Adiar a idade de reforma previne o Alzheimer

Uma nova pesquisa do Inserm, Instituto Francês de Saúde e Pesquisa Médica, concluiu que os trabalhadores que adiam a entrada na idade de reforma, apresentam um risco menor de desenvolver a Doença de Alzheimer e outras formas similares de demência.

O estudo pesquisou as fichas médicas de 500 mil franceses reformados, sobretudo de trabalhadores independentes retirados da atividade profissional há mais de 12 anos (a média de idades rondava os 74 anos). Descobriu que 2,65% tinham desenvolvido uma forma de demência. Mas a pesquisa do Inserm concluiu também que esse risco diminuí­a para aqueles que se mantinham profissionalmente ativos até mais tarde.

"Quem se retira do trabalho aos 65 anos tem um risco 15% menor de vir a sofrer de Alzheimer do que alguém que se reforma aos 60", diz à edição francesa do Huffington Post a diretora do departamento de epidemiologia do Instituto de Saúde Pública, Epidemiologia e Desenvolvimento, em Bordéus, Carole Dufouil.

Poderão este e outros estudos similares funcionar como argumento para legitimar as políticas que defendem o aumento da idade de reformar? A verdade é que o trabalho não é a única forma de prevenir a doença de Alzheimer. O importante, sublinham os investigadores mundiais nesta área, é manter uma atividade mental regular. Estudos anteriores concluí­ram que os idosos que leem e escrevem regularmente também apresentam um risco menor de vir a sofrer destas doenças, tal como aqueles que mantêm uma vida social dinâmica. Escrever um romance, ler um bom livro e falar com os seus melhores amigos, pode ser tão eficaz como trabalhar até aos 70 ou mais.

Em França, os trabalhadores com 60 anos podem reformar-se, desde que tenham mais de 40 anos de descontos feitos para a Segurança Social.

Fonte: Activa


Passeio da Memória 2013: Lembre-se de si

21 de Setembro de 2013
09h30 | Pombal
15h00 | Ilha Terceira, Praia da Vitória
22 de Setembro de 2013 | 09h30
Oeiras, Matosinhos, Beja, Vila do Bispo e Funchal.

A 21 e 22 de Setembro de 2013, terá lugar a terceira edição do Passeio da Memória. A 21 de Setembro em Pombal e Ilha Terceira, a 22 de Setembro em Oeiras, Matosinhos, Funchal e Vila do Bispo.

Em 2011, centenas de pessoas caminharam 6km naquele que foi o primeiro Passeio da Memória em Portugal, que teve lugar em Oeiras.

Em 2012, a Alzheimer Portugal alargou o Passeio da Memória a mais três cidades e Coimbra, Funchal, Matosinhos e Oeiras foram palco do Passeio da Memória 2012.

Este ano, o Passeio da Memória volta a ter lugar e, desta vez, em sete pontos do país.

O Passeio da Memória tem como objetivos informar e consciencializar para a importância de reduzir o risco de desenvolver demência, para os sinais de alerta da Doença de Alzheimer e, sobretudo, para a importância do diagnóstico atempado.

Estas medidas/cuidados irão permitir a prescrição de medicação que alivia os sintomas e retarda a progressão da doença, irão possibilitar a intervenção não farmacológica, no sentido da promoção e manutenção das capacidades da pessoa com Demência, através da ocupação e do envolvimento social e, deste modo, permitir o aumento do seu bem-estar e qualidade de vida, assim como a dos seus cuidadores.

Junte a família e amigos. Venha caminhar, conviver e apoiar a Alzheimer Portugal. Contamos consigo!

Inscrições

2,00€ por participante
Inscreva-se aqui.

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Situação Social dos Doentes de Alzheimer | Um Estudo Exploratório

Situação Social dos Doentes de Alzheimer | Um Estudo Exploratório

O Instituto da Segurança Social, I.P., com a colaboração da Alzheimer Portugal, levou a efeito um estudo com dois objetivos específicos: caracterizar a situação social das pessoas com Doença de Alzheimer e analisar o impacto social da doença nos familiares cuidadores.

Os resultados desse estudo, efetuado pelas investigadoras daquele Instituto - Dra. Ana Gil e Dra. Ângela Mendes -foram agora publicados em livro sob o patrocínio da Fundação Montepio Geral.

Descarregue aqui o "Situação Social dos Doentes de Alzheimer ? Um Estudo Exploratório".


Cura de Alzheimer cada vez mais perto

Estudo publicado na revista "Nature"

Um tratamento que reverte a doença de Alzheimer poderá estar já disponível no espaço de cinco anos, segundo um estudo conduzido por um grupo de investigadores canadianos.

São cada vez mais as pessoas de meia e de terceira idade a sofrerem com esta doença degenerativa cerebral, causando uma enorme angústia às famílias e pessoas próximas, que cuidam de doentes e que acabam por deixar de reconhecer os rostos familiares desses entes queridos.

Liderada por Andres Lozano, a equipa de investigadores da Universidade de Toronto, Canadá, recorreu a uma técnica de estimulação cerebral profunda, enviando impulsos elétricos para o cérebro dos pacientes. O tratamento foi ao aplicado em seis pacientes, que tinham sido diagnosticados com a doença há pelo menos um ano.

Nos pacientes com Alzheimer, o hipocampo é uma das primeiras regiões a encolher e revela os primeiros sintomas da doença: perda de memória e desorientação.

Os pacientes foram submetidos a impulsos elétricos no cérebro (130 vezes por segundo) através da implantação de elétrodos, colocados junto do fórnix, um aglomerado de neurónios que envia sinais para o hipocampo.

Vários exames efetuados ao cérebro demonstraram que o lobo temporal, onde se encontra o hipocampo, absorve muito menos glicose do que o normal. Isso promove o mau funcionamento e consequente deterioração do mesmo.

Um ano depois de terem recebido os impulsos elétricos não foram registados quaisquer sinais da doença de Alzheimer, ou até mesmo de regresso da mesma, nos seis pacientes que participaram no estudo. Em dois dos pacientes a deterioração da área do cérebro associada à memória tinha deixado de encolher, tendo até voltado a crescer. Nos outros quatro pacientes, o processo de deterioração desta região do cérebro tinha parado por completo. A redução da absorção da glicose já não se verificava e o lobo temporal tinha voltado a funcionar normalmente.

Apesar destes resultados, a equipa considera que os mesmos não podem ser encarados como definitivos. Assim, os investigadores que integram a equipa de Andres Lozano estão a realizar novos testes com um grupo maior, que engloba 50 doentes de Alzheimer.

A equipa de Andres Lozano encontra-se simultaneamente a desenvolver uma vacina para a Alzheimer, em parceria com investigadores americanos e britânicos, que poderia não só travar o progresso da doença como reparar os danos causados pela mesma. Esta poderá ser administrada também a familiares dos doentes que possam vir a contrair Alzheimer. Estudos preliminares parecem demonstrar que esta vacina não apresentará riscos nem efeitos adversos, encontrando-se a mesma já em fase de ensaios clínicos no Reino Unido.

Fonte: Alert Online


Preços do testamento vital variam dos 12 a 200 euros consoante os notários

Cerca de cem testamentos vitais foram elaborados desde que a lei entrou em vigor, há um ano, pelos quais estão a ser cobrados valores que podem oscilar entre os 12 e 200 euros, consoante o notário.
Sobre esta disparidade de preços para obter o mesmo documento, o presidente da Associação Portuguesa de Bioética disse à Lusa que os valores mais elevados podem ser "impeditivos".

Para Rui Nunes, isso será resolvido com o Registo Nacional de Testamento Vital (RENTEV), pelo qual o Ministério da Saúde nada cobrará aos utentes e que já deveria estar em vigor.

A criação do RENTEV - que vai receber as informações relativas ao testamento vital dos cidadãos residentes em Portugal - estava prevista na lei que estabeleceu o testamento vital e que deveria ter sido regulamentada até fevereiro.

Rui Nunes, que participou na "task force" criada junto da Direção Geral da Saúde (DGS) sobre o testamento vital, disse não compreender o atraso, uma vez que em outubro do ano passado "estavam feitas todas as diligências para o registo avançar em janeiro" de 2013.

O testamento vital, que define as diretivas antecipadas de vontade em matéria de cuidados de saúde, exige a intervenção de um notário, mas esta pode ir desde o reconhecimento de uma assinatura até a um maior apoio e aconselhamento destes profissionais.

Apesar de os documentos terem o mesmo valor jurídico e legal, o preço cobrado é muito diferente, como constatou a Lusa junto de alguns notários.

O Cartório Notarial de Catarina Ferreira, por exemplo, garante a elaboração de um testamento vital por 12 euros (mais IVA), que é o valor do reconhecimento da assinatura da pessoa que desta maneira quer registar as diretivas antecipadas de vontade, disse à Lusa uma funcionária.

O valor sobe para "mais de 100 euros" se o testamento vital for elaborado no Cartório Notarial de Lisboa de Eduardo Marques Fernandes.

Maria José Soares, funcionária notarial neste cartório, disse à Lusa que o valor cobrado por este documento é o mesmo dos outros testamentos.

Igual interpretação tem o Cartório Notarial de Lisboa de Raquel Salgueiro Palma Dorotêa, segundo a funcionária Maria Jesus Diogo.

Neste notário cobra-se 180 euros pela elaboração do documento, mas têm sido poucos a solicitá-lo.

"As pessoas não sabem o que pedir", disse.

A Lusa consultou ainda preços em mais uma dezena de cartórios em todo o país e em todos eles os valores cobrados por um testamento vital eram superiores a cem euros, atingindo alguns os 200 euros.

Confrontado com esta disparidade de preços, o bastonário da Ordem dos Notários considerou-a "normal", por se referir a "serviços diferentes".

"Uma coisa é o reconhecimento de uma assinatura e outra é uma consulta jurídica que pode demorar tempo e outro tipo de trabalho do notário e deve, por isso, implicar um valor superior", adiantou.

Segundo José Maria Rodrigues, terão sido feitos até hoje pouco mais do que cem testamentos vitais, o que é "muito pouco".

O bastonário reconhece que algumas pessoas não sabem bem o que pedir e defende, por isso, que os preponentes consultem o seu médico para saber o que vão pedir que fique em documento.

Uma ideia corroborada pelo bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, para quem "os cidadãos devem consultar o seu médico de família para que este os ajude a redigir o documento".

Apesar de estar em vigor, a lei do testamento vital ainda não foi regulamentada, o que deveria ter acontecido em fevereiro, tendo o secretário de Estado e Adjunto da Saúde anunciado recentemente que a regulamentação está pronta.

Fernando Leal da Costa disse ainda que o RENTEV está prestes a avançar.

Questionado sobre a disparidade de preços que estão a ser cobrados os testamentos vitais, Fernando Leal da Costa disse desconhecer esta situação.

Através do testamento vital um cidadão pode manifestar "antecipadamente a sua vontade consciente, livre e esclarecida, no que concerne aos cuidados de saúde que deseja receber, ou não deseja receber, no caso de, por qualquer razão, se encontrar incapaz de expressar a sua vontade pessoal e autonomamente", segundo a legislação.

Fonte: RTP


Testamento vital ainda sem registo nacional um ano depois da publicação da lei

Um ano depois da publicação da lei que permite o chamado testamento vital ainda não é possível registar no sistema a vontade de cada doente sobre os cuidados de saúde que pretende receber antes de morrer. Em causa está a aplicação informática que vai permitir o registo num sistema nacional e que ainda não está disponível.

O diretor-geral da Saúde explica à Antena1 que a demora se deve à complexidade do mecanismo informático que vai sustentar a base de dados sobre o fim de vida dos cidadãos. Francisco George espera que a fase experimental comece dentro de três a quatro meses.

Fonte: RTP


Investigação em Doenças Neurodegenerativas: divulgação e implementação da agenda estratégica da JPND

A Fundação para a Ciência e Tecnologia organizou no dia 11 de Julho de 2013, no Teatro Thalia em Lisboa, a 2ª Reunião Informal para apresentação do que está a ser feito e perspectivas futuras, a nível europeu e nacional, no âmbito da JPND (Joint Programming Initiative on Neurodegeneration).

A JPND é uma iniciativa europeia, inovadora, colaborativa, criada para enfrentar os crescentes desafios colocados pelas doenças neurodegenerativas. O seu objetivo é aumentar o impacto da investigação, harmonizando e elaborando programas, procurando formas mais eficazes de dirigir esforços conjuntos na área da investigação no sentido da melhoria da prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados.

A sessão de abertura contou com a presença e participação do Dr. Paulo Pereira da FCT, da Secretária de Estado da Ciência, Dra. Leonor Pereira e do Secretário de Estado da Saúde, Dr. Leal da Costa. Este último referiu que, na perspetiva do Ministério da Saúde, importa ter presente as três vertentes que se devem articular: investigação, solidariedade e segurança social e a saúde. E nesta, há que apostar no diagnóstico precoce, no desenvolvimento de cuidados especializados para as demências e numa rede de cuidados continuados adaptados para as pessoas com demência.

A «European Innovation Partnership and Healthy Ageing?, o projeto SHARE-AHA (Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe), o projeto AAL - Ambient Assisted Living, do Ageing@Coimbra, foram algumas das iniciativas apresentadas.

Houve espaço para o Plano Nacional para as Demências, tema que coube ao Dr. António Leuschner, por parte do Ministério da Saúde, e também à Alzheimer Portugal, representada por Maria do Rosário Zincke dos Reis, que realçou a importância do reconhecimento desta associação como parceira na criação e implementação do Plano. Referiu ainda os eixos fundamentais que este deve conter: Melhoria da qualidade de vida (prestação de cuidados específicos), Investigação e Direitos, com grande aposta nos cuidados no domicílio e na formação de familiares e cuidadores.

Foi ainda apresentado, pela sua coordenadora, Dra. Catarina Alvarez, o projeto Cuidar Melhor e Café Memória.

A tarde foi dedicada à apresentação de trabalhos de investigação em curso em Portugal, com o apoio da JPND, nomeadamente o «BIOMARKAPD?, do qual fazem parte o Professor Alexandre de Mendonça e a Professora Catarina Oliveira, ambos da Comissão Científica da Alzheimer Portugal.

A Alzheimer Portugal saúda esta iniciativa da FCT e regozija-se com o facto de, manifestamente, o paradigma estar a mudar: não importa apenas a investigação, e não importa apenas a investigação clínica e básica mas também a que incide sobre os aspetos sociais; o trabalho em parceria não existe apenas entre investigadores mas também entre estes e os decisores políticos e os destinatários últimos do seu trabalho - as pessoas doentes e os seus cuidadores. Na verdade, a educação e a formação destes, incluem-se, com destaque, entre as atividades de capacitação previstas na Estratégia de Investigação. Por fim, a comunicação e a divulgação do trabalho em curso e dos seus resultados, entre todos os parceiros, é outra grande aposta da Estratégia


Alguns conselhos sobre a Doença de Alzheimer

"Alguns conselhos sobre a Doença de Alzheimer"

A Associada da Alzheimer Portugal, Drª Ângela Valença, Neurologista, e o Dr. Joaquim Sérgio, Médico Ortopedista, fizeram a tradução e adaptação de vários folhetos informativos sobre a Doença de Alzheimer, originais da Associação de Alzheimer dos E.U.A. e cuja compilação resultou na publicação do livro: "Alguns conselhos sobre a Doença de Alzheimer"

Descarregue aqui a publicação.


Dieta mediterrânica pode ajudar a uma boa memória

A dieta mediterrânica com peixe, saladas e azeite e pobre em gorduras saturadas da carne e dos laticínios pode reduzir o risco de desenvolvimento de problemas de memória, indica um estudo publicado na revista Neurology.

"Dado não existirem tratamentos específicos para a maioria das doenças relacionadas com a demência, as atividades modificáveis, como a dieta, que podem atrasar o aparecimento do início dos sintomas, são muito importantes", disse o neurologista Georgios Tsivoulis, da Universidade de Alabama, em Birmingham, e da Universidade de Atenas (Grécia).

O estudo, o maior realizado até agora sobre a dieta mediterrânica, analisou informação sobre a alimentação de 17.478 pessoas com uma média de 64 anos.

Em pessoas saudáveis, os que seguiam regularmente uma dieta do tipo mediterrânico tinham menos 19 por cento de probabilidades de desenvolver problemas ao nível do pensamento e das capacidades da memória do que os que não se alimentavam desse modo.

"No entanto, a dieta é apenas um dos aspetos do estilo de vida que podem desempenhar um papel no funcionamento mental numa idade avançada", referiu Tsivoulis, adiantando ser "igualmente importante fazer exercício, evitar a obesidade, não fumar e tomar medicação para doenças como a diabetes e a hipertensão".

Fonte: Jornal de Notícias


Vida moderna está a provocar demência mais cedo que o habitual

Os estilos de vida modernos estão a fazer com que a demência se desenvolva mais cedo do que nunca. Os especialistas descobriram que cada vez mais pessoas estão a sofrer de perda de saúde mental por culpa dos equipamentos electrónicos, produtos químicos e poluição aérea.

O estudo conduzido pela Universidade de Bournemouth, em Inglaterra, descobriu que as mortes associadas a doenças neurológicas em pessoas abaixo dos 74 anos aumentaram em todos os 16 países abrangidos pela análise.

Colin Pritchard, que liderou a investigação, disse: «O aumento não pode ser genético, porque o período é muito curto?. Assim, as principais razões apontadas para o recorde histórico são a tecnologia, os aditivos alimentares e a poluição.

Os Estados Unidos estão no topo da lista dos países ocidentais com maior aumento de todas as mortes por causa neurológica, entre 1979 e 2010. O Reino Unido registou o quarto maior aumento, de acordo com as estatísticas da Organização Mundial de Saúde, com a mortalidade nos homens a subir até 32% e nas mulheres 48% - o que representa um aumento de 4.500 para 6.500 mortes.

Neste cenário, há uma «epidemia oculta? de mortes em adultos com 74 anos, em especial no Reino Unido, de acordo com o estudo publicado no Public Health Journal.

O total de mortes neurológicas em homens e mulheres aumentou significativamente nos 16 países, o que contrasta com as reduções no número de mortes por outras causas. Este tipo de mortes entre as mulheres, em especial, cresceu mais rapidamente na maioria dos países.

Segundo Pritchard, estas estatísticas são sobre «pessoas e famílias reais e precisamos reconhecer que há uma «epidemia? que é claramente influenciada pelas mudanças ambientais e sociais?.

Fonte: Greensavers
 


Grande Prémio Bial é hoje entregue no Porto a investigador canadiano

O Grande Prémio BIAL de Medicina/2012, no valor de 200 mil euros, é hoje entregue no Porto, na presença do Presidente da República, a um investigador canadiano cujo trabalho abre novos caminhos no diagnóstico e tratamento das doenças neurodegenerativas.

A investigação liderada por Peter St. George-Hyslop estabeleceu a base para um diagnóstico precoce e para estratégias clinicamente viáveis para estas doenças, atualmente incuráveis, como o Alzheimer.

Em declarações à Lusa, o presidente do júri dos Prémios Bial/2012 e diretor do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), António Sousa Pereira, disse que "a decisão foi unânime", referindo tratar-se de um investigador com "um trabalho sólido e imenso na área das doenças neurodegenerativas".

"Foi uma surpresa ver alguém com um currículo daquele calibre a concorrer. O seu trabalho representa um abrir de portas à compreensão de doenças que vão ser cada vez mais frequentes com o envelhecimento da população", considerou.

Peter St George-Hyslop explica que "a investigação conduzida nas últimas décadas forneceu estratégias muito promissoras para novas terapias".

"Temos esperança de que se conseguirmos travar o processo de desenvolvimento destas doenças numa fase muito inicial, mesmo antes do aparecimento dos sintomas, será possível controlar e tratar a doença de Alzheimer", sublinha o investigador.

Professor de Neurologia, diretor do Centro para a Investigação de Doenças Neurodegenerativas da Universidade de Toronto e docente de Neurociências Experimentais na Universidade de Cambridge, Peter St. George-Hyslop conta com extenso trabalho de pesquisa em torno da compreensão das causas e dos mecanismos moleculares que conduzem àquele tipo de doenças, tais como Alzheimer, Parkinson e Demência Fronto-Temporal.

Na cerimónia será também entregue o Prémio BIAL de Medicina Clínica 2012, no valor de 100 mil euros, que foi atribuído ao investigador José Cunha-Vaz, presidente da Associação para a Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem, pelo seu trabalho "Retinopatia Diabética: novas perspetivas para um tratamento personalizado".

O trabalho agora distinguido apresenta dados relevantes para o diagnóstico precoce e melhor caracterização das fases iniciais da Retinopatia Diabética, complicação ocular mais grave associada à diabetes mellitus. Esta investigação abre novas portas para a prevenção e terapêutica personalizada dos casos de perda de visão associada à Diabetes.

A edição Prémio BIAL 2012 atribuiu ainda duas Menções Honrosas a dois trabalhos de investigação distintos, da autoria de Manel Esteller, diretor do Programa de Epigenética e Biologia do Cancro do Instituto de Investigações Biomédicas de Bellvitge, em Barcelona, e a Pedro Medina, da Universidade de Granada. Em comum, apresentam o facto de se centrarem nos fatores genéticos associados ao cancro.

Desde a sua criação em 1984, o Prémio BIAL já analisou 580 obras candidatas e mobilizou 1315 investigadores, médicos e cientistas. Em quinze edições, distinguiu 231 autores, 91 obras premiadas, e distribuiu gratuitamente pela classe médica e científica 35 obras premiadas, num total de mais de 300.000 exemplares.

Considerado um dos prémios de investigação científica de maior prestígio a nível mundial na área da Saúde, a edição Prémio BIAL 2012 recebeu 62 candidaturas, 44 provenientes de Portugal e 18 de equipas de investigação internacionais (Espanha, Brasil, Itália, Alemanha, Canadá, Grécia e República Dominicana).

A cerimónia de entrega dos prémios vai realizar-se no ICBAS, no Porto, a partir das 14:30.

Fonte: RTP


Doença de Alzheimer: molécula detém perda de memória

Um fármaco experimental, que tem por alvo uma enzima presente no cérebro, mostrou ser promissor na prevenção da perda de memória precoce associada à doença de Alzheimer, dá conta um estudo publicado na revista «PLOS ONE?.

Nos doentes com doença de Alzheimer as alterações cerebrais tendem a ocorrer 10 a 15 anos antes dos problemas de memória graves começarem realmente a manifestar-se. «Esta classe de fármacos pode ser benéfica quando as células nervosas começam a ser afetadas?, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Linda Van Eldik.

Os investigadores da Columbia University Medical Center e da University of Kentucky, nos EUA, constataram que a nova molécula, a MW108, reduz a atividade de uma enzima que se encontra sobreativada na doença de Alzheimer. A enzima em causa, a p38MAPK, danifica a comunicação entre as células neuronais, que comunicam entre si através de estruturas denominadas por sinapses. A ativação excessiva da p38MAPK danifica as sinapses e altera o normal funcionamento dos neurónios, o que consequentemente afeta a sua comunicação.

A p38MAPK está também presente nas células da glia, que desempenham um papel importante na saúde cerebral e que representam cerca de 90% das células do cérebro. Estas controlam a força e a duração dos sinais entre as sinapses. A excessiva ativação da p38MAPK nas células da glia impede a sua função de suporte e pode resultar na produção de moléculas neurotóxicas que danificam as sinapses.

Através de estudos realizados em ratinhos, os investigadores verificaram que a administração da MW108 protegia o cérebro destes animais de duas formas distintas mas que se complementavam. Através da inibição da p38MAPK, a inflamação das células da glia e a interrupção das mensagens neuronais era impedida. Assim, a administração deste fármaco resultou num sinal mais robusto entre os neurónios e numa comunicação mais ampla, protegendo assim a formação de memória.

?Estes resultados fornecem uma nova esperança para o desenvolvimento de fármacos contra um alvo importante no cérebro. Estes também fornecem uma estratégia promissora para a identificação de pequenas moléculas capazes de tratar a doença de Alzheimer e outras doenças neurológicas?, revelou, em comunicado de imprensa, um outro autor do estudo, Roderick Corriveau.

Fonte: Alert Online


Musicoterapia na Casa do Alecrim

A Alzheimer Portugal faz parte, desde 27 de junho de 2013, da Plataforma de Qualificação dos Centros de Dia da Câmara Municipal de Cascais.

A adesão a esta Plataforma representa uma enorme mais-valia para a Casa do Alecrim, com efeitos imediatos no seu funcionamento e desenvolvimento, tendo em conta a Natureza do acordo:

« 1. O Acordo em causa assenta num modelo de organização de base local, o partenariado, que pressupõe uma parceria com contratualização múltipla, entre a Câmara Municipal de Cascais e diversas entidades em torno de uma visão estratégica para os Centros de Dia do Concelho.

2. Nesta parceria contratual cada parceiro conserva a sua especificidade, concorda e disponibiliza-se para realizar os projetos e as ações em conjunto.

3. A Plataforma para a Qualificação dos Centros de Dia é um processo de construção, em parceria, de uma resposta social "Centro de Dia", que se traduzirá num serviço mais qualificado para os munícipes que beneficiam.»

Na sequência deste acordo, a Casa do Alecrim candidatou-se às linhas de financiamento da Plataforma, tendo sido aprovados diversos apoios financeiros entre os quais um apoio que viabiliza um projeto de musicoterapia para os nossos clientes.

Assim, de 5 de Julho até ao final de 2013, decorrerão na Casa do Alecrim sessões de musicoterapia individuais e em grupo, duas vezes por semana.

A Associação Canadiana de Musicoterapia define musicoterapia como sendo a utilização da música e/ou de seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), por um musicoterapeuta qualificado, num processo sistematizado de forma a promover manter e restaurar a saúde mental, física e espiritual. Refere igualmente que a música facilita a comunicação, o relacionamento, a aprendizagem, a mobilização, a expressão e organização de processos psíquicos de um ou mais indivíduos para que eles recuperem as suas funções, desenvolvam o seu potencial e adquiram melhor qualidade de vida.

A música atinge todos os indivíduos, independentemente da sua origem, faixa etária e dificuldades cognitivas. A intervenção através da música, reveste-se de redobrada importância quando pensamos que as Pessoas com demência têm dificuldades de compreensão da linguagem verbal o que, muitas vezes, contribui para que desistam de se expressar e se isolem do mundo exterior. Através da música pretende-se favorecer a orientação na realidade destas pessoas e a capacidade de interacção com os outros, contribuindo assim para moderar a progressão do processo neuro degenerativo em curso.

A Casa do Alecrim agradece à CMC a possibilidade que nos deu de podermos avançar com este projeto!


Brasil junta-se a ensaio de medicamento para prevenir Alzheimer

O Hospital de Clínicas, vinculado a Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Brasil, está a seleccionar, até ao final do ano, voluntários para uma pesquisa relacionada com a doença de Alzheimer que, segundo dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), atinge 6% dos brasileiros com mais de 60 anos.

Segundo noticiado pela rede Globo, o estudo pretende testar a eficácia de um fármaco para evitar o aparecimento da doença. A pesquisa tem sede em Inglaterra e também recruta voluntários países até que se chegue ao número pretendido de 700 pacientes.

A causa do Alzheimer é desconhecida, assim como a cura. Também designada como a doença da demência, a enfermidade é neurodegenerativa e provoca perda das funções intelectuais, afectando a capacidade do doente de se relacionar com outras pessoas. Um dos sintomas mais conhecidos é a perda da memória. Nos casos mais avançados, o doente esquece, por exemplo, que acabou de realizar uma refeição. O quadro pode agravar-se ao ponto de o doente perder capacidade de compreensão e de comunicar. A pessoa fica cada vez mais dependente de terceiros.

Actualmente, existem quatro medicamentos utilizados em doentes diagnosticados com Alzheimer. Nenhum deles, no entanto, reverte o quadro clínico. São fármacos que controlam a doença, fazendo com que ela evolua mais lentamente.

Diante do envelhecimento da população, a doença torna-se ainda mais assustadora, uma vez que o número de doente deve aumentar. De acordo com a coordenadora da pesquisa no HC, a médica neurologista Viviane Zetola, estima-se que aqueles que nasceram nos anos 2000 irão viver até os 104 anos. «Por um lado é bom, devido à longevidade. Por outro lado, as doenças demenciais vão crescer muito?, comentou.

É neste cenário que a pesquisa pretende interferir, por isso, selecciona homens e mulheres entre 50 e 85 anos que apresentam alguma pré-disposição para o desenvolvimento do Alzheimer. Zetola explica que a pesquisa tem como alvo pessoas que, por exemplo, têm histórico positivo da doença na família e esquecimentos relativamente leves, que não prejudicam a produtividade no ambiente de trabalho ou interferem no convívio social.

O fármaco em testes é subcutâneo e com dose mensal. A injecção será aplicada durante quatro anos aos voluntários, sempre com acompanhamento da equipa, formada por médicos, psicólogos, enfermeiros e estudantes de Medicina. O nome da substância activa e como ela age no organismo são mantidos em sigilo. Segundo Zetola, não há efeitos secundários.

Apesar de a pesquisa poder trazer um bem inestimado para a humanidade, está difícil conseguir voluntários. As inscrições foram abertas em Janeiro e até à semana passada havia apenas três voluntários. O baixo número não é consequência de desinteresse, foram 140 inscritos e mais 160 estão na fila para realizarem os exames iniciais.

O que se percebe é que, por ser uma pesquisa científica, a selecção é criteriosa para que se consiga o mesmo perfil entre os voluntários. «É o critério extremamente rigoroso que faz com tenhamos uma selecção de pacientes iguais, seja em Londres, seja no Canadá, nos EUA, no Brasil. Vamos ter o mesmo tipo de paciente para poder dizer, daqui cinco anos, que, com a medicação, realmente conseguimos retardar ou fazer com que não aparecesse o Alzheimer?, explicou a médica.

Fonte: Diário Digital


Ensaio de medicamento contra Alzheimer parado devido a cortes de financiamento

Em Espanha, o promissor Tideglusib devia ter entrado na fase III do ensaio clínico no final de 2012.

O Conselho Superior de Investigações Científicas espanhol (CSIC) informou ontem em conferência de imprensa que, devido a cortes de financiamento, não pode levar a cabo a fase III do ensaio clínico de um fármaco contra a doença de Alzheimer.

Este medicamento (Tideglusib), que em modelos animais conseguiu aumentar a capacidade de aprendizagem, travar a morte neuronal e diminuir a inflamação cerebral, fica agora na gaveta.

Segundo Ana Martínez Gil, do Instituto de Química Médica do CSIC, o fármaco superou as fases I e II, tendo sido testado, com segurança, em 350 pacientes com Alzheimer. Durante estes testes, começaram a aparecer «leves sinais da sua eficácia?, diz.

Agora, a equipa de investigação está parada. «É necessário avançar com um ensaio clínico. Precisamos que sejam recrutados 1500 pacientes de vários países para comprovar a eficácia do fármaco em humanos?. Este ensaio devia ter arrancado em finais do ano passado.

A investigadora, que não especificou a quantidade de dinheiro necessário para a realização de um ensaio com estas características, indicou que o CSIC está em conversações com a administração, sendo que são os laboratório farmacêuticos que têm de financiar as fases III e IV (as duas últimas) dos ensaios clínicos. «Chega a um momento em que necessitamos de uma companhia farmacêutica ou de um novo modelo de companhia?, declara.

?No entanto, se houvesse vontade dos neurologistas dos hospitais públicos espanhóis e das administrações autónomas, este ensaio podia avançar pelo menos em Espanha?, afirma. Caso a sua eficácia ficasse provada, o medicamento podia entrar no mercado dentro de três anos e meio.

Os resultados do ensaio prévio do fármaco foram publicado em 2009 na revista «Neurobiology of Aging».

Fonte: Ciência Hoje


Projeto Café memória chega a Portugal

"Café memória" é um projeto de sucesso noutros países que chega agora a Portugal. Trata-se de um espaço que abre as portas uma vez por mês para reunir pessoas com problemas de memória ou demência, os familiares e os cuidadores.