O programa EU no musEU começou a 9 de novembro de 2011 no Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC), em Coimbra, em parceria com a Delegação do Centro da Associação Alzheimer Portugal – Associação de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer (APFADA), e com a sua Direção Nacional a partir de 2015.
Teve como ponto de partida o modelo de estimulação cognitiva desenvolvido pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) no programa ‘Meet me’ (2007 – 2014); mas divergiu dele quanto à estrutura dos grupos (dois em simultâneo) e quanto à metodologia.
É um projeto de investigação-ação, que privilegia como meio de comunicação a obra de arte, com dois objetivos fundamentais:
     a) desenvolver o treino cognitivo e o bem-estar de pessoas com Perturbações Neuro Cognitivas do tipo Doença de Alzheimer (em fases precoces e intermédias) e dos seus cuidadores, através da fruição de obras de arte e de enriquecimento cultural, com vista ao envelhecimento ativo e saudável; 
     b) promover a cidadania e a integração social na demência.
O EU no musEU conta com uma equipa multidisciplinar composta por conservadores, historiadores da arte e outros técnicos do Museu, e ainda voluntários da sociedade civil, de várias áreas do conhecimento, que receberam formação neste âmbito, num total anual de 20 a 25 voluntários. As abordagens são complementadas com teatro, música, dinâmicas de grupo, contos, yoga, biodanza e sessões temáticas asseguradas por especialistas externos.
Durante estes 7 anos estiveram inscritos no programa 28 participantes e 36 familiares que são cuidadores; efetuaram-se 66 sessões mensais e organizou-se, em 2016, a exposição temática temporária ‘Desenhar o Tempo – o Teste do Desenho do Relógio’, (https://youtu.be/jZ7QAcxGGX0), que agora se apresenta, até 30 de setembro de 2018 no Museu Tesouro da Misericórdia de Viseu.
O programa está a ser replicado desde Maio – EU no musEU em Viseu – com uma equipa conjunta do Museu Tesouro da Misericórdia de Viseu e o Museu Nacional Grão Vasco, contando já com três sessões, sete participantes e oito cuidadores informais.
É divulgado no Manual de Boas Práticas da ANACED – Associação Nacional de Arte e Criatividade de e para Pessoas com Deficiência, desde 2012.
O reconhecimento do mérito de inovação e de intervenção ao nível das acessibilidades cognitiva e social mereceu-lhe a Menção Honrosa do Prémio Acesso Cultura (PAC) 2015.