Queremos reabilitar e adequar espaços na Casa do Alecrim

Qualquer pessoa, de qualquer ponto do país, que queira apoiar a Alzheimer Portugal, pode votar nas propostas apresentadas ao Orçamento Participativo de Cascais e, sem qualquer custos, contribuir para a melhoria da Casa do Alecrim, equipamento construído de raiz a pensar nas Pessoas com Demência e nas suas características muito próprias.

A Câmara Municipal de Cascais tem a decorrer, até dia 4 de dezembro, o Orçamento Participativo, projeto municipal para uma participação informada e responsável da população nos processos governativos locais e garantir que a sua participação nas decisões sobre os investimentos municipais represente uma correspondência real entre as verdadeiras necessidades e as naturais aspirações das pessoas.

A Alzheimer Portugal passou à segunda fase do processo e precisa novamente da sua ajuda!
Desta vez, precisa de apenas de um código e do seu telemóvel!

- Se já votou da primeira vez (em maio), deve ter recebido uma sms com um código.
Neste caso, para votar nesta fase, deve enviar uma mensagem para o 4343 com o texto OP15 OP29 xxx000 (sendo OP15 a proposta da Casa do Alecrim, OP29 a proposta para formação para Pessoas com Demência e xxx000 o código que recebeu via sms).

- Se não recebeu nenhum código e quer ajudar, temos todo o gosto em atribuir-lhe um: pode dirigir-se a um dos nossos serviços, contactar-nos por telefone através do 213 610 460 ou enviar-nos um email para geral@alzheimerportugal.org e solicitar um código.
Depois é só deve enviar uma mensagem para o 4343 com o texto OP15 OP29 xxx000 (sendo OP15 a proposta da Casa do Alecrim, OP29 a proposta para formação para Pessoas com Demência e xxx000 o código que lhe atribuímos).

A votação estão duas propostas que envolvem a Pessoas com Demência: uma para obras na Casa do Alecrim (Proposta OP15) com vista a melhorar a qualidade de vida das pessoas que usufruem deste serviço e das que virão a usufruir, outra para a continuidade do projeto Café Memória (Proposta OP29) naquele concelho.

É muito fácil:
Peça-nos um código e envie um sms para 4343 com (exemplo)
OP15 OP29 xxx000
Se o voto for aceite recebe uma mensagem: “Obrigado, a votação foi validada (…)”

Se preferir, contacte-nos e nós ajudamos!

Peça-nos códigos e partilhe com os seus amigos e familiares.
É muito fácil ajudar e não tem qualquer custo.

 

CONTAMOS CONSIGO!

SE NÃO CONSEGUIR VOTAR, PODE SEMPRE PARTILHAR COM OS SEUS FAMILIARES/AMIGOS E/OU CONTACTAR O MUNICÍPIO DE CASCAIS ATRAVÉS DO 800 203 186 (gratuito) OU atendimento.municipal@cm-cascais.pt

Pode consultar todas as propostas a concurso aqui

 

 

Ao longo de 10 anos, a Casa do Alecrim tem disponibilizado serviços especializados, através de uma abordagem Humanizada e Centrada na real situação de 479 Pessoas com Demência, assim como apoiado as famílias no seu longo e exigente percurso de cuidar de quem tem esta doença. Tem sido também uma escola para terapeutas, enfermeiros, técnicos de geriatria, tendo já recebido ao todo 153 estagiários curriculares.
A Casa do Alecrim tem uma equipa especializada e multidisciplinar que trabalha todos os dias com paixão, para melhorar a qualidade de vida das Pessoas com Demência que recebe, e é já uma referência a nível de cuidados especializados no nosso país
Pretende-se com esta proposta reabilitar e adequar os espaços da Casa do Alecrim, renovando-os e tornando-os mais confortáveis, mais sustentáveis e mais ajustados à condição da Pessoa com Demência, tendo em conta as novas regras de distanciamento e de separação de equipas e serviços, que a COVID-19 impôs. Pretende-se, também, a reparação e pintura do interior do edifício, a renovação de pavimentos, a criação de novos espaços de trabalho, novos espaços de visitas, de terapias e de refeições.

Um Café Memória, é um local de encontro para pessoas com problemas de memória ou demência, os seus familiares, amigos e cuidadores, para partilha de informação, experiências e suporte mútuo. Visa reduzir o isolamento social que muitas pessoas com demência e cuidadores vivenciam e visa melhorar assim a sua qualidade de vida. Queremos ainda consciencializar a comunidade para a relevância crescente deste tema e desconstruir o estigma que lhe está associado. Pretende-se com esta proposta fazer sessões mensais especialmente desenhadas para quem nos visitar, que incluem a realização de atividades lúdicas estimulantes, a participação de oradores convidados e uma saborosa pausa para café. Contamos com o seu voto!


Apoio financeiro para Programa Apoio na Incontinência

A Alzheimer Portugal, com o apoio financeiro da Hartmann, Nivelfarma, Rotary Clube de Almeirim e REN irá atribuir uma verba de 160€ a todos os Associados que a nível nacional fizeram a sua candidatura ao Programa de Apoio na Incontinência de 2021.

O Programa de Apoio na Incontinência é um projeto integrado no “Plano de Ajuda” da Alzheimer Portugal, que oferece apoio aos Associados para a obtenção de materiais para a incontinência (Fraldas, cuecas fraldas, resguardos), mediante uma candidatura.
Há mais de 18 anos que fazemos história e já apoiámos cerca de 1500 Pessoas com Demência com necessidades de uso de materiais de Incontinência. Este ano, com o contributo de todos os mecenas, vamos conseguir ajudar 100 famílias!

No início, a angariação de fundos era concretizada através das famosas Vendas de Natal realizadas pelos nossos voluntários(as), em dezembro em Lisboa, cujos valores angariados eram destinados, na integra, para o Programa.

A Alzheimer Portugal reconhece que o Programa de Apoio na Incontinência é um importante apoio para as Famílias por sabermos o quão dispendiosos são estes materiais e as consequências, a nível da saúde da Pessoa com Demência, que resultam da falta de uso dos mesmos. Por estes motivos é nossa intenção continuar a ajudar os nossos Associados e as Pessoas com Demência!

Muito agradecemos, reconhecidamente, o apoio de todos os que contribuíram, assim, para a nossa missão de melhorar a qualidade de vida das Pessoas com Demência, seus familiares e Cuidadores!

 

 

Sobre a Hartmann

O Grupo Hartmann é um fabricante internacional de soluções médicas e de higiene, que tem como missão repensar os cuidados de saúde, procurando constantemente formas de melhorar tratamentos, resultados e experiências, tanto no sector profissional como em casa.
Em Portugal, comercializa produtos absorventes para incontinência (ligeira, moderada e grave).

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Sobre a Nivelfarma

A Nivelfarma é um distribuidor Hartmann que comercializa em Portugal produtos farmacêuticos, dispositivos médicos, material de consumo clínico, equipamentos de apoio, ajudas técnicas e mobiliário geriátrico.

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Sobre a Ren (Redes Energéticas Nacionais)
A REN gere as principais infraestruturas de transporte de eletricidade e de gás natural.

Em Portugal, opera as principais infraestruturas de transporte, efetua a gestão global do Sistema Elétrico Nacional e do Sistema Nacional de Gás Natural e ainda detém uma concessão de distribuição de gás natural na região litoral norte.

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Proposta de lei: alteração de legislação laboral no âmbito da agenda de trabalho digno

No passado dia 21 de Outubro, foi aprovada, em Conselho de Ministros, a proposta de lei que procede à alteração de legislação laboral no âmbito da agenda de trabalho digno.

O diploma vem dar cumprimento às prioridades estabelecidas pelo Governo no que respeita à regulação do mercado de trabalho com vista à promoção do trabalho digno, contemplando, entre outras, medidas que visam melhorar a conciliação entre vida profissional, pessoal e familiar. Competirá agora à Assembleia da República aprovar ou não esta proposta de lei.

As principais medidas especificamente dirigidas aos Cuidadores Informais são as seguintes: criação de licença de 5 dias para cuidadores informais não principais reconhecidos; concessão do direito a faltar 15 dias, sem perda de direitos exceto retribuição, aos cuidadores informais não principais reconhecidos por necessidades da pessoa cuidada (familiar até 4 º grau em linha reta e colateral); introdução de especiais garantias em matéria de despedimentos e questões de igualdade e não discriminação; acesso a regimes de trabalho flexíveis e teletrabalho aos cuidadores informais não principais reconhecidos.

A Alzheimer Portugal congratula o Governo por este passo dado no sentido de elaborar uma proposta de lei sobre este importante tópico que constitui um dos direitos e medidas de apoio ao cuidador informal especificamente previstos na Lei que aprovou o respetivo Estatuto publicada em 2019 (alínea i) do artigo 5º e nº 5 do art. 7º) mas que até à data ainda não se encontram legisladas.

Paralelamente, a Associação não deixa de reconhecer e aderir às reivindicações das Associações de Cuidadores Informais sobre este e outros temas relacionados com a implementação efetiva do Estatuto e sobre a urgência de o implementar em todo o País.

Leia aqui o Comunicado

Veja a Conferência de imprensa referente ao Conselho de Ministros de dia 21 de outubro (a partir de 10:18 mn)


Iniciativa Solidária | Iron For Dementia

Neste mês de outubro realizar-se-á em Cascais a prova Ironman, que inclui natação, ciclismo e corrida.

Com o objetivo de angariar fundos para ajudar a melhorar a qualidade de vida das Pessoas com Demência e seus Cuidadores, Pedro Caçote, Desportista, Professor e Personal Trainer que atua junto da população mais sénior, encontra-se neste momento a treinar para a prova que tem como missão chamar a atenção para a temática do envelhecimento ativo, nomeadamente associado às doenças do cérebro.

Para completar a sua missão, o Pedro criou uma campanha de crowdfunding que está a decorrer até à semana anterior à prova. O valor angariado reverte para várias associações de doentes, para contribuir para um maior investimento na área da investigação, mais instrumentos e ferramentas de apoio e suporte que respondam às necessidades das Pessoas com Demência, seus familiares e Cuidadores.

A Alzheimer Portugal foi umas das Instituições escolhidas para a entrega dos donativos.

Sobre o Pedro Caçote
É licenciado em Desporto, Mestre em Atividade Física para a Terceira Idade e Pós-Graduado em Exercício Clínico e Fisiologia, desempenhando, atualmente, funções como Professor/Diretor Técnico da Piscina do Centro Social Paroquial de Vila Nova de Anha.

A população idosa e com necessidades especiais são os grupos de intervenção no seu projeto pessoal, “Dar Desporto aos Anos”, que se traduz na necessidade de levar a área desportiva a esta mesma população, proporcionando-lhes uma prática desportiva regulada e orientada.

O contributo de todos será mais uma motivação para uma prova de sucesso!
Contamos consigo?

Se quiser saber mais e/ou contribuir com um donativo visite o Crowdfunding criado na plataforma PPL


Protocolo | Café Memória Loures

A Associação Alzheimer Portugal e a Sonae Sierra assinaram recentemente um protocolo com a Câmara Municipal de Loures e da Santa Casa da Misericórdia de Loures para a concretização de mais um Café Memória naquela cidade.

Estamos a recrutar voluntários para apoiar nas sessões de Café Memória Loures que se realizarão todos os segundos sábados de cada mês, das 10h às 12h.
A formação decorrerá nos dias 9 e 12 de Novembro das 18h às 22h.

Se é uma pessoa comunicativa, com capacidade para escutar e criar empatia, desperta para a temática dos problemas de memória e da Demência e está motivada para participar neste projeto, aceda AQUI para fazer a sua candidatura.


Contamos consigo!


Perguntas e Respostas | Dr. Celso Pontes, Coordenador da Comissão Científica

Para terminar o mês de setembro, dedicado à Pessoa com Doença de Alzheimer, para além da Prevenção, é importante recordar os sinais de alerta.

Três perguntas e três respostas, por Celso Pontes, Neurologista e Presidente da Comissão Científica da Alzheimer Portugal

1. A que sinais de alterações cognitivas devem as pessoas estar alerta para saberem quando se devem dirigir a um médico?

A Alzheimer’s Association publicou os dez sinais de alarme que devem alertar para a possibilidade de existirem alterações cognitivas:

1. Alterações de memória para factos recentes (em geral o esquecimento é definitivo).
2. Dificuldade em planear tarefas e resolver problemas simples.
3: Dificuldade em realizar as atividades diárias em casa.
4. Desorientação no tempo e no espaço.
5.Dificuldade em compreender imagens e a localização espacial.
6.Dificuldade com palavras na linguagem oral e escrita.
7. Guardar coisas e não recordar onde as deixou.
8.Dificuldade em fazer juízos de valor, isto é, do que é mais acertado fazer.
9.Afastamento de atividades do trabalho ou sociais.
10.Mudança de personalidade.

Quando uma Pessoa apresenta aqueles sintomas deve falar deles ao seu Médico de Família que, no contexto da história clínica do doente, saberá valorizar devidamente e enviar a um especialista de neurologia para um diagnóstico etiológico e orientação terapêutica.

Estas alterações, no entanto, podem distinguir -se dos sinais e dos sintomas naturais do envelhecimento: Todos nós conhecemos pessoas de 80 ou 90 anos bem, física e intelectualmente.
A idade não é uma doença. Mas podem ocorrer pequenos esquecimentos que quando evocados a pessoa recorda; pode ter dificuldades em contar notas ou moedas mas têm consciência do valor e conseguem resolver problemas; podem ter dificuldades em funcionar com aparelhagem mais complexa mas utilizam tudo sem grande dificuldade; podem não recordar o dia do mês ou da semana mas estão bem orientados no tempo; não tem mais alterações visuais do que as que resultam de problemas oftalmológicos; (presbiopia) podem ter dificuldade em encontrar uma ou outra palavra; em geral sabem onde estão os objetos e sabem onde procurá-los; podem enganar-se uma ou outra vez numa decisão mas compreendem que se enganaram; por vezes isolam-se das atividades familiares mas apenas por desinteresse das coisas novas ou por não ouvirem bem; não gostam de ser perturbados nas rotinas e ficam contrariados quando perturbados.

Na difusão destes conhecimentos, a Alzheimer Portugal tem tido, ao longo dos anos, um papel fundamental.

2. Existem fatores de risco, reconhecidos e corrigíveis, para o desenvolvimento da doença?

Hoje em dia identificam- se vários fatores de risco para a Demência ao longo da vida:

Em 2017 a “Comissão Lancet para a prevenção, intervenção e tratamento ao longo da vida na Demência”, identificou nove fatores de risco que parecem interferir com o aparecimento e curso da doença: 1. baixo nível educacional, 2. hipertensão arterial, 3. surdez, 4. tabagismo, 5. obesidade, 6. depressão, 7. inatividade física, 8. diabetes, 9. pouca interação social.
Numa atualização mais recente (Lancet 2020;396: 413-46) acrescenta mais três condições: 10. o abuso de bebidas alcoólicas, 11. o trauma crânio-encefálico e a 12. poluição atmosférica, e com argumentos convincentes.

Grande parte ou mesmo a totalidade destes fatores, podem ser prevenidos ou minimizados, havendo aí um enorme campo de ação na prevenção da Demência.

A ansiedade muitas vezes está ligada à depressão. A depressão, sobretudo, parece ter uma relação relevante com os quadros demenciais, seja como consequência, seja como causa próxima. Alguns estudos referem que a depressão em idosos parece ter uma associação mais sólida com a Demência do que quando ocorre em populações mais jovens.

Portanto, para a prevenção sabemos que a alimentação, saudável e equilibrada, um estilo de vida sem excessos, uma boa atividade física e intelectual, ao longo da vida, estão associadas, positivamente, com um menor risco de doença. A alimentação e o estilo de vida e a correção social dos fatores de risco acima enunciados têm, pois, a sua quota parte de influência na prevenção global da Demência.

Nas Pessoas com Doença de Alzheimer é muito importante manter a atividade física, a interação social e o trabalho intelectual como processo de estimulação cognitiva.
Mas não existem duas Pessoas com Doença de Alzheimer iguais. A doença, embora com os sintomas principais presentes, exprime-se em cada indivíduo de forma diferente, consoante o seu estado físico, a sua personalidade prévia, a sua educação, outras doenças também presentes (co-morbilidades), e também no estadio da doença em que o doente se encontra, se numa forma ligeira, moderada ou grave.

 

3. Que avanços e tratamentos têm sido feitos no que toca a esta doença nos últimos anos?

Muitos e em vários aspetos, no que toca ao conhecimento da patologia da doença, à hereditariedade, aos procedimentos de diagnóstico, à maneira de cuidar e de tratar, aos tratamentos que estão em desenvolvimento, à aceitação social, etc.

Todos, doentes, familiares e médicos, gostaríamos de ter à disposição medicamentos curativos, o que ainda não é o caso. Há́, todavia, desenvolvimentos farmacológicos promissores de que num futuro próximo a capacidade de intervenção seja muito melhor.

No tratamento farmacológico da Doença de Alzheimer há a considerar o tratamento dos sintomas psicocomportamentais (depressão, agitação, insónia, etc.) e para os quais existem tratamentos disponíveis, e os sintomas cognitivos, para os quais existem comercializados, medicamentos ensaiados e aprovados, mas de eficácia limitada.

De facto, baseada na hipótese colinérgica, que resultou da verificação de um decréscimo da atividade colinérgica nalguns circuitos cerebrais com a idade, foram estudados um conjunto de compostos que, com efeito anticolinesterásico, teriam como efeito aumentar a oferta de acetilcolina onde era deficitária. Um primeiro, a Tacrina, comercializado em 1993, cedo foi abandonada por ter efeitos colaterais consideráveis, à qual se seguiram a Rivastigmina, o Donepezilo e a Galantamina, os quais demonstraram em ensaios clínicos um efeito benéfico, mas fugaz na cognição, mas sem que interrompessem o curso da doença. Um outro medicamento é usado desde 2002, a Memantina que sendo um antagonista dos recetores NMDA, é assim protetor do organismo na excessiva atividade do glutamato, já que este é um neuromediador excitatório cerebral e cuja excessiva atividade é prejudicial. Tem utilidade nas fases moderadas a graves da Doença de Alzheimer, tendo provado, em ensaios clínicos, ter efeitos cognitivos e funcionais discretos.

Na neuropatologia da Doença de Alzheimer, há muito são reconhecidas a existência, no cérebro dos doentes, uma acumulação de placas senis (extracelulares) cujo núcleo é substância amiloide e as tranças neurofibrilares, constituídas por duplas hélices de neurofilamentos de proteína Tau fosforilada, de localização intra (celular) neuronal. As primeiras estão, pois, relacionadas com a proteína amiloide e as segundas com a proteína tau. Assim, baseado na chamada hipótese amiloidogénica, que considera a deposição de amiloide um dos primeiros fatores que causam os sintomas, e entre muitas outras abordagens terapêuticas, vários estudos têm sido dirigidos para impedir a formação, acumulação ou até na remoção dessas proteínas que se crê podem ser causa das disfunções que ocasionam as alterações cognitivas desses doentes. Há investigações nessa área desde 2002.

De facto, já em 2002 o Laboratório Elan abandonou os ensaios com uma “vacina” para um peptídeo beta amiloide. De então para cá muitos protótipos de medicamentos surgiram dirigidos a essa substância. Muito recentemente falou-se do aducanumab. Este é um anticorpo monoclonal humano, cujo efeito pretendido seria reduzir as placas de beta-amilóide que se viu serem uma alteração patológica do cérebro que se encontra nas Pessoas com Doença de Alzheimer. E ao reduzir o número dessas placas pretendia-se melhorar as perturbações cognitivas. Esse medicamento foi sujeito a testes, nomeadamente ensaios humanos de fase III, no qual participaram investigadores portugueses, (o estudo ENGAGE e o estudo EMERGE), e que foram suspensos em Março de 2019, por não se notarem efeitos positivos. Porém, numa reanálise ulterior dos dados, mostrou que os efeitos eram dose dependentes, isto é, existiriam efeitos positivos com doses mais altas, e em fases mais iniciais da doença, o que levou a FDA em 2020 a aprovar o medicamento, embora sujeito a ensaio confirmatório a realizar posteriormente. Muito trabalho ainda é necessário, mas é efetivamente um passo em frente no tratamento desta doença.

Ainda mais recentemente foram anunciados resultados preliminares de um estudo com semorinemab e que é dirigido para a proteína tau. Esses resultados preliminares mostram efeito cobre as capacidades cognitivas mas não sobre as capacidades funcionais. É, todavia, um estudo em fase muito preliminar (fase II), mas o caminho a percorrer ainda é longo, e não é expectável que sejam tratamentos disponíveis a curto prazo.

A sua divulgação tem o mérito de mostrar aos doentes e familiares que se continua afincadamente à procura de um medicamento curativo da doença.
Existem, ainda, outras abordagens terapêuticas já experimentadas, mas das quais não temos notícia de resultados preliminares.
Todavia, as Pessoas com Doença de Alzheimer não necessitam apenas ser medicados, necessitam ser cuidados.

Estas Pessoas, desde a fase de diagnóstico devem ser sempre apoiadas. Progressivamente a equipa de cuidados torna-se multidisciplinar. Há necessidade de ensino aos Cuidadores (na sua maior parte familiares), há que estimular a atividade da Pessoa com Doença de Alzheimer quer física quer mental. Há que contrariar a inércia, a falta de iniciativa e a tendência para a inatividade rotineira. E, embora a criação de rotinas seja importante para balizar as atividades diárias, o confronto de situações novas e problemas para resolver e enfrentar precisa ser apoiada. É necessário controlar toda a medicação que a Pessoa toma e vigiar as outras doenças de que sofre. O Médico de Família tem aqui um papel relevante.

A frequência de ginásios e de universidades sénior é de aconselhar.

Com a evolução da doença surgem, com frequência, alterações do sono, alterações do humor e do comportamento. Mais do que medicar (ou híper medicar) será de tentar compreender as razões dessas alterações. A utilização de um cuidador formal que acompanhe a Pessoa ou de centros de dia para Pessoas com Demência poderá ser aconselhado, porque dão descanso aos cuidadores informais e as Pessoas entram em atividades de estimulação que lhes são necessárias e benéficas.

Mais tarde a Pessoa pode vir a necessitar de ser institucionalizada. E aqui, sobretudo não deve ser polimedicado para obter uma contenção farmacológica. Necessita de cuidadores especializados nesta área. São necessárias instituições especializadas e adaptadas a estas patologias.

Há ainda um grande caminho a percorrer para conseguirmos cuidados adequados e generalizados, nomeadamente aqueles que são periféricos às grandes cidades.
Nos pequenos concelhos e freguesias há também Pessoas que devem ser protegidas.

29 Setembro 2021
Dr. Celso Pontes
Coordenador da Comissão Científica da Alzheimer Portugal


Estreitar Laços - Modelo de Cuidados Humanizados para Pessoas com Demência

A Alzheimer Portugal foi uma das entidades distinguidas com o Prémio BPI Fundação la Caixa Seniores 2020, com o projeto “Estreitar Laços - Modelo de Cuidados Humanizados para Pessoas com Demência”, que tem como objetivo obter a certificação internacional dos seus Centros de Dia como Centros Livres de Contenção.

Seguindo os princípios do Respeito pela Dignidade e direito à autodeterminação da Pessoa com Demência, a obtenção desta certificação internacional, visa inspirar uma mudança de paradigma de cuidados para as Pessoas com Demência, demonstrando que é possível cuidar sem recorrer a contenções físicas.
Desde o início da sua existência, a Alzheimer Portugal nunca utilizou contenções, pelo que sabemos da nossa prática diária, que é possível cuidar sem contenções e os benefícios que daí advêm para os nossos utentes de Centro de dia.
Com este projeto pretendemos alertar para um fenómeno – uso de contenções físicas e químicas – que é comum, procurando consciencializar a população em geral, os cuidadores familiares e formais para as consequências negativas do uso destas contenções para as Pessoas com Demência, bem como poder dar formação nesta área, com o intuito de se adotarem novas estratégias e um modelo de cuidados humanizados que preserve o maior bem-estar das Pessoas com Demência.

No âmbito deste projeto, as equipas dos Centros de Dia da Alzheimer Portugal (Centro de Dia Memória de Mim, Matosinhos; Centro de dia do Marquês, Pombal, Centro de dia Profº Drº Carlos Garcia, Lisboa e Centro de Dia da Casa do Alecrim, Alapraia) têm recebido formação com um especialista na área das Demências da Fundação Maria Wolff. A formação tem sido ministrada a todas as equipas de cada Centro de Dia e elementos da Direção da Alzheimer Portugal, para que a cultura de cuidados sem contenção seja uma realidade transversal e identitária da Alzheimer Portugal.


Ajude-nos a vencer a iniciativa Bairro Feliz em Portimão, Funchal e Lavra

As iniciativas do Núcleo do Algarve, da Delegação da Madeira e da Delegação Norte da Alzheimer Portugal são três das finalistas a concurso do programa Bairro Feliz do Pingo Doce!

Agora, precisamos da sua ajuda para conseguir um apoio de até 1.000€ para implementar as iniciativas propostas:
- Um Grupo de suporte para Cuidadores e um grupo de estimulação com música para Pessoas com Demência, no Algarve
- Um Jardim da Amizade e das Memórias Felizes, no Funchal
- Comprar guarda-sóis, cadeiras, jogos e outros materiais, que proporcionem momentos de lazer, diversão e estimulação para os utentes do Centro de Dia Memória de Mim, em Lavra.

Se está em Portimão, no Funchal ou em Lavra, de 28 de setembro a 2 de novembro, sempre que visitar a loja Sá Carneiro (Portimão), Penteada (Funchal) ou Lavra (Matosinhos), e realizar uma compra igual ou superior a 10€ recebe uma “Moeda do Bairro Feliz” para poder colocar no mealheiro de votação e votar na nossa causa (máximo de 1 moeda por compra).

Contamos com a sua ajuda para que estas três iniciativas possam ser concretizadas em breve!

Saiba mais sobre esta iniciativa aqui


Ações de Capacitação | Projeto "Na Primeira Pessoa"

No âmbito do projeto “Na Primeira Pessoa – Projeto de Empoderamento de Pessoas com Demência”, uma iniciativa específica para Pessoas com Demência, vamos realizar mais Ações de Capacitação, de 1h30 cada em formato online, gratuitas e destinadas às Pessoas com Demência seus Familiares e Cuidadores.

Saiba mais sobre cada Ação de Capacitação e INSCREVA-SE!

NOVAS DATAS

12 de outubro| 14H30-16H | Os Direitos da Pessoa com Demência
19 de outubro | 14H30-16H | Planeamento do Futuro - A Importância do Testamento Vital
26 de outubro | 14H30-16H | Recursos e Apoios para as Pessoa com Demência
2 de novembro | 14H30-16H | O Regime do Maior Acompanhado e Meios de Representação da Pessoa com Demência

 

* Este Projeto tem o Apoio do INR

 


Formações para profissionais dos concelhos de Cascais, Oeiras e Sintra

Nos meses de outubro e novembro, vão realizar-se workshops gratuitos (ao abrigo de protocolos com municípios) destinados a profissionais dos equipamentos sociais dos concelhos de Cascais, Oeiras e Sintra.

- "Consentimento Informado na Demência" | Para Técnicos
8 e 22 de novembro - 14h às 17h
Formadores: Lucília Nobrega e Nuno Antunes | Psicólogos da Alzheimer Portugal

- "Ocupação da Pessoa com Demência" | Para Ajudantes de Ação Direta
7 e 21 de outubro - 14h às 17h
Formadora: Marta Melo | Terapeuta Ocupacional da Alzheimer Portugal

Os workshops vão decorrer através da plataforma Zoom.
A participação é gratuita, mas é necessário inscrição através do e-mail geral@cuidarmelhor.org ou do telefone 210 157 092.


Concerto Solidário reverte valor para Alzheimer Portugal

Este ano, a Alzheimer Portugal é a causa beneficiária do Concerto Solidário Doc’s Medley (concerto solidário com bandas constituídas por pelo menos um médico e outros profissionais de saúde), que se realizará no dia 23 de outubro, no Centro Cultural Olga Cadaval.

A Solidariedade não se agradece, celebra-se! - é o lema e “cartão de visita” do projeto Doc´s Medley, um concerto solidário com bandas constituídas por pelo menos um médico e outros profissionais de saúde, organizado por um grupo de antigos alunos da NOVA Medical School, transversal a todas as Especialidades e Escolas Médicas Nacionais, bem como a todos os anos de licenciatura.

Com o Alto Patrocínio de Sua Excelência, o Sr. Presidente da República, revelou-se um evento de enorme popularidade junto da classe médica e do público em geral. A inovação e o carácter solidário, em ambiente de festa e concerto de música rock, pop, blues e outras atividades, adaptadas e personalizadas consoante o local e a Associação beneficiária, são a fórmula do sucesso.

No próximo mês de outubro, realizar-se-á a 3ª edição, desta feita com o apoio da Câmara Municipal de Sintra, em que para além de apoiarem a Alzheimer Portugal, será prestado um TRIBUTO AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE, dado o seu papel primordial e meritório no combate à pandemia.

Dia 23 de outubro, às 21h, no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra!
O valor angariado reverte integralmente para a Alzheimer Portugal.

ESGOTADO!
A Alzheimer Portugal agradece a todos!

 

Para mais informações: relacoes.publicas@alzheimerportugal.org


"You Don't Remember Anymor" | Non Talkers lançam Single solidário

Os portugueses Non Talkers escolheram o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer para lançar o seu novo single You Don't Remember Anymore", inspirado num caso real na sua família, que reverte a favor da Alzheimer Portugal.

O single "You Don't Remember Anymore" (já não te lembras mais) é inspirado e dedicado à avó da voz e autora, Evita Brantner: “A minha avó vive na Bélgica e sempre a fui visitar ao longo dos anos passados aqui em Portugal”, que recorda como na sua última visita, antes da chegada da pandemia, a sua avó já não a reconhecia.

O músico Marco Brantner destaca o esforço das entidades na partilha de informação sobre a doença, mas acredita que nunca é demais ajudar na consciencialização, e, por isso, por decisão do duo, parte dos direitos e ganhos obtidos pelo streaming ou download do single You Cant' Remember Anymore vai reverter a favor da Alzheimer Portugal.

O Single You Don't Remember Anymore já se encontra disponível nas plataformas digitais.
Este projeto é co-financiado pelo "Programa Garantir Cultura".

 


10 anos de EU no musEU


O programa EU no musEU foi criado pelo Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC), em 2011, em parceria com a Alzheimer Portugal, há 10 anos.
Destina-se a pessoas com défice cognitivo e demência em estadio inicial e intermédio, e usa metodologias de estimulação cognitiva com base nas obras de arte e nas histórias de vida (sendo a obra de arte o meio de comunicação da matriz cultural e pessoal), em sessões mensais, em espaços do museu. Envolve também os seus Cuidadores (sessões simultâneas), numa metodologia de educação não formal em idade adulta, e com aprendizagem multidisciplinar, no sentido de promover o seu bem-estar social e emocional, para um envelhecimento saudável.

Projeto inovador em Portugal, já replicado em Viseu, desde 2018, numa equipa formada pelo Museu Nacional Grão Vasco e pelo Museu da Misericórdia, o EU no musEU é referido como boa prática em manuais de associações culturais e em relatórios governamentais de direitos humanos, tendo sido distinguido com diversos prémios nas áreas da acessibilidade intelectual e social e do envelhecimento.

O seu carácter pioneiro justifica a investigação académica que gerou desde 2013, tendo sido objeto de cinco dissertações de mestrado nas áreas da psicologia clínica – gerontologia –, da educação e da museologia.

Em tempos de pandemia, desde março de 2020, o EU no musEU reinventou-se, com sessões digitais adaptadas a cada contexto social e cultural, de Coimbra e de Viseu.

A Visita da Memória, momento público anual do EU no musEU, terá a 6ª edição presencial no dia 21 de setembro de 2021, às 11h, no Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra.
Em Viseu, onde já se realiza desde 2019, será editada no Facebook dos museus envolvidos. Consiste na visita às obras de arte do museu desenvolvida pelos Cuidadores, recaindo a escolha na obra mais significativa emocionalmente, para eles e para as pessoas de quem cuidam.

Os objetivos futuros são divulgar e transferir este programa para os museus nacionais e trabalhar a proposta da “região centro friendly para a Doença de Alzheimer”.

Partilhamos aqui um vídeo de celebração dos 10 anos de EU no musEU


Fatores de risco modificáveis das Demências

Este ano, no âmbito das iniciativas desenvolvidas para assinalar o dia e o mês da Pessoa com Doença de Alzheimer, a Associação lança uma campanha de consciencialização e informação pública, com o apoio da farmacêutica Roche, com o objetivo de promover um maior conhecimento sobre as Demências, em particular, sobre os fatores de risco modificáveis e as estratégias que cada um de nós pode ir desenvolvendo ao longo da vida para reduzir o risco de desenvolver Demência. Com esta campanha pretende-se ainda combater o estigma e apelar para o envolvimento político e mediático em torno desta problemática cada vez mais relevante do ponto de vista social e de saúde pública.

De facto, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, as Demências são atualmente a sétima causa de morte de entre todas as doenças e são também uma das principais causas de incapacidade e dependência das pessoas mais velhas em todo o mundo.

Em Portugal estima-se existirem cerca de 200.000 Pessoas com Demência e as recentes projeções publicadas pela Alzheimer Europe apontam para o nosso país perto de 350.000, em 2050.

Estamos assim, enquanto sociedade, perante um desafio inédito e muitíssimo exigente e temos todos, a nível individual e coletivo, enquanto cidadãos, organizações, e Estado - a nível local e regional, como nacional - que nos envolver e dar o nosso contributo não só para melhorar a qualidade de vida de quem vive com a doença e de quem cuida mas também para prevenir, na medida do possível, as Demências ou, pelo menos, adiar o mais possível o início dos sintomas.
Apesar do contínuo envelhecimento da população e do número crescente de Pessoas com Demência ao longo dos últimos anos, e ao contrário de outras doenças crónicas, pouca atenção tem sido dada ao tema da prevenção. Contudo, existe evidência científica de há um tempo a esta parte sobre os fatores de risco modificáveis associados às Demências.

Com efeito, a revista Lancet publicou em 2017 uma importante revisão da literatura na qual se identificam nove destes fatores, sendo que numa atualização desta revisão publicada em 2020 se acrescentaram mais três à lista. Estes doze fatores de risco são: baixo nível educacional; hipertensão arterial; diabetes; obesidade; abuso de bebidas alcoólicas; tabagismo; depressão; inatividade física; trauma cranio-encefálico; surdez; poluição atmosférica e isolamento social.
Naquela publicação afirma-se que até 40% dos quadros demenciais podem ser preveníveis se, por um lado, se diminuir o risco de lesão no cérebro e, por outro, se aumentar a chamada Reserva Cognitiva.

Devemos, assim, investir na implementação de várias estratégias, a maior parte das quais se relacionam com a adoção de um estilo de vida saudável e com a estimulação intelectual e social.
Primeiro, alcançar níveis educacionais superiores na infância e maiores níveis de instrução ao longo da vida é importante porque a educação é um fator protetor. De acordo com a referida publicação, alguns estudos encontraram associações positivas entre certas atividades desenvolvidas na meia-idade e uma melhor cognição na idade avançada. Exemplos dessas atividades são: viagens, passeios sociais, tocar um instrumento musical, arte, atividade física, ler, falar uma segunda língua, jogar jogos e resolver problemas.

Com vista a minimizar a diabetes, tratar a hipertensão e reduzir a obesidade na meia-idade, três dos fatores de risco elencados, importa cuidar da nossa alimentação e fazer atividade física regular, adequada à nossa condição de saúde e em articulação com o nosso médico assistente. A atividade física consiste também numa estratégia para contrariar o sedentarismo, sendo que a Organização Mundial de Saúde recomenda determinadas atividades físicas a adultos com uma cognição normal para reduzir o risco de declínio cognitivo.

Outras estratégias consistem em deixar de fumar e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e, com vista a evitar os traumas cranio-encefálicos, importa, por exemplo, cumprir as regras de segurança para diminuir o risco de quedas, acidentes domésticos e rodoviários.
Se a depressão surgir, importa procurar tratamento atempadamente. Também é importante tratar a deficiência auditiva. A perda de audição está associada a uma redução na estimulação cognitiva e, consequentemente, ao declínio cognitivo. O uso de aparelhos auditivos para compensar as perdas pode ser um fator de proteção contra a Demência, sendo que primeiro será necessário avaliar as causas dos problemas auditivos junto de um médico especialista.
No que respeita à poluição atmosférica e enquanto não se implementam políticas nacionais e globais em termos ambientais eficazes, a nível individual, podemos aumentar a nossa exposição a espaços verdes.

Por fim, é fundamental combater o isolamento e procurarmos interagir socialmente de modo regular. A participação em atividades de grupo foi associada de forma significativa a baixas probabilidades de défices cognitivos e pode prevenir o início da demência e o declínio funcional.
Como se pode constatar, há muita coisa que cada um de nós pode fazer pela saúde do seu cérebro. Evitar ou, pelo menos, adiar o inicio da Demência está associado a ganhos em saúde significativos para os indivíduos e para a sociedade. Nunca é demasiado cedo ou demasiado tarde. Temos é de começar já.

Catarina Alvarez
Psicóloga Clínica
Responsável pelas Relações Institucionais da Alzheimer Portugal

 

Descarregue aqui a infografia que preparámos sobre este tema e saiba mais sobre os 12 fatores de risco modificáveis da Demência


Debate sobre o Estudo "Custo e Carga da Doença em Portugal"

A Alzheimer Portugal vai realizar, em parceria com a Biogen Portugal, a reunião Debate sobre os resultados do estudo “Custo e Carga da Doença de Alzheimer em Portugal” no dia 28 de setembro, das 11h às 13h, em direto no canal de Facebook da Alzheimer Portugal.

O estudo conclui que a Doença de Alzheimer foi responsável por 7% dos anos perdidos por morte prematura em Portugal Continental em 2018, com custos associados que representam cerca de 1% do PIB nacional.

Uma vez que a idade é o principal fator de risco para a Doença de Alzheimer é expectável que o impacto estimado seja significativamente maior nas próximas décadas considerando as projeções demográficas e da esperança de vida.

A Doença de Alzheimer deve, portanto, ser considerada uma prioridade social e de saúde pública, com vista a diminuir o seu impacto presente e futuro.

PROGRAMA - 11H00 às 13H00

11h00 - Acolhimento

11h15 - Apresentação dos principais resultados do estudo
| Dr. João Costa – Investigador - Centro de Estudos de Medicina Baseados na Evidência

11h45 - Discussão dos resultados do estudo: Mesa redonda
Moderação: Jornalista Dulce Salzedas

| Dr. Víctor Herdeiro - Presidente da Administração Central dos Serviços de Saúde I.P.
| Prof. Manuel Gonçalves Pereira – Médico Psiquiatra - Investigador Faculdade de Ciências Médicas / NOVA Medical School
| Dr. António Leuschner – Presidente do Conselho Nacional de Saúde Mental e Coordenador
do Plano Nacional para as Demências
| Dra. Rosário Zincke dos Reis – Vice-Presidente da Direção Nacional da Alzheimer Portugal

JUNTE-SE A NÓS!


Partilhe Experiências para Memória Futura

Para assinalar o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer, a Alzheimer Portugal, com o apoio da Roche, lançam uma campanha inédita que convida os portugueses a partilharem experiências para memória futura, com o objetivo de promover um maior conhecimento sobre as Demências e, em especial, sobre os fatores de risco modificáveis e as estratégias que todos nós podemos implementar para reduzir o risco de desenvolver Demência.

Sabia que a demência não faz parte do envelhecimento normal?
Com efeito, 40% das Demências podem ser atrasadas ou prevenidas se, por um lado, se diminuir o risco de lesão no cérebro e, por outro, se aumentar a chamada reserva cognitiva.
Conhecem-se hoje vários fatores de risco associados às Demências que podem ser minimizados se forem adotadas estratégias adequadas, relacionadas com um estilo de vida saudável e com a estimulação intelectual e social.

Neste sentido, ao longo da próxima semana, vamos realizar cinco "experiências" que nos mostram algumas estratégias que todos nós podemos implementar para uma melhor saúde do nosso cérebro!

E junte-se a nós, no nosso facebook:
20 de setembro, 15h: Sala de Convívio, com Margarida Pinto Correia [DIRETO]
21 de setembro, 13h30: Histórias partilhadas para sempre lembradas, com Inês Fonseca Santos
22 de setembro, 13h15: Esta canção não me sai da cabeça, com João Só
23 de setembro, 15h00: Uma mesa com boas memórias, com a Nutricionista de Diário de Uma Dietista e o Chefe António Alexandre
24 de setembro, 13h15: Sessão de Treino, com Pedro Caçote e a equipa do Rio Ave Futebol Clube

Contamos consigo?

Descarregue aqui a infografia que preparámos sobre este tema e saiba mais sobre os 12 fatores de risco modificáveis da Demência