ao médico, para avaliar se é seguro a pessoa manter a condução e determinar um período de tempo para tal. Se for concluído que a demência já está a afetar a capacidade da pessoa conduzir, então a autoridade competente pode colocar condições na sua licença de condução. Exemplos destas condições são: só poder conduzir perto de casa, em determinadas alturas ou abaixo de 100km/h. Podem, ainda, ser solicitados regularmente exames médicos e de condução.
Poderá ser necessário abandonar a condução perante a existência de algumas mudanças na sua capacidade de conduzir. A seguinte lista pode ajudá-lo a identificar quaisquer mudanças que estejam a ocorrer.

Enquanto conduz:
  • Necessita de ser orientado?
  • Perde-se em áreas familiares?
  • Confunde a direita e esquerda?
  • Toma decisões mais lentas nos semáforos, cruzamentos ou quando muda de faixa?
  • Tem dificuldade em interpretar sinais de trânsito?
  • Conduz mais devagar?
  • Demora mais tempo a reagir?
  • Tem dificuldade em responder ao desconhecido?
  • Conduz no lado errado da estrada?
  • Muda de faixa inadequadamente?
  • Transgride as leis de trânsito?
  • Causa danos no carro e não consegue explicá-los?
  • Usa o acelerador e o travão ao mesmo tempo?
  • Trava de forma inadequada ao longo de estradas principais?

Caso tenha notado alguma das alterações descritas anteriormente, poderá ter que abandonar a condução, de modo a garantir a sua segurança e a dos outros. Se não tiver a certeza da existência de alterações poderá fazer um exame para avaliar a sua capacidade de condução e obter um parecer sobre o seu desempenho.

Pode pedir a um amigo ou familiar, ainda que não tenha notado qualquer alteração, uma opinião sobre as suas capacidades de condução.

O mais importante é manter a sua segurança e a segurança de outros.

Abandonar a condução
A Demência, mais cedo ou mais tarde, irá afetar a sua capacidade de condução. Por este motivo, algumas pessoas decidem, voluntariamente, entregar a sua licença de condução. Noutros casos é o médico que recomenda o abandono desta atividade.

Abandonar a condução é, para algumas pessoas, uma das coisas mais difíceis de fazer. O automóvel pode representar uma parte importante da sua independência e sem ele, a sua vida pode mudar.

Poderá sentir-se zangado, frustrado ou aborrecido com esta mudança. Falar sobre esses sentimentos, ou pedir informação a um familiar de confiança, amigo ou técnico da Alzheimer Portugal, poderá ajudá-lo.

Alternativas à condução
O abandono da condução pode ser menos difícil se encontrar alternativas para as suas deslocações. Pode tentar, por exemplo:
  • Pedir boleia a um familiar ou amigo;
  • Utilizar os autocarros, comboios ou táxis;
  • Caminhar;
  • Verificar na sua Junta de freguesia se existe algum transporte comunitário disponível
Algumas pessoas conseguem encontrar vantagens em não conduzir. Utilizar alternativas de transporte pode provocar menos stress, ter custos menores e permitir apreciar a paisagem ao longo do caminho.

Adaptado de Alzheimer Australia