Pessoas que têm cancro da pele podem ser menos propensas a desenvolver a doença de Alzheimer, de acordo com uma investigação realizada no Albert Einstein College of Medicine, nos EUA, avança o portal Isaúde.

A ligação, no entanto, não se aplica ao melanoma, um tipo menos comum, mas mais agressivo de cancro da pele.

O estudo envolveu 1102 pessoas com uma idade média de 79 anos que não tinham demência no início do estudo. Os participantes foram acompanhados por uma média de 3,7 anos.

No início do estudo, 109 pessoas relataram ter tido cancro da pele no passado. Durante o estudo, 32 pessoas desenvolveram cancro da pele e 126 pessoas desenvolveram demência, incluindo 100 com Alzheimer.

As pessoas que tiveram cancro da pele eram quase 80% menos prováveis de desenvolver a doença de Alzheimer do que as pessoas que não têm cancro da pele. Das 141 pessoas com cancro da pele, dois desenvolveram a doença de Alzheimer.

A relação não foi observada com outros tipos de demência, como a demência vascular.

Segundo o autor do estudo Richard B. Lipton, a razão para este possível efeito protector do cancro da pele ainda não é conhecida. “Uma possível explicação poderia ser a actividade física. A actividade física é conhecida para proteger contra a demência, e actividades ao ar livre podem aumentar a exposição à radiação UV, o que aumenta o risco de cancro da pele”, afirma.

A equipa sugere que factores biológicos específicos, incluindo factores genéticos, provavelmente também desempenham um papel, já que a actividade física não reduz o risco de doença de Alzheimer na medida encontrada na relação entre o cancro da pele e a doença.

Lipton ressalta que os resultados não significam que as pessoas devem parar de tomar medidas para evitar o cancro da pele. “As pessoas devem continuar a usar protector solar, evitar o sol ao meio-dia e usar roupas para proteger a sua pele. A esperança é que esses resultados nos ajudem a aprender mais sobre como a doença de Alzheimer se desenvolve, para que possamos criar melhores métodos e tratamentos preventivos”, conclui.

Fonte: Portal de Oncologia Português