Clonagem deixa mais perto medicina à medida do doente
Cientistas da universidade norte-americana de Oregon conseguiram pela primeira vez criar células estaminais embrionárias humanas à medida de cada dador.
A ideia, dizem os cientistas, não é clonar seres humanos, mas disponibilizar uma técnica que no futuro possa ser utilizada na medicina personalizada, por exemplo, para a produção de órgãos para transplante eliminando o problema da rejeição. Ou para tratar doenças neurodegenerativas, como a de Alzheimer ou Parkinson, hoje sem cura. O passo dado por investigadores norte-americanos, que conseguiram criar por clonagem células estaminais embrionárias humanas geneticamente idênticas ao dador da célula original, vai nesse sentido.
A investigação foi realizada por uma equipa da Universidade de Oregon, coordenada por Shoukhrat Mitalipov, que já em 2007 tinha conseguido produzir células estaminais embrionárias a partir de células de pele em macacos.
"As células estaminais que obtivemos com esta técnica [de transferência nuclear, a mesma usada para criar a ovelha Dolly], demonstram ter capacidade para se diferenciarem, tal como as células estaminais embrionárias normais, em diferentes tipos de células: nervosas, hepáticas e cardíacas", explicou o coordenador do trabalho publicado na revista Cell.
A técnica utilizada pela equipa do Oregon é uma afinação da que foi usada pelos criadores da ovelha Dolly, em 1996. A equipa de Shoukhrat Mitalipov utilizou células de pele de um bebé de oito meses, retirou-lhes o núcleo com o ADN e introduziu essa informação em ovócitos de uma dadora, previamente esvaziados da sua própria informação genética. As células foram depois induzidas a tornar-se embriões e desenvolveram-se até à fase de blastócito, com 150 células (ver gráfico).
Este trabalho culmina uma caminhada marcada por anúncios idênticos nunca comprovados. O mais famoso foi o caso do sul-coreano Woo Sulk Hwang que publicou em 2004 e 2005, na Science, resultados que apontavam para a clonagem de células estaminais embrionárias idênticas às células dos dadores, mas em 2006 descobriu-se que tinha forjado os dados.
As células estaminais embrionárias são uma espécie de Graal para a medicina do futuro. Elas têm a capacidade de se diferenciar em todos os tipos de células que constituem os tecidos do organismo e, sendo geneticamente idênticas às do dador (o doente) eliminam o problema da rejeição no caso de um transplante e abrem uma nova porta na medicina regenerativa. Mas esta investigação tem gerado grande polémica e é contestada pelos que consideram antiética a utilização de embriões.
Isso levou, aliás, vários grupos a estudar outros métodos que permitissem produzir células estaminais com propriedades idênticas, sem necessidade de recorrer a embriões, o que foi conseguido em 2008. Mas estas células estaminais induzidas por reprogramação parecem sujeitas a grande número de mutações.
Fonte: Diário de Notícias
Pessoas com cancro da pele são menos propensas a desenvolver Alzheimer
Pessoas que têm cancro da pele podem ser menos propensas a desenvolver a doença de Alzheimer, de acordo com uma investigação realizada no Albert Einstein College of Medicine, nos EUA, avança o portal Isaúde.
A ligação, no entanto, não se aplica ao melanoma, um tipo menos comum, mas mais agressivo de cancro da pele.
O estudo envolveu 1102 pessoas com uma idade média de 79 anos que não tinham demência no início do estudo. Os participantes foram acompanhados por uma média de 3,7 anos.
No início do estudo, 109 pessoas relataram ter tido cancro da pele no passado. Durante o estudo, 32 pessoas desenvolveram cancro da pele e 126 pessoas desenvolveram demência, incluindo 100 com Alzheimer.
As pessoas que tiveram cancro da pele eram quase 80% menos prováveis de desenvolver a doença de Alzheimer do que as pessoas que não têm cancro da pele. Das 141 pessoas com cancro da pele, dois desenvolveram a doença de Alzheimer.
A relação não foi observada com outros tipos de demência, como a demência vascular.
Segundo o autor do estudo Richard B. Lipton, a razão para este possível efeito protector do cancro da pele ainda não é conhecida. "Uma possível explicação poderia ser a actividade física. A actividade física é conhecida para proteger contra a demência, e actividades ao ar livre podem aumentar a exposição à radiação UV, o que aumenta o risco de cancro da pele", afirma.
A equipa sugere que factores biológicos específicos, incluindo factores genéticos, provavelmente também desempenham um papel, já que a actividade física não reduz o risco de doença de Alzheimer na medida encontrada na relação entre o cancro da pele e a doença.
Lipton ressalta que os resultados não significam que as pessoas devem parar de tomar medidas para evitar o cancro da pele. "As pessoas devem continuar a usar protector solar, evitar o sol ao meio-dia e usar roupas para proteger a sua pele. A esperança é que esses resultados nos ajudem a aprender mais sobre como a doença de Alzheimer se desenvolve, para que possamos criar melhores métodos e tratamentos preventivos", conclui.
Fonte: Portal de Oncologia Português
Peritos vão estudar necessidades das pessoas com demência em Portugal
A primeira reunião de trabalho destes cerca de 40 especialistas está hoje a decorrer em Lisboa
Especialistas em saúde mental vão fazer um estudo de caraterização das necessidades das pessoas com demência em Portugal, ao mesmo tempo que avançam com um plano de intervenção para este problema «grave em termos de saúde pública?.
O psiquiatra Álvaro Carvalho, coordenador do Programa Nacional de Saúde Mental, adiantou à agência Lusa que, para avançar, o orçamento do estudo está a aguardar por autorização do Ministério das Finanças.
A avaliação, que deverá custar cerca de 80 mil euros, será realizada pela Direção-Geral da Saúde e pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e vai começar por caraterizar as necessidades das pessoas com demências na zona Norte do país, esperando conseguir resultados num prazo de seis a nove meses.
Contudo, o psiquiatra admitiu que, caso haja financiamento, pretende-se que o estudo seja estendido depois a todo o território continental.
?As demências são um problema grave em termos de saúde pública e particularmente em Portugal, onde temos a população a envelhecer de um modo dramático. E as demências são um problema que afeta sobretudo as pessoas mais idosas, sendo o tipo mais comum a doença de Alzheimer?, disse Álvaro de Carvalho.
Segundo o especialista, o crescimento das demências levou a que a maioria dos países começasse a adotar políticas na área social e da saúde para «minorar as consequências? destas doenças, que se estendem quase sempre às famílias e aos cuidadores.
Em 2005 já tinha sido criado um grupo de trabalho que fez um levantamento dos problemas de saúde mental dos idosos, mas cujo trabalho acabou por ser abandonado.
Agora, a Direção-Geral da Saúde (DGS) decidiu dar os primeiros passos para estruturar um plano de intervenção na área das demências, integrando vários peritos: psiquiatras, neurologistas, médicos de família, investigadores, autarquias e Segurança Social.
A primeira reunião de trabalho destes cerca de 40 especialistas está hoje a decorrer em Lisboa e na terça-feira será publicamente apresentado o projeto de estruturação do plano na área das demências.
O diagnóstico e o anúncio da doença, o papel do médico de família, as alterações de comportamento nas várias fases da doença e os pacientes com menos de 60 anos são algumas das questões a debater pelo grupo de trabalho que hoje está reunido neste seminário.
A coordenação científica ficou a cargo do cardiologista e especialista francês Joël Ménard, antigo diretor-geral de Saúde em França e presidente do Conselho Científico Internacional da Fundação para a Doença de Alzheimer.
Fonte: I Online
Cerca de 160 mil portugueses podem sofrer de demência
Cerca de 160 mil portugueses devem sofrer de demência, que afeta sobretudo pessoas a partir dos 60 anos, sendo a doença de Alzheimer a mais frequente, segundo estimativas hoje apresentadas pelo coordenador do Programa Nacional de Saúde Mental.
No final de uma reunião em Lisboa na qual se debateu a criação de um plano nacional para os problemas demenciais, Álvaro de Carvalho indicou à agência Lusa que em Portugal não há dados epidemiológicos sobre demências.
As estimativas de que haverá 160 mil portugueses com demência é feita com base em dados internacionais, nomeadamente a partir de países europeus que já estudaram o problema e já criaram planos de intervenção.
As demências afetam maioritariamente pessoas a partir dos 65 anos, mas calcula-se que entre mil a dois mil portugueses com menos de 60 anos já sofram do problema.
Internacionalmente, aponta-se que a prevalência das demências seja de cinco a 7% da população maior de 65 anos, percentagem que tende a duplicar a cada intervalo de cinco anos. Assim, mais de 10% da população entre os 70 e os 75 anos terá problemas demenciais.
Sublinhando que ainda não é possível tratar as demências, como o Alzheimer, através de medicamentos, o psiquiatra Álvaro de Carvalho sublinha a necessidade de atrasar a sua evolução e apoiar as famílias que cuidam destes doentes, aumentando a sua qualidade de vida.
Contudo, primeiro é preciso conhecer a realidade portuguesa, defenderam os especialistas hoje reunidos em Lisboa, que vão avançar com um estudo de caraterização das necessidades das pessoas com demência no país.
Esta investigação, cujo orçamento ainda aguarda por autorização do Ministério das Finanças, deverá custar cerca de 80 mil euros e será realizada pela Direção-Geral da Saúde e pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar.
A avaliação vai começar por caraterizar as necessidades das pessoas com demências na zona Norte do país, mas Álvaro de Carvalho diz que, caso haja financiamento, pretende-se que o estudo seja estendido a todo o território continental.
A par deste estudo, os peritos querem criar um plano nacional para as demências, lembrando que são um problema grave em termos de saúde pública e com tendência a piorar em Portugal, dado o envelhecimento da população.
O coordenador científico da reunião que decorreu em Lisboa, o francês Joël Ménard, indicou à Lusa que a maioria dos países europeus já tem um plano para a doença de Alzheimer, pelo menos, sublinhando a necessidade de Portugal adotar um.
"Mesmo que os problemas sejam comuns aos vários países, as soluções não o são. Cada país deve ter o seu", defendeu.
Ménard, que é presidente do Conselho Científico Internacional da Fundação para a Doença de Alzheimer, considera que os cuidados primários (centros de saúde) são um elemento fundamental para a identificação dos casos de demência, que devem tentar ser detetados o mais precocemente possível.
Também Álvaro de Carvalho reconhece a importância dos médicos de família para sinalizar as pessoas em risco e frisa a necessidade de os profissionais de saúde e outros que lidam com os idosos atuarem na estimulação cognitiva dos doentes.
"Sabe-se que a estimulação cognitiva, fazendo o cérebro trabalhar e desenvolver, atrasa o aparecimento de problemas demenciais. Há técnicas para aplicar esta estimulação em centros de dia ou lares", adiantou.
As conclusões da reunião de peritos que decorreu segunda-feira e hoje em Lisboa deverão ser compiladas e enviadas até finais de junho ao Ministério da Saúde.
Para Álvaro de Carvalho, este encontro foi um primeiro passo dado pela Direção-Geral da Saúde (DGS) para estruturar o plano nacional de intervenção na área das demências, integrando vários peritos: psiquiatras, neurologistas, médicos de família, investigadores, autarquias e Segurança Social.
O psiquiatra lamentou ainda que a indiferença que se tem registado em Portugal do ponto de vista político em relação às demências.
Fonte: RTP
Santana Lopes explica apoio da Santa Casa da Misericórdia à investigação em neurociências
Dois prémios, 400 mil euros, e a vontade de melhorar os cuidados de saúde
Promover os cuidados de saúde de excelência é o objectivo da Santa Casa da Misericórdia ao criar dois prémios para distinguir a investigação em Portugal. Os Prémios Santa Casa Neurociências têm um valor total de 400 mil euros (200 mil cada prémio) para investir em trabalhos relacionados com a recuperação e tratamento de lesões vertebro-medulares (Prémio Melo e Castro) e com doenças associadas ao envelhecimento, como Parkinson e Alzheimer (Prémio Mantero Belard).
?Há mais de cinco séculos que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa assumiu a missão de apoiar toda a população, de melhorar a qualidade de vida dos que mais precisam, promovendo mais saúde, mais cultura, mais educação. É, por isso, nosso desafio procurar as respostas mais adequadas a cada momento, de maneira muitas vezes pioneira, para cumprir este objectivo?, diz ao Ciência Hoje, Pedro Santana Lopes, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
A criação dos Prémios Santa Casa Neurociências é uma resposta a esse desafio. «Nesta administração entendemos que era o momento de investir directamente em investigação para promover o desenvolvimento de novos conhecimentos e de novas técnicas em áreas em que a instituição actua e que acreditamos serem prioritárias, nomeadamente, a recuperação ou tratamento de lesões vertebro-medulares e a compreensão, prevenção, tratamento e cura de doenças neuro-degenerativas associadas ao envelhecimento?, adianta o entrevistado.
A iniciativa conta com a colaboração de João Lobo Antunes, neurocirurgião e presidente do júri, o investigador Alexandre Quintanilha e o neurologista António Damásio. Associam-se a estes prémios as universidades de Lisboa, Porto, Coimbra e de várias sociedades médicas nacionais, como a Sociedade Portuguesa de Neurociências, a Sociedade Portuguesa de Neurologia ou a Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação.
?Honra-nos também a presença do Professor Doutor George Perry, "Dean" do College of Sciences e Professor de Biologia na Universidade do Texas, em San Antonio, um nome reconhecido no campo da investigação da doença de Alzheimer e um dos principais investigadores nesta área?, sublinha Pedro Santana Lopes.
As descobertas na área do desenvolvimento do cérebro «são desafios prioritários no contexto actual e que vêm ao encontro do que tem sido o trabalho desenvolvido pela Santa Casa na Saúde», pormenoriza o Provedor.
A aposta nas neurociências prende-se também com a promoção de um envelhecimento mais digno. Alzheimer e Parkinson são patologias associadas ao envelhecimento e «estima-se que haja 153 mil portugueses a sofrerem, actualmente, destas doenças. E prevê-se que o número quase que duplique até 2030 e triplique até 2050. Este é um dos maiores desafios para o século XXI, segundo a Organização Mundial de Saúde, e por isso temos de dedicar todo o esforço financeiro possível para procurar novas abordagens e tratamentos?, comenta Pedro Santana Lopes.
O Prémio Melo e Castro para investigação na área das lesões vertebro-medulares é uma continuação do trabalho da Santa Casa da Misericórdia que foi «pioneira em Portugal em cuidados de reabilitação, com a abertura do Centro de Medicina Física e de Reabilitação de Alcoitão, em 1966?, relembra o entrevistado.
Pedro Santana Lopes conclui que os Prémios Santa Casa Neurociências são «sem dúvida, uma aposta estratégica para a Santa Casa, para o país, para a promoção de uma maior qualidade de vida para todas as pessoas, com mais dignidade e mais Saúde? e um acreditar «no valor dos nossos especialistas e investigadores e queremos dar-lhes mais meios, mais ferramentas para levar mais longe a Ciência e a prática médica?.
Fonte: Ciência Hoje
Misericórdia de Lisboa lança Prémios Neurociências
Os novos galardões são considerados os maiores prémios de incentivo à investigação médica e científica em Neurociências em Portugal.
A Misericórdia de Lisboa abriu esta quarta-feira as candidaturas para a I edição dos Prémios Santa Casa Neurociências, que visam distinguir trabalhos de investigação sobre lesões vertebromedulares e doenças neurodegenerativas ligadas ao envelhecimento.
As candidaturas aos prémios Mantero Belard e Melo e Castro, no valor de 200 mil euros cada um - considerados os maiores prémios de incentivo à investigação médica e científica em Neurociências em Portugal -, decorrem até 16 de Setembro, informa o portal da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, adiantando que podem concorrer ao galardão investigadores portugueses ou estrangeiros, neste último caso a trabalhar em parceria com instituições ou cientistas nacionais.
O Prémio Mantero Belard irá distinguir o melhor projecto de investigação sobre doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento, como as doenças de Parkinson e de Alzheimer, enquanto o Prémio Melo e Castro será atribuído ao melhor trabalho de investigação na área das lesões vertebromedulares, tais como paralisias e tetraplegias. O dinheiro dos prémios provém do orçamento do Centro de Medicina e de Reabilitação de Alcoitão. O neurocirurgião João Lobo Antunes presidirá ao júri, composto pelos investigadores António Damásio e Rui Costa.
O Prémio Mantero Belard deve o seu nome ao benemérito que, em 1974, deixou à Misericórdia de Lisboa uma parte significativa dos seus bens, com a obrigação, nomeadamente, de conceder três prémios pecuniários anuais distintos, os prémios Nunes Correa Verdades de Faria, destinados a galardoar as pessoas que mais tenham contribuído para o cuidado dos idosos desprotegidos, para os progressos na Medicina na terceira idade e para o tratamento das doenças do coração.
Por sua vez, o Prémio Melo e Castro deve o seu nome ao antigo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e ex-subsecretário de Estado da Assistência, que, em 1955, planeou um projecto que visava o tratamento de deficientes motores. Por sua iniciativa, foi inaugurado, em 1966, o Centro de Reabilitação de Alcoitão, em Cascais.
A Misericórdia de Lisboa tem como parceiros científicos nos novos prémios as universidades de Lisboa, do Porto e de Coimbra, a Sociedade Portuguesa de Neurologia, a Sociedade Portuguesa de Neurociências e a Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação.
Fonte: Público
Cientistas descobrem como reverter neurodegeneração em modelos animais
Equipa do Baylor College of Medicine identificou componentes que levam à acumulação de proteínas tóxicas.
As doenças neurodegenerativas, como Huntington, Alzheimer, Parkinson ou a degeneração espinocerebelar caracterizam-se pela acumulação de proteínas tóxicas nos neurónios. Uma equipa de investigadores do Baylor College of Medicine (Houston, Texas), utilizou uma estratégia genética para identificar (primeiro na mosca Drosophila melanogaster, depois em ratinhos e em células humanas) os componentes que provocam essa acumulação.
Conseguiram descobrir, utilizando modelos animais com degeneração espinocerebelar, que actuar com pequenas moléculas contra esses componentes reverte a neurodegeneração. O artigo está publicado na «Nature».
Nos últimos anos, os cientistas têm identificado genes implicados nas principais doenças neurológicas, incluindo as neurodegenerativas que se desenvolvem numa idade mais avançada.
Alguns destes genes, na sua forma alterada, fabricam quantidades excessivas das proteínas que se acumulam nos neurónios doentes (huntingtina, no caso de Huntington, alfa-sinucleína, no caso do Parkinson e as tau e beta amiloide, no Alzheimer).
Apesar de todas estas doenças terem sintomas muitos distintos e se associem a factores genéticos diversos, todas partilham o mesmo mecanismo patogénico: a acumulação anormal dessas proteínas tóxicas nos neurónios.
Para desenhar a estratégia que encontraria o que eles chamam «pontos de entrada terapêuticos» contra estas doenças, a equipa de investigação utilizou a genética da mosca da fruta (Drosophila melanogaster). A intenção foi rastrear o genoma à procura de qualquer outro sistema biológico que afectasse o grau de acumulação dessas proteínas tóxicas.
Os investigadores descobriram alvos terapêuticos e da via Ras-MSK1 e inibidores. A via Ras-MSK1 é um dos muitos intrincados sistemas que as células utilizam para se comunicarem com o meio ambiente fisiológico e com as células vizinhas. Os inibidores conseguiram reverter a neurodegeneração.
Fonte: Ciência Hoje
Aliança Alzheimer do Mediterrâneo
Grécia, Libano, Mónaco, Marrocos, Tunísia, Malta, França, Espanha e Portugal - países unidos por laços históricos, culturais e geográficos e partilhando os mesmos valores da solidariedade entre gerações, uniram-se numa aliança comum para combater a Doença de Alzheimer.
A declaração «Aliança Alzheimer do Mediterrâneo» foi assinada pela Alzheimer Portugal, representada pela Vice Presidente da Direção, Maria de Fátima Brito.
Esta iniciativa parte do reconhecimento de que a Doença de Alzheimer é muito mais que um problema de saúde e tem enormes repercussões nos aspetos sociais, culturais e económicos de cada sociedade, ao mesmo tempo que sofre o seu forte impacto, impondo-se um diagnóstico global desta patologia. Assim como se impõe uma resposta integrada.
Conforme foi possível constatar pelas apresentações que cada uma das associações fez do seu próprio trabalho e do contexto nacional em que se insere, os principais traços comuns são: a) - as associações têm que se assumir como prestadoras de cuidados e de apoio às famílias, pela inexistência ou inadequação de estruturas governamentais; b) - a família é, nestas sociedades, a principal prestadora de cuidados, recaindo uma enorme sobrecarga sobre as mulheres, com reflexos muito nefastos no equilíbrio familiar, em especial no que toca ao acompanhamento dos filhos; c) - as associações têm um dinamismo, uma força e uma criatividade inigualáveis que não se podem perder e que é preciso dar a conhecer aos decisores políticos para que reconheçam o seu enorme papel no combate à doença de Alzheimer.
Face ao exposto, as associações signatárias apelam a todas as organizações associativas, científicas e profissionais do Mediterrâneo dedicadas à problemática das demências que colaborem entre si para:
- Criar uma rede de especialistas que promovam a partilha entre as associações e as organizações científicas e profissionais, envolvidas nas demências;
- Melhorar e aumentar o conhecimento, através da observação e identificação das necessidades e questões emergentes, produzindo trabalho especializado e pluridisciplinar nesta área específica das demências;
- Promover e difundir iniciativas locais, boas práticas e experiências inovadoras na região do Mediterrâneo, para garantir qualidade de vida às pessoas com demência e aos seus cuidadores;
- Propor recomendações e promover planos a nível local, Europeu e Internacional, e transformar a demência em prioridade na região do Mediterrâneo;
- Extender esta rede de trabalho a outros especialistas ou equipas de investigação em questões relacionadas com esta região;
- Encorajar a colaboração entre associações e a comunidade científica bem como a criação de parcerias;
- Desenvolver formação para os profissionais nos países do Mediterrâneo onde se verifica uma crescente necessidade a este nível.
A assinatura da Aliança Alzheimer do Mediterrâneo foi uma iniciativa da AMPA - Associação Monegasca para a Investigação sobre a doença de Alzheimer e teve lugar no âmbito do workshop que organizou juntamente com a Espoir Maroc Alzheimer (Associação de Alzheimer de Marrocos) que teve lugar nos dias 3 e 4 de abril em Marraquexe.
A este workshop, destinado a partilhar informação sobre o trabalho realizado por cada uma das associações intervenientes, bem como a encontrar os pontos comuns para trabalho futuro, seguiu-se um Congresso Científico, subordinado ao lema: «Jovens de hoje, velhos de amanhã».
Este congresso contou com a participação de diversos especialistas, sobretudo franceses das Universidades de Toulouse e de Lyons, que transmitiram os seus conhecimentos em diversas áreas: genética, perspetivas terapêuticas (novos medicamentos e ensaios clínicos), intervenção não farmacológica, biomarcadores, a doença de Alzheimer e o comprometimento das funções executivas, as diferenças entre a instalação precoce e tardia da doença de Alzheimer, temas que mereceram o interesse e a participação de uma plateia composta principalmente por jovens estudantes marroquinos mas também por cuidadores.
Destes cinco dias de trabalho saiu reforçada a nossa convicção de que, sendo a doença de Alzheimer e as outras demências um fenómeno de grande escala que ultrapassa as fronteiras de cada país e de cada continente, as abordagens nacionais, por mais ambiciosas que sejam ficam sempre muito aquém do que é preciso fazer.
Na verdade, apesar das especificidades de cada cultura, as necessidades das pessoas são as mesmas e é indiscutível a força e o poder de mudança que se ganha quando se reconhece a globalidade do problema e se unem esforços numa batalha comum que será cada vez de mais pessoas face às previsões de crescimento do número de novos casos de demência nas próximas décadas.
A assinatura da Aliança Alzheimer do Mediterrâneo é um sÃmbolo importante mas o mais importante está para vir - o trabalho em conjunto em cumprimento dos compromissos agora assumidos.
A Alzheimer Portugal sempre acreditou nas vantagens do trabalho para além fronteiras e por isso é membro ativo, desde há vários anos, da Alzheimer Europe. Esta Aliança, mais específica, vai complementar e reforçar o nosso esforço no sentido da melhoria da qualidade de vida das pessoas com demência e dos seus cuidadores bem como para uma sociedade que as integre e respeite os seus direitos.
1ª Sessão do «Café Memória» em Cascais
Sábado, 20 de Abril, às 09h00, tem lugar no Restaurante Portugália do CascaiShopping a primeira sessão do «Café Memória» em Cascais. Contamos com a sua presença.
A Alzheimer Portugal e a Sonae Sierra estão a adaptar e desenvolver em Portugal o conceito «Memory Café», através da realização de um projeto-piloto para a criação do «Café Memória» a funcionar em dois dos Centros Comerciais da Sonae Sierra.
O «Café Memória» é um local de encontro destinado a pessoas com problemas de memória ou demência, bem como aos respetivos familiares e cuidadores, para partilha de experiências e suporte mútuo, com o acompanhamento de profissionais de saúde ou de ação social.
Os encontros decorrem em sessões estruturadas, não clínicas, num espaço informal e protegido, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e redução do isolamento social. O «Café Memória» promove a interação entre pessoas com experiências semelhantes e a participação dos utilizadores em atividades lúdicas e estimulantes, num ambiente reservado e seguro em que é oferecido apoio emocional e informação útil.
Sessões do «Café Memória»
Conceito de sucesso em diversos países, o «Café Memória» chega agora a Portugal sob a forma de um projeto-piloto, que contará inicialmente com uma sessão por mês a decorrer em dois Centros Comerciais da Sonae Sierra: no Centro Colombo decorrerá no primeiro sábado de cada mês; e no CascaiShopping no terceiro sábado de cada mês.
A primeira sessão em Lisboa decorreu no dia 6 de abril no Centro Colombo e dia 20 de abril terá lugar a primeira sesssão no CascaiShopping, ambas nos restaurantes Portugália dos respetivos Centros, das 09h00 às 11h00. Os encontros iniciam-se com o acolhimento individual de cada um dos participantes e prosseguem com a apresentação de um tema por um orador ou a realização de atividades. Contempla também uma pausa para café destinada a promover um momento de convívio entre todos.
A participação nas sessões do «Café Memória» é gratuita e não necessita de inscrição prévia.
MEMORY CAFÉ - ORIGENS E SITUAÇÃO ATUAL
O conceito «Memory Café» está implementado em diversos países em todo o mundo. No Reino Unido, tem vindo a ser desenvolvido de forma sistemática desde o ano 2000 e é uma resposta social que está identificada no Plano Nacional Inglês para as Demências elaborado em 2009 neste país, onde funcionam mais de 60 ?Memory Cafés?. Nos E.U.A., o primeiro surgiu em 2011.
Para além deste conceito, existem ainda os Alzheimer Cafés que funcionam de forma semelhante e estão implementados em vários países, como Holanda, Bélgica, Reino Unido ou Canadá.
O lançamento do «Café Memória» em Portugal é uma iniciativa da Associação Alzheimer Portugal e da Sonae Sierra e conta com o apoio de diversos parceiros institucionais: Fundação Calouste Gulbenkian; Fundação Montepio e Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa. O projeto-piloto conta, ainda, com uma rede alargada de parceiros empresariais: Portugália Restauração, Optimus, Delta Cafés, Sumol+Compal, Celeiro e Bial.
A criação do «Café Memória» insere-se num projeto mais vasto - «Cuidar Melhor» - de Apoio aos Cuidadores de Pessoas com Demência - lançado igualmente pela Associação Alzheimer Portugal e pelos referidos parceiros institucionais, que conta ainda com o apoio dos Municípios aderentes Cascais, Oeiras e Sintra.
Visite: https://www.cafememoria.pt/
Alzheimer Portugal participa no 5º Seminário de Bioética da Escola Superior de Sáude de Viseu
No passado dia 17 de Abril, a Escola Superior de Saúde de Viseu organizou o seu 5º Seminário de Bioética, subordinado ao tema ?Prioridades em Saúde?.
O programa incluiu uma primeira mesa sobre ?Aspetos Éticos na Alocação de Recursos em Saúde?, que contou com diversos oradores quer da área da saúde quer da área da economia, destacando-se a intervenção do Professor Daniel Serrão. Este conceituado especialista referiu o Art. 3º da Convenção para a Proteção dos Direitos do Homem e da Dignidade do Ser Humano face às Aplicações da Biologia e da Medicina.
Esta convenção integra o Direito Interno português desde 2002 e aquela norma, sob a epígrafe ?Acesso equitativo aos cuidados de saúde? dispõe o seguinte: «As partes, tendo em conta as necessidades de saúde e os recursos disponíveis, as medidas adequadas a, com vista a assegurar, sob a sua jurisdicção, um acesso equitativo aos cuidados de saúde de qualidade apropriada?:
Referiu-se ainda ao parecer do Conselho Nacional de Ética sobre um modelo de deliberação para financiamento do custo dos medicamentos (64/CNECV/2012 de 21 de setembro.
Sendo certo que os recursos em saúde serão sempre escassos e que haverá, sempre que estabelecer prioridades, os princípios éticos terão, obrigatoriamente, que ser ponderados, havendo sempre que ter presente o princípio do primado do ser humano sobre o interesse único da sociedade e da ciência, consagrado no artigo 2º da referida Convenção.
De referir as palavras do Dr. José Armando Marques Neves, Diretor Executivo do ACES Dão Lafões: «A Ética em Medicina avalia méritos, riscos e preocupações sociais, levando em consideração a moral vigente em determinado tempo e lugar?.
Numa segunda mesa, dedicada à visão das associações, participou, a Alzheimer Portugal. Esta salientou a importância de uma perspetiva abrangente que inclua os diversos aspetos que contribuem para a promoção da saúde: respeito pelos direitos e autonomia das pessoas doentes, diagnóstico atempado, reconhecimento das famílias como principais prestadoras de cuidados, preferência pelo apoio domiciliário, formação dos cuidadores profissionais e familiares e otimização do percurso dos cuidados.
A Alzheimer Portugal reconhece a enorme importância destas iniciativas que promovem o debate e a reflexão sobre temas tão importantes como a promoção da saúde e orgulha-se por ser chamada a tomar parte ativa, partilhando a sua perspetiva junto de um público tão interessante como interessado como são os estudantes e os professores universitários.
Novo Gabinete Cuidar Melhor em Cascais
O novo Gabinete Cuidar Melhor em Cascais abriu portas no 22 de Abril de 2013. Funcionará todas as segundas-feiras, entre as 09h00 e as 12h30.
Este projeto resulta de uma parceria entre a Alzheimer Portugal, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Montepio, e o Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, aos quais se associaram a Sonae Sierra e os Municípios de Cascais, Oeiras e Sintra.
Projeto «Cuidar Melhor»
O Projeto «Cuidar Melhor» visa contribuir para a inclusão e promoção dos direitos das pessoas com Demência, bem como para o apoio e valorização dos familiares e profissionais que lhes prestam cuidados, através de uma intervenção pluridisciplinar, assente nos valores da parceria, do respeito pela dignidade humana e da personalização da intervenção.
Os 5 grandes objetivos são:
- Elaborar um diagnóstico atualizado do número de pessoas com Demência em cada um dos concelhos;
- Sensibilizar a população dos concelhos abrangidos para as questões relacionadas com a Demência;
- Criar gabinetes técnicos pluridisciplinares e de âmbito concelhio, de apoio a cuidadores e familiares de pessoas com demência;
- Formar novos quadros na área específica da demência;
- Adaptar e desenvolver o conceito Memory Café em Portugal e criar Cafés Memória
Gabinete de Cascais
O primeiro gabinete abre portas já na 2ª-feira, dia 22 de Abril, no Centro de Convívio do Poço Novo da Junta de Freguesia de Cascais. Funcionará todas as segundas-feiras, entre as 9h00 e as 12h30.
O Gabinete Cuidar Melhor de Cascais pretende contribuir para a inclusão e promoção dos direitos das pessoas com Demência, bem como para o apoio e valorização dos familiares e profissionais que lhes prestam cuidados. Consiste numa resposta pluridisciplinar, personalizada e de proximidade vocacionada para prestar informações e apoio técnico, de modo a melhorar, desdramatizar e valorizar o ato de cuidar.
A quem se destina?
O Gabinete Cuidar Melhor de Cascais destina-se às pessoas com Demência e a todos aqueles que direta ou indiretamente convivem com elas, isto é, aos seus cuidadores, familiares e amigos e ainda aos profissionais que lhes prestam cuidados. Encontra-se igualmente ao dispor das instituições sediadas no município e da população em geral.
Serviços Prestados
- Informação sobre as diversas questões relacionadas com a demência, tais como, causas, sinais de alerta, diagnóstico e intervenção
- Encaminhamento para as respostas sociais e de ocupação de tempos livres existentes na comunidade
- Formação para cuidadores e familiares sobre um conjunto alargado de temas, assegurada por técnicos com diferentes valências, garantindo um leque de conhecimentos abrangente no que respeita à prestação de cuidados
Para mais informações contacte:
geral@cuidarmelhor.org
Linha telefónica Cuidar Melhor: 963 519 966 (Dias úteis - 10h-13h / 14h-16h)
https://www.cuidarmelhor.org/
Exposição ?Interioridades»
De 4 de Maio a 29 de Junho terá lugar em Braga, no Museu D. Diogo de
Sousa, a Exposição ?Interioridades?. 10% das vendas das Esculturas do
Artista Manuel Ribeiro reverterão para a Delegação Norte da Alzheimer
Portugal.
Artistas do Projecto:
- Ana Cláudia Albergaria
- Cristina Reina
- João Fitas
- Luís Reina
- Manuel Ribeiro
- Maria Manuel Queiroz
- Rui Videira
- Victor Leorne de Almeida
Programação cultural para o Museu D. Diogo de Sousa - Braga
- 4 de Maio
15h30 - Inauguração das Exposições
Convidada Especial: Filipa Azevedo
- 11 de Maio
15h - Teatro: Monologo - O Ramo de Flores
Convidado Especial: Armindo Cerqueira
- 18 de Maio
15 h - Tarde Poética - ?Poesia com Alma?
Convidado Especial: Nuno Cacote (músico)
- 25 de Maio
15 h - Tertúlia - ?Histórias de Amor e Ódio?.
Moderadora: Ana Albergaria
Convidado Especial: APAV Braga
- 8 de Junho
15h - Tarde de Música
Convidado Especial: Eduardo Ribeiro (Pianista)
Tuna do Fiscogrupo
- 15 de Junho
15h - Palestra: «Onde Está a Alma do Porto??
Convidado Especial: Professor César Santos Silva
- 28 de Junho
18h 30 - Dia da Biodanza
Visite o site do Museu D. Diogo de Sousa: https://mdds.imc-ip.pt/
Alzheimer Portugal ainda mais próxima da Comunidade
O mês de Abril tem sido marcado por concretizações muito importantes no sentido do desenvolvimento de respostas de proximidade, trabalho em parceria com entidades dos setores público, social e privado e promoção do voluntariado.
No dia 6 realizou-se o 1º encontro do Café Memória, na Portugália do Colombo, em Lisboa. No dia 20, realizou-se o 2º encontro do Café Memória, na Portugália do CascaiShopping.
No dia 22 abriu ao público o 1º gabinete Cuidar Melhor em Cascais.
O Projeto Cuidar Melhor resulta da conjugação de vontades de um leque de parceiros de referência - Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Montepio, Associação Alzheimer Portugal e Instituto de Ciências da Saúde UCP - aos quais se associaram a empresa Sonae Sierra e os Municípios de Cascais, Oeiras e Sintra.
Este projeto tem como principais objetivos:
1. Elaborar um diagnóstico atualizado do número de pessoas com Demência em cada um dos concelhos;
2. Sensibilizar a população dos concelhos abrangidos para as questões relacionadas com a Demência;
3. Criar gabinetes técnicos pluridisciplinares e de âmbito concelhio, de apoio a cuidadores e familiares de pessoas com Demência;
4. Formar novos quadros na área específica da Demência;
5. Adaptar e desenvolver o conceito Memory Café em Portugal e criar Cafés Memória.
Os gabinetes Cuidar Melhor consistem numa resposta pluridisciplinar, personalizada e de proximidade vocacionada para prestar informações e apoio técnico, de modo a melhorar, desdramatizar e valorizar o ato de cuidar.
Destinam-se às pessoas com Demência e a todos aqueles que direta ou indiretamente convivem com elas, isto é, aos seus cuidadores, familiares e amigos e ainda aos profissionais que lhes prestam cuidados. Encontram-se igualmente ao dispor das instituições sediadas nos municípios e da população em geral.
A atividade dos Gabinetes Cuidar Melhor é desenvolvida por técnicos de diversas áreas e com formação específica, disponíveis para atenderem os utentes através do telefone, por e-mail ou presencialmente.
Os Gabinetes prestam informação sobre as diversas questões relacionadas com a Demência, tais como, causas, sinais de alerta, diagnóstico e intervenção e fazem encaminhamento para as respostas existentes na comunidade.
O Café Memória, uma das vertentes do Cuidar Melhor, têm por missão proporcionar a partilha de experiências, apoio emocional e informação a pessoas com problemas de memória, Demência e respetivos cuidadores, em sessões estruturadas, não clínicas, num espaço informal e ambiente protegido do estigma social, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida e redução do isolamento social.
Os «Cafés Memória» estão ainda empenhados em sensibilizar a comunidade para a problemática das Demências e envolvê-la na prossecução dos seus objetivos, nomeadamente, através da prática de voluntariado.
Neste momento já 11 voluntários receberam formação e participaram nas duas primeiras sessões do Café Memória. Mais 25 voluntários estão já inscritos para receber formação e começar a colaborar com o Café Memória.
Muito em breve, abrirão os gabinetes Cuidar Melhor de Oeiras e de Sintra.
Nos primeiros sábados de cada mês haverá encontros «Café Memória» na Portugália do Colombo. Nos terceiros sábados de cada mês haverá encontros «Café Memória» na Portugália do CascaiShopping.
A Alzheimer Portugal e os parceiros que se uniram a esta causa, reforçam desta forma, muito significativamente, o seu contributo para uma sociedade que integre as pessoas com demência e os seus cuidadores, no respeito dos seus direitos e na promoção da sua autonomia.
Nova Direção da Delegação Norte da Alzheimer Portugal
No passado dia 20 de Abril de 2012 teve lugar na Delegação Norte da Alzheimer Portugal a eleição da nova Direção.
Órgãos Sociais da Delegação Norte
Direção
Presidente - Ana Sofia Castanheira Taborda
Secretário - Pedro Daniel Leite Antunes
Tesoureiro - António Gonçalves Pinto Correia
Movimento 1 Euro apoia a Alzheimer Portugal
O programa Apoio na Incontinência da Alzheimer Portugal é uma das causas de Abril do Movimento 1 euro.
Caso seja a causa vencedora, a verba angariada para a Alzheimer Portugal será dirigida para o Programa Apoio na Incontinência.
Através do programa Apoio na Incontinência, a Alzheimer Portugal apoia as pessoas com Doença de Alzheimer mais carenciadas na aquisição de produtos para incontinência.
Diariamente deparamo-nos com a situação de muitas famílias sem recursos, conhecimentos e orientação para poderem promover a qualidade de vida do seu familiar. Neste sentido, a Associação Alzheimer Portugal promove diversos Planos de Apoio que visam prestar auxílio às famílias com menores recursos económicos.
O «Movimento 1 Euro» é o resultado de um movimento de pessoas para pessoas.
A AIDHUM representa, através do projecto «Movimento 1 Euro», um movimento cívico que pretende unir, organizar e mobilizar as vontades da sociedade civil com o objectivo de colmatar determinadas insuficiências do país em diversas áreas, desde a economia, à saúde, ao meio ambiente, cultura e educação. Desta forma o Movimento 1Euro irá apoiar, associações/instituições sociais que desenvolvem o seu trabalho nas mais diferentes áreas.
Distinguimo-nos por termos um projecto que utiliza apenas o apoio financeiro dos associados (1Euro por mês, por cada associado), para apoiar causas escolhidas e votadas por todos os associados através do nosso website.
Ao contrário de algumas associações sociais que utilizam as quotas dos associados para financiar a estrutura da associação e o apoio financeiro das empresas para apoiar os projectos sociais. Através do «Movimento 1 Euro» queremos que os associados da AIDHUM sintam a diferença que o seu 1 Euro faz na vida de alguém.
De uma forma moderna e inovadora o ?Movimento 1Euro? apresenta mensalmente fotografias, vídeos, cartas de agradecimento das associações/instituições ajudadas, relatórios de contas. No Projecto Movimento 1Euro quem escolhe onde quer utilizar o seu apoio financeiro (1Euro) são os associados que mensalmente votam, através do nosso site, na causa que querem ver apoiada.
Alzheimer Portugal marca presença na NORMÉDICA
A Delegação Norte da Alzheimer Portugal estará presente, de 9 a 12 de Maio, na NORMÉDICA - 13.ª Feira da Saúde - e AJUTEC - 14.ª Feira Internacional de Tecnologias de Apoio para Necessidades Especiais.
A NORMÉDICA e a AJUTEC voltam em 2013 a ligar-se em benefício de um núcleo de força revigorada.
O setor da saúde português deverá chegar a 2020 com um volume de exportações próximo dos quatro mil milhões de euros, em equipamento clínico, dispositivos médicos e produtos farmacêuticos. Um futuro promissor que, gradualmente, começa a ser aditivado com as oportunidades crescentes de vários segmentos em estruturação e, também, estratégicos para o turismo nacional.
Na EXPONOR, de 9 a 12 de Maio, o círculo fecha-se com um complemento-chave, tão importante que afeta o quotidiano de mais de um milhão de portugueses - todos aqueles com as necessidades especiais que derivam de deficiências ou incapacidades, permanentes ou temporárias, de índole e grau diversificados, para as quais são necessárias tecnologias de apoio e soluções inclusivas.
O acontecimento que a Feira Internacional do Porto está a preparar respira, pois, saúde. Mas não só. Dado que, nas sociedades modernas, o aumento da esperança média de vida inspira, cada vez mais, uma especial atenção para a qualidade? de vida!
Mais informações em: https://www.normedica.exponor.pt/















