Manter-se envolvido e ativo

Manter-se envolvido e ativo

Se lhe foi diagnosticada Demência, saiba como é importante manter-se ativo e envolvido, bem como aceitar sugestões de como poderá fazê-lo.

As mudanças

À medida que as pessoas vão envelhecendo, as atividades que apreciam fazer podem ir mudando. Os passatempos e interesses que teve quando tinha 20/30 anos podem ser bastante diferentes dos que tem atualmente. A reforma pode ser uma altura propícia para retomar ou encontrar novos passatempos e reavivar interesses antigos.

Vivenciar as alterações relacionadas com a demência e perda de memória, pode significar, também, uma mudança nas atividades em que participa. Se tiver dificuldades em lembrar-se ou em expressar-se, a sua autoconfiança pode diminuir. Talvez possa sentir-se envergonhado pela perda de memória ou por não ser capaz de fazer coisas que anteriormente fazia.

Tornar as atividades mais fáceis

Manter-se ativo e envolvido nas atividades de que gosta é extremamente importante. Poderá tentar modificar as atividades que aprecia, em vez de desistir devido ao facto de estarem a tornar-se difíceis de executar. Por exemplo, um senhor estava a ter problemas para manter o seu nível de pontuação habitual no golf. Por este motivo, sentia-se envergonhado e pensou em parar de jogar com o parceiro. Mas acabou por optar por modificar a situação, solicitando ao seu parceiro que mantivesse a pontuação por si. Outras vezes optou por não contribuir para a pontuação da dupla. Realizar estas alterações permitiu que pudesse continuar a praticar o seu desporto preferido.

Uma outra forma de ajuda é dividir uma atividade em partes menores. Mesmo que não consiga realizar todas as etapas, poderá ser capaz de participar em algumas. Por exemplo, se tiver problemas em preparar uma refeição, em vez de desistir de cozinhar, pode ser capaz de fazer algumas partes, como por exemplo: descascar os legumes, colocar a mesa ou servir a refeição.

Muitas vezes, ajuda falar com os outros - eles podem ser capazes de ajudá-lo a manter a realização das suas atividades.

Atividades físicas

A atividade física é importante para manter a forma e a flexibilidade dos músculos e articulações. A atividade física desencadeia a libertação de substâncias químicas responsáveis por sensações de bem-estar e isto pode ajudar a reduzir a depressão e a ansiedade.
Alguns exemplos de atividades físicas são: caminhar; jardinar; cortar a relva; praticar golf, ténis, aulas de ginástica, ioga, tai chi ou fazer exercícios de alongamentos em casa.

Atividades mentais

Uma forma de manter a mente estimulada é, para muitas pessoas, manter ativas as partes do cérebro que estão a funcionar bem.
Alguns exemplos de atividades mentais que as pessoas, normalmente, apreciam são: fazer palavras cruzadas, ler, fazer puzzles e fazer jogos ou exercícios aritméticos. Manter-se envolvido nas atividades domésticas pode ser uma outra maneira de manter a mente estimulada.

Atividades criativas

A maioria das pessoas gosta de passatempos criativos. Estes podem incluir tricotar, bordar, carpintaria, costurar, pintar, desenhar, tocar um instrumento musical ou simplesmente ouvir música.

Se tem problemas na realização de alguma atividade de que gosta, tente simplificá-la, antes de a abandonar completamente. Por exemplo: se gosta de tricotar, poderá ser possível continuar a fazê-lo se utilizar padrões menos complexos. Peça a um familiar ou amigo que o ajude a começar a atividade, de forma a que possa depois continuar a fazê-la sozinho. Outra opção é um familiar ou amigo ajudá-lo ao longo da realização da atividade e, deste modo, ambos poderão apreciá-la em conjunto.

Atividades sociais

Ao longo da vida, algumas pessoas investem e adoram o relacionamento social, outras são mais caseiras e não procuram tanto esse tipo de relacionamento. É importante manter o contato social, o mais possível, caso seja algo que lhe dê prazer.

A atividade social pode envolver a participação em alguns grupos sociais como clubes de cidadãos seniores ou grupos de dança. Visitar os amigos, ir a um café ou um museu com um amigo ou familiar, jogar às cartas ou passar tempo com a família, também pode ser gratificante.

Para algumas pessoas com Demência é difícil estar em grandes grupos de pessoas. Demasiado ruído ou movimento pode criar ansiedade ou confusão. Poderá continuar a gostar de encontros sociais, estando com uma ou duas pessoas, em vez de estar com um grande grupo de pessoas.

A espiritualidade

A espiritualidade pode significar mais do que religião ou igreja. Pode relacionar-se com qualquer coisa que dê sentido ou paz à nossa vida.
Para muitas pessoas a fé espiritual é uma força importante para lidar com a demência, pelo que/ ou e, assim, manter o envolvimento religioso pode ser útil. Se sentir que ir ao seu local de culto (ex.: igreja) é difícil, poderá solicitar uma visita em casa ou escolher alturas em que o local esteja mais tranquilo.

O sentimento de espiritualidade pode ser adquirido, por exemplo, através da meditação, apreciar arte, desfrutar de um pôr-do-sol, fazer uma caminhada ao longo da praia, ou passar tempo com a família. É muito importante continuar a desfrutar de tudo o que dê sentido à sua vida ou que lhe traga uma sensação de paz ou prazer.

Sentido de humor

Continue a rir. Partilhar o seu sentido de humor é uma excelente maneira de libertar as tensões, bem como dar e contribuir na vida quotidiana.

Adaptado de Alzheimer Australia


Comportamento agressivo

Comportamento Agressivo

As pessoas com Demência podem ter alterações de comportamento, o que pode originar alguns comportamentos agressivos. Aqui iremos abordar as causas dos comportamentos agressivos e sugerir algumas formas para os controlar e evitar.

O que é o comportamento agressivo?

As alterações no comportamento das pessoas com Demência são muito comuns. Por vezes, estas alterações podem levar a comportamentos agressivos, tais como violência verbal, ameaças verbais, partir objetos ou violência física contra outra pessoa.

O que é que causa este comportamento?

Existem muitas razões pelas quais os comportamentos se alteram. Cada pessoa com Demência irá reagir às circunstâncias da sua própria maneira. Por vezes, o comportamento pode estar relacionado com as alterações que estão a ocorrer no cérebro. Noutros casos, podem existir acontecimentos ou fatores no ambiente que desencadeiam o desconforto da pessoa. Em algumas situações, uma tarefa, como por exemplo tomar banho, pode ser muito complexa. Muitas vezes, o comportamento também pode ser provocado pelo facto de a pessoa não estar a sentir-se bem.

Compreender o comportamento

É importante tentar compreender por que motivo a pessoa com Demência está a comportar-se de determinada maneira. Se os familiares e cuidadores conseguirem determinar o que está a desencadear o comportamento, poderá ser mais fácil descobrirem formas de evitar que ele surja novamente.

Algumas causas frequentes dos comportamentos agressivos são:

Questões de saúde

  • Fadiga;
  • Perturbação dos padrões de sono;
  • Situações de desconforto físico, tais como dor, febre, doença ou obstipação;
  • Perda de controlo sobre o comportamento devido às alterações físicas no cérebro;
  • Efeitos secundários adversos da medicação;
  • Perturbação da visão ou audição, que leva a pessoa a interpretar incorretamente aquilo de vê e ouve;
  • Alucinações

 

Comportamento defensivo
Uma pessoa com Demência pode sentir-se humilhada por ser forçada a aceitar ajuda para funções íntimas, tal como tomar banho. A pessoa pode sentir que a sua independência e privacidade estão a ser ameaçadas.

Fracasso
Uma pessoa com Demência pode sentir-se pressionada e frustrada devido ao facto de já não ser capaz de lidar com as exigências do quotidiano.

Dificuldade na compreensão
O facto de a pessoa já não conseguir compreender o que está a acontecer pode fazer com que se sinta desorientada. Por outro lado, a pessoa pode ficar angustiada devido ao facto de ter consciência do declínio das suas capacidades.

Medo
A pessoa com Demência pode ficar assustada por já não ser capaz de reconhecer determinados locais ou pessoas. A pessoa pode procurar lugares que lhe eram familiares numa fase anterior da sua vida ou pode estar a recordar uma experiência anterior, assustadora ou desconfortável.

Necessidade de atenção
A pessoa com Demência pode estar a tentar que alguém perceba que está a sentir-se aborrecida, angustiada, com energia excessiva ou doente.

O que pode tentar
Para prevenir o comportamento agressivo

  • Discuta as suas preocupações sobre o comportamento agressivo da pessoa com o médico. Este será capaz de detetar a presença de uma doença física ou desconforto e pode fornecer alguns conselhos. O médico também será capaz de avaliar se existe uma doença psiquiátrica subjacente ou efeitos secundários adversos da medicação;
  • Esteja atento aos sinais de alerta do comportamento agressivo;
  • Tente reduzir as exigências feitas à pessoa;
  • Elimine as possíveis causas de stress;
  • Certifique-se de que existe uma rotina consistente, realizada sem pressa;
  • Mantenha o ambiente calmo e sem grandes alterações;
  • Despenda tempo para explicar à pessoa o que está a acontecer, passo a passo, com frases simples. Mesmo que as suas palavras não sejam compreendidas, o seu tom de voz calmo pode ser reconfortante;
  • Evite o confronto. Tente distrair a atenção da pessoa ou sugerir uma atividade alternativa;
  • Certifique-se que a pessoa faz exercício suficiente e que participa nas atividades;
  • Certifique-se que a pessoa está confortável

As medidas preventivas nem sempre funcionam. Por isso, não se culpe se mesmo assim a pessoa ficar agressiva. Concentre-se em lidar com a situação da forma mais calma e eficaz possível.

Quando o comportamento agressivo surgir:

  • Mantenha-se calmo. Fale com um tom de voz calmo e tranquilizador;
  • Se possível, aborde o sentimento subjacente;
  • Fazer uma sugestão simples, como por exemplo tomarem uma bebida juntos, fazerem uma caminhada ou verem uma revista em conjunto, pode ajudar. A distração e o evitamento são frequentemente as abordagens mais úteis;
  • Se estiver a sentir-se inseguro, coloque-se fora do alcance da pessoa. Fechar a pessoa num sítio ou fazer a sua contenção irá certamente piorar a situação, pelo que são atitudes a evitar
  • Se desenvolveu algumas estratégias para o controlo dos comportamentos agressivos, tente certificar-se que são utilizadas pelas outras pessoas que também cuidam da pessoa com Demência

Os comportamentos agressivos podem ser muito difíceis para os familiares e cuidadores. Estes comportamentos não são destinados a perturbá-lo deliberadamente. Lembre-se de cuidar de si próprio e de fazer intervalos regulares na prestação de cuidados.

Cuidar de si próprio:
  • Tente manter-se calmo;
  • Se ficar frustrado ou perder o seu temperamento, não se sinta culpado. Contudo, considere esta situação como um sinal de que precisa de algum apoio extra. Converse com o seu médico, um amigo ou um conselheiro;
  • Prepare um refúgio seguro para si próprio, se o comportamento agressivo se tornar um problema. Por exemplo ter uma sala, de preferência com um telefone, que consegue trancar pela parte de dentro;
  • Nem sempre é fácil esquecer os incidentes. Estes podem fazer com que se sinta muito abalado;
  • Faça pausas regulares na prestação de cuidados

 

Quem pode ajudar?

Discuta com o médico as suas preocupações sobre as alterações de comportamento e o impacto que estas têm em si. Obtenha mais informação junto de técnicos da Alzheimer Portugal.

Adaptado de Alzheimer Australia


Sundowning

Sundowning

Aqui explica-se a razão pela qual algumas pessoas com Demência ficam, particularmente, inquietas no final da tarde e princípio da noite. Este fenómeno é conhecido por sundowning (Comportamento agitado ao anoitecer). São, ainda, fornecidos alguns conselhos práticos, aos familiares e cuidadores, para controlar o sundowning.

O que é o sundowning?

As pessoas com Demência podem tornar-se mais confusas, inquietas ou inseguras ao final da tarde ou início da noite. Esta situação pode piorar após uma mudança ou alteração da rotina da pessoa. Pode tornar-se mais exigente, inquieta, perturbada, desconfiada, desorientada e até ver, ouvir ou acreditar em coisas que não são reais, especialmente à noite.

As capacidades de atenção e concentração podem tornar-se ainda mais limitadas e algumas pessoas podem tornar-se mais impulsivas e responder às suas próprias ideias de realidade, situação que pode colocá-las em risco.

O que é que provoca o sundowning?

Ainda não há certezas sobre o que provoca o sundowning, embora pareça resultar das alterações que estão a ocorrer no cérebro. As pessoas com Demência cansam-se mais facilmente e podem tornar-se mais inquietas e difíceis de controlar quando estão fatigadas.

O sundowning pode relacionar-se com a falta de estimulação sensorial, depois de escurecer. À noite, existem menos pistas no ambiente, devido às luzes apagadas e à ausência de ruídos das atividades das rotinas diurnas. Uma pessoa que experiencia o sundowning pode estar com fome, desconfortável, com dor ou querer ir à casa de banho e só conseguir expressar estas necessidades através da inquietação. À medida que a Demência progride e que a pessoa apresenta uma menor compreensão do que está a acontecer à sua volta, pode tornar-se mais inquieta na tentativa de restaurar a sensação de familiaridade ou segurança. Muitas famílias e cuidadores referem que no final do dia a pessoa fica mais ansiosa para "ir para casa? ou para ?encontrar a mãe?, o que pode indicar a necessidade de segurança e proteção. A pessoa pode estar a tentar encontrar um ambiente que lhe seja familiar, particularmente um lugar que lhe era familiar numa fase anterior da sua vida.

Por onde começar

Discuta as suas preocupações sobre as alterações do comportamento da pessoa com o médico. Este será capaz de verificar se existe uma doença física ou desconforto presente e pode fornecer alguns conselhos. Providencie um exame médico minucioso e discuta a medicação da pessoa com o médico. Às vezes, mudar a dosagem ou a altura em que a medicação é administrada pode ajudar a aliviar os sintomas. O médico também poderá informar se a medicação está a provocar efeitos secundários indesejáveis.

 O que pode tentar

  • Se a fadiga da pessoa está a tornar o sundowning pior, descansar ao início da tarde pode ajudar. Mantenha a pessoa ativa durante a manhã e incentive-a a descansar após o almoço;
  • Ao início da noite pode ser útil a pessoa fazer algumas atividades que lhe sejam familiares (que tenha aprendido numa fase anterior da sua vida), como por exemplo, fechar as cortinas (como forma de evitar a confusão provocada pelas sombras que se podem refletir do exterior dentro de casa), beber um aperitivo, ajudar na preparação do jantar ou pôr a mesa;
  • Nunca contenha fisicamente a pessoa. Deixe a pessoa passear nos sítios onde esteja em segurança. Fazer uma caminhada ao ar livre pode ajudar a reduzir a inquietação;
  • Algumas pessoas ficam contentes com um animal de peluche, um animal de estimação, ouvir melodias familiares ou com a oportunidade para fazer um passatempo favorito;
  • Considere o efeito das luzes e ruídos da televisão e rádio. Estes estão a contribuir para a confusão e inquietação?
  • Tente não organizar o banho ou duche para o final da tarde, se estas forem atividades perturbadoras para a pessoa. A exceção pode ser feita para as pessoas que ficam mais calmas após tomarem um banho quente, antes de ir dormir
  • As luzes de presença ou um rádio a tocar baixinho podem ajudar a pessoa a dormir;
  • Para algumas pessoas, um leite morno, uma massagem nas costas ou uma música podem ter um efeito calmante;
  • Algumas pessoas podem precisar de medicação. Será necessário avaliar esta situação com o médico pois a toma de medicação para dormir poderá favorecer a incontinência;
  • Certifique-se que também consegue descansar bastante

Baseado em Care of Alzheimer?s Patients (Cuidar de Pacientes com Alzheimer), de Lisa Gwyther

Quem pode ajudar?

Discuta com o médico as suas preocupações sobre as alterações do comportamento e o impacto que estas têm em si.

Adaptado de Alzheimer Australia


Deambulação

Deambulação

Aqui iremos abordar o comportamento de deambulação de algumas pessoas com Demência. São discutidos os motivos da deambulação e realizadas algumas sugestões para controlar este comportamento.

As famílias e os cuidadores de pessoas com Demência podem ser, a determinada altura, confrontados com o problema do que devem fazer se a pessoa começar a deambular. O comportamento de deambulação é bastante comum e pode ser muito inquietante para as pessoas preocupadas com a segurança e bem-estar das pessoas com Demência.

Esta preocupação surge logo no momento da nomeação, ou seja, no próprio termo Deambulação. O seu significado remete-nos para andar sem objetivo, o que não corresponde normalmente ao real significado deste comportamento. Na realidade, quando andam, as pessoas com Demência têm um sentido, que pode estar relacionado com rotinas antigas (ir buscar o filho à escola ou ir ao café a determinada hora) ou mesmo com a sua profissão (policia, professor, carteiro). No entanto, a perda de memória e o declínio da capacidade de comunicação da pessoa com Demência pode torná-la incapaz de explicar o motivo pelo qual necessita de andar naquele momento - deambular.

Muitas vezes, existe a tendência para os cuidadores dizerem que as pessoas com demência fogem mas, na realidade, o que as pessoas querem é voltar a sua casa, ou ir trabalhar, ou, tal como já referimos, ir buscar o filho à escola. Isto é, a pessoa tem como objetivo fazer algo que faz parte da sua história de vida e das recordações que ainda tem, mesmo que não as consiga verbalizar.

Motivos do comportamento de deambulação

  • Alteração do ambiente

Uma pessoa com Demência pode sentir-se insegura e desorientada num ambiente novo, como por exemplo numa casa nova ou centro de dia. O comportamento de deambulação pode parar assim que a pessoa se habituar à alteração. O comportamento de deambulação também pode ser devido ao facto de a pessoa querer escapar de um ambiente ruidoso ou movimentado.

  • Perda de memória

A deambulação pode dever-se a uma perda da memória a curto-prazo. A pessoa pode sair para ir à loja ou a casa de um amigo e depois esquecer-se por que motivo saiu ou para onde ia. A pessoa pode, também, ter-se esquecido que o seu cônjuge avisou que ia sair durante algum tempo e por isso ir procurá-lo.

  • Excesso de energia

A deambulação pode ser uma maneira de gastar a energia em excesso, o que pode indicar que a pessoa necessita de ocupação e/ou mais exercício físico regular.

  • Procurar o passado

À medida que as pessoas se tornam mais confusas, podem passear em busca de alguém ou de algo relativo ao seu passado. Podem, por exemplo, procurar um cônjuge falecido, um antigo amigo ou a casa em que viviam quando eram crianças.

  • Expressar o tédio

À medida que a Demência progride, torna-se mais difícil para a pessoa concentrar-se durante algum tempo. A deambulação pode ser uma forma de a pessoa se manter ocupada.

  • Confundir a noite com o dia

A pessoa com Demência pode sofrer de insónia ou acordar de madrugada e ficar desorientada. Nesta sequência, pode pensar que é de dia e decidir sair para fazer uma caminhada. As dificuldades de visão ou a perda de audição podem fazer com que as sombras ou os sons da noite se tornem confusos e angustiantes, pelo que não devem sair sozinhos.

  • Dar continuidade a um hábito

As pessoas que estavam habituadas a caminhar longas distâncias podem, simplesmente, desejar continuar a fazê-lo.

  • Agitação

As alterações que ocorreram no cérebro podem causar um sentimento de inquietação e ansiedade. A agitação pode levar algumas pessoas a andar de um lado para o outro sem um propósito aparente. As pessoas com Demência podem ser incapazes de reconhecer a sua própria casa e por isso quererem ir-se embora.

  • Desconforto ou dor

Caminhar pode aliviar o desconforto, por isso é importante descobrir se existe algum problema físico ou condição médica e tentar lidar com a situação. Alguns exemplos são o uso de roupas apertadas, o calor excessivo ou a necessidade de encontrar a casa de banho.

  • Um trabalho para realizar

Por vezes, as pessoas podem sair de casa porque acreditam que têm um trabalho a fazer ou estão confusas sobre a hora do dia ou sobre a estação do ano. Isto pode estar relacionado com uma função antiga, como ir trabalhar de manhã e estar em casa no período da tarde para ficar com as crianças.

  • Sonhos

A incapacidade de diferenciar os sonhos da realidade pode levar a pessoa a responder a algo que sonhou, pensando que isso aconteceu na vida real.

O que pode tentar
As precauções que vai tomar vão depender da personalidade da pessoa com Demência, bem como da capacidade que esta tem para lidar com as diferentes situações, das razões para a deambulação e, também, do facto de viver num ambiente potencialmente perigoso ou num ambiente seguro.

  • Um check-up físico vai ajudar a identificar se o comportamento de deambulação foi provocado por uma dor, doença ou desconforto;
  • Discuta os efeitos secundários da medicação com o médico. Tente evitar os medicamentos que possam aumentar a confusão, causar sonolência e possível incontinência;
  • É importante assegurar que a pessoa tem consigo alguma forma de identificação para o caso de se perder. Uma pulseira de identificação com o nome, endereço e número de telefone pode ser muito útil quando a pessoa está desaparecida ou é encontrada. Outra opção é usar uma pulseira de alerta médico, com o número de telefone para contacto. Do mesmo modo pode ser útil coser etiquetas com o nome da pessoa nas peças de vestuário que ela utiliza regularmente;
  • Caso se ausente de casa, por exemplo nas férias, assegure que a pessoa transporta alguma forma de identificação que inclua a sua morada atual;
  • Algumas pessoas acham útil manter um registo ou um diário, de modo a observarem se existe algum padrão no comportamento de deambulação. Este pode ocorrer em determinados momentos do dia ou em resposta a certas situações, que posteriormente poderão ser mais cuidadosamente controladas;
  • Tente reduzir o número de objetos à vista, uma vez que estes podem provocar a deambulação. As malas, casacos, cartas para colocar no correio e a roupa de trabalho podem incentivar a pessoa com Demência a deambular;
  • Considere colocar campainhas que toquem quando as portas exteriores forem abertas;
  • Torne uma parte do jardim segura, de modo a ter um lugar seguro para a pessoa passear;
  • Frequentemente, pode fazer sentido informar os vizinhos e os comerciantes locais sobre o problema da pessoa. A maioria das pessoas, após compreender a situação, é muito útil e pode oferecer-se para o contactar caso detete que a pessoa saiu ou algum comportamento diferente

 

Se a pessoa com Demência desaparecer

  • Fique calmo;
  • Faça uma busca completa dentro de casa e fora dos edifícios;
  • Anote o que a pessoa trazia vestido;
  • Alerte os vizinhos;
  • Dê uma volta, a pé ou de carro, ao quarteirão, na área mais próxima e a quaisquer lugares que a pessoa visite regularmente. Se possível, alguém deve ficar em casa para o caso de a pessoa aparecer e para atender o telefone;
  • Entre em contacto com a polícia local. Informe-os que a pessoa tem Demência e expresse quaisquer preocupações que tenha em relação à segurança dela;
  • A polícia vai solicitar detalhes e uma descrição da pessoa e da roupa que trazia vestida. É sempre útil ter uma fotografia recente;
  • A polícia também pode perguntar sobre os lugares familiares ou favoritos da pessoa;
  • Recorde-se de rotinas antigas de que a pessoa se possa ter lembrado e que queira realizar

 

Quando a pessoa desaparecida volta para casa

  • Avise a polícia imediatamente;
  • Não repreenda ou mostre ansiedade por mais preocupado ou incomodado que tenha estado. A pessoa pode ter estado confusa e assustada;
  • Tranquilize a pessoa e volte à rotina regular o mais rapidamente possível

 

Quem pode ajudar?

Discuta com o seu médico as suas preocupações sobre as alterações do comportamento e o impacto que estas têm em si.

Adaptado de Alzheimer Australia


Sentimentos e adaptação à mudança

Sentimentos e adaptação à mudança

Se lhe foi diagnosticada Demência, aqui pode encontrar a explicação de alguns sentimentos que talvez esteja a vivenciar e algumas sugestões de adaptação às mudanças que a Demência traz.

Experienciar as mudanças relacionadas com a Demência ou perda de memória, pode levar à manifestação de uma grande variedade de emoções. Os sentimentos de choque, tristeza, frustração, vergonha, raiva e perda são comuns ao lidar com as alterações de memória. Claro que, apesar de viver com Demência, também poderá ter sentimentos de felicidade, prazer e alegria.

É normal vivenciar uma variedade de sentimentos e existem maneiras de ajudar a alcançar um equilíbrio entre permitir-se a sentir tristeza e frustração e encontrar formas de sentir alegria e prazer.

Choque

Poderá sentir-se chocado ao receber o diagnóstico de Demência. "Por quê a mim?" e "O que é que isto significa?", são questões que frequentemente as pessoas fazem a si próprias. É habitual, como com qualquer outra notícia importante, sentir-se angustiado durante o tempo em que se adapta às novas informações e entende o seu significado. Esses sentimentos costumam diminuir com o tempo, à medida que vai compreendendo e encontrando formas de se ajustar à Demência.

Alternativamente, para algumas pessoas o diagnóstico possibilita um sentimento de alívio, uma vez que explica os problemas de memória e outros, que têm vindo a sentir ao longo do tempo. Conhecer a razão dos seus sintomas e aquilo com que têm de lidar permite às pessoas andarem com a vida para a frente.

Raiva

Algumas pessoas sentem-se zangadas devido às mudanças com que têm de lidar. É natural, de vez em quando, sentirem raiva e ressentimentos da doença, da perda de memória e das dificuldades em realizar coisas que anteriormente eram capazes de fazer.

Frustração

Este é, provavelmente, o sentimento mais expressado pelas pessoas com Demência. Ter dificuldades em lembrar-se, em executar algo que anteriormente fazia ou procurar alguma coisa que não sabe onde colocou, pode ser extremamente frustrante.

Perda e tristeza

É natural que se sinta triste ou aborrecido pelas perdas que está a vivenciar. A perda de capacidades, competências ou independência podem criar uma enorme tristeza e um sentimento devastador.

A tristeza que persiste durante muito tempo, sem sinais de melhoria, pode indicar a existência de uma depressão. É importante falar com o seu médico ou com outro técnico de saúde, sobre as formas de tratar esta questão. A medicação pode, por vezes, ajudar nesta situação.

Vergonha

Esquecer um rosto conhecido ou não ser capaz de encontrar a palavra certa para se expressar, pode ser embaraçoso. E isto poderá fazê-lo sentir-se irritado ou frustrado.

O que pode tentar

  • As reações emocionais são normais, uma vez que está a enfrentar muitos desafios e adaptações. Cada pessoa tem a sua própria maneira de lidar com os sentimentos. O importante é encontrar formas que ajudem a lidar com os sentimentos adversos
  • Vivenciar o sentimento. Permita-se a sentir qualquer sentimento independentemente daquele que seja. Se está a senti-lo, é normal. Negar os sentimentos e esperar que eles passem, tende a intensificar e a prolongar o sofrimento
  • Conversar com um familiar ou amigo de confiança de família pode ajudar. Compartilhar os sentimentos ajuda frequente a compreender e reduzi-los. Pode conversar com um técnico da Alzheimer Portugal
  • Chorar. As lágrimas podem ser muito terapêuticas uma vez que libertam substâncias químicas relacionadas com o bem-estar, que o ajudam a sentir-se melhor. Deixe-as aliviar o seu sofrimento interior
  • Rir. Rir também liberta substâncias químicas relacionadas com o bem-estar, por isso procurar qualquer oportunidade para rir pode ser uma grande ajuda
  • Escrever um diário. Algumas pessoas acham que isto é muito útil. Escrever num diário, ou gravar num gravador de voz, pode ajudar a esclarecer e compreender os seus sentimentos e pode, ainda, ser uma ajuda pelo facto de permitir expressá-los de forma privada
  • Desfrutar das atividades. Fazer algo que aprecia ou da qual retira prazer pode ser uma grande ajuda se estiver abatido. Foque-se nas coisas que ainda é capaz de realizar e desfrute-as o mais que puder
  • Pode tentar utilizar outras maneiras de expressar os seus sentimentos, por exemplo através da música, aromaterapia, arte, dança ou exercício físico suave. Se tiver oportunidade, experimente algumas destas atividades
  • Pode adquirir um sentido de espiritualidade através de atividades religiosas, meditação, apreciar arte, desfrutar de um por do sol, caminhar ao longo da praia, ou passar tempo com a família. É muito importante continuar a apreciar qualquer coisa que dê à sua vida um sentido ou prazer

Não se incomode com algumas coisas. Poderá haver alturas em que lutará para se lembrar de uma informação que parece ser indispensável. Mas será que vale a pena os sentimentos de frustração e stress que isto lhe provoca? Tente deixar isto para trás e concentrar-se noutra coisa qualquer.

Seja gentil e paciente consigo próprio. Está a experimentar alterações que não são culpa sua e que fazem parte de uma doença. Talvez precise de mais tempo para fazer ou lembrar-se de coisas, por isso tente ser paciente consigo próprio.

Adaptado de Alzheimer Australia


Viver sozinho

Viver sozinho

Se vive sozinho e foi diagnosticado com Demência, aqui pode encontrar sugestões para ajudar-se a si próprio e informações sobre quem pode auxiliá-lo a continuar a viver sozinho e em segurança.

Cada vez mais na nossa sociedade as pessoas vivem sozinhas, quer seja por opção ou circunstância. Muitas pessoas vivem sozinhas na altura em que são diagnosticadas com demência e poderão continuar a fazê-lo com sucesso, durante algum tempo.

Seguem-se algumas sugestões que podem ajudá-lo, caso viva sozinho.

Peça ajuda

A maioria das pessoas valoriza a sua independência. Por isso, pedir e aceitar ajuda pode, às vezes, ser muito difícil. A família e os amigos ficam, geralmente, muito satisfeitos em ajudar, caso lhes dê conhecimento daquilo que necessita. Esta ajuda pode auxiliá-lo a manter a sua independência.

Os serviços de apoio domiciliário, à semelhança dos seus amigos e familiares, podem ajudá-lo a permanecer na sua casa, enquanto assim o desejar. Estes serviços podem incluir a preparação e entrega de refeições, a limpeza e manutenção de casa, o transporte e visitas sociais.

A Alzheimer Portugal tem informações detalhadas sobre os serviços disponíveis na sua área de residência.

Garanta a sua segurança
  • Gás e eletricidade

Pode introduzir dispositivos que desliguem automaticamente os aparelhos elétricos e a gás. Estes desligar-se-ão automaticamente, após um determinado período de tempo, caso tenham sido acidentalmente deixados ligados.

Procure equipamentos novos que se desliguem automaticamente.

  • Detetores de fumo

Todas as pessoas devem ter detetores de fumo instalados. Providencie alguém para verificá-los regularmente e instalar pilhas ou baterias novas, caso seja necessário. Pode considerar ter o detetor de fumo ligado à rede elétrica.

  • Emergências

Mantenha uma lista de números de emergência escritos em letra grande junto ao telefone, incluindo o seu endereço e uma descrição de onde vive. Considere a possibilidade de comprar uma pulseira ou colar que esteja ligado a um serviço de assistência 24 horas por dia que tenha os seus dados registados.

  • Mobiliário

Utilizar móveis simples e deixá-los no mesmo lugar pode ajudar a manter a casa organizada. Retire os tapetes soltos e verifique se as alcatifas não estão levantadas, de forma a evitar quedas.

  • Lembretes

Deixe lembretes escritos como por exemplo: "desligar o fogão" ou "desligar o ferro". Certifique-se que os coloca num sítio em que os veja com facilidade. Utilizar post-its é uma boa maneira de deixar lembretes a si próprio. Peça a um amigo ou parente para lembrá-lo das horas da refeição, compromissos e de tomar os seus medicamentos.

  • Chaves

Deixe duas ou três chaves sobresselentes ao cuidado de familiares, amigos ou vizinho de confiança.

  • À noite

Caso sinta que o seu sono fica perturbado pelo facto de deixar uma luz ligada durante a noite, poderá utilizar, como alternativa, uma luz com sensor de movimento.

  • Mantenha-se em contacto

É importante que mantenha os seus contactos sociais. Conversar com outras pessoas que foram diagnosticadas com demência pode ser uma ajuda.

O futuro

Se estiver preocupado em saber como gerir a sua vida à medida que a doença vai progredindo, contacte a Alzheimer Portugal para obter informação sobre opções de cuidados ou alternativas de residência para o futuro.

Adaptado de Alzheimer Australia


Condução

A Condução

Se lhe foi diagnosticada Demência, aqui pode encontrar informações importantes sobre a condução.

A condução envolve uma interação altamente complexa entre olhos, cérebro e músculos, bem como a capacidade de resolver problemas complicados. A Demência pode afetar a capacidade de condução de várias maneiras, tais como:

  • Orientar-se durante os trajetos;
  • Lembrar-se do sítio onde deve virar;
  • Ter a noção da distância dos outros carros e objetos;
  • Ter a noção da velocidade dos outros carros;
  • Tempo de reação;
  • Coordenação entre os olhos e as mãos

 

Devo continuar a conduzir?

Ter um diagnóstico de demência não significa, necessariamente, que deve abandonar a condução imediatamente.

A pessoa com Demência deve dar conhecimento da sua doença às autoridades competentes, uma vez que esta pode afetar as suas capacidades de condução.

A autoridade competente irá, geralmente, aconselhar o condutor a ir ao médico, para avaliar se é seguro a pessoa manter a condução e determinar um período de tempo para tal. Se for concluído que a demência já está a afetar a capacidade da pessoa conduzir, então a autoridade competente pode colocar condições na sua licença de condução. Exemplos destas condições são: só poder conduzir perto de casa, em determinadas alturas ou abaixo de 100km/h. Podem, ainda, ser solicitados regularmente exames médicos e de condução.
Poderá ser necessário abandonar a condução perante a existência de algumas mudanças na sua capacidade de conduzir. A seguinte lista pode ajudá-lo a identificar quaisquer mudanças que estejam a ocorrer.

Enquanto conduz:

  • Necessita de ser orientado?
  • Perde-se em áreas familiares?
  • Confunde a direita e esquerda?
  • Toma decisões mais lentas nos semáforos, cruzamentos ou quando muda de faixa?
  • Tem dificuldade em interpretar sinais de trânsito?
  • Conduz mais devagar?
  • Demora mais tempo a reagir?
  • Tem dificuldade em responder ao desconhecido?
  • Conduz no lado errado da estrada?
  • Muda de faixa inadequadamente?
  • Transgride as leis de trânsito?
  • Causa danos no carro e não consegue explicá-los?
  • Usa o acelerador e o travão ao mesmo tempo?
  • Trava de forma inadequada ao longo de estradas principais?

Caso tenha notado alguma das alterações descritas anteriormente, poderá ter que abandonar a condução, de modo a garantir a sua segurança e a dos outros. Se não tiver a certeza da existência de alterações poderá fazer um exame para avaliar a sua capacidade de condução e obter um parecer sobre o seu desempenho.

Pode pedir a um amigo ou familiar, ainda que não tenha notado qualquer alteração, uma opinião sobre as suas capacidades de condução.

O mais importante é manter a sua segurança e a segurança de outros.

Abandonar a condução

A Demência, mais cedo ou mais tarde, irá afetar a sua capacidade de condução. Por este motivo, algumas pessoas decidem, voluntariamente, entregar a sua licença de condução. Noutros casos é o médico que recomenda o abandono desta atividade.

Abandonar a condução é, para algumas pessoas, uma das coisas mais difíceis de fazer. O automóvel pode representar uma parte importante da sua independência e sem ele, a sua vida pode mudar.

Poderá sentir-se zangado, frustrado ou aborrecido com esta mudança. Falar sobre esses sentimentos, ou pedir informação a um familiar de confiança, amigo ou técnico da Alzheimer Portugal, poderá ajudá-lo.

Alternativas à condução

O abandono da condução pode ser menos difícil se encontrar alternativas para as suas deslocações. Pode tentar, por exemplo:

  • Pedir boleia a um familiar ou amigo;
  • Utilizar os autocarros, comboios ou táxis;
  • Caminhar;
  • Verificar na sua Junta de freguesia se existe algum transporte comunitário disponível

Algumas pessoas conseguem encontrar vantagens em não conduzir. Utilizar alternativas de transporte pode provocar menos stress, ter custos menores e permitir apreciar a paisagem ao longo do caminho.

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Cuidar de si próprio

Cuidar de si próprio

Se lhe foi diagnosticada Demência, aqui pode encontrar algumas sugestões para cuidar de si próprio.

Receber o diagnóstico de Demência foi, provavelmente, um choque para si, assim como para a sua família e amigos. No entanto, existem muitas coisas que poderá fazer para manter-se tão independente quanto possível e continuar a desfrutar da sua vida.

A saúde

É muito importante manter-se saudável.

Algumas sugestões:

  • Pratique regularmente exercício físico, de acordo com as indicações do seu médico. Pode tentar, por exemplo, andar a pé ou fazer jardinagem;
  • Mantenha uma alimentação equilibrada;
  • Repouse sempre que se sentir fatigado;
  • Tente incorporar a prática regular de relaxamento no seu quotidiano;
  • Limite o consumo de álcool. O álcool pode agravar, em algumas pessoas, os problemas de memória;
  • Certifique-se que está a tomar a medicação conforme lhe foi prescrita. Utilizar uma caixa organizadora de comprimidos pode ajudá-lo nesta tarefa. O farmacêutico poderá colocar os medicamentos na caixa, de acordo com o guia da prescrição;
  • Faça check-ups à sua saúde com regularidade;
  • Mantenha-se ativo. Tente manter as atividades que aprecia mesmo que para tal necessite de fazer algumas modificações

 

As emoções

Poderá sentir uma grande variedade de emoções ao vivenciar as alterações causadas pela Demência. Esta situação é muito frequente e partilhar estes sentimentos poderá ser uma ajuda. Converse com alguém em quem confie e com quem se sinta confortável. Pode, também, procurar um grupo de ajuda e conhecer outras pessoas com Demência, como forma de partilhar experiências e ideias para lidar com a doença.

Lidar com a perda da memória

Apesar de poder lembrar-se de acontecimentos ocorridos há muito tempo, os acontecimentos mais recentes podem ser facilmente esquecidos. Poderá ter dificuldade em manter a orientação em relação ao tempo, pessoas e lugares. Haverá dias em que sua memória estará melhor do que noutros e, apesar de perturbador, este tipo de oscilação é normal.

Algumas sugestões

  • Registe num caderno ou bloco de notas as coisas importantes que deve recordar e tente mantê-lo sempre consigo. Este caderno pode conter:
  • Marcações de consultas ou outros compromissos;
  • Uma lista de coisas a fazer;
  • Números de telefone importantes, incluindo o seu e aqueles que podem ser necessários numa emergência;
  • Os nomes de pessoas que precisa de recordar;
  • A sua morada e um mapa que assinale onde é a sua casa;
  • Um registo das suas atividades diárias, para as poder recordar;
  • Quaisquer pensamentos ou ideias que pretenda manter;
  • Tente estabelecer uma rotina regular, diária ou semanal. Isto ajudá-lo-á a reduzir a necessidade de confiar na sua memória;
  • Coloque um quadro num lugar de destaque, como por exemplo na cozinha, em que possa afixar ou escrever as coisas importantes que pretende recordar durante o dia ou semana;
  • Escreva os números de telefone em letras grandes e coloque-os junto do seu telefone. Deve incluir os números de emergência, bem como uma descrição do sítio onde reside;
  • Coloque etiquetas, nos armários e gavetas, com palavras ou desenhos que descrevam os seus conteúdos, como por exemplo: pratos, facas e garfos;
  • Mantenha um lugar especial para coisas importantes tais como: óculos, carteira e medicação;
  • Mantenha uma coleção de fotografias de pessoas que vê regularmente. Coloque etiquetas com os seus nomes e aquilo que fazem;
  • Uma forma de manter a noção do tempo é ir riscando os dias num calendário;
  • Solicite à família e amigos que telefonem imediatamente antes de visitá-lo, como forma de lembrança adicional

 

Ao longo do dia

Poderá achar mais difícil ou levar mais tempo a fazer coisas que anteriormente fazia com facilidade, como por exemplo preparar refeições, gerir o dinheiro e controlar as contas.

Algumas sugestões

  • Demore o tempo que for necessário e não permita que os outros o apressem;
  • Faça uma pausa quando sentir que alguma coisa é muito difícil de realizar;
  • Tente dividir uma tarefa em etapas menores e realizar uma etapa de cada vez;
  • Peça que o ajudem na realização das tarefas mais difíceis ou em parte delas

 

Comunicar com os outros

É importante que mantenha os seus contactos sociais. Algumas vezes, poderá ser difícil encontrar as palavras certas para exprimir os seus pensamentos e compreender o que as pessoas estão a dizer.

Algumas sugestões

  • Demore o tempo que for necessário;
  • Informe as pessoas que tem um problema de pensamento, comunicação e memória;
  • Se não compreender o que alguém diz, solicite-lhe que repita;
  • Não existe qualquer problema em perguntar várias vezes a mesma coisa;
  • Procure um lugar mais tranquilo quando se sentir incomodado por muitas pessoas ou muito barulho;
  • Se se esquecer de um pensamento, não se incomode. Não existe qualquer problema em esquecer-se e pode ser que mais tarde se recorde

 

Para não se perder

Poderá haver dias em que as coisas podem parecer-lhe desconhecidas, apesar de habitualmente lhe serem familiares.

Algumas sugestões

  • Se gosta de andar a pé, tente fazer sempre o mesmo caminho;
  • Não tenha medo de pedir ajuda;
  • Explique às pessoas que tem um problema de memória e que necessita de auxílio;
  • Mantenha sempre consigo a sua identificação, incluindo o seu nome, endereço, número de telefone e contacto de emergência. Estes elementos podem ser guardados na mala, bolso ou gravados numa pulseira. Mantenha estas informações atualizadas;
  • Considere a compra de uma pulseira ou colar que esteja ligado a um serviço de assistência, 24 horas por dia, de forma a ser localizado, no caso de se perder

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Os seus direitos

Os seus direitos

A Doença de Alzheimer, e outras formas de demência, determinam a nossa perda gradual de capacidade. Vamos deixando de conseguir tomar decisões livres e esclarecidas ou de exprimir a nossa vontade de forma adequada. Mas não perdemos os nossos direitos.

Desde logo, não perdemos o direito de planear o nosso presente e o nosso futuro.

Quando começamos a perder as nossas capacidades temos:

  • Direito a ser acompanhados nas nossas decisões, por alguém da nossa confiança;
  • Direito a que alguém nos represente quando já não conseguirmos tomar decisões autónomas

A capacidade não é um fenómeno de tudo ou nada, não se perde de um momento para o outro, nem se perde ao mesmo tempo a capacidade de tomar toda e qualquer decisão. É importante estarmos atentos e prevenirmos futuras situações de incapacidade.

Existe uma Regra Fundamental: a pessoa presume-se capaz enquanto não for declarada a sua incapacidade, através de uma decisão judicial, logo, ninguém pode, em seu nome, sem o seu consentimento:

  • Movimentar contas bancárias;
  • Proceder à venda ou oneração (hipoteca, por exemplo) de bens;
  • Celebrar ou denunciar contratos de arrendamento ou de qualquer outra natureza;
  • Autorizar intervenções de saúde ou acolhimento em resposta social
  • Importa saber o que podemos fazer para, se e quando nos tornarmos incapazes, estas e outras decisões poderem continuar a ser tomadas, em nosso nome, no nosso interesse e respeitando a nossa vontade

Importa:

  • Preparar o nosso futuro sobre questões de saúde, questões patrimoniais, sobre institucionalização e outras quesões que nos preocupem;
  • Poupar aos familiares a tomada de decisões difíceis

 

É vantajoso:

  • Partilhar com familiares e amigos em quem confiamos as nossas preferências sobre cuidados, sobre decisões de fim de vida, sobre a forma como pretendemos gerir os nossos rendimentos e o nosso património;
  • Escrever sobre estas questões;
  • Manter documentação sobre os nossos assuntos pessoais e patrimoniais devidamente organizada e actualizada;
  • Pedir aconselhamento jurídico para saber como:
  • Conferir a alguém da nossa confiança poderes de gestão dos nossos bens;
  • Nomear um procurador para cuidados de saúde que, em nosso nome possa tomar decisões de saúde em futura situação de incapacidade;
  • Subscrever um testamento vital;

O que é a Demência?

O que é a Demência?

Aqui pode encontrar informação sobre o que é a Demência e algumas indicações do que poderá fazer após o diagnóstico.

Quais são os sintomas da Demência?

Demência é um termo abrangente, utilizado para descrever problemas de memória e pensamento. Os sintomas iniciais incluem dificuldades em:
? Lembrar-se, particularmente dos acontecimentos recentes;
? Tomar decisões;
? Exprimir os seus pensamentos;
? Compreender o que os outros estão a dizer;
? Manter-se orientado em alguns sítios;
? Desempenhar tarefas mais complexas;
? Gerir as finanças.

Existem vários tipos de Demência?

Sim, existem vários tipos de demência. Os efeitos dos diferentes tipos de demência são semelhantes, mas não são iguais devido ao facto de cada tipo afectar, tendencialmente, diferentes partes do cérebro.

Algumas formas comuns de Demência são:
? Doença de Alzheimer;
? Demência vascular;
? Demência com corpos de Lewy;
? Demências frontotemporais (DFT);
? Demência provocada pelo álcool (também conhecida por Síndrome de Korsakoff);
A Doença de Alzheimer é a forma mais comum de Demência.

Quem desenvolve Demência?

Qualquer pessoa pode desenvolver Demência. No entanto, é mais comum acontecer após os 65 anos. Nas pessoas acima dos 85 anos, 1 em cada 4 têm Demência. Esta pode também afectar pessoas com idades compreendidas entre os 40 e 60 anos.

Existe algum tratamento para a Demência?

Atualmente não existe cura para a maioria dos tipos de Demência. No entanto, existem medicações e tratamentos alternativos que podem aliviar alguns sintomas.

O seu médico poderá aconselhá-lo sobre estes tratamentos.

O que posso fazer?

Talvez questione, desde há algum tempo, o que está a acontecer consigo e provavelmente tem andado preocupado e ansioso devido às alterações que já sentiu.

Ser diagnosticado com Demência é, certamente, uma situação perturbadora. Contudo, para algumas pessoas o diagnóstico pode ser sentido como um alívio. Aquele permite-lhes tomar conhecimento da doença, o que poderá ajudar a lidar melhor com ela, possibilitando, ainda, que comecem a planear o futuro.

Comece por contactar a Alzheimer Portugal.

A Alzheimer Portugal disponibiliza vários serviços de apoio a pessoas com qualquer tipo de Demência e às suas famílias, ao longo do curso da doença.

Informe as pessoas que lhe são próximas

É importante informar a sua família e amigos, quando se sentir preparado e caso eles ainda não tenham conhecimento, que tem Demência. Poderá ser difícil, para algumas pessoas, aceitarem a sua doença. Mas será melhor terem conhecimento desta, de forma a terem tempo para se adaptar à mesma, bem como procurar mais informação e a melhor forma de o apoiar. A Alzheimer Portugal criou uma secção dirigida, especialmente, à família e amigos, onde fornece informação sobre a Demência e formas de ajudar.

É importante que saiba que:

  • Continua a ser a mesma pessoa;
  • As alterações que está a vivenciar são devidas a uma doença do cérebro, chamada Demência;
  • Irá ter dias bons e maus ;
  • Cada pessoa é afectada de forma diferente e os sintomas podem variar;
  • Não está sozinho. Existem pessoas que compreendem aquilo que está a passar e que podem ajudá-lo;
  • Existem maneiras de lidar melhor, atualmente e no futuro, com a doença

Poderá sentir-se zangado, frustrado ou preocupado com as mudanças na sua vida. Falar sobre estes sentimentos com um familiar/amigo de confiança, ou ainda, com um técnico da Alzheimer Portugal, pode ajudá-lo. A Alzheimer Portugal poderá dar-lhe alguns conselhos.

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Sugestões para comemorar o Natal

Sugestões para comemorar o Natal

Todos nós adoramos passar o Natal com aqueles que mais amamos. Os cheiros, os sons e as luzes de Natal trazem de volta memórias felizes. As pessoas com demência podem também ter essa oportunidade.

O melhor presente que pode dar a uma pessoa com demência é a sua companhia e amor, preparando várias actividades para fazerem juntos.

Saiba quais actividades e presentes que poderão deixar o seu familiar com demência com um sorriso nesta época natalícia. O objectivo é sempre estimular a pessoa com demência e proporcionar-lhe momentos agradáveis e nunca deixá-la triste ou frustrada por não conseguir fazer alguma coisa. É importante que a pessoa tenha vontade e sinta prazer em realizar cada uma das actividades e que não se sinta obrigada ou pressionada a fazê-lo.

O produto final não é o mais importante, mas sim o modo como realizam juntos a actividade e, acima de tudo, o tempo de qualidade que passam juntos. Por isso, adapte a actividade ao seu familiar, de acordo com o seu nível de autonomia, com o seu estado de humor ou disposição em cada dia.

Não deve usar frases como «Não se lembra?» ou «Já não é capaz de fazer isso.» Deve utilizar sempre linguagem positiva para estimular a pessoa e contextualizar a actividade, dizendo, por exemplo, «Estamos a embrulhar este presente para oferecer no Natal à Beatriz.», «Vamos fazer um bolo para levar à Manuela».

Decorar a casa com enfeites natalícios

É sempre emocionante e agradável decorar a casa com os enfeites típicos desta época natalícia. Porque não envolver a pessoa com Doença de Alzheimer nesta actividade?

Damos-lhe algumas dicas, para tentar que tudo corra da melhor forma.

Dependendo do grau de autonomia da pessoa, pode optar por ter a maioria da decoração completa antes de envolver a pessoa demência. Ela pode ajudá-lo com os últimos retoques ou, caso o consiga fazer, participar em toda a decoração pode ser bastante benéfico e estimulante.

Compre enfeites inquebráveis, pois são muito mais seguros. No entanto, se seu familiar com demência costuma colocar objectos na boca, não use quaisquer ornamentos de pequena dimensão.
Não use doces ou quaisquer decorações comestíveis na árvore de Natal.

Criar novos enfeites para a árvore de Natal

Para decorar a sua casa nesta época natalícia, não necessita de gastar muito dinheiro. Pode aproveitar os enfeites de natais anteriores e mesmo utilizar os postais de Natal antigos e transformá-los em enfeites.

Recorte as imagens dos postais. Faça um furo próximo ao topo da imagem e coloque corda ou fita através do buraco. Pode, então, pendurar estes ornamentos feitos por si na árvore.

Você conhece a pessoa com doença de Alzheimer melhor do que ninguém, por isso sabe o que é mais apropriado e aquilo que a pessoa consegue fazer. Ela pode recortar as imagens, mesmo que não fiquem cortadas na perfeição, pode colocar o fio ou, simplesmente, pendurar os novos enfeites na árvore.

Uma outra alternativa é criar as suas próprias bolas de Natal. Pode substituir as bolas de natal tradicionais por pompons. Esta é uma actividade que pode funcionar bastante bem, pois a maioria das pessoas já o fez podendo, assim, funcionar como reminiscência. Estas «bolas»não se partem e a sua confecção têm diversas fases, o que ajuda na adaptação às capacidades da pessoa com demência.

Fazer uma árvore de Natal de papel, enfeitada com fotografias
Pode, também, fazer uma árvore de papel e enfeitá-la com imagens de Natais passados. Fazer esta árvore pode não só ser um momento divertido, mas é também uma grande oportunidade para relembrar. Este tipo de árvore é muito seguro.

Apreciar as decorações dos outros

Se não gosta de decorar a casa ou sente que suas decorações não são seguras, pode simplesmente passear pela rua com o seu familiar e apreciar ou fotografar as decorações das ruas, das lojas, escolas ou monumentos. No entanto, não é aconselhável levar a pessoa com Doença de Alzheimer para centros comerciais, pois estão sempre lotados e são muito confusos, podendo causar sensação de mau estar e desorientação

Embrulhar prendas de Natal

Porquíª deixar as prendas nos sacos e embrulhos feitos nas lojas? Voltar a embrulhar os presentes pode ser uma actividade estimulante a agradável para a pessoa com demência.

Pergunte-lhe se quer fazer um novo embrulho para os presentes, deixando-os mais bonitos. O mais importante não é que o embrulho fique perfeito, mas sim que a pessoa se sinta bem a fazê-lo.

Se o seu familiar não for capaz de embrulhar um presente, pode envolvê-lo em tarefas mais simples, como cortar o papel, colocar a fita-cola, colocar o laço no final ou, simplesmente, colocar as prendas debaixo da árvore de Natal.

Fazer postais de Natal

Pegue numas folhas de cartolina e em lápis de cor e desafie a pessoa com demência a, juntamente consigo, criar postais de Natal exclusivos para enviarem aos familiares mais distantes e mesmo àqueles que passam o Natal convosco.

Esta é também uma óptima actividade para as crianças fazerem com os avós.

Cantar canções de Natal

Todos nós temos aquelas músicas de Natal que nos trazem recordações e que sempre que ouvimos nos deixam a cantarolar.

Mesmo que a pessoa com Doença de Alzheimer já não se consiga expressar verbalmente, ela pode ser capaz de trautear a sua canção favorita ou simplesmente apreciar ouvir alguém a cantar ou ouvir a música a tocar na rádio. Cantar ou ouvir música é uma óptima actividade para as pessoas com demência, podendo trazer-lhes recordações e proporcionar-lhes momentos agradáveis.

Ver um filme de Natal

São muitos os filmes de Natal que existem. Porque não fazer um chá e sentar-se com o seu familiar a ver um filme? Pode ir explicando o que está a acontecer no filme, estimulando também o seu familiar a fazer comentários.

Pode também, ver um outro filme que esteja a passar na televisão.

Rezar

A maioria das pessoas com demência têm fortes laços com a sua religião. Mesmo estando numa fase avançada da demência, as pessoas podem espontaneamente recitar partes de uma oração que fazia parte do seu passado.

Se o seu familiar sempre foi religioso e teve esse hábito, pode acompanhá-lo a uma missa, podendo mesmo ir apenas ao final da missa, para não cansar demasiado a pessoa.

Pode levar a pessoa com Doença de Alzheimer a uma igreja perto de casa e rezar com ela, num ambiente mais calmo e com a igreja vazia.

Manter uma tradição de família

Todas as famílias têm algo especial que costumam fazer na época do Natal. Tente manter viva a tradição e caso já não seja possível manter a tradição na totalidade, pode manter apenas uma pequena parte dela.

Por exemplo, se toda a família costumava viajar até à terra natal no interior do país e este ano não for possível fazer essa viagem, pode optar por recriar o ambiente confeccionando o prato ou um doce típico da região.

Recordar histórias e momentos passados

Pode passar agradáveis momentos com o seu familiar com demência, recordando histórias e momentos felizes do passado.

Não pergunte «Lembra-se do que aconteceu há uns anos?», mas apenas conte a história e deixe o seu familiar fazer comentários. Falem sobre os membros da família do passado e do presente. Você pode dizer: "Quando o tio José contava anedotas e dançava no meio da sala, fazia-nos sempre dar grandes gargalhadas". Diga algumas piadas e riam-se um pouco. O riso é o melhor remédio

Ver álbuns de fotografias

Recordar momentos passados através de fotografias pode ser uma actividade bastante agradável, tanto para si, como para o seu familiar com demência.

Não pergunte à pessoa «Lembra-se de quem é este?» mas conte histórias relacionadas com as fotografias e faça comentários que estimulem a pessoa, como «Que bonita estava aqui a Inês.», «Olhe aqui o João, estava a comer um gelado de morango.»

Comer uma refeição tradicional

Esta actividade pode despertar o paladar da pessoa demência. Antes do dia de Natal, discutam as receitas. Falem sobre os diferentes ingredientes que precisa para confeccionar o prato. Prepare uma receita simples juntamente com a pessoa com demência. Planeie a refeição, perguntando «O que devemos comer primeiro?»

Peça-lhe ajuda para pôr a mesa ou dobrar os guardanapos. Conversem sobre os pratos e alimentos preferidos das várias pessoas da família e não se esqueça de incluir os alimentos preferidos da pessoa com demência na ementa.

Preparar um bolo

É sempre agradável comer um bolo acabado de sair do forno. Escolha uma receite e incentive-se o seu familiar a ajudá-lo a preparar o bolo. A ajuda pode ser bastante simples, mas útil e estimulante para ambos. Pode, por exemplo, pedir à pessoa com demência que lhe dê os ingredientes, que separe os ovos ou que bata a massa.

Envolva as crianças na celebração do Natal

O Natal com crianças é sempre mais mágico, por isso convide a família a passarem o dia juntos. Caso não existam crianças na família, podem ver álbuns de fotografias antigas e relembrar as brincadeiras e como eram os Natais quando ainda havia crianças.

Estas são apenas algumas sugestões. Como afirmado anteriormente, o que importa é que você e o seu familiar passem momentos agradáveis juntos. Não importa o que será, desde que vos faça sorrir.

Nunca discuta, não o pressione, não o contrarie. Tente adaptar e modificar as actividades que habitualmente costumava fazer para que a pessoa demência se sinta envolvida e seja bem sucedida na tarefa. Normalmente, é mais fácil para a pessoa com Doença de Alzheimer, fazer algo tal e qual como fez toda a vida, do que fazer algo de novo. E, claro, lembre-se sempre de sorrir!

Não deixe de decorar a casa ou pôr uma musica de Natal a tocar, pois este simples facto pode ajudar a pessoa com demência a orientar-se temporalmente.


Sugestões para utilizar a música em casa

Sugestões para utilizar a música em casa

"A música e as canções são testemunhas das nossas vidas, conectam-nos com o nosso mundo interior e dão voz às nossas experiências», K. Bruscia

O que é a Demência?

Demência é um termo utilizado para descrever doenças que provocam alterações progressivas na memória e pensamento.
Existem diferentes tipos de Demência, mas a forma mais frequente é a Doença de Alzheimer. A Demência pode surgir em qualquer pessoa, mas é mais comum a partir dos 65 anos de idade. A Demência não faz parte de um envelhecimento normal.

Sugestões para as famílias, amigos e cuidadores

Para as pessoas com perda de memória, a música e as canções tem um significado especial. À medida que a memória a longo prazo é ativada, é restaurado o sentido de identidade. A música proporciona relaxamento, retorno às boas lembranças e sentimentos de calma e segurança. A música reorienta a pessoa e distrai-a do stress da vida. Pode também ajudar a pessoa a recuperar de uma depressão.
Seguem-se algumas sugestões sobre como utilizar a música em casa com seu amigo ou parente.

1. Relaxem juntos

A música pode promover o relaxamento. Existem muitos tipos de música de relaxamento, como por exemplo os CDs de sons da natureza ou de compilações de música clássica, com ritmo lento e regular. A música que é familiar ao seu amigo ou parente pode, com frequência, ser mais eficaz.

2. Ouçam juntos

Arranje tempo para se sentarem e ouvirem música juntos. Este tempo não tem de ser longo. A música torna-se um veículo para a comunicação e oferece oportunidades para partilhar e relaxar. Fazer uma massagem suave nas mãos, ombros ou nos pés pode tornar-se parte de um ritual regular. Peça a um amigo, familiar ou voluntário para o ajudar, caso esteja muito ocupado.

3. Cantem juntos

Utilize CDs ou DVDs de karaoke ou cantem sem música gravada. Escolha as músicas favoritas da pessoa com Demência para cantarem juntos. Cante ao ajudar o seu amigo ou parente a tomar banho e durante outras tarefas do quotidiano.

4. Movimentem-se e dancem juntos

Tente movimentar-se ao som da música. Posicione-se em frente à pessoa, segure as mãos dela e movam-se para um lado e para outro. Dançarem juntos é bom, especialmente se o seu amigo ou parente dançava na juventude. Não tem de ser um perito. Podem movimentar-se em conjunto, de mãos dadas, ou tentarem uma posição típica de danças de salão.

5. Convide os amigos e façam uma atuação ao vivo

Oiça outras pessoas a cantar ou a tocar instrumentos, particularmente as crianças. Esta é uma atividade ótima que o seu amigo ou parente irá apreciar.

6. Faça uma banda com utensílios de cozinha

Bata com uma colher de pau numa panela, criando uma música com ritmo. Para aumentar o interesse, compre numa loja de música um pequeno tambor, um conjunto de maracas ou um instrumento de guizos.

Se sentir dúvidas sobre como tocar instrumentos de percussão, peça a uma criança para lhe mostrar o quanto pode ser divertido.

7. Assistam a concertos

Se for apropriado, tente assistir a concertos que o seu amigo ou familiar aprecie.

Sugestões gerais

 

1. Utilize a repetição

Quando estiver a desfrutar de algo, continue. Repetir é bom! A perda de memória a curto prazo leva a que a pessoa consiga apreciar a mesma canção ou música vezes sem conta. A repetição proporciona tranquilidade num mundo que progressivamente se torna mais confuso.

2. Use a reminiscência

A reminiscência é frequentemente estimulada por uma música específica. Esteja disponível para ouvir contar a mesma história inúmeras vezes.

3. Possibilite escolhas simples

Possibilitar escolhas pode ser muito estimulante para uma pessoa com perda de memória, mas as opções devem ser simples e previsíveis. Por exemplo, dê a escolher entre duas músicas; dançar ou não; ouvir música ou não.

4. Tenha em conta o humor da pessoa

Avalie o humor da pessoa nesse dia. Alguns dias são melhores que outros.

5. Evite demasiada estimulação

Tenha cautela para a pessoa não ficar demasiado estimulada. Analise os possíveis sinais de irritação ou agitação.

6. Esteja atento a possíveis reações à música

A música pode desencadear respostas emocionais agradáveis ou desagradáveis. A música pode libertar sentimentos que provocam choro e emoções profundas. Observe as reações na pessoa e em si próprio.

7. Escolha músicas familiares

Normalmente, as pessoas relacionam-se melhor com uma música que ouviam quando eram crianças ou adolescentes. Tente identificar qual era a música preferida da pessoa, por exemplo um hino, uma melodia, uma canção de embalar ou uma música associada a pessoas importantes na sua vida. Tente utilizar e tocar o tipo de música que apela às origens culturais e à história da pessoa.

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Sugestões para a expressão artística em casa

Sugestões para a expressão artística em casa

â??O poder de criar uma imagem é que ela permite às pessoas Demência expressarem-se de uma forma agradável e comunicarem com os outros. A imagem realizada não desaparece e pode ser redescoberta.» Pat Baines

O que é a Demência?

Demência é um termo utilizado para descrever doenças que provocam alterações progressivas na memória e pensamento.
Existem diferentes tipos de Demência, mas a forma mais comum é a Doença de Alzheimer. A Demência pode surgir em qualquer pessoa, mas é mais frequente a partir dos 65 anos de idade. A Demência não faz parte do envelhecimento normal.

Sugestões para as famílias, amigos e cuidadores

Todas as pessoas são criativas. Algumas pessoas gostam de cozinhar, outras de praticar jardinagem, escolher roupas, arrumar quartos, cantar ou tocar música. Outras pessoas expressam a sua criatividade através da pintura de quadros quadros, da poesia ou da prosa. A expressão artística pode ser algo de que a pessoa com Demência goste e que a faça sentir bem. Seguem-se algumas sugestões de atividades artísticas que pode fazer em casa com a pessoa de quem está a cuidar.

1. Prepare o espaço

Procure uma mesa de altura confortável e prepare o espaço que estiver imediatamente à frente da pessoa. Disponha em cima da mesa o papel (o A4 é um bom tamanho; o papel colorido é divertido), os materiais de arte (tintas de óleo, uma caixa de aguarelas, canetas de feltro, etc.), uma caneta e um lápis. Deixe as escolhas em aberto para que a pessoa possa optar por pintar, desenhar ou escrever.

2. Comece por algo

Forneça objetos como conchas, flores, sementes e folhas. Os livros de fotografia e pintura também podem ser inspiradores. Coloque os artigos ao alcance da pessoa com Demência. Se for necessário, escolha um objeto e entregue-o à pessoa, dizendo-lhe o que é: «Isto é uma concha muito bonita. Tem um padrão muito bonito».

3. Ajude a fazer os primeiros traços

Esteja pronto, se necessário, para ajudar a fazer os primeiros traços no papel. Faça traços simples. Se a pessoa foi artista, comece por um traço ou forma pequena. Caso contrário desenhe um círculo ou outra forma. Depois entregue o pincel e deixe a pessoa fazer os traços. Ocasionalmente, pode-lhe ser solicitado que desenhe, por exemplo, uma árvore. Comece o desenho de modo a que seja fácil à pessoa reconhecê-lo e, mais uma vez, entregue-lhe o pincel.

4. Escreva o que a pessoa ditar

Se o seu amigo ou parente quiser expressar-se sobre um assunto, escreva o que ele ditar. Leia em voz alta o que escreveu. Desta forma, está a ajudar o cérebro da pessoa a lembrar-se de como escrever. Após escrever algumas frases, entregue a caneta à pessoa.

5. Os duetos podem ser divertidos

Comece por fazer uma imagem de um momento feliz que passaram juntos. Entregue o pincel ou lápis ao seu amigo ou parente e incentive-o a desenhar algo de que se lembre.

6. Trate com respeito tudo o que a pessoa criar

A obra de arte é uma expressão criativa do seu amigo ou parente. Peça-lhe que o assine. Coloque-a num passepartout de papel colorido ou plastifique-a. Faça uma fotocópia da imagem e transforme-a num postal para enviar a outros familiares. Também poderá emoldurá-la e dá-la a um neto.

7. Não critique

Todos os trabalhos devem ser bem-vindos. Se não compreender a imagem, admire as suas cores ou padrões. Se as palavras estão com erros ortográficos não as corrija. Tente imaginar o que a palavra significa. Não corrija memórias das quais se lembra de forma diferente. Trate as histórias como obras da imaginação. Leia os textos em voz alta.

Como é que os cuidadores podem ser criativos

A pessoa que presta cuidados diariamente precisa de formas de se estimular a si mesma. As atividades criativas são uma forma de fazê-lo. É difícil ajudar alguém a ser criativo, se não tiver a oportunidade de sê-lo também.

1. Prepare um espaço para si próprio

Quando tiver pequenas pausas durante o dia, prepare um espaço e os materiais. Coloque uma caneta, um caderno, pastéis de óleo ou tintas e papel de qualidade. Escolha um lugar confortável.

2. Aproveite os minutos criativos

Não espere por um momento criativo, pois qualquer momento pode ser criativo. Confie na sua mão e imaginação. Aproveite para trabalhar nos minutos de que dispõe. Deixe o seu trabalho criativo de modo a poder continuí¡-lo mais tarde.

3. Um ritual diário

Faça da arte uma atividade diária, tal como lavar os dentes.

4. Ofereça pequenos presentes a si próprio

Mime-se com novos materiais, como uma caneta que escreve bem ou pastéis de óleo em novas cores. Os pequenos presentes são uma forma de se respeitar a si próprio.

5. Respeite o seu trabalho criativo

Nenhum ato criativo deve ser desperdiçado. Nunca rasgue o seu trabalho. Pode utilizá-lo em trabalhos posteriores, fazendo por exemplo uma colagem com imagens que fracassaram ou adicionando as frases que escreveu a textos posteriores.

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Sugestões para a comemoração de datas festivas

Sugestões para a comemoração de datas festivas

As celebrações de datas importantes e de festas religiosas, como o Natal, são tradicionalmente alturas de reunião familiar, troca de presentes, partilha de comida e bebida e comemoração. Todavia, estas datas podem simultaneamente ser fonte de alegria e de stress, especialmente para os prestadores de cuidados, porque representam, também, uma alteração na rotina normal.

O que é a Demência?

Demência é um termo utilizado para descrever doenças que provocam alterações progressivas na memória e pensamento.
Existem diferentes tipos de Demência, mas a forma mais comum é a Doença de Alzheimer. A Demência pode surgir em qualquer pessoa, mas é mais frequente a partir dos 65 anos de idade. A Demência não faz parte do envelhecimento normal.

Sugestões para as famílias, amigos e cuidadores

Torne as alturas festivas mais fáceis para si e para os outros, de modo a poder relaxar e aproveitar o tempo que estão juntos. Seguem-se algumas sugestões que podem ser úteis. Estas apesar de fazerem, muitas vezes, uma referência específica ao Natal, são uma orientação útil para outras reuniões familiares e celebrações religiosas.

1. Modifique o ambiente

Veja o que pode desencadear confusão na pessoa com Demência e, se necessário, altere o ambiente. No Natal, os enfeites artificiais de mesa, que parecem reais, como frutas, doces e as luzes de Natal cintilantes, podem provocar confusão. Considere fazer uma árvore de Natal sem luzes e coloque um prato de vaso por baixo, caso exista alguma probabilidade de a pessoa a regar.

2. Partilhe os cuidados

Crie oportunidades para os familiares e amigos partilharem o papel de cuidador. Eles podem ajudá-lo organizando um evento nas suas casas ou saindo em grupo para realizar uma atividade específica (ex.: cantar cânticos de Natal) ou assistir a uma missa.

3. Flexibilidade

Considere qual será a melhor altura para partilhar a refeição festiva, tendo em atenção que a alteração da rotina pode ser confusa para a pessoa com Demência. Pode optar por fazer a celebração ao almoço, em vez de fazê-la à hora de jantar, para minimizar possíveis sentimentos de inquietação ou de insegurança, que possam ocorrer no final da tarde ou princípio da noite.

4. É importante ter períodos de descanso e tranquilidade

Assumir demasiadas tarefas ou tentar manter tradições antigas pode aumentar o sentimento de estar oprimido pelas exigências da ocasião. Tenha calma e providencie tempo e espaço durante o dia para descansar e ter momentos de sossego. Sempre que possível mantenha as suas rotinas habituais e certifique-se que existem ocasiões em que não está ativo e rodeado de barulho. A pessoa com Demência também poderá necessitar de momentos de sossego e de estar rodeado por um grupo de pessoas mais pequeno.

5. Troca de presentes

Incentive a pessoa a participar na preparação e entrega dos presentes, de acordo com o seu interesse e capacidades. Em conjunto podem fazer biscoitos e colocá-los em pacotes, embrulhar os presentes e escrever os cartões. Também é útil sugerir ideias para os presentes da família de amigos.

6. Envolva a pessoa com Demência

Ajudar numa tarefa simples ou na preparação da refeição é importante para a pessoa com Demência manter uma sensação de bem-estar. Se as tentativas para ajudar provocarem ansiedade ou confusão na pessoa, modifique a tarefa ou proponha uma atividade alternativa, tal como dobrar os guardanapos.

7. Partilhar memórias

A época festiva pode evocar memórias de acontecimentos familiares antigos, partilhados com os entes queridos. Ouvir, partilhar recordações e incentivar a reminiscência pode ser uma experiência válida e tranquilizadora para todos os envolvidos. Cantar cânticos de Natal ou canções tradicionais e ver filmes antigos podem ser atividades apreciadas simultaneamente pelos mais novos e mais idosos.

8. Procure suporte emocional

O Natal é uma época em que a pessoa com Demência e os seus familiares podem experienciar um sentimento de perda. Este pode atingir de modo mais significativo as pessoas que não têm família ou aquelas que vivem afastadas dela. Reconhecer as necessidades emocionais e procurar apoio durante este período pode ajudar a reduzir os sentimentos de solidão e de isolamento social.

Adaptado de Alzheimer Australia


Sugestões para visitar a pessoa com Demência

Sugestões para visitar a pessoa com Demência

?As visitas regulares podem fazer uma diferença para si e para o bem-estar emocional da pessoa com Demência? Marion, cuidadora formal num lar residencial

O que é a Demência?

Demência é um termo utilizado para descrever doenças que provocam alterações progressivas na memória e pensamento.
Existem diferentes tipos de Demência, mas a forma mais comum é a Doença de Alzheimer. A Demência pode surgir em qualquer pessoa, mas é mais frequente a partir dos 65 anos de idade. A Demência não faz parte do envelhecimento normal.

Sugestões para as famílias, amigos e cuidadores

Visitar alguém com Demência e os seus familiares é importante para o bem-estar emocional deles. Contudo, as pessoas com Demência, geralmente, não são capazes de iniciar atividades ou entretê-lo a si, o visitante. Seguem-se algumas sugestões, que podem ser úteis ao visitar o seu amigo ou familiar, quer este resida em casa ou num lar residencial.

1. Desenvolva uma atitude flexível

Todos temos dias em que nos sentimos com muita ou pouca energia e o seu amigo ou familiar pode estar cansado no dia em que o for visitar. Quando as coisas não correrem como tinha planeado, lembre-se que a sua visita continua a ser importante, tanto para si como para a pessoa que está a visitar.

2. Seja gentil consigo mesmo

Visitar uma pessoa com Demência pode ser, por vezes, triste e
difícil, pelo que talvez necessite de suporte. Talvez possa levar consigo um amigo solidário ou planear fazer algo agradável para si próprio no caminho de regresso a casa.

3. Leve algo consigo

Pode estimular o envolvimento da pessoa que vai visitar, levando consigo uma revista ou jornal. Juntos, podem ler os artigos interessantes ou fazer um questionário. Leve flores, doces ou fotografias/postais antigos. Estes podem tornar-se numa atividade que ajuda à estimulação e reminiscência.

4. Estabeleça um ritual de visita

Em todas as visitas, diga e faça as mesmas coisas à chegada e à partida. Isto vai ajudar o seu parente ou amigo. Apresente-se à chegada. Por exemplo diga "Olá mãe, sou eu, a Elisabete, sua filha ". Lembrar o seu nome e o vosso parentesco reduz a ansiedade do seu amigo ou familiar. Não o faça adivinhar.

5. Escreva cartas e postais

Escrevam, em conjunto, uma carta para um amigo comum ou familiar. Isto pode promover e manter ligações importantes na vida da pessoa com Demência.

6. Apresente-se à equipa

Se visitar uma unidade de cuidados residenciais, apresente-se e informe o seu grau de parentesco com a pessoa que está a visitar.

7. O silêncio não é algo negativo

Tente aprender a desfrutar dos momentos de tranquilidade.

8. Providencie uma bebida

Uma chávena de café, chá ou copo de água vão ajudar o seu amigo ou familiar a ingerir líquidos, socializar e a manter os ?antigos? padrões de hospitalidade.

9. Falar não é tudo

Abraçar, fazer uma massagem nas mãos e pescoço e dar as mãos, pode substituir ou complementar a conversa.

10. Comece a fazer um livro de coisas importantes a lembrar

Este pode ser escrito e lido por todos os visitantes e funcionar como um estimulante da memória do seu amigo ou parente.

11. Faça um livro de vida

Esta é uma ótima maneira de validar a vida do seu amigo ou familiar e
recordar feitos antigos. Construam-no durante as visitas. Este projeto pode tornar o vosso tempo juntos ainda mais agradável e especial.

12. Considere a realização de tarefas

Cosa etiquetas na roupa, ajude na hora das refeições ou leve a pessoa que está a visitar a dar um passeio. Isto para além de beneficiar a pessoa, irá manter o seu papel vital e ajudá-lo a sentir-se útil e importante. Irá, ainda, auxiliar a equipa da unidade residencial.

13. Toque um instrumento ou cante

Se for músico, considere tocar um instrumento ou cantar para o seu amigo ou familiar. A música promove o relaxamento, o regresso de memórias agradáveis e sentimentos de tranquilidade e segurança.

14. Leve consigo um animal ou o seu animal de estimação

A visita de um animal de estimação muito amado pode melhorar a saúde emocional e o bem-estar do seu amigo ou parente. Se a visita decorrer num lar residencial, converse com a equipa antes de levar o animal consigo.

15. Saiba que a sua visita faz diferença

As pessoas que vivem em lares residenciais necessitam de apoio emocional para o seu bem-estar e quando têm visitas semanais regulares apresentam menor propensão a ficar deprimidas.

16. Se necessário, fale com alguém

Existem muitas questões em torno da mudança de papéis e da tristeza que afeta as famílias, amigos e cuidadores de pessoas com Demência. É muito importante cuidar de si próprio.

Adaptado de Alzheimer Australia


Sugestões para os amigos

Sugestões para os amigos

Apesar de as nossas vidas terem mudado para sempre, existe vida após o diagnóstico. Precisamos das nossas famílias e amigos para caminhar a nosso lado à medida que construímos uma nova vida.?
Nancy, cuidadora

O que é a Demência?

Demência é um termo utilizado para descrever doenças que provocam alterações progressivas na memória e pensamento.
Existem diferentes tipos de Demência, mas a forma mais comum é a Doença de Alzheimer. A Demência pode surgir em qualquer pessoa, mas é mais frequente a partir dos 65 anos de idade. A Demência não faz parte do envelhecimento normal.

Sugestões para as famílias, amigos e cuidadores

A pessoa com Demência continua a experienciar todas as emoções habituais dos adultos, embora a capacidade de expressá-las possa estar afetada. Seguem-se algumas sugestões para apoiar um amigo com Demência.

1. Ajude o seu amigo a manter a independência

Dê apoio ao seu amigo com Demência para ele fazer o máximo que conseguir, durante o maior tempo possível. Não assuma o comando de tudo. Dê à pessoa o tempo e espaço que necessita para realizar as suas atividades.

2. Oiça e dê tempo à pessoa para responder

Dê tempo ao seu amigo para encontrar a palavra que deseja utilizar. Tente não terminar as suas frases. Oiça e não deixe a pessoa sentir-se constrangida caso se esqueça do que estava a dizer.

3. Comunique de forma clara

Evite fazer perguntas ao seu amigo que possam provocar confusão. É útil simplificar as frases, mas não fale de uma forma que inferiorize a pessoa.

4. Seja realista sobre a perda de memória

O seu amigo não vai conseguir lembrar-se de tudo, incluindo de acontecimentos recentes. Não se sinta ofendido caso a pessoa não se lembre de algo especial.

Como apoiar um familiar

Cuidar de uma pessoa com Demência pode ser física e emocionalmente desgastante. Alguns familiares podem ter dúvidas sobre os seus próprios sentimentos e acreditar que os outros não compreendem como se estão a sentir.

É importante lembrar que todos os membros da família são afetados, de várias maneiras, pela Demência do seu parente. Como amigo pode fazer muitas coisas para apoiá-los.

1. Mantenha-se em contacto

Mantenha o contacto. Pense em várias maneiras de ajudar os familiares a manterem os seus passatempos ou interesses. Frequentemente os familiares e cuidadores desistem das atividades, sendo que com uma pequena ajuda poderiam conseguir mantê-las.

2. Faça pequenas coisas ? estas significam muito

Pode ajudar nas atividades do quotidiano. Por exemplo, se estiver de saída para fazer algo, confirme com o familiar se ele necessita de alguma coisa.

3. Ajude-os a fazer um intervalo

Ofereça-se para passar algum tempo com a pessoa com Demência, para que os familiares possam fazer coisas como ir às compras, frequentar um grupo de apoio, visitar um amigo ou terem um tempo para si próprios, mesmo que em casa.

4. Seja específico quando oferecer ajuda

Ofereça auxílio prático. Pergunte à família especificamente de que ajuda necessita e verifique se pode auxiliar em tarefas como cuidar do jardim, cozinhar ou descobrir que outros apoios existem.

5. Seja um bom ouvinte

Tente reconhecer as alterações que a pessoa com Demência e os seus familiares estão a experienciar. Não precisa de fornecer as respostas, seja simplesmente um bom ouvinte. Tente não julgar ou questionar, mas sim apoiar e aceitar.

6. Aprenda mais e envolva-se

Compreender a Demência irá ajudá-lo a ser um amigo solidário. Tente ir a uma ação de formação ou workshop promovido pela Alzheimer Portugal e consulte o nosso site.

Adaptado de Alzheimer Australia