Na sua reunião de 26 de Junho de 2018, a Direção da Alzheimer Europe condenou a recente decisão do governo Francês de excluir do sistema de reembolsos os medicamentos atualmente autorizados para o tratamento da doença de Alzheimer.
A organização expressou também sérias preocupações relativamente às notícias sensacionalistas e sem base científica de alguns media ao afirmarem que estes medicamentos “matam mais do que ajudam”.
Reconhecendo que tais medicamentos “apenas” trazem alívio sintomático a um grupo de pacientes durante períodos de tempo limitados, a Alzheimer Europe reiterou a sua posição sobre a continuação do seu reembolso:
Existem provas clínicas suficientes que justificam a sua utilização, uma vez que os ensaios clínicos têm demonstrado a sua eficácia não só em melhorar a memória, mas também nos efeitos benéficos verificados a nível comportamental, nas actividades do dia-a-dia e no bem estar dos pacientes. As subsequentes meta-análises e revisões Cochcrane têm todas confirmado a sua eficácia.
Os dados clínicos relativos à eficácia dos medicamentos para a doença de Alzheimer são sustentados por testemunhos de grande número de pessoas atingidas pela doença e pelos seus cuidadores.
Todas as directrizes clínicas, tais como a Orientação para o diagnóstico e gestão da doença de Alzheimer da Federação Europeia de Sociedades Neurológicas (EFNS), apoiam a utilização destes medicamentos.
O sistema farmacovigilância da Agência Europeia de Medicamentos não tem identificado questões de segurança significativas.
A existência de tais medicamentos tem contribuído para o desenvolvimento dos cuidados prestados na área das demências, através da expansão de clínicas da memória e outros serviços especializados que disponibilizam diagnósticos atempados, aconselhamento e apoio às pessoas com a doença e aos seus cuidadores.
Descontinuar-se a prescrição destes medicamentos afastaria uma  das principais razões que levam as pessoas a procurar um dignóstico precoce, deixando, assim, de beneficiar de importantes vantagens que poderiam alcançar se a sua doença fosse diagnosticada precocemente.
Os cidadãos europeus devem dispor de direitos iguais quanto à protecção e ao acesso a cuidados de saúde, independentemente do país onde residem e a Alzheimer Europe lamenta que as pessoas com doença de Alzheimer em França sejam excluídas do acesso ao reembolso dos medicamentos tal como existe noutros países europeus.
Assim sendo, a Alzheimer Europe e as organizações que a integram apoiam incondicionalmente a campanha e a petição online da Alzheimer França a apelar  ao reembolso dos medicamentos para a doença de Alzheimer.
A posição da Alzheimer Europe sobre o reembolso de medicamentos para a doença de Alzheimer pode ser encontrada em: https://www.alzheimer-europe.org/Policy-in-Practice2/Our-opinion-on/Anti-dementia-drugs