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Defeito Cognitivo e Demência

Sociedade
A Sociedade Portuguesa de Neurologia divulgou um artigo dos neurologistas José Manuel Araújo, Álvaro Machado e Mariana Branco intitulado "Defeito cognitivo e Covid19"
Autor Tatiana Nunes 
Data 08-04-2020 
A Sociedade Portuguesa de Neurologia divulgou um artigo dos neurologistas José Manuel Araújo, Álvaro Machado e Mariana Branco ("Defeito cognitivo e Covid19") que, pela atualidade, pode interessar os nossos leitores e Associados.

Neste documento é feita uma reflexão sobre a influência da atual pandemia, que vivemos, e as Pessoas com Demência. São referidos os efeitos da infeção na alteração cognitiva, os efeitos dos tratamentos da infeção na demência e a interação dos tratamentos antidemenciais e dos tratamentos das perturbações psicocomportamentais com os tratamentos antivirais. Por outro lado, sabendo-se que a morbilidade da Covid-19 é maior nas pessoas de mais idade, parece que a demência também pode constituir um fator de risco de mortalidade, até pelo facto de a doença poder assumir sintomatologia muito fruste e só tardiamente ser detetada. No entanto é ainda feita uma reflexão, relevante, sobre o tratamento intensivo e concluindo que o diagnóstico de demência não deve limitar o acesso a este tipo de cuidados. Por último são abordados os efeitos psicológicos das condições de coping na pandemia e ainda dos efeitos desta na condução e concretização dos ensaios clínicos.

Embora escrito numa linguagem científica não deixa de ser muito acessível e esclarecedora para os nossos Associados.
A Alzheimer Portugal deixa aqui uma recomendação: vigiar as Pessoas com Demência, estar atento a mudanças mesmo discretas do seu estado geral e recorrer ao médico e às vias do SNS no caso de alguma suspeita de infeção ou contactos com infetados. E não esquecer, sempre importante, quando se dirigirem a uma unidade de saúde levar sempre a informação das doenças de que sofre e sobretudo dos medicamentos que tem estado a tomar, que podem ser diferentes dos que constam dos registos da unidade.

Os nossos votos são que usufruam da melhor saúde possível.
 
Celso Pontes
(Comissão Científica da Alzheimer Portugal)