Nova edição de “MARCAR O LUGAR – ENCONTROS NO MUSEU” arranca já em fevereiro

O ano passado, a Alzheimer Portugal, o Maat – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, o Museu de Lisboa, a Acesso Cultura e o Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa juntaram-se para implementar programas com o objetivo de proporcionar às Pessoas com Demência e aos seus Cuidadores a oportunidade de participarem em atividades significativas em contexto de museu.

As sessões correram tão bem, que o regresso está já agendado para o dia 7 de fevereiro no Museu de Lisboa!

Este programa visa aumentar o bem-estar, a qualidade de vida e a inclusão social dos participantes através de processos artísticos e participativos em contexto de museu.

As visitas ao museu contemplam a observação e a discussão de obras de arte em grupo, bem como a realização de atividades práticas de expressão plástica. Também incorporam a escuta de sons/peças musicais. Pretende-se explorar o acervo de cada museu (neste caso, fazer uma viagem à cidade de Lisboa do passado) e abordar temas como tradições, histórias e hábitos de vida, conquistas, lugares, objetos do quotidiano, entre outros.

Cada programa contempla 6 sessões, que irão decorrer às segundas-feiras (a partir de dia 7 de fevereiro), das 10h30/11h às 12h30, com uma periodicidade semanal e a duração aproximada de 1h30/2h, cada sessão.
A participação é gratuita e contará com a presença de 5/6 díades - Pessoa com Demência e Cuidador.

As pessoas interessadas em participar poderão inscrever-se, ligando para a Linha de Apoio na Demência da Alzheimer Portugal - 963 604 626

 

10.01.2022


Alargamento do Estatuto do Cuidador Informal

Após vários anos de legítimas reivindicações, o Estatuto do Cuidador Informal foi finalmente publicado em 2019.

Na altura, este importante acontecimento criou elevadas expectativas relativamente à concretização de mudanças positivas na defesa e reconhecimento dos direitos de quem cuida informalmente e de quem é cuidado e, consequentemente, no seu bem estar físico e mental, autonomia e qualidade de vida. A verdade é que estas expectativas foram em grande medida frustradas até à data. Primeiro, porque a aplicação do Estatuto foi limitada a 30 concelhos do País, depois porque os projetos-piloto demoraram um tempo considerável a serem efetivamente implementados.

É certo que a pandemia terá atrasado e dificultado a sua concretização mas também sabemos que parte destas dificuldades se deveram ao facto do Estatuto exigir uma particular coordenação intersectorial entre os serviços do Ministério da Saúde e os do Ministério do Trabalho e Segurança Social que se mostrou morosa e ineficiente. Por outro lado, os critérios para a sua atribuição revelaram-se demasiado limitados e o respetivo processo excessivamente burocrático (ainda que, entretanto, tenham sido desenvolvidos alguns esforços para o desburocratizar).

Devido à conjugação destes e outros fatores, os resultados alcançados até à data são muito limitados, tanto no que respeita ao número de Cuidadores Informais reconhecidos como tal, como ao número de medidas de apoio concedidas, nomeadamente, de cariz financeiro.

Entrámos agora em 2022 com uma esperança renovada, tendo em conta que o diploma que alarga o Estatuto a todo o território nacional foi promulgado pelo Presidente da República esta segunda-feira, dia 3 de janeiro.

É imperativo que este alargamento a todo o território nacional alcance os seus desígnios. Para isso, é necessário realizar uma grande campanha de divulgação, dado que ainda hoje um número significativo de Cuidadores Informais desconhece a existência do Estatuto, o conjunto de direitos e deveres que o mesmo atribui e as respetivas medidas de apoio. Será ainda fundamental rever o Estatuto no sentido de ampliar os conceitos de Cuidador e Pessoa Cuidada, assim como outros pressupostos de acesso às medidas de apoio, desburocratizar processos e robustecer os apoios.

De facto, a experiência decorrente da implementação dos referidos projetos piloto mostrou-nos que a versão atual do estatuto contém várias fragilidades: não só o processo de reconhecimento e o acesso às várias medidas de apoio permanece bastante burocrático, como as medidas existentes não vão ainda ao encontro de todas as necessidades identificadas. Além disso, importa também implementar aquelas que já se encontram previstas na Lei mas que ainda não foram concretamente legisladas ou regulamentadas, nomeadamente as que respeitam à conciliação entre a vida profissional e a prestação de cuidados.

Dado o imprescindível papel social que desempenham junto dos seus e da sociedade, os Cuidadores Informais têm o inegável direito a serem devidamente reconhecidos, valorizados e apoiados. Esperamos que este ano finalmente se verifiquem todas as condições para que assim aconteça.

No âmbito da concretização da sua missão, a Alzheimer Portugal continuará atenta e ativa. Tudo faremos para que as expectativas e esperanças se transformem em benefícios efetivos para os Cuidadores Informais e Pessoas Cuidadas. Para o efeito, trabalharemos arduamente enquanto Associação de Doentes que somos e em parceria com outras entidades, assim como no contexto de iniciativas aglutinadoras, tais como o Movimento “Cuidar dos Cuidadores Informais” de que fazemos parte.

 

06.01.2022


Grupo de estimulação com música para Pessoas com Demência

Musical(mente) é o nome do novo Grupo de estimulação com música para Pessoas com Demência que terá início já no mês de janeiro de 2022 em Portimão.

Com o apoio da Câmara Municipal de Portimão e do prémio Bairros Felizes (do Pingo Doce), o Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal começa o novo ano com novas atividades!

A atividade será realizada em dois grupos distintos, um em português e outro em inglês, com o intuito de dar apoio a toda a comunidade residente no Algarve.

O grupo em português terá início no dia 17 de janeiro e o grupo em inglês no dia 7 de fevereiro. Os encontros terão lugar quinzenalmente, às segundas-feiras, das 11h às 12h30, no Centro Paroquial do Amparo em Portimão.

A participação é gratuita, mas é necessário inscrição, através dos contactos do Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal.

Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal
geral.algarve@alzheimerportugal.org
965 276 690

Musical(mente)

Cartaz do programa Musical(mente)

Grupo Psicoeducativo para Cuidadores Informais em Lagoa

O Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal, através do seu Gabinete de Apoio na Demência de Lagoa vai realizar o primeiro Grupo Psicoeducativo para Cuidadores Informais de Pessoas com Demência residentes no concelho de Lagoa.

Estes grupos consistem num espaço privilegiado e regular para trabalhar os desafios que se colocam quando se assume o papel de cuidar de uma Pessoa com Demência, funcionando entre pares e com a facilitação de um moderador com formação específica.

As inscrições já estão abertas!

A primeira sessão está agendada para o dia 16 de fevereiro e os encontros serão semanalmente, às quartas-feiras, das 15h às 16h30, na Biblioteca Municipal de Lagoa.

A participação é gratuita, mas é necessário inscrição, através dos contactos do Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal.

Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal
geral.algarve@alzheimerportugal.org
965 276 690


Formação Gratuita para População de Portimão

Em janeiro o Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal vai realizar 3 workshops gratuitos, ao abrigo do contrato programa com a Câmara Municipal de Portimão, destinados à população do município.

 

Programa

11 de janeiro | 14h30 - 17h30
Introdução às Demências e Abordagem
Centrada na Pessoa com Demência

18 de janeiro | 14h30 - 17h30
Estratégias nas Atividades de Vida Diária

25 de janeiro | 14h30 - 17h30
Comunicação com a Pessoa com Demência

 

 

Inscrições

A participação é gratuita, mas é necessário inscrição. INSCREVA-SE AQUI ou através dos contactos do Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal.

Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal
geral.algarve@alzheimerportugal.org
965 276 690


Alzheimer Portugal obtém certificação internacional

Alzheimer Portugal é a primeira instituição portuguesa a conseguir esta certificação internacional.

Esta certificação, conseguida através do Prémio BPI Fundação la Caixa Seniores 2020 (projeto “Estreitar Laços - Modelo de Cuidados Humanizados para Pessoas com Demência”) e promovida pela Confederação Espanhola de Alzheimer (CEAFA) em parceria com a Fundação Maria Wolff, faz parte do “Projeto de Creditação: tratamento da Demência sem contenções”, que tem como objetivo favorecer a eliminação das restrições físicas e químicas em Centros de Dia (‘Casa do Alecrim’, Alapraia; ‘Profesor Doutor Carlos García’, Lisboa; Centro de Dia ‘Do Marquês’, Pombal e ‘Memória de Mim’, Lavra).

Seguindo os princípios do Respeito pela Dignidade e direito à autodeterminação da Pessoa com Demência, a obtenção desta certificação internacional, visa inspirar uma mudança de paradigma de cuidados para as Pessoas com Demência, demonstrando que é possível cuidar sem recorrer a contenções físicas.

A Confederação Espanhola de Alzheimer (CEAFA) concedeu a certificação “‘Cuidados em Demência livres de Contenções” aos quatro centros de dia da Alzheimer Portugal, após aprovação na correspondente auditoria realizada por técnicos especializados da CEAFA.

Este projeto de acreditação e implementação do modelo da Fundação María Wolff “Cuidado às demências livres de contenções” visa promover um modelo de intervenção social e sanitária que permita oferecer cuidados e apoio de qualidade aos seus utentes, com foco na dignidade da Pessoa e o não uso de qualquer tipo de contenções.

Desde o início da sua existência, a Alzheimer Portugal nunca utilizou contenções, pelo que, da nossa prática diária é possível comprovar que se pode cuidar sem recurso a contenções e os benefícios que daí advêm para os utentes de Centro de Dia.

A partir de agora, com esta certificação, a CEAFA e a Fundação Maria Wolff confirmam que os Centros de Dia da Alzheimer Portugal já cumprem os requisitos para serem considerados Centros de Dia livres de Contenção.


Serviços encerrados

Informa-se que nos dias 24 e 31 de dezembro, os serviços da Alzheimer Portugal encontram-se, excecionalmente, encerrados.

Boas Festas!


Quando a Demência nos bate à porta

"Quando a Demência nos bate à porta", encontro organizado pelo Rotary e Rotaract Club do Porto, em parceria com a Alzheimer Portugal e a Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP), terá lugar no dia 10 de janeiro, das 21h00 às 22h30, no Auditório ESEP - Escola Superior de Enfermagem do Porto, com transmissão online (via zoom).

Neste encontro, abordar-se-á a Demência e tentar-se-á compreender o que é possível fazer-se, enquanto Cuidadores e enquanto Sociedade, em formato "Mesa redonda":
- ” Demência, Alzheimer e Prevenção” | Celso Pontes, médico neurologista, Membro e Coordenador da Comissão Científica da Alzheimer Portugal

- “Os Cuidadores, o papel da sociedade civil e a Alzheimer Portugal” | Marta Melo, Terapeuta ocupacional; Diretora Técnica do Centro de Dia da Delegação Norte da Alzheimer Portugal

- “É necessário uma resposta nacional coordenada para as Demências?” | António Leuschner, médico psiquiatra e Coordenador do Plano Nacional de Saúde para as Demências:

Pode inscrever-se aqui

O valor da inscrição (3€) reverte a favor da Alzheimer Portugal

Mais informações:
Rotaract Club do Porto | Rotary Club Porto
Praça D. Filipa de Lencastre 22
4000-407 Porto, Portugal
E-mail (Rotaract): rotaractclubporto@gmail.com


Decisão da EMA em relação ao Aducanumab

O anticorpo monoclonal Aducanumab foi rejeitado, pela Agência do Medicamento Europeia (EMA), como medicamento para tratar a Doença de Alzheimer.

Há alguns meses, a Food and Drug Administration (FDA), entidade governamental responsável por aprovar e regular a comercialização dos medicamentos nos Estados Unidos, tinha concedido uma licença urgente para utilização deste fármaco nas formas ligeiras de Doença de Alzheimer alegadamente porque, numa revisão parcelar de ensaios clínicos efetuados, parecia haver algum benefício para as Pessoas com essa doença.

A posição da EMA é baseada na convicção de que os possíveis benefícios do medicamento não contrabalançam os riscos, para a saúde, associados à sua utilização.

Outros medicamentos estão em estudo e os cientistas continuam e prosseguem a luta contra esta doença que, um dia, será vencida.

Veja aqui o documento original publicado pela EMA


Dia Internacional dos Direitos Humanos

Já parou para pensar como seria...

- Se escolhessem por si uma instituição ou serviço de saúde, sem lhe perguntarem ou averiguarem a sua vontade ou intenção? Ou sem procurarem compreender a sua adaptação ao mesmo?

- Se falassem sobre si, ou por si, sem falarem diretamente consigo acerca de uma decisão a tomar? Assumindo que não tem capacidade para tal?

- Se “para o seu bem”, restringissem a sua liberdade de circulação ou limitassem o seu direito de optar, sem considerarem a sua capacidade para decidir?

- Se por um diagnóstico, que pode nem ter sido partilhado consigo, começassem a considerá-lo incapaz de tomar decisões sobre a sua própria vida?

-Se tomassem decisões sobre si, sem consultar a sua opinião?

Quão importantes são os nossos direitos humanos?

Citando Christine Bryden, que vive com Demência desde os 46 anos e que se tornou das principais activistas pelas Pessoas com Demência: “Dizem que por não conseguirmos recordar, já não conseguimos compreender. Como não estamos a par de tudo, é aceitável distanciarem-se de nós e tratarem-nos com medo e pavor. Dizem que não conseguimos trabalhar, que não podemos conduzir, que não podemos contribuir para a sociedade. Sou observada cuidadosamente por sinais de palavras ou comportamentos estranhos, a minha opinião já não é ouvida e sou vista como alguém sem capacidade de “insight”, o que faz com que não haja problema em que eu seja excluída. (…) Porque é que é assim? Talvez por causa dos estereótipos e do estigma ser baseado nos estádios finais da Demência. Mas a Demência não é só um estádio final, é uma jornada, desde o diagnóstico até à morte, e há vários passos ao longo do percurso.”

O Diagnóstico de Demência pode, muitas vezes, acarretar perdas para além das funções cognitivas, comportamentais ou funcionais. Por vezes, essas perdas assemelham-se a ausências. Ausência de perguntas, por parte de outros, sobre o que nós queremos ou o que nós achamos de determinado assunto. Ausência na partilha de informações médicas exclusivas ao próprio. Ausência de procura pelo assentimento, ou seja, para as situações em que, efetivamente, já não seja possível consentir, mas em que poderá ser sempre procurada a opinião da Pessoa, se quer ou não participar em determinada atividade ou instituição.

Como Christine afirma, a Demência é uma jornada, onde a capacidade e a autonomia da Pessoa varia, consoante a progressão da doença, dos domínios alterados e de outros fatores externos. Assim, o que pode ser feito para ajudar?

Uma das várias estratégias para contribuir para uma melhor qualidade de vida da Pessoa com Demência e, respetivamente, da sua família e amigos pode ser a adoção de uma abordagem focada nos Direitos Humanos da Pessoa com Demência.

Sabemos que os Direitos Humanos são universais e que são inerentes à dignidade de cada Ser Humano. Contudo, também sabemos que, infelizmente, muitas vezes as Pessoas com Demência, podem ver os seus direitos postos em causa.
Deste modo, através da estrutura proposta pelas Nações Unidas e replicada pela Organização Mundial de Saúde, podemos abordar alguns princípios inspirados nos direitos humanos através do acrónimo inglês PANEL.
Participation -Participação
As Pessoas com Demência e os seus cuidadores tem o direito a participar em todas as decisões que respeitem à sua vida e bem-estar. Nesse sentido, tem direito a receber acesso a informação acessível e suporte para auxiliar essa participação ativa na sua comunidade e na sua própria vida.
Accountability - Responsabilidade
As Pessoas com Demência devem poder exercer os seus direitos humanos e liberdades fundamentais em todos os aspetos da sua vida diária, incluindo o respeito pela sua dignidade, crenças, circunstâncias pessoais e privacidade. As Organizações e Pessoas que são responsáveis pelos cuidados da Pessoa com Demência devem garantir o respeito e a proteção desses mesmos direitos.
Non-discrimination - Não Discriminação
As Pessoas com Demência e os seus Cuidadores têm o direito a uma vida livre de descriminação de qualquer tipo, incluindo o estigma associado com a própria demência. A promoção de uma maior compreensão sobre a doença contribui para uma sociedade mais inclusiva e promotora dos Direitos Humanos.
Empowerment -Empoderamento
As Pessoas com Demência devem ser capacitadas e apoiadas no reconhecimento e reivindicação dos seus Direitos. Cabe a cada um de nós, garantir que a sua capacidade legal não é imediatamente colocada em causa apenas pelo seu diagnóstico.
Legality- Legalidade
Todas as medidas relacionadas com a Demência, adotadas por qualquer Estado, organização ou representante da Pessoa com Demência, devem estar interligadas com os direitos humanos e os princípios derivados da Declaração Universal dos Direitos Humanos e outros instrumentos da mesma base.

Através do respeito destes princípios básicos, contribuímos para uma sociedade mais inclusiva, onde a voz da Pessoa com Demência pode ser escutada e valorizada. Como Christine afirma “nada sobre nós, sem nós!”.

Por muitos desafios que possam surgir para a implementação de medidas mais focadas nos Direitos Humanos, a Alzheimer Portugal encontra-se a colaborar num projeto Europeu para a promoção de uma abordagem centrada nos Direitos Humanos da Pessoa com Demência, onde serão desenvolvidas ferramentas para uma prática baseada nestes valores.

Da mesma maneira, está também a desenvolver um projeto específico para Pessoas com Demência, que inclui a criação de um Grupo de Trabalho de Pessoas com Demência, constituído para concretizar o lema “nothing about us without us” (nada sobre nós sem nós) e combater o desconhecimento e o estigma, dando expressão às suas perspetivas e experiências face à demência e contribuir para que as políticas, estudos, projetos e outras iniciativas desenhadas para melhorar a sua qualidade de vida reflitam as suas prioridades e pontos de vista.

Referências:
Bryden, Christine. Dancing with dementia: My story of living positively with dementia. Jessica Kingsley Publishers, 2005.
https://www.who.int/mental_health/neurology/dementia/dementia_thematicbrief_human_rights.pdf

Nuno Antunes, Psicólogo da Delegação Norte da Alzheimer Portugal


"Peças de Memória": Nova ferramenta de estimulação cognitiva

A Alzheimer Portugal é uma das instituições que acolhem o protótipo de uma nova ferramenta de estimulação cognitiva, o Puzzle "Peças de Memória", tendo recebido exemplares para aplicar nos diversos serviços espalhados pelo país, com as Pessoas com Demência.

Agora, o "Peças de Memória" está disponível para venda, mediante o pagamento de 25€.

A construção de parcerias entre diferentes sectores tem vindo a verificar-se uma tendência natural como resposta aos novos desafios sociais e humanos com que nos deparamos. No seguimento de um estudo focado nessas mesmas práticas levado a cabo pelo designer e investigador João Bernarda na área do Design Social, aquando desenvolvimento do seu PhD em Design (IADE/Universidade Europeia), foi criada uma ferramenta de estimulação cognitiva com o objetivo de estimular memórias e onde a capacidade de descrever, assimilar e interpretar é trabalhada entre dois intervenientes: a Pessoa com Demência e o cuidador que a acompanha.

A prática deste jogo pretende a estimulação psico-motora e a recuperação de memórias (emocionais, físicas, temporais ou outras passíveis de recuperar), a estimulação de novos temas de discussão e conversação, proporcionando uma maior dinâmica na comunicação oral e exercitando a recuperação de diferentes tipos de memória do utente, incentivando a sua utilização numa lógica de prevenção e simultaneamente de intervenção ao nível do treino e estimulação cognitiva. A jogabilidade consiste na interação (omissão-revelação) de peças deslizantes com dimensão variável com uma imagem de fundo (ex.: fotografias de familiares ou outros). Esta atividade cujo tempo médio de utilização é de cerca de 15 minutos por imagem, permite uma análise mais cuidada de cada fração da imagem possibilitando um acréscimo de dados descritivos por parte do utente favorecendo a análise das capacidades cognitivas e histórias de vida.

Peças de Memória, um puzzle de caráter terapêutico e estimulação cognitiva em contexto de intervenção social, está agora a ser implementado pelas várias Delegações e Centros de Dia da Alzheimer Portugal e o feedback tem sido bastante positivo.

“Em sessões individuais foi utilizado o Puzzle para Estimulação Cognitiva do Prof. João Bernarda em 3 utentes com diferentes graus de dificuldade cognitiva.
Apesar de ter sido solicitado aos utentes que trouxessem algumas fotografias pessoais, foram utilizadas outras fotografias com um conteúdo emocional mais neutro, como um Automóvel vermelho, Galinha com ovos de ouro, uma figura pública; e uma fotografia de uma Pessoa significativa para o utente.
De uma forma global, o uso deste puzzle foi realizado com muito agrado pelas utentes, habituadas na resolução de desafios semelhantes, mas surpreendidas com a novidade do dispositivo.
As fotografias não foram mostradas na sua totalidade previamente.
Nas 3 utentes foi possível estimular a atividade psico-motora, com maiores dificuldades de manuseamento das peças na primeira imagem, mas com melhores desempenhos da motricidade fina nas imagens posteriores.
A oportunidade de exploração e o tipo de peças do puzzle permitiu que a ansiedade inicial em manusear o mesmo, permitisse um crescente interesse em descrever todas as frações da imagem e uma maior familiaridade com o dispositivo.
Cada imagem permitiu que as utentes pudessem explorar verbalmente temáticas na sua memória autobiográfica, com a recuperação de memórias associadas.
Além de ser uma ferramenta de estimulação cognitiva, o Puzzle fomenta um momento de conversação e de conseguir ser uma ponte para cada história de vida de cada utente.”

A parceria estabelecida para avaliação desta ferramenta tem como principal objetivo a partilha de conhecimentos e das melhores práticas, partilha essa consumada através da utilização do Puzzle de Estimulação Cognitiva, por parte dos colaboradores da Associação junto de Pessoas com Demência.

Se quiser adquirir este material, contacte:
formacao@alzheimerportugal.org


“Ser na Demência” vence Prémio Municipal do Voluntariado em Portimão

Todos os anos, o Município de Portimão assinala o Dia Municipal do Voluntariado (5 de dezembro) de forma especial, apoiando e distinguindo as melhores práticas de voluntariado no concelho. Esta distinção visa acima de tudo promover o exercício de responsabilidade social e cidadania ativa, estimulando a apresentação de projetos inovadores de voluntariado.

Este ano, o Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal, do qual fazem parte duas voluntárias com trabalho em prol desta causa há já 7 anos, apresentou a sua candidatura, com o objetivo de conseguir realizar várias atividades destinadas a promover um maior conhecimento sobre demências, bem como uma melhoria da qualidade de vida das Pessoas com Demência no distrito de Faro. As atividades propostas serão desenvolvidas no concelho de Portimão e passam pela criação de um grupo de Pessoas com Demência e Cuidadores que com recurso à música combate o isolamento social; um grupo psicoeducativo e de ajuda mútua para Pessoas com Demência e Cuidadores, com o objetivo último de dar resposta às necessidades específicas desta população, para uma adequada prestação de cuidados e melhoria da sua qualidade de vida. Para além disto, outro dos objetivos é a formação e capacitação de mais voluntários para ajudar a implementar estes e outros projetos.

O prémio recebido, no valor de 6500€ permitirá a realização destas atividades.

O que é o PRÉMIO MUNICIPAL DE VOLUNTARIADO?
O Prémio Municipal do Voluntariado visa distinguir projetos de voluntariado e solidariedade nas áreas de solidariedade e saúde, ambiente, economia social, educação e formação que promovam a melhoria da qualidade de vida das crianças, jovens, pessoas idosas, cidadãos portadores de deficiência, sem-abrigo, migrantes, etnias e outros cidadãos em situação vulnerável com impacto mensurável na vida dos destinatários.

Quem se pode candidatar?
As candidaturas podem ser realizadas por entidades coletivas constituídas e com personalidade jurídica, bem como por pessoas singulares.
O Prémio irá distinguir anualmente os dois melhores projetos candidatos, um na categoria singular e outro na categoria coletivo, com um apoio pecuniário de 6.500 euros cada.

Saiba mais aqui


Feira de Natal na Delegação Norte da Alzheimer Portugal

No próximo domingo, dia 12 de dezembro, convidamo-lo a conhecer a Feira de Natal e fazer algumas compras de solidárias no Centro de Dia Memória de Mim, da Delegação Norte da Alzheimer Portugal, entre as 10h e as 12h!

Esta iniciativa, que tem como objetivo angariar fundos e aumentar a proximidade com a comunidade, conta com o apoio de várias marcas conhecidas que doaram os seus produtos para serem vendidos a preços sociais, revertendo o seu valor na totalidade para a Delegação Norte da Alzheimer Portugal.

Ainda tem presentes para comprar?

Bacalhoa, Delta, Imperial, Paupério e Ramirez foram algumas das marcas que se juntaram a nós!

Venha visitar-nos!

Centro de Dia «Memória de Mim»
Rua do Farol Nascente nº 47A R/C
4455-301 Lavra
Telefone: 229 260 912 | 226 066 863
E-mail: geral.norte@alzheimerportugal.org


Demência é o single (solidário) de estreia de Alda

Disponível nas plataformas digitais desde dia 28 de novembro, a letra é na íntegra uma composição de frases registadas ao longo de um ano vivido com uma tia com demência, e pretende surgir como reflexo do quão assustador é, em tão pouco tempo, podermos vir a esquecer quem somos".

"Ao longo de vários meses, fui anotando algumas frases que ouvia e mesmo quando elas pareciam não fazer sentido, eu achei que algures no tempo, em conjunto, poderiam vir a formar uma música. Assim nasceu a Demência e escolhi-a para ser o meu single na tentativa de conseguir levar este tema em forma de música, a mais ouvidos", refere Alda.

Alda é o projeto a solo de Carolina Costa, um dos elementos da banda portuguesa Rope Walkers. Nas palavras de Carolina Costa, esta decisão por Alda foi "... por ser simples, curto, lido em várias línguas, sem grandes confusões com questões de acentos ou letras que possam não existir, e sobretudo pela simples forma de homenagear a minha avó paterna que se chamava Alda".

Demência, é assim o single de estreia de Alda, também referência à sua tia, "esta música foi-se compondo nos dois últimos anos e é fruto de um ano vivido com uma pessoa vítima desta condição que é minha tia em segundo grau".

Parte dos direitos e ganhos obtidos pelo streaming ou download do single "Demência" revertem a favor da Alzheimer Portugal.

 


Questionário de Opinião sobre a Demência | 2021

A Alzheimer Portugal e o CINTESIS - Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (ICBAS-UP), em articulação com o Programa Nacional para a Saúde Mental (Direção-Geral da Saúde), promove o 3º Inquérito Nacional sobre a consciencialização e a perceção pública relativa à Demência.

Este inquérito pretende melhorar a compreensão sobre as experiências, o conhecimento a as atitudes do público em geral, bem como as ações de sensibilização sobre a Demência.

Gostaríamos de conhecer a sua opinião!

Este Questionário tem carácter confidencial e anónimo. Por favor, responda ao QUESTIONÁRIO AQUI
* Tempo estimado de resposta: 4-5 min


Ações de Informação| Projeto "Na Primeira Pessoa"

No âmbito do projeto “Na Primeira Pessoa – Projeto de Empoderamento de Pessoas com Demência”, uma iniciativa específica para Pessoas com Demência, vamos realizar novas Ações de Informação, de 45min a 1hora cada em formato online, gratuitas e destinadas à População em Geral.

DATAS DA AÇÃO DE INFORMAÇÃO

20 de dezembro | Via Zoom | 14H30-15H30 | Demência e Direitos da Pessoa com Demência

INSCREVA-SE JÁ :)

 

* Este Projeto tem o Apoio do INR