Pesquisa

Covid-19: Cuidadores informais querem ser prioritários na vacinação

Notícias - Online
Um cuidador doente é uma dupla sobrecarga para o Serviço Nacional de Saúde, por estar infetado e por não poder continuar a prestar cuidados
Autor Tatiana Nunes 
Data 12-02-2021 
Os cuidadores informais querem ser grupo prioritário na vacinação contra a covid-19, alertando que um cuidador doente é uma dupla sobrecarga para o Serviço Nacional de Saúde, por estar infetado e por não poder continuar a prestar cuidados

Em comunicado hoje divulgado, o Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais refere que estas pessoas são “invisíveis no momento da seleção dos grupos prioritários para a vacinação”, tal como o são na tarefa de cuidadores, e pedem “que não sejam esquecidos” os cuidadores.

Alertam ainda para o perigo de serem a fonte de infeção das pessoas cuidadas para sublinhar a importância de serem incluídos nas prioridades da vacinação.

“A questão foi colocada, em julho de 2020, ao Ministério da Saúde, a quem se apelou para incluir os cuidadores informais no grupo prioritário de vacinação. A resposta chegou em janeiro passado, quando o então coordenador da ‘task force’ do Plano de Vacinação contra a covid-19, Francisco Ramos, informava que estes cuidadores não foram incluídos na primeira fase”, refere o movimento no comunicado no qual pedem “que se reavalie esta decisão”.

Bruno Alves, Sílvia Artilheiro Alves e Nélida Aguiar, representantes do movimento, “admitem a dificuldade de vacinar todos os cuidadores informais, tendo em conta os problemas na identificação e reconhecimento dos cuidadores a nível nacional”, mas apontam como solução parcial a vacinação de cuidadores que recebem o complemento por dependência e subsídio de 1.º e 2.º grau e dos cuidadores identificados pelas equipas de saúde nos domicílios.

Essa vacinação, concluem, devia abranger não apenas o cuidador, mas também a pessoa cuidada, o que se traduziria “em ganhos para todos”.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.355.410 mortos no mundo, resultantes de mais de 107,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 14.885 pessoas dos 778.369 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.