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No âmbito da aprovação dos primeiros tratamentos modificadores da doença de Alzheimer aprovados na Europa após mais de duas décadas sem novas terapias, a Alzheimer Europe emitiu recentemente um comunicado relativo à necessidade de os tornar devidamente acessíveis.
O processo de disponibilização de novas terapias teve desenvolvimentos significativos em 2025, com a aprovação da introdução no mercado dos medicamentos donanemab e lecanemab, por parte da Comissão Europeia. No entanto, em diversos países os organismos de avaliação de tecnologias de saúde (HTA) emitiram pareceres negativos quanto à comparticipação destes fármacos, alegando que os benefícios verificados não justificam os custos inerentes à sua disponibilização.
Ainda que estes medicamentos representem benefícios moderados e que se apliquem apenas a fases iniciais da doença de Alzheimer, a Alzheimer Europe entende que a sua disponibilização aos utentes deve ser considerada no âmbito dos serviços públicos de saúde, pela importância que representam na vida das pessoas com doença e dos seus familiares. O facto de a maioria dos sistemas nacionais de saúde europeus não comparticipar estas terapias constitui uma realidade que fomenta desigualdades no acesso às mesmas, dependendo da capacidade financeira das pessoas com doença e dos seus familiares
Face a este contexto, a Alzheimer Europe apela a que se promova um maior envolvimento de pessoas com doença, cuidadores e das associações que os representam no âmbito das avaliações sobre a introdução no mercado de novas terapias. A proposta de reforma no modo como os organismos deliberam a comparticipação dos medicamentos pretende valorizar os custos sociais da doença, incluindo a carga económica e emocional dos cuidados prestados pela família.
O acesso a um diagnóstico precoce é um direito em si mesmo, defende ainda a Alzheimer Europe, sendo que a comparticipação dos referidos medicamentos permite restringir as barreiras económicas e que mais pessoas com doença possam considerar os benefícios e riscos de diferentes terapias em conjunto com os seus médicos.
A Alzheimer Portugal congratula-se com a posição assumida por esta organização europeia da qual é membro efetivo e que lidera o movimento europeu sobre as Demências.
O tema é de atualidade extrema no nosso país onde se aguardar decisão sobre o regime de comparticipação do donanemab e lecanemab, já comercializados em Portugal, mas que, pelo custo elevado envolvido, o acesso não está assegurado a todos o que podem beneficiar destes novos fármacos.