
O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa presidiu, no Seminário de Vilar no Porto, à Sessão de Encerramento do II Encontro Nacional de Cuidadores Informais de Pessoas com Doença de Alzheimer e outras Demências Similares.
O Presidente da República usou da palavra, após a intervenção de Marisa Matias, Vice-presidente da European Alzheimer’s Alliance e Relatora da Estratégia Europeia de Combate ao Alzheimer, intervenção na qual foi efetuado um resumo dos trabalhos do Encontro.
“Não pode haver cálculos políticos, ou partidários, ou outros quando
está em causa uma causa destas. Está noutro nível e nem é nacional. É um
nível de dignidade humana”, frisou Marcelo Rebelo de Sousa.
Para o Presidente da República, é preciso que o país reconheça
que a rede de cuidados continuados é insuficiente e não dispensa “a
presença constante” dos cuidadores informais, pelo que “há que
reconhecer o seu estatuto legalmente”.
“Como não há uma rede de
cuidados continuados em que os cuidadores formais possam dispensar os
informais, muita da missão que competiria aos formais é cumprida pelos
informais. Por serem informais, não são menos importantes. Há a
necessidade da vossa presença constante. Não havendo cuidadores formais
permanentemente, são precisos os informais permanentemente. Vamos
reconhecer isso”, vincou o chefe de Estado, num dos momentos mais
aplaudidos do discurso.
Assista aqui ao vídeo do discurso de Sua Excelência o Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, que salientou a importância da criação do Estatuto do Cuidador Informal e a urgência da criação do Plano Nacional para as Demências no nosso país.
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