Formação Replicar Socialform

A Replicar Socialform vai realizar nos próximos dias 15 e 17 de junho uma formação online sobre o  "Novo Regime do Maior Acompanhado vs Direitos dos Idosos em Respostas Sociais” 
FORMADORA: Rosário Zincke dos Reis (Advogada e especialista em direitos dos idosos) 
OBJETIVO: Conhecer o novo regime do maior acompanhado e os direitos das pessoas idosas e as formas legítimas de promoção e defesa dos seus direitos. 
DESTINATÁRIOS: Dirigentes e Técnicos de Organizações Sociais, nomeadamente: membros da mesa administrativa ou direção, diretores técnicos e diretores de serviços, assistentes sociais, psicólogos, gerontólogos, educadores sociais e outros técnicos que intervenham com público alvo. 
DATAS: 15 e 17 de junho (4 horas + 4horas = total de 8 horas) . Horário: 14h às 18h. 

CONVOCATÓRIA | ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

Convocam-se os Senhores Associados da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE FAMILIARES E AMIGOS DE DOENTES DE ALZHEIMER – ALZHEIMER PORTUGAL para a Assembleia Geral Ordinária que terá lugar no dia 19 de junho de 2020, nas suas instalações sitas na Av. Ceuta Norte, Lote 1, Quinta do Loureiro, em Lisboa (instalações do Centro de Dia Prof. Dr. Carlos Garcia).

A Assembleia reunirá, em primeira convocatória, pelas 14 horas e 30 minutos e às 15 horas com qualquer número de Associados, tendo a seguinte Ordem de Trabalhos:

1. Apresentação, discussão e votação do Orçamento Retificativo ao Orçamento aprovado para 2020 em Assembleia Geral de 21 de novembro de 2019.

2. Apresentação, discussão e votação do Relatório de Atividades e Contas do exercício de 2019*.

3. Informações gerais.

 

Lisboa, 05 de junho de 2020

A Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Maria da Conceição Salema Corte Real

 

* O Relatório de Atividades e Contas de 2019 encontra-se disponível para consulta aqui, na Sede e nas instalações das Delegações e do Núcleo do Ribatejo, dentro do prazo estipulado (15 dias antes da data da Assembleia Geral).

Descarregue aqui o Relatório de Atividades e Contas de 2019


A COVID-19 tem provado a importância da ação da UE no âmbito da saúde

A Alzheimer Europe (AE) tem vindo a apoiar campanhas a nível europeu no sentido de que na União Europeia seja dada prioridade à Saúde como uma questão política.

Neste contexto, a AE apoiou a campanha EU4Health.EU que resultou da coligação de organizações europeias de saúde e de doentes que se aliaram em grupos de interesse (lobbies), num tempo em que a saúde foi surgindo como não sendo prioritária, tendo vindo a tornar-se cada vez menos importante (tal como o investimento).

Com o aparecimento da crise originada pela COVID-19, este grupo juntou-se de novo, na tentativa de capitalizar não só o momento como o novo consenso que reconhece que a saúde tem de ser o foco-chave, a nível europeu, e que políticas de saúde eficazes exigem coordenação e cooperação dos Estados-Membros.

O timing em que decorre esta campanha coincide com o debate em curso sobre o futuro orçamento da UE, de que alguns detalhes foram ontem transmitidos nas propostas de Comissão Europeia (que incluem 9.4 biliões de EUR para um Programa de Saúde autónomo, assim como 94.4 biliões EUR para o programa de investigação Horizon Europe).

Para tal, a Alzheimer Europe convocou 16 outras Organizações Não-governamentais Europeias para aderirem a uma nova campanha EU4Health.EU, que se foca em três áreas-chave:

-   Aumentar financiamentos e recursos para a saúde na UE

-   Reforçar a acção na saúde ainda durante o mandato actual

-   Repensar as competências da UE em matéria de cuidados de saúde e da sua visão para o futuro

De cada rubrica constam exigências específicas que se focam na necessidade de mais políticas de saúde coordenadas no seio da União Europeia.

O documento que encontra aqui contém estes elementos de forma mais detalhada (pode ver a tradução aqui).

 

 


Novo benefício para Associados

A Alzheimer Portugal, em parceria com a Associação Pão a Pão, oferece a todos os Associados um desconto de 10% no Restaurante Mão-Cheia (reaberto, desde dia 20 de maio) e no TakeAway do Restaurante Mezze (levantamento em loja). 
No Mão-Cheia, para além do serviço convencional de restaurante, também pode usufruir de cestos de picnic para levar para o Jardim das Amoreiras, mesmo em frente, uma forma saudável e segura de manter contacto social neste período de desconfinamento. 
Para beneficiar deste desconto, basta apresentar o cartão de Associado da Alzheimer Portugal. 
Não é Associado da Alzheimer Portugal? Junte-se a nós, aqui

Alzheimer Portugal lança Formação Certificada Online

Alzheimer Portugal lança Formação Certificada Online 

A partir de junho, a Associação Alzheimer Portugal vai realizar formação certificada online na área das Demências, dirigidas ao público em geral.

As primeiras sessões agendadas serão workshops de 4h, já nos dias 5 e 9 de junho, sobre os temas “Regime do Maior Acompanhado” e “Diretivas Antecipadas de Vontade”.
O primeiro workshop no dia 5 de junho, sobre o “Regime do Maior Acompanhado”, tem como objetivo informar as novas abordagens na promoção dos direitos das pessoas com capacidade diminuída. Já o workshop “Diretivas Antecipadas de Vontade”, agendado para dia 9 de junho, pretende que os formandos passem a deter informação que lhes permita decidir de forma livre e esclarecida como proceder à elaboração de um Testamento Vital e/ou de uma Procuração para Cuidados de Saúde, bem como aconselhar ou encaminhar outras pessoas. Ambos serão lecionados entre as 9h e as 13h, pela advogada, Maria do Rosário Zincke dos Reis, membro da Direção Nacional da Associação.
Na semana seguinte é a vez dos workshops “Abordagem Centrada na Pessoa com Demência” e “Comunicação e Demência”, onde serão abordadas questões mais específicas relacionadas com Demência. Ambos terão a duração de 3h, entre as 10h e as 13h, e serão lecionados por Ana Margarida Cavaleiro, Psicóloga da Alzheimer Portugal.
Todas as formações têm o custo de 20 euros para Associados da Alzheimer Portugal e 25 euros para o público em geral (não associados).

COVID-19: Na linha da frente com a Casa do Alecrim

A Casa do Alecrim foi das primeiras instituições em Portugal a ter um equipamento pensado de raiz para as Pessoas com Demências. Desde de 2013 , as valências de Centro de Dia, Lar e Serviço de Apoio Domiciliário dão resposta a pessoas afetadas por essas doenças e suas famílias.
A pandemia obrigou ao encerramento do Centro de Dia e à transferência dos clientes para Serviço de Apoio Domicilário “nós já tínhamos 50 pessoas, numa primeira fase começamos por reduzir para o essencial, para os cuidados de higiene e alimentação. Tínhamos também as terapias de apoio e alivio do cuidador e algumas até praticados na Casa do Alecrim. Tivemos que as interromper. Houve famílias que elas próprias quiseram interromper e respeitamos isso” refere Fernanda Carrapatoso, Diretora Técnica da Casa do Alecrim. O Lar manteve-se em funcionamento mas teve que se alterar a organização das equipas para se coadunar com as novas regras de proteção e segurança, para impedir a contaminação de colaboradores e residentes. Estabeleceram-se equipas de trabalho por grupo de residentes que não contactavam entre si, acentuando o confinamento dentro da própria instituição para diminuir a probalidade de propagar a infeção.
Como se minimizou o confinamento
Enquanto no Lar foi possível ir mantendo as rotinas terapêuticas, o maior desafio foi como manter o contacto com as famílias, impedidas de visitar os seus entes queridos dentro da instituição. “No caso do Lar estivemos muito confinados. As famílias têm recebido vídeos, fotografias. Temos mantido estas energias para poderem acompanhar, temos permitido visitas à janela. Temos permitido que as famílias visionem, contactem  mais ou menos presencialmente  através de um vidro com os seus familiares”
Aos clientes em apoio domiciliário, a Casa do Alecrim recorreu às teleterapias “Conseguimos oferecer uma atividade de manhã e outra à tarde, distribuindo pela musicoterapeuta e pela terapeuta ocupacional” explica Fernanda Carrapatoso. Apesar do contacto físico estar ausente e ser fundamental para uma pessoa com demência, os resultados surpreenderam a diretora da instituição “Os técnicos ficaram apreensivos mas eles ficaram espantados com a boa receção dos clientes a estas tecnologias ” Apesar do doente necessitar do apoio do familiar para iniciar o contacto com recurso a meios digitais, este momento revelou-se também importante para as famílias , que em casa dispunham de um espaço de tempo para realizar outros afazeres, funcionando como um momento de apoio ao próprio cuidador.
“O que é muito revigorante especialmente para mim que dirijo estas pessoas todas. Também estive num momento de grande medo , como é que a equipa se iria comportar nisto tudo. Mas como temos um percurso longo desde 2013, de estratégias variadíssimas para mantermos a equipa sempre focada no serviço que prestamos, unida , a olhar para o problema como um desafio, em que todos participam na solução. Digamos que temos vindo a trabalhar estes conceitos que agora nos servem que nem uma luva para testar a nossa capacidade de reagir a tudo isto.”
Uma cadeia de tranquilidade para lidar com a pandemia
Segundo Fernanda Carrapatoso , é possivel encontrar factores positivos no reverso desta pandemia. Quando já se equacionam as medidas de desconfinamento e a adoção de estratégias para retomar alguma normalidade, o balanço positivo que faz para que tudo tenha corrido bem até agora explica-se pelo o ambiente criado de tranquilidade: “começou pelo Presidente da República, veio por ai a baixo, até ao Presidente da Câmara de Cascais. Este comportamento generalizado das grandes figuras, provocou uma cadeia de posturas corretas até à responsável da Casa do Alecrim que também tem que dar o exemplo.” Isto transmitiu-se às famílias que lidaram sempre com calma , tolerância e serenidade perante as mudanças que a pandemia foi introduzindo nas suas vidas e na do seu familiar apoiado pela instituição.
Salienta ainda a importância do apoio da Câmara Municipal de Cascais por ter distribuido equipamento de proteção individual, nomeadamente, as máscaras pelas organizações. “Eu vivo e trabalho em Cascais, e fiquei muito grata por esta postura cheia de energia e de antecipação e também de cuidado Criou-nos uma base de grande conforto porque os recursos são essenciais"


Dia Internacional dos Ensaios Clínicos

Há um ano, a Alzheimer Portugal comemorou o Dia Internacional dos Ensaios Clínicos com a conferência “Ensaios Clínicos – Por uma Melhor Participação do Cidadão”.
Foi no Auditório Tomé Pires – Infarmed  a 24 de Maio.
Conforme muitos se recordarão, contámos com o testemunho de Tania Dussey – Cavassini que partilhou connosco a sua experiência como cuidadora da sua mãe, Pessoa com Doença de Alzheimer. Podemos rever as suas palavras no facebook da Alzheimer Portugal.
Falámos de “Ensaios Clínicos sem Segredos” e debatemos questões éticas e jurídicas em torno da investigação científica e, especificamente, dos ensaios clínicos.
Vários tópicos foram desenvolvidos: a importância da participação do cidadão desde o desenho do estudo, fazendo valer as suas prioridades e partilhando a sua perspetiva; a imprescindível aposta na literacia (o que é um ensaio clínico, como participar, que riscos, que benefícios, que direitos?); a relação médico / participante e a necessidade de abandonar a perspetiva paternalista que também existe por parte do participante que, acreditando no profissional de saúde, opta por confiar incondicionalmente sem questionar a importância de registos acessíveis, atuais e fidedignos; as dificuldades de recrutamento de participantes: Onde? Como? Quem envolver? Envolver os cuidados de saúde primários? A importância de comunicar os resultados, sejam eles positivos ou negativos.
Curiosamente, lançaram-se pistas para a discussão de temas que ganharam muita relevância no contexto atual: a Investigação em situação de emergência; o consentimento diferido.
A nós, Alzheimer Portugal, preocupa-nos, em especial, o reconhecimento pelo Direito à Autodeterminação das Pessoas com Demência, o qual pode ser exercido antecipadamente quer tomando decisões sobre os cuidados a receber ou a recusar em futura situação de incapacidade, quer decidindo sobre a participação em ensaios clínicos ou tratamentos em fase experimental.
Com uma Lei sobre Diretivas Antecipadas de Vontade em vigor desde 2012 (Lei nº 25/2012) poucos são os cidadãos (cerca de 32 000) que fizeram uso destas ferramentas de antecipação da vontade. Estas ferramentas podem contribuir significativamente para a Investigação Científica ao viabilizarem a inclusão de participantes com capacidade diminuída que prestaram antecipadamente o imprescindível consentimento livre e esclarecido.
Recente relatório da Alzheimer Europe prevê que em Portugal, em 2050, existam 346 905 pessoas com Doença de Alzheimer ou outra forma de Demência. Este número corresponderá, à data, a 3,82% da população que será então de 9 084 579*.
São muitos cidadãos a merecer que a investigação sobre as causas, efeitos e tratamento destas patologias seja reconhecida como prioridade.
Apesar dos sucessivos fracassos que se têm verificado na investigação sobre a Doença de Alzheimer, persiste o apelo dirigido a promotores e investigadores: Não desistam, continuem a investigar na descoberta de soluções para as doenças neurodegenerativas nas quais de inclui a Doença de Alzheimer.
Maria do Rosário Zincke dos Reis, membro da Direção Nacional da Alzheimer Portugal


Formação Certificada Online

O Departamento de Formação da Alzheimer Portugal vai realizar formação online via Zoom:

Pode consultar as ofertas disponíveis aqui 

Sessões Online | Grupos de Suporte para Familiares e Amigos



Os Grupos de Suporte e Ajuda Mútua são uma oportunidade de encontro de familiares e amigos de Pessoas com Demência, cuidadores que vivem problemas idênticos e que, em comum, os podem analisar, trocando impressões e experiências, dando e recebendo sugestões.

 

 

 

A situação da pandemia COVID-19 obrigou à suspensão das reuniões presenciais dos Grupos de Suporte. Por este motivo, em Lisboa, desde Abril passámos a realizar as reuniões por videoconferência (Zoom). 
Sentimos ser importante reforçar a nossa capacidade de apoio, e por isso aumentámos a frequência das reuniões que são agora quinzenais. 
Este continua a ser um serviço totalmente gratuito para os nossos associados e para se inscrever basta enviar um e-mail para gruposuportelisboa@alzheimerportugal.org
Também na zona norte do país, o Grupo de Suporte reúne-se agora quinzenalmente online, das 14h30 até às 16h30. A primeira sessão decorreu no dia 9 de maio.

Caso esteja interessado/a em frequentar as reuniões do Grupo de Suporte da Delegação Norte, envie um e-mail para nuno.antunes@alzheimerportugal.org ou contacte pelo telefone 22 606 68 63.

 


Questionário | Ser cuidador em tempos de Pandemia

A Pandemia provocada pela COVID-19 desafia diariamente a nossa capacidade de adaptação e superação. 
O confinamento e o isolamento social passaram a fazer parte das nossas vidas, alterando os padrões de relacionamento, e em muitos casos, de apoio e de cuidados. 
Os cuidadores, independentemente da idade do seu familiar e da doença em questão (ex. autismo, paralisia cerebral, demência, AVC, esclerose múltipla), enfrentam desafios acrescidos.
Neste contexto, a presente investigação tem como principal objetivo compreender as necessidades e dificuldades dos cuidadores, tendo em consideração o momento em que vivemos. Este conhecimento é fundamental ao desenvolvimento de estratégias de intervenção que minimizem o seu impacto, na iminência de continuarmos com o isolamento social por tempo indeterminado e de podermos viver novos períodos de confinamento.
Por isso, se é cuidador de um familiar que depende de si, pedimos-lhe que dedique alguns minutos para responder às questões seguintes. A sua colaboração é imprescindível. 
Todos os dados recolhidos são anónimos, destinando-se exclusivamente ao desenvolvimento da presente investigação.
A equipa de investigação encontra-se disponível para o esclarecimento de qualquer dúvida através do e-mail: investigacaocovid@gmail.com 
A entidade que está a promover este estudo é o Departamento de Ciências Sociais e do Comportamento do Instituto Superior de Ciências da Saúde – Norte e a investigadora responsável é a Prof. Manuela Leite.

Café Memória: O local de encontro para Pessoas com Demência, agora online

Presente em 20 localidades por todo o país, o Café Memória proporcionava, mensalmente, uma oportunidade de convívio e aprendizagem para as pessoas com demência e os seus cuidadores. Em tempos de pandemia, o projeto teve de se adaptar
De há sete anos para cá, era ao sábado de manhã que, alternadamente, os vários Cafés Memória de todo o país proporcionavam aos seus participantes um momento não só de socialização e partilha de experiências, mas também de cedência de informação útil, através da presença de profissionais ligados à demência, sempre num registo informal e sob um véu de segurança e proteção, criando uma espécie de espaço seguro.
Como tantas outras iniciativas, o Café Memória teve de cessar as sessões presenciais e recorrer ao online – adaptação que se tornou “essencial”, segundo Catarina Alvarez, coordenadora da iniciativa. “Depois da suspensão do atendimento presencial, começámos a falar com os participantes por chamada, por Whatsapp ou como podíamos, e notámos que as sessões faziam realmente falta a muitos deles.”
O Café Memória é um projeto que prima pela cumplicidade e atenção pessoal e, como tal, cada uma das vinte equipas foi contactando os participantes da sua localidade para transmitir a boa nova – as sessões estavam de volta, agora semanais, por videochamada e abertas a toda a gente, num novo formato apelidado de “Café Memória Fica em Casa”. Espalhada a palavra, logo na primeira sessão, a 18 de abril, a adesão foi tal que a sala da plataforma Zoom atingiu a sua capacidade. “Não estávamos à espera de ter tanta gente. As pessoas queriam entrar e já não conseguiam, tivemos logo de aumentar o nosso plano”, disse Catarina Alvarez, por entre risos.
De facto, na segunda sessão, o aumento do plano mostrou-se vantajoso. Às 11h de sábado, dia 25 de abril, os números da sala online aumentavam a olhos vistos, assim como as mensagens de bom dia no chat escrito, ao lado. À medida que os participantes apareciam, a equipa de Viana do Castelo, responsável pela sessão, pedia a cada um que se apresentasse – nome e local. De norte a sul do continente, passando pelas ilhas e até por Espanha, eram várias as caras conhecidas da organização e outras tantas a aproveitar o novo formato para participar pela primeira vez. “É mesmo este o nosso objetivo – chegar a mais gente e fazer com que esta rede seja ainda mais próxima do que antes”, salientou Patrícia Sousa, da equipa vianense.
Feitas as apresentações, e já com cerca de 150 pessoas ligadas, introduzia-se a temática da adaptação ao ambiente em casa, com a ajuda da psicóloga clínica Ana Costa. Durante a fase de pandemia, prevê-se que todos os temas tratados nas sessões sejam relativos ao ajuste à mesma. “Já era comum para as pessoas com demência e problemas de memória passar mais tempo em casa e essa condição só se agravou agora”, disse Catarina Alvarez, acrescentando que faz parte do compromisso do Café Memória “continuar a ajudar estas pessoas, proporcionando-lhes um contacto próximo e uma experiência única.”
Aquando da intervenção de Ana Costa, vão sendo deixadas perguntas e discutem-se ideias no chat, promovendo o convívio do formato tradicional. Com o relógio quase a tocar no meio-dia, a marcar o final da hora de sessão, são dadas respostas e conselhos e é frisada a disponibilidade tanto da profissional como da equipa para ajudar no que for preciso, pós-sessão. De câmaras e microfones ligados, com um sorriso na cara, todos dizem adeus ou um “até para a semana”.
Da organização fica a certeza de que o novo formato, apesar de ter surgido como adaptação, tem vindo a trazer benefícios. “No modelo tradicional, as pessoas participavam apenas aquela vez por mês na sua localidade, agora, apesar de bastante diferente, dispõem de acompanhamento semanal”, destacou Catarina Alvarez.
Prevê-se que o formato se mantenha até ao final de agosto. Até lá, as sessões do Café Memória vão continuar a acontecer todos os sábados, das 11h às 12h, e qualquer um pode participar.

Agradecimento de doação de material

Agradecemos a todos que nos apoiam e que, com a sua solidariedade, nos dão os materiais necessários para que possamos continuar a ir aos domicílios em segurança.

A frase que costumamos dizer no nosso centro de Dia, a todos os que nos ajudam, é "És inesquecível", pois todos os que nos ajudam ficam na nossa memória!!!

Obrigada a todos os que nos apoiam e nos permitem continuar a realizar o nosso trabalho!


VISEIRAS: Hélder Oliveira Flora; Fernanda Flor e Loja Matriz Ternura, Lavra

LUVAS: Loja Miminhos da Avó, Matosinhos

FATOS DESCARTÁVEIS e MÁSCARAS: Tintas 2000, Vermoim, Maia

TOUCAS: D. Alice e Margot (duas amigas solidárias, com uma grande habilidade
para a costura)

iSupport-Portugal: um programa online para cuidadores de pessoas com demência


Cuidar de uma pessoa com demência pode ser recompensador e fonte de realização pessoal. Contudo, também pode ser cansativo, difícil e desafiante. Não é invulgar que os cuidadores informais de alguém com demência experienciem ameaças à estabilidade financeira das famílias, vejam a sua atividade profissional afetada (absentismo, redução de produtividade, ou mesmo necessidade de trabalhar a tempo parcial ou abandonar a atividade profissional para cuidar), ou que reduzam consideravelmente o seu tempo de descanso e de lazer. Como consequência, os cuidadores podem ver afetada negativamente a sua saúde física e mental.




O que é o iSupport-Portugal?

O iSupport-Portugal é um novo programa de intervenção para cuidadores informais de pessoas que vivem com demência. Ao longo de 23 sessões, o programa aborda assuntos fundamentais para quem apoia na demência. “O programa foi desenhado para ajudar os cuidadores a conhecer as doenças que causam um declínio progressivo no funcionamento da pessoa, a lidar com os sintomas comportamentais e psicológicos da demência, a prestar cuidados com qualidade e, muito importante, a cuidar de si mesmos”, explica Soraia Teles, investigadora na Universidade do Porto e membro da equipa deste projeto.

O iSupport for desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2018. A Universidade do Porto, o Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) e a Associação Alzheimer Portugal uniram esforços para adaptarem o programa à população Portuguesa. “Foi com muito entusiasmo que a Alzheimer Portugal participou neste trabalho de enorme utilidade e qualidade concebido a pensar nas Pessoas com Demência, na sua Dignidade, na sua Autonomia e nos seus Direitos. Ao longo de todo o programa, o cuidador é convidado a, sempre e enquanto possível, dar espaço para que a pessoa com demência tome as suas próprias decisões. Mostra, por exemplo, que as tarefas devem ser realizadas com e não em vez da pessoa com demência”, afirma Maria do Rosário Zincke, membro da Direção da Associação Alzheimer Portugal.

O porque do Programa no apoio aos cuidadores

A necessidade de iniciativas que apoiem os cuidadores de pessoas com demência parece ser óbvia: “Em Portugal, contamos com uma percentagem elevada de pessoas mais velhas e muito velhas. Uma vez que o principal fator de risco da demência é a idade, há uma tendência para países mais envelhecidos terem, proporcionalmente, mais casos de demência”, esclarece Constança Paúl, Professora Catedrática no ICBAS e coordenadora deste projeto. De facto, as estimativas de 2017 indicavam que Portugal teria 19.9 casos de demência por 1000 habitantes, o que posicionava o país como o quarto com maior prevalência de demência entre os países da OCDE [1].
Em Portugal, o apoio às pessoas que vivem com demência fica frequentemente à responsabilidade de familiares que prestam cuidados não remunerados. Estes cuidadores informais oferecem apoio nas atividades do dia-a-dia como são as tarefas básicas de autocuidado (por exemplo alimentação e higiene pessoal) e/ou na realização de atividades mais complexas, como a gestão de medicação ou a preparação de refeições. “No nosso país, assim como genericamente no sul da Europa, os cuidados a pessoas dependentes são, frequentemente, uma responsabilidade das famílias e há alguma expectativa da sociedade para que assim seja” reforça a investigadora Soraia Teles.
As novas tecnologias ao serviço dos cuidadores informais

Um dos aspetos inovadores do programa iSupport-Portugal é o facto de ser disponibilizado através da internet, pelo que os cuidadores podem utilizá-lo autonomamente nos dias, horário e local mais conveniente para si (por exemplo, a partir de casa e a qualquer hora). Apenas necessitam de ter consigo um computador/tablet/telefone com acesso à internet. “Alguns programas presenciais para cuidadores têm produzido resultados muito positivos. No entanto, a sua oferta é limitada: faltam condições e financiamento para escalar estes programas. Por outro lado, verificamos que muitos cuidadores não conseguem frequentar intervenções presenciais pois não têm com quem deixar o seu familiar ou como se descolar ao local da intervenção ou têm ainda compromissos profissionais incompatíveis com os horários das sessões. Existem cuidadores que não se sentem confortáveis em participar num grupo sobre demência pois estão ainda a adaptar-se e a tentar lidar com o diagnóstico do seu familiar. O iSupport é uma ferramenta alternativa para que estes cuidadores não fiquem sem qualquer apoio” explica Soraia Teles.

Como fazer para utilizar o iSupport-Portugal?

De momento, o iSupport está a ser avaliado quanto à sua eficácia e por essa razão apenas está aberto a um grupo de 200 cuidadores que tenham interesse em participar no estudo de eficácia do programa. Caso tenha interesse em receber mais informação sobre como participar neste projeto, por favor contacte a equipa.


Inscrições: 

M| 916 876 843

E| suporte.cuidadores@gmail.com


[1] OECD. Health at a Glance 2017; OECD indicators. Paris: OECD Publishing; 2017.


Recomendações Alzheimer Europe

PRESS RELEASE

Luxemburgo, 14 de Abril de 2020 – Hoje, a Direção da Alzheimer Europe adotou recomendações  para as Associações de Alzheimer e para os Profissionais de Saúde e da Segurança Social relativamente à forma como promover o bem-estar das Pessoas com Demência durante a pandemia COVID-19.

A Alzheimer Europe chama a atenção para o facto de as regras de distanciamento físico poderem afetar as Pessoas com Demência ao verem-se confrontadas com a disrupção das suas rotinas normais, a falta de estimulação cognitiva, o sentirem-se sós e ansiosas e o risco de depressão. Da mesma forma, os seus companheiros, familiares e amigos chegados envolvidos nos cuidados podem deparar-se com grandes desafios face à consequente perturbação nas rotinas habituais, à perda de apoios e encerramento de serviços.

Por fim, os cuidadores profissionais das áreas da saúde e social estão a esforçar-se por conseguirem disponibilizar tratamentos, apoios e cuidados adequados e atempados, apesar de recearem pela sua própria segurança devido à falta de material de proteção em alguns países.

No sentido de preparar as suas recomendações, a Direção da Alzheimer Europe realizou debates aprofundados com as associações nacionais e com os representantes do Grupo de Especialistas Governamentais para as Demências, os quais partilharam algumas formas inovadoras em que associações e governos continuam a dar apoio às Pessoas com Demência, tais como fornecer informações adaptadas e acessíveis, apoios online, utilização de novas tecnologias no sentido de permitir interações sociais à distância, apoios coordenados no domicílio, através das suas representações locais e mantendo rotinas em casa e nos Lares.

Ao comentar estas recomendações, Jean Georges, Diretor Executivo da Alzheimer Europe, declarou: “Admiro a forma como as Associações de Alzheimer e os profissionais das áreas da saúde e social responderam tão rapidamente ao desafio COVID-19 e continuaram a disponibilizar informações essenciais, apoios e cuidados às Pessoas com Demência e aos seus cuidadores. Merecem apoio total dos governos nacionais e espero que as nossas recomendações propiciem algumas orientações relativamente a como promover o bem-estar das Pessoas com Demência e dos seus cuidadores em tempos tão difíceis.”

As recomendações adotadas pela Direção da Alzheimer Europe encontram-se online
Traduzidas para português neste documento

Programa “Máscaras Acessíveis” no município de Cascais

A Alzheimer Portugal será uma das IPSS do concelho que irá assegurar o processo de distribuição de máscaras a partir do dia 23 de abril, passando recibo donativo a quem o solicitar.
A Câmara Municipal de Cascais cederá mais de um milhão de máscaras de proteção individual a Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) de reconhecido mérito no concelho a que as disponibilizarão aos cidadãos a valores muito inferiores aos que são atualmente praticados no mercado. 
As regras para usufruir deste programa são:
Cada cidadão de Cascais tem direito a um máximo de quatro (4) máscaras por semana
Cada máscara custa 0.25€, o preço fixo permitido
Cada cidadão tem de registar-se no momento da aquisição. É obrigatório apresentar NIF e comprovativo de morada (fatura de água, gás, etc)
O registo informático de dados (NIF) é efetuado numa plataforma gerida pela Câmara Municipal de Cascais (my Cascais), é preenchido por cada uma das instituições, e tem como objetivo evitar o açambarcamento e certificar que são moradores no concelho a fazer as aquisições
A partir da próxima quinta-feira, a Alzheimer Portugal disponibilizará máscaras no espaço do Gabinete de Apoio Cuidar Melhor de Cascais, todos os dias úteis, entre as 10h e as 14h. 
Morada: Espaço Sénior Guilherme Augusto de Santa Rita, Rua Vale de Santa Rita, nº 47 A, 2765-281 Estoril (instalações da e perto da Junta de freguesia do Estoril
Para mais informações consulte o site da iniciativa