Portugueses são mais afetados por demência vascular

Um estudo desenvolvido por investigadores da Unidade de Investigação em Epidemiologia (EPIUnit) do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), que avaliou a prevalência de défice cognitivo e de demência numa amostra da população portuguesa, apurou que a principal causa de demência em Portugal estará relacionada com fatores vasculares (demência vascular) e não com doença de Alzheimer, ao contrário do que acontece na maior parte dos países da Europa Ocidental. 
A mensagem positiva é que a demência vascular pode ser evitada pela modificação dos estilos de vida.
Dado o crescente envelhecimento da população, o défice cognitivo e a demência são cada vez mais frequentes em todo o mundo, afetando a qualidade de vida de milhões de doentes e das suas famílias. Perceber quais as principais causas e de que forma se pode prevenir o declínio cognitivo é por isso importante, para se alcançar ganhos em saúde.
Em Portugal, o único estudo epidemiológico a avaliar o declínio cognitivo e a demência na população portuguesa data de 2003 e aponta para uma prevalência de 2.7% da doença em indivíduos com idades compreendidas entre os 55 e os 79 anos.
O presente estudo, que vem aprofundar o anterior, avaliou a prevalência de défice cognitivo e de demência numa amostra de 730 indivíduos da coorte EPIPorto (um estudo de base populacional, que avalia, há 18 anos, os determinantes de saúde da população adulta residente no Porto) e tentou identificar as suas causas mais frequentes.
Os resultados mostram que cerca de 4.5% dos indivíduos com mais de 55 anos apresentam demência ou défice cognitivo ligeiro.
A investigação viu ainda que o tipo de demência mais prevalente em Portugal é a demência vascular e não o Alzheimer, contrariando assim a tendência verificada na maior parte dos países ocidentais.
Luís Ruano é o primeiro autor da investigação, publicada na revista “American Journal of Alzheimer’s Disease & Other Dementias®”.
A principal explicação para estas diferenças resulta da elevada incidência de casos de acidente vascular cerebral (AVC) em Portugal, em comparação com outros países, o que pode explicar a prevalência da demência vascular no nosso país. De facto, pelos danos que provoca no cérebro, o AVC é um fator de risco para o desenvolvimento deste tipo de demência.
Adicionalmente, a razão para esta diferença pode residir no facto de “Portugal ser o país da Europa com maior consumo de peixe, particularmente peixe gordo, o qual parece estar associado a menor risco de demência e de Alzheimer”, refere Luís Ruano, primeiro autor do estudo. Outra explicação poderá passar pela “menor prevalência entre a população portuguesa do alelo ε4 do gene APOE,  o fator genético de risco mais comum para a doença de alzheimer”, acrescenta.
A investigação publicada na revista American Journal of Alzheimer’s Disease & Other Dementias® “acarreta uma importante mensagem de saúde pública relativamente à epidemiologia da demência em Portugal e revela um elevado potencial para a prevenção e gestão da demência vascular”, diz Luís Ruano.
Este tipo de demência pode ser prevenido, pelo que há que apostar, por exemplo, em medidas de prevenção primárias, como “a prática de uma dieta saudável, de exercício físico regular e o controlo dos principais fatores de risco cardiovasculares”. Tais recomendações poderão ajudar a diminuir o fardo dos pacientes, das famílias e da sociedade.
O estudo designado Prevalence and Causes of Cognitive Impairment and Dementia in a Population-Based Cohort From Northern Portugal é também assinado por Henrique Barros, Natália Araújo, Mariana Branco, Rui Barreto, Sandra Moreira, Ricardo Pais, Vítor Tedim Cruz e Nuno Lunet, e pode ser consultado aqui.
O Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) estão também envolvidos na investigação.
22.01.2019

Aniversário Centro de Dia «Memória de Mim» e novo projeto

No dia 18 de Janeiro, o Centro de Dia “Memória de Mim” celebrou 3 anos de funcionamento com acordo com a Segurança Social. 
Para assinalar esta data, realizou-se um convívio que contou com a presença de muitos familiares de utentes, da Direção da Delegação Norte, da Presidente da Direção Nacional, Dra. Manuela Morais, de antigos dirigentes da direção da Delegação Norte que contribuíram para a concretização do Centro de Dia, e ainda, com a presença da Dra. Paula Martins, em representação da Dra. Luísa Salgueiro, Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos.
Durante esta celebração e aproveitando a presença destes convidados, foi apresentado o projeto A’Bordar a Demência, que tem como propósito convidar o país, através da Administração Local, a falar sobre demência, e nasce a iniciativa de envolver a pessoa com demência numa dimensão cultural e artística, e simultaneamente, contribuir para a redução do estigma social associado a esta patologia. Desta forma, e tendo como inspiração os bordados tradicionais e a cultura popular associada a esta ação, pretende-se criar um mural de bordados em cada município do nosso país, com a participação e o envolvimento das pessoas com demência, dos seus cuidadores profissionais e familiares. 
Este projeto, que pretende ser um projeto integrado nas ações dos Municípios, em parceria com a Alzheimer Portugal, representa uma recriação artística que, esperamos, não deixará ninguém indiferente, e cuja primeira exposição terá lugar no dia 21 de setembro (Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer) no Município de Matosinhos. 
No âmbito do mesmo, os utentes do centro de Dia já realizaram os seus bordados, que foram apresentados neste dia tão importante para nós, aos vários representantes institucionais e famílias.

Mulheres e Demência na Europa

No passado dia 22 de Janeiro, no Parlamento Europeu, o ”European Institute of Women’s Health (EIWH)” lançou uma importante iniciativa corporizada no documento: “Position Paper on Women and Dementia: Addressing the disproportionate burden of dementia on women”

Na mesma ocasião, foi lançado o Conselho Consultivo daquele Instituto. Deste fazem parte: Mercè Boada, da Fundação ACE, Maria do Rosário Zincke dos Reis, da Alzheimer Portugal, Stecy Yghemonos, Director Executivo da Eurocarers, Julia Wadoux, Coordenadora de Política e Projectos da Age-Platform EU e Fréderic Destrebecq, do European Brain Council. 
Estiveram presentes várias deputadas do Parlamento Europeu, nomeadamente Marisa Matias que recentemente conseguiu fazer aprovar neste Parlamento uma proposta de Resolução sobre a Igualdade de Género e as Políticas Fiscais na UE*. 
Existem pelo mundo várias iniciativas focadas na Mulher e na Doença de Alzheimer mas nada há a nível europeu. Por esta razão, o EIWH pretende preencher esta lacuna e colocar o tema nas agendas europeias sobre saúde, aspetos sociais e investigação. 
O “Position Paper” debruça-se sobre a forma desproporcionada como as mulheres são atingidas pela Doença de Alzheimer, quer como pessoas com demência, quer como cuidadoras. 
Há muito mais mulheres que vivem com demência do que homens, não só porque são mais e têm uma maior longevidade, mas também porque parece estar demonstrado que a biologia tem impacto no desenvolvimento da doença e ainda porque os fatores de risco são mais dominantes nas mulheres. 
No documento, pode ainda ler-se que as mulheres apresentam sintomas mais pronunciados que os homens e que a doença progride mais rapidamente. São também as mulheres que mais receiam vir a desenvolver demência, têm menor probabilidade de vir a receber adequados cuidados sociais e de saúde após o diagnóstico e maior probabilidade de ficarem financeiramente dependentes dos homens. 
Acresce que a maioria dos cuidadores formais e informais são mulheres, verificando-se uma tendência muito maior para desenvolverem trabalho não pago ou mal pago. 
O documento termina com recomendações dirigidas a decisores políticos e a governos nacionais, considerando que têm o poder de enfrentar os desafios da demência de uma forma “sensível ao género”, utilizando diversos mecanismos: 
- Apoiando o desenvolvimento de uma Estratégia Europeia para a Demência; 
- Assegurando financiamento contínuo para a investigação médica e social por forma a melhor se perceber como prevenir, curar e cuidar de pessoas com demência; 
- Atuando como Embaixadores, a nível nacional e europeu, sensibilizando e apoiando ações, incluindo o reforço dos sistemas de cuidados sociais e de saúde para pessoas com demência e seus cuidadores. 
A Alzheimer Portugal acredita ser urgente sensibilizar os decisores políticos para os desafios sociais e de saúde que as mulheres que vivem com demência ou que cuidam de alguém com demência enfrentam, desde logo no que toca à conciliação da vida profissional com a tarefa de cuidar, algo que vem consagrado na Constituição da República Portuguesa (Art. 67º, nº 2 h)) mas que se fica por aí. 
Por esta razão, entendeu participar na iniciativa do “European Institute of Women’s Health (EIWH)”, recomendando vivamente a leitura integral do documento** e continuando a participar nas futuras ações a desenvolver, nomeadamente por altura do Dia da Mulher e no âmbito das eleições europeias. 

 * https://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?type=REPORT&reference=A8-2018-0416&language=PT 
 ** https://eurohealth.ie/burden-of-dementia-on-women/

Divulgação do resultado final do projeto cofinanciado pelo INR em 2018

Divulgação do resultado final do projeto cofinanciado pelo INR em 2018:
O INR aprovou o cofinanciamento do projeto da Alzheimer Portugal “Memo e Kelembra nas Escolas”.
Projeto “Memo e Kelembra nas Escolas”

Este projeto pretende efetuar a realização de sessões de dramatização/leitura/apresentação do livro bilingue “O Pequeno Elefante Memo”, em escolas a nível nacional do 1º, 2º, 3º ciclos e secundário, com a participação de alunos e professores. Serão abordadas vertentes ligadas à área das demências, como o que são as demências e a importância do relacionamento intergeracional.
O nível de aprofundamento do tema varia de acordo com o ano de frequência dos alunos:
- Do 1º ao 4º ano, a apresentação do livro “O Pequeno Elefante Memo” é efetuada através da dramatização da história sem, no entanto, se falar diretamente de demência. Este livro conta a história do pequeno Elefante Memo e da sua avó Kelembra, a qual, aos poucos, começa a perder a memória, contando com o apoio do Memo, ao longo deste processo. Posteriormente, são abordados temas como estar doente e de forma ligeira as principais dificuldades na demência;
- Do 5º ao 12º ano, é realizada uma apresentação mais aprofundada e direcionada para o que são as demências e como todos podemos ajudar, onde o objetivo, principalmente do 7º ao 12º ano, é obter um forte impacto no combate ao estigma/isolamento a que as pessoas com demência são, muitas vezes, votadas, mostrando como continuam a ser úteis à sociedade, apresentando de forma mais direta os sintomas de demência e o apoio que podem dar às pessoas com demência.
Em 2018 foram realizadas sessões em 50 escolas públicas e privadas em 13 distritos de Portugal Continental: Aveiro (11), Braga (2), Castelo Branco (3), Coimbra (1), Faro (3), Leiria (2), Lisboa (15), Portalegre (4), Porto (4), Santarém (1), Setúbal (1), Viana do Castelo (2) e Viseu (1), num total de 8163 participantes. Estas crianças demonstraram especial interesse na sessão de dramatização e inclusive, algumas delas, colocaram questões, havendo mesmo alguns casos em que as crianças decidiram partilhar a sua experiência de viver com familiares com demência. Esta partilha enriqueceu a sessão e fez com que os colegas ficassem mais focados e centrados na importância do tema abordado.

Workshop em Guimarães

Workshop: “Demências e Doença de Alzheimer”

Guimarães 
20 de fevereiro de 2019


Objectivo Geral
Compreender os conceitos relacionados com a definição de demência e doença de alzheimer, bem como aspetos relacionados com a sua evolução e tipos de intervenção.
Conteúdos: 
1. Definição de Demência e Doença de Alzheimer 
2. Tipos de Demência, Etiologia e Diagnóstico 
3. Sintomatologia 
4. Evolução da Demência 
5. Tipos de intervenção: Farmacológico e Não Farmacológico 
Detalhes:
Destinatários: Público em geral
Data: 20/02/2019 
Horário: 14h30  às 17h30
Local: Auditório do Lar Santa Estefânia de Guimarães 
Formadora: Vânia Oliveira, Psicóloga da Delegação Norte da Alzheimer Portugal 
Inscrição:
Para se inscrever, preencha a ficha de inscrição e envie juntamente com o comprovativo de pagamento para geral.norte@alzheimerportugal.org
Preço: 20€ associados e 25€ não associados
Contactos:
Delegação Norte da Alzheimer Portugal
Centro de Dia «Memória de Mim»
Rua do Farol Nascente nº 47A R/C
4455-301 Lavra
Telefone: 229 260 912 | 226 066 863
E-mail: geral.norte@alzheimerportugal.org

Descarregue aqui a Ficha de Inscrição

Descarregue aqui o Cartaz do Workshop


VII Edição do Ciclo de Seminários Mente à Sexta

VII Edição do Ciclo de Seminários Mente à Sexta

Neurociências e Saúde: o papel da ética na definição do novo paradigma

De 15 de fevereiro a 12 de abril de 2019 | 11h-13h
Auditório Carvalho Guerra | Campus Foz, Universidade Católica Portuguesa – Porto
A VII edição do Ciclo de Seminários Mente à Sexta, que se realizará de 15 de fevereiro a 12 de abril de 2019, no Auditório Carvalho Guerra da Universidade Católica Portuguesa, Centro Regional do Porto, o professor António Jácomo e especialistas na área das neurociências pretendem refletir sobre os modelos para uma melhor compreensão destas desafiantes questões colocadas por cientistas, profissionais de saúde, doentes, filósofos, políticos e teólogos.
No centro da aplicação dos avanços neurocientíficos à saúde está a preocupação com a interação entre o cérebro e o bem-estar global da pessoa e não apenas a interação com a saúde mental.
Um dos principais objetivos das neurociências da saúde caracteriza-se precisamente pelas relações bidirecionais e dinâmicas do comportamento cerebral e da fisiologia cerebral.
Nesse sentido, torna-se urgente uma reflexão sobre uma renovada visão integralidade da pessoa, recentrando o debate à volta das questões éticas em saúde. Este é o papel da Bioética e em especial da Neuroética.
 
Datas e temas em debate:
    15 de fevereiro de 2019

    Neurodegeneração. O que se passa no cérebro doente? Como lidar com as questões éticas?

     
    1 de março de 2019

    Parkinson e Alzheimer. Que diferenças? O que fica do “self”? Revisitando o Self sináptico de Joseph LeDoux.

     
    15 de março de 2019

    Esclerose múltipla. Quando o corpo não responde. Aproveitando para falar da análise ética da revelação do diagnostico e do tratamento.

     
    29 de março de 2019

    O adamastor do tumor cerebral. A esperança de vida e a vida da esperança. A questão da verdade.

     
    12 de abril de 2019

    A promessa das novas terapias e a desconfiança das técnicas ancestrais. Haverá conciliação? Comentário ao livro  "The Future of the Brain" de Gary Marcus e Jeremy Freeman.

 
Quinzenalmente, às 6ª feiras, das 11h00 às 13h00, no Auditório Carvalho Guerra.
Entrada livre, sujeita a inscrição prévia.

Inscrições »»»

Informações
Católica no Porto | Comunicação e Relações Públicas
@ | eventos@porto.ucp.pt
  t  | 22 619 62 10

Programa Apoio na Incontinência 2019

Programa «Apoio na Incontinência»


O Programa «Apoio na Incontinência» é um projeto integrado no «Plano de Ajuda» da Alzheimer Portugal, que oferece apoio aos associados para a obtenção de materiais para a incontinência, mediante uma candidatura. Tem sido financiado pela verba angariada na Venda de Natal e outros projetos pontuais.


Programa «Apoio na Incontinência» 2019


Estão abertas as candidaturas para o Programa «Apoio na Incontinência 2019». Candidate-se até 15 de fevereiro de 2019.


Critérios de Inclusão:

  • Ter diagnóstico de Doença de Alzheimer ou de outra forma de Demência;
  • Ter situação de incontinência comprovada por médico assistente;
  • Ter rendimentos baixos;
  • Ser associado, com as quotas pagas, incluindo as do ano 2019;
  • Preencher a respetiva ficha de candidatura e apresentar os comprovativos requeridos;
  • Cumprir o prazo definido para a entrega da candidatura (15-02-2019);
  • Estar entre os primeiros candidatos que cumpram os anteriores critérios (o número de beneficiários é determinado pela verba angariada na Venda de Natal da Alzheimer Portugal e outros projetos eventuais).


As candidaturas estão sujeitas a avaliação, realizada pelo Gabinete de Apoio Psicossocial de Lisboa da Alzheimer Portugal.


Como pode candidatar-se:


Envie, até 15/02/2019, a Ficha de Candidatura devidamente preenchida e assinada, para a Sede ou Delegação da sua área de residência. 

  • Distritos abrangidos pela Delegação Norte: Porto, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Braga
  • Distritos abrangidos pela Delegação Centro: Coimbra, Guarda, Leiria, Viseu, Castelo Branco, Aveiro
  • Distritos abrangidos pela Sede: Lisboa, Setúbal, Portalegre,Faro, Beja, Évora
  • Distrito abrangido pelo Núcleo do Ribatejo: Santarém



Envie, juntamente com a ficha de candidatura, os seguintes documentos (mesmo que já os tenha apresentado em anos anteriores): 

1. Documento comprovativo de rendimento por cada elemento do agregado familiar: Declaração de IRS, entregue no ano de 2018, referente aos rendimentos do ano de 2017; ou fotocópia do talão anual, recebido em Janeiro de 2018, da Pensão ou Declaração detalhada emitida pela Segurança Social, que faça referência à situação actual de cada elemento do agregado familiar. Se auferir de algum rendimento, o valor deverá estar patente na declaração enviada.

2. Para os utentes cujo rendimento mensal (individual) ultrapasse os 580€(*), requisita-se uma declaração, emitida pela Repartição de Finanças, com o intuito de confirmar a ausência de entrega da Declaração de IRS do ano de 2017. (*) Salário Mínimo Nacional referente ao ano de 2018.

3. Cópia dos recibos das despesas fixas referentes ao mês anterior à candidatura, como, por exemplo, a renda da casa ou prestação de habitação e faturas de água, luz, gás, telefone fixo. Pode ainda juntar recibos das despesas de saúde, em caso de medicação específica;

4. Declaração do médico assistente em relação ao estado de saúde e, neste caso, atestando a situação de incontinência 

(Candidaturas ao Programa Apoio na Incontinência realizadas em anos anteriores não necessitam de entregar o documento referido no ponto 4. Apenas é obrigatório para novas (1ª vez) candidaturas);

5. Declaração emitida pela Junta de Freguesia da área de residência que venha comprovar a composição do agregado familiar, indicado no ponto 3.1. da ficha de candidatura.

6. Cópia de B.I./ Cartão de Cidadão de cada um dos elementos que compõem o agregado familiar.

Avaliação

Todos os processos serão analisados de acordo com a sua ordem de chegada.

Apenas serão contempladas as candidaturas que cheguem à Alzheimer Portugal até à data referida (15/02/2019), não devendo ser considerada a data dos correios, mas sim a data de entrada na Associação. 

Quanto às respostas, serão emitidas assim que nos sejam enviados todos os dados necessários para essa mesma análise. As respostas a todas as candidaturas serão enviadas por escrito, para a morada do associado.

Descarregue aqui a Ficha de Candidatura ao Programa Apoio na Incontinência 2019.

 

Moradas para envio das candidaturas:

Sede - Lisboa

Av. de Ceuta Norte, Lote 15, Piso 3 Quinta do Loureiro 

1300-125 Lisboa

Telefones: 213 610 460

Fax : 21 361 04 69

E-mail: geral@alzheimerportugal.org

  

Núcleo do Ribatejo da Alzheimer Portugal

R. Dom Gonçalo da Silveira nº 31 A

2080-114 Almeirim

Telefone: 243 000 087  | 962906313

E-mail: geral.ribatejo@alzheimerportugal.org

 

Delegação Norte da Alzheimer Portugal

Centro de Dia «Memória de Mim»

Rua do Farol Nascente nº 47A R/C

4455-301 Lavra

Telefone: 229 260 912 | 226 066 863

E-mail: geral.norte@alzheimerportugal.org

  

Delegação Centro da Alzheimer Portugal

Urb. Casal Galego - Rua Raul Testa Fortunato nº 17

3100-523 Pombal

Telefone: 236 219 469

E-mail: geral.centro@alzheimerportugal.org

 

Delegação Madeira da Alzheimer Portugal

Avenida do Colégio Militar

Complexo Habitacional da Nazaré

Cave do Bloco 21 - Sala E

9000-135 Funchal

Tel.: 291 772 021

E-mail: geral.madeira@alzheimerportugal.org


Programa Apoio na Incontinência 2021

Programa «Apoio na Incontinência»

 

O Programa «Apoio na Incontinência» é um projeto integrado no «Plano de Ajuda» da Alzheimer Portugal, que oferece apoio aos associados para a obtenção de materiais para a incontinência, mediante uma candidatura.
Este ano o Programa é apoiado pela Hartmann e Nivelfarma.

 

Programa «Apoio na Incontinência» 2021

Estão abertas as candidaturas para o Programa "Apoio na Incontinência" 2021. 

Candidate-se até 16 de agosto de 2021. 

Critérios de Inclusão:

  • Ter diagnóstico de Doença de Alzheimer ou de outra forma de Demência;
  • Ter situação de incontinência comprovada por médico assistente;
  • Ter rendimentos baixos;
  • Ser associado, com as quotas pagas, incluindo as do presente ano 2021;
  • Preencher a respetiva ficha de candidatura e apresentar os comprovativos requeridos;
  • Cumprir o prazo definido para a entrega da candidatura (16-08-2021);
  • Estar entre os primeiros candidatos que cumpram os anteriores critérios (o número de beneficiários é determinado através de donativos e outros projetos pontuais).

As candidaturas estão sujeitas a avaliação social.

Como pode candidatar-se:

 

Envie, até 16-08-2021, a Ficha de Candidatura devidamente preenchida e assinada (por e-mail ou correio), para a Sede ou Delegação/Núcleo da sua área de residência.

 

  • Distritos abrangidos pela Delegação Norte: Porto, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Braga
  • Distritos abrangidos pela Delegação Centro: Coimbra, Guarda, Leiria, Viseu, Castelo Branco, Aveiro
  • Distritos abrangidos pela Sede: Lisboa, Setúbal, Portalegre, Beja, Évora
  • Distrito abrangido pelo Núcleo do Ribatejo: Santarém
  • Distrito abrangido pelo Núcleo do Algarve: Faro

Envie, juntamente com a ficha de candidatura, os seguintes documentos (mesmo que já os tenha apresentado em anos anteriores): 

 

1. Documento comprovativo de rendimento por cada elemento do agregado familiar: Declaração de IRS, entregue no ano de 2021, referente aos rendimentos do ano de 2020; ou fotocópia do talão anual, recebido em Janeiro de 2021, da Pensão ou Declaração detalhada emitida pela Segurança Social, que faça referência à situação atual de cada elemento do agregado familiar. Se auferir de algum rendimento, o valor deverá estar patente na declaração enviada.
2. Para os utentes cujo rendimento mensal individual não ultrapasse os 665€(*), requisita-se uma declaração, emitida pela Repartição de Finanças, com o intuito de confirmar a ausência de entrega da Declaração de IRS do ano de 2020. (*) Salário Mínimo Nacional referente ao ano de 2021.
3. Cópia dos recibos das despesas fixas referentes ao mês anterior à candidatura, como, por exemplo, a renda da casa ou prestação de habitação e faturas de água, luz, gás, telefone fixo. Pode ainda juntar recibos das despesas de saúde, em caso de medicação específica;
4. Declaração do médico assistente em relação ao estado de saúde e, neste caso, atestando a situação de incontinência
(Candidaturas ao Programa Apoio na Incontinência realizadas em anos anteriores não necessitam de entregar o documento referido no ponto 4. Apenas é obrigatório para novas (1ª vez) candidaturas);
5. Declaração emitida pela Junta de Freguesia da área de residência que venha comprovar a composição do agregado familiar, indicado no ponto 3.1. da ficha de candidatura.
6. Cópia de B.I./ Cartão de Cidadão de cada um dos elementos que compõem o agregado familiar.

 

Avaliação

Todos os processos serão analisados de acordo com a sua ordem de chegada.
Apenas serão contempladas as candidaturas que cheguem à Alzheimer Portugal até à data referida (16-08-2020), não devendo ser considerada a data dos correios, mas sim a data de entrada na Associação.
Quanto às respostas, serão emitidas assim que nos sejam enviados todos os dados necessários para essa mesma análise. As respostas a todas as candidaturas serão enviadas por escrito, para a morada do associado.

Descarregue aqui a Ficha de Candidatura ao Programa Apoio na Incontinência 2021.

 
 

 

Contactos para envio das candidaturas (por e-mail ou correio):

 

Sede - Lisboa

Av. de Ceuta Norte, Lote 15, Piso 3 Quinta do Loureiro 

1300-125 Lisboa

Telefones: 213 610 460

Fax : 21 361 04 69

E-mail: geral@alzheimerportugal.org

Núcleo do Ribatejo da Alzheimer Portugal

R. Dom Gonçalo da Silveira nº 31 A

2080-114 Almeirim

Telefone: 243 000 087  | 962906313

E-mail: geral.ribatejo@alzheimerportugal.org

Delegação Norte da Alzheimer Portugal

Centro de Dia «Memória de Mim»

Rua do Farol Nascente nº 47A R/C

4455-301 Lavra

Telefone: 229 260 912 | 226 066 863

E-mail: geral.norte@alzheimerportugal.org

Delegação Centro da Alzheimer Portugal

Urb. Casal Galego - Rua Raul Testa Fortunato nº 17

3100-523 Pombal

Telefone: 236 219 469

E-mail: geral.centro@alzheimerportugal.org

Delegação Madeira da Alzheimer Portugal

Avenida do Colégio Militar

Complexo Habitacional da Nazaré

Cave do Bloco 21 - Sala E

9000-135 Funchal

Tel.: 291 772 021

E-mail: geral.madeira@alzheimerportugal.org

 

Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal

Urbanização do Pimentão, lote 2, Cave, Gabinete 3

Três Bicos, 8500-776 Portimão

Tel.: 965 276 690

E-mail: geral.algarve@alzheimerportugal.org



Valor Anual da Quota de Associado

A Alzheimer Portugal aprovou em Assembleia Geral Ordinária, a 18 de Dezembro de 2018, o Orçamento e Plano de Ação para o ano de 2019.
Nesta Assembleia Geral foi também aprovada a alteração do valor anual da quota de associado, que passa assim de 20 para 25 euros anuais.

Comunicado

A Alzheimer Portugal aprovou em Assembleia Geral Ordinária, a 18 de Dezembro de 2018, o Orçamento e Plano de Ação para o ano de 2019.

Face aos resultados anteriores, o Revisor Oficial de Contas aconselhou a Alzheimer Portugal a reduzir as suas despesas, por forma a equilibrar as contas e garantir a sua sustentabilidade.

Desde sempre, conforme o definido em termos estatuários, as contas da Associação são públicas e estão disponíveis para consulta no site oficial, assim como na Sede e diferentes delegações. Da mesma forma, todos os associados podem marcar presença nas Assembleias Gerais, participando ativamente nas tomadas de decisão de uma Associação que é de e para todos os seus associados.

O principal motivo que tem acarretado dificuldades financeiras à Alzheimer Portugal  é a disparidade de critérios da Segurança Social para a atribuição das verbas dos Acordos de Cooperação para os diferentes equipamentos sociais da Associação. Salienta-se a inexistência de um Acordo Atípico para o Centro de Apoio Diurno da nossa Delegação Centro, que faça face às reais despesas de um equipamento específico para pessoas com demência.

Há 30 anos que os objetivos da Associação passam por manter a qualidade dos serviços prestados e o apoio à comunidade, mantendo os postos de trabalho. Primando por equipamentos que funcionam como modelos de boas práticas nos cuidados às pessoas com Demência, a Alzheimer Portugal tem vindo a suportar todos os custos extraordinários, que não são subsidiados pela Segurança Social e que também não poderiam ser suportados pelas famílias. Lutamos diariamente pelo reconhecimento das demências como uma prioridade nacional, tanto na área da saúde, como na área social.

Apesar de Portugal não ter, nem se vislumbrar, no curto prazo, que venha a ter um Plano Nacional para as Demências, uma ferramenta de política pública fundamental potenciadora de uma resposta holística que garanta os direitos e o acesso aos cuidados das pessoas com demência e dos seus cuidadores, em 2018, a Alzheimer Portugal congratulou-se com a aprovação por parte do Ministério da Saúde da Estratégia da Saúde na Área das Demências (Despacho  n.º 5988/2018).

Contudo, falta ainda a articulação com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, de modo a criar os apoios necessários a todos aqueles que direta ou indiretamente são afetados pelas demências. Acreditamos que não se conseguirá efetivamente implementar esta Estratégia, sem um compromisso e contributo conjunto das várias áreas.

A Alzheimer Portugal está representada na Coordenação do Plano Nacional da Saúde para as Demências e continuará a ser um parceiro ativo na sua implementação, desde logo no acompanhamento da elaboração de Planos Regionais para as Demências que ficará a cargo das Administrações Regionais de Saúde. Prevê-se que no espaço de um ano se desenvolvam medidas adaptadas às especificidades de cada região e que estas se articulem com o Plano Nacional de Saúde e o Plano Nacional de Saúde Mental.

Outro dos grandes motivos para as dificuldades financeiras da Alzheimer Portugal é a reduzida percentagem de associados que paga as suas quotas. Num universo de cerca de 200 mil pessoas com demência em Portugal, podemos estimar pelo menos um cuidador por cada uma destas pessoas. Ao longo de 30 anos de existência de Associação, cerca de 11 mil pessoas tornaram-se associadas, contribuindo com a quota anual de 20 euros até 2018. Lamentavelmente, apenas cerca de 2 mil têm o pagamento das quotas em dia. Tal como aprovado na passada Assembleia Geral, o valor anual da quota passa para 25 euros a partir de 2019.

As dificuldades na cobrança das quotas são um problema de longa data da Associação, uma vez que não dispomos de qualquer plataforma digital que facilite o contacto com os associados e a automação dos pagamentos. Verificamos que os associados não pagam as quotas com regularidade, em grande parte porque a Associação não tem forma de contactar individualmente todos os associados, informando que as suas quotas estão a pagamento. Exceção para o trabalho efetuado graciosamente por uma voluntária que realiza chamadas telefónicas para parte dos associados, apelando ao pagamento das quotas.

Os apoios e donativos recebidos são cada vez mais insuficientes para a manutenção dos serviços e o seu alargamento a cada vez mais famílias e pessoas com doença de Alzheimer ou outra forma de Demência.

O Plano de Ação para 2019 reflete a necessidade de incorporação de sustentabilidade em todo o ciclo da atividade da instituição e, simultaneamente, de otimização da prestação de serviços e desenvolvimento de atividades com o foco na melhoria da qualidade de vida das pessoas com demência, dos cuidadores, familiares e amigos. Serão otimizados os mecanismos de controlo orçamental e reforçada a estratégia, que tem vindo a ser seguida, de transparência na gestão e na atividade organizacional.

De modo a garantir o equilíbrio financeiro, a orçamentação tem como pressupostos base a redução de despesas, ajustando os recursos alocados a cada serviço à sua efetiva capacidade de financiamento, bem como a diversificação das fontes de receita.

A capacidade de candidatar e fazer aprovar novos projetos de intervenção social será fulcral para complementar os determinantes acordos de cooperação celebrados com o Estado e os protocolos de colaboração celebrados com Municípios, Fundações, Entidades do Terceiro Setor, empresas...

Importa referir que todos os objetivos e compromissos assumidos pela Alzheimer Portugal com parceiros financiadores estão a ser cumpridos, com toda a dedicação e profissionalismo dos mais de 80 colaboradores da Associação por todo o país.

A densificação do trabalho em rede permitir-nos-á apoiar mais famílias no território nacional e ilhas e aumentar a consciencialização pública para um dos principais desafios do século XXI, as doenças neurodegenerativas do envelhecimento. As atividades que nos propomos desenvolver têm subjacente a incessante busca de novas formas de aumentar o impacto positivo da ação da Alzheimer Portugal, na comunidade envolvente, em estreita articulação com os Stakeholders.

A Alzheimer Portugal agradece a todas as entidades e pessoas individuais que continuamente apoiam o funcionamento da Associação, seja com donativos pontuais, regulares, com financiamento de projetos ou participação nas diversas atividades dinamizadas por todo o país. O apoio de todos e de cada um é fundamental.

A Direção Nacional da Alzheimer Portugal

 

Janeiro.2019


Proposta de lei de bases da Saúde não reconhece o Cuidador Informal

No Público de 17.12.2018 o Professor Fernando Araújo, ex-Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, escreve:

“….existem eixos importantes da proposta inicial (Proposta de Lei de Bases elaborada pela Comissão Presidida pela Dra. Maria de Belém) que não foram incluídas na versão final e que deveriam voltar a ser ponderados, fulcrais para a afirmação do SNS e estruturantes para o desenvolvimento da saúde em Portugal.

Sublinham-se as bases da Lei como a descentralização ……, a promoção do reconhecimento do papel do cuidador informal (esta vertente deve estar impregnada de forma profunda no seu DNA), a priorização da saúde mental ……………”.(negrito nosso)

Na verdade, foi com muita surpresa e desapontamento que assistimos ao desperdício de um trabalho bem ponderado, participado e muito bem conseguido como documento, apartidário, “estruturante para o desenvolvimento da Saúde em Portugal”.

Aí, quanto ao cuidador informal podemos ler:

"1 - É promovido o papel da família, das pessoas próximas e da comunidade na saúde e no bem-estar das pessoas com doença, dependência e/ou perda de funcionalidade ou em risco de a perder, quando a pessoa manifeste tal vontade.

2 - A lei estabelece o estatuto dos cuidadores informais de pessoas em situação de doença crónica, deficiência e/ou dependência, parcial ou total, transitória ou definitiva, ou noutra condição de fragilidade e necessidade de cuidados, os seus direitos e deveres, com vista a assegurar a qualidade dos cuidados informais e o bem-estar das pessoas cuidadas e dos cuidadores informais.

3 - A lei deve promover o reconhecimento do importante papel do cuidador informal, a sua responsabilização e capacitação para a prestação, com qualidade e segurança, dos cuidados básicos regulares e não especializados que realizam.

4 - A lei deve ainda assegurar a articulação entre a pessoa cuidada e os serviços de saúde e a implementação do plano integrado de prestação de cuidados de saúde de que a pessoa carece.

5 - O Estado, através do ministério que tutela a área da saúde, em conjunto com os ministérios que tutelam as áreas do trabalho e a da segurança social, define as medidas de apoio aos cuidadores informais e às pessoas cuidadas, com vista a assegurar a qualidade dos cuidados informais e a melhoria da qualidade de vida da pessoa com dependência e a apoiar o cuidador informal.”

Na proposta que o Governo apresentou à Assembleia da República, a referência que encontramos ao cuidador (Base 3, nº 4 sobre Política de Saúde) é a seguinte :

“A política de saúde deve incentivar a adoção de medidas promotoras da responsabilidade social, individual e colectiva, nomeadamente apoiando voluntários, cuidadores informais e dadores benévolos.”

É muito pouco ou quase nada!

A Alzheimer Portugal ocupa-se e preocupa-se há 30 anos com os cuidadores de pessoas com doença de Alzheimer e outras formas de demência. Conhece bem o impacto da doença no cuidador. Cuidar pode ser uma tarefa de 24 horas e 365 dias por ano, com muita carga física, emocional e financeira também. Pode significar interromper ou acabar com uma carreira profissional. Pode significar a destruição de uma família. E são os cuidadores informais os principais prestadores de cuidados. Continuar a contar com o trabalho voluntário destas pessoas sem qualquer tipo de reconhecimento é desumano, desrespeitador da dignidade de quem, por amor, dedicação ou falta de alternativa, assume o desafio de cuidar.

Revela ainda uma enorme falta de visão. Está demonstrado que negligenciar os cuidados informais põe em causa o sucesso das políticas sociais e de saúde. Os cuidadores informais são um fator de sustentabilidade dos sistemas sociais e de saúde, como tem sido reconhecido em diversos trabalhos e políticas europeias. E como é sabido mas não reconhecido por quem nos governa.

Como é possível a hospitalização domiciliária sem um cuidador devidamente capacitado? Como queremos privilegiar os cuidados no domicílio sem o suporte das famílias?

Não vamos abandonar este tema e faremos o que estiver ao nosso alcance para conseguir que a Lei de Bases da Saúde que vier a ser aprovada pelo Parlamento não esqueça o essencial e que sirva para enquadrar as políticas que urge criar e implementar tendo em vista a melhor qualidade de vida dos portugueses, dos quais, mais de 800 000 são cuidadores informais.

 

20 de dezembro de 2018


EU DECIDO …POR ISSO FAÇO O MEU TESTAMENTO VITAL!

No dia 08 de Dezembro, na Casa do Alecrim, 12 participantes (voluntários e familiares) assistiram a formação sobre Diretivas Antecipadas de Vontade -  Testamento Vital e Procuração para Cuidados de Saúde. 
Foi uma formação partilhada entre dois médicos, António Folgado e Elsa Mourão da LinQUE e uma jurista, Maria do Rosário Zincke dos Reis.
Na verdade, trata-se de tema em que as perspetivas clínica e jurídica se complementam.
Houve espaço para colocar muitas dúvidas e para reflectir sobre tema essencial que ainda é desconhecido de muitos e desvalorizado ou adiado por outros.
Fazer um testamento vital ou nomear um procurador para cuidados de saúde é um direito que nos assiste. Importa conhecê-lo e saber como o podemos exercer. 
Foi o objetivo desta formação que terminou com um exercício muito prático – o preenchimento do formulário oficial que pode ser encontrado neste link
A acção foi divulgada não só junto de familiares, colaboradores e voluntários mas também junto de amigos e fornecedores da Casa do Alecrim.
É nossa vontade repetir esta iniciativa esperando sensibilizar mais pessoas para o tema.

Serviços encerrados

Informa-se que nos dias 24 e 31 de dezembro, os serviços da Alzheimer Portugal encontram-se, excepcionalmente, encerrados. 


Estatuto do Cuidador Informal – tomada de posição

ASSOCIAÇÃO ALZHEIMER PORTUGAL 
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE CUIDADOS PALIATIVOS  
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA  
 
Estimados Sócios, 
Digníssimos Senhores Deputados da Assembleia da República,  
Exmos. Profissionais da Comunicação Social,  
 
Tendo as Associações aqui representadas tomado conhecimento, durante a manhã do dia de hoje – 14 de Dezembro de 2018, da não inclusão do estatuto do cuidador informal na proposta de Lei de Bases para a Saúde, compete-nos declarar, na intransigente defesa dos direitos dos doentes, cuidadores e respetivas famílias: 
 
1. Que as três associações têm, durante os últimos anos, trabalhado de forma positiva e construtiva,  junto dos decisores políticos para tornar o estatuto do cuidador informal uma realidade; 
2. Que os cuidadores informais são há muito reconhecidos pelas diversas entidades públicas como pilares fundamentais na assistência às pessoas que, independente da idade ou condição social, apresentam necessidades assistenciais ou sociais, num contexto nacional de envelhecimento 
demográfico, aumento da esperança média de vida e consequente pressão sobre os sistemas de saúde atuais; 
3. As três associações signatárias reiteram a total surpresa e incompreensão ante as notícias hoje veiculadas, que adiam o reconhecimento do estatuto, desvalorizando reiteradamente o papel do cuidador informal num claro afastamento das legislações internacionais de proteção social; 
4. Que é insatisfatória, insuficiente e pouco explícita a única referência aos cuidadores informais que aparece na proposta: “A política de saúde deve incentivar a adoção de medidas promotoras da responsabilidade social, individual e coletiva, nomeadamente apoiando voluntários, cuidadores informais e dadores benévolos”; 
5. As associações registam igualmente que a decisão tomada é contrária não apenas às opiniões de especialistas das diversas áreas clínicas e sociais; ao parecer do grupo de trabalho para a 
lei de bases da saúde; às posições das associações representativas de profissionais, utilizadores e famílias; à posição pública proveniente da Presidência da República; entre outros.  
6. Apesar deste novo equívoco, as associações signatárias permanecerão firmes para que, de forma dialogante e positiva, se inclua o estatuto do cuidador informal não apenas nas leis que regulam os sectores da saúde e social, garantindo igualmente o efetivo cumprimento das diversas resoluções do Conselho Europeu sobre estas matérias.  
 
José Carreira, Presidente da Alzheimer Portugal,
Duarte Soares, Presidente da APCP
Pedro Sousa, Presidente da APELA

Falecimento de Fernanda Figueira

Tivemos hoje conhecimento da morte de Fernanda Figueira. 
Tinha 78 anos e foi voluntária da Alzheimer Portugal durante muitos anos.
Lamentando muito sinceramente o sucedido, apresentamos os nossas condolências à família da Fernanda e aqui lhe deixamos o agradecimento pelo que, com o seu trabalho, deu às pessoas com demência e às suas famílias.