Intervenções Não Farmacológicas na Demência

As pessoas com Demência confrontam-se diariamente com a perda, pelo que o envolvimento em atividades onde experienciem sucesso parece ser essencial à sua qualidade de vida e bem-estar, motivo pelo qual o Centro de Dia da Casa do Alecrim implementou, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, o projeto «A fauna e a flora reavivam a memória».

A Terapia Assistida por Animais (TAA) («a fauna») constitui uma intervenção terapêutica que resulta da interação entre o animal e a pessoa, fundamentando-se os seus benefícios em casos de pessoas com Demência (Cevizci, et al., 2013). Semanalmente, a Casa do Alecrim recebe uma das três cadelas treinadas para o efeito: a Cuca (atividades de bola), a Pipa (escovagem do pelo) ou a Maggie (caminhadas). As sessões proporcionam diversas oportunidades aos participantes: chamar o cão, dar festas e biscoitos, atirar e receber a bola, escovar o pelo, sentir o batimento cardíaco, passear com a trela, dar ordens e comentar o comportamento do cão. Ao longo das 20 sessões foi notório o aumento de comportamentos sociais espontâneos (o sorriso, o riso, o contacto ocular, o toque e a verbalização), a diminuição da agitação psicomotora, o aumento do envolvimento ativo com o ambiente, a melhoria da função motora e a evocação de vivências pessoais relacionadas com animais.

A Horticultura Terapêutica («a flora») proporciona oportunidades de envolvimento estimulantes e significativas à pessoa com Demência (Jarrott et al., 2002), que a acolhe como uma ocupação produtiva ou de lazer, consoante as suas experiências de vida. Nas últimas 20 sessões, o grupo envolveu-se em variadas tarefas: colocar terra em vasos, semear, transplantar plantas para o vaso, podar, desfolhar e sentir o odor de ervas aromáticas, regar, e, fundamentalmente, selecionar uma planta para ser levada para a Casa do Alecrim, onde deverá ser cuidada consoante as indicações. Os benefícios desta atividade incluem o aumento de iniciativa e interação espontânea com o ambiente, a criação de hábitos e rotinas, a partilha de vivências associadas à agricultura/ jardinagem/ culinária, a diminuição da agitação psicomotora, e, principalmente, o aumento do sentido de autoeficácia, evidente após a concretização do produto final.

A oportunidade de contacto regular com animais e plantas permite, para além do supracitado, que estas pessoas readquiram um papel extremamente significativo e frequentemente já perdido, o de cuidador de outro ser vivo.

Elena Pimentel
Terapeuta Ocupacional

Referências Bibliográficas:
Cevizci, S., Sen, H. M., GüneÅ?, F., & Karaahmet, E. (2013). Animal Assisted Therapy and Activities in Alzheimer's Disease.
Jarrott, S. E., Kwack, H. R., & Relf, D. (2002). An observational assessment of a dementia-specific horticultural therapy program. HortTechnology, 12 (3), 403-410.


Mais um passo em frente para o Plano Nacional para as Demências?

Realizou-se nos passados dias 15 e 16 de Dezembro, em Lisboa, por iniciativa da Direção Geral de Saúde, o II Seminário sobre a Estruturação do Plano Nacional de Intervenção em Demências.

Este Seminário vem na sequência daquele que se realizou em Maio de 2013, intitulado «Estruturação do Plano Nacional de Intervenção em Perturbações Demenciais», com a participação e coordenação científica do Professor Joel de Ménard, Presidente da Comissão de Redação do Plano Alzheimer Francês 2008-2012 e da Fundação para a Doença de Alzheimer e outras Demências.

Foi mais uma reunião de especialistas nacionais na área das demências, quer a nível da intervenção quer a nível da investigação, e que contou também com a participação de peritos britânicos.

Os principais objetivos definidos pela Direcção Geral de Saúde, mais especificamente pela Coordenação do Plano Nacional para a Saúde Mental, foram:

1. Estabelecer ponto de situação sobre a estruturação do plano nacional de intervenção em perturbações demenciais;
2. Divulgar boas práticas de cuidados de saúde mental a pessoas mais velhas;
3. Promover o debate sobre a concertação de estratégias conjuntas na prestação de cuidados de saúde e sociais;
4. Apresentar a Estratégia Britânica sobre Demências e projetos relevantes.

A Alzheimer Portugal, representada pelo seu Presidente, teve oportunidade de apresentar o trabalho que desenvolve bem como a sua opinião sobre o que deverá ser e contemplar, em traços gerais, um Plano Nacional para as Demências.

Desde 2006 que a Alzheimer Portugal, em sintonia com o movimento europeu sobre as demências, tem vindo a defender a criação de um Plano Nacional para as demências que abarque, de forma sistemática e integrada, três áreas fundamentais: Cuidados, Investigação e Direitos, distinguindo-se os seguintes eixos de actuação:

I - Melhoria da qualidade de vida das Pessoas com Demência e dos seus cuidadores, abrangendo-se aqui as questões que se prendem com a intervenção farmacológica e não farmacológica, com os apoios sociais e com os equipamentos, através da criação e implementação de políticas de saúde e de enquadramento social específicas.

II - Investigação sobre as causas, prevenção e diagnóstico da Doença de Alzheimer e recolha de dados epidemiológicos.

III - Criação de quadro jurídico definidor dos Direitos das Pessoas em situação de incapacidade, incluindo o enquadramento legal dos cuidados, da intervenção e da investigação.

IV - Definição, a partir do conhecimento dos meios atuais e das necessidades reais das pessoas com demência e dos cuidadores, da rede de apoios e cuidados de saúde, devidamente articulada, definindo as competências públicas e da sociedade civil e os respetivos financiamentos.

Ficaram como conclusões:

1. O Plano será necessariamente traçado em grandes linhas orientadoras, não podendo ser algo de muito detalhado, isto para dar espaço às especificidades das diferentes áreas geográficas, rurais e urbanas, do litoral ou do interior, do norte ou do sul, e dos vários contextos reais onde já se prestam cuidados específicos às pessoas com demência.

2. Há que aproveitar e adaptar as estruturas que existem, promover a boa articulação entre as respostas já no terreno, promover boas práticas e apostar fortemente na formação de profissionais e familiares.

3. O facto de se equacionar um Plano a ser estruturado no âmbito da Saúde Mental significa o reconhecimento do forte impacto das demências na saúde mental e não significa, nem desconhecimento quanto à natureza neurológica da maior parte das demências, nem a necessidade de se ter em conta os outros impactos, nomeadamente a nível social, económico, ético e jurídico.

4. A este último nível, ficou registada a preocupação do Instituto da Segurança Social quanto à inadequação das formas de suprimento da incapacidade vigentes em Portugal às exigências atuais, principalmente nas situações de falta ou inadequação de familiares para assumirem a representação legal das pessoas em situação de incapacidade, face à inexistência de tutores profissionais ou da impossibilidade de exercício da tutela por pessoas coletivas, bem como à igualmente inexistente legislação sobre a gestão de património das pessoas em situação de incapacidade.

5. A experiência britânica, tendo sido muito inspiradora, deixou claro que sem financiamento não é possível implementar um Plano.

6. Não foi apresentado qualquer cronograma nem definição dos passos seguintes para a estruturação do Plano Nacional para as Demências.

Apesar de não nos parecer estar para breve a concretização de políticas públicas específicas para as pessoas com demência e seus cuidadores, como se impunha que até já tivesse acontecido face ao aumento cada vez mais acelerado do número de pessoas afetadas por algum tipo de demência (de acordo com os dados mais recentes da Alzheimer Europe, estima-se que existam em Portugal cerca de 182.000 de pessoas com demência, sendo cerca de 130.000 com doença de Alzheimer ), a Alzheimer Portugal congratula-se com a realização deste Seminário e fica na expectativa dos próximos acontecimentos.


Será que tenho Demência?

Se essa preocupação...

...que sente de há uns tempos para cá tem a ver com alguns sintomas ou sinais que nota em si e que o levam a pensar se tem a doença dos esquecimentos, isto é, a doença de Alzheimer, vamos tentar ajudar na orientação que pode aceitar, caso queira esclarecer melhor, e dentro do possível, as dúvidas que vão surgindo.

Por um lado, esquecimentos e distrações toda a gente tem. Até as crianças, sobretudo em determinadas fases do crescimento (o nosso cérebro vai amadurecendo e só atinge a maturidade completa lá pelos 24 anos de idade...). Por outro lado, às vezes é como se tivesse uma "branca", há um hiato de que não se lembra mesmo nada, não consegue preencher esse período, nem encontrar referências. Às vezes sente também que lhe acontece não prestar a devida atenção a determinados assuntos ou tarefas que costuma desempenhar por rotina, e com os quais nunca teve qualquer problema. Mas, de repente, deixou de perceber como costumava fazer.

É verdade que tem tido ultimamente muitas e grandes preocupações: no emprego as coisas não estão bem e a esposa anda doente, sem que se saiba o que tem. O crédito que pediu ao Banco, também não sabe como há-de pagar porque teve que acudir a umas despesas com o carro da filha. Por isso, não é de admirar que não consiga trazer a tensão controlada. E deprime-se com mais facilidade do que seria de esperar.
Saiba que há procedimentos que pode fazer para tirar essas dúvidas e que são simples, implicando só ter que tirar algum tempo.

A primeira coisa a fazer é ir ao seu médico de família, ou ao médico de recurso, e pedir-lhe orientação. Ele vai querer ver exames recentes (importa saber se tem aumento das gorduras e do açúcar no sangue: colesterol, triglicéridos e glucose; e se a função cardíaca está bem, por exemplo) e, dependendo da sua idade e do seu historial pessoal e familiar, vai eventualmente pedir-lhe mais um ou outro exame.
Depois vai ajudá-lo a corrigir o que está mal e voltar a avaliar. Se calhar, neste meio tempo já recuperou um pouco das suas queixas iniciais.
Mas se continua a sentir sintomas que o inquietam, ou se não lhe sai da cabeça a imagem da avó que foi ficando cada vez mais limitada até ficar mesmo demenciada e ter tido que ir para um Lar, é importante que tire as dúvidas e parta para a certeza. Mas como?

Saiba que, mesmo que conseguisse um diagnóstico de certeza, nós não dispomos ainda de meios para tratar, e muito menos curar, a maior parte das demências (aliás, tirando algumas exceções, nós a maior parte das doenças não curamos, tratamos só, porque não sabemos mais até à data).

Portanto, depois de avaliar os seus exames e de proceder a uma consulta mais minuciosa, que pode logo incluir alguns testes (de memória, de atenção e de avaliação das suas capacidades no dia-a-dia, por exemplo), pode justificar-se pedir-lhe mais exames. As causas para as suas queixas podem ser muito variadas. Por exemplo, um medicamento que ande a tomar (para as dores, ou para a ansiedadeâ?¦), ou uma doença hormonal, como da tiroide, ou uma anemiaâ?¦

Já deve ter ouvido falar na TAC, que quer dizer tomografia axial computorizada, e é uma espécie de radiografia mais completa ao cérebro. É normal pedir-se este exame, que não custa nada a fazer numa qualquer clínica particular ou oficial. Depois vai-lhe pedir, muito provavelmente, mais testes. Não se assuste, vai achar piada, são divertidos e vão ajudar a perceber melhor a que nível se situam as suas dificuldades de memória, de raciocínio, de cálculo, etc, e como pode corrigi-las. E, mais importante do que tudo o resto, alguns destes testes, de lápis e papel, com figuras desenhadas e outras para copiar, conseguem prever, com 10 anos e mais de antecedência, se a pessoa corre o risco de vir a ter demência.

Por fim, se for encaminhado para um centro mais especializado vão muito provavelmente propor-lhe que faça um exame que consiste numa punção lombar para extração de líquido cefalo-raquidiano (um líquido que circula num canal da coluna vertebral). Esse líquido dá uma ideia da quantidade e da qualidade de determinadas proteínas existentes no nosso cérebro (a beta amiloide e a tau), que se pensa serem causadoras de demência, embora não haja certezas absolutas.

Este exame, a punção lombar, exige ser feito em centros ultra-especializados, (Genomed em Lisboa e o Laboratório de Neuroquí­mica, FMUC em Coimbra) por ter alguns riscos. A pessoa deve ser previamente bem esclarecida, e dar o seu consentimento, por escrito, só depois de sentir que está bem informada e de que é isso que quer. Estamos aqui a falar de pessoas, como é o seu caso, que estão na plena posse das suas faculdades.

Saiba que, mesmo fazendo este exame, não vai por ora ter benefício de cura, porque ela não existe. Dependendo do resultado da análise, pode no entanto vir a ser inserido, mais facilmente, em futuros ensaios clínicos.

Não sendo um teste preditivo em absoluto, deve, mesmo assim, revestir-se de alguma delicadeza, e ser complementado por um estreito apoio à pessoa, para que não se sinta desamparada nas suas dúvidas, inseguranças e medos. Deve envolver técnicos conselheiros especialmente treinados para avaliar previamente a capacidade que a pessoa tem de lidar com os resultados, e também para a acompanhar daí para a frente, de forma a prevenir eventuais comportamentos de risco.
Dito isto, voltamos à sua preocupação inicial. Ao que pode e deve fazer, caso se tenham confirmado algumas falhas, que agora só o tempo irá esclarecer.

Pode e deve corrigir o que está mal, por exemplo a tensão arterial, os diabetes, o colesterol, toda medicação em curso, seja para o que for, os seus hábitos diários ou semanais (andar mais a pé, estar com amigos, dar um passeio, ver uma exposição, ler livros de humor, fazer exercícios de distração como sudoku, ou outros de que goste). Não se isole, nem fique a sós com os seus pensamentos. Embora não tenha que andar a contar a sua vida, saia, o seu corpo e o seu cérebro agradecem.

Pode iniciar apoio com um psicólogo ou com um orientador da sua religião, por exemplo. Encontra também já alguma literatura especializada nas bibliotecas municipais, dê uma espreitadelaâ?¦E se quiser, passe a um dos cafés memória, não precisa de se identificar, pode sempre dizer que vai para ajudar um amigo.
Saiba ainda que, para este e para todos os efeitos, pode determinar aquilo que quer no futuro, caso se veja numa situação em que não possa decidir (um acidente, uma doença). Chama-se a vontade antecipada (numa tradução mais infeliz, também há quem diga testamento vital) e pode ser feito num qualquer notário, e alterado sempre que queira.
Com tudo isto vai ter que tomar mais atenção e mais cuidado, o que só traz benefícios.

Gostaria de lhe poder dizer que tem este ou aquele medicamento para tomar e tratar-se ou curar-se, no caso de ser uma doença da memória, mas a verdade é que, decorridos mais de 20 anos de investigação que consome rios de dinheiro e batalhões de especialistas (nunca houve tanto investimento), não se chegou a resultados que acendam ao menos uma luzinha. E isto, sobretudo para quem está na área, não deixa de ser muito estranho mesmo.

Lisboa, 5 de Dezembro 2014
Olívia Robusto Leitão
Médica Psiquiatra
Membro da Comissão Científica da Alzheimer Portugal


"O meu nome é Alice"

Julianne Moore venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz pela sua interpretação em «Still Alice», onde desempenha o papel de Alice, uma professora universitária que é diagnosticada, aos 50 anos, com Doença de Alzheimer.

Em Portugal, "O meu nome é Alice" estreia a 5 e fevereiro.


Programa «Apoio na Incontinência» 2015

Programa «Apoio na Incontinência»

O Programa «Apoio na Incontinência» é um projeto integrado no «Plano de Ajuda» da Alzheimer
Portugal e é inteiramente financiado pela verba angariada na Venda de
Natal da Associação.

O Programa «Apoio na Incontinência» oferece
apoio aos associados para a obtenção de materiais para a incontinência, mediante uma candidatura.

Programa «Apoio na Incontinência» 2015

Estão abertas as candidaturas para o Programa «Apoio na Incontinência 2015». Candidate-se até 15 de Março de 2015.

Critérios de Inclusão:
  1. Ter diagnóstico de Doença de Alzheimer ou de outra forma de Demência;
  2. Ter situação de incontinência comprovada por médico assistente;
  3. Ter rendimentos baixos;
  4. Ser associado, com as quotas pagas;
  5. Preencher a respectiva ficha de candidatura e apresentar os comprovativos requeridos;
  6. Estar entre os primeiros candidatos que cumpram os anteriores critérios (o
    número de beneficiários é determinado pela verba angariada na Venda de
    Natal da Alzheimer Portugal e outros projetos eventuais)

As candidaturas estão sujeitas a avaliação, realizada pelo Gabinete de Apoio Psicossocial da Alzheimer Portugal.

Como pode candidatar-se

Envie, até 15/03/2015, a Ficha de Candidatura devidamente preenchida e assinada, para a Sede ou Delegação da sua área de residência.

  • Distritos abrangidos pela Delegação Norte: Porto, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Braga
  • Distritos abrangidos pela Delegação Centro: Coimbra, Guarda, Leiria, Viseu, Castelo Branco, Aveiro
  • Distritos abrangidos pela Sede: Lisboa, Setúbal, Portalegre,Faro, Beja, Évora
  • Distrito abrangido pelo Núcleo do Ribatejo: Santarém

1. Envie, juntamente com a ficha de candidatura, os seguintes documentos,mesmo que já os tenha apresentado em anos anteriores:
Documento comprovativo de rendimento por cada elemento do agregado familiar:
Declaração de IRS, entregue no ano de 2014, referente aos rendimentos do ano de 2013; ou fotocópia do talão anual, recebido em Janeiro de 2014, da Pensão ou Declaração detalhada emitida pela Segurança Social, que faça referência à situação actual de cada elemento do agregado familiar. Se auferir de algum rendimento, o valor deverá estar patente na declaração enviada.

2. Para os utentes cujo
rendimento mensal (a nível individual) ultrapasse os 505€(*), requisita-se uma declaração, emitida pela Repartição de Finanças, com o intuito de confirmar a ausência de entrega da Declaração de IRS do ano de 2013. (*) Salário Mínimo Nacional referente ao ano de 2014.

3. Cópia dos recibos das despesas fixas referentes ao mês anterior à candidatura, como, por exemplo, a renda da casa ou prestação de
habitação e faturas de água, luz, gás, telefone fixo. Pode ainda juntar recibos das despesas de saúde, em caso de medicação específica;

4. Declaração do médico assistente em relação ao estado de saúde e, neste caso, atestando a situação de incontinência;

5. Declaração emitida pela Junta de Freguesia da área de residência que venha comprovar a composição do
agregado familiar, indicado no ponto 3.1. da ficha de candidatura.

6. Cópia de B.I./ Cartão de Cidadão de cada um dos elementos que compõem o agregado familiar.

Avaliação

Todos os processos serão analisados de acordo com a sua ordem de chegada.

Apenas serão contempladas as candidaturas que cheguem à Alzheimer Portugal na data referida (15/03/2015), não devendo ser considerada a data dos
correios, mas sim a data de entrada na Associação.

Quanto às respostas, serão emitidas assim que nos sejam enviados todos os
dados necessários para essa mesma análise. As respostas a todas as candidaturas serão enviadas por escrito, para a morada do associado.

Descarregue aqui a Ficha de Candidatura para o Programa "Apoio na Incontinência 2015"


Novo livro «Serviço Social - Teorias e Práticas»

A Editora Pactor acaba de lançar o livro «Serviço Social - Teorias e Práticas», no qual têm participação especial três assistentes sociais da Alzheimer Portugal. A Drª Ana Sofia Gomes, a Drª Cláudia Teixeira e a Drª Marisa Mendes participaram, assim, como autoras do capítulo 23 da obra, intitulado «A intervenção do Assistente Social numa instituição de pessoas com demência».

Descrição:
«O Serviço Social é um saber complexo em construção, composto de teorias, metodologias, princípios, valores e cultura própria. É um saber interdisciplinar que ambiciona ser um saber autónomo e, como tal, transdisciplinar.

Para poder vingar como área do conhecimento e como profissão nos tempos futuros, o Serviço Social vai necessitar de viver em autenticidade, isto é, assumir perante si próprio, os seus valores, saberes e práticas, de uma forma reflexiva e crítica.

A obra que aqui se apresenta está dividida em duas partes que evidenciam dois eixos fundamentais do conhecimento em Serviço Social: os fundamentos teóricos e metodológicos, as questões da profissionalidade e as práticas dos profissionais de Serviço Social, incluindo a dimensão ética.

Este é um livro único no panorama do Serviço Social em Portugal. O que o distingue é a capacidade de aliar numa mesma publicação o pensamento de destacadas personalidades, docentes e profissionais do Serviço Social em Portugal e também importantes figuras do Serviço Social internacional, tais como Jan Fook, Malcolm Payne e Tomás Fernández García.

Esta obra dirige-se aos alunos e professores de Serviço Social em todos os níveis de formação - graduada (licenciatura) e pós-graduada (mestrados e de doutoramentos) «, bem como aos profissionais de Serviço Social, aos assistentes sociais, e a todos os outros profissionais que tenham interesse na área do Serviço Social e da intervenção social em geral».

Autor(es): Maria Irene de Carvalho / Carla Pinto
ISBN: 978-989-693-040-0 | nº págs.: 504 | Formato: 16,7 x 24,0 cm
Preço s/IVA: €31,42 | Preço c/IVA: €33,31
Editora Pactor

Mais informações em https://www.pactor.pt/index_livro29.html


Nova candidatura ao «Movimento 1 Euro»

«Um Movimento, Uma Partilha: Fisioterapia e Enfermagem. CRIAÇÃO DE UM GABINETE PARA Pessoas com Demência»

Esta candidatura tem por objetivo a aquisição de material necessário para a manutenção e melhoria da prestação de cuidados no âmbito da Enfermagem e da Fisioterapia, o que de outra forma seria impossível devido às atuais restrições económicas, a que a Associação Alzheimer Portugal não escapa.

Assume a Alzheimer Portugal que a aquisição deste material será uma contribuição fundamental, pois contribuirá para um potencial acréscimo da qualidade nos nossos serviços.

Esta possibilidade será um passo para a criação de um gabinete de Enfermagem e de um Ginásio de Fisioterapia, projeto que tem vindo a ser idealizado por estas áreas.

Nota: Esta candidatura encontra-se em votação em https://movimento1euro.com/

Cada associado da Associação Movimento 1 Euro tem direito a 1 voto.


Convocatória para Assembleia Geral Extraordinária

Convocam-se os Senhores Associados da Alzheimer Portugal - Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer para a Assembleia Geral Extraordinária que terá lugar no dia 10 de Janeiro de 2015, nas suas instalações sitas na Av. Ceuta Norte, Lote 2, loja 2, Quinta do Loureiro, em Lisboa.

A Assembleia reunirá, em primeira convocatória, pelas 14 horas e 30 minutos e, em segunda convocatória, às 15 horas, com qualquer número de associados, tendo como pontos da Ordem de Trabalhos o seguinte:

1 - Apresentação, discussão e votação de proposta da Direção Nacional para alteração das condições dos contratos de crédito ao investimento com as referências 029-36.100046-5 e 029-36-100050-7, existentes entre a Alzheimer Portugal e a Caixa Económica Montepio Geral, tendo em vista a prorrogação dos prazos para 15 (quinze) anos e a redução do spread estimada em 0,5%.
2 - Apresentação, discussão e votação de proposta da Direção Nacional para alteração das condições do contrato de crédito relativo à Linha de Crédito de Apoio à Economia Social II, com a referência 029-36.100065-5, existente entre a Alzheimer Portugal e a Caixa Económica Montepio Geral, com vista a prorrogar o prazo para 120 (cento e vinte ) meses e o período de carência para 36 (trinta e seis ) meses, com manutenção do spread.

Lisboa, 19 de Dezembro de 2014

A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Maria da Conceição Salema Corte Real


Estimulação Cognitiva na Casa do Alecrim

O vasto espectro de entidades nosológicas caracterizadas primariamente por alterações no desempenho cognitivo, vulgo demências, assim como determinadas comorbilidades, particularmente incidentes nos mesmos grupos etários, contribuem para a diminuição da qualidade de vida e bem-estar do doente, bem como dos seus familiares e/ou cuidadores.

Estas circunstâncias assumem especial relevância devido às recentes dinâmicas da população portuguesa. Efetivamente, no início do corrente século observou-se a inversão da pirâmide demográfica que, associada a uma quebra histórica da taxa de natalidade, aumento da esperança média de vida e fluxo emigratório de jovens consubstanciam um agravamento do envelhecimento demográfico e da diminuição da população residente em Portugal. Esta situação demográfica tem implicações óbvias no volume e tipo de cuidados de saúde prestados à população, dado que configura uma redistribuição de necessidades populacionais subjacentes. É assim expectável um aumento assinalável de doenças associadas ao envelhecimento. Esta circunstância torna-se ainda mais relevante dado que as respostas que existem atualmente estão ainda aquém das reais necessidades.

A Associação Alzheimer Portugal tem contribuído decisiva e empenhadamente no sentido de colmatar esta lacuna. A Casa do Alecrim é um exemplo paradigmático de sucesso neste campo de intervenção, uma vez que oferece uma resposta de qualidade aos que enfermam directa ou indiretamente de demência e/ou de um vasto leque de patologias associadas a esta doença.

Na Casa do Alecrim são prestados cuidados de natureza diversa e em contextos relativamente distintos. Esta instituição apoia pessoas internadas em regime de cuidados continuados, no centro de dia, assim como em regime de apoio domiciliário.

Na qualidade de Psicóloga tenho podido testemunhar a qualidade do trabalho desenvolvido nesta instituição, sentindo que cresço profissional e humanamente enquanto membro ativo de uma excecional equipa multidisciplinar.

As funções que tenho vindo a desempenhar desenvolvem-se em dois grandes eixos: avaliação e intervenção.

A avaliação compreende uma entrevista clínica completa, que inclui a aplicação de ferramentas de índole neuropsicológica complementares devidamente aferidas para a população portuguesa.

Este procedimento permite uma compreensão integrada da pessoa, tendo simultaneamente em conta as vertentes biológica, psicológica e socio-familiar. Também importa referir que é realizado num momento inicial, de primeiro contacto, e repetido periodicamente no sentido de proporcionar um acompanhamento adequado da evolução clínica ao longo do tempo.

Este método revela-se de particular importância se for tido em conta que permite obter uma maior compreensão das particularidades inerentes a cada situação individual. Por exemplo, permite-nos objectivar o perfil de desempenho cognitivo de modo estratificado para cada domínio, identificar outros problemas do foro psicológico que se podem sobrepor ao quadro, assim como compreender as preferências individuais determinadas pelo seu percurso de vida. Estes dados orientam a escolha das estratégias terapêuticas individuais e dirigidas para que se promova uma colaboração terapêutica produtiva, por um lado, e, por outro, para que o programa de intervenção seja conduzido com o maior grau de humanismo possível.

No que concerne à intervenção neuropsicológica dirigida às alterações cognitivas observadas no envelhecimento patológico, em particular, recorro a múltiplas estratégias como, por exemplo, a Programas de Treino Cognitivo e à Terapia da Reminiscência .

No que diz respeito aos Programas de Treino Cognitivo, a Casa do Alecrim tem tido à disposição dos utentes várias ferramentas em diferentes formatos. Desde o papel e lápis, passando por alguns acessórios, até aos instrumentos de vanguarda tecnológica na área como a ferramenta informática de Treino Cognitivo Online - COGWEB®.

Atualmente são realizadas durante a semana várias intervenções de estimulação cognitiva na Casa do Alecrim com o objectivo de maximizar o funcionamento cognitivo e social e promover sensações de bem-estar nos utentes, que são convidados a participar voluntariamente. As intervenções terapêuticas são realizadas tanto individualmente como em grupo.

As sessões individuais realizam-se com uma periocidade de uma a duas sessões de 40 minutos por semana, dependendo das necessidades. É neste contexto que recorremos a ferramentas como o COGWEB®.

Esta plataforma informática tem-se revelado extraordinariamente versátil na medida em que permite que o técnico escolha o plano de exercícios de acordo com necessidades individuais previamente aferidas através de testes psicométricos. Deste modo, são escolhidos exercícios dirigidos ao perfil de desempenho cognitivo por domínios. Acresce que esta plataforma apresenta alguma redundância no que respeita aos exercícios disponíveis para cada domínio viabilizando o desenho de um programa atendendo às preferências individuais e, assim, promovendo uma colaboração terapêutica mais estreita e produtiva. Podemos ainda referir que, tratando-se de uma ferramenta online, os exercícios podem ser realizados no domicílio. Esta característica permite que o técnico avalie se o plano proposto está a ser cumprido e oferece uma oportunidade de integração dos cuidadores nas atividades de estimulação.

Em suma, esta ferramenta parece-nos muito bem concebida. Registo, por exemplo, alguns pormenores que podem passar despercebidos, mas que se têm revelado como extraordinariamente úteis. Os mecanismos de recompensa, ativados quando o exercício é concluído com sucesso, oferecem uma motivação adicional que tem reforçado a participação. Acresce que a sua utilização é muito intuitiva. De facto, grande parte os doentes que a estão a utilizar nunca tinham contactado com um computador. Esta barreira que se poderia firmar como uma dificuldade praticamente intransponível felizmente tem sido vista como um desafio que oferece uma motivação adicional para participar ativamente nestas sessões.

Já as intervenções de grupo ocorrem com uma periocidade de duas sessões de 60 minutos por semana, existindo de momento dois grupos com um reduzido número de elementos escolhidos criteriosamente tendo em conta o seu grau de autonomia e funcionamento.

Quando o programa de treino cognitivo é em grupo recorre-se a exercícios como por exemplo de papel e lápis, jogos e passatempos orientados. Estas sessões são mais dinâmicas e favorecem a comunicação entre os utentes, que se revelam mais espontâneos dado que se sentem menos observados/avaliados pela técnica, comparativamente às sessões individuais.

A sessão de Terapia da Reminiscência ou de Revisão de Vida tem como objectivo guiar progressivamente os utentes para a recordação detalhada de tudo o que é possível relativo à sua vida, como forma de estimular a memória autobiográfica, preservar a sua identidade e promover a interação social e a motivação e combater a apatia. As sessões de Terapia da Reminiscência ocorrem semanalmente e são realizadas em grupo também com um número de elementos reduzido, que foi selecionado criteriosamente à priori. Nestas sessões são frequentemente usados recursos facilitadores como fotografias, jornais, filmes e músicas antigas para levar os doentes a recordar aspectos importantes da sua vida. Cada sessão comporta um tema diferente, sendo que este tem por base recordações significativas da vida dos doentes. Durante este tipo de intervenção, os doentes têm demonstrado capacidade para recuperar, de forma estruturada, eventos do passado, evocar lembranças e partilhá-las com os restantes elementos do grupo, o que tem gerado uma maior socialização.

Pessoalmente, o trabalho que tenho vindo a realizar nesta instituição tem sido muito gratificante. Sinto que tenho contribuído para a felicidade daqueles que sigo e, por inerência, sinto-me também realizada. Ao observar a evolução destas pessoas cujo investimento terapêutico é visto, por alguns, com pouca esperança, tenho sido presenteada todos os dias com ganhos que, embora pequenos, em perspetiva parecem monumentais e superam todas as nossas expectativas.

Graça Maria Sanches Fernandes


Publicações da Alzheimer Europe

Como tem vindo a acontecer todos os anos, a Alzheimer Europe edita publicações referentes ao trabalho que vai desenvolvendo na sua missão de recolher, sistematizar e divulgar informação sobre temas de interesse para o movimento europeu sobre as demências.

DEMENTIA IN EUROPE YEARBOOK 2014
O «Dementia in Europe Yearbook 2014» foi dedicado às pessoas com demência que permanecem no seu domícilio e ao percurso que têm que seguir desde os primeiros sinais e durante a prestação de cuidados.

Trata-se de um relatório comparativo que inclui informação de 30 países europeus, incluindo Portugal, e realça as principais semelhanças e diferenças no processo a seguir para obter diagnóstico, apoio e cuidados, bem como as principais lacunas e desafios com que as pessoas com demência e os seus familiares se deparam.

O seu conteúdo interessa a todos os cidadãos que se preocupam com esta problemática e é um importante documento para apresentar aos decisores políticos nacionais e europeus, na medida em que contém dados concretos a ter em conta quando se criam e implementam políticas para as pessoas com demência e seus cuidadores.
A Alzheimer Portugal congratula-se com mais este trabalho no qual participou dando a conhecer a situação portuguesa.

ETHICAL DILEMMAS FACED BY CARERS AND PEOPLE WITH DEMENTIA
Esta é mais uma publicação da Alzheimer Europe em 2014, conduzida por Dianne Gove e com a participação de diversos especialistas, incluindo académicos, pessoas com demência e cuidadores.

Tendo em conta que a demência não é apenas uma condição clínica mas também uma condição com forte impacto social, psicológico, emocional e económico na vida das pessoas e que muitos dos efeitos que são atribuidos à doença se devem à forma como as pessoas olham e lidam com a demência, as questões éticas não podem deixar se levantar.

Esta publicação, numa linguagem simples e acessível, transmite, de forma bem estruturada que segue o percurso da demência e com recurso a situações concretas e testemunhos, quais os principais dilemas éticos que se levantam a quem convive e cuida de pessoas com demência.

É de especial utilidade para familiares e profissionais que, certamente, se vão identificar com algumas situações e terão oportunidade de conhecer testemunhos de pessoas com demência que nos dizem quais são os seus medos e receios e o que esperam de quem lhes está próximo.

Em breve estas publicações estarão disponíveis on line em: https://www.alzheimer-europe.org/Publications/Dementia-in-Europe-Yearbooks


Almoço Debate no Parlamento Europeu «Podemos Prevenir a Demência?»

A convite do deputado europeu Keith Taylor, que também é Vice-Presidente da «European Alzheimer's Alliance», realizou-se, no dia 2 de Dezembro, mais um almoço debate no qual estiveram presentes os membros da direcção da Alzheimer Europe, representantes de associações nacionais, representantes da indústria farmacêutica e alguns deputados europeus.

A Professora Miia Kivipelto, Professora de Epidemiologia Clínica Geriátrica do Hospital Universitário de Karolinska, na Suécia, realizou uma palestra subordinada ao tema: Prevenção na Demência - algumas descobertas recentes.

Esta especialista descreve a Demência não como uma doença específica mas como um termo abrangente («umbrella term») usado para descrever sintomas de uma série de situações que influenciam a memória, os comportamentos e o pensamento. Defende que as escolhas de estilo de vida podem ter influência no desenvolvimento da demência e que um atraso em 5 anos na instalação da doença irão reduzir a sua prevalência em 50%. O que é bem demonstrativo da importância crucial de apostar na prevenção.

Referiu que estudos epidemiológicos indicam que as demências, incluindo a Doença de Alzheimer, são perturbações multifactoriais com vários fatores de risco modificáveis. Vários fatores de risco vascular, especialmente a meio da vida (por exemplo: elevada pressão arterial, colesterol, obesidade, diabetes, tabaco, depressão) têm sido relacionados com um risco aumentado de demência e Doença de Alzheimer. Por outro lado, fatores relacionados com estilo de vida, incluindo atividades física, mental e social e dieta saudável, podem reduzir o risco. Também fatores psicossociais têm sido apontados como possíveis fatores de risco. A etiologia multifactorial da DA realça a importância de intervenções em múltiplos domínios (farmacológico e não farmacológico) para verdadeiramente atrasar o início da demência.

Vários estudos e ensaios clínicos têm sido desenvolvidos na Finlândia sobre tema tão aliciante e promissor como é o da prevenção das demências através dos fatores de risco controláveis
Por fim, a Professora Miia Kivipelto apelou à colaboração intern


Reunião de Direção da Alzheimer Europe

Entre outros assuntos, esta reunião destinou-se a aprovar o Plano de Ação e o Orçamento para 2015.

2015 corresponde ao último ano do Plano Estratégico definido e aprovado em Assembleia Geral da Alzheimer Europe para os anos de 2011 a 2015. Este Plano contém quatro objetivos fundamentais: Transformar a Demência numa Prioridade Europeia, Apoiar as Políticas em Factos, Basear as Ações em Princípios Éticos e Construir uma Organização Mais Forte.

É mais uma vez de destacar o crescente número de projetos europeus em que a Alzheimer Europe está envolvida bem como o reconhecimento, cada vez maior, que tem vindo a merecer das instâncias europeias e de organizações promotoras do envelhecimento activo e dos direitos das pessoas (European Innovation Partnership for Active and Healthy Ageing, nomeadamente), ou dedicadas à investigação.

Com uma participação que consiste fundamentalmente no aconselhamento sobre questões éticas e na disseminação de resultados, aos projetos PharmaCog1, NILVAD2, EMIF3, AETIONOMY4, PACE5, AFE-INNOVNET6, PredictND7, JPND8 e ALCOVE9 juntam-se agora os seguintes novos projectos: EPAD10 ; IMI-EPOC-AD11 e MIAMI-MD12 .

De um modo geral, trata-se de projetos que apostam em novas tecnologias ao serviço da investigação, principalmente em momentos pré-clínicos e também na partilha de dados entre vários centros de investigação europeus.

Notas:

1 «Prediction of cognitive properties of new drug candidates for neurodegenerative diseases in early clinical development».

2 https://www.nilvad.eu/the-group/consortium/

3 «European Medical Information Framework» - é um projecto de 5 anos cujo objectivo é desenvolver uma base de dados de informação comum, a nível dos doentes, com enfoque inicial na doença de Alzheimer e na Obesidade. O tópico doença de Alzheimer, conhecido como EMIF-AD, tem como objectivo descobrir e validar biomarcadores da instalação da doença de Alzheimer em fases pré-clínica e prodromal e também durante a evolução da doença. Isto vai ajudar a identificar indivíduos com alto risco de contrair a doença e irá facilitar o desenvolvimento de medicamentos e a desenhar ensaios clínicos.
O projecto pretende agilizar o acesso a fontes de dados já existentes, facilitar a criação de ligações entre fontes e recolher informação adicional onde seja necessária. Para alcançar este objectivo, os parceiros do projecto trabalharão em 15 grupos sobre as seguintes questões: padrões de dados, interoperabilidade, privacidade dos dados e questões éticas e jurídicas. Colaboram ainda para desenvolver o «tranSMART», uma plataforma de TI que permite o acesso a múltiplas fontes de dados.

4 «Organizing Knowledge about Neurodegenerative Diseases for the Importance of Drug Developement and Personalised Therapy».

5 â??Palliative Care Evaluation».

6 «Innovation for Age-Friendly Environments in the European Union».

7 «From patient data to clinical diagnosis in neurodegenerative diseases».

8 «Joint Programme on Neurodegenerative Diseases Research».

9 «Alzheimer Coperative Valuation in Europe».

10 European Prevention of Alzheimer's Dementia consortium

11 European Platform for Proof of Concept for Prevention in Alzheimer's Disease

12 (Medical Intelligence for Assistive Management Interface - Mild Dementia)


Novos Gabinetes no Ribatejo

O Núcleo do Ribatejo da Alzheimer Portugal tem em funcionamento três novos gabinetes de apoio psicossocial em Ferreira do Zêzere, Mação e Rio Maior, tendo como principal objetivo aproximar o apoio e os recursos disponíveis na área das demências à população do concelho.

Todos os Gabinetes oferecem à população local:
- Atendimentos psicológicos e psicopedagógicos acerca da doença e das estratégias para melhor cuidar/lidar com a pessoa com Demência;
- Apoio Psicológico Individual;
- GAM - Grupo Ajuda Mútua para cuidadores informais/familiares;
- Atividades Terapêuticas Individualizadas (Estimulação Cognitiva Individual) ou em grupo (Grupos de Memória) para pessoas com Demência ligeira ou moderada.
- Atendimentos Sociais presenciais, telefónicos e por email;
- Acesso a Programas de Apoio Social da Associação;
- Acesso a programa de cedência de Ajudas Técnicas;
- Ações de Sensibilização, Workshops e Formação dirigida a Cuidadores Formais (Auxiliares de Ação Direta e Técnicos) e a Cuidadores Informais (familiares).

Para marcações contacte o respetivo gabinete:

Gabinete de Apoio Psicossocial de Ferreira do Zêzere
C.M. Ferreira do Zêzere, Sala da Assembleia Municipal, Edifício Paços do Concelho, Praça Dias Ferreira, 38, 2240-341 Ferreira do Zêzere
Tel.: 249 360 150

Gabinete de Apoio Psicossocial de Mação
C.M. Mação, Gabinete de Apoio à Pessoa Idosa, Câmara Municipal de Mação (Antiga Escola Secundária), Rua 5 de Outubro, n.º 25, 6120-752 Mação
Tel.: 241 571 541

Gabinete de Apoio Psicossocial de Rio Maior
C.M. Rio Maior, Rua Professor Manuel José Ferreira, n.º 33 B (antiga escola primária), 2040-270 Rio Maior
Tel.: 243 999 315

Para mais informações contacte o Núcleo do Ribatejo da Alzheimer Portugal:

R. Dom Gonçalo da Silveira nº 31 «A
2080-114 Almeirim
Telefone: 243 000 087
E-mail: geral.ribatejo@alzheimerportugal.org


Alzheimer Portugal homenageada nos Prémios Áquila

A Primeira Cerimónia Anual da Televisão e do Cinema Português teve lugar a 30 de Novembro de 2014 no Cinema São Jorge em Lisboa.

Sendo a Alzheimer Portugal a instituição homenageada nesta Gala, a Byron Produções ofereceu à Associação o filme que aqui apresentamos.

A Alzheimer Portugal agradece à Byron Produções e a toda a equipa dos Prémios Áquila

Saiba mais sobre os Prémios Áquila em https://www.premiosaquila.pt e siga a página no Facebook https://www.facebook.com/premiosaquila