Foi esta semana entregue ao coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde, Adalberto Campos Fernandes, Carta Aberta redigida no âmbito do Fórum Saber Mais, Apoiar Melhor, por cinco associações de doentes nas quais se inclui a Alzheimer Portugal.

A Carta alerta para a necessidade de considerar o acesso à inovação terapêutica como uma prioridade, impondo-se combater a morosidade que se verifica ainda nos processos de decisão sobre o acesso a medicamentos inovadores em Portugal.

Segundo os Patients W.A.I.T. Indicators 2024, um relatório anual da Federação Europeia da Indústria e das Associações Farmacêuticas que analisa o acesso das pessoas com doença a medicamentos inovadores na Europa, verifica-se que Portugal ocupa o penúltimo lugar no tempo de espera para que estes fármacos fiquem acessíveis.

Face aos constrangimentos que esta realidade origina na vida das pessoas com doença, as associações de doentes signatárias da missiva entregue a Adalberto Campos Fernandes consideram determinante que a proposta do Pacto contenha medidas concretas para atenuar as desigualdades, modernizar processos e colocar os cidadãos no centro das decisões.

Conforme consta na referida carta, “o Pacto para a Saúde será tão forte quanto a capacidade de ouvir quem vive diariamente as consequências das decisões ou da sua ausência. A equidade na tomada de decisão em saúde não se alcança apenas através de critérios técnicos, exige também a integração efetiva da perspectiva dos doentes, reconhecendo-os como parceiros no processo e não apenas como destinatários das decisões”.

A Alzheimer Portugal e as restantes signatárias procurarão contribuir ativamente no espaço de diálogo que o Pacto Estratégico representa, no sentido de garantir que as políticas públicas na área da saúde integrem a perspectiva essencial das pessoas que vivem com doença.

25.06.2026