Voluntariado

Voluntariado

A Alzheimer Portugal precisa de voluntários para ajudar no trabalho que diariamente desenvolve, nas mais variadas áreas.

Apresentamos abaixo as principais necessidades de voluntariado atuais:

Centro de Dia "Prof. Doutor Carlos Garcia", Lisboa

- Realização de pequenas reparações elétricas; de canalização; pequenos arranjos de avarias.

- Apoio nas Atividades a realizar no Centro de Dia, tais como realização em conjunto de atividades manuais e de lazer e apoio ao serviço de almoço

Horário a definir com cada voluntário, de acordo com a sua disponibilidade

Candidaturas: filipa.gomes@alzheimerportugal.org

Casa do Alecrim, Alapraia, Estoril

- Apoio nos cuidados pessoais (alimentação/cuidados de imagem)

Horário: a definir com cada voluntário, de acordo com a sua disponibilidade. A
Casa do Alecrim funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana

- Companhia às Pessoas com Demência

Horário a definir com cada voluntário, de acordo com a sua disponibilidade. A Casa do Alecrim funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana.

- Apoio nas Atividades lúdicas e recreativas realizadas com os utentes do Centro de Dia

Horário a definir com cada voluntário, de acordo com a sua disponibilidade, tendo em consideração o horário de funcionamento do Centro de Dia: dias úteis, entre as 9h e as 17h.

- Acompanhamento nas saídas ao exterior com as Pessoas com Demência

Horário a definir com cada voluntário, de acordo com a sua disponibilidade, tendo em consideração o horário de funcionamento do Centro de Dia: dias úteis, entre as 9h e as 17h.

- Realização de atividades distintas com as Pessoas com Demência, de acordo com as aptidões do voluntário.

Horário a definir com cada voluntário, de acordo com a sua disponibilidade. A Casa do Alecrim funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Candidaturas: casadoalecrim@alzheimerportugal.org

Delegação Centro da Alzheimer Portugal, Pombal

Acompanhamento da atividade de Hidroterapia para Pessoas com Demência

Todas as segundas feiras, das 9.30 ao 12.30h

Apoio no serviço de almoço aos utentes do Centro de Dia

Dias úteis, das 12.30h às 13.30h

Candidaturas: geral.centro@alzheimerportugal.org

Café Memória, vários locais por todo o país

Informações e candidaturas em www.cafememoria.pt


Carta para a Participação Pública em Saúde vai ser discutida no parlamento

A petição para a discussão da Carta para a Participação Pública em Saúde na Assembleia da República superou hoje as 4.000 assinaturas, garantindo assim o debate deste documento que defende o envolvimento efetivo dos cidadãos nas decisões em saúde.
Elaborado por associações de pessoas com doença, a Carta para a Participação Pública em Saúde é subscrita por 90 organizações da sociedade civil e 32 individualidades, entre as quais os ex-ministros da Saúde António Correia de Campos e Ana Jorge, o "pai" do Serviço Nacional de Saúde (SNS) António Arnaut e a dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Guadalupe Simões.
De acordo com a petição, "para além do direito à participação, o contributo dos/as cidadãos/ãs, enquanto pessoas que vivem com doença, utentes dos serviços de saúde ou consumidores de cuidados de saúde, e das organizações que os/as representam é extremamente relevante e, por isso, indispensável".
"A experiência adquirida sobre a doença, os cuidados de saúde e as instituições de saúde, dão-lhes um conhecimento único, com o qual podem contribuir para a tomada de decisão em saúde", prossegue o documento.
Sofia Crisóstomo, do movimento "Mais participação, melhor saúde", disse à agência Lusa que o grande objetivo desta iniciativa é transformar a Carta numa iniciativa legislativa.
Na prática, explicou, os subscritores pretendem ver implementadas medidas, algumas das quais já previstas, como a participação dos utentes nos conselhos consultivos dos hospitais.
Lançada em 2016, a petição alcançou hoje as 4.000 assinaturas e vai ser, por isso, discutida na Assembleia da República.

Faça compras na Venda Solidária e ajude pessoas carenciadas com demências

Venda Solidária é o novo espaço, em Campo de Ourique, dedicado a angariar fundos para apoiar pessoas carenciadas com demências. A iniciativa é da Alzheimer Portugal, cujas verbas do projeto revertem a favor do Programa "Apoio na Incontinência", um projeto que oferece apoio aos associados para a obtenção de materiais para a incontinência, mediante uma candidatura.
É no número 112.º da Rua Tomás de Anunciação que pode apoiar esta causa. No espaço, inteiramente dinamizado por voluntários e fruto de ofertas de pessoas individuais e empresas, pode adquirir vários produtos, desde livros, artigos de decoração, bijuteria, artesanato e obras de arte.
 
O espaço estará aberto de segunda a sexta feira entre as 11h00 e as 17h00 e ao sábado entre as 11h00 e as 13h00.
 

Cuidadores: “Há dias muito maus, não era isto que tinha sonhado”

Anabela Lima não aguentou mais. Aos 58 anos, esta ex-proprietária de um café dos arredores de Lisboa não suportou mais estar em casa, a cuidar do marido, Valdemar Lima, que, desde finais de 2010, sofria de demência vascular cerebral, “uma variante de Alzheimer”, explica esta, hoje, sexagenária ao Delas.pt.
Foram cinco anos a tentar conciliar, primeiro, o café – do qual era dona – com os novos trabalhos de cuidadora. Mas já não dava! “Eu tinha de trabalhar e não podia fechar o café porque era dali que vinha o dinheiro. Levava o meu marido comigo, mas as pessoas nem sempre percebiam que ele estava diferente. Fui insultada duas vezes, por falta de informação e sensibilidade dos outros”, recorda.
Com o avançar da demência do companheiro de toda a vida e o cansaço, Anabela, que no lar da família fazia de enfermeira, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e dona de casa, teve de fechar o negócio e vender tudo. “Perdi imenso dinheiro, perdi tudo”, conta. As poupanças também já tinham ido.
Não restou outra solução que, em 2015, ir para dentro de portas cuidar de Valdemar. “Durante um ano, fui sustentada pelos meus filhos. Não estava preparada para isso. Sempre trabalhei, comecei cedo, e a falta do meu rendimento fez-me chorar muito porque nunca ninguém espera ou quer que sejam os filhos a ajudar, deve ser ao contrário, e isso custou-me muito”, recorda.
Em casa, o volume de tarefas era agora, nas palavras de Anabela, “uma coisa monstruosa”. “Estava completamente arrasada, só chorava, não tinha forças sequer para lhe dar banho, para o pôr no carro”, desabafa esta mulher, hoje com 60 anos. A solução? Colocar, em novembro de 2016, o marido, atualmente com 69 anos, numa unidade residencial dedicada a este tipo de demências”.
A luta também não foi simples. “Tudo o que via era escuro, sem gente qualificada. Foi difícil encontrar um sítio onde me parecesse que ele ficaria bem”, conta. Mas lá conseguiu.
Este ano de intervalo (com o marido numa unidade vocacionada) tem permitido a Anabela, que vive do subsídio de desemprego, conseguir “pôr-se um pouco de pé”. Valor que não chega e que esta mulher tenta conciliar com o que pode arranjar, pedindo, muitas vezes, ajuda aos filhos. E não passa um único dia sem estar com o companheiro, com quem está casada há 40 anos e com quem sempre teve “uma boa vida”.
“Todos o dias, às quatro da tarde, vou ter com ele até que adormeça. Sou eu que lhe dou a comida, que lhe faço a higiene oral, que passeio com ele – Valdemar está numa cadeira de rodas. Faço questão de ser eu! Uma vez por semana, faço terapia de grupo, que tem sido ótimo para mim. Tenho vivido como posso para continuar, esta situação é muito complicada”, refere Anabela.
Sem esperança que a lei mude…

Esta ex-gerente quer muito que a vida dos cuidadores informais – como ela foi durante tanto tempo – mude, tanto que é uma das principais subscritoras da petição que reivindica a criação do Estatuto do Cuidador, que deu entrada no Parlamento em 2016 e que só agora começa a ser discutida. “Não o faço apenas por mim até porque acho que o meu marido talvez já não vá beneficiar, mas é importante por todas as pessoas que estão sozinhas nesta situação, com mais de 60 anos e sem força. Faço-o também por mim, a pensar no futuro, espero ser tratada como deve ser”.
Porém, Anabela é contida nas esperanças políticas. “Sobre esta matéria, estou à espera de um milagre. Com tanto adiamento, duvido que vá para a frente este ano. Talvez para o ano, que há eleições, eles voltem a prometer o mesmo a milhares de pessoas. Muito sinceramente, duvido que seja rápido. Parar? Não vamos parar, mas estou dececionada”, vinca esta ex-gerente.
Ainda assim, acalenta o sonho de ver chegar algumas mudanças na lei. “Gostava que fosse criado um Estatuto de Cuidador que abrangesse todo o tipo de dependências e para todas as idades. Mas as minhas expectativas não são muito grandes. Há dinheiro para capitalizar bancos, mas não para isto”, desabafa.
Anabela Lima ambicionava ainda que “os anos dedicados a tratar dos familiares contassem para a reforma”, que “houvesse flexibilidade do horário laboral por forma a conseguir ir buscar os familiares aos centros de dia”, que “o acompanhamento hospitalar fosse revisto”. “Não nos deixam estar com o nosso parente nas urgências, mesmo quando eles não falam, quando não conseguem responder, se chamados. Eles não falam, não respondem…”
Entre outros pontos, esta desempregada gostava que se acabasse com a humilhação na Segurança Social, que disse ter sentido na pele e denunciou num programa de televisão. “A avaliação para a incapacidade também deveria ser revista. Eles não a dão aos utentes que ainda andam, mesmo quando os doentes, dementes, não sabem nada, estão desorientados”.
Para já, estes eram os pontos que esta mulher desejava ver a política a dar luz verde. Mas tem projetos a longo prazo: “Mais tarde, podiam dar a possibilidade às pessoas para escolherem se aceitavam o financiamento da segurança social, em média, de 900 euros, concedido a instituições ou se ficavam com o dinheiro e com o familiar em casa. Os utentes podiam e deviam ter essa escolha e esse valor já dava para contratar apoio domiciliário. Se há dinheiro para entregar a instituições, porque não pode ser atribuído a nós que cuidamos do nossos familiares?”
Hoje, Anabela conta com 580 euros de reforma do marido, dos quais 500 vão para o lar. “Os 80 que sobram não chegam para fraldas e cremes, e ainda faltam os medicamentos… No fim, já agora, nós comemos o quê depois disto? Com que dinheiro?”, inquire. E esta é a situação de milhares de portugueses que, sem rendimentos, assumem todas as responsabilidades a só e no silêncio.
Como tudo começou?

“Em finais de 2010, ele [o marido de Anabela] começou a isolar-se muito, a ter desinteresse pelas atividades que gostava de fazer. Ele era muito brincalhão, muito ativo, mas um dia percebi que algo estava diferente”, recorda. Tudo começou pelas toalhas da casa-de-banho. “Em casa, cada um usava as de uma determinada cor, e quando ele começou a não conseguir dar-me a toalha da cor que lhe pedia, pensava que ele estava a brincar. Em todo o caso, não disse mais nada, fiquei alerta e percebi depois que ele já não sabia as formas das caixas de Tupperware, não sabia fazer contas, faltavam-lhe letras quando escrevia…”
Tudo foi piorando com o tempo, o que é natural neste tipo de doenças. “Eu nunca me podia alhear um segundo que fosse. Era pior do que cuidar de um bebé. Uma vez distraí-me, uma coisa de segundos, e ele comeu sabonete. Felizmente, não foi nada de grave. Lavei logo a boca e não agravou mais. Chegou a comer uma courgette sem que eu desse por isso. Tudo o que apanhava levava à boca”, recorda Anabela.
Mas isto era apenas o lado mais exigente fisicamente destas tarefas. “Há depois o desgaste emocional, o ter de viver o dia-a-dia com uma pessoa que já não conhecemos, que não fala, não reconhece, que está perdido”, suspira. Porque, afinal, acrescenta, “há dias muito maus, não era isto que tinha, que tínhamos sonhado para a nossa vida – e nós éramos um casal muito unido -, não era isto que estava previsto ou desejado. Tudo foi desfeito e não há possibilidade de recuperar”.
Colocar Valdemar numa unidade residencial (Anabela rejeita a palavra lar) “foi a melhor coisa” que fez. Houve momentos de culpa, reconhece esta sexagenária, mas hoje sabe que o companheiro de vida “não poderia estar melhor”.
Por outro lado, a situação em casa estava no limite. Para lá das noites interrompidas seis e sete vezes, Anabela percebeu que estava a perder o controlo. “Dava-me conta que por vezes gritava quando ele não conseguia levantar o pé, por exemplo, E isso não podia ser. Quando ele foi, fiquei mais disponível para os miminhos que lhe dou todos os dias, e considero-me criadora na mesma”, sublinha.
“Há depois o desgaste emocional, o ter de viver o dia-a-dia com uma pessoa que já não conhecemos, que não fala, não reconhece, que está perdido”
Agora, Anabela “só pede a Deus” que lhe “dê saúde para trabalhar e bem-estar, conforto e tranquilidade” para Valdemar.
“Criminalizar abandono no hospital? Não é bem assim…”
Não é por aqui o caminho. Esta é a ideia desta cuidadora informal, que é contra a iniciativa de produzir uma lei que criminalize simplesmente quem deixa os idosos nos hospitais. Para esta mulher, que lida de perto com a demência desde há quase oito anos, é preciso ver os cinzentos de todas as realidades.
“Criminalizar o abandono no hospital? Não é bem assim. Há muita gente que precisa de cuidados e que em casa não os pode ter. Também conheço cuidadores que estavam no limite e que precisavam de descansar. Há desespero, muitas vezes”.
Apesar de, na lei, existir a possibilidade de pedir um período de repouso por parte de quem cuida, Anabela ri-se: “Isso não funciona assim de forma tão fácil. A pessoa pode pedir à Segurança Social, mas primeiro que haja vaga… Não é quando queremos, não é quando estamos cansados. Essa oportunidade acaba por chegar tempos depois e, por vezes, colocam o doente longe de casa” E exemplifica: “Tenho uma amiga que, em Lisboa, pediu esse benefício e colocaram a pessoa dependente em Fátima. Como é que ela ia gerir isto para estar todos os dias com ela? Não é nada simples…”
Fonte: DELAS.PT

Eleições para a Direção da Delegação Centro da Alzheimer Portugal

Eleições para a Direção da Delegação Centro da Alzheimer Portugal

Ao abrigo do Artigo 32º dos Estatutos da Associação, pela presente venho informar os estimados Sócios da Delegação Centro, que se irão realizar eleições para o quadriénio 2018/2022, no próximo dia sete de Abril, pelas onze horas, na Delegação Centro da Alzheimer Portugal, sita na Urb. Casal Galego, Rua Raul Testa Fortunato nº17,  3100-523 Pombal.
Aos Sócios que se queiram candidatar às eleições, agradecemos que enviem endereçada ao Presidente da Mesa de Assembleia, para a morada acima descrita, nos próximos dez dias úteis, a vossa representação, que integra um Presidente, um Tesoureiro e um Secretário. 
A lista ou as listas dos concorrentes serão posteriormente comunicadas aos sócios.
Os sócios poderão votar por correio, enviando em carta fechada e endereçada ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, para a morada acima mencionada.
Poderão também votar presencialmente e com procuração de outros sócios no local, na data e hora acima mencionadas. 
A Assembleia encerrará às doze horas e trinta minutos. 
Qualquer dúvida poderá ser esclarecida diretamente nas instalações da Delegação Centro da Alzheimer Portugal, ou pelo telefone 236 219 469.
Por delegação da Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Alzheimer Portugal, o 1º Secretário da Mesa
Eduardo Arbués Moreira  
Para mais informações e envio de listas:
Delegação Centro da Alzheimer Portugal
Urb. Casal Galego - Rua Raul Testa Fortunato nº 17, 3100-523 Pombal
Telefone: 236 219 469
E-mail: geral.centro@alzheimerportugal.org

Congresso Internacional de Demências 2018

Nos próximos dias 22 e 23 de fevereiro, entre as 09h00 e as 17h30, realiza-se o “Congresso Internacional de Demências 2018”, no Auditório da Casa de Saúde da Idanha. 
Organizado pela Unidade de Gerontopsiquiatria e Reabilitação Cognitiva da Casa de Saúde da Idanha Irmãs Hospitaleiras, o objetivo é que este congresso seja um fórum de atualização e reflexão sobre os principais temas no âmbito da Gerontopsiquiatria ao nível da clínica e terapêutica, bem como o aprofundamento das questões relativas aos cuidados e boas práticas.
A situação atual e os desafios futuros, particularmente aqueles que se colocam no nosso país serão um foco de atenção especial neste congresso. Desta forma, em destaque estão temas como “Demências: situação atual e desafios futuros”, “Demência: abordagens na deglutição comprometida”, “Enquadramento legal e direitos das pessoas com demência”. 
No final haverá oportunidade para apresentar e discutir o conhecimento científico mais atualizado sobre os tópicos mais importantes nesta área. 
A Casa de Saúde da Idanha que desde há longos anos tem desenvolvido com sucesso cuidados a pessoas com demência em Unidades de Internamento (curta, média e longa duração) e em consulta externa, aguarda e antecipadamente agradece a sua presença e participação ativa nos trabalhos deste Congresso. 
Para mais informações consulte o site www.congressointernacionaldemencias.pt ou a página de Facebook congressointernacionaldemencias/

Quem é incapacitado tem direito a escolher o seu tutor? A Justiça acha que não

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aquando das comemorações dos 50 anos do código civil na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (2016), afirmou que a longevidade dos tempos atuais traz outras formas de incapacidades, pelo que é urgente a reavaliação do Código Civil no domínio das incapacidades. Efetivamente, o atual regime de incapacidades, regulado pelos artigos 138º-156º do código civil (de 1966), considera que o inabilitando/interditando não tem capacidade para tomar decisões sobre a sua vida, sendo nomeado um curador/tutor que o substitua na gestão do seu património/vida.
Está cientificamente demonstrado que a incapacidade não se perde de um momento para o outro, ou seja, não se é totalmente capaz ou totalmente incapaz. Muitas das pessoas com anomalias psíquicas possuem as aptidões cognitivas necessárias para fazer escolhas e tomar decisões em relação a questões importantes das suas vidas.
A sustentar esta realidade surgiu a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CIDPD), ratificada por Portugal em 2009 (Resoluções nº 56 e nº 57 de 2009 da Assembleia da República e Decretos do Presidente da República nº71 e 72 de 2009) que consagra o pleno e igual gozo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais pelas pessoas com capacidade diminuída.
Verifica-se que existe consenso na sociedade civil acerca da necessidade em alterar o código civil quanto ao regime de incapacidades, tendo havido algumas iniciativas parlamentares para esse fim (PL 61/XIII), mas sem sucesso. Surpreendentemente, volvidos 9 anos após a ratificação de Portugal da CIDPD, nada foi feito em termos da alteração da legislação, mantendo-se em vigor o rígido código civil de 1966.
Mais surpreendentemente ainda é o facto do Centro de Estudos Judiciários, instituição responsável pela formação de magistrados, ter publicado vários documentos e promovido ações de formação no sentido de articular o direito interno com os instrumentos internacionais (designadamente a CIDPD) para a sensibilização das magistraturas e da comunidade jurídica em geral para promover uma interacção adequada com as pessoas com deficiência, defendendo o respeito pela vontade dessas pessoas. Apesar disso, os tribunais portugueses não acolhem a pessoa indicada pelo inabilitando/interditando para seu curador/tutor, conforme se pode ler em vários acórdãos dos tribunais da relação, disponíveis na Internet. Mais grave ainda, recentemente, a vontade antecipadamente expressa de um idoso sobre a escolha do seu tutor, proferida num momento antes da data fixada do início da interdição, diante de um notário e dois médicos, não foi acolhida pelo tribunal da relação, tendo sido a escolha do tutor baseada no art 143º do código civil, que estabelece a ordem de nomeação do tutor, sem considerar a vontade ou a preferência do visado, o que constitui uma clara violação dos seus direitos fundamentais.
Mas há mais situações preocupantes relacionadas com a aplicação do atual código civil em processos de interdição/inabilitação. Um senhor com um ligeiro défice cognitivo foi alvo de um processo de inabilitação por parte do seu filho mais velho, que tinha por objetivo o controlo da empresa e do património do seu pai. Esse filho sabia que, independentemente da vontade do seu pai, o tribunal o nomearia curador do pai, dando-lhe o controlo da vida e dos bens paternos. Mesmo que tal controlo contrariasse a vontade do pai.
É a lei que temos, cega e violadora dos direitos fundamentais, vontades e preferência dos cidadãos mais fragilizados, e que, inacreditavelmente, se mantém em pleno século XXI, num Estado-Membro da União Europeia, 9 anos depois de Portugal ter ratificado a CIDPD.
Urge alterar esta lei violadora dos direitos básicos dos cidadãos com capacidade diminuída. Está a circular uma petição que solicita legislação que consagre o pleno e igual gozo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais pelas pessoas com capacidade diminuída.
Neste momento tem 2560 assinaturas. Com 4000 assinaturas este assunto será discutido no plenário da Assembleia da República, esperando-se que, finalmente e tardiamente, a legislação seja alterada, em obediência ao disposto na CIDPD.
Afinal, Portugal é ou não um Estado de Direito?
Teresa Silva (primeira signatária da petição)
Maria do Rosário Zincke dos Reis (sétima signatária da petição)
Fonte: VISÃO 

Um livro e uma carta de amor sobre um doente de Alzheimer

Raul Minh'alma, autor do bestseller «Larga quem não te agarra», um livro com mais de 35 mil exemplares vendidos, 12 edições e com edição no Brasil, apresenta a sua nova obra: «Todos os Dias São Para Sempre »
«Não deixes nunca de viver o que quer que seja só porque sabes que vai acabar. Tudo é para ser vivido, mesmo aquilo que sabemos que vai acabar em breve. Principalmente isso. Pois tudo nos ensina, tudo nos faz crescer, tudo nos acrescenta, nem que seja experiência. E se mais nada podemos levar, pelo menos o ensinamento ninguém nos tira. Por isso vive. Tudo. Até ao fim.»
Se há livro capaz de te fazer acreditar mais em ti, no futuro e no amor, é este. Pois além de saber muito bem quem és, sabe ainda quem queres e podes ser. Não te vai dizer apenas aquilo que gostas, mas também aquilo que precisas de ouvir. É um livro que quer ser como um amigo para ti. Dar-te a mão quando te desequilibrares, levantar-te quando caíres e limpar-te as lágrimas quando chorares.

António Jesus apresenta livro «A casa de Olinda»

«A Casa de Olinda», da autoria do professor António Jesus, teve a sua apresentação pública no dia 1 de Fevereiro, no Auditório Padre Mário Casagrande na Escola da APEL, Funchal.
O Professor e Escritor é o actual Presidente do Conselho de Administração da Associação Promotora do Ensino Livre (A.P.E.L.) sendo também autor do livro de poesia ‘Vivendo o Poente’ (2014) e do romance ‘Que Escondes Tu, Oríon?’ (2015).


Este novo trabalho, que se debruça sobre a temática do Alzheimer, foi apresentado por Ricardo Jardim, professor de Literatura, Latim e Grego, na Escola da APEL, num evento aberto ao público em geral.


Sinopse da obra


“Como consequência da erupção do vulcão dos Capelinhos, José e os pais emigram para os Estados Unidos. Em New Bedford conhece Olinda, filha de emigrantes madeirenses, com quem vem a casar. A morte violenta do filho mais velho faz Olinda entrar numa depressão profunda que conduz ao Alzheimer. Esta doença marca José tão profundamente que o leva a alterar toda a sua vida.”




Conselho de Ministros aprova proposta de lei sobre adulto acompanhado

O governo aprovou a 8 de fevereiro, em Conselho de Ministros, uma Proposta de Lei que vem substituir o actual regime jurídico das incapacidades (processos de interdição e de inabilitação) previsto no Código Civil.
Como principais características deste novo regime destacam-se as seguintes:
1. Desaparecem as figuras da interdição e da inabilitação e passa a existir a figura do "Acompanhamento" - "O maior impossibilitado, por razões de saúde ou pelo seu comportamento, de exercer plena, pessoal conscientemente os seus direitos ou de, nos mesmos termos, cumprir os seus deveres, beneficia medidas de acompanhamento previstas neste Código.";
2. O acompanhamento pode ser requerido pelo próprio;
3. O acompanhante pode ser designado pelo acompanhado;
4. Podem ser designados vários acompanhantes com diferentes funções, especificando-se os papéis e com observância dos números anteriores;
5. O acompanhamento limita-se ao necessário, prevendo-se diversos regimes:
a) Exercício das responsabilidades parentais ou dos meios de as suprir, conforme as circunstâncias;
b) Representação geral ou representação especial, com enumeração dos atos para que seja necessária;
c) Administração total ou parcial de bens;
d) Autorização prévia para a prática de determinados atos;
e) Intervenções de outro tipo, devidamente explicitadas.
6. O exercício, pelo acompanhado, de direitos pessoais e a prática de negócios da vida corrente são livres, salvo disposição da lei ou decisão judicial em contrário. E consideram-se pessoais, entre outros, os direitos de casar ou de constituir situações de união, de procriar, de ou de adotar, de cuidar e de educar os filhos ou os adotados, de escolher profissão ou modo vida, de se deslocar no País ou no estrangeiro, de fixar domicílio e residência, de estabelecer com quem entender e de testar.
7. A revisão, pelo Tribunal das medidas de acompanhamento em vigor , no mínimo, de cinco em cinco anos.
Esta Proposta de Lei preconiza medidas que estão em sintonia com aquilo que a Alzheimer Portugal tem vindo a reivindicar, constituindo por isso um grande sinal de esperança.
Neste mesmo sentido apoiamos a Petição que "Solicita  legislação que consagre a promoção, a protecção, o pleno e igual gozo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com capacidade diminuída" - Por uma iniciativa legislativa que proceda à revisão do regime jurídico das incapacidades das pessoas maiores regulada nos Artigos 138º a 156º do Código Civil (inabilitação e interdição), que consagre a promoção, a protecção, o pleno e igual gozo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com capacidade diminuída e promova o respeito pela sua dignidade, em obediência ao disposto na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência:  https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT87851
A Alzheimer Portugal quer acreditar que a vontade política aliada à vontade dos cidadãos consigam, com brevidade, criar nova legislação que efectivamente promova os Direitos Fundamentais das Pessoas mais vulneráveis.



Mais informações:


Projetos Cofinanciados pelo INR em 2017

O INR aprovou o cofinanciamento dos três projetos da Alzheimer Portugal, sendo que os resultados finais obtidos foram:

Projeto “Informar e Apoiar Mais”

O Projeto Informar e Apoiar Mais, consiste num serviço base de atendimento telefónico nacional com atendimentos presenciais e consultas de apoio psicológico, entre outros. Trata-se de um serviço inovador que procura dar uma resposta imediata aos pedidos de informação de todos os que contactem esta linha, incluindo as próprias pessoas com Demência. Pretendeu-se inovar neste projeto através do alargamento a atendimentos e consultas presenciais de apoio psicológico na crise num setting terapêutico adequado. 
O projeto Informar e Apoiar Mais teve um forte impacto para as pessoas com Demência ao nível da prestação de cuidados de forma mais adequada, pois teve em conta a especificidade de cada situação. 
Em 2017 o projeto abrangeu 2859 pessoas, sendo que 64% foram atendidas telefonicamente, 11,6% presencialmente, 24,2% via e-mail e 0,1% por carta. Metade da população abrangida (50%) foram filhos de pessoas com demência, seguido dos esposos (14,4%), distribuindo-se os restantes entre familiares, pessoal técnico e os próprios doentes.
Da população abrangida, 20,8% efetuou vários pedidos no mesmo contacto, 7,2% pretendia apoio psicológico,   7,6 % pretendiam contactos médicos e 6,8 queriam saber como lidar com a pessoa com demência.
Por outro lado, 28,2% pretendia saber quais os serviços da Alzheimer Portugal, 13,5% queria informações diversas e os restantes dividiram-se maioritariamente entre pedidos de contactos médicos, informações de apoios sociais e informações sobre sintomatologia, entre outros. No que concerne às diligências efetuadas, 46,1%  receberam informações diversas, 15,6% beneficiaram de diversos apoios em paralelo (ex. apoio psicológico e psicossocial), 8,2% beneficiaram de intervenção na crise e 7,3% foram encaminhados para o gabinete de apoio psicossocial. Os restantes foram encaminhados para diferentes serviços.
Apesar de ser uma linha de apoio nacional, 2,8% dos atendimentos foram realizados a pessoas residentes em outros países.

Projeto “Memo e Kelembra nas Escolas”

Com este projeto realizam-se sessões de dramatização/leitura/apresentação do livro bilingue “O Pequeno Elefante Memo”, em escolas a nível nacional do 1º, 2º, 3º ciclos e secundário, com a participação de alunos e professores. São abordados temas ligados à área das demências, como o que são as demências e a importância do relacionamento intergeracional.
Em 2017 foram realizadas sessões em 59 escolas públicas e privadas em 14 distritos de Portugal Continental: Aveiro (1), Beja (1), Braga (6), Castelo Branco (1), Coimbra (1), Faro (3), Guarda (2), Leiria (2), Lisboa (12), Porto (14), Santarém (1), Setúbal (11), Viana do Castelo (1), Viseu (3), num total de 7508 participantes. 
Estas crianças demonstraram especial interesse nas sessões de dramatização e inclusive, algumas delas, colocaram questões, havendo mesmo alguns casos em que as crianças decidiram partilhar a sua experiência de viver com familiares com demência. 
Estas partilhas enriqueceram as sessões e fizeram com que os alunos ficassem mais focados e centrados na importância do tema abordado.

Projeto “Promoção da qualidade de vida das pessoas com demência e suas famílias”

Este projeto, de âmbito nacional, promove a melhoria da qualidade de vida e autonomia das pessoas com Demência e o alívio da sobrecarga do cuidador através de atividades de promoção e integração sócio cultural, entre outras, que serão organizadas de acordo com as capacidades, aptidões e interesses de cada utente e seus cuidadores familiares.
Foram realizadas atividades de vários âmbitos, tais como: 
SEDE - Lisboa
Atelier de Cognição: 26 sessões /102 participações
Estimulação cognitiva individual: 108 sessões /108 participações
Grupo de memória: 88 sessões /305 participações
Terapia de Orientação para a Realidade: 198 sessões /1460 participações 
Estimulação sensorial: 19 sessões /19 participações 
Atividades religiosas: 17 sessões /28 participações 
Passeios e jardins: 121 sessões /833 participações 
Intergeracional: 16 sessões /400 participações 
Grupo de Arte Terapia: 21 sessões /47 participações 
Sessões individuais de Musicoterapia: 86 sessões /53 participações 
Grupo Musicoterapia: 141 sessões /98 participações 
Atelier de música: 178 sessões /306 participações 
Atelier de filmes: 74 sessões /392 participações 
Atelier de culinária: 23 sessões /124 participações 
Atelier de jardinagem: 27 sessões /168 participações 
Atelier expressivo: 49 sessões /233 participações 
Aniversários e outras celebrações: 9 sessões /68 participações
Grupo de movimento: 223 sessões /772 participações 
Grupo de psicomotricidade: 211 sessões /477 participações 
Sessões individuais de Fisioterapia: 594 sessões /594 participações 
Hidroterapia: 11 sessões /12 participações 
Atividade de relaxamento: 15 sessões /73 participações 
Atelier andando pela memória:27 sessões /78 participações 
Jogos de mesa e de psicomotricidade: 199 sessões /1323 participações 
GAM para cuidadores: 12 sessões /49 participações 
Grupo de Estratégias e Competências para cuidadores: 8 sessões /39 participações 
Fisioterapia- avaliações de admissão: 8
Fisioterapia – reavaliações: 30
Neuropsicologia – avaliações de admissão: 24
Neuropsicologia – atendimento a cuidadores: 49
Enfermagem – avaliações de admissão: 8
Enfermagem- reavaliações: 27
Atendimento pedagógico aos cuidadores: 452
Grupos de Suporte (Sede): 12 sessões / 70 participantes / 72 participantes
Gabinete de Atendimento PsicoSocial
Atendimentos Presenciais: 53
Atendimentos telefónicos: 814
Contactos por E-mail: 520
Contactos por correio: 879
Encaminhamentos Internos: 143
Núcleo Ribatejo
Estimulação Cognitiva Individual: 212
Avaliações e reavaliações multidisciplinares: 12
Apoio Psicossocial e psicopedagógico aos cuidadores (Serviço Social): 327
Atendimentos Sociais: 1313
Apoio Psicossocial e psicopedagógico aos cuidadores (Psicologia): 65
Triagem e encaminhamentos de solicitações sociais: 197
Delegação Norte
Atelier de Cognição: 65 sessões / 13 participantes
Estimulação cognitiva individual: 192 sessões /11 participantes
Terapia de Orientação para a Realidade: 240 sessões /13 participantes
Estimulação multissensorial: 150 sessões / 13 participantes
Cuidados de imagem: 120 sessões /8 participantes
Passeios e visitas: 5 sessões /8 participantes
Atividades lúdicas: 96 sessões / 11 participantes
Atelier de música: 68 sessões /13 participantes
Atelier de filmes: 48 sessões / 11 participantes
Atelier de culinária: 5 sessões / 5 participantes
Atelier expressivo: 152 sessões / 9 participantes
Grupo de movimento: 144 sessões /13 participantes
Comemorações de aniversário: 13 sessões /13 participantes
Delegação Centro
” Eu Sou no Museu”: 5 Sessões / 9 participantes
Classes de Movimento: 133 sessões / 18 participantes
Memórias e Recantos: 3 sessões / 6 participantes
Grupo de Estimulação Cognitiva: 176 sessões / 18 participantes
Terapia Ocupacional em Grupo: 281 sessões / 18 participantes
GAM: 9 sessões / 10 participantes
Hidroterapia: 81 sessões / 11 participantes

Novos Workshops para Cuidadores no Funchal

Workshops e Ações de Formação na Madeira

A Delegação da Madeira promove no mês de fevereiro de 2018, 2 workshops destinados a cuidadores familiares de pessoas com demência.

Os Workshops e Ações de Formação na Madeira decorrem na Delegação da Madeira da Alzheimer Portugal, no Funchal. 
Conheça aqui a calendarização completa.

Workshops para Cuidadores Familiares de Pessoas com Demência

"Lidar com a Pessoa com Demência: Alimentação"

20 de fevereiro de 2018  |  18h - 21h
"Doença de Alzheimer e outras Demências"

28 de fevereiro de 2018  |  18h - 21h
Para mais informações contacte a Delegação da Madeira da Alzheimer Portugal:

Avenida do Colégio Militar, Complexo Habitacional da Nazaré, Cave do Bloco 21 - Sala E, 9000-135 Funchal
Telefone: 291 772 021
E-mail: geral.madeira@alzheimerportugal.org


Bill Gates revela que o pai sofre de doença de Alzheimer

Em novembro, Bill Gates investiu $100 milhões de dólares da sua fortuna de $94 biliões para pesquisas inovadoras e não convencionais com a esperança de que novos medicamentos sejam desenvolvidos nos próximos 10 a 15 anos. Agora revelou que o pai, que teve uma mão em grandes negócios, incluindo a compra da Starbucks pela Howard Schultz, foi sua motivação para fazê-lo.
Esta manhã, Gates disse que está otimista de que, com os recursos certos, uma cura e medicamentos preventivos serão descobertos para combater a doença de que 5,5 milhões de americanos sofrem.
Numa entrevista a Mary Shriver, da NBC, cujo pai morreu da doença, Gates disse: "Eu tenho um pai profundamente afetado por essa doença. Somente ao resolver problemas como este, podemos tomar esses custos médicos e a tragédia humana e realmente conseguir aqueles sob controle ".
Gates acrescentou que o diagnóstico do pai o levou a preocupar-se com seu próprio cérebro e como este poderá ficar "intacto o maior tempo possível".
Da sua doação de $100 milhões, $50 milhões irão para a Dementia Discovery Fund, uma organização que reúne a indústria e o governo para financiar pesquisas inovadoras sobre demência.
Os restantes $50 milhões serão destinados a um registro nacional de pacientes para acelerar o recrutamento para ensaios clínicos e para um banco de dados de pesquisa internacional, que ajudará os cientistas a compartilhar dados e a colaborar uns com os outros.
Ambas as doações são investimentos pessoais, separados da Fundação Filantrópica Bill e Melinda Gates da Gates.
"Mais e mais pessoas estão a ser diagnosticadas com a doença de Alzheimer, e é trágico", disse ele.
Em 2017, os americanos gastaram $259 bilhões para cuidar das pessoas com a doença de Alzheimer e outras demências.
A demência, da qual a doença de Alzheimer é a forma mais comum, afeta cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo e espera-se que afete mais de 131 milhões até 2050, de acordo com a Alzheimer's Disease International.
Apesar de décadas de pesquisa científica, não há tratamento que possa retardar a progressão da doença. Os medicamentos atuais não podem fazer mais do que aliviar alguns dos sintomas.
O filantropo, cujo foco habitual é sobre doenças infeciosas em países mais pobres, evitou divulgar o diagnóstico do pai quando anunciou sua doação em novembro.
"Eu sei o quanto é horrível assistir à luta das pessoas que amam, pois a doença rouba-lhes a capacidade mental... Parece que a pessoa que conhecia está a morrer gradualmente", disse num post do blog quando falou sobre os investimentos em demência.
E acrescentou: "Alguns dos homens da minha família sofreram com a doença de Alzheimer, mas eu não diria que esse é o único motivo [para esse investimento]".
Através da conversa com especialistas no campo, no ano passado, Gates disse que identificou cinco áreas de necessidade: entender melhor como a doença de Alzheimer se desenrola, detetando e diagnosticando-a mais cedo, procurando abordagens múltiplas para tentar parar a doença, tornando mais fácil para as pessoas a participação nos ensaios clínicos de potenciais novos medicamentos e usar melhor os dados.
"Os meus antecedentes na Microsoft dizem-me que uma contribuição direcionada por dados pode ser uma área, na qual eu posso ajudar a agregar algum valor. Isso tornaria mais fácil para os investigadores a procura de padrões e a identificação de novas vias de tratamento, acrescentou Gates.
Gates afirma que: “Realmente acredito que, se orquestramos os recursos certos, é resolutivo".

Número de idosos com quatro ou mais doenças vai duplicar nos próximos anos

A investigação conduzida pelo Instituto do Envelhecimento da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, estima que o número de idosos com quatro ou mais doenças duplique até 2035.
O estudo refere que um terço será diagnosticado com demência, depressão ou incapacidade cognitiva. "É o resultado do crescimento da população com 85 anos de idade e mais", justifica Carol Jagger, principal autora do estudo.
"Mais preocupante é o facto de o nosso modelo demonstrar que os futuros idosos-jovens, com 65 a 74 anos de idade, serão mais propensos a terem duas ou três mais doenças do que no passado. Isto deve-se à maior prevalência de obesidade e de inatividade física que constituem fatores de risco para múltiplas doenças", acrescenta a investigadora.
Segundo os investigadores, dois terços do aumento da esperança de vida, que se prevê ser de 3,6 anos para os homens e 2,9 anos para as mulheres, serão vividos com quatro ou mais doenças.
Por outro lado, nos próximos 20 anos, os diagnósticos de cancro aumentarão em 179,4% e de diabetes em 118,1%.

Teste ao sangue deteta proteína tóxica da doença de Alzheimer

Investigadores do Japão e da Austrália anunciaram que fizeram progressos importantes no desenvolvimento de uma análise ao sangue que poderá, no futuro, ajudar os médicos a detetar quem vai sofrer da doença de Alzheimer.
No estudo publicado esta quinta-feira na revista Nature, os cientistas referem que o teste, que consegue detetar uma proteína tóxica conhecida como beta-amilóide, ligada à doença de Alzheimer, registou mais de 90% de precisão na investigação que envolveu cerca de 370 pessoas. Apesar dos bons resultados, os cientistas avisam que é preciso fazer mais investigação até chegar a um teste de diagnóstico capaz de detetar precocemente a doença de Alzheimer com um teste de sangue.
Mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas por demência, sendo a doença de Alzheimer a sua forma mais comum. De acordo com a organização Alzheimer’s Disease International, em 2050 o número de pessoas com demências quase triplicará, chegando aos 131,5 milhões, e a maioria terá Alzheimer.
Atualmente, os médicos usam técnicas de imagiologia cerebral, desde a tomografia axial computadorizada (TAC) à tomografia por emissão de positrões (PET), ou outros testes invasivos como punções para analisar o líquido cefalorraquidiano, para perceber se os doentes têm uma acumulação de beta-amilóide no cérebro. No entanto, além de invasivos, esses testes são caros e podem só mostrar resultados quando a doença já começou a progredir.
Apesar de décadas de investigação científica, ainda não há tratamento que possa retardar a progressão da doença de Alzheimer. Os fármacos atuais não conseguem fazer mais do que aliviar alguns dos sintomas. Ter um exame de sangue simples e de baixo custo poderia tornar mais fácil para as empresas farmacêuticas encontrar as pessoas em risco de desenvolver Alzheimer para testar potenciais novos medicamentos de combate à doença, afirma Katsuhiko Yanagisawa, investigador no Centro Nacional Japonês de Geriatria e Gerontologia, que co-liderou o estudo publicado na Nature.
Sabendo-se que a doença de Alzheimer pode instalar-se e começar a desenvolver-se anos antes de surgirem os primeiros sintomas de perda de memória, os especialistas acreditam que a capacidade de detetar precocemente e com precisão qualquer sinal desta doença pode ser importante para encontrar um tratamento eficaz.
“Temos de andar antes de correr. Precisamos de conseguir diagnosticar a doença antes ainda de ser possível observar um efeito de uma intervenção terapêutica. E é daqui que virá o real valor deste teste”, afirma Colin Masters, professor na Universidade de Melbourne (Austrália) que co-liderou a investigação. O estudo envolveu 252 doentes australianos e 121 japoneses com idades compreendidas entre 60 e 90 anos.
A procura de biomarcadores no sangue para detectar precocemente a doença de Alzheimer dura há vários anos, com sucessivas notícias de progressos, mas ainda nenhum teste se tornou uma realidade na prática clínica. Alguns especialistas nesta área, que não participaram no estudo publicado agora na Nature, reconhecem que os resultados relatados no artigo científico representam um passo importante, mas avisam que é preciso fazer mais estudos.
“Se puder ser replicado num maior número de pessoas, este teste dará uma visão sobre as mudanças que ocorrem no cérebro e que se relacionam com a doença de Alzheimer”, disse Mark Dallas, especialista em Neurociências Celulares e Mna Universidade de Reading, na Grã-Bretanha.
Já Abdul Hye, do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociências do King’s College de Londres, sublinhou que o teste ainda está longe de poder ser usado na prática clínica. “A abordagem para a obtenção dos resultados ainda é muito complicada na sua forma atual, por isso a metodologia não é prática para usar num cenário clínico”, afirmou.
John Hardy, professor de Neurociências no University College de Londres, considerou, por sua vez, que este estudo “poderá vir a ter um impacto muito positivo na precisão do diagnóstico”. 

Venda Solidária Alzheimer Portugal

Venda Solidária

Lisboa  |  Campo de Ourique
Rua Tomás da Anunciação, 112A, Lisboa

De 2ª a 6 ª das 11h às 17h  
Sábado das 11h às 13h
A Venda Solidária da Alzheimer Portugal está localizada no número 112A da Rua Tomás da Anunciação, em Campo de Ourique
As verbas angariadas revertem a favor do Programa «Apoio na Incontinência», um projeto que oferece apoio aos associados para a obtenção de materiais para a incontinência, mediante uma candidatura.
São vários os produtos que poderá encontrar na Venda Solidária, desde bijutaria, artigos de decoração, artesanato ou obras de arte.
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