Café Memória faz-se à estrada

O "Café Memória Faz-se à Estrada", traduziu-se na aplicação inovadora de um modelo assente na itinerância já usado em outros contextos e épocas, para ir ao encontro de comunidades mais desfavorecidas do ponto de vista social e geográfico.

Teve como objetivo, informar e consciencializar as comunidades locais que vivem fora dos grandes centros urbanos para a problemática das demências, de forma descontraída e informal, alargando a abrangência geográfica da Rede Cafés Memória através da itinerância.

O "Café Memória faz-se à estrada," decorreu de 2018 a 2019, nos 18 distritos de Portugal Continental e Madeira, tendo sido realizadas 61 sessões que contaram com 2.115 participações.

A avaliação da satisfação das sessões foi bastante positiva e praticamente todos os participantes referiram que a sessão teria muita, ou pelo menos alguma, importância nas suas vidas no futuro.

dezembro 2024

Ação de Informação «Vamos falar sobre Demências»

Azeitão 
26 de abril de  2018 
15 horas

Oradoras: Sílvia Carambola e Ana Margarida Cavaleiro

Inscrição gratuita mas obrigatória para o telemóvel 913948549 (Dra. Milene Reis)

Local: Gabinete Alzheimer Casa dos Avós, Rua da Salmoura, nº 9 A e 9 B, Brejos de Azeitão, 2925-586 Azeitão


Errata | Revista n.º69 Abril a Junho de 2018

Errata  |  Revista n.º69 Abril a Junho de 2018

Na página 14, onde se lê "Projeto cofinanciado pelo Programa de Financiamento a Projetos pelo INR, I. P.", deve ler-se  "Projeto cofinanciado pelo Programa de Financiamento a Projetos pelo INR, I. P. 2017".
Até à presente data, a Alzheimer Portugal não tem confirmação do cofinanciamento para o ano de 2018.

Prevenir a Demência

Como pode a demência ser prevenida? 
Embora a pesquisa sobre a prevenção da demência esteja a fazer progressos significativos, o Défice Cognitivo Ligeiro (DCL), uma fase de pré-demência, tem sido considerado o ponto-chave para os métodos preventivos. Pesquisas recentes revelaram que o desenvolvimento da demência pode ser interrompido e prevenido se forem tomadas medidas na fase de DCL. O diagnóstico precoce de DCL é vital e, curiosamente, uma das chaves para o descobrir é a maneira "como se anda". Este programa apresenta as medidas mais recentes de prevenção da demência e informação atualizada sobre a medicação
Este é o tema que é abordado no documentário «A Revolução na Medicina: Prevenir a Demência», que estreou no dia 3 de abril, às 11:30, na RTP2.

Mecanismo explica como o sexo e a diabetes influenciam o aparecimento de Demência

As fêmeas de meia-idade apresentam uma redução de uma hormona sexual, o estrogénio, no cérebro que com o envelhecimento contribui para a neurodegeneração, disfunção cognitiva e sináptica, morte neuronal e DA. A redução do estrogénio encontra-se associada à disfunção ovárica que se inicia com o período que antecede a menopausa (perimenopausa), a qual pode ser acelerada pelo impacto da diabetes.
A investigação, publicada na revista científica Molecular Neurobiology, sugere que a redução do estrogénio pode ser explicada pela incapacidade de ser transportado da circulação sanguínea para o cérebro, podendo ocorrer o mesmo com o transporte do colesterol, envolvido na produção do estrogénio. A incapacidade de transporte ocorre apesar de as fêmeas de meia-idade diabéticas tipo 2 terem níveis de colesterol no sangue mais elevados que os machos com a mesma idade.
Ana Duarte, uma das autoras principais deste estudo, explica que «o sexo feminino tem sido considerado como factor de risco para DA, particularmente após a menopausa. No entanto, pouco se sabe acerca dos eventos que precedem esta fase da vida. Os nossos resultados sugerem que, pelo menos durante a meia-idade, o facto de se ser do sexo feminino ou masculino afecta de forma diferente a comunicação entre células do cérebro, através das diferentes hormonas sexuais, podendo também elas ser parcialmente afectadas pela diabetes tipo 2.»
Apesar de as fêmeas de meia-idade apresentarem níveis de estrogénio no cérebro semelhantes ou menores que os dos machos, elas parecem ter desenvolvido mecanismos de adaptação de modo a manterem funcional a maquinaria que interage com esta hormona, combatendo a acumulação cerebral de elementos associados à doença de Alzheimer. Alguns elementos protectores, como a insulina, podem explicar como as fêmeas apresentam menos marcadores patológicos da DA que os machos.
A investigadora sublinha ainda que «ao demonstrar que diferentes perfis e acções dos diferentes sexos poderão ter um papel crucial no cérebro na presença da diabetes tipo 2, o estudo reforça a necessidade de estabelecer abordagens preventivas e/ou terapêuticas dirigidas a diferentes fases da vida (como a meia-idade) para potenciar os tratamentos na diabetes tipo 2 e na DA.»
O estudo, que obedeceu a um longo e rigoroso processo de recolha, armazenamento e processamento de amostras, de acordo com a legislação portuguesa e europeia em vigor, contou com a colaboração do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia e da Faculdade de Medicina da UC.
A investigação foi financiada por Fundos Europeus do FEDER através do Programa Operacional Factores de Competitividade – COMPETE 2020, de verbas portuguesas através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Projectos PTDC/SAU-TOX/117481/2010, PTDC/SAU-NMC/110990/2009, PTDC/SAU-NEU/103325/2008 e Projecto Estratégico UID/NEU/04539/2013), do Programa de Estímulo à Investigação da Faculdade de Medicina, Universidade de Coimbra, Portugal (PMADSC/2011), bem como do Fundo Social Europeu através das Bolsas SFRH/BD/90036/2012 do investigador Emanuel Candeias e SFRH/BPD/84473/2012 da investigadora Ana Duarte.
Link do artigo: https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs12035-016-0155-1

Eleições para a Direção da Delegação Centro da Alzheimer Portugal

Convocatória

Convocam-se os Senhores Associados da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE FAMILIARES E AMIGOS DE DOENTES DE ALZHEIMER – ALZHEIMER PORTUGAL para a Assembleia Geral Extraordinária que terá lugar no dia 7 de abril de 2018, nas instalações da Delegação Centro sitas na na Urb. Casal Galego, Rua Raul Testa Fortunato nº17, 3100-523 Pombal.
A Assembleia reunirá, em primeira convocatória, pelas 11 horas e às 11 horas e 30 minutos, com qualquer número de associados, tendo a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Eleições para a Direção da Delegação Centro da Alzheimer Portugal para o quadriénio 2018-2022.
Pombal, 23 de Março de 2018
A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Maria da Conceição Salema Corte-Real

ELEIÇÃO DA DIREÇÃO DA DELEGAÇÃO CENTRO

LISTA A

DIREÇÃO:

PRESIDENTE: Isabel Maria Simões Pinto Gonçalves  |  Associado 8088
TESOUREIRO: Manuel Lourenço Faustino  |  Associado 2713
SECRETÁRIO: Carla Maria Silvano de Lemos  |  Associado  2632

AVISO

É admitido o voto por correspondência sob condição de o seu sentido ser expressamente indicado com relação ao ponto da Ordem de Trabalhos e de a assinatura do associado poder ser confirmada pela junção de cópia do seu Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão.

Os associados podem fazer-se representar por outros associados nas reuniões da Assembleia Geral, mediante carta dirigida ao Presidente da Mesa, mas cada associado só pode representar um outro associado.

Documentos para Download:

BOLETIM DE VOTO - descarregue aqui

ANEXO I PROPOSTA DE MINUTA PARA VOTO POR CORRESPONDÊNCIA- descarregue aqui

ANEXO II PROPOSTA DE MINUTA PARA VOTO POR PROCURAÇÃO - descarregue aqui

Envio de Minutas e Correspondência para:

 

Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Delegação Centro da Alzheimer Portugal
Urb. Casal Galego - Rua Raul Testa Fortunato nº 17, 3100-523 Pombal
Telefone: 236 219 469
E-mail: geral.centro@alzheimerportugal.org

Convocatória | Assembleia Geral Ordinária

CONVOCATÓRIA*
Convocam-se os Senhores Associados da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE FAMILIARES E AMIGOS DE DOENTES DE ALZHEIMER – ALZHEIMER PORTUGAL para a Assembleia Geral Ordinária que terá lugar no dia 23 de março de 2018, nas suas instalações sitas na Av. Ceuta Norte, Lote 2, Quinta do Loureiro, em Lisboa. 
A Assembleia reunirá, em primeira convocatória, pelas 18 horas e às 18 horas e 30 minutos, com qualquer número de associados, tendo a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Apresentação, discussão e votação do Relatório de Atividades e Contas relativo a 2017**.  
2. Informações gerais.
Lisboa, 6 de Março de 2018
A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Maria da Conceição Salema Corte-Real

*Fica sem efeito a convocatória publicada a 2 de março de 2018 para realização de assembleia geral a 17 de março. 

** O Relatório de Atividades e Contas de 2017 encontrar-se-á disponível para consulta online, na Sede e nas instalações das Delegações e do Núcleo do Ribatejo da Alzheimer Portugal.

Câmara Municipal de Oeiras celebra a 2ª Edição do Dia do Município Saudável

No âmbito do Dia Mundial da Saúde (7 de Abril) e do Dia Mundial da Atividade Física (6 de Abril), a Câmara Municipal de Oeiras, através da Divisão Ação Social, Saúde e Juventude, em colaboração com a Oeiras Viva e com diversas entidades que intervêm na área da saúde, vai celebrar a 2ª Edição do Dia do Município Saudável.
Nesta iniciativa, a realizar no dia 7 de Abril, entre as 10h00 e as 17h00, pretende-se salientar a importância que os hábitos de vida têm para a saúde e as medidas que cada um de nós poderá adotar na sua promoção. 
No Porto de Recreio de Oeiras encontrará Rastreios, Informações e Conselhos úteis, junto dos profissionais das várias entidades representadas. Poderá aproveitar e realizar um dos vários Rastreios disponíveis, “Mexa-se Mais” e faça uma caminhada no Passeio Marítimo , junte a família e participe nas animações de palco e nas atividades lúdicas, seja solidário e, se puder, colabore na ação de Recolha de Sangue.
A entrada é livre.
Para mais informações ou inscrições contacte para o 214 408 550, o envie um email para ddesporto@cm-oeiras.pt 

Deputados discutem descanso e horário flexível para cuidadores

Existem em Portugal 800 mil cuidadores. Parlamento vai debater criação do Estatuto do Cuidador Informal, que existe em países como França ou Irlanda. Estudo pedido pelo governo sugere “licenças de emergência em contexto laboral”

A Assembleia da República vai debater amanhã a possibilidade de criar o Estatuto do Cuidador Informal. A intenção é estabelecer direitos e deveres para quem cuida de pessoas dependentes como, por exemplo, idosos ou crianças com deficiência. Em Portugal, 800 mil pessoas estão nesta situação.

O diagnóstico está feito e, de acordo com um estudo pedido pelo governo, a grande maioria dos cuidados continuados prestados a pessoas com doenças crónicas são efetuados por cuidadores informais não renumerados.

Os deputados vão discutir os projetos do Bloco de Esquerda, PCP, CDS e PAN. Um dos diplomas mais abrangentes é o do BE, que propõe “consagrar o reconhecimento do Estatuto do Cuidador Informal”. A intenção é que estas pessoas possam vir a ter direitos como dias de descanso ou férias. “Pelo menos quatro dias de descanso por cada mês de prestação de cuidados”, de acordo com o projeto de lei dos bloquistas, que prevê “11 dias consecutivos de descanso, para efeitos de férias”.

Os cuidados seriam assegurados nestes períodos por equipas profissionais ou pela “possibilidade de estadia de curta duração da pessoa cuidada em Unidade de Internamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados”.

O projeto de lei dos bloquistas pretende também reconhecer a prestação de cuidados informais para efeitos de pensão de velhice. “O montante da pensão por invalidez ou velhice dos beneficiários do estatuto de cuidador informal é calculado com um acréscimo à taxa global de formação de 1,1% por cada ano de cuidados informais prestados a tempo inteiro, 0,55% por cada ano de cuidados informais prestados a tempo parcial e de 0,33% por cada ano de cuidados informais prestados de modo ocasional.” Outra das pretensões do Bloco é avançar com uma alteração ao Código de Trabalho para que os cuidadores possam beneficiar de 30 faltas para assistência a pessoa dependente e redução do tempo de trabalho.

O deputado do BE José Soeiro acredita que existem condições para que a proposta seja aprovada com o apoio dos socialistas. “Esperamos que sim. Temos muita expetativa de que o nosso projeto dê início à criação do estatuto e à aprovação da lei”, diz ao i Soeiro, garantindo que o Bloco está aberto a trabalhar em conjunto com os restantes partidos. O PS não apresenta nenhum diploma e não quer, para já, anunciar a posição que vai assumir neste debate.

O PCP apresentou também um projeto de lei para “reforçar o apoio aos cuidadores informais e às pessoas em situação de dependência”. O CDS e o PAN optaram por levar à discussão projetos de resolução em que recomendam ao governo a criação do Estatuto do Cuidador Informal. O diploma do PAN prevê, à semelhança da proposta do Bloco, a “consagração do direito ao descanso” e “a existência de horário flexível ou redução de horário de trabalho, se tal se considerar necessário e justificável, sem que isso se traduza numa redução da remuneração”. Os diplomas do PCP e do PAN preveem ainda benefícios para que os cuidadores possam usufruir de ações de formação.

Os centristas querem que o governo “reconheça as demências e a doença de Alzheimer como uma prioridade social e de saúde pública”.

Licenças de emergência O estudo encomendado pelo governo, intitulado “Medidas de Intervenção junto dos Cuidadores Informais”, traça o perfil dos cuidadores e recomenda a “implementação de benefícios para diminuir o risco de pobreza”, a criação de “respostas para descanso do cuidador” e uma linha de apoio permanente. O governo é ainda aconselhado, entre outras medidas, a “estudar a possibilidade de os cuidadores informais poderem ter a opção de licenças de emergência em contexto laboral”.

Foi um desespero total Os cuidadores e familiares de doentes de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas vão concentrar-se frente ao parlamento na sexta-feira. Os deputados vão discutir uma petição entregue por este grupo de cuidadores que reclama, entre outras medidas, a “redução do horário laboral em 50%, sem perda de vencimento”.

Maria Anjos Catapirra, uma das promotoras da petição, sentiu na pele as dificuldades de cuidar de uma irmã com Alzheimer. “Não tive apoios nenhuns. Vi-me num desespero total”, conta. Só depois de participar numa reportagem televisiva conseguiu um lar com capacidade para tratar da irmã, com dois filhos menores. Maria Anjos defende que o Estado deveria subsidiar as pessoas que quisessem “tomar conta dos familiares”, porque os espaços que existem com condições para estes casos não estão ao alcance da maioria das pessoas por motivos económicos. “Quem cuida 24 horas também precisa de comer, também precisa de comprar coisas, também precisa de ser alguém na vida. Conheço o caso de uma pessoa que teve de deixar o emprego. Esteve cinco anos a tomar conta da mãe e, quando a mãe morreu, ficou sem nada. Esteve um ano a viver do rendimento social de inserção porque não tinha nada”, diz.

Fonte: I Online


Memória Falível

Até que ponto podemos confiar nas nossas memórias? Que credibilidade lhes podemos dar? Memória Falível é um fascinante documentário, realizado por Raphael Hitier, que nos ajuda a compreender os mecanismos da memória.
A memória não é um álbum de fotos onde as imagens do passado são fielmente gravadas. As últimas descobertas da neurociência mostram que a memória pode ser afetada de muitas maneiras e com resultados surpreendentes: falsas memórias, distorções, modificações, déjà-vus. A nossa memória engana-nos todos os dias e as consequências quotidianas são múltiplas. O próprio facto de recordar modifica as memórias. Ainda mais impressionante é perceber como os cientistas são capazes de manipular a nossa memória e criar falsas recordações, apagar, enfatizar ou mesmo restaurar. 
Veja o último episódio em: RTP PLAY 

Trabalho dos cuidadores informais vale 333 milhões de euros por mês

Estima-se que mais de 800 mil pessoas cuidem em casa de pessoas que estão dependentes de si. Licenças laborais de emergência e linha de apoio para quem cuida são propostas do grupo de trabalho a quem o Governo pediu estudo. BE vai mais longe e apresenta projecto de lei com licenças e subsídios reforçados.
É um trabalho invisível mas extremamente valioso. A actividade das pessoas que cuidam em casa de idosos, de indivíduos com demência ou com doenças crónicas e de crianças com patologias graves valerá em Portugal quase 333 milhões de euros por mês, cerca de 4 mil milhões de euros por ano. É o valor económico das horas de trabalho dos cuidadores informais estimado num estudo pedido pelo Governo — e que foi encomendado para servir de suporte à decisão política de criação de um estatuto jurídico e de medidas de apoio para estas pessoas (familiares, vizinhos ou amigos) que cuidam de dependentes em casa sem serem remuneradas.
O estudo estava guardado nas gavetas ministeriais até que, no final de Janeiro, a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, decidiu perguntar o que teria acontecido a esta promessa do Governo. Poucas horas depois, enviaram-lhe o documento. Com data de Setembro e intitulado Medidas de Intervenção junto dos Cuidadores Informais, este inclui um extenso rol de recomendações, de onde emerge a possibilidade de os cuidadores passarem a ter licenças laborais “de emergência” (com número de dias a definir em sede de Concertação Social), um “plano de apoio” e uma linha de apoio permanente.
É ali que surge a estimativa, atribuída à associação Cuidadores Portugal (que integra uma rede de organizações europeias, a EuroCarers) do valor económico do trabalho da legião de cuidadores informais do país, e que usou como “referência” o salário mínimo nacional, contabilizando as horas prestadas e o seu custo, caso fossem remuneradas. Um valor que nos vários países europeus a Eurocarers estima ascender a 340 mil milhões de euros por ano. Em Portugal, segundo a EuroCarers, haverá 827 mil cuidadores informais (perto de 207 mil a tempo inteiro e os restantes a tempo parcial).
Logo à partida, porém, avisa-se que o documento não permite a definição do estatuto ou outras respostas legislativas. “Para isso, seria necessário um estudo mais aprofundado” que analisasse as medidas possíveis e a sua “viabilidade no âmbito do trabalho, da saúde e das finanças”, justificam 11 especialistas que contaram com a colaboração do Gabinete de Estratégia do Ministério do Trabalho e Segurança Social.
“É tudo muito vago e genérico, parece que foi feito para ver se nos cala”, critica Sofia Figueiredo, uma das promotoras da petição apresentada em 2016 em defesa da criação do estatuto do cuidador informal da pessoa com Alzheimer e outras demências ou patologias neurodegenerativas. Com milhares de assinaturas, esta petição vai ser apreciada em plenário no Parlamento no dia 16 e levou o BE, por arrasto, a apresentar um projecto de lei. Sofia vai estar entre o grupo de cuidadoras que marcará presença nas escadarias do Parlamento nesse dia. Querem ter visibilidade e fazer-se ouvir. “As pessoas estão desgastadas. Sabemos que não se pode fazer tudo de uma vez, mas é preciso começar por algum lado”, diz Sofia, que se viu obrigada a meter um ano de baixa para poder cuidar da avó com demência.
Do lado político, o BE não deverá estar sozinho nesta cruzada. O PCP diz que também vai apresentar uma iniciativa legislativa, enquanto o PS, o PSD e o CDS/PP não vão avançar neste sentido. Os ministérios da Saúde e da Segurança Social, a quem pedimos informação sobre uma eventual iniciativa governamental, não responderam.
O estatuto do cuidador informal (que reconhece direitos em várias dimensões, como licenças, subsídios, contagem para a carreira contributiva, etc.) já existe em vários países europeus, foi prometido pelo actual Governo e até reúne consenso político — em Maio de 2016, o Parlamento aprovou um conjunto de resoluções apresentadas pelos vários grupos parlamentares neste sentido. Também o Presidente da República lembrou, por mais de uma vez, a urgência de reconhecer juridicamente o trabalho destas pessoas.
Como se explica então que ainda esteja tudo por fazer em Portugal? “O Governo tem dois problemas: não quer conflitos com os patrões e sabe que isto tem um custo para a Segurança Social”, justifica o deputado do BE José Soeiro, o relator da petição e o principal responsável pela iniciativa legislativa do partido — que quer que os cuidadores passem a ter direito a quatro dias de descanso por mês e 11 dias consecutivos de férias, além do reforço de vários subsídios.
“O CDS/PP foi o primeiro a falar nisto”, diz o deputado centrista Filipe Anacoreta Correia, que lembra que o seu partido apresentou vários projectos de resolução, mas não avançará agora com uma iniciativa legislativa, por considerar que “de nada serve um documento legal inconsequente”. “O que é preciso é perceber qual é o envelope financeiro” que resulta do estatuto, alega. Já o PCP decidiu apresentar uma proposta porque esta é “uma realidade que comporta situações dolorosas e de sofrimento”, justifica a deputada Diana Ferreira, que não enviou, porém, qualquer documento ao PÚBLICO até à hora do fecho da edição.
125 milhões na Europa
Apesar de considerar esta matéria “da maior relevância”, o PSD não tenciona apresentar agora uma iniciativa legislativa, até porque, argumenta a deputada Helga Correia, o estudo pedido pelo Governo é “um  ponto de partida, não de chegada”.
Fonte: PÚBLICO 

Parlamento discute propostas de apoio aos cuidadores informais

No dia 16 de março são discutidas no Parlamento as propostas indicadas abaixo, que são de alta importância para a Associação Alzheimer Portugal.
Petição n.º 191/XIII/2.ª
Da iniciativa do Grupo de Cuidadores Informais de Doentes de Alzheimer e outras Demências Similares - Criação do Estatuto do Cuidador Informal da pessoa com doença de Alzheimer e outras demências ou patologias neurodegenerativas e criação do Dia nacional do Cuidador.
Projeto de Resolução n.º 1400/XIII/3.ª (CDS-PP)
Recomenda ao Governo que considere as Demências e da Doença de Alzheimer uma prioridade social e de saúde pública; que elabore um Plano Nacional de Intervenção para as Demências; que adote as medidas necessárias para um apoio adequado a estes doentes e suas famílias; e que crie e implemente o Estatuto do Cuidador Informal
Projeto de Resolução n.º 1408/XIII/3.ª (PAN)
Recomenda ao Governo a adopção de medidas de apoio aos cuidadores informais
Projeto de Lei n.º 801/XIII/3.ª (BE)
Cria o Estatuto do Cuidador Informal e reforça as medidas de apoio a pessoas dependentes (procede à 3.ª alteração ao Decreto-Lei n.º 101/2006, de 6 de junho e à 13.ª alteração ao Código do Trabalho)
Projeto de Lei n.º 804/XIII/3.ª (PCP)
Reforça o apoio aos cuidadores informais e às pessoas em situação de dependência
Saiba mais sobre a atividade parlamentar e o processo legislativo aqui

Mark Zuckerberg financia cientistas que estão na carreira inicial

Em 2016, o co-fundador do Facebook Mark Zuckerberg e a sua esposa, Priscilla Chan, lançaram a iniciativa Chan Zuckerberg com o ambicioso objetivo de curar todas as doenças antes do final do século.
Agora, a iniciativa Chan Zuckerberg está a estabelecer as suas conclusões sobre as doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer e Parkinson. Nos próximos cinco anos, planeia distribuir 2,03 milhões de euros para financiar cientistas que estão na sua carreira inicial, no campo da investigação de doenças neurodegenerativas, com o objetivo de iniciarem o seu trabalho. Além disso, planeia dar 813 000 euros ao longo de três anos para os cientistas dos diferentes campos de investigação e que desejem aplicar seu trabalho à neuro-degeneração.
Muitos dos esforços de financiamento da iniciativa Chan Zuckerberg concentraram-se nas pequenas investigações, que muitas vezes têm problemas para obter financiamento, apesar da importância crítica da mesma na solução de problemas de doenças em estado mais avançado. O mesmo acontece para os novos subsídios de investigação na área das doenças neurodegenerativas, para os quais as aplicações estão agora abertas.

Rainha Sofía da Espanha torna-se embaixadora da ADI

A rainha Sofía da Espanha tornou-se Embaixadora Honorária da Alzheimer’s Disease International (ADI), em reconhecimento da sua dedicação pessoal à investigação sobre a demência e cuidado global.
A rainha Sofía é também presidente executiva da Fundação Reina Sofia e presidente honorária da Confederación Española de Familiares de Enfermos de Alzheimer (CEAFA), da associação nacional de Alzheimer e membro da ADI na Espanha.
Paola Barbarino, CEO da ADI, ficou encantada ao receber a Rainha como Embaixadora Honorária da ADI, afirmando: "Estamos profundamente honrados pela aceitação da nossa Majestade ao nosso convite. O compromisso da rainha Sofia com a demência, ao longo dos anos, tem sido um fator crucial para consciencializar e combater o estigma e esperamos ansiosamente que o nosso trabalho continue nesta direção fortalecida pelo patrocínio de Sua Majestade".
Luis Guillermo Solís Rivera, presidente da Costa Rica, também é embaixador honorário da ADI.
O apoio dos Embaixadores Globais é fundamental para garantir uma maior consciência global, bem como promover a ciência e o cuidado de 50 milhões de pessoas afetadas pela demência em todo o mundo.
A cada três segundos, alguém no mundo desenvolve demência. Em maio de 2017, a Organização Mundial de Saúde (OMS) adotou um plano global para as demências que contém objetivos em sete áreas, incluindo conscientização, tratamento e cuidados. Solicita a todos os Estados-Membros que desenvolvam o seu próprio plano nacional para as demências. 
O apoio dos Embaixadores Globais é importante para assegurar a realização de ações colaborativas e globais para alcançar os objetivos do plano e apoiar a transformação global de consciencialização, ciência e cuidados para as pessoas que vivem com demência e os seus cuidadores.

Conselho Mundial de Demência traduz Declaração Global de Cuidados

Em maio de 2017, o Conselho Mundial de Demência publicou uma Declaração sobre a importância do cuidado e apoio para as pessoas afetadas pela demência e as suas famílias.
A Declaração Global de Cuidados e Apoio ("Global Care Statement"), criada pela equipa Global de Cuidados do Conselho Mundial de Demência, foi traduzida para onze idiomas com a ajuda dos membros do Conselho e dos membros associados. 
Esta disponibilidade da Declaração Global de Cuidados, em várias línguas, ajudará a aumentar a divulgação da declaração e as suas chamadas para ação a um maior número de pessoas. A divulgação das traduções será feita na 12ª Reunião do Conselho em Tóquio, no Japão, de 13 a 14 de março de 2018.
A Declaração Global de Cuidados e Apoio enfatiza que todas as pessoas afetadas pela demência têm o direito humano de receber os cuidados e o apoio de qualidade o mais elevados possível; para ser tratado com dignidade; e ter direito à participação e inclusão plena e efetiva na sociedade. A Declaração Global de Cuidados inclui duas chamadas para a ação destinadas a ajudar a garantir esses direitos, convidando todos os governos e órgãos governamentais do Mundo a adotar, a implementar e a garantir os cuidados e o apoio de alta qualidade centrados nas pessoas que vivem com demência; e para todos os sistemas de saúde e assistência social para financiar e fornecer acesso a serviços de cuidados e serviços de demência de alta qualidade.
Pode consultar a Declaração Global de Cuidados e Apoio aqui

«II Encontro de Boas- Práticas» realiza-se em Lagoa

A Unidade de Ação Social e Saúde do Município de Lagoa (Algarve), dinamiza o “II Encontro de Boas- Práticas: Laços Sociais - Perspetivas sobre o Envelhecimento”, que se realiza no dia 20 de abril de 2018, no Auditório Municipal de Lagoa
 
Este encontro tem como principal objetivo a partilha e reflexão, e pretende-se abordar o tema “Envelhecimento” atendendo a que o Município tem investido em diversos projetos que visam a promoção da qualidade de vida da pessoa idosa. Nesta segunda edição o Município de Lagoa apostou na divulgação de diversos projetos e formas de intervenção a nível nacional, pelo que esta é uma excelente oportunidade de conhecer os trabalhos que estão a ser desenvolvidos atualmente. 
Consulte o programa aqui
A inscrição é gratuita e deverá ser remetida para o email gis.lagoa@cm-lagoa.pt até ao dia 18 de abril de 2018.