Passeio da Memória 2015

Passeio da Memória 2015


O Passeio da Memória é o grande evento anual da Alzheimer Portugal, que assinala o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

A quinta edição desta caminhada solidária terá lugar nos dias 19, 20 e 21 de setembro, em várias cidades por todo o país.

A inscrição pressupõe, por participante, um donativo mínimo de 5€ para a Alzheimer Portugal.

19 Set. | 9h30

Beja
Bragança

20 Set. | 9h30

Aveiro
Barreiro
Braga
Cabeceiras de Basto
Campo Maior
Covilhã
Funchal
Ilha do Pico
Matosinhos
Oeiras
Penafiel
Portimão
Viana do Castelo
Vila Real
Viseu

21 Set. | 18h00

Pombal

Inscrições:

Donativo Mínimo por participante de 5€

Mais informações em www.passeiodamemoria.org

Passeio da Memória em Portugal

O Passeio da Memória consiste numa caminhada solidária, revertendo os
fundos das inscrições na íntegra para a Alzheimer Portugal.

Tem
como objetivos informar e consciencializar para a importância de reduzir
o risco de desenvolver demência, para os sinais de alerta da Doença de
Alzheimer e, sobretudo, para a importância do diagnóstico atempado.

O Passeio da Memória chegou a Portugal em 2011 e centenas de pessoas
caminharam 6km naquele que foi o primeiro Passeio da Memória em
Portugal, que teve lugar em Oeiras.

Em 2012, a Alzheimer
Portugal alargou o Passeio da Memória a mais três cidades e Coimbra, Funchal, Matosinhos e Oeiras foram palco do Passeio da Memória 2012, reunindo mais de um milhar de pessoas.

Em 2013, o número de
cidades onde teve lugar o Passeio da Memória aumentou para 7: Oeiras, Matosinhos, Funchal, Pombal, Beja, Vila do Bispo e Ilha Terceira.
Em
2014, mais do que duplicámos o número de cidades, totalizando 15
cidades nas quais o Passeio da Memória teve lugar: Aveiro, Barreiro, Beja, Braga, Campo Maior, Fafe, Funchal, Lagos, Matosinhos, Oeiras, Pombal, Portimão, Viana do Castelo, Viseu e Ilha Terceira.


Ensaios Clínicos recentes na Doença de Alzheimer

Temos de reconhecer a existência de um assinalável esforço de investigação por parte das companhias farmacêuticas na procura de novas terapêuticas farmacológicas para a doença de Alzheimer, esforço em que vários centros académicos e hospitalares em Portugal têm participado. Regista-se também o compreensível propósito de intervir em fases cada vez mais precoces do processo neurodegenerativo.

Grande parte dos estudos que se propõem contrariar a evolução da doença elege como alvo terapêutico o péptido Beta-amilóide, considerado responsável pelo desencadear da cascata de eventos patogénicos conducentes à degenerescência e morte neuronal na doença de Alzheimer. Um estudo com um anticorpo monoclonal dirigido contra o péptido Beta-amilóide, o gantenerumab (estudo Scarlet RoAD), patrocinado pela Roche, em doença de Alzheimer prodrómica, foi infelizmente interrompido no final do ano passado na sequência de análise intermédia de futilidade. O estudo com o mesmo medicamento experimental, gantenerumab (estudo Marguerite RoAD), em doença de Alzheimer ligeira, continua ainda. Decorre um importante estudo de fase 3 em pacientes com doença de Alzheimer ligeira a moderada, com um medicamento da Merck, Sharp & Dohme, designado MK-8931 (estudo EPOCH), uma molécula deveras promissora porque inibe a Beta-secretase, supondo-se assim que impeça a formação do péptido Beta-amilóide. Está planeado para breve um novo estudo com o mesmo medicamento experimental, mas agora em pacientes com doença de Alzheimer prodrómica. Foram recentemente conhecidos resultados muito auspiciosos do estudo de fase 1B intitulado PRIME, com o anticorpo monoclonal com particular afinidade para o péptido Beta-amilóide fibrilhar, designado BIIB037, rebaptizado aducanumab, da Biogen, esperamos conseguir que o nosso país possa participar no próximo estudo com este medicamento em doença de Alzheimer prodrómica.

Também a procura de novos medicamentos sintomáticos tem envolvido os centros de investigação portugueses. Terminaram estudos com dois antagonistas dos receptores H3 para a histamina, o medicamento experimental SAR110894D, da Sanofi-Aventis, em doença de Alzheimer ligeira a moderada, e o medicamento experimental S38093, da Servier, em doença de Alzheimer moderada, este último não atingiu as expectativas de eficácia. Decorre um estudo de fase 3 com um fármaco da Lundbeck, designado AE58054, antagonista selectivo dos receptores 5-HT6 para a serotonina, em doença de Alzheimer ligeira a moderada. Finalmente, começará em breve um estudo de fase 2 com um inibidor de uma fosfodiesterase, designado BI 409306, promovido pela Boehringer Ingelheim, em pacientes com doença de Alzheimer prodrómica.

O esforço de desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento da doença de Alzheimer tem sido persistente, e o envolvimento dos centros de investigação no nosso país com certeza notável. Temos contado com a colaboração inestimável e essencial dos doentes e das suas famílias que, muito para além do benefício potencial para a sua saúde e qualidade de vida, promovem a indispensável investigação nesta área clínica. Está bem na altura de podermos dispor de novos medicamentos para o tratamento da doença de Alzheimer.

Fontes:
https://www.clinicaltrialsregister.eu
https://www.ceic.pt/

Alexandre Furtado de Mendonça Montalvo
Isabel Santana
Ana Valverde
Alexandre de Mendonça


Prevalência da Patologia Amilóide Cerebral em pessoas sem Demência

Este estudo determinou a estimativa da prevalência de patologia amilóide em três grupos de pessoas, cognitivamente normais, referindo queixas de memória, e com defeito cognitivo ligeiro, através do exame dos biomarcadores do liquor ou do uso de tomografia de emissão de positrões cerebral. O estudo internacional, envolvendo cerca de 7500 participantes, requereu a colaboração de muitas equipas, entre as quais temos gosto de mencionar dois centros em Portugal, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

O estudo revelou, pela primeira vez numa grande amostra, que muitas pessoas que estão cognitivamente bem apresentam já marcadores de doença de Alzheimer, dependendo da idade. Assim, cerca de 10% das pessoas cognitivamente normais têm patologia amilóide aos 50 anos, 20% aos 65 anos, e quase metade aos 90 anos, sendo estas percentagens naturalmente mais elevadas em pacientes com defeito cognitivo ligeiro. O estudo confirmou que a prevalência da patologia amilóide é fortemente influenciada pelo genótipo da apoliproteína E.

Forneceu também importante evidência a favor da teoria da reserva cognitiva, ou seja, as pessoas com mais escolaridade toleram melhor o amilóide cerebral sem passarem ao estádio clínico seguinte, de defeito cognitivo ligeiro ou de demência. Finalmente, este estudo sugeriu poder existir um período tão longo quanto 20 a 30 anos entre o início da patologia amilóide e o diagnóstico de demência.
As estimativas de prevalência de patologia amilóide obtidas neste estudo ajudam a compreender a insidiosa progressão da doença neurodegenerativa, e são cruciais para interpretar os resultados dos exames complementares de diagnóstico nos doentes com défice cognitivo. Mas, talvez mais importante, definem uma janela de oportunidade óbvia no sentido de estimular e permitir o planeamento de ensaios clínicos de prevenção na doença de Alzheimer.

Alexandre de Mendonça
Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

Catarina Oliveira
Inês Baldeiras
Isabel Santana
Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Referências:
Jansen WJ, Ossenkoppele R, Knol DL, Tijms BM, Scheltens P, Verhey FR, Visser PJ; Amyloid Biomarker Study Group, Aalten P, Aarsland D, Alcolea D, Alexander M, Almdahl IS, Arnold SE, Baldeiras I, Barthel H, van Berckel BN, Bibeau K, Blennow K, Brooks DJ, van Buchem MA, Camus V, Cavedo E, Chen K, Chetelat G, Cohen AD, Drzezga A, Engelborghs S, Fagan AM, Fladby T, Fleisher AS, van der Flier WM, Ford L, Förster S, Fortea J, Foskett N, Frederiksen KS, Freund-Levi Y, Frisoni GB, Froelich L, Gabryelewicz T, Gill KD, Gkatzima O, Gómez-Tortosa E, Gordon MF, Grimmer T, Hampel H, Hausner L, Hellwig S, Herukka SK, Hildebrandt H, Ishihara L, Ivanoiu A, Jagust WJ, Johannsen P, Kandimalla R, Kapaki E, Klimkowicz-Mrowiec A, Klunk WE, Köhler S, Koglin N, Kornhuber J, Kramberger MG, Van Laere K, Landau SM, Lee DY, de Leon M, Lisetti V, Lleó A, Madsen K, Maier W, Marcusson J, Mattsson N, de Mendonça A, Meulenbroek O, Meyer PT, Mintun MA, Mok V, Molinuevo JL, MøllergÃ¥rd HM, Morris JC, Mroczko B, Van der Mussele S, Na DL, Newberg A, Nordberg A, Nordlund A, Novak GP, Paraskevas GP, Parnetti L, Perera G, Peters O, Popp J, Prabhakar S, Rabinovici GD, Ramakers IH, Rami L, Resende de Oliveira C, Rinne JO, Rodrigue KM, Rodríguez-Rodríguez E, Roe CM, Rot U, Rowe CC, Rüther E, Sabri O, Sanchez-Juan P, Santana I, Sarazin M, Schröder J, Schütte C, Seo SW, Soetewey F, Soininen H, Spiru L, Struyfs H, Teunissen CE, Tsolaki M, Vandenberghe R, Verbeek MM, Villemagne VL, Vos SJ, van Waalwijk van Doorn LJ, Waldemar G, Wallin A, Wallin Ã?K, Wiltfang J, Wolk DA, Zboch M, Zetterberg H. Prevalence of cerebral amyloid pathology in persons without dementia: a meta-analysis. JAMA 2015 313 1924-1938.
Rosenberg RN. Defining amyloid pathology in persons with and without dementia syndromes making the right diagnosis. JAMA 2015 313 1913-1914.


AVC: como afeta a nossa memória?

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de demência secundária da atualidade. Em Portugal, segundo alguns autores, a cada hora 6 pessoas sofrem um AVC.

A Demência Vascular foi descrita pela primeira vez no século XIX por Binswanger e Alzheimer. Hoje é considerada uma síndrome heterogênea em que a causa subjacente é a doença cerebrovascular no seu último estádio. Poderá afetar a cognição, descrita como os processos mentais envolvidos na memória, na comunicação, no conhecimento e aprendizagem.

Segundo a DSM-5 é atribuído o diagnóstico de Demência Vascular quando os critérios clínicos são apoiados pela evidência em exame imagiológico de lesão do parênquima, atribuível a doença cerebrovascular, ou se existe relação temporal entre a síndrome neurocognitiva e o evento cerebrovascular documentado.

Nos doentes com clínica ou evidência imagiológica de doença cerebrovascular, devem ser pesquisados e tratados os fatores de risco vasculares, sobretudo a hipertensão arterial. Está indicado o uso de antagonistas dos canais de cálcio não só pelo seu efeito anti-hipertensivo mas também pelo efeito neuroprotetor anti-isquémico.

A diabetes é também um fator de risco a considerar. Vários estudos demonstraram que valores mais elevados das glicemias pós-prandiais e a elevação da hemoglobina glicosilada (HbA1C) em apenas 1% estão associados a maior declínio cognitivo.

Nos doentes com dislipidemia controlados com estatinas observou-se uma diminuição substantiva do risco de demência. Estes fármacos têm impacto na prevenção da doença cerebrovascular por reduzirem o colesterol (LDL) e pelo seu efeito pleiotrópico na função vascular inibindo a aterosclerose.

A doença vascular, como se verificou, é multifatorial. Segundo alguns autores a suplementação de ácido fólico, vitamina B12, B6 e B2, pode estar relacionada com a melhoria dos processos cognitivos, nomeadamente na memória.

O prognóstico da função cognitiva pode ser similar aos doentes com Alzheimer. Nos estádios terminais da demência vascular estes doentes e os seus cuidadores são confrontados com um maior grau de dependência física e psicológica, beneficiando de cuidados paliativos, efetivos no controlo de sintomas e no apoio à família.

Os doentes com antecedentes de AVC têm maior probabilidade de virem a ter alterações cognitivas. A perda de memória, segundo dados mais recentes, também pode ser um indicador precoce para risco de AVC. Excluídas outras causas, os indivíduos que apresentem esta alteração têm um risco acrescido de 20% de desenvolverem um AVC nos próximos 10 anos, por se considerar ser o primeiro sinal de lesões vasculares subclínicas.

As intervenções com impacto na correção dos fatores de risco e na alteração do estilo de vida como atividade física, cessação tabágica e alcoólica, perda de peso, estão associadas a maior preservação da função cognitiva ao longo do tempo.

Susete Freitas


Alimentação no Verão

A falta de vitaminas, minerais e macronutrientes, fundamentais para os processos celulares do organismo, pode ser responsável pela depressão do sistema imunitário e proporcionar uma diminuição da qualidade de vida.

Com a chegada do Verão, iniciam-se as idas à praia e multiplicam-se as informações relativas à alimentação, sobretudo no que respeita à perda de peso. Acontece que, na maioria das vezes, existe uma procura por uma diminuição rápida de peso, associada a dietas muito restritivas e com inúmeras carências nutricionais. Neste tipo de dietas, não existe controlo adequado e torna-se mais difícil emagrecer, porque a omissão de refeições e a elevada restrição calórica faz com que o metabolismo basal baixe e o nosso organismo entre em poupança energética. Além do difícil alcance do objetivo de perda de peso, podem surgir outros problemas associados, por vezes irreversíveis, tais como os problemas renais, problemas hepáticos, fadiga, entre outros. A finalidade de uma dieta deve ser a perda de gordura corporal e ganho de massa muscular, seguindo os ritmos e necessidades de cada organismo. O mais importante para atingirmos um peso corporal saudável é o equilíbrio entre os alimentos que ingerimos e os gastos energéticos.

Para a aquisição de hábitos alimentares saudáveis dever-se-á consumir uma grande variedade de alimentos, de acordo com os pressupostos da Roda dos Alimentos, ou seja a alimentação deve ser variada, equilibrada e completa e ter em conta as necessidades energéticas de cada um, que variam com o sexo, a idade, o tipo de exercício físico praticado, a condição fisiológica, a composição corporal e o estilo de vida.

Nesta estação do ano em que as temperaturas aumentam, ocorre uma maior perda de líquido corporal, essencialmente pela transpiração, pelo que é necessário fazer algumas adaptações alimentares de forma a impedir a desidratação, tais como o aumento da ingestão de água. O aumento do consumo de água potável é a principal forma e a mais indicada de satisfazer a sede, no entanto existem outros alimentos com uma grande quantidade de água, como é o caso do leite, iogurte, frutos (melão, melancia, morango, etc.), produtos hortícolas (tomate, abóbora, alface, etc.).

Devemos ter outros cuidados tais como: aumentar o consumo de cereais e derivados integrais; evitar alimentos ricos em gordura e em açúcar; optar por métodos de confeção mais saudáveis como os grelhados, assados ou cozidos; ingerir pelo menos 5 porções de fruta e vegetais por dia; dar preferência ao peixe; reduzir o consumo de sal, recorrendo às especiarias e às ervas aromáticas para tempero; evitar o consumo de bebidas alcoólicas e refrigerantes; aumentar a ingestão de cálcio através do consumo de lacticínios magros.

Associação Portuguesa dos Nutricionistas


Os genes, a investigação e a Doença de Alzheimer

A informação contida nos nossos genes permite-nos prever muitas das características do nosso corpo, como por exemplo a cor dos olhos ou se alguém tem o cabelo encaracolado ou liso. É a expressão das diversas e pequenas variações no código genético de cada um de nós que nos fazem únicos. Estas variações permitem também, nalguns casos, prever se uma determinada pessoa vai desenvolver uma determinada doença. Quando isto acontece, estamos perante uma doença que tem uma componente genética. Tendo em conta as características genéticas, a doença de Alzheimer pode ser dividida em dois tipos: 1) doença familiar e 2) doença esporádica. No primeiro caso, a doença ocorre geralmente em mais do que um membro da mesma família e é normalmente causada por alterações no código de três genes específicos (APP, PSEN1 e PSEN2). No segundo caso, quando não existe um padrão familiar, diz-se que a doença é esporádica. Hoje sabemos que mesmo na doença esporádica existe uma contribuição genética: vários genes dão pequenas contribuições individuais para aumentar ou diminuir o risco do desenvolvimento da doença.

O objetivo da investigação genética na doença de Alzheimer e outras demências é identificar o maior número possível destes genes e fatores de risco genéticos. Se compararmos a investigação na doença de Alzheimer a um puzzle, os genes que já conhecemos como associados com a doença funcionam como os cantos do puzzle. Estes genes permitem-nos começar a resolver, peça a peça, todas as interações e mecanismos biológicos que estão subjacentes ao processo patológico. Logicamente, quantos mais genes e fatores de risco conhecermos, mais peças conseguimos encaixar e mais perto estamos de completar o puzzle.

Infelizmente, a identificação de cada uma das peças é um processo demorado e laborioso. Felizmente, os avanços tecnológicos têm-nos fornecido equipamentos que agilizam este processo.

O trabalho que desenvolvemos no meu laboratório visa exatamente identificar novos genes que de uma maneira ou de outra contribuem para a doença de Alzheimer e outras demências. Tendo em conta os diferentes tipos genéticos de doença mencionados anteriormente, incidimos os nossos estudos em famílias onde a causa genética da doença não é conhecida e em grupos grandes de doentes e de pessoas saudáveis. Usando técnicas diferentes para os diferentes tipos de estudo, fazemos comparações entre as pessoas saudáveis e os doentes para identificarmos onde diferem a nível genético.

Estas técnicas permitiram-nos fazer várias associações entre novos genes e diferentes doenças neurológicas. Um exemplo destes resultados foi a identificação de mutações no gene TREM2 como causa de formas atípicas de demência frontotemporal e a associação de variantes nesse mesmo gene com o aumento do risco de desenvolvimento de doença de Alzheimer. Apesar de não existirem ainda tratamentos para estas doenças, no primeiro caso, a identificação da causa genética da doença em três famílias permitiu um melhor acompanhamento clínico e criou a oportunidade para o aconselhamento genético nestas famílias. No segundo caso, a identificação de um novo factor de risco (ainda que presente num número reduzido de doentes) permitiu iniciar novos estudos para determinar a função deste gene na doença de Alzheimer e as grandes farmacêuticas iniciaram programas para o desenvolvimento de fármacos direcionados ao TREM2 e às vias biológicas em que este gene se encontra envolvido.

Os desenvolvimentos tecnológicos dos últimos anos na área da genética colocaram-nos numa posição única para o estudo dos genes envolvidos em diferentes doenças. É um privilégio podermos usar estas técnicas para darmos algumas respostas aos doentes e tentarmos avançar esta área de estudo.

Para mais detalhes sobre o trabalho que desenvolvemos:
Site: https://neurogeneticslab.wordpress.com/about/
Twitter: @TheGBLab

Rita Guerreiro, MSc, PhD
Department of Molecular Neuroscience
Institute of Neurology
University College London
England


Demenciação e (em) Medicina Geral e Familiar

Cada vez mais existe o medo da Demência? A comunicação parece efetiva, o esquecimento passou a estar na ordem do dia, o nome «Alzheimer» pegou?

Fruto de muitos fatores (longevidade, excesso de tarefas no dia-a-dia, problemas sociais, problemas com medicações, excesso de preocupação, medos de vida e ainda outros fatores), recorrem-nos cada vez mais pessoas com queixas abertas, ou agendas escondidas, de «esquecimento», «confusão» e mesmo medo de «Alzheimer».

E muitos entram em estados psíquicos, às vezes mesmo psiquiátricos, de ansiedade e depressão.

E enquanto lhes não dermos «algo» a situação não melhora. Se há tempos não muito distantes, muitos seriam tratados como deprimidos ou ansiosos, hoje tal deverá ser bem temperado. Criar doentes crónicos de uma doença que não «têm ou sentem», não será certamente o melhor caminho. Aplicar indiscriminadamente MoCA ou MMS é um investimento de tempo que pode também não ter o retorno desejado? Mas, que fazer? Deveremos pensar que os testes orientam na possibilidade de algo já existir mas, no percurso sub-clínico de uma «patologia», é bem provável que o teste negativo seja de um caso de doença de aí a meses, sendo também possível que as queixas «abertas» de alguém não tenham tradução no teste. Logo?

Muitas vezes é necessário recorrer a armas terapêuticas. E aqui surge a questão de saber se o que subjaz a estas é apenas disfunção processual ou alteração estrutural.

E é também preciso saber que futuro terapêutico ou «paliativo» é possível oferecer.

E é preciso saber como tratar dos casos e dos seus cuidadores?

A patologia depressiva esconde muitas vezes, nos casos, a demenciação. E nos cuidadores, a depressão surge muito frequentemente ao fim de pouco tempo.

Que armas farmacológicas? Que armas de capacitação?

Temos uma larga panóplia delas, algumas com provas dadas, tanto quanto é possível garanti-lo?

Mas essa utilização não pode nem deve mascarar a realidade dos factos e tem de ser adaptada a cada caso. Sendo o prescritor o autor de uma modificação, deve saber manusear, pela correcta leitura e pelo conhecimento de indicações, efeitos adversos, farmacodinâmica e farmacocinética do medicamento. E não raras vezes são muitos os medicamentos em utilização na mesma pessoa. Aliás, a polifarmacoterapia é cada vez mais frequente e intensa.

Medicamentos de toma única, com boa capacidade ao mesmo tempo de qualidade de sono, anti-depressão e ansiólise são fundamentais. Não esquecer também que o próprio médico é uma arma terapêutica que sendo mal usada por mal transmitir será factor de «consequências» (out-comes) a prazo, de maus resultados.

E como ensinamos estas matérias? Como as cultivamos, como ensinamos os nossos internos a lidar com a demenciação, aspeto cada vez mais frequente de uma cada vez mais idosa população? Os critérios diagnósticos devem ser iguais em todas as idades? A terapêutica deve ser igual para todos? A terapêutica com ansiolíticos e alguns anti-depressivos estará a ser excessiva? Damos-lhes as necessárias armas para poderem realizar de-prescrição quando esta não é necessária? Mostramos as qualidades necessárias para poderem lidar com situações ainda numa fase quase nada notória ou indiferenciada? Ensinamos-lhes as correctas bases farmacológicas?

São assuntos como estes que devem ser aprofundados no ambiente em que devem ser praticados e onde estão a maioria dos casos: o ambiente de MGF, que carece de estímulos e de tempo para se dedicar à investigação, criando paradigmas de diagnóstico, seguimento e terapêutica nunca esquecendo a questão dos «custos» económico-sociais e financeiros.

Luiz Miguel Santiago
Especialista em MGF (Medicina Geral e Familiar)
MD, PhD


Bancos de Cérebros Doados

A 4 de novembro de 1906, Alois Alzheimer descreveu em Tubingen, na 37ª Conferência de Psiquiatria Alemã, uma forma de demência que viria a ser conhecida como Doença de Alzheimer (1). A história inicia-se em 25 Novembro de 1901, quando Auguste Deter, uma doente de 51 anos, foi internada em Frankfurt e examinada por Alois Alzheimer.

Apresentava um conjunto de alterações cognitivas que incluí­am défice de memória, compreensão, linguagem, alucinações auditivas e epilepsia. Alois Alzheimer, depois de uma estadia curta em Heidelberg, seguiu para a Clínica Psiquiátrica de Munique, tendo seguido Auguste Deter até à sua morte em Abril de 1906. Alzheimer tinha interesses de investigação muito variados que incluí­am estudo de doenças degenerativas, vasculares, psicoses e epilepsia. O seu interesse no estudo neuropatólogico das demências foi influenciado pelo seu colega Franz Nissl, que forneceu a Alzheimer novas técnicas histopatológicas para o estudo de doenças neurológicas, o que permitiu o estudo neuropatológico da doença de Auguste Deter após o seu falecimento.

A história da doença de Alzheimer é apenas um dos exemplos da importância do estudo do tecido cerebral para o conhecimento das doenças e avanço da ciência naquilo que é mais importante para todos: a cura. A colecção de cérebros para estudo de doenças neurológicas e psiquiátricas começou no final do séc. XIX (2), mas a recolha sistemática organizada em bancos de cérebros só se inicia na década de sessenta nos Estados Unidos da América (3). Um dos pressupostos base do banco de cérebros para investigação é a correta e detalhada descrição clínica da doença em vida para se perceber a importância das associações entre os achados patológicos e as características clínicas da doença e sua evolução. Só neste binómio clinico-patológico é que é possível dar passos no sentido de tentar compreender doenças tão complexas e multifactoriais como a doenças neurodegenerativas.

Esta recolha de cérebros humanos posmortem organizada em bancos de cérebros permitiu o avanço no conhecimento de muitas doenças do sistema nervoso central e continua a ser o suporte de muita da investigação actual. Os avanços recentes na neuroimagem ou no recurso a modelos animais para estudo têm contribuído significativamente para o diagnóstico e compreensão destas doenças. Contudo, nenhum deles torna o exame neuropatológico de cérebro redundante, particularmente com os novos desenvolvimentos metodológicos ao nível da imunohistoquimica ou genética (4). Apesar do esforço da comunidade médica em estabelecer critérios de diagnóstico mais específicos, a forma de apresentação e evolução clínica podem variar consideravelmente dentro da mesma patologia de base. Assim, a neuropatologia continua a ser um critério necessário para um diagnóstico definitivo. A realização de um diagnóstico preciso, baseado no critério neuropatológico, é essencial para aferir da acuidade do diagnóstico clínico, tem impacto no teste de novas armas terapêuticas e serve de base para a investigação em neurociências básicas (2).

A decisão de doar o cérebro para investigação, pelo doente em vida enquanto capaz ou pela família, é um ato altruí­sta, pois está essencialmente a contribuir para as gerações futuras. Para existir, um banco de cérebros tem de respeitar todas as regras elementares de ética e de boa conduta, que incluem a existência de consentimento informado, correto tratamento dos dados, confidencialidade e transparência (5).

Portugal dispõe, desde o ano passado, de um banco de cérebros (Banco Português de Cérebros, Portuguese Brain Bank - PBB). O PBB está sediado no Hospital Santo António - Centro Hospitalar do Porto e, para já, pode receber doações referenciadas pelos neurologistas assistentes dos doentes da região Norte. Esperamos que este seja mais um passo no sentido de ajudar a comunidade de investigadores em neurociências e, essencialmente, uma ajuda para a compreensão das doenças neurológicas, nomeadamente da Doença de Alzheimer e outras demências.

Julho de 2015
Ricardo Taipa e Manuel Melo Pires
Portuguese Brain Bank
Unidade de Neuropatologia, Departamento de Neurociências
Hospital Santo António, Centro Hospitalar do Porto
neuropatologia@chporto.min-saude.pt

 

Referências

1. Alzheimer A, Stelzmann RA, Schnitzlein HN and Murtagh FR. An English translation of Alzheimer's 1907 paper. «Über eine eigenartige Erkankung der Hirnrinde». Clin Anat 8, 429-431 (1995)
2. Krestzschmar H. Brain banking: opportunities, challenges and meaning for the future. Nature 10, 70-77, 2009
3. Tourtelotte W. Avant propos: a human specimen bank and brain biopsies. Riv Patol Nerv Ment 91, 255-262 (1970)
4. Bell JE, Alafuzoff I, Al-Sarraj S, et al. Management of a twenty-first century brain bank: experience in the BrainNet Europe consortium. Acta Neuropathol 115, 497-507 (2008)
5. Samarasekera N, Al-Shahi Salman R, Huitinga I, et al. Brain banking for neurological disorders. Lancet Neurol. 12(11):1096-105 (2013)


Órgãos Sociais 2016-2019

Os atuais corpos sociais da Alzheimer Portugal terminam, no final do ano em curso, o seu mandato.

Alertamos, assim, os nossos Associados para a necessidade de apresentação de listas, ou de se disponibilizarem individualmente para algum dos cargos, de forma a se poder preparar atempadamente as eleições.

Entre em contacto connosco através do email info@alzheimerportugal.org


Instituto CRIAP oferece condições especiais a associados

O Instituto CRIAP- Psicologia e Formação Avançada, fundado em Dezembro de 2007, é uma unidade exclusivamente dedicada às ciências psicológicas, atuando sobretudo na área da Formação Avançada e aposta ainda na Investigação científica, visando dar respostas às exigências do mercado de trabalho na área de Saúde Mental.

O seu compromisso assenta em padrões de rigor de qualidade em relação às formações que promove, procurando aproximar-se dos parâmetros internacionais de exigência nesta área científica.

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    Telefone: 225 026 201 | 225 097 667
    E-mail: info@criap.com
    Site: www.institutocriap.com 


     

    Benefícios para Associados

    A Alzheimer Portugal tem vindo a estabelecer parcerias com várias entidades públicas e privadas, procurando sempre benefícios e mais-valias para todos os associados, nas seguintes áreas:

    • Material Médico / Equipamentos Hospitalares / Ajudas Técnicas;
    • Apoio Domiciliário / Serviços de Higiene / Apoio Pessoal;
    • Lar de Idosos / Centros de Dia;
    • Clínicas;
    • Sistemas de Localização;
    • Farmácias;
    • Diversos

     

    Descarregue aqui a apresentação de todos os protocolos e benefícios para os Associados da Alzheimer Portugal


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    NeuroSer oferece descontos a associados

    O NeuroSer é um estabelecimento regulado pela Entidade Reguladora da Saúde (licença n.º 9759/2015), que tem como Missão:

    «Prestar cuidados de qualidade, fundamentalmente na área das demências e outras patologias neurológicas, com respeito pela individualidade da pessoa e tendo sempre em conta as melhores práticas, através de uma equipa qualificada e multidisciplinar, motivada para cuidar, apoiar e inovar, capaz de definir e de implementar planos de intervenção individualizados, em conjunto com a pessoa e os seus familiares/cuidadores, que contribuam para melhorar a sua autonomia, autoestima e qualidade de vida.

    Contribuir ainda, através de investigação e processos de melhoria contínua, para o aperfeiçoamento de modelos de atuação»

    Condições especiais para Associados da Alzheimer Portugal:

    • Desconto de 10% nas primeiras consultas (exceto as realizadas com o diretor clínico);
    • Desconto de 15% na avaliação neuropsicológica/funcional (a realizar por equipa multidisciplinar);
    • Abatimento de 50% do valor despendido com a avaliação neuropsicológica/funcional nas mensalidades dos Planos de Intervenção Individuais (a distribuir proporcionalmente pelas 3 primeiras mensalidades);
    • Desconto de 20% a 40% nas sessões terapêuticas a integrar nos Planos de Intervenção Individuais (em função do plano de intervenção)

     

    Contactos

    Morada: Rua Professor Delfim Santos, n.º 9 C. 1600-610 Lisboa

    Telefone: 217 506 010
    Email: info@neuroser.pt
    Site: www.neuroser.pt

     

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    Prémio Maria José Nogueira Pinto

    Segundo a organização do Prémio, o projeto «Memo e Kelembra nas Escolas» foi selecionado pelos membros do júri como o que melhor corresponde ao conceito «socialmente responsável na comunidade em que nos inserimos».

    Durante a cerimónia de entrega do prémio, que teve lugar a 6 de julho, no Grémio Literário no Chiado, o mérito do projeto foi reconhecido e enaltecido tanto pela Presidente do Júri, Dra. Maria de Belém Roseira, como pelo Dr. Jaime Nogueira Pinto.

    O projeto «Memo e Kelembra nas Escolas» teve como principal objetivo aumentar o nível de literacia na área das demências, junto das crianças do 1.º e 2º ciclos do ensino básico. Sendo que o principal fator de risco das demências é o envelhecimento e que a sua prevalência aumenta consideravelmente com a idade, entre as pessoas com demência contam-se muitos avós a precisar de netos que os compreendam e que os ajudem a promover a sua autonomia e o seu bem-estar.

    Realizaram-se sessões de dramatização e informação, tendo como suporte base o livro bilingue «O Pequeno Elefante Memo», propriedade da Alzheimer Portugal. Cada sessão foi composta por um momento de dramatização com a participação dos alunos e professores, seguindo-se uma sessão informativa onde se abordaram as várias vertentes ligadas à área das demências, tais como o que são as demências e a importância do relacionamento intergeracional. Para a concretização destas sessões, foram impressos 5000 exemplares do referido livro para distribuição nas escolas.

    Este projeto tornou-se bastante inovador pois pretendeu chegar junto de várias camadas da população mais jovem (dos 6 aos 12 anos), tendo conseguido abranger um total de 3581 participantes, de 11 distritos de Portugal continental, contribuindo assim para o aumento dos conhecimentos sobre as demências junto
    das camadas mais jovens.

    A atribuição do Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social permite um reforço do reconhecimento público pelas boas práticas desenvolvidas e disseminadas pela Alzheimer Portugal, fazendo realçar a sua importância estratégica, como instituição de relevo do setor social, sendo «socialmente responsável na comunidade em que nos inserimos», como promovia e vivenciava Maria José Nogueira Pinto.

    A verba atribuída permitirá aperfeiçoar e replicar o Projeto, uma vez que serão adquiridos recursos considerados fundamentais para uma maior divulgação e disseminação do Projeto «Memo e Kelembra nas Escolas» por mais escolas do país.

    Este projeto distinguiu-se pela sua relevância social e educacional, procurando ir ao encontro das gerações mais novas, fomentando nestes a sensibilidade imprescindível para a doença e para a solidificação de relações de ajuda e proximidade para com os mais idosos. A sua relevância social resulta da divulgação de uma mensagem positiva e encorajadora para a formação de uma sociedade mas inclusiva, que integre e respeite as pessoas com demência.

    Encontrar meios para aperfeiçoar e replicar este projeto pretende, em última instância, informar e sensibilizar aqueles que serão os futuros «cuidadores» das pessoas a ser atingidas por esta doença nas comunidades em que nos inserimos, sendo esta uma das missões sociais da nossa Associação.

    A Associação Alzheimer Portugal procurou através do seu Projeto «Memo e Kelembra nas Escolas» reforçar a sua missão e a memória de todos, deixando a mensagem de que o contributo de todos nós, mesmo dos mais novos, é decisivo para a construção de uma Sociedade mais inclusiva, que respeite e integre as pessoas com demência e os seus familiares, numa teia de laços inter-geracionais inesquecíveis.

     

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    Notícias na Comunicação Social sobre o Prémio Maria José Nogueira Pinto atribuído à Alzheimer Portugal:

    Público | Como se explica porque é que «o avô está esquecido e diz disparates»?

    Diário de Notícias | Avó elefante e o neto ajudam crianças a entender falta de memória

    Rádio Renascença | Projecto da Alzheimer Portugal distinguido com prémio Maria José Nogueira Pinto

    Observador  | Projeto da Alzheimer Portugal distinguido com Prémio Maria José Nogueira Pinto


    Projeto EU no musEU


    O Museu Nacional Machado de Castro foi distinguido com uma Menção Honrosa do Prémio AC Acesso Cultura 2015, pelo projeto «EU no musEU», desenvolvido em parceria com a Delegação Centro da Alzheimer Portugal.

    Consubstanciado na promoção da qualidade de vida e da cidadania activa para todos, independentemente das suas necessidades e perfis, numa matriz de respeito pelos direitos e liberdades fundamentais, sustentado em estudos que atestam as mais-valias da intervenção não-farmacológica nas demências, o projeto «EU no musEU» visou promover a qualidade de vida e o bem-estar de Doentes de Alzheimer e seus cuidadores, através da fruição e (re)interpretação de obras de arte da colecção do Museu.

    Inspirado no «Meet Me at MoMA», modelo de estimulação cognitiva aplicado pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), o projeto resulta de um protocolo de colaboração entre o Museu Nacional Machado de Castro e a Delegação Centro da Alzheimer Portugal.

    Por considerar uma abordagem inovadora no nosso país, o júri decidiu distinguir este projeto com uma Menção Honrosa, esperando que o mesmo venha a ser conhecido e adotado por outras instituições culturais.


    Campanha «Instantes» vence 4 categorias nos Prémios Lusos

    A Campanha «Instantes», desenvolvida pela Agência Ogilvy & Mather Advertising para a Alzheimer Portugal, ganhou 4 Prémios no Lusos - Prémios Lusófonos da Criatividade, os únicos prémios internacionais de comunicação e publicidade exclusivos para os países de língua oficial portuguesa.

    1 Grand Prix
    - Digital: «Instantes» Alzheimer

    1 Ouro
    - Uso mobile em redes sociais: «Instantes» Alzheimer

    1 Prata
    - Melhor uso de media em redes sociais: «Instantes» Alzheimer

    1 Bronze
    - Marketing Direto Digital: «Instantes» Alzheimer

    Pode conhecer a lista completa dos vencedores em https://media.wix.com/ugd/f15fb0_b4233f1f3f894cf083f53bac05d18da1.pdf

    Mais informações sobre os Prémios Lusos em https://www.premioslusos.com/

    Não se esqueça... visite www.esqueci-me.pt e envie um "instante"!

    Instantes

    Para assinalar o Dia Mundial da Doença de Alzheimer e alertar os portugueses para as causas, efeitos e formas de redução do risco de Demência, que afeta cerca de 182.000 pessoas no nosso país, a Alzheimer Portugal lançou a campanha «Instantes», com criatividade da Ogilvy Portugal, em Setembro de 2014.

    A campanha pretende alertar os cidadãos para a problemática das demências, demonstrando a importância de vivermos e relembrarmos os momentos mais importantes das nossas vidas, antes que estes desapareçam. Incentivando as pessoas a enviar imagens de momentos marcantes para a sua rede de contactos, pretende-se que cada um desperte a sua consciência para o que realmente é a Doença de Alzheimer, a forma mais comum de Demência.

    Utilizando de modo inédito a aplicação para smartphones, Snapchat, que permite enviar e receber mensagens que ficam visíveis apenas alguns segundos, a Alzheimer Portugal pretende que, de forma muito visual, os utilizadores experienciem a sensação por que uma pessoa com Doença de Alzheimer passa todos os dias. Através da conta de Snapchat «Por.instantes», a Instituição tem enviado diariamente para os seus seguidores fotografias de momentos especiais, que ficam visíveis para quem as recebe apenas durante 5 segundos.

    Adicionalmente à conta de Snapchat, foi criado o site www.esqueci-me.pt, que permite enviar imagens e mensagens temporárias através do login do Facebook, para que todas as pessoas possam partilhar por breves segundos os seus «instantes» com amigos e familiares. Através do site é ainda possível que cada um se junte à causa da Alzheimer Portugal com um donativo no valor que desejar.

    A campanha «Instantes» vem reforçar a missão da Alzheimer Portugal de contribuir para um melhor conhecimento das causas, efeitos e formas de prevenção da doença de Alzheimer, alertando para a existência da mesma.

    Visite o site da campanha «Instantes» e torne-se seguidor no Snapchat em:
    www.esqueci-me.pt
    Snapchat: Por.instantes

    Visite www.esqueci-me.pt e envie um instante!
    Ajude! Antes que se esqueça!