Corpos Sociais Nacionais para o quadriénio 2017-2020
Mesa da Assembleia Geral
Direção
Jornadas - O impacto da Atitude Positiva nas Respostas Sociais
Integrada nas comemorações que assinalam o 40º aniversário da Crevide, irão ocorrer umas Jornadas de debate sobre a importância que a Atitude Positiva teve, tem e terá no desenvolvimento e na abordagem prática das Respostas Sociais que as IPSS’s desenvolvem no terreno, junto às populações mais fragilizadas.
Este dia pretende ser um momento de reflexão sobre a maneira mais eficaz de dedicar tempo e apoios a quem deles mais necessita.
Com um conjunto de profissionais da área da Psicologia e técnicos de ação social, estas Jornadas, que contam com a colaboração da UDIPSS, assinalam um momento em que tentaremos descolar das vertentes economicistas para uma sustentabilidade que resulta do Impacto Social que as Respostas da IPSS’s obtêm nas comunidades onde se inserem.
CREVIDE
Local: Centro Cultural de Moscavide – Moscavide
Data: 29/11/2016
Inscrição obrigatória
Preço: gratuito, sendo agradecida uma entrada solidária, tal como arroz, massa, açúcar, leite, óleo alimentar, azeite, ou produtos de higiene pessoal ou doméstica. Estes bens destinam-se à distribuição pela população carenciada servida pela loja solidária Troka-Trapos.
Programa provisório
09h00 + Abertura do secretariado
Pequeno almoço
09h30 –Sessão de abertura
+Câmara Municipal de Loures
+Junta de Freguesia de Moscavide e Portela
+UDIPSS de Lisboa
+Crevide
10h00 + Drª Ângela Carvalho
10h30 + Doutora Teresa Marques
A importância da intervenção Precoce na Infância
11h00 +Coffeebreak
11h15 + Drª Vanessa Santos
Atitude Positiva e Estados Emocionais"
11H45 +Doutora Helena Marujo
Dos MontyPhytonà ciência da Felicidade: riquezas e riscos do Pensar Positivo
12h15 +startIUPI
O Empreendedorismo como atitude de estar na vida
12h45 + Sessão de encerramento
Inscrições:
iaprs@crevide.pt
www.crevide.pt
T: 219 446 086
Candidaturas ao Projeto Selo Saudável
O Projeto Selo Saudável resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Direção-Geral da Saúde/Programa Nacional para a Promoção de Alimentação Saudável e tem como finalidade incentivar, através de uma distinção pública, as instituições a implementarem um conjunto de normas, garantindo o cumprimento de requisitos para uma alimentação mais saudável tendo como base o padrão alimentar mediterrânico.
Para mais informações, aceda ao seguinte link:
https://www.cm-lisboa.pt/viver/intervencao-social/saude/projeto-selo-saudavel
Podem candidatar-se: IPSS ou equiparadas, associações, cooperativas, com atividade em Lisboa, que tenham confeção própria de refeições.
Identifica-se com o Padrão da Dieta Mediterrânica?
A sua entidade tem cozinha própria?
Inscreva-se aqui https://www.cm-lisboa.pt/viver/intervencao-social/saude/projeto-selo-saudavel/formulario-selo-saudavel
Câmara Municipal de Lisboa
Número de novos casos de demência está a diminuir
Os novos casos de demência estão a diminuir. É esta a conclusão de um estudo realizado nos Estados Unidos que analisou mais de 21 mil pessoas em dois momentos: 2000 e 2012 e que revelaram que a taxa de incidência passou de 11,6% para 8,8%.Os dados vão ao encontro de outros estudos feitos na Europa, nomeadamente Reino Unido, que mostraram a mesma tendência.
Um sinal positivo que contraria as estimativas há muito traçadas: que as demências iriam aumentar muito com o envelhecimento da população. Mais educação e menos riscos cardiovasculares são fatores apontados como fundamentais na mudança desta equação. Portugal também pode acompanhar a tendência se continuar a apostar em políticas de saúde pública e com o aumento da escolaridade, dizem os especialistas contactos pelo DN.
O estudo norte-americano, publicado no jornal JAMA Internal Medicine, avaliou pessoas a partir dos 65 anos. A maior percentagem de casos de demência - onde a idade é um dos principais fatores de risco - foram detetados em pessoas acima dos 85 anos. Ao mesmo tempo o trabalho mostrou que o nível de escolaridade aumentou no mesmo período (cerca de um ano), sugerindo que os níveis de educação e culturais podem ser protetores e retardar o surgimento e evolução da doença. Mas este pode não ser o único fator importante, ainda que não tenha sido possível estabelecer uma relação direta: a diminuição dos riscos cardiovasculares também podem ter um peso importante. Embora o estudo revele que existem mais pessoas com diabetes e hipertensão, o diagnóstico precoce e o acesso a medicação correta estar a atenuar esse efeito.
"Existem seis estudos que apontam para a redução da incidência. Pensa-se que na causa destes resultados podem estar o maior controlo do risco cardiovascular e a chamada reserva cognitiva. A escolaridade é um indicador importante. Mas é importante perceber que estes resultados não são consensuais e dizer que há uma redução da taxa de incidência (novos casos) não é o mesmo que dizer que haja uma redução da prevalência (casos totais)" afirma ao DN Isabel Santana, investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade de de Coimbra.
A neurologista explica que há uma relação entre a doença e a idade. Com a redução dos riscos cardiovasculares, as pessoas vão viver mais anos e dessa forma aumenta o número de pessoas que poderão desenvolver a doença. "Mas os resultados do estudo são uma boa novidade. É sinal que estas doenças são preveníveis. Até hoje não tinha havido uma medida de prevenção eficaz", diz Isabel Santana.
Poderemos esperar o mesmo em Portugal? "Não existem estudos nacionais, mas podemos dizer que as taxas de prevalência dos vários países são sobreponíveis. Em principio seguiremos o mesmo padrão. Existem vários planos estratégicos para controlo de fatores de risco e houve uma revolução cultural enorme nos últimos anos com o aumento dos anos de escolaridade", aponta.
António Leuschner, presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental, reforça a ideia: "Esta é uma tendência que se apurou nos últimos três a cinco anos, contrariando as muitas previsões que com o envelhecimento populacional muito acentuado haveria um aumento da incidência. Isto quererá dizer que haverá menos novos casos", refere o psiquiatra, salientando que "o risco de demência é menor quanto maior é o nível de literacia e o nível de escolaridade atingido". Quanto a Portugal, "se o nível de acesso aos cuidados for bom, se comermos melhor, se reduzirmos o consumo de álcool e tabaco, com o nível de escolaridade é razoável esperar que a população que terá 65 anos daqui a 15 anos tenha níveis de literacia superiores e condições melhores. Mas se essas condições não existirem, não podemos esperar milagres. É fundamental que não se pare o processo para não se andar para trás", alerta.
Vítor Oliveira, presidente do Congresso de Neurologia, que decorre entre hoje e sábado em Lisboa, lembra que "quanto mais próximos estivermos dos países desenvolvidos, maior semelhança teremos com eles". Mas há um grande desafio que Portugal tem de ultrapassar e pode ter peso nos resultados: "O grande drama é o Acidente Vascular Cerebral (AVC) que ainda é a primeira causa de morte em Portugal enquanto que na média europeia e nos EUA está em terceiro lugar. Um quarto das demências são vasculares e o AVC é uma das causas. Há margem para tratar melhor e a prevenção é importante: mais exercício, redução do consumo de sal, da diabetes, menos sedentarismo e apostar num envelhecimento ativo".
Fonte: Diário de Notícias
Convite para a 1ª Conferência Anual da PASC- CASA DA CIDADANIA
A PASC - Plataforma de Associações da Sociedade Civil CASA DA CIDADANIA, convida os associados da Alzheimer Portugal, a participar na Conferência Anual da PASC - CASA DA CIDADANIA, que se realizará no próximo dia 23 de Novembro, no Fórum Lisboa, com a presença de Sua Excelência o Presidente da República. A conferência irá abordar os temas da Cidadania Ativa, o Cluster do Mar, e, a Reforma da Administração Pública.
A participação é gratuita mas de inscrição obrigatória para o mail secretariado@pasc.pt.
Programa
9h30 Recepção dos participantes
10h00 – 11h15 Sessão de Abertura e Conferência Inaugural
Boas Vindas
Prof. José Dias Coelho, Presidente da Direção da PASC
Dra. Maria Perpétua Rocha, Coordenadora do Conselho de Representantes da PASC
Arq. João Carlos Afonso, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa (*)
Cidadania
António Saraiva, Presidente da CIP e Membro do Conselho Superior da PASC
11h15 – 11h 45 Pausa
11h45 – 13h00 Cidadania Ativa
Gen. Garcia Leandro
Eng. Jorge Moreira da Silva
P. Feytor Pinto
13h00 – 14h30 Almoço livre
14h30 - 14h45 Cidadania Lusófona
Dr. Renato Epifânio
14h45 – 15h45 Cluster do Mar
Alm. Victor Brito
Dr. Miguel Marques
Dra. Mónica Verbeek
Eng. Pedro Ponte
16h00 – 16h45 Reforma da Administração Pública
Dr. Luis Vidigal
Prof. João Bilhim
Prof.ª Ana Maria Evans
17h00 Encerramento
Prof. José Dias Coelho – Casa da Cidadania, Que Futuro ?
Arqª. Helena Roseta, Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa
Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa
(*) a confirmar
FÓRUM LISBOA – Avenida de Roma, 14-L | Informações : 924115591
Agenda Solidária IPO – 2017
A «Agenda Solidária IPO 2017», é um projeto solidário desenvolvido pelo Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil em conjunto com a editora Livros Horizonte e com a colaboração de várias entidades com o objetivo de angariar fundos para o Serviço de Pediatria.
“Em média, por ano, o IPO de Lisboa recebe cerca de 190 novos casos de cancro pediátrico e acompanha 400 crianças. O serviço dispõe de 25 camas de internamento e de hospital de dia pediátrico (local onde crianças e adolescentes fazem quimioterapia a outros tratamentos), sendo o único hospital do sul do país com esta valência.
O tratamento do cancro pediátrico, além de obrigar a vários internamentos, implica que as crianças (e as famílias) continuem a ser acompanhadas durante vários anos no IPO, o que requer um enorme esforço do Instituto, que procura ter projetos e equipamentos que permitam tentar tornar os períodos de tratamento um pouco menos difíceis.” IPO
No âmbito deste projeto, à editora Livros Horizonte, associou-se o pintor João Vaz de Carvalho, bem como 12 personalidades públicas, nomeadamente Marcelo Rebelo de Sousa Catarina Furtado, Nuno Markl, Afonso Cruz, Clara de Sousa, Margarida Pinto Correia, Boss AC, Victoria Guerra, Marisa Matias, Sobrinho Simões, Elvira Fortunato e Sandra Correia, no desenvolvimento da «Agenda Solidária IPO 2017».
A «Agenda Solidária IPO 2017» encontra-se nas bancas desde o dia 9 de novembro e tem o custo de 13.90€
O cariz solidário deste projeto e o apelo ao espirito natalício da época, fazem da Agenda Solidária IPO um excelente presente de Natal, em que ao comprar estamos a ajudar o Serviço de Pediatria do IPO de Lisboa.
Para mais informações contactar:
Alexandra Cayolla
t: 213 466 917
e: alexandra.cayolla@livroshorizonte.pt
Iniciativa "Correr Contra a Demência"
José Pedro Rua foi o promotor da iniciativa "Correr Contra a Demência", cujo principal objetivo era dar a conhecer o trabalho da Alzheimer Portugal e alertar para a doença de Alzheimer e para a forma como afecta os doentes, cuidadores e familiares, correndo as maratonas de Lisboa e Porto.
José propôs-se a correr as maratonas de Lisboa e do Porto e apoiar a Associação, através da divulgação do facebook e vestindo uma camisola alusiva à iniciativa.
A isso, juntou uma iniciativa de angariação de fundos, apelando a todos os seus amigos e seguidores no Facebook para contribuirem para o objetivo final.
José Pedro Rui vestiu então a camisola da Alzheimer Portugal e correu a Maratona de Lisboa no dia 2 de outubro e a Maratona do Porto no dia 6 de novembro.
No total, com esta iniciativa foram angariados 2137 euros, que permitirão à Alzheimer Portugal alargar os seus projetos nacionais de informação, formação e apoio às pessoas com Doença de Alzheimer, suas famílias e cuidadores.
São gestos como este, de alguém que decide criar um movimento solidário em torno de uma causa, que nos fazem acreditar que todos os esforços valem a pena e que juntos conseguimos fazer a diferença!
Muito obrigado a todos os que colaboraram e em especial ao José Pedro Rua por toda a dedicação.
Videojogo é a maior investigação já feita sobre a demência
Mais de 2,4 milhões de pessoas descarregaram o jogo Sea Quest Hero desde maio, contribuindo para aquela que já é considerada a maior investigação sobre demência alguma vez feita. Ao ajudarem um idoso, ex-explorador dos oceanos, a recuperar as suas memórias entre mares e pântanos, os jogadores forneceram dados equivalentes a 9400 anos de pesquisa laboratorial. Até agora foi possível saber que a capacidade de orientação espacial começa a perder-se após o início da idade adulta, que os homens têm um sentido de orientação ligeiramente melhor do que o das mulheres e que os países nórdicos superam todos os outros.
É nos países costeiros que estão os melhores navegadores.
Quem acede à aplicação para smartphones é convidado a viajar pelo mundo, perseguindo criaturas e recolhendo memórias.
Durante o jogo, os dados de navegação espacial e sentido de orientação de cada jogador são recolhidos, de forma anónima, e depois combinados com os de outros jogadores, numa rede de dados. Seis meses depois de ter sido lançado, os resultados preliminares do Sea Quest Hero foram apresentados na conferência Neuroscience 2016, que terminou na quarta-feira, em San Diego.
Segundo a BBC, os investigadores da University College London, que analisaram os dados, acreditam que os resultados podem vir a ajudar a desenvolver novas formas de diagnóstico da demência.
Os dados preliminares permitiram aos investigadores concluir que a capacidade de navegação espacial começa a entrar em declínio após a adolescência e vai sendo cada vez menor com o passar dos anos. Outro dado interessante é a forma como o processo de navegação varia nos cérebros das mulheres e dos homens. Diz a mesma publicação que o sexo masculino tem um sentido de orientação ligeiramente melhor do que o sexo feminino e que os países nórdicos superam todos os outros, embora ainda não existam explicações para isso.
As pessoas mais saudáveis, como aquelas que vivem nos países nórdicos, conservam as suas capacidades de navegação durante mais tempo e, no geral, as nações costeiras são aquelas onde existem melhores navegadores.
A diferença entre homens e mulheres não é propriamente uma novidade. "E refere-se à maioria dos homens e à maioria das mulheres", ressalva o neurologista Lopes Lima, lembrando que há exceções. "Os homens geralmente têm mais capacidade para ler mapas e se orientarem, enquanto as senhoras têm maior aptidão para fazer coisas minuciosas, para serem mais rigorosas", explica. Enquanto o hemisfério esquerdo do cérebro "tem mais a ver com a linguagem", o direito é "mais importante para a orientação espacial" e estes estão organizados de forma diferente entre homens e mulheres, o que explica as diferenças observadas no estudo.
Já no que diz respeito às capacidades dos nórdicos, o neurologista acredita que possam estar relacionadas "com a cultura viking, que é uma cultura de grande navegação e que naturalmente passou de pais para filhos", mas diz que não tem uma base científica.
Segundo o neurocientista Hugo Spiers, da University College London, este jogo poderá, no futuro, ajudar a desenvolver um diagnóstico precoce de demências como a doença de Alzheimer - que afeta a memória e a capacidade de orientação espacial - e poderá ser útil em ensaios clínicos de medicamentos relacionados com a demência.
Ainda não existe uma forma eficaz de diagnosticar precocemente a doença, mas Lopes Lima adverte que, embora "no futuro possa vir a ser útil, nesta altura não é". Isto porque, explica, "não há tratamento para evitar que a doença de Alzheimer apareça". Isso só iria piorar a vida de quem tivesse um diagnóstico positivo. "Quando houver tratamento, será importante que haja testes para detetar a doença o mais precocemente possível."
O jogo foi desenvolvido pela Deutsche Telekom e pela Alzheimer"s Research UK, uma associação sem fins lucrativos que apoia a investigação nesta área.
Fonte: Diário de Notícias
Eleição dos novos Corpos Sociais Nacionais - Voto por Correspondência
Lembramos os senhores Associados de que é já no próximo dia 26 de
novembro de 2016 que terá lugar nas instalações da Alzheimer Portugal
sitas em Av. de Ceuta Norte, Lote 1, Loja 2, Quinta do Loureiro, Lisboa,
pelas 13:30, em primeira convocatória, e às 14:00, com qualquer número
de associados, a Assembleia Geral Extraordinária para a Eleição dos
novos Corpos Sociais Nacionais para o quadriénio 2017-2020.
De 1 a
31 de outubro de 2016 decorreu o prazo para receção de listas
candidatas, tendo chegado à Presidente da Mesa da Assembleia Geral uma
lista candidata, doravante designada Lista A.
Neste sentido,
apelamos à vossa presença e votação e lembramos ainda que é possível o
VOTO POR CORRESPONDÊNCIA.
Regras do Ato Eleitoral:
1. Só podem exercer o seu direito de voto os associados que se encontrem inscritos e com as suas quotas regularizadas/pagas até ao dia 31/10/2016. Cada associado só tem direito a um (1) voto.
Voto Presencial
2. No dia das eleições, será verificado no local quer a sua qualidade de associado, quer se tem as suas quotas em dia.
3. Deverá levar o seu documento de identificação (B.I., Cartão de Cidadão, Carta de Condução ou Passaporte).
4. Será de toda a utilidade levar o seu cartão de associado com a respetiva vinheta ou o recibo, comprovativos do pagamento das quotas.
Voto por Correspondência
5. Poderá exercer o seu voto por correspondência.
6. Para o efeito, deverá endereçar à Presidente da Mesa da Assembleia carta em envelope fechado (ver proposta de minuta em anexo I, a título meramente exemplificativo), devendo:
a) apor a sua assinatura, conforme documento de identificação (B.I., C.C., Carta de Condução ou Passaporte), cuja cópia tem que anexar;
b) incluir outro envelope, no qual introduz o seu boletim de voto, e que deverá estar fechado e sem qualquer indicação exterior.
7. O voto por correspondência tem que chegar às instalações da Associação sitas na Avª de Ceuta, Lote 15, Piso 3, Quinta do Loureiro 1300125 Lisboa, por qualquer meio (CTT, outro operador de entrega de encomendas, ou em mão), até ao dia 25 de Novembro às 16:00.
8. O Boletim de Voto pode ser descarregado aqui, ou junto da Sede, das Delegações e do Núcleo.
Voto por procuração
9. Caso pretenda exercer o seu direito de voto através de outro associado, deverá este estar munido de carta dirigida ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, conferindo-lhe poderes de representação para o ato (ver proposta de minuta em anexo II, a título meramente exemplificativo), contendo a sua assinatura conforme documento de identificação (B.I., C.C., Carta de Condução ou Passaporte), cuja cópia tem que anexar.
10. O associado procurador deve assegurar a verificação da capacidade eleitoral do autor da procuração, nos mesmos termos da sua própria.
11. Cada associado só pode representar um outro associado.
Lista A
A lista A é composta pelos seguintes elementos:
Documentos para Download
Alzheimer Portugal somos todos nós e o prosseguimento do trabalho de
apoio aos doentes e suas famílias depende do nosso empenho!
Falta de energia no cérebro pode ser a causa de Alzheimer
As mitocôndrias actuam como centros de energia para as células e são de importância central na saúde e na doença. O estudo baseia-se em trabalhos anteriores sugerindo mutações genéticas que afectam a função mitocondrial e que pode ser fundamental para o desenvolvimento da doença.
Um estudo realizado na Universidade do Estado do Arizona, um grupo de cientistas investigou o papel da mitocôndria na doença de Alzheimer. A mitocôndria, também conhecida como produtora de energia das células, é uma organela que tem DNA próprio e é encontrada em todos os organismos eucariontes. Além dessa função, ela também está envolvida na diferenciação celular, sinalização celular, na manutenção e crescimento da célula e na morte celular.
Por outras palavras, a mitocôndria tem papel muito importante na célula e as disfunções mitocondriais trazem consequências como doenças vasculares, autismo, esquizofrenia, transtorno bipolar, epilepsia, derrame e Alzheimer. Defeitos na mitocôndria afetam com mais intensidade órgãos que precisam de muita energia, como o sistema digestivo, músculos e o cérebro – órgão que tem apenas 2% do peso do corpo humano, mas que consome 20% da energia total.
Acredita-se que a degradação da integridade mitocondrial tenha uma papel central no processo normal de envelhecimento.
Mitocôndria versus Alzheimer
O estudo publicado na revista Alzheimer’s and Dementia analisou tecido do hipocampo, estrutura importante da memória e uma das mais afectadas pelo progresso do Alzheimer. Usando tecnologia de microarranjo, os autores examinaram os tecidos de 44 cérebros normais, de 10 pessoas com problemas cognitivos leves e de 18 pessoas com Alzheimer, todas com idades entre 29 e 99 anos.
Este exame tinha como intenção identificar quais os genes que se expressam nas células, além de mutações. A expressão genica foi examinada em dois grupos de genes: um relacionado ao DNA mitocondrial e outro ao DNA do núcleo da célula.
Os dois grupos de genes tinham códigos para proteínas associadas com um complexo mitocondrial essencial para a produção de energia, mas enquanto os genes da própria mitocôndria não mostraram problemas associados com esse complexo, os genes nucleares passaram por uma significativa modificação, dependendo do tecido examinado.
Os dados do microarranjo mostraram uma importante regulação abaixo do necessário para a geração de energia em genes nucleares de pessoas com Alzheimer, facto que também é observado em cérebros normais que estão a envelhecer.
Os mesmos genes, contudo, tinham regulação acima do normal em casos de problemas cognitivos leves, que é um precursor do Alzheimer. Os autores sugerem que este efeito pode acontecer como mecanismo de compensação do cérebro em resposta aos primeiros sinais da doença.
Esses resultados são consistentes com trabalhos anteriores que estabeleceram que acumulações de beta-amilóide nos neurônios, uma marca registrada do Alzheimer, estão diretamente envolvidos na disfunção mitocondrial. O efeito pronunciado em genes do núcleo mas não em genes da mitocôndria pode apontar para disfunções no transporte de moléculas do núcleo da célula para a mitocôndria.
"O nosso trabalho com a mitocôndria oferece a promessa de um marcador confiável no início da doença. Um marcador que se relaciona mais fortemente com os graus de demência do que o diagnóstico actual baseado em placas e emaranhados", referiu Paul Coleman, um dos investigadores do trabalho.
O estudo sugere que os tratamentos voltados ao resteuro da função de genes nucleares relacionados à geração de energia podem ser uma óptima novidade para o tratamento de Alzheimer.
Fonte: Sapo
"Medo da demência leva ao preconceito"
Ser cuidador de alguém dependente exige muito dessa pessoa. Há diferenças dependendo da doença em causa?
A sobrecarga física e emocional de um cuidador de um doente com demência é superior a de um cuidador de um doente que não tem este problema. O desafio é acrescido porque a demência é dinâmica. Os cuidados têm de ser reajustados a novos sintomas, alterações de comportamento, incapacidades e falhas de memória que vão surgindo. Quando está capacitado para aquele momento, é desafiado a capacitar-se para uma nova fase.
Qual o impacto emocional no cuidador que lida com as mudanças provocadas pela doença?
Existem diferentes fatores que interferem nesta sobrecarga física e emocional. Em geral, as mulheres têm mais sobrecarga, tal como quem reside com o doente, há demências que afetam mais do que outras e estratégias que aumentam ou reduzem o equilíbrio emocional. A relação prévia entre ambos é muito importante para a forma como o cuidador se vai sentir. Os cuidadores estão mais vulneráveis física e mentalmente com sintomas de ansiedade e depressão, ficam com uma rede social diminuída, muitas vezes isolados, o que deteriora muito a qualidade de vida existindo impacto económico nas relações conjugais. Todos estes aspetos interferem. Claro que ter um pai ou uma mãe que deixa de os reconhecer é muito impactante. É o aspeto que mais referem, o medo que os deixem de reconhecer. Têm de enfrentar pequenos lutos diários. Chamamos muito a atenção para que o cuidador se informe, forme e tenha acompanhamento psicológico desde o diagnóstico.
O que fazer para lidar com esta carga emocional?
A primeira estratégia é pedir ajuda quando sente que não está capaz de prestar cuidados. A segunda é cuidar de si próprio. É muito habitual terem o foco na pessoa com demência e esquecerem-se de si. É importante terem pequenos momentos de alívio e descanso. O cuidador precisa de ter conhecimento do que é a doença para saber o que se está a passar. Se perceberem de onde surgem os comportamentos, lidam melhor com eles. As expectativas têm de ser ajustadas à realidade. Os cuidadores também passam por um processo de aceitação da doença. Primeiro desvalorizam os sinais, depois sentem raiva, culpa, angustia até viverem conformados com a realidade. É um processo exigente e longo.
Como terem tempo para descansar quando em muitos casos prestam cuidados sozinhos?
Sabemos que há muitas pessoas com demência que são cuidadas por outras mais velhas, também com problemas de saúde, sozinhas porque os filhos estão longe, em que não há rede familiar. É um trabalho 24 sobre 24 horas. Muitas vezes têm dificuldade de acesso à informação e às respostas que existem. É certo que ainda há um longo caminho a fazer para haver o número ideal de respostas para apoiar os cuidadores. É muito importante pedir apoio dentro da família. Quando não há, é preciso ver na comunidade que respostas de proximidade existem. É preciso que o cuidador não se isole.
Fala de isolamento. Ainda há preconceito em relação às demências?
Ainda existe discriminação, estigma e preconceito. Um dos nossos trabalhos é desconstruir o estigma para tornar a sociedade mais amiga. Ainda existe um enorme desconhecimento e medo da demência. Há um trabalho grande de sensibilização junto da comunidade que precisa de ser feito. O medo leva ao preconceito e este leva ao afastamento destas pessoas.
Fonte: Diário de Notícias
Revista Alzheimer Portugal - novembro de 2016 a janeiro de 2017
Revista Alzheimer Portugal - novembro de 2016 a janeiro de 2017
Descarregue aqui a Revista Alzheimer Portugal - novembro de 2016 a janeiro de 2017
Revista Alzheimer Portugal - novembro de 2016 a janeiro de 2017
Revista Alzheimer Portugal - novembro de 2016 a janeiro de 2017
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Nova descoberta abre porta à cura para o Alzheimer
O comprimido produzido pela farmacêutica Merck evita a produção da proteína tóxica beta-amilóide que, quando aglomerada em placas no cérebro, desencadeia a doença neuro-degenerativa.
A teoria mais comum sobre o Alzheimer sustenta que a acumulação destas proteínas mata os nerónios saudáveis e leva à perda de memória, declínio cognitivo e mudanças de personalidade - algo que pode ser evitado pelo novo comprimido.
Resta agora saber se, no ensaio clínico cujos resultados serão apresentados no próximo ano, a medicação revela diminuir o ritmo do declínio mental, uma vez que apenas assim poderá ser aprovada.
Não se sabe, no entanto, quando poderá chegar ao mercado. Matt Kennedy, líder da investigação da Merck, revelou ao diário britânico The Guardian que ainda “é cedo para especular sobre a disponibilidade” do fármaco.
O farmacêutico afirmou que, atualmente, “as opções terapêuticas para pessoas que sofrem da doença de Alzheimer são muito limitadas, e aquelas que existem apenas fornecem uma melhoria a curto prazo dos sintomas cognitivos”. Kennedy frisou ainda a urgente necessidade de um tratamento eficaz, uma vez que os atuais “não atacam diretamente a doença”.
Primeira farmacêutica a chegar tão longe
Durante o primeiro ensaio clínico, o medicamento chamado verubecestat foi administrado durante sete dias a 32 pacientes em fase inicial de Alzheimer. Este tempo não foi o suficiente para que os resultados fossem visíveis em ressonâncias magnéticas.
No entanto, após a recolha do fluido que circula em torno do cérebro, constatou-se que o medicamento conseguiu bloquear a enzima do cérebro BACE1, que estimula a produção de duas moléculas que em conjunto formam beta-amilóides.
Até agora, os efeitos secundários são reduzidos e a Merck vai ser a primeira farmacêutica a testar o medicamento numa escala tão alargada. O próximo ensaio clínico vai contar com 1.500 pacientes com Alzheimer em estado moderado, e no seguinte vão participar 2.000 doentes em fase inicial.
John Hardy, neurocientista da University College London, foi o primeiro a propor que as beta-amilóides desempenham um papel central na doença de Alzheimer e elogiou os resultados da farmacêutica. “Esta é uma boa medicação e tenho a certeza que a Merck se está a sentir satisfeita”, afirmou.
Fonte: RTP Notícias
Plano de Ação para 2017
Plano de Ação para 2017
Descarregue aqui o Plano de Ação para 2017 da Alzheimer Portugal
Partidos pressionam governo para criar estatuto do cuidador
Em Portugal existem 110 mil pessoas dependentes ao cuidado de familiares em casa. No Parlamento já está uma petição com mais de 14 mil assinaturas que pede o que o que cinco partidos - PS, PCP, BE, CDS e PSD - aprovaram em maio e resultou numa resolução da Assembleia da República: a criação do estatuto do cuidador informal, apoio psicossocial, direito ao descanso, horário flexível, formação, baixa prolongada.
Os partidos colocam a pressão no governo, lembrando que as recomendações são para cumprir. O Ministério da Saúde refere que há medidas em marcha, como as unidades de dia. Outras como a redução de horários ou apoios fiscais não avançam antes de 2018. Hoje é o Dia do Cuidador.
"O PSD e os outros partidos apresentaram projetos de resolução que foram discutidos e aprovados. Agora carecem da iniciativa do governo. A petição irá colocar o tema na ordem do dia", diz Miguel Santos, deputado do PSD. O mais provável é que seja discutida em plenário no início de 2017. Nessa altura, afirma Isabel Galriça Neto, deputada do CDS, "vamos relembrar o governo que esta é uma matéria muito importante. Os projetos culminaram em recomendações da Assembleia ao governo. Estaremos atentos para ver se tomam medidas".
O mesmo esperam os partidos da esquerda. "Estamos a debater o orçamento. O governo ainda está dentro do tempo para acatar as recomendações. E sabemos que um dos seus objetivos é criar o estatuto do cuidador. Isso não significa que o PS não possa pensar em apresentar uma proposta de lei no início do próximo ano se o governo não avançar. Este é um tema prioritário para esta legislatura", diz a deputada socialista Luísa Salgueiro. "Quando a petição for discutida, o partido irá avaliar o que quer fazer. As recomendações contemplam questões laborais, apoios sociais, o descanso do cuidador. O PCP irá acompanhar e exigir o cumprimento das resoluções", afirma Carla Cruz, do PCP. Moisés Ferreira, deputado do BE, refere que "na discussão da petição reafirmará as propostas aprovadas e que queremos que sejam efetivadas. E que estamos disponíveis para estudar outras medidas".
Medidas no próximo ano
O governo, diz o Ministério da Saúde, "pretende iniciar a discussão pública no inicio de 2017 e ainda durante o decorrer do ano implementar algumas das recomendações e eventualmente efetuar experiências-piloto, de forma a aferir a mais valia e o impacto que pode ter em termos de benefícios clínicos".
Manuel Lopes, coordenador da reforma dos cuidados continuados, lembra que Portugal já tem algumas medidas como o descanso do cuidador e a sua capacitação, embora não de forma sistemática. Por isso candidataram um projeto de formação com recurso à internet. "Está previsto o início de atividade das unidades de dia e de promoção de autonomia, úteis por criarem um apoio terapêutico durante as horas normais de trabalho. As medidas com repercussões fiscais e laborais exigem uma discussão em sede própria, estando previsto que ocorra durante 2017 para poderem ser consideradas em 2018."
Leonor Guimarães, vice-presidente da associação Alzheimer Portugal, defende: "É preciso assumir que isto é um problema de saúde pública. São doentes que obrigam a uma vigilância constante e a prestação de cuidados não se compadece com a vida profissional. Não existem benefícios fiscais e é preciso encontrar soluções que permitam aos cuidadores descansar. As estimativas é que existem 182 mil pessoas com demência em Portugal. Cada vez aparecem mais casos de pessoas na casa dos 40 anos. As instituições não estão preparadas para receber pessoas destas idades".
Cuidar de quem se ama
"Às vezes digo à minha avó que tenho dores de barriga só para ela me dar um carinho. É muito complicado vermos aquela pessoa, a matriarca da família, deixar de existir", desabafa Sofia Figueiredo, 39 anos e cuidadora da avó há três. É uma das promotoras da petição lançada pelo Grupo de Cuidadores de Pessoas com Doença de Alzheimer e Outras Demências, a quem agradece por terem tornado isto possível.
A avó Maria, 82 anos, está longe da mulher independente que já foi. A demência vascular mudou a vida de todos. Sofia divide-se com a mãe, Rosália (vivem todas juntas com os filhos de Sofia), numa ginástica diária. Até que o corpo e a mente das duas aguente. Porque alguém tem de estar sempre presente. "Levanto-me às 5.00 da manhã para entrar ao trabalho às 6.30 e saio às 15.30. Venho a correr para casa para receber a minha avó porque o centro de dia fecha às 16.00. Há um dia que não vou aguentar. Não quero deixar de trabalhar, mas serei obrigada", diz. Na zona do Seixal onde mora não tem a resposta que precisa.
Aprendeu com o médico e na internet a fazer estimo cognitivo à avó, a ter um dia que é só para si para carregar baterias que vão sendo cada vez mais fracas. Mas ainda não conseguiu convencer a mãe a fazer o mesmo. É duro ver que cada dia se perde mais um pouco. "A maioria das vezes não me reconhece. Pergunta onde está a moça. Perdeu a memória, mas mantém a memória emocional. Ela sabe que lhe pertencemos." Não esquece o dia em que a avó estava a estender toalhas na banheira. "Chorei porque já não tem noção de que a banheira é para o banho e a cama para dormir."
Tal como é duro não ver nos outros a compreensão do que é ser cuidador, não ter respostas ágeis cada vez que vai ao hospital com a avó, sentir o olhar do preconceito porque não sabem o que é a demência. "Conforme avança a perda de mobilidade, aumenta o desgaste dos cuidadores e a ansiedade. A maioria dos cuidadores não é educado lidar com as situações que podem gerar conflito e ter métodos para desviar a atenção. Faltam campanhas de sensibilização e informação", diz.
Ana Paula Faria cuida da mãe, Bertini, que tem 94 anos, há seis anos. Foi a falta de mobilidade que a impediu de estar sozinha. Ana também sabe o que é viver com o medo e a ansiedade. "Tenho apanhado tantos sustos que as noites deixaram de ser sossegadas. Nunca se sabe se vai acordar mal, com a tensão a 20, com infeção urinária ou problemas no estômago", diz. Recorda o cheiro do almoço que a mãe lhe preparava quando ainda vivia na sua casa: "É difícil ver a pessoa a ficar cada vez mais debilitada".
É o receio de não saber o que fazer nas horas em que a mãe está doente que mais a assusta. A Linha Saúde 24 tem sido uma fiel companheira. Tal como agora é o fisioterapeuta que duas vezes por semana vai ajudar a mãe e a empregada que durante quatro horas permite a Ana ter momentos só seus. "Quero part time para compensar a reforma antecipada e também porque me faz falta ter alguma coisa para manter a sanidade." A mãe? "Acho que é feliz. Tem o quarto dela, a visita dos netos, não está isolada. Prometi ao meu pai que cuidava da minha mãe. Não a punha num lar de forma nenhuma", diz.
Fonte: Diário de Notícias














