Centro Terapêutico das Demências - Prof. Dr. Carlos Garcia
O Departamento de Serviços de Lisboa encontra-se a ultimar esforços para que, através dos seus serviços clínicos externos, possa oferecer uma resposta mais efetiva a todos os que nos procuram e se encontram numa fase inicial da doença.
Estamos a procurar criar o «Centro Terapêutico das Demências - Prof. Dr. Carlos Garcia», que se procura sustentar numa resposta adaptada às necessidades das pessoas com Demência e dos seus familiares, numa fase, em que é fundamental um apoio especializado no processo de adaptação à Doença. Este Centro procura constituir-se como um projeto de vida para as pessoas com Demência e simultaneamente como uma retaguarda de apoio, orientação e segurança para os familiares.
Numa fase em que ainda não há necessidade de frequentar diariamente um Centro e Dia ou Unidade Residencial, o Centro terapêutico das Demências - Prof. Dr. Carlos Garcia oferece a possibilidade a estas pessoas de poderem ter um programa semanal de atividades terapêuticas diversificadas (Terapia Ocupacional, Neuropsicologia, Fisioterapia) que decorrerá 2 dias por semana. Simultaneamente, os Cuidadores poderão usufruir do apoio do Serviços Social e da Enfermagem. Com esta resposta, os Serviços de Lisboa procuram alcançar uma meta fundamental, que passa pelo acompanhamento da pessoa com Demência e seus familiares logo após o conhecimento de diagnóstico e ao longo da evolução da doença.
Para mais informações contacte-nos pelo telefone 213 610 460 ou pelo email geral@alzheimerportugal.org
«A Kelembra Esqueceu» em Almeirim
À semelhança do que aconteceu o ano que passou, O Núcleo do Ribatejo encontra-se a realizar o Projeto «A Kelembra Esqueceu», este ano com 2 turmas do 1º Ciclo do Agrupamento de Escolas de Almeirim.
Um projeto que abrange cerca de 43 alunos, junto dos quais se fará chegar a mensagem da importância da ajuda ao próximo, a importância da família e da necessidade de compreensão e ajuda aos mais velhos.
Uma série de sessões serão realizadas na própria escola pelas Técnicas do Núcleo do Ribatejo, sessões estas previamente planeadas com intervenções lúdicas e pedagógicas. No final das sessões, o projeto culmina com uma sessão de encerramento através de uma representação teatral.
Em 2014, quisémos alargar os parceiros desta iniciativa, pelo que lançámos o desafio à Universidade Sénior de Almeirim, que prontamente acedeu. Assim, a Universidade Sénior colabora com a intervenção na representação teatral das personagens seniores, com os adereços, com a criação de letras de músicas a partir da história do nosso livro, músicas estas cantadas pelos seniores durante a sessão final.
Este projeto torna-se uma experiencia enriquecedora pela interligação geracional que promove num problema que afeta todos: os mais velhos - possíveis afetados pela doença - e ao mais novos - possíveis cuidadores, no futuro. Este projeto tem sido possível com o apoio inestimável da Câmara Municipal de Almeirim.
Alzheimer.M@ior - passo a passo
É com satisfação que o gabinete Alzheimer M@ior transforma a sua exposição fotográfica «Olhares sobre a Demência» numa exposição itinerante. No próximo mês de Março estará patente no Centro Cultural de Arronches e no mês de Abril (ainda em data e local a confirmar) seguirá para o concelho de Elvas. A arte assume-se como um importante instrumento de reflexão e é por isso que vamos dar este caracter itinerante, vivo e participativo à nossa Exposição.
Dia 28 de Janeiro teve lugar a sessão de sensibilização sobre a problemática das demências e o papel do gabinete Alzhiemer.M@ior, no Centro Comunitário de Campo Maior para as alunas dos ateliers deste mesmo espaço. Esta ação deu lugar ao alargamento do projeto oficina da memória que, assim sendo irá acontecer no Centro Comunitário e na Academia de Aprendizagem e Cultura de Campo Maior, com periodicidade quinzenal.
Foi no passado dia 5 de Fevereiro que realizámos o 2º. Encontro de Cuidadores Alzheimer.M@ior que proporcionou a todos os presentes importantes momentos de reflexão e partilha de experiências...Houve também lugar para abordar a importância da História de Vida e como a mesma pode ser a "chave" para perceber a maior parte dos comportamentos da pessoa com doença de Alzheimer.
O gabinete alzheimer.m@ior, no dia 6 de Fevereiro, esteve presente na "Feria de los Mayores", em Badajoz. Fomos conhecer diferentes instituições que trabalham na área da 3ª idade e sobretudo a Associação AFAEX (Asociación de Familiares de Enfermos de Alzheimer), com delegação em Badajoz. Assistimos a várias mostras artísticas levadas a cabo pelos «mayores», desde a dança, à música, a ateliers de maquilhagem, trabalhos manuais, entre tantos outros.
Trocámos experiências e percecionámos como o nosso país vizinho vive a experiência da terceira idade.
Orgulhamo-nos ainda do trabalho que está a ser desenvolvido pelas nossas três voluntárias do gabinete que muito têm contribuído para chegarmos mais longe ao nível das atividades de animação e reabilitação.
De sublinhar ainda que as ações de visitas ao domicílio dos utentes com demência e de apoio psicológico continuam a ser uma das intervenções privilegiadas do gabinete.
«Do Branco ao Negro»: 12 cores, 12 contos
É lançado a 21 de Fevereiro de 2014, a obra «Do Branco ao Negro», um livro que tem como mote e tema a diversidade da cor.
«Do Branco ao Negro» é uma coletânea de doze contos coordenada pela jornalista São José Almeida e ilustrada por Rita Roquette de Vasconcellos. Doze autoras contam doze histórias, cada uma com sua cor, refletindo a diversidade, na sua diferença e na sua complementaridade. A totalidade
dos direitos de autor reverte para a Alzheimer Portugal.
"Trata-se de um trabalho conjunto de 12 autoras, às quais foi atribuída uma cor e pedido que escrevessem um conto onde se fizesse presente o significado dessa cor. No fundo a cor é o pretexto que une e justifica este 'Do Branco ao Negro'. Um livro a ser publicado pela Editora Sextante do Grupo Porto Editora (â?¦). As autoras Ana Luísa Amaral, Ana Zanatti, Clara Ferreira Alves, Eugénia de Vasconcellos, Helga Moreira, Lídia Jorge, Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta, Raquel Freira, São José Almeida e Yvette Centeno, cederam a totalidade dos direitos à Alzheimer Portugal. As ilustrações e um conto ficaram à minha responsabilidade", refere Rita Vasconcellos.
«Do Branco ao Negro» será apresentado na 15.ª edição do Correntes dâ??Escritas, no dia 19 de fevereiro, às 21:30, na Sala Eça de Queirós do Hotel Axis Vermar, na Póvoa de Varzim. Nesta sessão estarão presentes as autoras Ana Luísa Amaral, Elgga Moreira, Lídia Jorge, Maria Teresa Horta e Rita Roquette de Vasconcellos.
Centro de Dia do Marquês
Entrou em funcionamento a 3 de Fevereiro de 2014, o novo centro de dia da Alzheimer Portugal em Pombal, gerido pela Delegação Centro da Associação.
O «Centro de Dia do Marquês», especificamente construído para receber pessoas com Demência, foi edificado em terreno cedido pela Câmara Municipal de Pombal. A obra foi inteiramente oferecida à Alzheimer Portugal pelo Lions Clube Marquês de Pombal, com o apoio de um conjunto alargado de benfeitores, a quem a Direção da Alzheimer Portugal expressa o seu profundo agradecimento.
Neste edifício funciona também, já desde 2013, a sede social do Lions Marquês de Pombal e os serviços da Delegação Centro da Alzheimer Portugal.
O «Centro de Dia do Marquês» é o quarto centro de dia da Alzheimer Portugal, juntando-se assim ao Centro de Dia «Prof. Dr. Carlos Garcia» em Lisboa, ao Centro de Dia da «Casa do Alecrim, no Estoril e ao Centro de Dia «Memória de Mim» em Matosinhos. Mais um espaço construído de raiz a pensar nas características e necessidades das pessoas com Demência, que tem capacidade para 15 utentes.
Tal como todas as unidades específicas da Alzheimer Portugal, também esta pretende ser um modelo de boas práticas nos cuidados às pessoas com Demência. A grande preocupação nos cuidados passa pela Abordagem Centrada na Pessoa, ou seja, no respeito pela sua história, pelas suas emoções e desejos, procurando acima de tudo melhorar a sua qualidade de vida, no respeito absoluto pelos Direitos Fundamentais à Liberdade e à Autodeterminação, promovendo a autonomia e o envolvimento social.
Ao longo do seu dia-a-dia neste equipamento os utentes beneficiarão de um conjunto alargado de atividades de relaxamento, de lazer e, também, de atividades de estimulação cognitiva individuais e em grupo, especificamente desenvolvidas para pessoas com Doença de Alzheimer ou outra forma de Demência. Os utentes do «Centro de Dia do Marquês» poderão assim participar em sessões de dança, expressão plástica, ateliers de culinária, jardinagem, agricultura, atividades de leitura, escrita, entre outras.
Para mais informações sobre o «Centro de Dia do Marquês» contacte a Delegação Centro da Alzheimer Portugal:
Urb. Casal Galego - Rua Raul Testa Fortunato nº 17, 3100-523 Pombal
Telefone: 236 219 469
E-mail: geral.centro@alzheimerportugal.org
«Centro de Dia do Marquês» em Pombal
O «Centro de Dia do Marquês», especificamente construído para receber pessoas com Demência, foi edificado em terreno cedido pela Câmara Municipal de Pombal. A obra foi inteiramente oferecida à Alzheimer Portugal pelo Lions Clube Marquês de Pombal, com o apoio de um conjunto alargado de benfeitores, a quem a Direção da Alzheimer Portugal expressa o seu profundo agradecimento.
Neste edifício funciona também, já desde 2013, a sede social do Lions Marquês de Pombal e os serviços da Delegação Centro da Alzheimer Portugal.
O «Centro de Dia do Marquês» é o quarto centro de dia da Alzheimer Portugal, juntando-se assim ao Centro de Dia «Prof. Dr. Carlos Garcia» em Lisboa, ao Centro de Dia da «Casa do Alecrim, no Estoril e ao Centro de Dia «Memória de Mim» em Matosinhos. Mais um espaço construído de raiz a pensar nas características e necessidades das pessoas com Demência, que tem capacidade para 15 utentes.
Tal como todas as unidades específicas da Alzheimer Portugal, também esta pretende ser um modelo de boas práticas nos cuidados às pessoas com Demência. A grande preocupação nos cuidados passa pela Abordagem Centrada na Pessoa, ou seja, no respeito pela sua história, pelas suas emoções e desejos, procurando acima de tudo melhorar a sua qualidade de vida, no respeito absoluto pelos Direitos Fundamentais à Liberdade e à Autodeterminação, promovendo a autonomia e o envolvimento social.
Ao longo do seu dia-a-dia neste equipamento os utentes beneficiarão de um conjunto alargado de atividades de relaxamento, de lazer e, também, de atividades de estimulação cognitiva individuais e em grupo, especificamente desenvolvidas para pessoas com Doença de Alzheimer ou outra forma de Demência. Os utentes do «Centro de Dia do Marquês» poderão assim participar em sessões de dança, expressão plástica, ateliers de culinária, jardinagem, agricultura, atividades de leitura, escrita, entre outras.
Para mais informações sobre o «Centro de Dia do Marquês» contacte a Delegação Centro da Alzheimer Portugal:
Morada: Urb. Casal Galego - Rua Raul Testa Fortunato nº 17, 3100-523 Pombal
Telefone: 236 219 469
E-mail: geral.centro@alzheimerportugal.org
Substância presente em vegetais e fruta previne Alzheimer
Cientistas do Laboratório de Neurobiologia Celular do Instituto Salk (Califórnia - EUA), após ensaios em ratos com propensão ao desenvolvimento de sintomas de Alzheimer um ano depois do nascimento, descobriram que uma dose diária da substância química fisetina (flavonoide) impede a progressividade da perda de memória e das dificuldades na aprendizagem, não alterando a formação de placas amilóides no cérebro (agrupamentos de proteínas atribuídas à doença de Alzheimer).
"Já havíamos mostrado que, em animais normais, a fisetina pode melhorar a memória", afirma Pamela Maher, cientista que liderou o novo estudo. "O que mostramos aqui é que ela também pode ter um efeito em animais propensos à doença de Alzheimer. Percebemos que a fisetina tem um número de propriedades que podem ser benéficas quando se trata desta doença", explica.
Há dez anos atrás, Maher descobriu que a fisetina ajudava a proteger os neurónios do processo de envelhecimento. Desde então, ela e os seus colegas pesquisam como o composto tem efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios em células do cérebro. Mais recentemente, descobriram que a fisetina se transforma numa via celular conhecida por estar envolvida na memória.
Os cientistas utilizaram uma linhagem de ratos com mutações em dois genes ligados à doença de Alzheimer e administraram fisetina na sua alimentação quando estes tinham apenas três meses de idade. À medida que os ratos envelheciam, os investigadores testaram as suas habilidades de memória e de aprendizagem com labirintos de água. Aos nove meses, os ratos que não receberam a fisetina começaram a apresentar um mau desempenho. Os que tinham consumido uma dose diária do composto comportaram-se como os ratos normais, tanto aos nove meses como aos 12 meses de idade. "Mesmo que a doença tenha progredido, a fisetina foi capaz de continuar a prevenção de sintomas", afirma Maher.
Posteriormente, em colaboração com cientistas da Universidade da Califórnia (San Diego - EUA), a equipe de Maher testou os níveis de moléculas diferentes no cérebro dos ratos que receberam doses de fisetina e dos que não tinham recebido. Nos ratos com sintomas de Alzheimer, as vias envolvidas na inflamação celular foram ativadas. Nos animais que tinham tomado a fisetina, as vias foram atenuadas e substituidas por moléculas anti-inflamatórias.
A proteína conhecida como p35 foi impedida de se tornar uma versão mais "curta" quando era tomada fisetina. A versão abreviada da p35 é conhecida por ligar e desligar várias outras vias moleculares. Os resultados foram publicados a 17 de dezembro de 2013, na revista científica sobre envelhecimento "Aging Cell". A equipa de Maher agora espera entender, com mais detalhe, como a fisetina afeta a memória e se há outros alvos para além da p35. "Pode ser que compostos como este que tenham mais de um alvo sejam mais eficazes no tratamento da doença de Alzheimer", especula Maher.
O objectivo agora é testar se a fisetina pode reverter declínios na memória, quando eles já tenham aparecido.
Cadaval debateu «Doença de Alzheimer»
A estimulação cognitiva é uma forma de prevenir a demência e de retardar
os seus efeitos, nomeadamente da Doença de Alzheimer, promovendo uma
melhor qualidade de vida de doentes e cuidadores. Trata-se de uma das
principais conclusões da ação de informação promovida pela Câmara
Municipal do Cadaval, a 29 de janeiro, e que envolveu cerca de uma
centena de participantes.
A iniciativa enquadrou-se no projeto «Envelhecer vivendo», parceria do município cadavalense com as instituições sociais locais, tendo sido de participação gratuita e aberta a técnicos, cuidadores formais e informais bem como à comunidade em geral.
O auditório da Câmara Municipal lotou ao acolher os cerca de cem participantes da ação, maioritariamente profissionais de instituições sociais de dentro e fora do concelho, mas também reformados, entre outras presenças.
Como adianta Ana Margarida Cavaleiro, da Alzheimer Portugal - Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer, os problemas de memória, «as pequenas falhas», são o primeiro sinal de alerta quanto às demências, nomeadamente da sua forma mais comum - a Doença de Alzheimer.
«Depois, começam a surgir outros sintomas que também são de alerta, nomeadamente dificuldades ao nível da linguagem, em nomear os objetos, e muito rapidamente começam a ter dificuldades de noção de espaço e de tempo. E o que acontece é que as pessoas perdem-se com dificuldade em sítios que normalmente são sítios conhecidos. É por aí que começamos a ver que se passa alguma coisa diferente», revela a responsável.
Desconhecendo-se ainda a cura para a Alzheimer, Ana Cavaleiro, psicóloga e diretora do departamento de formação e projetos da associação, explica que o que se sabe é que «o tratamento farmacológico serve para retardar a evolução da doença e, a par dele, deve-se fazer estimulação cognitiva também com o mesmo objetivo. O que se pretende é retardar a evolução da doença «e que a pessoa mantenha a sua qualidade de vida e a sua vida da forma mais normal possível, durante mais tempo», acrescenta.
A terapeuta aconselha os cuidadores a fazerem por dar «amor» e «carinho» às pessoas com deficiência e que «tentem olhar para elas como alguém que necessita de ajuda e que só pode contar connosco para fazer valer os seus direitos e a sua dignidade.»
«Ser cuidador não é fácil», reconhece, «e se a pessoa só cuida e se esquece de si, depois não consegue recarregar baterias, e é muito importante ter um bocadinho do dia para si». «Muitas vezes», prossegue a psicóloga clínica, «isso não se consegue tão facilmente porque não há vizinhos nem familiares que apoiem, e esse bocadinho tem de ser vivido ao pé da pessoa com demência.» Ouvir uma música, ver um programa na TV ou ler um livro podem ser uma opção, nestes casos.
Verificando-se o envelhecimento da população em Portugal, tal como no resto da Europa, os casos de demência tenderão a aumentar, dado que, refere a porta-voz da AP, «o primeiro fator de risco é a idade.»
A representante da Alzheimer Portugal (AP) avança que a associação presta uma variedade de serviços «que vão desde a formação, a centros de dia, a lar ou a atendimentos presenciais para se falar sobre a doença, sintomatologia e estratégias». A instituição promove ainda ações de informação e serviços tais como ajudas técnicas e apoio na incontinência. «Portanto, quem necessitar da associação, contacte-nos ou recorra ao site [www.alzheimerportugal.org] onde estão todos os nossos serviços e bastantes informações sobre a demência.» A AP pode ainda ser contactada pelos telefones 213 610 460/8 ou pelo e-mail geral@alzheimerportugal.org.
Fonte: Câmara Municipal do Cadaval
Dez grandes laboratórios farmacêuticos unem-se nos EUA contra a diabetes e Alzheimer
Dez grandes laboratórios farmacêuticos a nível mundial, incluindo os rivais norte-americanos Merck e Pfizer e o francês Sanofi, decidiram associar-se com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos para desenvolver novos tratamentos contra a diabetes de tipo 2 e a doença de Alzheimer - anunciaram esta terça-feira os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), em comunicado de imprensa.
Estimada em cerca de 230 milhões de dólares (cerca de 170 milhões de euros) durante cinco anos, esta parceria também inclui doenças imunitárias, como a artrite reumatóide e a lúpus. Os restantes laboratórios que entraram na parceria são os norte-americanos Bristol-Myers Squibb, Biogen Idec, Johnson & Johnson, Lilly e AbbVie, o britânico GlaxoSmithKline e o japonês Takeda. Estão ainda envolvidas uma série de organizações não lucrativas.
Os dez laboratórios farmacêuticos e os NIH, encarregados da investigação biomédica nos Estados Unidos, vão partilhar cientistas e as suas respectivas bases de dados. Objectivo: identificar biomarcadores importantes para desenvolver novas terapias.
«Precisamos de unir as nossas forças para compreender melhor o puzzle complexo destas doenças e acelerar a nossa capacidade de dar novos medicamentos aos doentes», disse o médico Elias Zerhouni, coordenador da investigação e desenvolvimento na Sanofi.
Segundo o acordo, os laboratórios envolvidos comprometem-se a não desenvolverem os seus próprios medicamentos a partir das descobertas obtidas no quadro deste projecto antes de serem tornados públicos.
Fonte: Público
Ã?leo de peixe pode ajudar a prevenir o Alzheimer
Um novo estudo norte-americano indica que as que as pessoas com níveis mais elevados de ómega-3 no organismo, que podem ser adquiridos através dos ácidos gordos dos peixes, possuem um volume cerebral maior em idades mais avançadas.
A diminuição do volume cerebral é um sinal da doença de Alzheimer mas também do processo normal de envelhecimento. Possuir o volume cerebral maior em idades avançadas é o equivalente a preservar entre um a dois anos de saúde mental, aponta o estudo que foi publicado no jornal científico Neurology.
Uma das chaves do ómega-3 é o ácido docosa-hexaenóico, que se pensa ajudar as células do sistema nervoso central a comunicarem entre si. As fontes mais ricas de ómega-3 e de outros ácidos gordos são os peixes com grande percentagem de óleo natural, como a sardinha, o arenque e a cavala.
«O nosso estudo sugere que uma reserva maior de ácidos gordos e ómega-3 pode ajudar a retardar a perda da função cognitiva que pode acompanhar a atrofia do cérebro», afirma o autor do estudo, James Pottala, da Universidade de Dakota do Sul. «Estes níveis maiores de ácidos gordos podem ser conseguidos através de uma dieta mais baseada em peixe e através do uso de suplementos. Os resultados indicam que o efeito no volume cerebral é o equivalente a retardar a perda normal de células cerebrais, que ocorre com o envelhecimento, entre um a dois anos», explica.
Além da sardinha, arenque e cavala, também os peixes brancos, como o bacalhau, a solha e o eglefim, são uma boa fonte de ácidos gordos, embora os possuam menores quantidades. Aliado ao aumento do consumo de peixe, também os suplementos de óleo de peixe são recomendados como prevenção de ataques cardíacos e morte súbita. Com uma dieta de peixe mais regular a probabilidade de sobreviver a um ataque cardíaco aumenta um terço.
Os ácidos gordos actuam de variadas formas na redução do risco de ataques cardíacos: reduzem a gordura sanguínea, reduzem o risco de coágulos sanguíneos e reduzem as arritmias, que se podem revelar fatais. Estes ácidos podem ainda reduzir a inflamação cerebral e desempenhar um papel importante no desenvolvimento cerebral e na renovação das células do sistema nervoso central.
Fonte: Green Savers
Rui Costa, Investigador da Fundação Champalimaud, recebe bolsa do ERC para estudar o processo de chunking no cérebro
Rui Costa, investigador principal do Programa de Neurociências da FC, recebe uma Consolidation Grant de cerca de 2 milhões de euros, atribuída pelo European Research Council (ERC), para estudar, durante os próximos 5 anos, as bases neurais do processo de chunking.
Como é que, a partir de pequenas ideias e movimentos, muitas vezes sem relação aparente, conseguimos criar conceitos e ações complexas? O cérebro lida com memórias e ações complexas, organizando-as em pequenos módulos ou sequências, num processo conhecido como chunking.
Imagine que lhe pedem para memorizar um número de telefone com muitos algarismos, por exemplo o 423932752183. Se usou a técnica de organizar os elementos (algarismos) em pequenos módulos, por exemplo 423 9932 752 183, então o seu cérebro usou o chunking.
O chunking não é mais do que o mecanismo que o cérebro usa para organizar elementos individuais em módulos ou chunks, tornando a sua vida mais fácil (no exemplo anterior, permitindo-lhe lembrar-se do número de telefone). Isto funciona para as memórias mas também para as ações complexas, como por exemplo fazer uma escala no piano.
«O chunking é um mecanismo que nos permite organizar memórias e ações de forma eficiente. Sabe-se que os circuitos neuronais dos gânglios da base são importantes para este processo, no entanto sabe-se ainda muito pouco sobre como é que os elementos individuais destes circuitos neuronais estão ligados entre si.» - explica Rui Costa.
Para o investigador «é fundamental percebermos quais são, ao nível neuronal, as unidades-base deste processo. Com este projeto, agora financiado pelo ERC, iremos dissecar, com uma precisão espacial e temporal sem precedentes, o papel dos sub-circuitos dos gânglios da base no processo de chunking».
Os 2 milhões de euros atribuídos pelo ERC serão aplicados em equipamento, tecnologia e numa equipa de cerca de 20 pessoas entre os quais se contam pós-doutorados, alunos de doutoramento e técnicos de laboratório que darão apoio à realização deste projeto.
Fontes: Fundação Champalimaud e Diário de Notícias
Farmácia da Luz apoia a Alzheimer Portugal
São principalmente produtos de higiene e conforto de utilidade para os utentes do Centro de Dia Professor Carlos Garcia e Serviço de Apoio Domiciliário de Lisboa, bem como para os utentes da Casa do Alecrim.
As Farmácias são serviços de proximidade muito importantes para utentes com doenças crónicas como é o caso da doença de Alzheimer e de outras formas de demência.
O Farmacêutico é alguém que:
- atua na comunidade, está próximo, estabelece relação de confiança com a pessoa doente;
- tem experiência e conhecimento técnico;
- desempenha um papel integrador, conciliando a informação dos vários profissionais de saúde
É fundamental que o Farmacêutico reconheça o papel da Alzheimer Portugal e que encaminhe as pessoas com problemas de memória ou demência e os seus familiares cuidadores para os serviços desta associação, estendendo o seu papel integrador a este parceiro tão importante;
A Alzheimer Portugal agradece à Farmácia da Luz e à Dra. Maria da Luz não só este donativo mas também a forma como, individualmente ou através da Plataforma Saúde em Diálogo, têm acompanhado e apoiado o seu trabalho em prol das pessoas com demência e dos seus cuidadores.
Alzheimer.M@ior: projetos em marcha
Na sequência da sua apresentação formal, no passado dia 11 de janeiro, o gabinete Alzheimer.M@aior já iniciou o trabalho no terreno, desenvolvendo ações nos vários projetos que foram entretanto apresentados.
A primeira Oficina da Memória no edifício da CURPI Campo Maior, para 22 alunos da Academia de Cultura e Aprendizagem - Universidade Sénior de Campo Maior, teve lugar no passado dia 16 de Janeiro. A primeira aula foi alusiva ao tema da memória, tendo sido dinamizada por momentos expositivos e de exercícios de memória. Esta oficina decorre quinzenalmente, às 5ª feiras das 15:30 às 16:30 horas.
No dia 18 de Janeiro, pelas 9:00 horas iniciou-se o projeto Em Campus pela Memória, uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior e o Instituto Politécnico de Portalegre. Esta primeira iniciativa do projeto juntou 22 alunos do mestrado em Gerontologia, dois professores do referido mestrado e as duas técnicas do Gabinete Alzheimer.M@ior.
O objetivo deste projeto é melhor conhecer a realidade da demência e, posteriormente, estruturar linhas de intervenção junto daqueles que a vivem. Foram aplicados instrumentos de recolha de informação em 46 pessoas dos concelhos de Campo Maior e Elvas, nos três grupos alvo do estudo: Cuidadores Formais, Cuidadores Informais e Utentes.
O trabalho em conjunto com o Posto Territorial da GNR de Campo Maior continua, na ação Até Si. No passado dia 20 de Janeiro o trabalho incidiu nas situações de isolamento que existem no centro histórico da vila de Campo Maior. Recorde-se que o objetivo desta ação é sensibilizar e informar a população que vive em situação de isolamento para a problemática da demência.
Comissão de Ética para a Investigação Clínica convida Alzheimer Portugal para falar de questões éticas e jurídicas
A C.E.I.C. é, segundo o disposto na Lei nº 46/2004 de 19 de Agosto, um organismo independente constituído por individualidades ligadas à saúde e a outras áreas de actividade, cuja missão é garantir a protecção dos direitos, da segurança e do bem-estar dos participantes nos ensaios clínicos, através da emissão de um parecer ético sobre os protocolos de investigação que lhe são submetidos.
Para cumprir este objectivo, a C.E.I.C. faz a avaliação prévia e a monitorização de todos os ensaios clínicos com medicamentos de uso humano.
Esta Comissão avalia a pertinência e a concepção do protocolo de investigação, o perfil de benefício-risco da intervenção proposta, a aptidão da equipa de investigação, os recursos humanos e materiais disponíveis nos centros de investigação, as disposições sobre indemnização e compensação por danos, os seguros, os montantes e as modalidades de retribuição dos investigadores e participantes, as modalidades de recrutamento, o modo como é garantida a autonomia dos voluntários - nomeadamente no que concerne ao carácter e à adequação da informação a prestar e ao procedimento para a obtenção do consentimento informado - e, ainda, o circuito e acessibilidade do medicamento experimental.
A C.E.I.C. é actualmente presidida pelo Prof. Doutor Alexandre Quintanilha e pela Prof.ª Doutora Maria Alexandra Fernandes Tavares Ribeiro.
Foi com muita honra que a Alzheimer Portugal, na pessoa da Dra. Maria do Rosário Zincke dos Reis, aceitou o convite e apresentou o tema: «Aspectos Éticos e Jurídicos para a Investigação Clínica e Doença de Alzheimer».
Participaram nesta sessão 25 especialistas, entre os quais o Professor Alexandre Quintanilha que orientou a discussão muito viva e na qual se realçou a preocupação sobre as limitações legais à realização de ensaios clínicos com participantes em situação de incapacidade.
Na verdade, para defesa das pessoas, a legislação impõe diversos requisitos para que alguém incapaz de prestar consentimento livre e esclarecido possa participar em ensaios clínicos.
Em Portugal, são muito poucas as pessoas em situação de incapacidade a quem tenha sido nomeado um representante legal (tutor). E, quanto ao testamento vital e à procuração para cuidados de saúde, figuras que permitem ultrapassar algumas barreiras do dever de obter consentimento informados, são ainda novidade no nosso país onde apenas em 2012 foram consagradas na legislação nacional.
A Convenção de Oviedo - Convenção sobre os Direitos do Homem e da Biomedicina - que Portugal ratificou em 2001 estabelece no seu Art. 6º, nº 3 o seguinte: «sempre que, nos termos da lei, um maior careça, em virtude de deficiência mental, de doença, ou por motivo similar, de capacidade para consentir numa intervenção, esta não poderá ser efectuada sem a autorização do seu representante, de uma autoridade ou de uma pessoa ou instância designada pela lei.»
A atribuição, pela lei, à C.E.I.C., como organismo independente que tem como missão garantir a protecção dos direitos, da segurança e do bem-estar dos participantes nos ensaios clínicos, de poderes para suprir o consentimento informado das pessoas em situação de incapacidade, poderá ser uma boa solução para, preservando os direitos das pessoas, permitir que a investigação aconteça sem os actuais constrangimentos legais.
Impõe-se o debate público destas matérias que interessam a todos os cidadãos mas que continuam a ocupar apenas um grupo muito restrito de especialistas.
Professor Doutor Carlos Garcia - O Fundador da Alzheimer Portugal
Hoje, no dia em que se assinalam 10 anos sobre o seu falecimento, recordamos e homenageamos uma vez mais o homem e médico que tanto significou e significa para a Alzheimer Portugal.
Relembramos o Editorial do nosso Boletim n.º 21, publicado em Janeiro de 2004:
â??Foi há pouco mais de 20 anos que, por força das circunstâncias, conheci o Prof. DOUTOR Carlos Garcia. Num dos momentos de maior tristeza e angústia que me foi dado a viver, encontrei uma pessoa com quem pude falar abertamente do drama em que a vida da minha Mãe, a minha e a de toda a nossa família se tinha transformado. Fui confortada e confrontada com tudo aquilo que ainda iria viver, mas sempre com palavras sábias e de grande sensibilidade.
O Professor, como todos lhe chamávamos sem ser preciso dizer o nome, sabia e compreendia bem quer os problemas dos doentes quer os dos seus familiares. Foi com isto em mente que começou a organizar reuniões no Hospital de Stª Maria e depois a falar-nos num lugar onde os familiares dos doentes de Alzheimer pudessem encontrar-se para falar dos seus problemas comuns, para aprender como lidar com certas situações desesperantes, para também ganhar algum ânimo, para chamar a atenção para uma doença tão terrível e ainda de tantos desconhecida, incluindo da maioria dos médicos.
Foi assim que em 1988 fundou a nossa Associação, que foi crescendo, passo a passo, sempre com a sua ajuda. Quase tímido, foi-nos proporcionando o que nos faltava - a primeira sede da Associação, o local para a primeira Venda de Natalâ?¦ Foi ele que teve a iniciativa para a realização de cursos de formação, de valor indiscutível tanto para os familiares como para os profissionais. Fez isto e muito mais sem alarde, não querendo nunca evidenciar-se, quase em silêncio. Sempre que havia uma dificuldade, lá estava o Professor, com preocupações éticas e um rigor que, de início, me pareciam excessivos, mas que, com o decorrer do tempo, compreendi serem absolutamente certos e necessários para que a APFADA ganhasse a credibilidade que hoje tem. Por isso, logo nos tempos da Antº Augusto de Aguiar (primeira sede), alguns de nós decidiram que, quando houvesse um Lar ou um Centro de Dia para doentes de Alzheimer (objectivo que sempre prosseguiu e no qual nos fez acreditar) haveria de ter o seu nome, homenagem pequena para uma pessoa tão GRANDE. Porque o era de facto! Por isso a notícia do seu desaparecimento, embora sabendo que se encontrava doente, nos atingiu brutalmente. Não conseguimos imaginar a APFADA sem o Professor! Identificavam-se plenamente. E fica em nós a dúvida e a angústia de não lhe termos manifestado tudo o que sentíamos por ele, como médico e como pessoa.
«Foi um vazio repentino / Que assalta, assombra, afecta / O coração.» (Inês da Fonseca Santos)
ATÉ SEMPRE, Professor!
Cientistas criam teste capaz de detectar em Alzheimer em 15 minutos
Um teste de cerca de 15 minutos, que pode ser preenchido em casa, ajuda a detectar de forma prematura os primeiros sinais de Alzheimer, de acordo com investigadores norte-americanos ouvidos pelo The Telegraph, avança o Notícias ao Minuto.
Detectar, em apenas 15 minutos, os primeiros sinais de demência. É esse o objectivo de um teste criado pela Ohio State University, que pode ser preenchido online ou à mão, e que testa a capacidade de linguagem, raciocínio e as habilidades de resolução de problemas e memória, escreve o The Telegraph.
Os resultados deste exame podem ser partilhados com os médicos, cujo intuito é fazer o rastreio desta demência, de forma atempada.
«Verificámos que estes auto-exames estão relacionados com os de testes de profundidade cognitiva», a única forma actual de diagnosticar o Alzheimer, disse, áquele jornal, o médico Douglas Scharre, que desenvolveu este teste juntamente com uma equipa de especialistas.
«Se conseguirmos detectar no início da doença, podemos começar os tratamentos também de forma atempada», acrescentou, referindo que o teste pode ser feito de «forma periódica», para serem analisadas as «alterações cognitivas».
«Estamos à procura de melhores tratamentos» que têm mais efeito quando iniciados cedo, acrescentou o perito.
A equipa de investigadores visitou 45 comunidades norte-americanas, a quem pediu para realizarem o exame. Das 1.047 pessoas, com mais de 50 anos, que o efectuaram, 28% tinham tendência para esta demência. A estas foi-lhes pedido para designarem a data (dia, mês e ano), identificarem uma imagem e para fazerem cálculos e raciocínios. Além disso, pediram-lhes ainda que fizessem um desenho para testar a consciência espacial.
Fonte: RCM Pharma















