Relatório de Atividades e Contas de 2017
Relatório de Atividades e Contas de 2017
Descarregue aqui o Relatório de Atividades e Contas de 2017 da Alzheimer Portugal.
Câmara Municipal de Matosinhos apoia Delegação Norte da Alzheimer Portugal
O centro de dia “Memória de Mim” da Delegação Norte da Alzheimer Portugal tem uma carrinha nova para o transporte dos utentes. Esta carrinha foi adquirida com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos que, uma vez mais, foi sensível à nossa causa.
A Associação Alzheimer Portugal agradece à Dra. Luisa Salgueiro, Presidente e Vereadora da Acção Social da Câmara Municipal de Matosinhos o apoio que nos concederam, que permitiu adquirir uma viatura nova para o transporte dos utentes do Centro de Dia “Memória de Mim” que funciona em Lavra.
A doença de Alzheimer: uma nova perspectiva
Michael Nehls, autor do livro “Die Alzheimer Lüge” (“A mentira da doença de Alzheimer”, original publicado em 2014 que tem agora uma edição de bolso mas ainda sem tradução em português), defende que há uma mentira associada à doença de Alzheimer: que a idade é o maior fator de risco. Segundo o autor, a doença está a ser tratada como uma fatalidade: já não se pergunta “se” vamos ter a doença de Alzheimer, mas apenas “quando”? Ora, como as sociedades mais ricas estão envelhecendo, iremos ter o que ele chama uma “pandemia apocalíptica”. É este “pesadelo” que, segundo Nehls, leva a indústria farmacêutica e muitos cientistas a serviram-se do lema “o medo vende-se bem” (fear sells) para atingir os seus fins.
Quais as consequências da mentira
Com a mentira sobre a doença de Alzheimer, continua Nehls, é criada uma dependência medicamentosa e ao mesmo tempo desperdiçada uma solução. É criada uma dependência indevida porque esta não é uma doença que se possa curar com medicamentos. É desperdiçada uma solução, porque a doença é condicionada pelo estilo de vida hodierno: dormimos pouco, movemo-nos pouco, alimentamo-nos de forma pouco saudável e vivemos numa sociedade onde falta “calor humano”. A nossa genética não está em condições de compensar estes défices induzidos pelo ambiente, segundo o autor.
Contrariamente ao que muita gente possa pensar, continua Nehls, está provado que as doenças não são causadas pela idade, sem mais. Em Okinawa, uma ilha no sul do Japão, foi estudado, durante 25 anos, o estilo de vida da população, porque parecia ter como alvo uma vida saudável. De facto, lá se encontraram pessoas saudáveis em idade avançada. Depois da segunda guerra mundial, com a influência da cultura dos Estados Unidos, apareceram as doenças da civilização, como a obesidade, por exemplo. Um outro estudo, independente de Okinawa, mostrou que 90% das pessoas com 100 anos de idade, chegaram aos 92 anos a viver sozinhas e de boa saúde.
Por tudo isto, Nehls critica o excessivo financiamento da ciência e da terapia clínica, em comparação com o apoio dado à prevenção, o que quer dizer, o esclarecimento das razões principais da doença.
Como prevenir?
Na generalidade, Nehls aconselha: ir de encontro ao “normal” para o ser humano em termos de espécie; e não aceitar como “normal”, o cultural que leva à doença de Alzheimer. E dá exemplos concretos de como prevenir a doença de Alzheimer.
Reduzir o stress “maligno”
A sobrecarga constante, a falta de tempo e stress crónico cria um stress “maligno” (“distress”, do grego). Se, pelo contrário, se toma tempo para trabalhar um problema, cria-se um stress positivo (“eustress” do grego), o qual reduz o risco da doença de Alzheimer. Com efeito, quase não há nada mais benéfico para o crescimento e desenvolvimento do cérebro do que a experiência do sucesso.
Sentido de vida
Com a idade vale: “use o cérebro ou perde-o” (use it or lose it). Quem, por exemplo, entrar na reforma e se empenhar socialmente, reduz o risco da doença de Alzheimer em mais de 40%. Um sentido para a vida (ou mesmo para o dia) tem efeitos biológicos positivos, como já se conseguiu medir. A curiosidade e a descoberta na internet, por exemplo, é também eficaz. Um estudo de 2012 mostrou que este uso da internet aumenta o tempo de saúde mental em 8,5 anos, em média. Também dançar (foi estudado) baixa o risco da doença de Alzheimer em 25%.
Alimentação saudável
Saudável é uma alimentação variada e de qualidade. O autor aconselha alguns alimentos em especial: óleo de coco (Cocos nucifera), muita fruta e legumes. Em contrapartida, recomenda a redução dos produtos lácteos. Tudo isto se mostrou benéfico, na redução do risco da doença de Alzheimer.
Movimento
50% do risco da doença de Alzheimer deve-se, na nossa sociedade, ao hábito de ver televisão várias horas por dia, sem que estas sejam compensadas por outras atividades de tempo livre. O movimento corporal importa, de facto, porque ativa a formação de novas células, nomeadamente no hipocampo, ajuda a maturação do cérebro e melhora a capacidade de aprendizagem.
O que é a doença de Alzheimer?
Sucintamente, a doença de Alzheimer (nome do cientista que descobriu a doença) significa que numa dada parte do cérebro, o hipocampo, se formam os tóxicos da doença de Alzheimer, que daí se disseminam pelo o cérebro e o destroem. O hipocampo, que tem, grosso modo, o tamanho de um polegar, é o lugar onde se formam as memórias, que são acompanhadas pela génese de novas células neuronais. Em poucos anos, o doente de Alzheimer fica confuso, desorientado e não consegue comunicar. No estádio final da doença, não reconhece mais as pessoas, mesmo as que lhe eram mais próximas, não se levanta da cama e pode ter dificuldades em engolir entre outros sintomas.
Quem é Michael Nehls?
Michael Nehls investigou em genética molecular durante mais de 15 anos. Publicou mais de 50 artigos científicos, alguns em colaboração com prémios Nobel, e é detentor de várias patentes. Na ‘Clínica Alemã para a Memória‘ (Deutsche Memoryklinik), trabalhou em projetos de prevenção da doença de Alzheimer. Foi diretor de pesquisa em universidades e empresas farmacêuticas na Alemanha e nos Estados Unidos. Desde 2007, trabalha como cientista e médico independente, tendo como finalidade, explicar a etiologia de doenças civilizacionais. Com este objetivo, tem realizado palestras para o grande público e em universidades, publicado livros, entre os quais “Die Alzheimer Lüge”.
Fonte: OBSERVADOR
Gabinete Cuidar Melhor de Sintra promove workshops para familiares
O gabinete de Sintra tem programado workshops para familiares durante o mês de Março:
"Aspetos jurídicos na demência"
20 de Março de 2018
14h às 18h
Local: MU.SA - Museu de Artes de Sintra, situado na Av. Heliodoro Salgado.
"Bem estar da pessoa com demência"
29 de Março de 2018
14h às 18h
Local: Biblioteca Municipal de Sintra, situada na Rua Gomes de Amorim.
A inscrição de cada workshop tem um custo de 20€ por participante e poderá ser efetuada através do e-mail geral@cuidarmelhor.org ou do telefone 210 157 092.
Pode consultar o programa aqui
Sobre o projeto CUIDAR MELHOR
O Projeto CUIDAR MELHOR visa contribuir para a inclusão e promoção dos direitos das pessoas com demência, bem como para o apoio e valorização dos familiares e profissionais que lhes prestam cuidados, através de uma intervenção pluridisciplinar, assente nos valores da parceria, do respeito pela dignidade humana e da personalização da intervenção.
Carta para a Participação Pública em Saúde vai ser discutida no parlamento
A petição para a discussão da Carta para a Participação Pública em Saúde na Assembleia da República superou hoje as 4.000 assinaturas, garantindo assim o debate deste documento que defende o envolvimento efetivo dos cidadãos nas decisões em saúde.
Elaborado por associações de pessoas com doença, a Carta para a Participação Pública em Saúde é subscrita por 90 organizações da sociedade civil e 32 individualidades, entre as quais os ex-ministros da Saúde António Correia de Campos e Ana Jorge, o "pai" do Serviço Nacional de Saúde (SNS) António Arnaut e a dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Guadalupe Simões.
De acordo com a petição, "para além do direito à participação, o contributo dos/as cidadãos/ãs, enquanto pessoas que vivem com doença, utentes dos serviços de saúde ou consumidores de cuidados de saúde, e das organizações que os/as representam é extremamente relevante e, por isso, indispensável".
"A experiência adquirida sobre a doença, os cuidados de saúde e as instituições de saúde, dão-lhes um conhecimento único, com o qual podem contribuir para a tomada de decisão em saúde", prossegue o documento.
Sofia Crisóstomo, do movimento "Mais participação, melhor saúde", disse à agência Lusa que o grande objetivo desta iniciativa é transformar a Carta numa iniciativa legislativa.
Na prática, explicou, os subscritores pretendem ver implementadas medidas, algumas das quais já previstas, como a participação dos utentes nos conselhos consultivos dos hospitais.
Lançada em 2016, a petição alcançou hoje as 4.000 assinaturas e vai ser, por isso, discutida na Assembleia da República.
Fonte: DIÁRIO DE NOTÍCIAS ONLINE
Iniciativa leva utentes do Centro de Dia até à Fábrica Sumol + Compal
No dia 22 de fevereiro de 2018, os utentes do Centro de Dia da Delegação Centro da Alzheimer Portugal foram visitar a Fábrica Sumol + Compal, sedeada na Zona Industrial da Formiga em Pombal.
Esta iniciativa teve como objetivo levar os utentes a perceber como se efetua todo o processamento da elaboração de sumos e toda a funcionalidade das máquinas que fazem parte desta unidade fabril.
Os utentes foram acompanhados pela Fisioterapeuta e pela Psicóloga da Delegação Centro da Alzheimer Portugal
Portugal está nos cinco países da Europa que pior trata os idosos
Um estudo da Organização Mundial de Saúde que envolveu 53 países coloca Portugal no grupo dos cinco piores no tratamento aos mais velhos, com 39% dos idosos vítimas de violência.
Os dados foram esta sexta-feira citados, no Porto, numa conferência sobre “Reaprender a Idade: Contributos interdisciplinares”, pela médica e vice-presidente da Comissão de Proteção ao Idoso, Antonieta Dias, que afirmou que “Portugal é o país da Europa que menos investe nas pessoas da terceira idade”.
“Estamos no topo da Europa como o país que menos investimento tem para os idosos. É um estudo que está publicado e ao qual não podemos ficar alheios, para desempenharmos a nossa função de defesa de direitos humanos, de defesa dos direitos dos idosos e de defesa da cidadania”, disse Antonieta Dias.
A especialista frisou que “neste momento somos o país que tem piores condições para cuidar dos idosos, porque falta fazer o investimento credível e acompanhado do idoso”.
Para Antonieta Dias, este “investimento credível e acompanhado” consiste, nomeadamente, “em criar mais alojamentos, investir nos cuidadores, nas pessoas que acompanham os idosos e alargar o leque de investimento em relação ao apoio da terceira idade”.
A responsável apresentou “uma proposta desafiante, que é fazer com que as instituições que têm lucro invistam esses lucros na realização de outros lares, que permitam acolher as pessoas que têm condições económicas mínimas”.
“Grande parte dos idosos tem reformas de 400/500 euros e não pode pagar mil euros para estar institucionalizado durante um período temporário ou definitivo. O meu desafio é que todos comecemos a despertar para esta problemática e fazer com que os lucros das casas que institucionalizam os idosos sejam investidos em lares adaptáveis aos nossos rendimentos. Estamos na Europa, mas os nossos rendimentos estão a léguas de distâncias de todos os europeus”, frisou.
No seu Relatório de Prevenção contra os Maus Tratos a Idosos, a OMS analisa as agressões nos últimos cinco anos contra os mais velhos, num universo de 53 países europeus, e conclui que “Portugal tem um sério problema no que respeita aos maus tratos contra idosos.”
Da lista negra fazem parte apenas mais quatro países: Sérvia, Áustria, Israel e República da Macedónia. O presidente da Comissão de Proteção ao Idoso, Carlos Branco, citou dados da Associação de Apoio à Vítima relativos a 2016.
“Em Portugal é já possível aferir um aumento do número das vítimas idosas, apresentando agora 1.009 pessoas idosas vítimas de crime (em média três por dia e 19 por semana). Das 1.009 vítimas registadas em 2016, contra 774 em 2013, 679 tinham idades entre os 65 e os 79 anos (67,4%) e 330 tinham entre 80 e mais de 90 anos (32,6%)”, disse.
Em declarações à Lusa, Carlos Branco considerou que face ao envelhecimento da população, os apoios existentes não são suficientes” e que, por esse motivo, “a sociedade civil tem de organizar no sentido de tentar mitigar estas situações”.
O responsável disse que a Comissão de Proteção ao Idoso avançou há cerca de um ano com a criação da provedoria do idoso, porque “a nível local, não obstante o trabalho meritório das misericórdias, das próprias autarquias e associações que estão no terreno, não existe nenhuma instituição que se dedique e que se ocupe concretamente dos idosos”.
Essa figura, de acordo com Carlos Branco, enquadra-se sempre no município, por serem “as entidades mais próximas das populações, conseguindo de forma hábil diagnosticar os problemas sociais locais”.
“Preconizamos que esse provedor seja indicado pela rede social, a câmara municipal valida em sede de executivo e assembleia municipal e, depois, terá de ser validado pela comissão de proteção ao idoso, com quem vai trabalhar”, explicou.
A experiência piloto foi iniciada em 2017, “em Guimarães e Amares, e, entretanto, já foi alargada à Póvoa de Lanhoso. Existem mais quatro municípios do distrito de Braga onde será implementar já no imediato e ainda na Trofa, distrito do Porto”.
“A ideia é criar mais cinco/seis na região do Porto. A metodologia será diferente dada a dimensão do território, o que está pensado, em termos estratégicos, é implementar esta figura no âmbito das uniões de freguesias”, esclareceu.
Fonte: MSN
Convocatória | Assembleia Geral Ordinária
CONVOCATÓRIA*
Convocam-se os Senhores Associados da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE FAMILIARES E AMIGOS DE DOENTES DE ALZHEIMER – ALZHEIMER PORTUGAL para a Assembleia Geral Ordinária que terá lugar no dia 23 de março de 2018, nas suas instalações sitas na Av. Ceuta Norte, Lote 2, Quinta do Loureiro, em Lisboa.
A Assembleia reunirá, em primeira convocatória, pelas 18 horas e às 18 horas e 30 minutos, com qualquer número de associados, tendo a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Apresentação, discussão e votação do Relatório de Atividades e Contas relativo a 2017**.
2. Informações gerais.
Lisboa, 6 de Março de 2018
A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Maria da Conceição Salema Corte-Real
*Fica sem efeito a convocatória publicada a 2 de março de
2018 para realização de assembleia geral a 17 de março.
** O Relatório de Atividades e Contas de 2017 encontrar-se-á disponível para consulta online, na Sede e nas instalações das Delegações e do Núcleo do Ribatejo da Alzheimer Portugal.
Projeto INTERREG V-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020
Projeto: “Análise e correlação entre o genoma completo e a atividade cerebral para a ajuda no diagnóstico da doença de Alzheimer”
A Alzheimer Portugal – Delegação Norte, com o intuito de prosseguir a sua missão, nomeadamente, na promoção da qualidade de vida da pessoa com demência, integrou o programa INTERREG V-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
São seus parceiros, o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), Portugal ; a Universidade de Valladolid, Espanha; e a Associação de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer e Outras Demências de Zamora, Espanha.
Esta investigação tem como propósito a Análise e correlação entre o genoma completo e a atividade cerebral para a ajuda no diagnóstico da doença de Alzheimer. Pretende-se, com este estudo, simplificar o diagnóstico da doença, nomeadamente, na sua fase inicial, através da criação de uma nova ferramenta de diagnóstico não invasiva.
A investigação desenvolver-se-á em duas fases, em um grupo de 250 doentes do Norte de Portugal e da província espanhola de Castela e Leão, com diagnóstico de Défice Cognitivo Ligeiro (DCL) e demência do tipo Alzheimer:
- 1ª Fase: recolher uma amostra de saliva (análise da responsabilidade do IPATIMUP) para analisar o genoma - código com toda a informação genética do doente. Pesquisa dos genes com provável associação à doença;
- 2ª Fase: fazer um electroencefalograma não invasivo (análise da responsabilidade da Universidade de Valladolid) para avaliar a atividade cerebral dos doentes.
Colaboração em Investigação
Esta investigação não assume qualquer custo para os seus participantes. Se residir na zona Norte do país e tiver disponibilidade em colaborar com a Alzheimer Portugal, por favor, contacte-nos através do geral.norte@alzheimerportugal.org ou 229 260 912/226 066 863.
Aconselhamento Jurídico na Delegação Norte da Alzheimer Portugal
A Delegação Norte da Alzheimer Portugal tem disponível serviço de aconselhamento jurídico.
O serviço funciona na última 6ª feira de cada mês (manhãs) com o Dr. Daniel Torres Gonçalves, mediante marcação prévia. Serviço exclusivo para associados da Alzheimer Portugal.
Todos os interessados neste serviço deverão fazer marcação prévia através dos seguintes contactos:
Telf: 229 260 912 | 226 066 863
E-mail: geral.norte@alzheimerportugal.org
Telf: 229 260 912 | 226 066 863
E-mail: geral.norte@alzheimerportugal.org
Delegação Norte da Alzheimer Portugal
Centro de Dia «Memória de Mim»
Rua do Farol Nascente nº 47A R/C
4455-301 Lavra
Reimagining Dementia Prevention and Care
No dia 9 de Março terá lugar na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Polo III, Sub1, Anf1, o Workshop "Reimagining Dementia Prevention and Care".
O objetivo deste workshop é informar e debater um dos desafios mais prementes no cuidado aos mais velhos – a demência. São tão importantes as estratégias de prevenção da demência, como as soluções para melhor cuidar em fase avançada de doença.
A entrada é livre.
Contará com a participação de parceiros internacionais do Projeto do EIT Health CARE Campus (Caregiving and Ageing Reimagined for Europe), que tem como objetivo melhorar os cuidados prestados aos mais velhos, aumentando o número de cuidadores formais (sobretudo entre os mais novos e pessoas desempregadas) e melhorando a qualidade dos cuidados prestados, através da definição de protocolos e de um programa de e-learning acessível e abrangente.
Programa:
14h00 - WELCOME
Duarte Nuno Vieira (tbc)
Dean of Faculty of Medicine, University of Coimbra
14h10 - PREVENTION OF DEMENTIA
Lefkos Middleton - Imperial College London
14h25 - CARE IN ADVANCED DEMENTIA
Bárbara Gomes - University of Coimbra
14h40 - ROUND TABLE
Moderator: João Malva - University of Coimbra
António Lindo Cunha - Pedro Nunes Institute
Carina Dantas - Cáritas
Fernando Regateiro - Coimbra University Hospital (tbc)
Isabel Santana - Coimbra University Hopital (tbc)
15h15 - CLOSING REMARKS
Catarina Resende de Oliveira
Director of Coimbra Academic Clinical Center
Ação de Informação “Doença de Alzheimer - Cuidar na Demência”
No próximo dia 7 de março, pelas 14h30, o Município do Peso da Régua, em parceria com o Programa Rede Social e a Alzheimer Portugal, promove a Ação de Informação subordinada ao tema “Doença de Alzheimer - Cuidar na Demência”, na sala polivalente do Auditório Municipal do Peso da Régua.
Esta formação está destinada a técnicos, aos cuidadores e a todo o público em geral.
As inscrições são gratuitas e obrigatórias, sendo que deverá submeter a sua inscrição até às 12h30 de dia 6 de março. Esta formação contempla um certificado de participação gratuito: https://goo.gl/forms/Y1jf77vUKyENmnfG3
Petição apela à promoção dos direitos das pessoas com capacidade diminuída
A Alzheimer Portugal apoia a petição que alerta para a necessidade de se alterar o regime jurídico das incapacidades, uma vez que o mesmo se apresenta obsoleto e pouco ou nada promotor dos direitos das pessoas com demências, patologias que se caracterizam pela perda gradual de capacidades.
2 meses após o lançamento da petição, conta com a 3270 assinaturas. No entanto, para que a voz do cidadão chegue ao Parlamento é fundamental chegar às 4 000 assinaturas.
Esta petição poderá ser subscrita em: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT87851
De acordo com José Carreira, Presidente da Alzheimer Portugal, “Há muito que reivindicamos uma legislação que consagre a promoção, a proteção, o pleno e igual gozo de todos os direitos humanos e as liberdades fundamentais por todas as pessoas com capacidade diminuída. Defendemos que as medidas de proteção jurídica deverão ser adequadas e proporcionais a cada situação. Defendemos igualmente que as pessoas, quando ainda no uso das suas faculdades mentais, devem ser informadas sobre os mecanismos legais que lhes permitam tomar decisões válidas e vinculativas para valerem em futura situação de incapacidade. Por estas razões apoiamos a Petição.”
Exercício protege cérebro de demência
A danificação da substância branca também foi relacionada com um declínio nas funções cerebrais que afetam a toma de decisões e processos de pensamento dos adultos que sofrem dos primeiros sintomas de perda de memória.
O estudo foi publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, e não é o primeiro que sugere que a prática de exercício físico pode ajudar a manter o cérebro saudável na velhice. Porém, enquanto investigações prévias questionaram os indivíduos acerca dos seus níveis de fitness, o novo estudo utilizou um teste que mede o nível cardiorespiratório, avaliando a forma física dos participantes.
Os investigadores mediram o V02 máximo – uma medida que testa a capacidade pulmonar e a quantidade de oxigénio que os pulmões utilizam durante a prática de desporto.
A equipa de cientistas também levou a avante vários testes capazes de avaliar a função executiva mental dos analisados, e que incluem processos automáticos de pensamento, refletindo a destreza mental dos indivíduos no dia a dia, desde a toma de decisões, à resolução de problemas ou ao planeamento de tarefas.
Os cientistas concluíram que adultos de idade mais avançada e que registaram maiores níveis de V02 máximo, ou seja, com maior capacidade cardiorespiratória, apresentavam menos deterioração de matéria branca. Fatores como a idade, sexo e índice de massa corporal foram levados em conta.
A matéria ou substância branca é composta por milhares de fibras nervosas, que funcionam como os “cabos de um computador” e que conectam várias partes do cérebro, explica o principal autor do projeto Rong Zhang, professor de neurologia na UT Southwestern’s O’Donnell Brain Institute, nos Estados Unidos.
“Se esses cabos se deterioram, também se deteriora a nossa capacidade de comunicação”, acrescenta.
Zhang afirma que o estudo conduzido foi demasiado pequeno para levar a conclusões definitivas, e que ainda não responde a perguntas acerca, por exemplo, dos tipos de exercício mais eficazes no combate à demência. Mais ainda, porque foi um estudo observacional, foi apenas capaz de demonstrar uma associação entre os níveis de fitness, a integridade da massa branca e a função executiva do cérebro – e não uma relação causa efeito.
Por esses motivos, a equipa está agora a proceder, e durante os próximos cinco anos, a novos testes clínicos que englobam um universo de 600 adultos idosos mais propensos, devido à genética ou outros fatores, a sofrerem de Alzheimer. A investigação que está a decorrer em seis universidades médicas nos EUA, pretende determinar se rotinas de exercício específicas, juntamente com medicação para reduzir a pressão arterial e o colesterol, podem reduzir então o risco de demência.
Fonte: NOTÍCIAS AO MINUTO
«Medidas de Intervenção junto dos Cuidadores Informais»
No próximo dia 23 de fevereiro de 2018, entre as 15h00 e as 17h30, a Comissão de Trabalho e Segurança Social procede à realização da Sessão de Debate Público sobre as “Medidas de Intervenção junto dos Cuidadores Informais”, no Centro de Acolhimento ao Cidadão da Assembleia da República.
A sessão de debate contará com a presença do Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e do Presidente da Comissão de Trabalho e Segurança Social, Deputado Feliciano Barreiras Duarte.
Consulte o programa aqui
Testemunho de António Barreiros Martins
ALZHEIMER: DOENÇA DOS APAGÕES
A ciência médica não tem conhecimentos muito assertivos sobre a doença de Alzheimer.
Uma médica de Coimbra, da neurologia dos HUC, que seguiu a minha mãe durante mais de 12 anos, sobre essa enfermidade cerebral, dizia que era um misto de senilidade e dessa outra forma de se rotular o problema.
Apesar dos avanços que se têm ouvido para tratar esta redutora incapacidade, o certo é que falta caminhar muito, porque o nosso cérebro, o motor de tudo, é um complexo emaranhado de circuitos.
Lidei, por a minha mãe ter sido vítima desta doença, com a presença de extensos momentos de apagões em mais de 12 anos. A lucidez, para além de momentânea - segundos - acontecia poucas vezes ao dia.
Olhava para ela e doía-me vê-la longe e só, tolhia-me a alma, derretia-me o coração, destruía-me os sentimentos e fazia-me arrepiar toda a minha estrutura de filho e de homem.
Não reconhecia ninguém, apenas os que nunca saíram do seu círculo da vida: o meu pai e eu. Éramos, como dizia a médica, dois faróis de reconhecimento de uma navegação envolta em nevoeiros, em esquecimentos, em obscuridade de recordações e em vida sem vida...
Se a retirássemos do seu habitat diário havia de estranhar. Ficava tensa. Nervosa. Parecia que amedrontada.
Estava, e quase sempre, a olhar para dentro, como costumava pensar quando vivi alguns anos com ela e, depois, vinha estar, também com ela, todos os fins-de-semana, apesar de estar longe.
Lembrava-me do que tinha sido. Do labor da sua profissão que exerceu com determinação, rigor e muito garbo. Da mãe exigente e forçando regras, mas com o maior carinho, afecto e amor que sabia transmitir. Da dedicação à família e aos amigos, principalmente aos meus. Do reconhecimento da acção dos outros. Da estima e respeito pelos mais deserdados e desaconchegados da vida. Do sorriso franco e rasgado. Da simpatia para todos. Do repartir o que de melhor tinha, até do seu interior de paz. E do melhor que possuía: partilhava tudo com todos, porque fora ensinada dessa maneira, porque o próximo era, para ela, o seu Deus.
Sentia, muitas vezes, que me queria deixar segredos, mas já não o sabia fazer. Pressentia, aqui e ali, que me queria dizer uma palavra de admiração e, no fundo, uma outra que me disse vezes sem conto: "filho, amo-te e adoro-te".
O que mais me custou, mas serviu de lição com uma enorme profundidade, foi ter de lhe começar a dar banho...
Foi tremendo. Derrotou-me. Quebrou-me todo. Estilhaçou-me. Mas aprendi que o pudor tem uma virtude imensa: ficamos a saber respeitar os outros, com mais fervor, especialmente o corpo de cada um, de uma forma mais absorvente e humana.
O Alzheimer de minha mãe, deixem-me que vos diga, foi uma prova de vida; foi um exemplo para mim; foi um pedaço da minha vida; foi um hino à sua libertação sobre o esforço, o sacrifício e o que penou para me dar caminho.
O Alzheimer de minha mãe foi uma dura etapa, mas robusteceu-me, heroicizou-me, herculelizou-me, atrelou-me mais compreensão e, apesar de tudo pelo que passei, acabou por ser uma despedida sofrida mas deu-me tempo para ter pensado em tudo que passei com ela.
Os doentes de Alzheimer precisam de amor, de palavras calmas, de gestos ternos e de muita compreensão.
Se não fiz mais, por ela, foi porque não consegui, algumas vezes; outras, porque não me deixaram...aproveitaram-se da doença para dividir, para maquiavelar, para me maltratar e para virarem familiares contra mim. A doença tem destas miudezas (des)humanas.
Bem-Hajas mãe por teres sido o que foste na saúde e na doença.
António Barreiros Martins
Fevereiro de 2018













