Alicja Sadowska

É com enorme pesar que a Alzheimer Portugal comunica que recebeu a triste notícia de que Alicja Sadowska, presidente da Associação polaca de Alzheimer, faleceu ontem depois de lutar com uma doença dolorosa nos últimos três meses.

Alicja Sadowska foi, sem dúvida, uma pessoa muito importante e activa para a causa das pessoas com demência, tanto na Polónia como na Europa.

Fez parte do movimento Alzheimer polonês desde 2005 e foi muitos anos membro da direcção da Alzheimer Europe, até Outubro passado, e organizou a conferência desta organização em 2012.

A sua morte inesperada é uma perda terrível não só para seus entes queridos, marido e dois filhos, mas também para a causa por que lutou na Polónia, Europa e no mundo.
Alicja Sadowska acreditava que, trabalhando juntos, podemos mudar o mundo e ajudar as pessoas com demência a ter melhores oportunidades para viver, levando a que os seus problemas fossem ouvidos e as suas necessidades satisfeitas.

Inspirou e ajudou muitas pessoas na Polónia e, por isso, merece ser recordada e homenageada.


IRS Solidário - Ajude-nos pela Memória Futura

 


Hoje mais de 200 000 Pessoas vivem com Doença de Alzheimer ou outra forma de Demência em Portugal e ao consignar 1% do seu IRS à Alzheimer Portugal (NIF: 502 069 635) está, sem qualquer custo para si, a ajudar-nos a prestar melhores cuidados e serviços às Pessoas com Demência e aos seus Cuidadores.

A partir de 1 de abril e até 30 de junho, quando preencher o Quadro 11 do Modelo 3 do IRS, assinale a opção "Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Coletivas de Utilidade Pública" e insira o NIF da Alzheimer Portugal – 502 069 635 (Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer).

No IRS Automático, a consignação é efetuada no quadro que diz “Pré liquidação”. Indique que pretende consignar 1% do IRS e o NIF da Alzheimer Portugal: 502 069 635.

Poderá também decidir doar o benefício fiscal de 15% do IVA do E-Factura, no montante máximo de 250 euros. Neste caso, deverá selecionar o campo IVA e estará a reverter o seu benefício para a Associação.

A opção de consignar o IRS não irá influenciar o seu reembolso.

Ajude-nos Pela Memória Futura!

março de 2025

Marisa Matias assina Declaração de Glasgow

Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda, foi a primeira deputada portuguesa a assinar a Declaração de Glasgow. Mais de 200 portugueses já subscreveram também este documento, que solicita a criação de uma estratégia europeia para as demências e de estratégias nacionais em todos os países da Europa.

Assine aqui a Declaração de Glasgow: https://www.alzheimer-europe.org/petition/sign/17969/in

Os signatários apelam a todos os líderes do mundo para que reconheçam a Demência como uma prioridade de saúde pública e para que desenvolvam um plano de ação global para as demências.

Nesta Declaração, os direitos dos doentes são colocados em primeiro lugar, afirmando e defendendo que todas as pessoas que vivem com Demência têm:
- Direito a diagnóstico atempado;
- Direito a aceder a apoio pós-diagnóstico de qualidade;
- Direito a cuidados centrados na pessoa, coordenados e de qualidade, durante o percurso da doença;
- Direito a aceder, com equidade, a tratamentos e intervenções terapêuticas;
- Direito a serem respeitadas como indivíduos na sua comunidade.

Apela-se, por isso, junto da Comissão Europeia para que:
1. Desenvolva uma Estratégia Europeia para a Demência;
2. Designe um representante de alto nível da União Europeia para coordenar as atividades e a investigação no campo das demências, nos programas em curso, tais como: o «Horizon 2020», o «Ambient Assistant Living Programme» (AAL JP), a «European Innovation Partnership on Active and Healthy Ageing» (EIPAHA), o «Joint Programme on Neurodegenerative Diseases Research (JPND) e a «Innovative Medicines Initiative» (IMI).
3. Crie um Grupo Europeu de Especialistas em Demência, composto por representantes da Comissão, dos Estados Membro e da sociedade civil para partilha de boas práticas.
4. Apoie financeiramente a Alzheimer Europe, o seu «European Dementia Observatory» e a sua «European Dementia Ethics Network», através do programa de saúde pública da Comissão Europeia.

Aos Deputados do Parlamento Europeu, apela-se para que:
1. Se juntem à Aliança Europeia de Alzheimer;
2. Apoiem a campanha da Alzheimer Europe e das suas associadas para transformar a demência numa prioridade europeia e criar uma Estratégia Europeia para a Demência;
3. Estejam acessíveis para as pessoas com demência, cuidadores e representantes das associações de Alzheimer dos seus países.

Está a decorrer a campanha da Alzheimer Europe para a subscrição on-line da Declaração de Glasgow, que apela à criação de uma estratégia europeia para as demências e de estratégias nacionais em todos os países da Europa.

Os signatários apelam também a todos os líderes do mundo para que reconheçam a Demência como uma prioridade de saúde pública e para que desenvolvam um plano de ação global para as demências.

Nesta Declaração, os direitos dos doentes são colocados em primeiro lugar, afirmando e defendendo que todas as pessoas que vivem com Demência têm:
- Direito a diagnóstico atempado;
- Direito a aceder a apoio pós-diagnóstico de qualidade;
- Direito a cuidados centrados na pessoa, coordenados e de qualidade, durante o percurso da doença;
- Direito a aceder, com equidade, a tratamentos e intervenções terapêuticas;
- Direito a serem respeitadas como indivíduos na sua comunidade.

Apela-se, por isso, junto da Comissão Europeia para que:
1. Desenvolva uma Estratégia Europeia para a Demência;
2. Designe um representante de alto nível da União Europeia para coordenar as atividades e a investigação no campo das demências, nos programas em curso, tais como: o «Horizon 2020», o «Ambient Assistant Living Programme» (AAL JP), a «European Innovation Partnership on Active and Healthy Ageing» (EIPAHA), o «Joint Programme on Neurodegenerative Diseases Research (JPND) e a «Innovative Medicines Initiative» (IMI).
3. Crie um Grupo Europeu de Especialistas em Demência, composto por representantes da Comissão, dos Estados Membro e da sociedade civil para partilha de boas práticas.
4. Apoie financeiramente a Alzheimer Europe, o seu «European Dementia Observatory» e a sua «European Dementia Ethics Network», através do programa de saúde pública da Comissão Europeia.

Aos Deputados do Parlamento Europeu, apela-se para que:
1. Se juntem à Aliança Europeia de Alzheimer;
2. Apoiem a campanha da Alzheimer Europe e das suas associadas para transformar a demência numa prioridade europeia e criar uma Estratégia Europeia para a Demência;
3. Estejam acessíveis para as pessoas com demência, cuidadores e representantes das associações de Alzheimer dos seus países.

A todos os governos nacionais apela-se para que:
1. Desenvolvam estratégias nacionais globais para as demências, com financiamento específico e um processo claro de monitorização e avaliação;
2. Envolvam as pessoas com demência e os seus cuidadores no desenvolvimento e acompanhamento destas estratégias nacionais;
3. Apoiem as associações nacionais de Alzheimer e de outras formas de demência.

À comunidade internacional, o apelo da Declaração de Glasgow é para que:
1. Acredite no sucesso da colaboração europeia sobre a demência e inclua as iniciativas europeias no desenvolvimento de um plano de ação global sobre a demência;
2. Inclua e consulte as associações de Alzheimer e as pessoas com demência no processo de decisão e de definição de uma agenda global para a investigação;
3. Adote uma abordagem holística das prioridades na investigação por forma a que esta inclua os aspetos psicossociais e sócioeconómicos, os cuidados e os sistemas de saúde, para assegurar que a investigação se destina a beneficiar as pessoas com demência no presente e no futuro;
4. Aumente substancialmente o financiamento destinado a todas as áreas de investigação sobre demência;
5. Promova a demência como prioridade também noutros organismos internacionais como os países que compõem o grupo do G20, a Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento (OCDE), a Organização Mundial de Saúde (OMS) e as Nações Unidas.

A declaração foi aprovada por unanimidade pelos 26 membros de Alzheimer Europe na reunião anual da organização, que teve lugar a 20 de outubro de 2014, e lançada publicamente durante a conferência anual que teve lugar em Glasgow, de 20 a 22 de outubro de 2014.


1ª Reunião de Direcção da Alzheimer Europe de 2015

Nos dias 23 e 24 de Fevereiro realizou-se a 1ª Reunião de Direção da Alzheimer Europe de 2015, seguida, até ao dia 25 à tarde, de mais duas reuniões importantes e habituais: a «Company Round Table» através da qual as atividades e projetos foram dados a conhecer às entidades que apoiam financeiramente a Alzheimer Europe; e a «Public Affairs Meeting» na qual participaram não só os elementos da Direção mas também representantes das várias associações nacionais membros da Alzheimer Europe que tiveram oportunidade de apresentar o trabalho que desenvolvem.

Durante estes 3 dias de trabalho, para além da discussão e aprovação de assuntos correntes da organização, foram apresentados e discutidos temas como:

Declaração de Glasgow

Está a decorrer a campanha da Alzheimer Europe para a subscrição on-line da Declaração de Glasgow, que apela à criação de uma estratégia europeia para as demências e de estratégias nacionais em todos os países da Europa.

Os signatários apelam também a todos os líderes do mundo para que reconheçam a Demência como uma prioridade de saúde pública e para que desenvolvam um plano de ação global para as demências.

A declaração foi aprovada por unanimidade pelos 26 membros de Alzheimer Europe na reunião anual da organização, que teve lugar a 20 de outubro de 2014 e lançada publicamente durante a conferência anual que teve lugar em Glasgow, de 20 a 22 de outubro de 2014.

A Alzheimer Portugal já traduziu a Declaração para português e tem vindo a divulgá-la nos seus meios de comunicação, respondendo assim ao apelo feito pela Alzheimer Europe.

DEMENTIA FRIENDLY COMMUNITIES

Em 2015, o «Yearbook» da Alzheimer Europe vai incidir sobre as políticas e as práticas na Europa criadoras de ambientes que promovam o bem estar e os direitos das pessoas com demência. Especial enfoque será dado às «comunidades amigas das pessoas com demência» («Dementia-friendly communities»).

A responsável por este trabalho é Ana Diaz, membro da equipa Alzheimer Europe que colabora com as associações dos vários países no desenvolvimento de relatórios nacionais. Em 2014 o tema foi: o percurso na prestação de cuidados, desde o diagnóstico até aos cuidados de fim de vida .

Para o tema de 2015, está feita a revisão de literatura bem como a concepção e calendarização do trabalho.

À semelhança do ano anterior, será conduzido, em breve, um inquérito às associações nacionais. Esse inquérito está a ser preparado com a colaboração de elementos de várias associações nacionais, incluindo a Alzheimer Portugal. Uma pessoa com demência do Grupo Europeu de Trabalho de Pessoas com Demência que existe sob a égide da Alzheimer Europe, é uma das participantes deste projeto.

A Comissão Científica, técnicos e parceiros da Alzheimer Portugal serão convidados a dar o seu contributo para o preenchimento do inquérito, como tem acontecido com inquéritos anteriores.

Sabendo nós que em Portugal não existe uma política para as pessoas com demência, nem estratégias que, de forma geral e integrada, prevejam ou assegurem respostas específicas, nomeadamente no que diz respeito a ambientes amigos das pessoas com demência, o nosso desafio será encontrar, dentro e fora da Alzheimer Portugal, exemplos elucidativos deste tema.

E temos alguns: O Memo nas Escolas, o Café Memória, o Passeio da Memória, as boas práticas que desenvolvemos nos nossos centros de dia e Casa do Alecrimâ?¦â?¦

ETHICAL ISSUES FACED BY PROFESSIONAL CARERS

Está a ser constituído um grupo de trabalho para identificar dilemas ou questões éticas que sejam significativas e relevantes para cuidadores profissionais de pessoas com demência, e que podem não se encontrar ainda referidas na literatura.

Do grupo farão parte, para além de outros participantes não confirmados: quarto eticistas/filósofos (Julian Hughes, Chris Gastmans, Alistair Niemeijer and Fabrice Gzil), duas pessoas com experiência prática (Denis Mancini and Lydie Diederich), participantes das associações da Finlândia e do Mónaco (Eila Okkonen and Federico Palermiti) e dois investigadores senior na prestação de cuidados (Debby Gerritsen and Jan Oyebode).

No que diz respeito às questões éticas, a publicação de 2014 é extremamente interessante e merece a nossa consulta :

CLINICAL TRIAL DATA BASE

O principal objetivo deste projeto é fornecer informação sobre ensaios clínicos em curso, mais acessíveis às pessoas com demência e às suas famílias. O envolvimento das pessoas com demência é o aspecto chave deste projeto.

Com o apoio de vários parceiros, incluindo 4 pessoas do Grupo de Trabalho Europeu de Pessoas com Demência (EWGPWD), técnicos da Alzheimer Europe, empresas da indústria farmacêutica e da Agência Europeia do Medicamento (EMA - European Medicines Agency), foi elaborado um modelo para incluir a informação sobre ensaios clínicos de forma sistematizada e de fácil consulta. O modelo ainda está em revisão.

Em Maio, serão selecionados os ensaios considerados relevantes e a informação sobre os mesmos será feita em linguagem e formato acessível.

Até ao final do ano a base de dados estará concluída, funcionando como um importante incentivo à participação na investigação científica e, muito em especial, em ensaios clínicos na área das demências.

Para tal é, naturalmente indispensável que as pessoas procurem e obtenham o seu diagnóstico de forma atempada - o mais precocemente possível - para ainda estarem em condições de prestar o seu consentimento livre e esclarecido sobre a participação em ensaios clínicos ou que possam fazer um testamento vital ou procuração para cuidados de saúde, decidindo antecipadamente a sua participação, conforme já é possível em Portugal desde 2012.

Este projeto que visa adaptar a informação sobre ensaios clínicos às necessidades das pessoas com demência e das suas famílias, incluirá: a elaboração de uma lista de perguntas sobre ensaios clínicos que as pessoas podem colocar ao seu médico, publicar experiências de pessoas que tenham participado, sido excluídas ou decidido não participar.

GUIDELINES WATCH

Outro projeto em curso é a sistematização de Normas («guidelines») para o diagnóstico, tratamento e diagnóstico da demência.

Como sabemos, em Portugal o que existe é a Norma da Direcção Geral de Saúde nº 053/2011 de 27.12.2011 - «Abordagem Terapêutica das Alterações Cognitivas», a qual ainda não está em vigor e que se aplicará apenas no âmbito do SNS.

PROJECTOS EUROPEUS:

CONTINENCE CARE

Em 2014, foi elaborado o Relatório "Improving continence care for people with dementia living at home" que se ocupa das necessidades das pessoas com demência que vivem em casa e que têm que lidar com problemas relacionados com a incontinência e enfrentá-los juntamente com os seus familiares e amigos próximos. Esta é uma área em que há pouca investigação. A maior parte das orientações que existem dizem respeito a cuidados prestados em meio residencial. Acresce ainda que os cuidadores profissionais que prestam cuidados no domicílio, muitas vezes não têm conhecimento sobre as especificidades do problema no que toca às demências, nomeadamente em termos de impacto psicológico, social, físico, económico e financeiro. Por todas estas razões, o referido relatório afigura-se como uma importante fonte de informação para as pessoas com demência, cuidadores, prestadores de cuidados sociais e de saúde e decisores políticos.

Em 2015 está-se a trabalhar no sentido de divulgar este Relatório, nomeadamente através de artigos em publicações científicas.

PharmaCog, AETIONOMY, EMIF, EPAD

A Alzheimer Europe continua o seu envolvimento nos quatro projectos financiados pela «Innovative Medicines Initiative» (IMI) participando nas questões éticas e na disseminação de resultados.
Quanto ao projecto EPAD, que começa em 2015, a AE irá liderar o trabalho de disseminação e terá um papel activo na elaboração da press release para o lançamento do projecto que merecerá alguma atenção internacional.
O projecto PharmaCog termina em 2015 e a AE vai dedicar um suplemento especial da sua revista «Dementia in Europe», com a apresentação dos principais resultados deste projecto de cinco anos.

PredictND, AFE-INNOVNET e NILVAD.

A Alzheimer Europe continua com a sua colaboração nos projectos PredictND, AFE-INNOVNET e NILVAD.

MIAMI-ND

Em 2015, começará a sua colaboração com o projecto MIAMI-ND.

PLANO ESTRATÉGICO 2016-2020

O Plano Estratégico 2016-2020 será submetido a discussão e aprovação na próxima Assembleia Geral da Alzheimer Europe que terá lugar a 2 de Setembro próximo na Eslovénia e irá basear-se nos resultados do inquérito de satisfação a realizar junto das associações nacionais sobre as anteriores actividades da Alzheimer Europe.

A Alzheimer Portugal terá assim oportunidade de se pronunciar e de dar o seu contributo para o Plano Estratégico da AE.


Conferência «A Família e o Doente Crónico»

A segunda edição do ciclo de Conferências "A Saúde e o Direito" irá decorrer no próximo dia 19 de Março no Auditório da Associação Nacional das Farmácias (ANF), Delegação Norte, no Porto.

Novamente, trata-se de uma parceria entre a Plataforma Saúde em Diálogo e o Centro de Direito Biomédico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, sendo desta feita sob o tema "A Família e o Doente Crónico"

Consulte o Programa (clique aqui) e preencha o boletim de inscrição (clique aqui).

Ciclo de Conferências "A SAÚDE E O DIREITO"

A primeira do ciclo de Conferências "A Saúde e o Direito" teve lugar no passado dia 28 de Janeiro no Auditório da Associação Nacional das Farmácias (ANF), em Lisboa.

Trata-se de uma parceria entre a Plataforma Saúde em Diálogo e o Centro de Direito Biomédico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Sob o tema "Os Direitos dos Doentes", esta I Conferência contou com um conjunto de convidados de grande qualidade e conhecimento técnico. Conto ainda com a moderação do Prof. Doutor Guilherme de Oliveira, académico que desde os anos 80 se dedica à Saúde na perspectiva jurídica, tendo em muito contribuído para o reconhecimento da importância de aproximar os profissionais da Saúde e do Direito e de dar a conhecer os Direitos aos Doentes.

Um painel de excelência que contou com a presença do Dr. Mário Beja Santos em representação da Plataforma Saúde em Diálogo, do Prof. Doutor André Dias Pereira que desenvolveu o tema do consentimento informado realçando a forma como este conceito tem sido interpretado pelos Tribunais, sem esquecer a recente norma da DGS, do Mestre João Vaz Rodrigues que abordou o tema da recusa de tratamento, seu enquadramento e relevância.

Na segunda parte desta conferência, diversos doentes e membros de associações de doentes, profissionais de saúde e juristas, puderam ouvir a Drª Filomena Girão sobre a Defesa dos Direitos do Doente em Tribunal, realçando a constatação de que cada vez mais as pessoas vão a tribunal reivindicar os seus Direitos, nomeadamente pedindo indemnizações por violações da "legis artis" ou do dever de obter consentimento informado; a Drª Carla Barbosa sobre o acesso à informação contida no processo clínico e ainda o Dr. Manuel Lopes Rocha que transpôs para a prática os novos desafios da "Nuvem" como utilidade para os dias de hoje.

Seguiu-se debate muito participado por oradores e público e foram adiantadas algumas conclusões sistematizadas pelo Professor Guilherme de Oliveira da seguinte forma:

"1. É preciso exercitar mais os direitos dos doentes, sem que isso afete a relação médico-doente;

2. As regras do consentimento informado respeitam a autonomia e a dignidade dos doentes, têm uma ampla consagração legal, mas sofrem grandes dificuldades de concretização no dia-a-dia das unidades de saúde;

3. As leis sobre proteção de dados pessoais não acompanharam a evolução social e técnica;

4. Verifica-se um desconhecimento enorme sobre os direitos dos doentes e os deveres das unidades de saúde quanto ao acesso dos doentes aos seus dados clínicos."

A II Conferência acontecerá na cidade do Porto, no próximo dia 19 de Março e será subordinada ao tema: "A Família e o Doente Crónico".


Convocatória para Assembleia Geral Ordinária

Convocam-se os Senhores Associados da Alzheimer Portugal - Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer para a Assembleia Geral Ordinária que terá lugar no dia 28 de Março de 2015, na Casa do Alecrim, Rua Joaquim Miguel Serra Moura n.º256, Alapraia, 2765-029 Estoril.

A Assembleia reunirá, em primeira convocatória, pelas 14 horas e 30 minutos, e às 15 horas com qualquer número de associados, tendo a seguinte Ordem de Trabalhos:

1. Informações gerais.

2. Apresentação, discussão e votação do Relatório de Atividades e Contas de 2014. 1

Lisboa, 12-03-2015

A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Maria da Conceição Salema Corte-Real

1 O Relatório de Atividades e Contas de 2014 encontra-se disponível, para consulta, na página da internet (consulte aqui), na sede e nas instalações das Delegações e Núcleo de Almeirim.


Alzheimer Portugal envia carta ao Primeiro-Ministro

A Associação Alzheimer Portugal dirigiu, no passado dia 11 de março, a Sua Excelência o Senhor Primeiro Ministro, uma carta em que procurou transmitir as suas preocupações face ao problema da Demência em Portugal e no Mundo e chamar a atenção para a extrema importância de que se reveste a realização da Conferência da O.M.S. sobre AÇÃO GLOBAL CONTRA A DEMÊNCIA, que tem lugar em Genebra nos dias 15 e 16 do mesmo mês, na qual Portugal deveria estar representada ao mais alto nível por forma a contribuir para que a problemática da Demência se torne prioritária a nível global.

Mais se procurou sensibilizar para a urgência em se dar seguimento ao previsto Plano Nacional para as Demências, em cuja criação e posterior implementação a Alzheimer Portugal se propõe colaborar, dada a sua experiência de longos anos no apoio a pessoas com demência e aos seus cuidadores.

Os eixos fundamentais desse Plano deverão ser:
I - Melhoria da qualidade de vida das Pessoas com Demência e dos seus cuidadores, abrangendo-se aqui as questões que se prendem com a intervenção farmacológica e não farmacológica, com os apoios sociais e com os equipamentos, através da criação e implementação de políticas de saúde e de enquadramento social específicas.
II - Investigação sobre as causas, prevenção e diagnóstico da Doença de Alzheimer e recolha de dados epidemiológicos.
III - Criação de quadro jurídico definidor dos Direitos das Pessoas em situação de incapacidade, incluindo o enquadramento legal dos cuidados, da intervenção e da investigação.
IV - Definição, a partir do conhecimento dos meios atuais e das necessidades reais das pessoas com demência e dos seus cuidadores, da rede de apoios e cuidados de saúde, devidamente articulada, definindo as competências públicas e da sociedade civil, assim como os respetivos financiamentos.


IRS Solidário - Consignação do IRS

Reverta 0,5% do seu IRS para a Alzheimer Portugal

Sabia que pode ajudar a Alzheimer Portugal fazendo reverter 0,5% do seu IRS, já pago, para a Associação?

Ao preencher a sua Declaração de IRS, apenas precisa de colocar no Anexo H - Quadro 9 - Campo 901, o número de contribuinte da Alzheimer Portugal: 502069635.

Esta é uma alternativa aos donativos em dinheiro ou bens. Assim, consegue desviar 0,5% do imposto que iria para os cofres do Estado para a Alzheimer Portugal, ajudando-nos na nossa missão de promover a qualidade de vida das pessoas com demência e dos seus familiares e cuidadores.


Formação em Cascais, Oeiras e Sintra

No âmbito do projeto Cuidar Melhor, os Gabinetes de Cascais, Oeiras e Sintra, vão realizar, durante o ano de 2015, vários workshops dedicados ao tema «Prestação de Cuidados na Demência», destinadas a cuidadores familiares destes concelhos.

Para mais informações contacte a Linha de Apoio Cuidar Melhor: 210 157 092 ou consulte: www.cuidarmelhor.org/formação.aspx

Calendarização completa:

Destinatários: Cuidadores Familiares
Inscrição: 15€
Contacto para informações e inscrição: 210 157 092 ou geral@cuidarmelhor.org

LOCAIS:
Cascais | Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal
Oerias | Sala Multiusos do Centro de Juventude de Oeiras
Sintra | Biblioteca Municipal de Sintra

Prestação de cuidados na demência: Aspetos Jurídicos

Formador: Maria Rosário Zincke dos Reis - Advogada
Cascais: 31 Março | 9h-13h
Oeiras: 24 Março | 9h-13h
Sintra: 17 Março | 9h-13h

Bem-estar da Pessoa com Demência

Formador: Elena Pimentel - Terapeuta Ocupacional
Cascais: 4 Maio| 18h-22h
Oeiras: 7 Maio | 18h-22h
Sintra: 11 Maio | 18h-22h

Prestação de cuidados na demência: Nutrição

Formador: Inês Domingos - Nutricionista
Cascais: 30 Setembro | 18h-22h
Oeiras: 21 Setembro | 18h-22h
Sintra: 24 Setembro | 18h-22h

Prestação de cuidados na demência: Bem-estar emocional do cuidador

Formador: Sara Rosa - Neuropsicóloga
Cascais: 3 Novembro | 9h-13h
Oeiras: 5 Novembro | 9h-13h
Sintra: 10 Novembro | 9h-13h


Seminário «Intervenções nas Demências: a experiência do Reino Unido»

Teve lugar no passado dia 25 de Fevereiro, na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, o seminário intitulado "Intervenções nas Demências: a experiência do Reino Unido" organizado pelo projeto Actifcare - Portugal (ACcess to TImely Formal Care) https://actifcare.eu/.

Este evento teve início com a apresentação do referido projeto europeu pelo Professor Doutor Manuel Gonçalves-Pereira, médico psiquiatra e responsável pela coordenação desta investigação no nosso País. O Actifcare visa compreender as razões das desigualdades no acesso aos serviços de saúde pelas pessoas com demência e seus familiares e foca-se numa fase intermédia do percurso da doença na qual ocorre, frequentemente, uma transição dos cuidados informais para uma combinação de cuidados informais e formais, designadamente, de apoio domiciliário. O estudo vai identificar as melhores práticas nas vias de acesso à prestação de cuidados formais nesta fase crucial em que é possível impactar positivamente a qualidade de vida das pessoas envolvidas nesta problemática.

Neste seminário participaram os conferencistas, Afifa Qazi, médica psiquiatra e diretora clinica da Dementia Crisis Support Team do North East London NHS Foundation Trust e Martin Orrell, Professor de Envelhecimento e Saúde Mental da University College London e Diretor de Investigação e Desenvolvimento da North East London Foundation Trust.

Afifa Qazi apresentou um modelo de intervenção inglês de gestão de crise que tem por objetivo evitar internamentos hospitalares ou a institucionalização de pessoas com demência, cujos principais princípios de atuação consistem no trabalho em equipa, na rapidez da resposta e na articulação com a rede de cuidados, em particular, com os médicos de família. De seguida, Martin Orrell apresentou uma ferramenta de intervenção denominada "Cognitive Stimulation Therapy", com resultados comprovados e que visa potenciar o desempenho cognitivo e social das pessoas com Demência, inicialmente desenhada para aplicar em contexto de grupo e mais recentemente adaptada para sessões individuais.

É de louvar esta importante iniciativa que permitiu a profissionais e estudantes da área conhecer metodologias de intervenção utilizadas com sucesso num País onde as demências são consideradas uma prioridade de saúde pública.


Fundações Rainha Sofia e Champaulimaud: Parceria

A Alzheimer Portugal congratula-se com a celebração do protocolo de cooperação entre a Fundação Champalimaud e a Fundação Rainha Sofia no âmbito da investigação sobre a doença de Alzheimer.
Este é um grande passo e estamos certos de que esta parceria poderá trazer resultados positivos para os doentes de Alzheimer e seus familiares.
Desejamos os maiores sucessos às duas Fundações!

Parkinson e Alzheimer: Fundações Rainha Sofia e Champaulimaud reforçam parceria na investigação

As fundações Rainha Sofia, de Espanha, e Champalimaud, de Portugal, lançaram as bases de uma cooperação mais estreita na luta contra as doenças neuro-degenerativas, nomeadamente Parkinson e Alzheimer.
A visita, durante a manhã de hoje à Fundação Champalimaud, da Rainha Sofia de Espanha, marcou o reforço da cooperação entre as duas instituições científicas, que têm já uma parceria na investigação da doença de Parkinson.

A Rainha Sofia, que visitou detalhadamente as instalações com a presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, fez-se acompanhar, na deslocação a Lisboa, de um grupo de cientistas.

Os investigadores irão reunir-se com cientistas da Fundação Champalimaud para desenvolverem programas de investigação conjuntos e simpósios científicos internacionais, a realizar em Lisboa e Madrid.

No final da visita, em declarações aos jornalistas, Leonor Beleza destacou o papel da Fundação Rainha Sofia na investigação das doenças neuro-degenerativas, sublinhando o papel da instituição, criada em 1977, na luta contra o Alzheimer.

Leonor Beleza adiantou que a fundação Rainha Sofia trata e acolhe doentes de Alzheimer e faz também investigação para detetar os sinais precoces da doença.

«Eles têm projetos pioneiros nessas áreas e interesse em colaborar, eles com aspetos mais clínicos e com maior experiencia com doentes, nós com mais investigação básica na área das doenças neuro-degenerativas, que é relevante para saber como é que essas doenças aparecem e se desenvolvem», disse Leonor Beleza.

O reforço da cooperação entre as duas instituições - que têm já a funcionar um projeto de investigação conjunta na investigação da doença de Parkinson - poderá incluir o intercâmbio de cientistas entre os dois centros, bem como a realização de encontros regulares.

«Esta visita significa para os cientistas uma possibilidade de se encontrarem e estabelecerem projetos comuns de interesse», adiantou Leonor Beleza, considerando que as duas instituições têm tudo a ganhar em trabalharem juntas.

«Instituições que têm recursos humanos e técnicos relativamente raros e difíceis de juntar podem produzir muito mais trabalhando em conjunto», disse.

A Rainha Sofia, que chegou segunda-feira a Lisboa, iniciou a visita com um encontro com Leonor Beleza, tendo visitado de seguida o centro clínico e o laboratório de neurociência da Fundação Champalimaud.

Ao final da manhã manteve um breve encontro com cientistas e médicos espanhóis que trabalham na fundação portuguesa.

Durante a tarde, cientistas das duas fundações realizam um encontro científico para estabelecer um programa de ação conjunto.

Fonte: observador.pt
Data: 24 de fevereiro de 2015


Anúncio de Emprego: Terapeuta Ocupacional

A Alzheimer Portugal está a recrutar um(a) Terapeuta Ocupacional para o Centro de Dia Prof. Dr. Carlos Garcia, em Lisboa.

Os interessados deverão enviar CV para o email anapaula.frazao@alzheimerportugal.org, ao Cuidado de Filipa Gomes.

Data limite de envio - dia 27 de Fevereiro 2015.


Musical Godspell Solidário

No próximo dia dia 4 de março, às 21h30, no Teatro Tivoli em Lisboa, terá lugar o ensaio geral do musical Godspell, cujo valor de venda dos bilhetes reverterá a 100% para a investigação científica em Esclerose Lateral Amiotrófica.

O Musical Godspell regressa a Lisboa, 40 anos depois da sua primeira exibição no Teatro Villaret. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e a Courtesyland, a produtora do espetáculo, estão a promover a venda de bilhetes para o ensaio geral a um valor mais baixo de bilheteira. A receita vai reverter na totalidade para o Projeto Mine (https://www.projectmine.com/), que promove a investigação científica em Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

O Projeto Mine é um projeto Europeu, do qual Portugal faz parte, que pretende estudar o genoma humano de cerca de 15 000 doentes com Esclerose Lateral Amiotrófica e 7 500 casos de controlo. Portugal pretende fazer o estudo de 200 doentes e de 100 casos de controlo. O estudo, que ambiciona a descoberta de uma cura para estes doentes, representa um enorme encargo financeiro e necessita de todas as ajudas possíveis para ser viável.

A ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) é uma doença neurológica degenerativa, progressiva e rara, que se carateriza por provocar paralisia motora progressiva e irreversível.

Em 2015, vai ser criada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa uma bolsa para a investigação nesta doença, como foi anunciado pelo Provedor Pedro Santana Lopes, na última gala dos Prémios Santa Casa Neurociências.

Os bilhetes podem ser comprados em:
https://magazine.ticketline.pt/artigos/godspell

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Fonte:


Eleição da Direção da Delegação da Madeira da Alzheimer Portugal

A Alzheimer Portugal informa que tem lugar a 14 de Abril de 2015 a Assembleia Geral para eleição da Direção da Delegação da Madeira. Ficam todos os associados convidados a apresentar listas e respetivos programas.

As listas e os respetivos programas deverão ser entregues ou remetidos, por qualquer forma, para a Delegação da Madeira da Alzheimer Portugal, a partir de dia 23 de fevereiro de 2015 e até ao próximo dia 24 de março de 2015, data limite para a sua apresentação.


Delegação da Madeira da Alzheimer Portugal

Avenida do Colégio Militar, Complexo Habitacional da Nazaré, Cave do Bloco 21 - Sala E, 9000-135 Funchal
Telefone: 291 772 021
E-mail: geral.madeira@alzheimerportugal.org


Cuidadores de doentes dependentes sofrem de depressão e são mulheres na maioria

Os cuidadores de pessoas dependentes em Portugal sofrem de depressão, são na maioria mulheres (92%), têm uma média de idade de 62 anos, muito baixa escolaridade e não recebem apoio formal do Estado português, concluiu um estudo.

As principais características dos cuidadores de pessoas dependentes, sejam doentes mentais ou com doença física, é que não têm absolutamente nenhuma formação para cuidar desses doentes no domicílio, são mulheres (principalmente filhas ou noras do doente), têm, em média, 62 anos, são domésticas (maioria) ou abandonaram a sua profissão (32%), têm "muito baixa escolaridade" e podem sentir-se tristes até deixarem de comer.

O estudo "Familiares Cuidadores de Pessoas Dependentes", cujo responsável é Carlos Sequeira, professor na Escola Superior de Enfermagem do Porto e presidente da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental, conclui também que o "Estado dá muito poucas ajudas" aos cuidadores e que mais de 70% dos cuidadores sofrem de uma "sobrecarga de trabalho", que abrange tanto trabalho físico, como trabalho emocional.

Para fazer face à inexistência de formação junto dos cuidadores de pessoas dependentes em Portugal, Carlos Sequeira anunciou à Lusa que em março vai iniciar-se a aplicação de um programa piloto que vai comparar os resultados entre 100 cuidadores que vão receber formação e outros cuidadores que não vão ter qualquer formação.

A primeira fase do projeto foi a construção de um programa base de capacitação por peritos.

A segunda fase do projeto arranca em março próximo e vai ser aplicada a cuidadores afetos a instituições do norte, como por exemplo, o hospital de São João e Santo António, do Porto, o hospital de Matosinhos ou à Associação Alzheimer Portugal.

Os cuidadores vão aprender coisas tão simples como saber de que lado se deve alimentar um doente que sofreu um AVC, que exercícios deve praticar para estimular a cognição de um doente que sofre de Alzheimer, aprender como mobilizar na cama para a casa de banho, ou saber qual a quantidade de ingestão de água por dia se deve dar a um acamado, revela o especialista.

O objetivo é que o programa de capacitação dos cuidadores familiares seja adotado em todas as entidades em Portugal junto de todos os cuidadores, refere Carlos Sequeira, que é também coordenador do Grupo de Investigação de Inovação e Desenvolvimento em Enfermagem -- CINTESIS, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Segundo Carlos Sequeira, o Estado português devia "promover a manutenção dos cuidadores no domicílio", mas tornando-os "mais ativos" para que os doentes precisem cada vez menos de internamento e de menos fármacos.

Uma maioria dos cuidadores estudados sente-se triste ao final de alguns anos a tomar conta dos doentes em casa. Os cuidadores sentem-se também sem vontade de comer, começam a achar que a vida não faz sentido e assumem que só se mantêm vivos, porque precisam de cuidar de alguém, esquecendo-se de cuidar de si próprios, conta Carlos Sequeira, argumentando que a formação servirá também para que os cuidadores aprendam técnicas para cuidar dos outros "mas não se esquecendo deles próprios".

Dos 200 cuidadores estudados, mais de metade (124) cuidam de pessoas com doença mental (esquizofrenia e demência vária), ou seja têm de estar a cuidar 24 horas desses doentes e, por isso, também precisam de ser apoiados e precisam de tempo livre.

Se os cuidadores soubessem, por exemplo, que existem colchões próprios para prevenir feridas ou que perguntas formular para estimular a cognição, poderiam facilitar muito o seu dia-a-dia e ajudar mais o doente, sugere Carlos Sequeira.

Fonte: RTP