Pesquisa

“Marcar o Lugar – Encontros no Museu” 

A Alzheimer Portugal, o Maat – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, o Museu de Lisboa, a Acesso Cultura e o Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, juntaram-se para implementar programas com o objetivo de proporcionar às Pessoas com Demência e aos seus Cuidadores a oportunidade de participarem em atividades significativas em contexto de museu. 

De que forma uma pintura, um som, um livro, a permanência num espaço, num cenário, nos pode influenciar? 

Tendo por base os acervos museológicos e os temas abordados nas suas exposições, pretende-se reativar memórias através da construção de narrativas individuais e coletivas. Diversos meios artísticos como a pintura, o desenho, a escultura, a expressão corporal, a música e a poesia são veículos de expressão e de mobilização de processos criativos. De que forma a arte comunica e promove uma expressão emocional significativa? 

Estes programas realizam-se no Museu de Lisboa e no MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, com o objetivo de permitir a participação social das Pessoas com Demência em atividades em contextos relevantes e valorizados, que promovam a estimulação intelectual e sensorial, a criatividade, a reativação de memórias e construção de narrativas para a manutenção da identidade, usando a arte como meio para a comunicação e interação.  

Os programas contemplam várias sessões, de uma 1h30 cada, são gratuitos e destinados a um grupo até 10 participantes. A primeira sessão decorreu no Palácio Pimenta do Museu de Lisboa. As pessoas interessadas em participar poderão inscrever-se para os programas que estão agendados a partir de setembro, ligando para a Linha de Apoio na Demência da Alzheimer Portugal 963 604 626.

O “Marcar o Lugar – Encontros no Museu” consiste num dos eixos do projeto “Na Primeira Pessoa – Projeto de Empoderamento de Pessoas com Demência”, uma iniciativa específica para Pessoas com Demência, que tem como objetivo aumentar a sua qualidade de vida, autonomia e participação social, contribuindo ainda para tornar a sociedade mais inclusiva na Demência, habilitando-as a:

1. Advogarem os seus direitos e contribuírem para a tomada de decisão sobre os assuntos que lhes dizem respeito
2. Melhorarem a adaptação e gestão das emoções em relação à doença
3. Ampliarem as suas relações interpessoais e o seu envolvimento em atividades com significado realizadas na comunidade
4. Viverem numa sociedade mais consciente e inclusiva.