Beira Interior capta 1,2 milhões para estudar Parkinson e Alzheimer

A Universidade da Beira Interior (UBI), Covilhã, anunciou que conquistou um financiamento de 1,2 milhões de euros para desenvolver um projeto centrado na identificação de fatores de risco em doenças como Parkinson, Alzheimer e Acidentes Vasculares Cerebrais.

Na informação publicada na página oficial desta instituição, a UBI explica que a investigação será desenvolvida no Centro de investigação em Ciências da Saúde (CICS-UBI) e que se centrará "na identificação de fatores de risco, deteção precoce, avaliação da progressão e desenvolvimento de tratamentos inovadores para doenças neurodegenerativas".

 

Designado de "ICON - Desafios interdisciplinares em neurodegeneração", o projeto prolonga-se por três anos e conta com fundos europeus do Portugal 2020. "Espera-se que os resultados obtidos pelo ICON resultem num forte impacto socioeconómico, dada a elevada prevalência daquelas doenças", aponta a informação.

 

Segundo a informação, "os investigadores procurarão novos indicadores de risco metabólicos, imunológicos e genéticos das doenças neurodegenerativas e tentarão perceber a influência ambiental nestas doenças".

O trabalho vai abranger ainda as funções cerebrais, nomeadamente na regulação da função vascular, proteção e administração de nutrientes e medicamentos, sendo a descoberta de novos fármacos para tratamentos outro dos objetivos previstos. "Uma das vantagens que poderá contribuir para o sucesso deste projeto é a atividade desenvolvida no CICS-UBI nesta área, que permitiu a descoberta da ação neuroprotetora de algumas moléculas, que poderão ser utilizadas para prevenir estas doenças. Também foram estabelecidos processos eficientes para purificar produtos que poderão ser usados no tratamento das mesmas", é referido na nota informativa.

 

O projeto é liderado pelo investigador do CICS e docente da Faculdade de Ciências da Saúde, Ignacio Verde, sendo ainda coordenado por sete investigadores também do CICS.

A UBI também destaca que esta investigação "representa ainda uma mais-valia na atração de jovens investigadores para a região, uma vez que uma grande fatia do orçamento se destina à contratação de recursos humanos qualificados".

 

Fonte: Sapo


Estudo sobre a prevenção da DA

 

Uma equipa de investigadores dos EUA concluiu que a descida do nível de glicose no cérebro estimula os sintomas do Alzheimer, e propõem uma forma de combater a doença.

A relação entre os baixos níveis de glicose no cérebro e o Alzheimer já era conhecida dos médicos, mas uma equipa de investigadores da Temple University, nos Estados Unidos, descobriu recentemente que esta ligação pode ser ainda mais profunda.

Num estudo publicado na revista Translational Psychiatry, a equipa liderada pelo investigador Domenico Praticò descobriu que a descida dos níveis de glicose acontece muito antes dos primeiros sintomas (a perda de memória e as dificuldades cognitivas) e pode até motivar o aparecimento desses sintomas. Além disto, os investigadores apontam neste artigo um tratamento que pode impedir a queda dos níveis de glicose, o que, em última análise, poderá significar a prevenção do próprio Alzheimer.

Os especialistas identificaram novas provas que apontam para uma ideia que já era conhecida: o envolvimento da proteína p38 neste processo. Segundo Domenico Praticò, “há agora muitas provas de que a proteína p38 está envolvida no desenvolvimento da doença de Alzheimer“. Por isso, propõem a utilização desta proteína na produção de um medicamento para prevenir a doença.

O estudo foi feito com recurso a ratos de laboratório. Os investigadores reduziram o nível de glicose no cérebro dos animais e observaram o resultado. O que aconteceu foi que os ratos a quem foi diminuído o nível de glicose sofreram um declínio no funcionamento das células do cérebro, falharam muito mais em testes de memória e registaram uma aceleração da morte celular no cérebro – sintomas que indicam o início da doença de Alzheimer.

Fonte: Observador


Possível nova forma de luta contra Alzheimer

O reforço de uma proteína que protege as células pode retardar a progressão da doença de Alzheimer, segundo um estudo divulgado esta quinta-feira por duas investigadoras da "University College" do Reino Unido.


Fiona Kerr e Linda Partridge usaram experiências com ratos e com moscas da fruta para demonstrarem que o bloqueio de um inibidor da proteína protegeu os neurónios dos animais do desenvolvimento dos sintomas da doença. O estudo, publicado hoje na revista científica "PLOS Genetics" mostrou que o inibidor "Keap1", que bloqueia a proteína protetora "Nrf2", é um alvo promissor para medicamentos contra o Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.

A doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência e que provoca a deterioração de funções cognitivas, pode ter a progressão retardada com medicamentos mas até agora não há forma de prevenir o desenvolvimento ou parar a sua progressão.

 

A proteína "Nrf2" protege as células do cérebro de condições adversas mas por razões desconhecidas os seus níveis decrescem nos neurónios de pessoas afetadas por Alzheimer. Tentativas de ativar a "Nrf2" provocaram efeitos tóxicos. Os cientistas têm usado as moscas da fruta para investigar o "Keap1", um inibidor da "Nrf2".

Segundo o estudo publicado esta quinta-feira, bloqueando a interação entre o "Keap1" e a "Nrf2" nos cérebros das moscas podia prevenir-se os efeitos prejudiciais da proteína chamada peptídeo beta-amiloide, que cria as placas no cérebro características dos doentes de Alzheimer. O mesmo resultado foi conseguido nas células de ratos.

O estudo demonstra que reforçando a "Nrf2", ao bloquear o seu inibidor (Keap1), pode proteger-se os neurónios dos ratos dos efeitos do Alzheimer causados pelo peptídeo.

 

"Com o envelhecimento da nossa população a incidência da demência está a aumentar drasticamente e há a necessidade urgente de descobrir novos medicamentos que protejam as células nervosas e parem a progressão da doença", disse Fiona Kerr.

"As nossas descobertas são importantes porque ao bloquear o "Keap1" e ao aumentar a atividade da proteína "Nrf2", protetora das células, há o potencial de prevenir esta perda de células nervosas na doença de Alzheimer e em outras formas de demência", sublinhou a investigadora.

Lusa

(Sic notícias)


Investigação descobre como sexo feminino e diabetes contribuem para a DA

Equipa de investigadores da Universidade de Coimbra estudaram como o cérebro é afetado pelas hormonas sexuais, que também são afetadas pela diabetes

 

Uma investigação desenvolvida por especialistas da Universidade de Coimbra (UC) concluiu que o sexo feminino e a diabetes tipo 2 podem contribuir para a doença de Alzheimer em ratinhos de meia-idade, foi hoje anunciado.

Os resultados do estudo sugerem que o sexo afeta de forma diversa a comunicação entre células do cérebro, através das diferentes hormonas sexuais, podendo também elas ser parcialmente afetadas pela diabetes tipo 2, revela a UC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC descobriu como "a produção e transporte de uma hormona sexual explica como o sexo feminino e diabetes tipo 2 contribuem para a doença de Alzheimer (DA) em ratinhos de meia-idade", afirma a UC.

 
As fêmeas de meia-idade apresentam uma redução de uma hormona sexual (o estrogénio) no cérebro que, com o envelhecimento, contribui para a neurodegeneração, disfunção cognitiva e sináptica, morte neuronal e doença de Alzheimer.

"A redução do estrogénio encontra-se associada à disfunção ovárica, que se inicia com o período que antecede a menopausa (perimenopausa), a qual pode ser acelerada pelo impacto da diabetes", sublinha a UC na mesma nota.

 

A investigação, publicada na revista científica Molecular Neurobiology, sugere que a redução do estrogénio pode ser explicada pela incapacidade de ser transportado da circulação sanguínea para o cérebro, podendo ocorrer o mesmo com o transporte do colesterol, envolvido na produção do estrogénio.

A incapacidade de transporte ocorre apesar de as fêmeas de meia-idade diabéticas tipo 2 terem níveis de colesterol no sangue mais elevados que os machos com a mesma idade, acrescenta a UC.

Ana Duarte, uma das autoras do estudo, explica que "o sexo feminino tem sido considerado como fator de risco para DA", particularmente após a menopausa.

 
"Pouco se sabe acerca dos eventos que precedem esta fase da vida", mas, destaca a investigadora, "os resultados do estudo sugerem que, pelo menos durante a meia-idade, o facto de se ser do sexo feminino ou masculino afeta de forma diferente a comunicação entre células do cérebro, através das diferentes hormonas sexuais, podendo também elas ser parcialmente afetadas pela diabetes tipo 2".

 Apesar de as fêmeas de meia-idade apresentarem níveis de estrogénio no cérebro semelhantes ou menores que os dos machos, elas parecem ter desenvolvido mecanismos de adaptação de modo a manterem funcional a maquinaria que interage com esta hormona, combatendo a acumulação cerebral de elementos associados à doença de Alzheimer.

Alguns elementos protetores, como a insulina, podem explicar como as fêmeas apresentam menos marcadores patológicos da DA que os machos, sublinha a UC.

 
Ana Duarte salienta ainda que "ao demonstrar que diferentes perfis e ações dos diferentes sexos poderão ter um papel crucial no cérebro na presença da diabetes tipo 2, o estudo reforça a necessidade de estabelecer abordagens preventivas e/ou terapêuticas dirigidas a diferentes fases da vida (como a meia-idade) para potenciar os tratamentos na diabetes tipo 2 e na DA".

O estudo, que "obedeceu a um longo e rigoroso processo de recolha, armazenamento e processamento de amostras, de acordo com a legislação portuguesa e europeia em vigor", contou com a colaboração do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia e da Faculdade de Medicina da UC.

 
A investigação foi financiada por fundos europeus, através do Programa Operacional Fatores de Competitividade (COMPETE 2020) e de bolsas atribuídas pelo do Fundo Social Europeu, pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e pelo Programa de Estímulo à Investigação da Faculdade de Medicina da UC.

 

Fonte. Diário de Notícias


Estilo de vida e saúde ajudam a reduzir o risco de demência

O envelhecimento populacional a que o Mundo tem assistido nas últimas décadas, fruto do aumento da esperança de vida e da diminuição da taxa de natalidade, constitui um êxito para a sociedade, enquanto levanta simultaneamente uma série de preocupações relacionadas com a saúde, a segurança, a participação e a assistência a prestar a esta faixa etária. A idade é um dos principais factores de risco para o desenvolvimento da demência. Contudo, é importante salientar que a demência não é parte do processo do envelhecimento normal.

 

Em 2012, a Organização Mundial de Saúde publicou o relatório Dementia, a Public Health Issue, estimando que a prevalência da demência nas pessoas com 60 ou mais anos varie entre 5% e 7%, aumentando exponencialmente com a idade. Especificamente, na zona da Europa Ocidental, onde Portugal está incluído, a prevalência duplica com um incremento de 6,3 anos na idade. Em Portugal, Isabel Santana e colaboradores (2015), no estudo Epidemiologia da Demência e da Doença de Alzheimer em Portugal: Estimativas da Prevalência e dos Encargos Financeiros com a Medicação, estimaram que em 2013 a prevalência da demência no grupo dos 60+ seria de 5,91%, o que corresponderia a aproximadamente 160287 pessoas com demência, observando-se um aumento no número de pessoas com demência à medida que avançamos no grupo etário. A demência é uma síndrome que pode resultar de uma série de condições que afectam o cérebro com consequências avassaladoras para o doente e para os seus familiares e prestadores de cuidados, e que pode ter várias causas, sendo a Doença de Alzheimer a principal.

 

A demência afecta a pessoa a vários níveis, nomeadamente cognitivo, funcional e social. Assim, os critérios que definem a demência, segundo a 5ª Edição do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria (2014), são: i) declínio em um ou mais domínios cognitivos, quando comparado com um nível anterior de funcionamento, nomeadamente no domínio da atenção complexa, função executiva, aprendizagem e memória, linguagem, perceptivo-motor e cognição social; ii) interferência nas actividades de vida diária; e, iii) ausência de delirium. De acordo com a fase de evolução da doença, os sintomas e sinais mais frequentemente manifestados podem ser diferentes.

 

Na sua maioria, as doenças na origem da demência são incuráveis e provocam um declínio cognitivo crescente e irreversível. Conhecer os factores de risco, em particular os modificáveis, e os factores protectores da demência é um passo essencial para definir estratégias de prevenção, na tentativa de reduzir o risco de desenvolvimento da doença.

 

É possível prevenir?

 

Assim como para outras doenças, o estilo de vida e a saúde podem reduzir bastante o risco de desenvolver uma demência. A Alzheimer’s Disease International, no seu relatório de 2014 (World Alzheimer Report 2014. Dementia and Risk Reduction, na Analysis of Protective and Modifiable Factors) sugere que as recomendações dadas para reduzir o risco de morte por cancro, diabetes, doença cardiovascular e doenças crónicas respiratórias podem perfeitamente ser adequadas para a prevenção da demência. Entre essas recomendações encontram-se a redução do consumo de tabaco, a redução do consumo de sal, redução do consumo de álcool, aumento dos níveis de actividade e uso adequado da medicação. Especificamente para a prevenção da demência, a mesma organização enfatiza o controlo da diabetes, a cessação tabágica e o aumento da actividade física e mental. A mudança de hábitos e estilos de vida está ao alcance de todos e pode (e deve!) acontecer em qualquer momento da vida.

 

Manifestações frequentes na demência

 

Fase inicial

- esquecimentos, principalmente de acontecimentos recentes;

- dificuldade em encontrar as palavras;

- dificuldades de orientação no tempo (dia, mês, estação do ano) e no espaço (perder-se em lugares familiares);

- dificuldade em tomar decisões e gerir as finanças pessoais;

- dificuldade em desempenhar tarefas domésticas complexas;

- alterações de humor e comportamento.

Fase intermédia

- agravamento nos esquecimentos, principalmente de acontecimentos recentes e nomes de pessoas;

- dificuldades em compreender as noções relacionadas com o tempo e o espaço e em orientar-se a estes níveis (e.g. perder-se dentro de casa);

- maiores dificuldade na comunicação (compreensiva e expressiva);

- necessidade de ajuda nos cuidados pessoais;

- necessidade de ajuda em atividades de vida diária mais complexas tais como cozinhar, limpar, ir às compras;

- incapaz de viver sozinho/a;

- alterações comportamentais (e.g. deambular, perturbação do sono, comportamento inapropriado como desinibição ou agressão);

Fase tardia

- caracterizada por quase total dependência e inatividade;

- sem noção de tempo e espaço;

- dificuldade em compreender o que se passa à sua volta;

- dificuldade em reconhecer pessoas próximas tais como amigos e família, assim como objetos familiares;

- incapaz de comer sem ajuda e dificuldades em engolir;

- maior necessidade de ajuda nos cuidados pessoais;

- incontinência;

- dificuldades em andar, podendo necessitar de cadeira de rodas ou ficar acamado;

- alterações comportamentais que podem incluir agressividade relativamente ao cuidador

Fonte: Público

(World Health Organization (2012). Dementia, a Public Health Issue. Geneve: World Health Organization)

 

 


Dormir demais pode ser um sintoma de Alzheimer

Mais do que uma causa, não ter capacidade para se levantar e dormir demais são, na verdade, sintomas prévios de alterações cerebrais que podem levar à demência. O que, de forma pouco animadora, significa que reduzir o numero de horas dormidas dificilmente poderá reduzir o risco.

Um grupo de investigadores americanos, da universidade de Boston, levou a cabo um estudo sobre o tema que levou a esta conclusão: quem dorme, de forma consistente, mais do que nove horas por noite, tem duas vezes mais probabilidade de vir a desenvolver demência. No caso dos participantes do estudo, dormia igualmente mais de nove horas por dia e que não tinham o ensino secundário, o risco aumentava seis vezes, sugerindo que o fator "educação" pesa bastante na redução desta propensão. Descobriu-se ainda uma relação entre o excesso de horas de sono e uma redução do volume do cérebro.

Matthew Pase, professor do Centro Médico da Universidade de Boston e o investigador responsável por este trabalho explicou que "ir medindo a duração do sono pode ser uma ferramenta útil para prever o risco de cada pessoa de vir a desenvolver demência num prazo de dez anos." Segundo ele, "as pessoas que reportem longos períodos de sono devem ser avaliadas e monitorizar os seus problemas de raciocínio e memória".

Em paralelo, um outro estudo recente, sugeriu que as pessoas que apresentam um discurso prolongado, aborrecido e "enrolado" pode, também, ser um indicador prévio de risco de Alzheimer no futuro.

 

Os dados de ambos os estudos são aos mais de 2400 participantes que integraram o Framing Heart Study (Estudo de Enquadramento do Coração), o maior estudo americano feito sobre doenças do coração e os seus fatores de risco.

Aos participantes, com uma média de 72 anos de idade, foi-lhes perguntado quantas horas dormiam, tipicamente, por noite e foram observados durante dez anos. Depois deste tempo, foram identificados 234 casos de demência.

 

Segundo Rosa Sancho, investigadora especializada em Alzheimer, a trabalhar no Reino Unido, "já se sabia que os padrões de sono pouco usuais são comuns entre as pessoas com demência (mas) este estudo adiciona uma investigação que sugere que estas mudanças no sono podem aparecer muito antes de outros sintomas como a perda de memória" e "perceber melhor a forma como o sono é afetado pela demência pode, um dias, ajudar os médicos a identificar os casos que estão em risco de desenvolver esta condição".

Fonte: Visão


Consumo excessivo de açúcar provoca Alzheimer

 

Segundo um estudo realizado pela Universidade de Bath e do Colégio King’s de Londres existe uma ligação entre o açúcar no sangue e a doença de Alzheimer.

Os investigadores chegaram à conclusão que o consumo excessivo de açúcar faz com que os níveis de açúcar no sangue cheguem a um nível tão perigoso que faz com que doença se comece a manifestar e agravar.

 

Assim que os níveis de açúcar ultrapassam o limiar, a enzima denominada de MIF que combate a inflamação cerebral associada à demência, deixa de funcionar corretamente, originando assim o Alzheimer.

Fonte: Jornal i


Encontro das Ordens Profissionais da Saúde

As Ordens Profissionais da Saúde irão realizar um Encontro, subordinado ao tema “O futuro do financiamento da saúde em Portugal”, que terá lugar no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, no dia 4 de março.

 

A realização deste evento surge na sequência de um repto lançado por Sua Excelência o Senhor Presidente da República às Ordens Profissionais da Saúde, em reunião realizada em 2016, na qual as Ordens levaram ao conhecimento de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, as suas fundadas preocupações quanto à iminente incapacidade, do Serviço Nacional de Saúde (SNS), para prestar o nível necessário de cuidados de saúde à população.

 

O  evento contará com a presença na Sessão de Abertura de S. E. Ministro da Saúde, Prof. Doutor Adalberto Campos Fernandes, e na Sessão de Encerramento com S.E. Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa. Estarão também presentes peritos em áreas diversas da programação do investimento público para partilharem experiências e aprendizagens.

 


Alzheimer Portugal participa no Projeto EURO-HEALTHY

A convite do Município de Lisboa, a Alzheimer Portugal tem participado ativamente nos trabalhos desenvolvidos no âmbito do Projeto Euro-Healthy, dando o seu contributo como organização que, pela sua experiência, conhece bem a realidade das pessoas com demência e dos seus cuidadores.
 
O Projeto Europeu “ EURO-HEALTHY – Shaping European policies to promote Healthy equity” conta com a participação de parceiros de diversos países da Europa (Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Holanda, Suécia, Alemanha, República Checa, Grécia, Eslováquia, Bélgica e Itália). Em Portugal o projeto é liderado pela Universidade de Coimbra, com a parceria da Universidade Técnica de Lisboa.
 

O seu principal objetivo é aprofundar métodos e gerar evidências que permitam apoiar os decisores políticos na priorização de políticas públicas com maior potencial para promover mais saúde e maior equidade na saúde,  nas diferentes regiões da Europa. O Projeto pretende ainda  desenvolver um Índice de Saúde da População, procurando promover uma visão holística e integradora da saúde social humana.

 
O EURO-HEALTHY tem na sua base a construção de um Índice multidimensional que permitirá avaliar a saúde populacional a várias escalas geográficas (regiões dos 28 países da EU; 10 áreas metropolitanas, incluindo a área Metropolitana de Lisboa, e 2 casos de estudo – Municípios de Lisboa e Turim).

 
O Índice de Saúde da População (ISP) considera a saúde como resultado da interação de múltiplas determinantes (demográfica, ambiental, social, económica), resultados em saúde e respetivas politicas públicas.
Os dois estudos de caso, de Lisboa e Turim, permitirão investigar, com maior detalhe, de que forma os métodos desenvolvidos neste projeto poderão apoiar a tomada de decisão politica ao nível local.
 
Sendo certo que as demências se afiguram como um dos principais problemas de saúde da Europa (quer pelo número atual de pessoas que são afetadas, quer pelas estimativas futuras que revelam um número crescente, quer pelo impacto da doença nas suas diferentes dimensões e as repercussões na saúde física e psíquica de todos aqueles que são cuidadores destas pessoas), o Projeto EURO-HEALTHY  parece-nos da maior relevância, pelo que a Alzheimer Portugal, desde logo, aceitou o convite que lhe foi endereçado para participar no mesmo como stakeholder.


Discurso prolongado pode ser sinal de Alzheimer

Ter um discurso longo, no qual se utiliza o dobro das palavras necessárias e se demora muito tempo para encontrar os termos corretos pode ser um sinal prévio do desenvolvimento de demência e de Alzheimer.

Esta descoberta mostra que, através da deteção de alterações discursivas, é possível prever se alguém está em risco de vir a sofrer destas doenças.

 

Num estudo que envolveu 46 adultos, uma equipa de investigadores do hospital Massachusetts General, em Boston, liderados por Janet Cohen Sherman, pediu aos participantes que completassem tarefas simples como, por exemplo, que construir uma frase com três palavras: fogão, água e panela.

 

Como resultado, os autores do estudo verificaram que, dos 46, 24 adultos, considerados saudáveis, conseguiram formar uma frase precisa, enquanto os restantes 22, que tinham um Défice Cognitivo Ligeiro (DCL) – uma condição médica que implica a perda de capacidades cognitivas numa proporção maior do que o esperado –, tiveram mais dificuldades.

 

"Uma diferença significativa que verificámos foi o comprimento médio do enunciado, isto é, quantas palavras foram usadas pelos participantes com DCL face às utilizadas pelos saudáveis, mais velhos", disse Janet Cohen Sherman, durante uma apresentação no encontro anual da American Association for the Advancement of Science, em Boston.

 

Durante o teste, as pessoas com DCL tenderam a perder-se durante a formação da frase e tiveram mais dificuldade em lembrarem-se das três palavras e em interligá-las.

 

Para exemplificar, a diretora do Centro de Psicologia do Massachusetts General Hospital utilizou um caso de um estudo anterior, que comparava os discursos dos antigos presidentes dos EUA Ronald Reagan e George H. W. Bush. Enquanto o primeiro começou a dar sinais de um declínio cognitivo, evidenciado pelas repetições de palavras e frases, pela dificuldade em utilizar as palavras só uma vez e pela utilização de palavras mais simples, Geroge Bush não. Depois de deixar a presidência, Ronald Reagan foi diagnosticado com Alzheimer.

 

"Um dos maiores desafios que temos agora em termos de doença de Alzheimer é detetar alterações precoces, quando ainda são muito subtis, e distingui-las de mudanças que já sabemos que ocorrem com o envelhecimento natural", acrescentou a investigadora. Nos próximos cinco anos, Sherman pretende desenvolver um método para detetar mudanças precoces que podem ser sinais da doença de Alzheimer.

 

 

Fonte:  Visão


Maratona Solidária de Schwinn Cycling

MARATONA SOLIDÁRIA DE SCHWINN CYCLING

#pedalarparalembrar

Realizar-se-á no dia 11 de março, no Ginásio ForLife em Viseu, uma Maratona Solidária de Schwinn Cycling com um duplo objetivo:

 
1.Alertar a comunidade para os desafios da doença de Alzheimer e outras formas de demência.
2.Angariar fundos para o Centro de Apoio ao Alzheimer de Viseu (CAAV).

Durante o evento será também apresentada a campanha de sensibilização PEDALAR PARA LEMBRAR que visa disponibilizar uma página de Facebook e um Canal no YouTube onde quem gosta de andar de bicicleta possa registar as suas melhores memórias a pedalar.  

Não percamos mais tempo, vamos todos #pedalarparalembrar!


Suspensos ensaios de medicamento

Suspensos ensaios de medicamento promissor contra a Alzheimer

O ensaio clínico já ia numa fase adiantada mas a farmacêutica Merk anunciou que não vai continuar, depois de um estudo independente ter concluído que o novo medicamento não tinha "qualquer hipótese de funcionar"

Em novembro de 2016, foi notícia que o Verubecestat, um novo e promissor comprimido contra o Alzheimer produzido pela farmacêutica Merk, tinha passado com sucesso a primeira fase de testes.

Os trabalhos continuaram mas esta semana a Merk veio a público dizer que irá parar com o ensaio clínico, que já ia na terceira fase, depois da divulgação dos resultados de um estudo independente, onde se descobriu que o comprimido "não tem qualquer hipótese" de funcionar.

A doença afeta entre 60 a 80% dos cerca de 47 milhões de pessoas que vivem com demência, em todo o mundo. E as previsões apontam para uma evolução destes números, que deverão duplicar-se a cada 20 anos. Várias farmacêuticas têm testado comprimidos que visam a inibição da produção das proteínas amiloides-beta, que se acumulam no cérebro dos doentes com Alzheimer.

Há três meses, também a farmacêutica Eli Lilly anunciou o fim dos testes que iniciou para o Solanezumab, um comprimido com princípios ativos semelhantes aos do Verubecestat. A decisão seguiu a descoberta de que os doentes a tomar o medicamento não demonstraram sinais de melhorias relativamente aos que estavam a testar um placebo.

Relativamente ao Verubecestat, no qual a comunidade cientifica depositava muita esperança, os investigadores dizem que a falha se verificou sobretudo nos doentes num estado ainda pouco avançado da doença e que isso significou um retrocesso substancial dos trabalhos.
Fonte: Visão


Caminhada Solidária para a prevenção do Alzheimer

No dia 26 de março pelas 9h00 realizar-se-á em Braga uma Caminhada solidária cujo valor da inscrição irá reverter na íntegra para a Associação Alzheimer Portugal. A iniciativa partiu da aluna Ana Rita Carneiro ( finalista do Curso Técnico de Auxiliar de Saúde) da Escola Profissional de Braga, em parceria com a Câmara Municipal de Braga, tendo como objectivo informar sobre a doença de Alzheimer - o que é, quais os seus sintomas, tipos de demência e o papel dos cuidadores.

A partida terá inicio na Rua Conde Agrolongo (Pópulo) e terminará na Rua Conde Agrolongo (3.8kms)

Todos os participantes tem direito a t-shirt, garrafa de água e uma peça de fruta.

Pontos de venda:

Escola Profissional de Braga
Café A Brasileira

Contactos:
911526050


Estudo internacional revela que café pode ajudar a prevenir Alzheimer

Um estudo realizado em ratinhos, na University of South Florida (USF), nos Estados Unidos, concluiu que o café pode ter efeitos positivos na prevenção da Doença de Alzheimer. Os resultados, que vão ser publicados no Journal of Alzheimer’s Disease, apontam para a existência de uma substância presente no café, ainda não identificada, que possui essas propriedades.

Ao analisar ratinhos criados em laboratório com os sintomas de Alzheimer, os investigadores observaram que, a interacção desse composto da cafeína, aumenta os níveis de GCSF (Granulocyte colony-stimulating factor) no sangue – factor responsável por evitar o progresso da doença. Para isso, os pesquisadores dividiram os ratinhos em três grupos: os que ingeriram café com cafeína, os que consumiram café descafeinado e os que ingeriram unicamente cafeína pura. No primeiro caso, o café com cafeína aumentou consideravelmente os níveis sanguíneos de GCSF, resultado não observado em nenhum dos outros grupos. Os investigadores advertem que, no estudo, foi utilizado café de filtro, o que não permite concluir que o café instantâneo demonstre os mesmos resultados.

 

“O café com cafeína proporciona um aumento natural dos níveis de GCSF no sangue. Não sabemos ainda como isso acontece, mas há uma interacção sinérgica entre a cafeína e determinada substância ainda desconhecida da bebida”, diz Chuanhai Cao, Investigador Principal do estudo.

 

Embora o ensaio tenha sido realizado em animais, os cientistas consideram haver evidência clínica da capacidade protectora do café contra o Alzheimer. De qualquer forma, estudos observacionais em humanos já haviam constatado que a ingestão crónica de café, em adultos e idosos, diminui os riscos de demência e que a cafeína seria a provável responsável por essa protecção. A cafeína reduz a produção no cérebro de uma proteína anormal, denominada beta-amiloide, que, acredita-se, é responsável por causar a Doença de Alzheimer.

 

Em quantidades moderadas, o café é considerado uma bebida segura. Segundo os investigadores, a ingestão de quatro a cinco chávenas por dia foram suficiente para neutralizar a patologia e a perda de memória nos ratinhos com Alzheimer. Para ser eficiente contra a doença, o consumo pode ter início na idade adulta, entre os 30 e 50 anos, no entanto, o consumo precoce aumenta os níveis de protecção.

 

“Tanto esta, como inúmeras outras pesquisas sobre este tema, revelam que a cafeína parece melhorar o desempenho cognitivo, em particular, quando a pessoa está cansada, moderando também o declínio cognitivo associado ao envelhecimento. O facto é que a cafeína atenua a comunicação inibitória entre neurónios no córtex cerebral, resultando num efeito globalmente facilitador da excitabilidade neuronal, que está provavelmente subjacente aos efeitos cognitivos agudos benéficos da cafeína”, afirma o Prof. Rodrigo Cunha, Director do Departamento de Neurofarmacologia do Centro de Neurociências de Coimbra.

 

O Programa “Café e Saúde” foi implementado em Portugal, em 2007, pela AICC (Associação Industrial e Comercial do Café) com o objectivo de mudar a atitude dos profissionais de saúde relativamente ao consumo de café. É um projecto de informação, dirigido a profissionais de saúde, que procura esclarecer e desvendar mitos sobre a ingestão do café, reunir evidência científica quanto aos benefícios inerentes ao seu consumo na prevenção de algumas patologias e estimular o conhecimento específico sobre esta temática. Criado pela OIC (Organização Internacional do Café) apoia, actualmente, programas em Portugal, Espanha, Alemanha, Itália, Finlândia, França, Holanda, Rússia e Reino Unido.

 

Fonte: Médicos de Portugal

 


Projeto europeu EURO-HEALTHY

2º Workshop - Validação dos problemas que afetam a equidade em saúde e da adequação das políticas na sua resolução

No dia 20 de fevereiro entre as 14:00h e as 18:30h, no Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL), situado no Picoas Plaza, Lisboa, realizár-se-á o 2º Workshop - Validação dos problemas que afetam a equidade em saúde e da adequação das políticas na sua resolução.

Este Workshop está a ser preparado pela Universidade de Coimbra, pelo Instituto Superior Técnico - Universidade de Lisboa e pelo Pelouro dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa.

EURO-HEALTHY

https://www.euro-healthy.eu


Terapia Ocupacional

A Delegação da Madeira disponibiliza aos seus utentes e comunidade em geral, o serviço de Terapia Ocupacional.

 

O terapeuta ocupacional é um profissional de saúde que recorre a
atividades terapêuticas como meio de avaliar, facilitar, restaurar ou
manter as competências de cada individuo, que lhe permitem ser funcional
e autónomo no dia a dia.

As atividades podem ser individuais
ou em grupo e são graduadas e adaptadas a cada indivíduo/grupo com foco
sobretudo no trabalho de competências cognitivas, motoras e sensório
perceptivas com o intuito de:

 

•    Promover a autonomia

•    Reestabelecer e/ou manter capacidades funcionais

•    Desenvolver estratégias de adaptação

•    Promover o bem-estar físico e mental

Atividades

Movimento e estimulação sensorial:
promover o uso competências motoras e de práxis, bem como dos canais
sensitivos, de forma a manter amplitudes de movimento, equilíbrio e
endurance;

Atividades com base na ocupação: culinária, jardinagem, entre outras, como forma de estimulação de competências sensório-motoras, cognitivas e sociais;

Treino de AVD’s
:
realização de atividades de vida diária básicas e instrumentais
adaptando as tarefas e ambiente de forma a promover a autonomia e
manutenção de capacidades funcionais.

 

 

Horário:

Atividade em grupo

  • Quarta-feira às15h
  • Duração de 45 a 60 min

Apoio individual

  • Quarta-feira das 16h às 18h
  • Duração de 45 a 60 min

 

Para mais informações contacte-nos através do 291 772 021 (das 14h às
18h30) ou  916110841 ou ainda através do e-mail
geral.madeira@alzheimerportugal.org.