Bolsa de Auxiliares de Ação Direta

Bolsa de Auxiliares de Ação Direta

A Alzheimer Portugal dispõe de uma Bolsa de Auxiliares de Ação Direta, constituída por pessoas particulares, que não são funcionários da Associação, mas que manifestaram interesse em trabalhar como cuidadores de pessoas com Demência.

Quem são os(as) Auxiliares de Ação Direta ?

Estes(as) auxiliares não são profissionais da Associação. Trabalham a título particular e manifestaram interesse em trabalhar como cuidadores de pessoas com Demência, nos seus domicílios.

Necessito de contratar um(a) auxiliar. O que devo fazer?

Entre em contacto com a Alzheimer Portugal, seja por telefone para o 213610460/61, ou por email para informacao@alzheimerportugal.org. As Assistentes Sociais farão então uma pré-seleção de cerca de 5 a 6 contactos de auxiliares, para sua apreciação.

Sou auxiliar e quero de fazer parte da Bolsa. Como devo proceder?

Entre em contacto com a Alzheimer Portugal, seja por telefone para o 213610460/61, ou por email para informacao@alzheimerportugal.org para agendar entrevista com uma das Assistentes Sociais.


Emprego

Emprego

Se a pessoa foi diagnosticada com uma Demência precoce, provavelmente ainda estará trabalhar a tempo inteiro. Pode ser responsável pela família, ter um empréstimo para pagar e outras responsabilidades financeiras.

A Demência afeta as pessoas de forma diferente. A pessoa pode já ter alguns problemas no trabalho ou pode estar a conseguir lidar com a situação. No entanto, mais cedo ou mais tarde, as suas capacidades vão sofrer um declínio e a pessoa vai ter de considerar deixar de trabalhar.

A chave para tomar decisões relativas ao emprego é apoiar a pessoa com Demência de modo a fazer um controlo precoce, um planeamento e a ser realista. Consulte aqui mais informação sobre a tomada de decisões relativas ao emprego.

Por onde começar

Desde o princípio obtenha o máximo de ajuda possível. Procure o aconselhamento e apoio de:

  • Médico ou médico especialista;
  • Sindicato ou ordem profissional;
  • Alzheimer Portugal;
  • Consultores jurídicos e financeiros;
  • Um conselheiro (psicólogo)

 

Continuar a trabalhar

Se a pessoa com Demência decidir continuar a trabalhar, vai necessitar de considerar qual será a melhor forma de apoiá-la. Ajude-a a pensar na maneira de comunicar o diagnóstico ao empregador. Este é um passo muito relevante, por isso é importante planear o que vai dizer e qual a quantidade de informação que vai transmitir. Ensaiar a situação pode ajudar. Talvez possa sugerir que a pessoa leve alguém a acompanhá-la para ajudar a explicar a sua condição.

Outras sugestões a considerar são:

  • Discuta a possibilidade de alterar alguns aspetos que facilitem, à pessoa, a realização do trabalho;
  • Tente identificar no local de trabalho quem mais, entre colegas ou clientes, necessita de tomar conhecimento do diagnóstico;
  • Sugira à pessoa que ela tenha uma ou duas pessoas de confiança como apoios chave, no seu local de trabalho;
  • Certifique-se de que conhecem a legislação antidiscriminação;
  • Conheça as condições de emprego da pessoa, nomeadamente os direitos a licenças por doença e invalidez;
  • Sugira ao empregador contactar a Alzheimer Portugal para obter informação sobre a Demência, alterações do comportamento e quaisquer alterações no posto de trabalho

 

Planear o futuro

Continue a fazer o planeamento para a altura em que a pessoa vai necessitar deixar de trabalhar. Em relação a si, cuidador, se tem um emprego, conheça o seu direito às licenças de assistência à família e por doença.

Lembre-se

Quaisquer problemas que a pessoa tenha no trabalho podem ser resultantes da doença, pois a pessoa não tem o controlo sobre estes. Tal como qualquer outra doença grave, as pessoas diagnosticadas com Demência têm direito a um tratamento especial no seu local de trabalho.

Deixar de trabalhar

A pessoa com Demência pode decidir que é melhor deixar de trabalhar. Esta decisão não deve ser tomada de forma impulsiva. Certifique-se que ambos estão plenamente conscientes de todos os benefícios e direitos. Esta área pode ser muito complexa, por isso certifique-se que obtém um bom aconselhamento.

Antes de a pessoa tomar quaisquer decisões finais sobre deixar de trabalhar procure:

  • As políticas e direitos à reforma;
  • Direitos a licença por doença ou a licenças de serviço prolongadas;
  • Quaisquer seguros, quer de proteção ao rendimento ou outros seguros que tenham a componente de incapacidade;
  • Subsídios de doença ou de incapacidade;
  • Quaisquer benefícios a que a pessoa possa ter direito após deixar o trabalho;
  • Para si, cuidador, quaisquer benefícios a que tenha direito por cuidar de alguém com Demência que já não trabalha

Tenha calma, avalie e tome uma decisão informada. Estas decisões são importantes e podem afetá-lo a si e à sua família durante um longo período de tempo. Esteja ciente que este momento tem repercussões físicas e emocionais em si próprio. Certifique-se que:

  • Cuida de si próprio;
  • Procura ajuda;
  • Desenvolve uma rede de apoio de pessoas com as quais se sente confortável em partilhar os seus sentimentos;
  • Mantém contato com as pessoas

 

Lembre-se

Não está sozinho. Contacte a Alzheimer Portugal para a Sede ou Delegação mais próxima da sua área de residência.

Adaptado de Alzheimer Australia


Depois do Diagnóstico

Depois do Diagnóstico

Cuidar de alguém com Demência pode ser difícil e por vezes muito desgastante. Contudo, existem várias instituições que prestam serviços para ajudar as famílias e os cuidadores a apoiar a pessoa com Demência no domicílio. Algumas instituições, apesar de serem destinadas a pessoas mais idosas, também recebem as pessoas com Demência precoce e as suas famílias e cuidadores. No entanto, atualmente existem poucos serviços destinados especificamente a pessoas com Demência precoce.

Onde procurar informação

Após tomar conhecimento do diagnóstico, a prioridade das pessoas é, habitualmente, procurar informação sobre a Demência precoce e sobre as ajudas imediatamente disponíveis.

A Alzheimer Portugal pode ajudá-lo a compreender o que está a acontecer e fornecer suporte emocional, informação, formação e aconselhamento. Contacte a Alzheimer Portugal para a Sede ou Delegação mais próxima da sua residência.

A Alzheimer Portugal pode prestar informações sobre os cuidados e serviços de apoio domiciliário disponíveis, de modo a ajudar a pessoa com Demência a continuar a residir na sua casa.

A Alzheimer Portugal pode, ainda, fornecer informação e aconselhamento aos cuidadores sobre o seu papel, serviços de prestação de cuidados disponíveis e sobre os seus direitos.

A Alzheimer Portugal publicou um conjunto de informações para o cuidador, que descreve os serviços e apoio disponíveis e fornece assistência prática.

Apoio

A Alzheimer Portugal coordena vários grupos de apoio em todo o território Português, para as famílias e cuidadores de pessoas com Demência. Muitas pessoas obtêm um enorme conforto e assistência prática ao frequentar estes grupos de apoio e ao conhecer e partilhar a sua vivência com outras pessoas que estão numa situação semelhante. Os grupos reúnem-se regularmente sob a orientação de um facilitador. O facilitador geralmente é um profissional de saúde ou alguém com grande experiência em cuidar de uma pessoa com Demência.

?Ajuda saber que não estamos sozinhos? ajuda ouvir os outros que lidam com problemas semelhantes? sinto-me muito melhor por saber que existem outras pessoas com um papel de cuidador semelhante ao meu??

Aconselhamento

A Alzheimer Portugal presta gratuitamente um serviço de aconselhamento especializado às pessoas com Demência, suas famílias e cuidadores, que visa apoiar e ajudar as pessoas ao longo do curso da doença.

Serviços de saúde

O médico de família será, provavelmente, o profissional de saúde que prestará os cuidados de saúde à pessoa com Demência e à sua família, ao longo do curso da doença. É importante que os familiares e o médico sejam capazes de comunicar com facilidade, uma vez que isto trará um grande benefício para todos os interessados.

A Alzheimer Portugal pode ajudar as pessoas com Demência precoce. O encaminhamento para a Alzheimer Portugal pode ser realizado pelo médico, ou a pessoa pode contactar a associação diretamente.

Existem vários serviços de saúde que são baseados nas necessidades diagnosticadas na pessoa com Demência. O médico ou a Alzheimer Portugal podem ajudar a identificar quaisquer serviços que possam ser úteis.

Fazer um intervalo na prestação de cuidados

As famílias e os cuidadores necessitam de fazer pausas regulares na prestação dos cuidados. Uma das formas é fazê-lo através da organização de cuidados temporários regulares à pessoa com Demência. Existem outras formas de fazer estas pausas, por exemplo através de um alojamento temporário numa unidade residencial. Algumas instituições conseguem providenciar pausas flexíveis, situação que poderá ser apropriada para as pessoas com Demência precoce.

Serviços de Apoio Domiciliário

Existem vários serviços disponíveis para as pessoas com Demência que residem em casa. Estes serviços incluem a prestação de cuidados pessoais, realização das tarefas domésticas, preparação/entrega de refeições e manutenção da casa.

A Alzheimer Portugal pode aconselhá-lo na escolha de serviços que promovam uma vida segura. Contacte a Alzheimer Portugal para obter informações sobre as instituições que prestam estes serviços na sua área de residência.

A Alzheimer Portugal pode aconselhá-lo na escolha de serviços de promoção de uma vida segura. O aconselhamento também está disponível para o caso de serem necessárias modificações domésticas.

Estas informações podem ajudá-lo no planeamento do futuro. Mesmo que não sejam necessários no momento, podem vir a sê-lo futuramente.

Para mais informações, contacte o seu médico ou a Associação Alzheimer Portugal.

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Demência de Início Precoce

Demência de início precoce

Demência é o termo utilizado para descrever os sintomas de um grande grupo de doenças que causam um declínio progressivo no funcionamento mental da pessoa. É um termo abrangente que descreve a perda de memória, capacidade intelectual, raciocínio, competências sociais e alterações das reações emocionais normais. O termo Demência precoce é geralmente utilizado para descrever qualquer forma de demência diagnosticada em pessoas com idade inferior a 65 anos.

Embora a maioria das Demências afete pessoas idosas, ocasionalmente, pessoas mais jovens são diagnosticadas com Demência. A Demência tem sido diagnosticada em pessoas na faixa dos 50, 40 e até mesmo dos 30 anos.

A Demência em pessoas mais jovens é muito menos comum do que a Demência que ocorre após os 65 anos. Por esta razão, pode ser difícil fazer o seu diagnóstico e a sua incidência na população ainda não é clara.

Um diagnóstico correto é importante

É crítico numa fase inicial consultar um médico para obter um diagnóstico. Uma avaliação médica e psicológica completa pode identificar uma doença tratável ou pode confirmar a presença de Demência.

A avaliação pode incluir a realização de:

  • Uma história clínica detalhada, se possível, fornecida pela pessoa que apresenta a sintomatologia e por um familiar ou amigo próximo. A história clínica irá permitir estabelecer se os sintomas surgiram lenta ou subitamente e qual a sua progressão;
  • Um exame físico e neurológico aprofundado, incluindo testes dos sentidos e movimentos, de forma a excluir outras doenças e a identificar quaisquer outras situações que possam agravar a confusão Exames laboratoriais, que incluem uma variedade de análises ao sangue e à urina, para despistarem qualquer doença responsável pelos sintomas. O médico poderá fazer o despiste de Demência. Outros exames especializados, como por exemplo: Raio X, Electroencéfalograma (EEG), Tomografia Axial Computorizada (TAC), Análises do Líquido Raquidiano ou Ressonância Magnética;
  • Um exame do estado mental para avaliar as funções intelectuais que podem ser afetadas pela Demência, como por exemplo a memória, capacidades de leitura, escrita e cálculo;
  • Uma avaliação psiquiátrica para identificar perturbações tratáveis que podem mimetizar a Demência, como por exemplo a depressão, e monitorizar os sintomas psiquiátricos que podem ocorrer juntamente com a Demência, por exemplo ansiedade e delírios;
  • Um exame neuro psicológico para identificar as capacidades conservadas e avaliar áreas problemáticas, por exemplo a compreensão e o discernimento

As necessidades das pessoas com Demência precoce são diferentes?
Uma pessoa com Demência precoce vai necessitar de uma consideração extra, uma vez que a Demência aparece mais cedo na sua vida, numa fase em que provavelmente está mais ativa física e socialmente.

Na altura do diagnóstico a pessoa pode:

  • Ter um emprego a tempo inteiro;
  • Estar a criar uma família;
  • Ser financeiramente responsável pela família;
  • Ser fisicamente forte e saudável

As alterações do comportamento associadas à Demência podem ser mais difíceis de aceitar e de controlar numa pessoa mais jovem.
Para o membro da família que está a cuidar de alguém com Demência precoce, existem uma série de questões que podem surgir:

  • Perda

O sentimento de perda pode ser enorme, quer para a pessoa com Demência precoce, quer para a sua família. A perda não planeada do rendimento, caso a pessoa com Demência auferisse um rendimento, pode constituir um grande problema para a família. Isto pode ser agravado pela perda da autoestima (associada ao trabalho) e de um propósito na vida. Os planos de futuro, talvez de fazer uma viagem ou passar tempo com filhos ou netos, poderão não ser viáveis.

  • Alterações

Os prestadores de cuidados que são cônjuges podem ter a responsabilidade acrescida de cuidar da pessoa com Demência, bem como de criar os filhos e gerir as finanças. Às vezes, as famílias e os cuidadores têm de reduzir o horário ou deixar de trabalhar para cuidar da pessoa com Demência. Estas alterações podem ser significativas e, geralmente, não são desejadas.

  • Atitudes

Uma dificuldade adicional pode ser a atitude das outras pessoas. Pode ser difícil aceitar que uma pessoa mais jovem tenha Demência, particularmente quando não se conseguem ver alterações físicas óbvias. Pode parecer que mais ninguém na família ou na faixa etária do cuidador compreende o que está acontecer. A maioria das pessoas afetadas pela doença descobre que os amigos têm tendência a afastar-se à medida que a Demência progride, sendo que os amigos de uma pessoa mais nova podem afastar-se ainda mais cedo.

  • Crianças

As crianças podem reagir de forma diferente à doença, mas são suscetíveis a ter reações fortes. Numa altura em que estão a tentar lidar com o seu crescimento, têm também de lidar com um membro da família que está doente.

As crianças podem tornar-se irritadas e isoladas. Alguns jovens podem ter dificuldade em falar com os pais, por não quererem preocupá-los ou por terem receio que eles fiquem tristes ou, ainda, de serem um fardo adicional. Os jovens podem preferir falar com pessoas da sua idade ou com um conselheiro.

Informação baseada em Early onset of Alzheimer?s disease (Doença de Alzheimer de inicio precoce), Departamento da Saúde e Serviços da Família.

Lembre-se

Não está sozinho. A Alzheimer Portugal pode colocar as famílias e os cuidadores em contacto com outras famílias e outros cuidadores de pessoas com Demência precoce e fornecer contactos para grupos de apoio. Contacte a Alzheimer Portugal para a Sede ou Delegação mais próxima da sua área de residência.

Adaptado de Alzheimer Australia


Contactos para Media

Gabinete de Relações Públicas da Alzheimer Portugal

Tatiana Nunes

E-mail: tatiana.nunes[at]alzheimerportugal.org; relacoes.publicas[at]alzheimerportugal.org

Tel.: 213 610 460/7

Morada: Sede da Alzheimer Portugal, Av. de Ceuta norte, Lote 15, Piso 3 - Quinta do Loureiro, 1300-125 Lisboa


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Fact-Sheet

Factos e Dados sobre a Doença de Alzheimer

Demência

Demência é o termo usado para descrever os sintomas de um grande grupo de doenças que causam um declínio progressivo do
funcionamento de uma pessoa. É um termo usado para descrever a perda de
memória, inteligência, racionalidade, competências sociais e funcionamento físico. A doença de Alzheimer é a forma mais comum de
Demência, representando entre 50 - 70% dos casos de Demência.
 A
Demência pode acontecer a qualquer um, mas é mais comum após os 65 anos de idade. No entanto, uma pessoa com cerca de 30, 40 ou 50 anos também
podem desenvolver algum tipo de Demência.

Doença de Alzheimer

A
Doença de Alzheimer, de causa ainda desconhecida, provoca a neurodegeneração e o consequente agravamento, progressivo e irreversível, das funções cerebrais culminando na total perda de
autonomia. Os sintomas iniciais da Doença de Alzheimer incluem perda de
memória, desorientação espacial e temporal, confusão e problemas de
raciocínio e pensamento, provocando alterações no comportamento, na personalidade e na capacidade funcional da pessoa, dificultando a realização das suas atividades de vida diária.

Factos e Dados sobre a Doença de Alzheimer

  • Segundo estimativas da Alzheimer Europe, em Portugal existem cerca 182.526 pessoas com Demência
  • 7.3 Milhões de cidadãos europeus sofrem de uma das várias formas de Demência
  • Face ao envelhecimento da população nos estados-membros da União Europeia os especialistas preveem uma duplicação destes valores em 2040 na Europa Ocidental, podendo atingir o triplo na Europa de Leste
  • Todos os anos, 1,4 milhões de cidadãos europeus desenvolvem Demência, o que significa que a cada 24 segundos, um novo caso é diagnosticado
  • Cerca de 1 em cada 20 pessoas acima dos 65 anos e 1 em cada 5 pessoas acima dos 80 anos sofrem de Demência, sendo a Doença de Alzheimer responsável por cerca de metade destes casos
  • Uma em cada quatro pessoas com mais de 85 anos de idade sofrem de Demência
  • O total estimado de custos em todo o mundo com a Demência, foram de 604 mil milhões de dólares em 2010
  • Estes custos representam cerca de 1% do PIB mundial
  • Se a Demência fosse um país, seria a 18ª maior economia do mundo
  • Se a Demência fosse uma empresa, seria a maior do mundo, ultrapassando o Wal-Mart (414 mil milhões de dólares) e Exxon Mobil (311 mil milhões de dólares)

 

Informação rápida sobre a Doença de Alzheimer
  • A Doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa
  • A Doença de Alzheimer caracteriza-se pela morte neuronal em determinadas partes do cérebro
  • A Demência é uma doença fatal e, por enquanto, não existe cura
  • Alguns dos fatores de risco para a Doença de Alzheimer são: tensão arterial alta, colesterol elevado e homocisteína; baixos níveis de estímulo intelectual, atividade social e exercício físico, obesidade e diabetes e graves ou repetidas lesões cerebrais
  • Não existe um gene específico responsável por todos os casos da doença de Alzheimer
  • Os sintomas da doença de Alzheimer são frequentemente confundidos com sinais normais de envelhecimento
  • Não existe um único teste capaz de, por si só, diagnosticar definitivamente a Doença de Alzheimer
  • O diagnóstico deve ser realizado pelo médico especialista (Neurologista ou Psiquiatra) através de um processo de exclusão de outras causas que possam ser responsáveis pelos sinais e sintomas apresentados

Como escrever sobre Demência

Como escrever sobre Demência

Algumas ideias importantes a lembrar quando se escreve sobre Demência.
Os meios de comunicação social desempenham um papel crucial na transmissão de ideias e mensagens para o público em geral. São, por isso, um elemento de extrema importância quando se trata de aumentar a compreensão pública e literacia sobre a Demência.

É necessário comunicar imagens e mensagens positivas, mantendo-se uma visão realista sobre a natureza e implicações desta doença.

A informação é atual?

A vida não pára com o diagnóstico de Demência. Apesar de ser uma doença debilitante, muitos aspetos da vida ainda podem ser mantidos e a qualidade de vida privilegiada. Quando os media criam estereótipos antiquados e ideias erradas, estão a contribuir para o medo e o estigma que envolve a doença. O impacto é sentido diretamente pelas pessoas que lidam diariamente com a demência e pelas suas famílias e cuidadores, que são, então, ainda mais marginalizadas.

Uma maior compreensão da comunidade sobre a Demência é o primeiro grande passo para o diagnóstico precoce ou para a procura de apoio de forma muito mais fácil para as muitas pessoas que se preocupam com a perda de memória e primeiros sinais de demência.

Os media podem, assim, contribuir para assegurar a dignidade e os direitos das pessoas com demência, transmitindo a ideia de que as pessoas com demência são definidas por quem são e não pelo seu diagnóstico.

Pontos a recordar ao escrever sobre Demência

  • Imagens positivas

Imagens positivas são um importante componente para lutar contra o medo e o estigma que envolvem a Demência, assim como ajudar a tornar o assunto algo a que as pessoas estão mais dispostas a ouvir e a envolver-se.

  • A "cura" para a demência

Seja cauteloso ao discutir a possibilidade de uma "cura". Embora este seja um tema para notícias atraentes, informações inexatas ou exageradas nesta área são potencialmente prejudiciais para as pessoas afetadas pela Demência.

  •  Incluir um ponto de contacto

Os meios de comunicação podem, também ter o seu papel no que diz respeito a ajudar as pessoas com perguntas sobre a Demência, incluindo um ponto de contacto.

Basta incluir detalhes sobre a Alzheimer Portugal: www.alzheimerportugal.org. O site da Alzheimer Portugal irá, desta forma, permitir que as pessoas pesquisem e encontrem informações ou apoio.

Entrevistas e Interação

Entrevistar uma pessoa com Demência pode exigir paciência. Esteja preparado para dar mais tempo para as respostas e estar disposto a repetir as perguntas, se necessário.

  • Faça apenas uma questão de cada vez, claramente formulada, e seja claro e preciso quando procura informações sobre as experiências da pessoa;
  • Esteja ciente de que, uma vez que a Demência é um problema de memória, pode ser difícil para a pessoa responder a perguntas que os obriguem a recorrer à sua memória;
  • É comum receber de uma pessoa com Demência respostas concisas e curtas, em vez de respostas detalhadas e explicações;
  • Não confunda demência com deficiência auditiva. Pode ajudar se falar pausadamente, mas não é necessário levantar o tom de voz;
  • Trate a pessoa com Demência como qualquer outro entrevistado. Agir naturalmente, saudá-los com um aperto de mão e evitar o excesso de paternalismo são fatores importantes;
  • Se não entender a resposta que a pessoa com Demência lhe der, peça esclarecimentos, ou repita a ideia como você a percebeu, para ter a certeza de que era essa a mensagem que a pessoa pretendia transmitir;
  • Evite corrigir, interromper ou falar em nome da pessoa com Demência;
  • Lembre-se de que há uma pessoa por detrás da doença. Ouça a sua história