Campanha Instantes no Instagram

A Campanha Instantes Alzheimer, para a Associação Alzheimer Portugal, voltou a utilizar as redes sociais para sensibilizar a população para esta patologia, desta vez através do Instagram.

Ao longo do dia 21 de Setembro de 2016, no âmbito do Dia Mundial da Doença de Alzheimer, várias figuras públicas e influenciadores partilharam uma fotografia desfocada no seu perfil do Instagram.

Mariana Monteiro, Ana Rita Clara, Ricardo Pereira, Adelaide de Sousa, Ana Galvão, Helena Costa, Kelly Bailley, Mónica Lince (Blog Mini-Saia) e Sofia Novais de Paula (Blog Diário de um Batom) são alguns dos muitos influenciadores que não hesitaram em juntar-se a esta campanha, partilhando no seu perfil de Instagram uma fotografia desfocada de um momento que gostavam de recordar para sempre. A publicação apropria-se de uma característica desta rede social, quando as fotografias ainda não estão totalmente carregadas e aparecem desfocadas. Contudo, as fotografias de quem aderiu à campanha nunca apareceram focadas.

Cada publicação destes influenciadores tinha identificada a página de Instagram da Campanha, InstantesAlzheimer, onde é possível encontrar várias fotografias em branco, numa analogia à memória que os doentes de Alzheimer têm dos momentos mais especiais das suas vidas, um vazio. Um alerta para esta doença que afeta mais de 182 mil pessoas em Portugal.

A campanha dá assim continuidade ao site www.esqueci-me.pt, criado pela Ogilvy em 2014, onde é ainda possível partilhar um “Instante” e fazer um donativo no valor que desejar para a Alzheimer Portugal.

«Esta campanha é mais um ‘grito’ de alerta para esta doença que afeta não só as pessoas com doença de Alzheimer mas também as suas famílias, que veem os seus mais queridos esquecerem-se de todos os momentos e pessoas com quem se cruzaram ao longo da sua vida. É importante estarmos conscientes do que é a doença e em alerta para os primeiros sinais da mesma, quer em nós, quer nos nossos familiares», alerta Tatiana Nunes, Responsável de Comunicação da Alzheimer Portugal.

Siga o perfil InstantesAlzheimer no Instagram e visite o site www.esqueci-me.pt


21 de Setembro em Almeirim

Tal como tem sido tradição, o passado dia 21 de Setembro, dia mundial da doença de Alzheimer, foi assinalado com a realização de um convívio que reuniu os utentes dos Serviços de Lisboa e do Núcleo do Ribatejo, os seus familiares e amigos e as equipas da Associação que diariamente procuram cuidados, cuidados que proporcionem bem estar e afeto.

O convívio foi possível graças ao apoio do município de Almeirim, que desde o inicio é um parceiro incansável e amigo da nossa Causa. A este apoio juntaram-se várias empresas do concelho que com a sua generosidade tornaram possível saborear a famosa Sopa da Pedra, o pão típico de Almeirim e os conhecidos sabores dos sumos Compal.

O convívio realizou-se nas instalações do CRIAL (Centro de Recuperação Infantil de Almeirim), nas quais, fomos acolhidos calorosamente. O CRIAL também proporcionou momentos emotivos através da exibição pelos seus utentes com deficiência de uma peça de Teatro ( A carochinha Meloa que casou com o famoso Melão de Almeirim) e momentos musicais (dança e cantares).

Estiveram presentes cerca de 100 pessoas, tendo este convívio sido um apelo para as necessidades e problemática das demências junto dos numerosos convidados, muitos representantes do poder local (municípios e Juntas de Freguesia do Distrito Santarém) e convidados ligados à área social, tal como o ISS de Santarém.

Todavia, o mais importante foram as vivências proporcionadas aos nossos utentes (com demência), aos seus familiares e aos utentes do CRIAL, que todos com o seu sorriso nos mostraram que é possível! Que é possível conviver, sentir alegria, ter prazer, relacionar-se com os demais.

Eis, pois, a importância desta iniciativa: combatendo o estigma, mostramos que sem ou com demência ou deficiência somos todos tão iguais…somos seres relacionais, com um Rosto que sorri!

As equipas do Núcleo do Ribatejo e de Lisboa da Alzheimer Portugal agradecem genuinamente a todos os presentes por este dia de convívio tão motivador e inspirador para continuarmos a cuidar dos que de nós precisam, com afeto e dignidade.  Dia 21 de Setembro foi igualmente o dia da Gratidão, pelo que, não existe melhor forma de agradecimento do que deixarmos a todos a nossa gratidão pelos sorrisos com que nos presentearam.


Cuidadores informais de doentes compensados a partir de 2018

Os cuidadores informais de doentes vão ser, a partir de 2018, compensados com apoios que ainda não estão definidos, mas que poderão passar por regalias sociais, fiscais ou mesmo financeiras, anunciou o secretário de Estado de Saúde.
Manuel Delgado falava à agência Lusa no final da sessão de abertura da conferência que assinala o 60º aniversário da Unidade de Cuidados Domiciliários (UCD) do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.
Segundo Manuel Delgado, este governo está a trabalhar para criar "condições de apoio extraordinário" a estes cuidadores informais que recompense a opção que tomaram de abdicar da sua vida profissional pela compaixão pelos seus.
"Numa sociedade em que a maior parte das pessoas trabalha, como podemos resolver o problema dos que querem acompanhar os seus, mas não o conseguem fazer sem prejudicar a sua vida profissional e até económica?", questionou.
O secretário de Estado da Saúde adiantou que no Orçamento do Estado para 2018 já deverá estar contemplado esse apoio aos cuidadores informais, o qual está ainda a ser desenhado.
"A compensação ainda não está definida. Pode ser remuneratória ou na forma de regalias sociais e fiscais ou no emprego", adiantou.
Manuel Delgado sublinhou que este tipo de cuidados, além de permitir a continuidade do apoio destes doentes por quem está mais próximo, aliva as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O governante defendeu ainda que as mudanças na sociedade portuguesa obrigam a uma reelaboração do sistema de saúde, no qual os cuidados domiciliários deverão ter um papel cada vez maior e em áreas como situações agudas, que assim são tratadas sem internamento.
"Temos de ter os doentes sinalizados nos seus domicílios e estes serem o local de trabalho das equipas", adiantou.

Petição em defesa do estatuto de cuidador

Um grupo de cuidadores vai ao Parlamento na quarta-feira à tarde entregar a petição que defende a criação do Estatututo do Cuidador informal de Doentes de Alzheimer e outras demências.

Mas antes, às 13 horas, vai ser organizado um cordão humano de homenagem aos doentes, cuidadores e ex-cuidadores, revelou à Renascença Sofia Figueiredo, uma das promotoras da petição.

Até agora já foram recolhidas quase 9400 assinaturas online mas também há que contar com as assinaturas tradicionais, em papel.

O objectivo da criação do Estatuto é o reconhecimento social e jurídico dos cuidadores informais, normalmente familiares. Pede também que essas pessoas tenham direito a redução do horário de trabalho em 50%, sem perda de vencimento, e benefícios fiscais, à semelhança do que já existe para as famílias que têm os seus doentes em lares.

Reforço do apoio a instituições para formação e aconselhamento de pessoas com demência ou cuidadores, direito a uma pensão de sobrevivência após a morte do doente e que o tempo enquanto cuidador conte para a reforma são algumas das medidas reivindicadas na petição.

Fonte: Rádio Renascença


Café Memória chega à Madeira

A Sonae Sierra e a Associação Alzheimer Portugal, representada localmente pela sua Delegação da Madeira assinam hoje um protocolo, com a Secretaria Regional da Inclusão e Assuntos Sociais, o grupo ENOTEL e ainda o restaurante Yuan Sushi Wok, para a criação de um CAFÉ MEMÓRIA na Madeira.

As sessões do CAFÉ MEMÓRIA da Madeira irão funcionar no restaurante Yuan Sushi Wok do MadeiraShopping, nos quartos sábados de cada mês, das 9h às 11h, com entrada livre e sem necessidade de inscrição prévia.

A primeira sessão está agendada já para o próximo dia 22 de outubro.

A expansão do projeto à ilha da Madeira está integrada na estratégia de alargamento da iniciativa a diferentes regiões do país, com o objetivo de levar esta resposta social a um número cada vez maior de pessoas com problemas de memória ou demência, seus familiares e cuidadores. Com este acordo, o projeto criado em 2013 passa a contar com onze locais de encontro: Lisboa (em três espaços diferentes), Cascais, Porto, Viana do Castelo, Oeiras, Viseu, Braga, Guimarães e, agora, a Madeira.

A propósito da chegada do CAFÉ MEMÓRIA à região da Madeira, Elsa Monteiro, Diretora de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da Sonae Sierra, refere que “é com enorme entusiasmo que contribuímos para a chegada do CAFÉ MEMÓRIA a mais um ponto do país, à região autónoma da Madeira, e é com particular satisfação que recebemos a iniciativa em mais um Centro Comercial da Sonae Sierra”. E acrescenta: “o sucesso que este projeto tem vindo a alcançar é para nós motivo de orgulho, não só pela forte adesão de doentes, familiares e cuidadores, mas também pela cooperação que tem existido entre parceiros promotores e parceiros apoiantes do projeto, o que permite fazê-lo chegar a mais pessoas e expandir a sua cobertura geográfica”.

Isabel Fragoeiro, Presidente da Delegação da Madeira da Associação Alzheimer Portugal, congratula-se “pelo início do Café Memória na Madeira o qual cria mais uma oportunidade de participação e realização para todas as pessoas com demência, familiares, cuidadores e amigos. Pretendemos que usufruam do prazer de se sentirem Pessoas de pleno direito, integradas e apoiadas num grupo que partilhe interesses e memórias, afetos e expetativas, recriando através da ação e da interação social libertas de preconceitos, sentidos diferentes e significativos, na história biográfica de cada um dos participantes e do coletivo”. E afirma que: “enquanto Delegação Regional da Associação Alzheimer Portugal é a qualidade de vida e a dignificação quotidianas dos que conosco partilham experiências e vidas, que nos impulsionam a progredir. Congratulamo-nos pela conjugação voluntária e empenhada de vontades e pelo reforço dos vínculos sociais entre os diversos parceiros desta iniciativa, que permitiram esta concretização, rica de expetativas e de esperança, no reforço do potencial de cada Pessoa envolvida. É nosso desejo que todos contribuam com o melhor de si na construção humanista do Bem Social e de Memórias Coletivas com significado”.

Rubina Leal, Secretária Regional da Inclusão e Assuntos Sociais, sublinha que “implementar este projeto na Região Autónoma da Madeira é para nós motivo da maior satisfação, pois será mais uma resposta fundamental e inovadora de apoio às pessoas com a doença de Alzheimer e aos seus cuidadores, a quem temos dedicado uma atenção especial através do Plano de Demências”. E afirma que “estamos empenhados em assegurar que o nosso contributo permita melhorar a vida destas pessoas e encontrar nestes momentos de partilha a energia suficiente para continuar”.

Idalina Pestana, Administradora do Grupo Enotel, refere que “é com grande orgulho que o Grupo Enotel se associa a uma causa tão nobre, sendo um dos nossos objetivos promover instituições de carater social”. E conclui que “é de louvar a iniciativa da Sonae Sierra em trazer para a Região o Café Memória, e o facto de podermos de alguma forma contribuir para uma melhoria na qualidade de vida de pessoas afetadas por esta patologia, que infelizmente ainda é significativa em Portugal, é extremamente gratificante”.

A iniciativa tem como objetivo proporcionar um local de encontro para a partilha de experiências e suporte mútuo a pessoas com problemas de memória ou demência, seus familiares e cuidadores, com o acompanhamento de profissionais de saúde e de ação social. O CAFÉ MEMÓRIA pretende, assim, contribuir para a melhoria da qualidade de vida e redução do isolamento social em que muitas destas pessoas muitas vezes se encontram.

O projeto foi criado em abril de 2013, numa iniciativa da Sonae Sierra e da Associação Alzheimer Portugal, que teve início com as sessões a decorrerem nos Centros Comerciais Centro Colombo e CascaiShopping e, desde então, a rede de CAFÉS MEMÓRIA não tem parado de crescer, apoiando um universo cada vez mais alargado de pessoas.

Desde o seu lançamento, já se realizaram 250 sessões, com mais de 4.000 participações, maioritariamente de cuidadores e familiares de pessoas com demência, e formaram-se perto de 300 voluntários que já dedicaram cerca de 7.000 horas ao projeto. Os Cafés Memória contaram ainda com a presença de cerca de 520 convidados, entre especialistas e pessoas interessadas na área das demências.

Sobre o CAFÉ MEMÓRIA

O lançamento do ”Café Memória” em Portugal é uma iniciativa da Sonae Sierra e da Associação Alzheimer Portugal e conta desde o seu lançamento com o apoio de diversos parceiros institucionais: Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Montepio e Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa. Conta ainda com o apoio da NOS e da Llorente & Cuenca e a nível local de uma rede alargada de promotores, como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, as Câmaras Municipais de Viana do Castelo, de Oeiras e de Braga, a Cooperativa HOPE! Respostas Sociais, a associação APOIO e o Lar de Santa Estefânia, e de apoios, tais como, a Portugália Restaurantes, Delta Cafés, Sumol+Compal, Celeiro, CPP e de outros importantes parceiros locais que ajudam a concretizar o projeto.

A criação do CAFÉ MEMÓRIA insere-se num projeto mais vasto, o CUIDAR MELHOR (https://www.cuidarmelhor.org), que visa incluir e promover os direitos das pessoas com demência e apoiar e valorizar quem lhes presta cuidados, lançado igualmente pela Associação Alzheimer Portugal e pelos referidos parceiros institucionais. Para além destes, o CUIDAR MELHOR conta ainda com o apoio da Sonae Sierra, da Companhia de Seguros Lusitania e dos Municípios aderentes Cascais, Oeiras e Sintra, onde funcionam os Gabinetes de Apoio abertos à comunidade.

O lançamento do projeto em Portugal enquadra-se na estratégia de Sustentabilidade da Sonae Sierra, que compreende a realização de projetos de âmbito social que contribuam para a melhoria do bem-estar e qualidade de vida dos membros da Comunidade e dos visitantes dos seus Centros Comerciais.

Mais informação sobre o projeto em www.cafememoria.pt e www.facebook.com/cafememoriapt


Vídeo «Primeiro Encontro» vence prémio

A Campanha desenvolvida pela DLV BBDO Milan para a Alzheimer Portugal venceu o prémio "Silver" na categoria Digital - Saúde no 2016 Lisbon International Advertising Festival: https://www.lisbonadfestival.com/

 
O vídeo "O Primeiro Encontro" é o resultado de um trabalho conjunto entre a agência internacional BBDO e Associação Alzheimer Portugal. Um vídeo que pretende alertar a população de todo o mundo para a forma mais comum de demência, a doença de Alzheimer, ainda demasiado subestimada em comparação com o crescimento exponencial da sua prevalência à escala global.

A Alzheimer Portugal, enquanto única organização em Portugal, de âmbito nacional, especificamente constituída para promover a qualidade de vida das pessoas com demência e dos seus familiares e cuidadores, aceitou com entusiasmo a oferta da DLV BBDO Milan, abraçando o desafio de criar uma campanha focada nos cuidadores das pessoas com doença de Alzheimer, sobretudo nos seus sentimentos e dificuldades.

Foi daqui que nasceu a ideia dos criativos da BBDO: "queríamos transmitir as emoções e sentimentos dos familiares das pessoas com demência, criar um momento de empatia e convidar a população a fazer um donativo para a Alzheimer Portugal», refere Pas Frezza, Diretor Criativo da DLV BBDO Milan.

O objetivo com o "Primeiro encontro" não é apenas contar uma história, mas sobretudo chamar a atenção para as dificuldades pelas quais passam os cuidadores e familiares de pessoas com doença de Alzheimer, procurando transmitir o sentimento de frustração e tristeza quando a pessoa não se recorda dos momentos mais marcantes da sua vida, quando um pai não reconhece a sua filha. O vídeo mostra, precisamente, um «primeiro encontro», onde uma jovem fala da sua vida e da sua infância, não a alguém que acabou de conhecer, mas ao seu pai, que já não a reconhece.

«A Alzheimer Portugal agradece à DLV BBDO Milan o facto de ter escolhido a nossa associação para ser a cara desta campanha. Um vídeo comovente que irá certamente tocar nos corações dos portugueses e ajudar a Alzheimer Portugal no seu grande objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas com demência e dos seus cuidadores, divulgando a importância do respeito pelos seus direitos e promovendo a sua autonomia e o seu envolvimento social», refere Tatiana Nunes, Coordenadora do Departamento de Relações Públicas da Alzheimer Portugal.

O vídeo está disponível no canal no Youtube da Alzheimer Portugal (https://www.youtube.com/watch?v=-Cu_NsJcmeA) em inglês e legendado em português, italiano, espanhol, russo e inglês.

Os diretores criativos Pas Frezza e Luca Iannucci trabalharam neste projeto sob a supervisão dos diretores criativos executivos Stefania Siani e Federico Pepe. O filme foi produzido por Riot com Andrea Vavassori e dirigido por Alessio Fava, com fotografia de Alessandro Dominici.

A música que acompanha a história é um cover de "Have you ever seen the rain" feito por Bettes.

Créditos:

Creative Agency: BBDO Milan
Executive Creative Directors: Stefania Siani, Federico Pepe
Client Creative Directors: Pas Frezza, Luca Iannucci
Director: Alessio Fava
DoP: Alessandro Dominici
Producers: Andrea Vavassori, Martina Kirkham
Production: Riot
Tatiana Nunes - Alzheimer Portugal
Director's assistant: Carlo Febbraro
Set design: Amos Caparrotta
Stylist: Rosanna Bevilacqua
Styling: Luisa Beccaria, La prealpina, Almacen
Actors: Giancarlo Previati - Sophie Spreadbury
Location: Anticamera Location
Post production: Riot
Editing: Massimo Magnetti
Sound design & re-recording mixer: Matteo Milani
Color grading and online: Andrea Vavassori
Music: Massimo Giordani, Antonella Zappietro - Edizioni Curci
"Have You Ever Seen The Rain" performed by Bettes
Written by John Cameron Fogerty
© by Jondora Music - Courtesy of Concord Music Group Inc.
Published in Italy by STAR srl - Milano
« KING Music & Publishing


«Um minuto para dizer que te amo»

«Um minuto para dizer que te amo»

No próximo dia 8 de Outubro (sábado), pelas 15h30, na Casa das Artes (Porto), será apresentada a peça de teatro «Um minuto para dizer que te amo».

Esta peça conta a história de Lúcio e do seu pai, doente de Alzheimer. Os dois embarcam num aventura à procura das melhores lembranças e deparam-se com conflitos e a certeza de que só um amor incondicional é capaz de enfrentar todas as adversidades.

A peça será interpretada pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e conta com a colaboração da Delegação Norte da Alzheimer Portugal.

A entrada tem um custo de 5€, e os convites podem ser reservados através do 22 606 68 63, ou do e-mail geral.norte@alzheimerportugal.org .


Tugas na Estrada, por uma causa

O grupo Tugas na Estrada, por uma causa juntou-se e correu para a apoiar a Alzheimer Portugal. Conseguiram angariar 1628€ que foram entregues à nossa associação.

Os elementos do grupo participaram na corrida “24 horas a correr” que teve lugar a 17 e 18 de setembro em Vale de Cambra e decidiram levar para esta aventura a ideia de correr por uma causa.

A Alzheimer Portugal deixa um profundo agradecimento a todos os que colaboraram para que este resultado fosse alcançado!

Um excelente exemplo de solidariedade e de como podemos acreditar que existem pessoas prontas para nos ajudar!

O Grupo Tugas na Estrada

"Somos os Tugas na Estrada, um grupo de amigos, unidos pela vontade e o prazer de correr. Juntámo-nos há um par de anos, na entrada do Parque na Cidade do Porto. Um amigo levou outro amigo, depois um familiar, e no desenrolar dos anos, fomos crescendo com um princípio: motivar os nossos amigos e familiares à prática de atividade física.
Somos 33 Tugas, entre os 16 e os 60 anos. Juntamo-nos pelo prazer de cruzar metas, de quebrar barreiras e de tornar o Mundo um lugar melhor.

É diária esta nossa vontade de correr. A cada semana, vamo-nos colocando novos desafios, novos planos. As motivações são pessoais e dizem respeito a cada um de nós, mas nesta loucura de calçar as sapatilhas e correr pela rua fora, acreditamos que podemos fazer a diferença na vida de alguém. E existe melhor motivo para correr, do que contribuir para o bem estar de quem nos rodeia?!"

Siga a página no Facebook: https://www.facebook.com/tugasnaestrada/


Congresso «Demências e paliativos: caminhos...»

Nos dias 14 e 15 de outubro de 2016 terá lugar em Braga o I Congresso Internacional da Fundação Domus Fraternitas. Este primeiro congresso internacional debruçar-se-á sobre demências e paliativos em demências.

O Congresso «Demências e paliativos: caminhos...» , terá lugar no Auditório do Parque de Exposições de Braga, em Braga, contando com um painel de oradores especializados na área das demências e dos paliativos em demências.

O Congresso Internacional será um encontro único que reunirá especialistas nacionais e internacionais. Pretende-se que seja um marco pioneiro no estudo, no diagnóstico e tratamento das demências e paliativos em demências, em Portugal. Marcará certamente pela reflexão do caminho traçado até então, compreendendo o estado da arte atual e a perspetiva no caminho futuro.

Falar-se-á de investigação, de direitos e de boas práticas nos cuidados específicos e especializados para as pessoas com Alzheimer e outras demência, bem como para com os seus cuidadores (quer sejam profissionais ou não).

Consulte o programa e inscreva-se em: https://congressointernacional.domusfraternitas.com/

Contactos:
Fundação Domus Fraternitas
Rua Caminho de Montariol, n.º 57
S. Victor 4710-316 Braga
Portugal

Tel: 253251684

E-mail: congresso@domusfraternitas.com

 


Dizem que os Milagres Existem

A peça «Dizem que os Milagres Existem» está em cena no Comuna Teatro de Pesquisa de 15 de Setembro a 1 de Outubro, todas as quintas, sextas e sábados às 21.30h.

As receitas da sessão extra de dia 28 de setembro, quarta-feira, revertem para a Alzheimer Portugal.

Compre aqui o seu bilhete: https://ticketline.sapo.pt/evento/DIZEM-QUE-OS-MILAGRES-EXISTEM-15541

 

Sinopse

A história da profunda amizade entre Arkadi e Vassia poderia ser um tema banal para uma novela, se não tivesse sido escrita por Dostoievski, com a mestria narrativa que o caracteriza. Muito antes dos Irmãos Karamazov, já se enuncia em Coração Fraco essa visão singular, invulgar e original, quase um idealismo pueril, em comparação com o depuramento de sentimentos que as sociedades contemporâneas têm vindo a desenvolver. Foi porventura esse espírito que fascinou a juventude de Fábio Ferreira na pureza do seu idealismo e o levou a querer partilhá-lo com o público nesta versão dramática de "Dizem que os milagres existem."
Do drama à cena vai, todavia, um passo que exige a envergadura da contextualização temporal apropriada ao destinatário, para que este possa desfrutar desse idílio sentimental. Forçoso se tornou domesticar o universo da velha mãe Rússia, e conferir-lhe uma universalidade sem fronteiras. No fundo, encontrar a essência do seu autor e conferir-lhe a aparência do seu recetor na função teatral. A história de Arkadi e Vassia transforma-se na história de André e Vasco, tão comumente normais, quanto os espectadores que a ela assistirem.
Encontrar a atualidade tornou-se na procura dos objetivos narrativos e na sua forma de teatralização. Entre o diálogo descomprometidamente vivo e o monólogo introspetivo, o espetáculo procura partilhar com o espectador os sentimentos que vão povoando as mentes dos seus protagonistas. Alegria e tristeza, riso e choro, coexistem como reflexos de qualquer quotidiano. O autossuficiente André será o grande apoio do inseguro e ingénuo Vasco, e, quando este for vítima de demência precoce, veremos em André o cuidador desvelado do amigo. Como todos os cuidadores de pessoas portadoras de síndromes demenciais, André não ficará imune a esse problema. O sofrimento que sente será redimido pela memória positiva do passado vivido, embora o seu coração forte ostente a fragilidade de que todos somos portadores neste percurso que o ser humano vai trilhando segundo as escolhas que for fazendo.
 
Guilherme Filipe (2016)


Eleições para os Corpos Sociais 2017-2020

Aviso – Eleições para os Corpos Sociais 2017-2020

Informa-se os Associados da Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de  Alzheimer – Alzheimer Portugal de que vão realizar-se eleições para os corpos sociais nacionais para o quadriénio 2017-2020, que terão lugar no dia 26 de Novembro próximo em Assembleia Geral Extraordinária.

As listas para o efeito terão de ser apresentadas entre 1 e 31 de Outubro, em carta endereçada à Presidente da Mesa da Assembleia Geral e enviada para as instalações da Alzheimer Portugal sitas na Avª de Ceuta, Lote 15, Quinta do Loureiro, 1300-125 Lisboa.

Das listas deverão constar os elementos devidamente identificados, os respetivos nºs de  associado, breve nota curricular de cada um e uma fotografia, bem como o Programa de  Candidatura.

Mais se informa que os candidatos a membros dos corpos sociais da AP têm de ter no mínimo um  ano como associados à data limite para a apresentação das listas.

O Caderno Eleitoral estará disponível para consulta entre 21 e 25 de Novembro, das 10:00h às 17:00h, nas instalações da Alzheimer Portugal sitas na Avª de Ceuta, Lote 15, Quinta do Loureiro, em Lisboa.

Comunicado aos Associados

Caros Associados,

Aproximando­-se o dia 26 de Novembro, data da Assembleia Geral Extraordinária para eleição dos corpos sociais nacionais da Alzheimer Portugal para o quadriénio 2017­-2020, que terá lugar às 13:30, em primeira convocatória, e às 14:00, com qualquer número de associados, e que decorrerá até às 15:30 nas instalações da Associação Alzheimer Portugal (AP) sitas em Lisboa, Quinta do Loureiro, Av. de Ceuta Norte, Lote 1, Loja 2, na minha qualidade de Presidente da Mesa da Assembleia Geral venho prestar-vos os seguintes  esclarecimentos:

1. Só podem exercer o seu direito de voto os associados que se encontrem inscritos e com as suas quotas regularizadas/pagas até ao dia 31/10/2016. Cada associado só tem direito a um (1) voto.

Voto Presencial

2. No dia das eleições, será verificado no local quer a sua qualidade de associado, quer se tem as suas quotas em dia.

3. Deverá levar o seu documento de identificação (B.I., Cartão de Cidadão, Carta de Condução ou Passaporte).

4. Será de toda a utilidade levar o seu cartão de associado com a respetiva vinheta ou o  recibo, comprovativos do pagamento das quotas.

Voto por Correspondência

5. Poderá exercer o seu voto por correspondência.

6. Para o efeito, deverá endereçar à Presidente da Mesa da Assembleia carta em envelope fechado (ver proposta de minuta em anexo I, a título meramente exemplificativo), devendo:
a) apor a sua assinatura, conforme documento de identificação (B.I., C.C., Carta de Condução ou Passaporte), cuja cópia tem que anexar;
b) incluir outro envelope, no qual introduz o seu boletim de voto, e que deverá estar fechado e sem qualquer indicação exterior.

7. O voto por correspondência tem que chegar às instalações da Associação sitas na Avª de  Ceuta, Lote 15, Piso 3, Quinta do Loureiro ­ 1300­125 Lisboa, por qualquer meio (CTT, outro  operador de entrega de encomendas, ou em mão), até ao dia 25 de Novembro às 16:00.

8. Os Boletins de Voto podem ser obtidos diretamente a partir do site da Associação, ou junto  da Sede, das Delegações e do Núcleo.

Voto por procuração

9. Caso pretenda exercer o seu direito de voto através de outro associado, deverá este estar munido de carta dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, conferindo-lhe poderes de representação para o ato (ver proposta de minuta em anexo II, a título meramente exemplificativo), contendo a sua assinatura conforme documento de identificação (B.I., C.C., Carta de Condução ou Passaporte), cuja cópia tem que anexar.

10. O associado procurador deve assegurar a verificação da capacidade eleitoral do autor da procuração, nos mesmos termos da sua própria.

11. Cada associado só pode representar um outro associado.

Com os meus melhores cumprimentos,

Conceição Côrte-Real
(Presidente da Mesa da Assembleia Geral)


O papel do cuidador na doença de Alzheimer


Cuidar de alguém com Doença de Alzheimer é um processo longo e desgastante que pode trazer consequências muito negativas à saúde física e mental dos cuidadores que assumem este papel, muitas vezes, ainda antes do diagnóstico médico. Estima-se que, em Portugal, existam mais de 160 mil pessoas com demência e por isso, hoje, falamos da importância de cuidar de quem cuida na doença.

A Doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum, estimando-se que afete entre 50 a 70 por cento de todos os casos registados. Um número que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, se espera que  aumente nas próximas décadas como consequência do crescimento das taxas de envelhecimento.

Com causa desconhecida, trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva e irreversível, que afeta as capacidades cognitivas do doente, culminando na perda total da sua autonomia.

Os sintomas iniciais  da doença incluem perda de memória, desorientação espacial e temporal, confusão e problemas de raciocínio e/ou pensamento que levam, consequentemente, a alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, que mostra ter grandes dificuldades na realização das suas atividades de vida diária ao ponto de a tornar completamente dependente.

Nestas condições, o cuidador (familiar ou não) assume um papel de extrema importância na vida do doente de Alzheimer.

“Cuidar de uma pessoa com demência implica um dispêndio significativo de tempo, energia e dinheiro durante, potencialmente, longos períodos. As tarefas podem ser desagradáveis e desconfortávies, psicologicamente stressantes e fisicamente desgastantes”, começa por explicar Catarina Alvarez, psicóloga coordenadora dos Projetos ‘Cuidar Melhor’ e ‘Café Memória’ da Associação Alzheimer Portugal.

A verdade é que, ao contrário do que acontece com outras doenças crónicas, a demência leva ao desenvolvimento de necessidades especiais, de apoio e cuidados, muitas vezes em fases iniciais da doença, que requerem supervisão e vigilância constantes.

De acordo com a especialista, este é um processo longo e que sofre alterações conforme a progressão da doença, provocando um enorme desgaste junto do cuidador.

“O início do processo pode preceder o diagnóstico quando são os familiares que identificam as alterações e encaminham a pessoa para uma avaliação, ou estabelecer-se como consequência deste. A partir daqui, os cuidadores familiares são confrontados com a realidade de terem de assumir funções e tarefas que até então eram asseguradas pela pessoa com demência”, explica.

Deste modo, inicialmente, ajudam o doente “nas atividades instrumentais da vida diária”, como a preparação de refeiçoes, nas tarefas domésticas, na gestão das finanças ou  no apoio à medicação.

Por outro lado, Catarina Alvarez refere que “o seu contributo também é fundamental para atenuar as alterações de comportamento e os sintomas psicológicos associados à doença”.

“Numa fase posterior, as pessoas com demência precisam de apoio nas atividades mais básicas da vida diária, tais como, alimentar-se, cuidados de higiene e a vestir-se”, acrescenta.

A especialista admite que os primeiros tempos são, “para a maioria dos cuidadores e doentes, tempos muito duros”. Não só pelo choque provocado pela inversão dos papeis (quando se trata de filhos a cuidarem dos pais) ou à perda dos referenciais do familiar mas, sobretudo, pelos desentendimentos que a doença, naturalmente, estabelece.

“A demência pode ter um grande impacto no comportamento da pessoa e gerar ansiedade, desorientação, confusão e frustração”, justifica.

Embora, tal como explica, cada pessoa com demência lide de forma diferente e única com estes sentimentos, “são comuns alguns comportamentos” – discurso repetitivo, agitação, desconfiança e, por vezes, agressividade  - que colocam em causa o relacionamento.

Por outro lado, do ponto de vista do cuidador, as preocupações centram-se no futuro e nas repercurssões que a doença possa vir a ter a nível profissional e familiar. “Verificam-se também as preocupações relacionadas com a antecipação de fases mais avançadas da doença e à possível exigência de cuidados exceder a capacidade e recursos do cuidador”, acrescenta a psicóloga.

Deste modo, torna-se vital o apoio ao cuidador. “Importa procurar informação, formação e apoio emocional”, revela acrescentando que o apoio à pessoa com demência e cuidadores deve “ser dado a partir do diagnóstico até aos cuidados de fim de vida”.

Cuidadores queixam-se de falta de apoio

José Lopes acorda todos os dias entre as 6 e as 7 horas para se dedicar em exclusivo à mulher, Alice de 74 anos, que há 12 convive com a doença de Alzheimer.

Apesar dos primeiros sintomas terem surgido há mais de uma década, apenas há quatro chegou o diagnóstico. “Havia sintomas pouco comuns, como a perda de memória...”, revela.

“Naquela altura havia pouca sensibilidade, até na classe médica, para os sintomas de Alzheimer”, justifica José.

A verdade é que,  durante os primeiros oito anos da doença o casal consultou vários médicos e ouviram várias opiniões. “Isso é da idade, é uma demência vascular,  outro dizia que era um défice cognitivo ligeiro...”, enumera.

O diagnóstico surge, em 2012, depois de Alice ter feito “uma ressonância magnética especial e uma punção lombar”. “Já tinha realizados várias TAC mas nos primeiros anos da doença eles não mostravam nada”, acrescenta.

Confirmado o diagnóstico, José admite que foi um choque. “Acabou por ser a confirmação de uma suspeita recente. Embora fosse lendo algumas coisas, nunca cheguei a desconfiar da doença, até aos últimos anos”, afirma.

“Ninguém está preparado para uma situação destas”, revela, sobretudo quando se vê confrontado com uma realidade diferente daquela que encontra na literatura.

“É uma doença sem cura mas o doente pode durar 20 e 25 anos... Ninguém pode imaginar como eu vou aguentar esses 25 anos!”, diz.

Os primeiros sintomas de Alice consistiam, sobretudo, na perda de memória. “Deixou de conseguir usar o cartão multibanco, não sabia como preencher um cheque, ia às compras e vinha com outras coisas que não aquelas que precisava comprar, perdia o rol das compras”, recorda.

Há quatro anos Alice deixou de conseguir cozinhar, de se lembrar que tem de tomar banho ou tomar a medicação.

“Teve ainda uma fase de grande agressividade, porque percebera que perdera as capacidades mas não conseguia compreender o que estava a acontecer”, revela José acrescentando que a doença evolui de mês para mês.

Perante a situação que viveu inicialmente, José admite que existiu dentro dele um conflito ético a respeito da continuidade dos tratamentos. “Se eu não faço nada isto precipita-se e eu livro-me disto mais cedo, se faço prolongo a situação e o meu sofrimento”, chegou a pensar.

“Passada a fase inicial, verifica-se o grande problema de apoio ao cuidador”, acrescenta justificando-se. “Não há para o doente, nem para o cuidador...”, reforça.

Lamenta-se pela falta de apoio médico, referindo que as consultas têm listas de espera demasiado longas – “esperamos um ano para ter consulta” – e revela que os medicamentos têm apenas comparticipação quando receitados pelo especialista.

“O médico de família pode passar a medicação mas ela não tem comparticipação. Para ir ao especialista espero um ano...”, diz.

Perante o desamparo que sentia, José teve de agir por conta própria e aprender sozinho como lidar com a doença.

“Se eu quero fazer alguma coisa tenho de o fazer sozinho”, diz. “Cheguei a ir a um psicólogo mas desisti... Não se consegue encontrar um psicólogo que saiba o que é um doente de Alzheimer”, justifica.

Para além disso, lamenta a falta de apoio familiar que diz existir, por uma razão ou por outra, em todas as famílias. “Todos os cuidadores de Alzheimer passam por esta situação. Os filhos casam, moram fora, durante a semana estão preocupados com o trabalho e no fim-de-semana estão ocupados com os filhos ou os amigos. Outros não porque conseguem ver o familiar assim...”, justifica.

Hoje em dia, Alice “é muito pacífica” e sabe que sofre da doença. “Andei a adiar o ato de lhe explicar a doença. Agora sabe o que tem mas já não compreende muito bem o que isso é”, conta.

Ao fim destes 12 anos, ainda reconhece o marido, os filhos e os netos mas troca os nomes das noras e já não se lembra de familiares mais afastados.

“Eu já estou adaptado”, diz resignado o marido que, por sua iniciativa, aprendeu tudo o que podia aprender para cuidar das necessidades da mulher. “Sou eu que lhe faço os exercícios cognitivos e ela ainda gosta de fazer recortes e sudoku sozinha”, conclui.

Fonte: Atlas da Saúde (https://www.atlasdasaude.pt/publico/content/o-papel-do-cuidador-na-doenca-de-alzheimer)


Campanha Instantes no Instagram

A Campanha Instantes Alzheimer, para a Associação Alzheimer Portugal, volta a utilizar as redes sociais para sensibilizar a população para esta patologia, desta vez através do Instagram.

Ao longo do dia 21 de Setembro de 2016, várias figuras públicas e influenciadores irão estar a partilhar uma fotografia desfocada no seu perfil do Instagram. Trata-se da Campanha Instantes Alzheimer, desenvolvida pela Ogilvy para a Associação Alzheimer Portugal, no âmbito do Dia Mundial da Doença de Alzheimer, que se assinala hoje, dia 21 de setembro.

Mariana Monteiro, Nuno Markl, Ricardo Pereira, Adelaide de Sousa, Ana Galvão, Helena Costa, Kelly Bailley, Mónica Lince (Blog Mini-Saia) e Sofia Novais de Paula (Blog Diário de um Batom) são alguns dos muitos influenciadores que não hesitaram em juntar-se a esta campanha, partilhando no seu perfil de Instagram uma fotografia desfocada de um momento que gostavam de recordar para sempre. A publicação apropria-se de uma característica desta rede social, quando as fotografias ainda não estão totalmente carregadas e aparecem desfocadas. Contudo, as fotografias de quem aderiu à campanha nunca irão aparecer focadas.

Cada publicação destes influenciadores terá identificada a página de Instagram da Campanha, InstantesAlzheimer, onde será possível encontrar várias fotografias em branco, numa analogia à memória que os doentes de Alzheimer têm dos momentos mais especiais das suas vidas, um vazio. Um alerta para esta doença que afeta mais de 182 mil pessoas em Portugal.

A campanha dá assim continuidade ao site www.esqueci-me.pt, criado pela Ogilvy em 2014, onde é ainda possível partilhar um “Instante” e fazer um donativo no valor que desejar para a Alzheimer Portugal.

«Esta campanha é mais um ‘grito’ de alerta para esta doença que afeta não só as pessoas com doença de Alzheimer mas também as suas famílias, que veem os seus mais queridos esquecerem-se de todos os momentos e pessoas com quem se cruzaram ao longo da sua vida. É importante estarmos conscientes do que é a doença e em alerta para os primeiros sinais da mesma, quer em nós, quer nos nossos familiares», alerta Tatiana Nunes, Responsável de Comunicação da Alzheimer Portugal.

A doença de Alzheimer provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas como memória, atenção, concentração, linguagem e pensamento. Ainda sem cura, esta doença afeta mais de 182 mil portugueses.

Para mais informações consultar a página de Instagram InstantesAlzheimer e o site www.esqueci-me.pt

Ficha Técnica:
Agência: Ogilvy Portugal
Cliente: Alzheimer Portugal
Diretor Criativo: Jorge Coelho
Diretor de Arte: João Marta
Copywriter: Tiago Pereira
Account Director: Sofia Patrício
Account Executive: Catarina Dias, Marisa Tavares e Vanessa Rolim


Menina cria app para avó

Emma Yang tem desde os 8 anos uma paixão pela tecnologia, tendo desenvolvido a aplicação com uma médica especialista na doença

A avó de Emma Yang tem Alzheimer, doença que afeta 44 milhões de pessoas em todo o mundo. A doença causa dificuldade em reconhecer caras, a sua própria família. Emma Yang, de 12 anos, quis arranjar uma forma de se manter na memória da sua avó e para isso criou uma aplicação: Timeless.

A aplicação permite que de Nova Iorque Emma comunique com a avó que reside em Hong Kong. “Comunicávamos através de fotografias que lhe enviava, mas ela nem sempre reconhecia as pessoas nas fotografias”, conta Emma Yang ao El Mundo.

“Sou uma apaixonada pela tecnologia e a sua aplicação no mundo real e acredito no seu crescente poder e que os problemas que enfrentamos hoje podem resolver-se”, diz. Timeless, neste fase ainda um protótipo, propõe uma solução simples.

A aplicação tem uma função de atualizações que ajuda os pacientes a acompanhar o que fazem os seus familiares ou amigos. As fotografias enviadas com pessoas são depois identificadas permitindo o seu reconhecimento.

Ao mesmo tempo, a função identificar permite em tempo real o reconhecimento de pessoas através do uso da câmara do telefone. A aplicação transforma-a numa fotografia que é identificada dando o nome da pessoa e a sua relação com o paciente. A aplicação também alerta o paciente se tentou de forma sucessiva contactar uma pessoa, recordando o utilizador que acaba de realizar uma chamada e perguntando-lhe se quer continuar a fazer a chamada.

criar a aplicação, Emma Yang contou com a ajuda da médica Melissa Kramps, especialista em Alzheimer no Centro médico do Weill Cornell Presbyterian de Nova Iorque, com financiamento de uma bolsa Michael Perelstein Memorial.

Teve ainda apoio dos seus mentores, que trabalham na Kairos, plataforma que utilizou para pôr em prática no reconhecimento facial da aplicação. A paixão de Emma Yang pela tecnologia começou quando tinha 8 anos. O seu primeiro contacto com a programação foi com a Scratch, uma linguagem de programação para crianças, tendo aprendido programação em HTML, CSS Web, Java e a usar aplicações como o MIT App Inventor.

Fonte: Dinheiro Vivo (https://www.dinheirovivo.pt/buzz/menina-cria-aplicacao-para-que-a-avo-com-alzheimer-nao-a-esqueca/sthash.mNxNit6H.gbpl#sthash.RJwBmYW1.dpuf)


«O Poder da Música» estreia a 22 de setembro

Álvaro Cruz (Joaquim de Almeida), um conceituado neurocientista, regressa a casa após uma palestra em Paris, de coração partido e desiludido.

Na sua ausência, a sua mãe sucumbira à doença de Alzheimer. Nada que a sua pesquisa ou ciência pudessem impedir que acontecesse.

Ele decide tirar um tempo de folga do trabalho e recuperar o amor pela música que partilhava com a mãe, encontrando consolo na música do French Quarter em New Orleans, onde ouve a hipnotizante voz de Una Vida (Aunjanue Ellis) pela primeira vez.

Depois de várias visitas para a ouvir cantar, apercebe-se que ela sofre da doença de Alzheimer e que a sua “família” não-convencional não consegue lidar com a sua saúde em declínio.

Cruz deixa a sua esposa Angela (Sharon Lawrence) perplexa, ao procurar o filho há muito perdido de Una Vida, na esperança de conseguir lhe dar paz no sofrimento, perda e a saudade que ensombraram a sua difícil mas também bonita vida.

Título Original: Of Mind and Music

Título Português: O Poder da Música

Género: Drama

Realização: Richie Adams

Elenco: Aunjanue Ellis, Joaquim de Almeida, Bill Cobbs, Sharon Lawrence, Ruth Negga

Estúdio: Cinemundo

Data de Estreia: 22 de setembro de 2016


Horta Comunitária da Casa do Alecrim

Cascais conta desde sábado, dia 17 de setembro com mais duas hortas comunitárias no concelho. Uma no Bairro Irene, Alvide, com 500 metros quadrados, divididos em 14 parcelas atribuídas a moradores da zona. A outra situada na Casa do Alecrim, com 700 metros quadrados divididos em 27 parcelas, tem a particularidade de ser a primeira horta inclusiva do Concelho de Cascais.

Na Horta comunitária da Casa do Alecrim, oito parcelas serão atribuídas a instituições locais, dando oportunidade a pessoas com mobilidade reduzida e com trissomia 21, poderem cultivar, cuidar e colher produtos biológicos. Uma das parcelas desta horta será trabalhada exclusivamente por utentes do Centro de Dia da Casa do Alecrim, unidade destinada ao apoio de pessoas portadoras de Alzheimer.

Para Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, “ Entregar mais uma horta comunitária, com a particularidade de possibilitar que hortelãos, que não só são utentes da Casa do Alecrim, que sofrem de Alzheimer, juntamente com doentes com trissomia 21, juntamente com a comunidade do bairro, é uma forma de passar para a comunidade em geral que o ser diferente, merece o nosso respeito, a nossa tolerância, encontrando nessas diferenças uma força, para nós próprios vencermos obstáculos”.

Fernanda Carrapatoso, Diretora Técnica da Casa do Alecrim, salientou ainda que “ é possível uma pessoa com demência criar novas memórias”, tendo estas atividades um efeito terapêutico visível.

No Bairro Irene, em Alvide, a inauguração da nova horta comunitária (ver vídeo) reuniu muita população, até porque o novo espaço representa uma grande alteração na organização do bairro. "Onde está hoje a horta era um campo de bola e essa foi uma mudança difícil", refere um dos moradores. "Mas valeu a pena! Agora temos um campo desportivo novo, numa localização melhor que já não incomoda ninguém. Além disso, temos também as hortas que são boas para toda a gente".

Com 14 parcelas, a nova horta comunitária vai não só permitir aos moradores cultivar os seus próprios produtos, sempre com recurso à agricultura biológica, mas também promover a coesão social, pois um dos aspetos importantes destes espaços é a “vertente cultural, de interajuda, onde todos os estrados sociais e gerações, podem conviver ”, salientou Nuno Piteira Lopes, vereador da Câmara de Cascais, na inauguração da horta comunitária do Bairro Irene.

Fonte: Câmara Municipal de Cascais