A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou recentemente o documento de revisão das diretrizes relativas à redução do risco de declínio cognitivo, sublinhando o papel da dimensão preventiva no quadro nas Demências.

Esta atualização procura dar a conhecer diretrizes que se apliquem a diferentes contextos sociodemográficos, uma vez que a OMS estima que somente 48% dos países têm orientações estruturadas sobre a redução do risco de Demência.

O referido processo de revisão foi sustentado pelo desenvolvimento na investigação científica ao longo dos últimos anos, que tem permitido saber mais sobre os fatores de risco que podem contribuir para o declínio cognitivo e quais os comportamentos a adotar pela população.

Entre as novas recomendações estão a redução da exposição à poluição atmosférica e a implementação de intervenções multidomínio personalizadas, que abordam simultaneamente vários fatores de risco. Também foram adicionados fatores de risco como a má qualidade do sono, o acidente vascular cerebral (AVC), a deficiência visual, o traumatismo cranioencefálico e o HIV.

A OMS refere ainda que não está demonstrado cientificamente que o consumo de suplementos alimentares previna a Demência, o que não invalida a sua pertinência quando a pessoa tem falta dos nutrientes em causa.

Através das novas diretrizes, a OMS procura difundir o conhecimento sobre os fatores de risco e incentivar a adoção de medidas que permitam prevenir a Demência e melhorar a saúde e a qualidade de vida da população.

A Alzheimer considera essencial sensibilizar a população em geral para a importância de conhecer os fatores de risco modificáveis e de adoptar estilos de vida e comportamentos que os permitam combater. Nesse sentido retomou a campanha Ativamente – O Clube do Cérebro.

Importa também que as políticas públicas, quer a nível central quer a nível local, contemplem a Prevenção nas suas estratégias para as Demências.

 

27.07.2026