Doença de Alzheimer no Diário de Notícias
Número de doentes, que se estima atualmente em mais de 182 mil, vai triplicar até 2050.
A maioria dos diagnósticos de demência em Portugal são tardios, o que inviabiliza estratégias que já existem para ajudar a retardar a progressão destas doenças. Por isso, a Associação Alzheimer Portugal lançou ontem, dia mundial da doença, o Banco da Memória, uma iniciativa para combater a falta de informação sobre estas patologias. O objetivo é também chamar a atenção para o muito que ainda há a fazer em Portugal nesta área, como a criação de um Plano Nacional para as Demências, que acautele os direitos dos doentes e dos seus cuidadores, a formação especializada destes e a criação de instituições dedicadas, até porque o futuro é sombrio. Os cálculos apontam para que o número estimado de mais de 182 mil pessoas com demência hoje em Portugal duplique até 2030 e mais do que triplique até 2050. O envelhecimento é o principal fator de risco.
Os dados mais recentes são da Alzheimer Europe, de 2012, e apontam para a existência em Portugal de mais de 182 mil pessoas com demência, o que representa 1,71% da população, um pouco acima da média europeia, que é de 1,55%.
Nos 182 mil estimados para Portugal, 130 mil são doentes de Alzheimer, patologia neurodegenerativa progressiva e sem cura, a prazo incapacitante, e que atinge sobretudo pessoas com mais de 65 anos, mas com especial incidência nas idades acima dos 80.
Fonte: Diário de Notícias
Passeio da Memória na Rádio Elvas
Campo Maior recebe hoje "Passeio da Memória"
PasseioMemoria2015
O Dia Mundial da Doença de Alzheimer celebra-se amanhã, segunda-feira dia 21. Para comemorar a data a Alzheimer Portugal organizou um evento intitulado «Passeio da Memória» que, em Campo Maior, decorre hoje, domingo dia 20.
A inscrição pressupõe, por participante, «um donativo mínimo de 5 euros que reverte para a Alzheimer Portugal», de acordo com Rosália Guerra, socióloga no Gabinete Alzheimer Maior, em Campo Maior.
O Passeio da Memória tem início marcado para as 10 horas, com partida do Jardim Municipal de Campo Maior.
Fonte: Rádio Elvas
O Banco de Memórias em destaque no portal VER
A persistência da vida através da memória
Nasceu o primeiro Banco de Memórias do País, que visa consciencializar a sociedade para a necessidade cada vez mais premente de apostar na investigação da doença de Alzheimer, principal demência a nível mundial, com um exponencial de crescimento, até 2050, no mínimo preocupante. Em Portugal, milhares de pessoas vêem as suas vidas cair no fatal esquecimento associado à doença, mas nem por isso existe um Plano Nacional para as Demências que contemple uma aposta na melhoria da qualidade de vida dos doentes e na criação de enquadramento legal para a intervenção sobre a Alzheimer
São os momentos mais simples e inesperados que queremos guardar para sempre. São as imagens de rara beleza ou emoção aquelas que instantaneamente o nosso cérebro regista fotograficamente, e arquiva no infinito «disco» da memória humana. Recordações que, no final de uma vida, constituem a história de cada um de nós. E sem as quais perderíamos o sentido dessa vida. Instantes que queremos guardar para sempre, quase sempre ligados à infância e à família. Ao amor. Aos outros em nós.
Para cada vez mais pessoas em todo o mundo, essas memórias tornam-se reminiscências e perdem-se depois, bem antes de se desvanecerem os momentos preciosos que dão valor à sua existência. E se «nada é mais surreal que a realidade», como defendia Salvador DalÃ, a «persistência da memória» (retratada numa das suas mais icónicas pinturas, a propósito do seu desejo de materializar as imagens da irracionalidade concreta do quotidiano) pode hoje eternizar-se com recurso às tecnologias.
Numa sociedade com um acentuado envelhecimento da população, associado a uma prevalência cada vez mais elevada de doenças neurodegenerativas como a Alzheimer, poderemos temer que, a prazo, sejam mais os registos electrónicos que os cerebrais, no que às memórias de parte significativa da humanidade diz respeito.
Para preservar essas memórias mas, fundamentalmente, para usá-las como apelo à necessidade de investigação e de respostas especializadas no domínio das demências, considerado o maior problema de saúde pública do futuro, a Associação Alzheimer Portugal, em parceria com o Centro Virtual pelo Envelhecimento, lançou a 21 de Setembro, Dia Mundial da Doença de Alzheimer, o projecto Banco de Memórias.
A iniciativa, dinamizada em Espanha pela Fundación Reina Sofía, alarga-se agora a um site bilingue no qual qualquer pessoa pode deixar a sua «memória» em texto, fotografia ou vídeo, ou apadrinhar a memória de outra pessoa, no âmbito de uma campanha de consciencialização sobre a doença de Alzheimer que pretende chamar a atenção para o facto de todos nós podermos vir a perder as nossas memórias.
A mensagem com que abrimos este texto é apenas uma, entre mais de 35 mil memórias «doadas» a este Banco. Mais de mil pessoas já acederam a bancodememorias.pt, sala virtual onde centenas deixaram numa das gavetas a sua recordação favorita e, em Espanha, mais de 300 mil pessoas já visitaram o Banco de Recuerdos.
A Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas. Provocando a neurodegeneração e o consequente agravamento das funções cerebrais, esta doença culmina na total perda de autonomia. Entre os primeiros sintomas da doença incluem-se a perda de memória, desorientação espacial e temporal, confusão e problemas de raciocínio e pensamento, o que provoca alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, e dificulta naturalmente a realização das suas actividades de vida diária, como sublinha a Associação a ela dedicada, a nível global.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a doença de Alzheimer representa 50% a 70% do total de casos de demência. Cerca de uma em cada 20 pessoas acima dos 65 anos e uma em cada 5 pessoas acima dos 80 anos sofrem de demência, sendo a Alzheimer responsável por perto de metade destes casos. A OMS prevê ainda que o número de pessoas que vivem com demência cresça para 75,6 milhões, em 2030, quase duplicando, para 135,5 milhões, em 2050.
Em Portugal, cerca de 182 mil pessoas sofrem de Alzheimer, de acordo com dados da Alzheimer Europe. Não obstante, «não existe ainda uma linha estratégica de intervenção» para esta doença a nível nacional.
Em entrevista ao VER a respeito do lançamento do Banco de Memórias, Bárbara Soares, coordenadora do Centro Virtual do Envelhecimento e Tatiana Nunes, coordenadora do Departamento de Relações Públicas da Alzheimer Portugal, defendem a implementação de um Plano Nacional para as Demências, que «contemple uma aposta na melhoria da qualidade de vida das pessoas com demência e dos seus cuidadores», e aposte numa mobilização da sociedade «que leve à criação do enquadramento legal adequado sobre direitos, cuidados, intervenção e investigação» da doença.
De que modo contribuirá o Banco de Memórias para apoiar a investigação sobre a doença de Alzheimer em Portugal, ajudar doentes e cuidadores, e sensibilizar a população em geral para esta que é a forma mais comum de demência a nível mundial?
O Banco de Memórias é uma campanha de consciencialização que procura alertar a sociedade para a problemática da doença de Alzheimer e para a necessidade de apoiar não só os pacientes que sofrem desta condição, mas também os seus familiares e cuidadores, que são igualmente afectados pela doença. Concomitantemente, ao apoiar a divulgação de informação sobre a doença, a campanha contribui para uma maior sensibilização da sociedade para esta problemática, chamando a atenção para a necessidade de se canalizarem cada vez mais recursos não só para a investigação sobre a doença, mas também para o apoio aos familiares e cuidadores.
Que receptividade teve o projecto no seu lançamento em Portugal, e de que significado se revestem as centenas de testemunhos «doados» ao Banco de memórias?
Nos dois primeiros dias após o lançamento do projecto recolhemos mais de 250 memórias no Passeio da Memória, em Oeiras (ver Caixa), e mais de mil visitantes nas nossas redes sociais, que tiveram uma excelente receptividade, dado não termos registo de nenhuma campanha semelhante em Portugal. A iniciativa tem sido bastante felicitada nas nossas caixas de comentários por dar visibilidade a uma causa onde os pacientes, e os seus cuidadores, são frequentemente esquecidos.
A maioria dos testemunhos que nos chegam recordam momentos de infância, de família e de primeiros amores, entre outros marcantes. Quando alguém nos escreve uma mensagem simbólica dizendo que não quer nunca esquecer o dia em que conheceu o amor da sua vida, só podemos acreditar que, mais do que simbólica, essa memória é bastante real.
Como irá decorrer esta campanha a nível nacional e que expectativas têm esta fase de arranque do projecto?
Um dos objectivos do Banco de Memórias é tornar a doença de Alzheimer na causa social protagonista de 2015. E, por isso, escolhemos como data de lançamento o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. A partir daqui, a campanha centrar-se-á não só na recolha de memórias reais de pessoas que queriam contribuir para alertar a sociedade para esta causa, mas também no desenvolvimento de iniciativas locais e nacionais que possam contribuir para uma maior visibilidade da mesma.
Em Espanha, o mesmo projecto (Banco de Recuerdos), liderado pela Fundación Reina Sofía, venceu vários prémios de comunicação e responsabilidade social e deu lugar a várias iniciativas locais de voluntariado e de doação de horas, que melhoraram a qualidade de vida de pessoas com demência (o projecto ZamHORA, por exemplo) e que podem servir de inspiração para iniciativas semelhantes em Portugal.
Acresce ainda que a excelente receptividade que o Banco de Memórias teve na sociedade e na comunicação social portuguesas, nestes primeiros dias, em conjunto com a articulação com as associações de apoio e familiares, oferece-nos a oportunidade de estender e alargar esta campanha. As próximas semanas serão, por isso, de parceria e desenvolvimento de novas acções de sensibilização, a divulgar em breve.
Como comentam o facto de não existir um Plano Nacional para as Demências?
Uma das grandes prioridades da Alzheimer Portugal é a criação e implementação de um Plano Nacional para as Demências que contemple uma aposta na melhoria da qualidade de vida das pessoas com demência e dos seus cuidadores (intervenção farmacológica e não farmacológica; apoios sociais; serviços e equipamentos acessíveis e adequados aos seus destinatários; aposta na investigação, importante tanto para a prevenção como para o diagnóstico e recolha de dados epidemiológicos) e, ainda, que aposte na mobilização para o envolvimento da população, ou seja, com uma forte componente de informação, consciencialização e reflexão sobre as questões éticas e jurídicas, que leve à criação do enquadramento legal adequado sobre direitos, cuidados, intervenção e investigação.
Existem em Portugal mais de 182 mil pessoas com doença de Alzheimer, mas não existe ainda uma linha estratégica de intervenção. Faltam apoios, faltam profissionais qualificados, falta o reconhecimento dos direitos das pessoas com demência e dos cuidadores.
Sobre esta matéria, é de salientar a campanha da Alzheimer Europe para a subscrição online da Declaração de Glasgow, que apela à criação de uma estratégia europeia para as demências e de estratégias nacionais em todos os países da Europa. Os signatários apelam também a todos os líderes do mundo para que reconheçam a Demência como uma prioridade de saúde pública e para que desenvolvam um plano de acção global para as demências.
A declaração, aprovada por unanimidade pelos 26 membros da Alzheimer Europe presentes na assembleia geral anual da organização, foi lançada publicamente durante a conferência anual que teve lugar em Glasgow, de 20 a 22 de Outubro de 2014.
A Alzheimer Portugal traduziu a Declaração para português e tem vindo a divulgá-la nos seus meios de comunicação, muito em especial no Facebook. Já mais de 500 cidadãos portugueses assinaram a Declaração, sendo Portugal o segundo país com mais assinaturas. Este resultado, mostra que os meios de comunicação da Alzheimer Portugal são eficazes mas também demonstra o enorme impacto que a doença tem no nosso país, bem como o grau de consciencialização do público em geral para esta problemática.
Infelizmente, os decisores políticos não têm mostrado o mesmo grau de envolvimento para com a causa. Apenas duas deputadas portuguesas do Parlamento Europeu - Marisa Matias e Sofia Ribeiro - assinaram a Declaração de Glasgow.
Um passeio e um café pela Memória
A Alzheimer Portugal realizou, entre 19 e 21 de Setembro, a 5ª edição do Passeio da Memória. O evento, dirigido à população em geral com o objectivo de sensibilizar para a demência, e a doença de Alzheimer, em particular, reuniu milhares de mensagens transmitidas pelos cidadãos em murais instalados em 18 cidades do País.
Também o Café Memória, conceito de sucesso em diversos países, chegou a Portugal como ponto de encontro destinado a pessoas com problemas de memória ou demência, bem como aos respectivos familiares e cuidadores, para partilha de experiências e suporte mútuo, com o acompanhamento de profissionais de saúde ou de acção social. Nestas sessões, que decorrem um pouco por todo o país, promove-se a interacção entre pessoas com experienciências semelhantes e participação em actividades lúdicas e inclusivas.
Lembre-se do seu Cérebro
Não se sabe ainda como se pode prevenir ou curar a demência, mas existem muitas coisas que se pode fazer para manter o cérebro saudável com o avançar da idade. Ao adoptar estas sete dicas, estará a dar um grande passo para reduzir o risco de desenvolver doença de Alzheimer:
. Mantenha o cérebro activo
. Tenha uma alimentação saudável
. Pratique exercício físico
. Faça check-ups regularmente
. Participe em actividades sociais
. Não fume, beba com moderação e durma bem
. Proteja a sua cabeça de lesões
Fonte: VER
Passeio da Memória na revista Activa
Caminhe por uma causa e vá ao Passeio da Memória, da Alzheimer Portugal
O evento solidário, que visa angariar fundos e assinalar o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, acontece já amanhã, dia 20, em 15 cidades portuguesas.
O Passeio da Memória é o grande evento anual da Alzheimer Portugal, que assinala o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, uma caminhada solidária cujos fundos das inscrições revertem, na íntegra, para a associação Alzheimer Portugal.
O objetivo desta caminhada solidária é informar e consciencializar para a importância de reduzir o risco de desenvolver demência, para os sinais de alerta da Doença de Alzheimer e, sobretudo, para a importância do diagnóstico atempado.
A iniciativa nasceu nos Estados Unidos, em 1989 sob a designação Memory Walk, criada pela Alzheimer Association. Ao longo de 25 anos, tem vindo a crescer nos EUA e a espalhar-se por vários países. Em 2011, a Alzheimer Portugal decidiu trazer o Memory Walk para Portugal e nesse ano centenas de pessoas caminharam 6 km naquele que foi o primeiro Passeio da Memória, em Oeiras.
Esta é, aliás, uma das 15 cidades portuguesas onde amanhã, dia 20, pelas 09.30h se realizará o Passeio da Memória: Aveiro, Barreiro, Braga, Cabeceiras de Basto, Campo Maior, Covilhã, Funchal, Ilha do Pico, Matosinhos, Oeiras, Penafiel, Portimão, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.
Na segunda-feira, dia 21, pelas 18h, é a vez de Pombal receber o Passeio da Memória.
Saiba mais pormenores sobre pontos de encontro e locais em www.passeiodamemoria.org
Fonte: Activa
«A necessidade de cuidar dos cuidadores» na Rádio Renascença
Dia Mundial do Alzheimer. A necessidade de cuidar dos cuidadores
«É muito comum [os cuidadores] entrarem num estado de depressão e de ansiedade, de dificuldade muitas vezes em tomarem conta até de si próprios», alerta uma especialista. Existem em Portugal mais de 180 mil pessoas com demência.
Assinala-se esta segunda-feira o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. Estima-se que, em Portugal existam cerca de 182 mil pessoas com demência e a perspectiva é que o número duplique nas próximas duas décadas.
Os doentes de Alzheimer exigem um apoio especializado e pleno dos cuidadores porque regra geral, tornam-se totalmente dependentes. Os lares ainda são poucos e a resposta surge, melhor ou pior, da família e apoio domiciliário.
Um doente de Alzheimer «requer uma atenção 24 horas por dia por parte do cuidador, o que também é extremamente desgastante e, portanto, é muito comum entrarem num estado de depressão e de ansiedade, de dificuldade muitas vezes em tomarem conta até de si próprios», alerta a psicóloga e responsável pela formação da Alzheimer Portugal, Ana Margarida Cavaleiro.
A especialista explica que, na «necessidade de tomar conta da pessoa com demência acabam por descuidar sintomas que eles próprios têm - não só psicológicos, como físicos, de doenças físicas que têm, que não recorrem ao médico porque, por exemplo, não têm com quem deixar a pessoa com demência».
A degradação mental e física dos doentes pode, assim, deixar marcas nas pessoas que cuidam deles. As dificuldades crescem à medida que a doença avança. Por isso, Ana Margarida Cavaleiro avisa que, quem precisa, não deve hesitar em pedir ajuda. A associação disponibiliza uma linha telefónica com esse objectivo: a «INFORMAR +» (213610465).
«A pessoa pode telefonar para obter informações, para obter apoio psicológico», entre outras coisas, refere a psicóloga.
Além disso, no site da associação há informação abundante que pode ajudar os cuidadores a ultrapassar muitas das dificuldades que enfrentam no dia a dia com os doentes com demência.
Há vários anos que a Associação Alzheimer Portugal se bate por um Plano Nacional para as Demências que responda às necessidades dos doentes, cuidadores e profissionais de saúde. Enquanto não é aprovado, vai sensibilizando a sociedade para a doença.
Fonte: Rádio Renascença
Declaração de Glasgow
Continua a decorrer a campanha da Alzheimer Europe para a subscrição online da Declaração de Glasgow, que apela à criação de uma
estratégia europeia para as demências e de estratégias nacionais em
todos os países da Europa.
Os signatários apelam também a todos os líderes do mundo para que reconheçam a Demência como uma
prioridade de saúde pública e para que desenvolvam um plano de ação
global para as demências.
A declaração, aprovada por unanimidade
pelos 26 membros da Alzheimer Europe presentes na assembleia geral anual da organização, foi lançada publicamente durante a conferência anual que teve lugar em Glasgow, de 20 a 22 de outubro de 2014.
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Alzheimer Portugal traduziu a Declaração para português e tem vindo a divulgá-la nos seus meios de comunicação, muito em especial no Facebook. Já mais de 600 cidadãos portugueses assinaram a Declaração, sendo
Portugal o terceiro país com mais assinaturas.
Infelizmente, os decisores políticos não têm
mostrado o mesmo grau de envolvimento para com a causa. Apenas duas deputadas portuguesas do Parlamento Europeu - Marisa Matias e Sofia
Ribeiro - assinaram a Declaração de Glasgow.
O objetivo da Alzheimer Europe é conseguir até 30 de Novembro 10 000 assinaturas. Várias associações referiram que vão reforçar a sua campanha nacional para dar a conhecer as prioridades contidas na Declaração de Glasgow, aproveitando o 21 de Setembro.
Face ao número de assinaturas já
conseguido por Portugal, a expectativa é grande quanto ao que poderemos
conseguir daqui para a frente.
O formulário de subscrição está no site da Alzheimer Europe (https://www.alzheimer-europe.org/petition/sign/17969/in) e destina-se a todos os cidadãos europeus.
Os políticos ou representantes de organizações que desejam também assinar a declaração, podem usar o documento PDF disponível para download e enviar por e-mail para info@alzheimer-europe.org
Ajude-nos a lutar por um Plano para as Demências, tanto em Portugal, como na Europa e no resto do mundo.
Assine aqui: https://www.alzheimer-europe.org/petition/sign/17969/in
Declaração de Glasgow (versão traduzida para português)
Como signatários, comprometemo-nos plenamente a promover os direitos, a dignidade e a autonomia das pessoas que vivem com demência. Estes
direitos são universais e estão consagrados na Convenção Europeia dos
Direitos do Homem, na Convenção Internacional dos Direitos do Homem, nas Convenções Internacionais sobre Direitos Económicos, Sociais e Culturais e sobre Direitos Civis e Políticos, e na Convenção sobre os
Direitos das Pessoas com Deficiência.
Afirmamos que todas as pessoas que vivem com demência têm:
- Direito a diagnóstico atempado;
- Direito a aceder a apoio pós-diagnóstico de qualidade;
- Direito a cuidados centrados na pessoa, coordenados e de qualidade, durante o percurso da doença;
- Direito a aceder, com equidade, a tratamentos e intervenções terapêuticas;
- Direito a serem respeitadas como indivíduos na sua comunidade.
Acolhemos
com satisfação o crescente reconhecimento da demência como uma
prioridade de saúde pública, a nivel nacional e europeu, e apelamos aos
governos europeus e às instituições para que reconheçam o seu papel no sentido de assegurar que os direitos das pessoas com demência sejam
respeitados e acolhidos. Em particular:
- Apelamos junto da Comissão Europeia para que:
1. Desenvolva uma Estratégia Europeia para a Demência;
2.
Designe um representante de alto nível da União Europeia para coordenar
as atividades e a investigação no campo das demências, nos programas em
curso, tais como: o «Horizon 2020», o «Ambient Assistant Living Programme» (AAL JP), a «European Innovation Partnership on Active and Healthy Ageing» (EIPAHA), o «Joint Programme on Neurodegenerative Diseases Research» (JPND) e a «Innovative Medicines Initiative» (IMI).
3.
Crie um Grupo Europeu de Especialistas em Demência, composto por
representantes da Comissão dos Estados Membros e da sociedade civil para
partilha de boas práticas.
4. Apoie financeiramente as atividades da
Alzheimer Europe, o seu «European Dementia Observatory» e a sua
â??European Dementia Ethics Network», através do programa de saúde pública da Comissão Europeia.
- Apelamos aos Deputados do Parlamento Europeu para que:
1. Se juntem à Aliança Europeia de Alzheimer;
2.
Apoiem a campanha da Alzheimer Europe e das suas associadas para transformar a demência numa prioridade europeia e criar uma Estratégia
Europeia para a Demência;
3. Estejam acessíveis para as pessoas com demência, cuidadores e representantes das associações de Alzheimer dos seus países.
- Apelamos aos governos nacionais para que:
1. Desenvolvam estratégias nacionais globais para as demências, com financiamento específico e um processo claro de monitorização e avaliação;
2. Envolvam as pessoas com demência e os seus cuidadores no desenvolvimento e acompanhamento destas estratégias nacionais;
3. Apoiem as associações nacionais de Alzheimer e de outras formas de demência.
Acolhemos
com satisfação o reconhecimento internacional da demência como uma
prioridade global e reconhecemos o trabalho da «Alzheimer's Disease
International» (ADI) e do grupo de países que constituem G7, na prossecução da ação global sobre as demências e apelamos à comunidade
internacional para que:
1. Acredite no sucesso da colaboração europeia sobre a demência e inclua as iniciativas europeias no desenvolvimento de um plano de ação global sobre a demência;
2. Inclua e consulte as associações de Alzheimer e as pessoas com demência
no processo de decisão e de definição de uma agenda global para a investigação;
3. Adote uma abordagem holística das prioridades na investigação por forma a que esta inclua os aspetos psicossociais e socioeconómicos, os cuidados e os sistemas de saúde, para assegurar que a investigação se destina a beneficiar as pessoas com demência no
presente e no futuro;
4. Aumente substancialmente o financiamento destinado a todas as áreas de investigação sobre demência;
5. Promova a demência como prioridade também noutros organismos
internacionais, como os países que compõem o grupo do G20, a Organização
para a Cooperação Económica e Desenvolvimento (OCDE), a Organização
Mundial de Saúde (OMS) e as Nações Unidas.
Apoie a nossa campanha - assine a Declaração de Glasgow
Passeio da Memória em destaque no Correio da Manhã
Caminhar faz bem ao corpo, à alma e, neste caso, à memória. No próximo fim de semana e na segunda-feira (19, 20 e 21 de setembro) decorre a iniciativa da Associação Alzheimer Portugal que promove um passeio, em dezoito cidades do País, para assinalar o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, que se celebra a 21. O 5.º Passeio da Memória pretende juntar pessoas de todas as idades, num espírito de convívio e animação aliado ao exercício físico, para assinalar uma doença que afeta mais de 128 mil pessoas em Portugal, disse ao Correio da Manhã Tatiana Nunes, da Alzheimer Portugal. Saiba onde vai decorrer o Passeio da Memória Os participantes podem inscrever-se online, nos gabinetes da instituição ou nas delegações do ACP. Serão entregues kits que diferem de cidade para cidade, mas que têm em comum uma t-shirt do Passeio da Memória. Sintomas da doença A inscrição tem um custo de cinco euros que reverte como donativo para a Alzheimer Portugal, uma instituição particular de solidariedade social, que pretende alargar projetos nacionais de informação, formação e apoio às pessoas que sofrem desta doença, familiares e cuidadores. O Alzheimer é atualmente a forma mais comum da demência e provoca a neurodegeneração das funções cerebrais, culminando na total perda de autonomia. Os sintomas iniciais incluem a perda pontual de memória, a desorientação espacial e temporal, confusão e problemas de raciocínio, causando alterações de comportamento. Está previsto que até 2030 o número de pessoas com demência duplique, e até 2050 mais do que triplique. O envelhecimento é o principal fator de risco, mas, segundo a Alzheimer Portugal, um estilo de vida saudável pode ajudar a reduzir a probabilidade de desenvolver a doença.
Fonte: Correio da Manhã
Alzheimer Portugal no programa "A Tarde é Sua"
A Dra. Carina Carvalho, psicóloga da Alzheimer Portugal esteve no programa "A Tarde é Sua" no Dia Mundial da Doença de Alzheimer.
Fonte: TVI
Passeio da Memória em Beja
Reportagem da SIC no Passeio da Memória na cidade de Beja no dia 20 de setembro
Dia Mundial da Doença de Alzheimer
Entrevista da Dra. Filipa Gomes, Diretora Técnica do Departamento de Serviços de Lisboa e do Núcleo do Ribatejo da Alzheimer Portugal à Almeirinense TV.
Fonte: Almeirinense TV
Seminário «Alzheimer: Um problema global, uma intervenção local»
Destinatários: Profissionais, Cuidadores, Doentes, Familiares e Público em Geral.
Organização: Centro Paroquial de Picão - Pilar Dias com a colaboração do Centro de Apoio de Alzheimer de Viseu
Data: 11 de Outubro de 2015
Hora: 14h30
Local: Sede da União das freguesias de Picão e Ermida
Rua dos vales n.º 18, 3600-540 Picão
Castro Daire - Viseu
Oradores:
José Carreira (Centro Apoio Alzheimer Viseu)
Raúl Moita (Caravelas de Memórias)
Emília Vergueiro (Grupo de Estudos, Atendimento e Avaliação de Vítimas Idosas)
Frei Hermínio Araújo (Presidente da Fundação «Domus Fraternitas»)
Sandrina Nery (Centro Apoio Alzheimer Viseu)
Programa disponível aqui
A entrada é totalmente gratuita, mas a organização agradece a sua INSCRIÇÃO
Mais informações:
Centro Paroquial de Picão: centroparoquialpicao@gmail.com
Centro Apoio Alzheimer Viseu: centroapoioalzheimerviseu@gmail.com
Eleições para Corpos Sociais da Alzheimer Portugal
Caros Associados,
Como é do conhecimento de todos vós, o mandato dos atuais corpos sociais nacionais está a chegar ao fim.
Orgulhamo-nos do trabalho realizado e das conquistas alcançadas pela Alzheimer Portugal ao longo dos nossos 27 anos de existência.
Por motivos diversos, alguns dos atuais titulares dos órgãos sociais não pretendem ver o seu mandato renovado e por isso desafiamos os nossos associados, com o mínimo de um ano nessa qualidade, a apresentarem listas ou a manifestarem a sua vontade em integrar lista candidata a conduzir os destinos da Alzheimer Portugal nos próximos 4 anos.
A atual Direcção está disponível para prestar todos os esclarecimentos sobre a atividade e projetos em curso para que os nossos associados possam, esclarecidamente, abraçar o desafio que é dirigir a nossa associação e assegurar o seu lugar como a organização de âmbito nacional que existe desde 1988 para promover a qualidade de vida das pessoas com demência e dos seus familiares.
Sem a vossa disponibilidade fica em risco o desenvolvimento deste trabalho e até o funcionamento futuro da Associação.
A Direção
AVISO
Calendário Eleitoral
Os associados da Alzheimer Portugal deverão apresentar as suas candidaturas aos corpos sociais, sob a forma de lista, dirigidas à Presidente da Mesa da Assembleia Geral, entre 2 e 25 de Novembro próximo.
Poderão votar os associados que tenham o pagamento das suas quotas em dia (inclusive as de 2015).
É admitido o voto por correspondência sob condição de o seu sentido ser expressamente indicado com relação ao ponto da Ordem de Trabalhos e de a assinatura do associado poder ser confirmada pela junção de cópia do seu Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão.
Os associados podem fazer-se representar por outros associados nas reuniões da Assembleia Geral, mediante carta dirigida ao Presidente da Mesa, mas cada associado só pode representar um outro associado.
A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Maria da Conceição Salema Corte-Real
Assembleia Geral Ordinária
Convocatória
Convocam-se os Senhores Associados da Alzheimer Portugal - Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer para a Assembleia Geral Ordinária que terá lugar no dia 12 de Dezembro de 2015, nas suas instalações sitas na Avª de Ceuta Norte, Lote 2, Quinta do Loureiro, em Lisboa.
A Assembleia reunirá, em primeira convocatória, pelas 14 horas e 30 minutos, e às 15 horas com qualquer número de associados, tendo como ponto único da Ordem de Trabalhos:
- Eleição dos corpos sociais para o quadriénio 2016-2019.
Lisboa, 1 de outubro de 2015
A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Maria da Conceição Salema Corte-Real
Alzheimer Portugal no Espaço Atmosfera M
De 21 a 30 de setembro, a Alzheimer Portugal está no Espaço Atmosfera M em Lisboa, com uma exposição e venda de produtos, mais em especial, trabalhos de vários voluntários, cujo valor reverterá para o Programa Apoio na Incontinência.
Programa «Apoio na Incontinência»
O Programa «Apoio na Incontinência» é um projeto integrado no «Plano de Ajuda» da Alzheimer Portugal e é maioritariamente nanciado pela verba angariada na Venda de Natal da Associação. Este programa oferece apoio aos associados para a obtenção de materiais para a
incontinência, mediante uma candidatura.
É para a Alzheimer Portugal um enorme privilégio estar presente no Espaço Atmosfera M.
Atmosfera M. | Lisboa
Rua Castilho, nº 5
1250-066 Lisboa
Contactos:
T.: 210 002 730
Email: atmosferam.lisboa@montepio.pt
Horário:
Segunda a sexta-feira das 9h00 às 19h
Sábado das 11h00 às 17h
Encerrado aos domingos e feriados
Chega a Portugal o Banco de Memórias
A Alzheimer Portugal, em parceria com o Centro Virtual do Envelhecimento lança o Banco de Memórias, assinalando o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, 21 de setembro.
O primeiro Banco de Memórias do país pretende consciencializar a sociedade sobre a necessidade de se apoiar as pessoas com Doença de Alzheimer e os cuidadores e familiares.
Milhares de pessoas poderão vir a perder as suas memórias antes de 2050 se a investigação sobre a doença de Alzheimer não avançar. Agora, Portugal tem, pela primeira vez, um banco para guardar os bens mais preciosos da nossa vida: os que ficam gravados no coração.
A história de cada um de nós é formada por instantes e momentos que se convertem nas nossas memórias. Sem essas recordações, perderíamos aquilo que foi toda a nossa vida. Infelizmente, devido à doença de Alzheimer, dezenas de milhares de pessoas em Portugal já perderam as suas memórias e este número está a crescer.
É necessário não só apoiar a investigação que travará esta doença, mas também ajudar as pessoas com demência, cuidadores e familiares que, diariamente, lidam com esta problemática, com poucos ou nenhuns apoios.
Neste dia 21 de setembro, Dia Mundial da Doença de Alzheimer, queremos chamar a atenção de todos para esta doença, com o lançamento do Banco de Memórias.
Em parceria com várias organizações de Portugal e de Espanha, queremos fazer da doença de Alzheimer a causa social protagonista do ano 2015.
Mais de 310.000 pessoas já visitaram o «Banco de Recuerdos» espanhol e mais de 35.000 já enviaram as suas memórias. Em Espanha, o Banco de Memórias venceu já vários prémios de comunicação e responsabilidade social.
Como funciona?
Ao entrar no site - www.bancodememorias.pt - poderá doar uma memória sua ou apadrinhar a de outra pessoa. As memórias poderão ser escritas, em foto ou vídeo.
Não deixe que o bem mais precioso da sua vida desapareça. Contribua para esta causa!
Site: www.bancodememorias.pt
Facebook: https://www.facebook.com/BancodeMemorias















