Portugueses são mais afetados por demência vascular
Aniversário Centro de Dia «Memória de Mim» e novo projeto
Mulheres e Demência na Europa
No passado dia 22 de Janeiro, no Parlamento Europeu, o ”European Institute of Women’s Health (EIWH)” lançou uma importante iniciativa corporizada no documento: “Position Paper on Women and Dementia: Addressing the disproportionate burden of dementia on women”.
Divulgação do resultado final do projeto cofinanciado pelo INR em 2018
Workshop em Guimarães
Workshop: “Demências e Doença de Alzheimer”
Guimarães
20 de fevereiro de 2019
Objectivo Geral
Conteúdos:
Detalhes:
Inscrição:
Contactos:
VII Edição do Ciclo de Seminários Mente à Sexta
VII Edição do Ciclo de Seminários Mente à Sexta
Neurociências e Saúde: o papel da ética na definição do novo paradigma
De 15 de fevereiro a 12 de abril de 2019 | 11h-13h
Auditório Carvalho Guerra | Campus Foz, Universidade Católica Portuguesa – Porto
Neurodegeneração. O que se passa no cérebro doente? Como lidar com as questões éticas?
O adamastor do tumor cerebral. A esperança de vida e a vida da esperança. A questão da verdade.
Programa Apoio na Incontinência 2019
Programa «Apoio na Incontinência»
O Programa «Apoio na Incontinência» é um projeto integrado no «Plano de Ajuda» da Alzheimer Portugal, que oferece apoio aos associados para a obtenção de materiais para a incontinência, mediante uma candidatura. Tem sido financiado pela verba angariada na Venda de Natal e outros projetos pontuais.
Programa «Apoio na Incontinência» 2019
Estão abertas as candidaturas para o Programa «Apoio na Incontinência 2019». Candidate-se até 15 de fevereiro de 2019.
Critérios de Inclusão:
- Ter diagnóstico de Doença de Alzheimer ou de outra forma de Demência;
- Ter situação de incontinência comprovada por médico assistente;
- Ter rendimentos baixos;
- Ser associado, com as quotas pagas, incluindo as do ano 2019;
- Preencher a respetiva ficha de candidatura e apresentar os comprovativos requeridos;
- Cumprir o prazo definido para a entrega da candidatura (15-02-2019);
- Estar entre os primeiros candidatos que cumpram os anteriores critérios (o número de beneficiários é determinado pela verba angariada na Venda de Natal da Alzheimer Portugal e outros projetos eventuais).
As candidaturas estão sujeitas a avaliação, realizada pelo Gabinete de Apoio Psicossocial de Lisboa da Alzheimer Portugal.
Como pode candidatar-se:
Envie, até 15/02/2019, a Ficha de Candidatura devidamente preenchida e assinada, para a Sede ou Delegação da sua área de residência.
- Distritos abrangidos pela Delegação Norte: Porto, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Braga
- Distritos abrangidos pela Delegação Centro: Coimbra, Guarda, Leiria, Viseu, Castelo Branco, Aveiro
- Distritos abrangidos pela Sede: Lisboa, Setúbal, Portalegre,Faro, Beja, Évora
- Distrito abrangido pelo Núcleo do Ribatejo: Santarém
Envie, juntamente com a ficha de candidatura, os seguintes documentos (mesmo que já os tenha apresentado em anos anteriores):
2. Para os utentes cujo rendimento mensal (individual) ultrapasse os 580€(*), requisita-se uma declaração, emitida pela Repartição de Finanças, com o intuito de confirmar a ausência de entrega da Declaração de IRS do ano de 2017. (*) Salário Mínimo Nacional referente ao ano de 2018.
3. Cópia dos recibos das despesas fixas referentes ao mês anterior à candidatura, como, por exemplo, a renda da casa ou prestação de habitação e faturas de água, luz, gás, telefone fixo. Pode ainda juntar recibos das despesas de saúde, em caso de medicação específica;
4. Declaração do médico assistente em relação ao estado de saúde e, neste caso, atestando a situação de incontinência
5. Declaração emitida pela Junta de Freguesia da área de residência que venha comprovar a composição do agregado familiar, indicado no ponto 3.1. da ficha de candidatura.
6. Cópia de B.I./ Cartão de Cidadão de cada um dos elementos que compõem o agregado familiar.
Avaliação
Todos os processos serão analisados de acordo com a sua ordem de chegada.
Apenas serão contempladas as candidaturas que cheguem à Alzheimer Portugal até à data referida (15/02/2019), não devendo ser considerada a data dos correios, mas sim a data de entrada na Associação.
Quanto às respostas, serão emitidas assim que nos sejam enviados todos os dados necessários para essa mesma análise. As respostas a todas as candidaturas serão enviadas por escrito, para a morada do associado.
Descarregue aqui a Ficha de Candidatura ao Programa Apoio na Incontinência 2019.
Apenas serão contempladas as candidaturas que cheguem à Alzheimer Portugal até à data referida (15/02/2019), não devendo ser considerada a data dos correios, mas sim a data de entrada na Associação.
Quanto às respostas, serão emitidas assim que nos sejam enviados todos os dados necessários para essa mesma análise. As respostas a todas as candidaturas serão enviadas por escrito, para a morada do associado.
Descarregue aqui a Ficha de Candidatura ao Programa Apoio na Incontinência 2019.
Moradas para envio das candidaturas:
Sede - Lisboa
Av. de Ceuta Norte, Lote 15, Piso 3 Quinta do Loureiro
1300-125 Lisboa
Telefones: 213 610 460
Fax : 21 361 04 69
E-mail: geral@alzheimerportugal.org
Núcleo do Ribatejo da Alzheimer Portugal
R. Dom Gonçalo da Silveira nº 31 A
2080-114 Almeirim
Telefone: 243 000 087 | 962906313
E-mail: geral.ribatejo@alzheimerportugal.org
Delegação Norte da Alzheimer Portugal
Centro de Dia «Memória de Mim»
Rua do Farol Nascente nº 47A R/C
4455-301 Lavra
Telefone: 229 260 912 | 226 066 863
E-mail: geral.norte@alzheimerportugal.org
Delegação Centro da Alzheimer Portugal
Urb. Casal Galego - Rua Raul Testa Fortunato nº 17
3100-523 Pombal
Telefone: 236 219 469
E-mail: geral.centro@alzheimerportugal.org
Delegação Madeira da Alzheimer Portugal
Avenida do Colégio Militar
Complexo Habitacional da Nazaré
Cave do Bloco 21 - Sala E
9000-135 Funchal
Tel.: 291 772 021
E-mail: geral.madeira@alzheimerportugal.org
Programa Apoio na Incontinência 2021
Programa «Apoio na Incontinência»
Programa «Apoio na Incontinência» 2021
Estão abertas as candidaturas para o Programa "Apoio na Incontinência" 2021.
Candidate-se até 16 de agosto de 2021.
Critérios de Inclusão:
- Ter diagnóstico de Doença de Alzheimer ou de outra forma de Demência;
- Ter situação de incontinência comprovada por médico assistente;
- Ter rendimentos baixos;
- Ser associado, com as quotas pagas, incluindo as do presente ano 2021;
- Preencher a respetiva ficha de candidatura e apresentar os comprovativos requeridos;
- Cumprir o prazo definido para a entrega da candidatura (16-08-2021);
- Estar entre os primeiros candidatos que cumpram os anteriores critérios (o número de beneficiários é determinado através de donativos e outros projetos pontuais).
As candidaturas estão sujeitas a avaliação social.
Como pode candidatar-se:
- Distritos abrangidos pela Delegação Norte: Porto, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança, Braga
- Distritos abrangidos pela Delegação Centro: Coimbra, Guarda, Leiria, Viseu, Castelo Branco, Aveiro
- Distritos abrangidos pela Sede: Lisboa, Setúbal, Portalegre, Beja, Évora
- Distrito abrangido pelo Núcleo do Ribatejo: Santarém
- Distrito abrangido pelo Núcleo do Algarve: Faro
Envie, juntamente com a ficha de candidatura, os seguintes documentos (mesmo que já os tenha apresentado em anos anteriores):
Avaliação
Descarregue aqui a Ficha de Candidatura ao Programa Apoio na Incontinência 2021.
Contactos para envio das candidaturas (por e-mail ou correio):
Sede - Lisboa
Av. de Ceuta Norte, Lote 15, Piso 3 Quinta do Loureiro
1300-125 Lisboa
Telefones: 213 610 460
Fax : 21 361 04 69
E-mail: geral@alzheimerportugal.org
Núcleo do Ribatejo da Alzheimer Portugal
R. Dom Gonçalo da Silveira nº 31 A
2080-114 Almeirim
Telefone: 243 000 087 | 962906313
E-mail: geral.ribatejo@alzheimerportugal.org
Delegação Norte da Alzheimer Portugal
Centro de Dia «Memória de Mim»
Rua do Farol Nascente nº 47A R/C
4455-301 Lavra
Telefone: 229 260 912 | 226 066 863
E-mail: geral.norte@alzheimerportugal.org
Delegação Centro da Alzheimer Portugal
Urb. Casal Galego - Rua Raul Testa Fortunato nº 17
3100-523 Pombal
Telefone: 236 219 469
E-mail: geral.centro@alzheimerportugal.org
Delegação Madeira da Alzheimer Portugal
Avenida do Colégio Militar
Complexo Habitacional da Nazaré
Cave do Bloco 21 - Sala E
9000-135 Funchal
Tel.: 291 772 021
E-mail: geral.madeira@alzheimerportugal.org
Núcleo do Algarve da Alzheimer Portugal
Urbanização do Pimentão, lote 2, Cave, Gabinete 3
Três Bicos, 8500-776 Portimão
Tel.: 965 276 690
E-mail: geral.algarve@alzheimerportugal.org
Valor Anual da Quota de Associado
Comunicado
A Alzheimer Portugal aprovou em Assembleia Geral Ordinária, a 18 de Dezembro de 2018, o Orçamento e Plano de Ação para o ano de 2019.
Face aos resultados anteriores, o Revisor Oficial de Contas aconselhou a Alzheimer Portugal a reduzir as suas despesas, por forma a equilibrar as contas e garantir a sua sustentabilidade.
Desde sempre, conforme o definido em termos estatuários, as contas da Associação são públicas e estão disponíveis para consulta no site oficial, assim como na Sede e diferentes delegações. Da mesma forma, todos os associados podem marcar presença nas Assembleias Gerais, participando ativamente nas tomadas de decisão de uma Associação que é de e para todos os seus associados.
O principal motivo que tem acarretado dificuldades financeiras à Alzheimer Portugal é a disparidade de critérios da Segurança Social para a atribuição das verbas dos Acordos de Cooperação para os diferentes equipamentos sociais da Associação. Salienta-se a inexistência de um Acordo Atípico para o Centro de Apoio Diurno da nossa Delegação Centro, que faça face às reais despesas de um equipamento específico para pessoas com demência.
Há 30 anos que os objetivos da Associação passam por manter a qualidade dos serviços prestados e o apoio à comunidade, mantendo os postos de trabalho. Primando por equipamentos que funcionam como modelos de boas práticas nos cuidados às pessoas com Demência, a Alzheimer Portugal tem vindo a suportar todos os custos extraordinários, que não são subsidiados pela Segurança Social e que também não poderiam ser suportados pelas famílias. Lutamos diariamente pelo reconhecimento das demências como uma prioridade nacional, tanto na área da saúde, como na área social.
Apesar de Portugal não ter, nem se vislumbrar, no curto prazo, que venha a ter um Plano Nacional para as Demências, uma ferramenta de política pública fundamental potenciadora de uma resposta holística que garanta os direitos e o acesso aos cuidados das pessoas com demência e dos seus cuidadores, em 2018, a Alzheimer Portugal congratulou-se com a aprovação por parte do Ministério da Saúde da Estratégia da Saúde na Área das Demências (Despacho n.º 5988/2018).
Contudo, falta ainda a articulação com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, de modo a criar os apoios necessários a todos aqueles que direta ou indiretamente são afetados pelas demências. Acreditamos que não se conseguirá efetivamente implementar esta Estratégia, sem um compromisso e contributo conjunto das várias áreas.
A Alzheimer Portugal está representada na Coordenação do Plano Nacional da Saúde para as Demências e continuará a ser um parceiro ativo na sua implementação, desde logo no acompanhamento da elaboração de Planos Regionais para as Demências que ficará a cargo das Administrações Regionais de Saúde. Prevê-se que no espaço de um ano se desenvolvam medidas adaptadas às especificidades de cada região e que estas se articulem com o Plano Nacional de Saúde e o Plano Nacional de Saúde Mental.
Outro dos grandes motivos para as dificuldades financeiras da Alzheimer Portugal é a reduzida percentagem de associados que paga as suas quotas. Num universo de cerca de 200 mil pessoas com demência em Portugal, podemos estimar pelo menos um cuidador por cada uma destas pessoas. Ao longo de 30 anos de existência de Associação, cerca de 11 mil pessoas tornaram-se associadas, contribuindo com a quota anual de 20 euros até 2018. Lamentavelmente, apenas cerca de 2 mil têm o pagamento das quotas em dia. Tal como aprovado na passada Assembleia Geral, o valor anual da quota passa para 25 euros a partir de 2019.
As dificuldades na cobrança das quotas são um problema de longa data da Associação, uma vez que não dispomos de qualquer plataforma digital que facilite o contacto com os associados e a automação dos pagamentos. Verificamos que os associados não pagam as quotas com regularidade, em grande parte porque a Associação não tem forma de contactar individualmente todos os associados, informando que as suas quotas estão a pagamento. Exceção para o trabalho efetuado graciosamente por uma voluntária que realiza chamadas telefónicas para parte dos associados, apelando ao pagamento das quotas.
Os apoios e donativos recebidos são cada vez mais insuficientes para a manutenção dos serviços e o seu alargamento a cada vez mais famílias e pessoas com doença de Alzheimer ou outra forma de Demência.
O Plano de Ação para 2019 reflete a necessidade de incorporação de sustentabilidade em todo o ciclo da atividade da instituição e, simultaneamente, de otimização da prestação de serviços e desenvolvimento de atividades com o foco na melhoria da qualidade de vida das pessoas com demência, dos cuidadores, familiares e amigos. Serão otimizados os mecanismos de controlo orçamental e reforçada a estratégia, que tem vindo a ser seguida, de transparência na gestão e na atividade organizacional.
De modo a garantir o equilíbrio financeiro, a orçamentação tem como pressupostos base a redução de despesas, ajustando os recursos alocados a cada serviço à sua efetiva capacidade de financiamento, bem como a diversificação das fontes de receita.
A capacidade de candidatar e fazer aprovar novos projetos de intervenção social será fulcral para complementar os determinantes acordos de cooperação celebrados com o Estado e os protocolos de colaboração celebrados com Municípios, Fundações, Entidades do Terceiro Setor, empresas...
Importa referir que todos os objetivos e compromissos assumidos pela Alzheimer Portugal com parceiros financiadores estão a ser cumpridos, com toda a dedicação e profissionalismo dos mais de 80 colaboradores da Associação por todo o país.
A densificação do trabalho em rede permitir-nos-á apoiar mais famílias no território nacional e ilhas e aumentar a consciencialização pública para um dos principais desafios do século XXI, as doenças neurodegenerativas do envelhecimento. As atividades que nos propomos desenvolver têm subjacente a incessante busca de novas formas de aumentar o impacto positivo da ação da Alzheimer Portugal, na comunidade envolvente, em estreita articulação com os Stakeholders.
A Alzheimer Portugal agradece a todas as entidades e pessoas individuais que continuamente apoiam o funcionamento da Associação, seja com donativos pontuais, regulares, com financiamento de projetos ou participação nas diversas atividades dinamizadas por todo o país. O apoio de todos e de cada um é fundamental.
A Direção Nacional da Alzheimer Portugal
Janeiro.2019
Proposta de lei de bases da Saúde não reconhece o Cuidador Informal
No Público de 17.12.2018 o Professor Fernando Araújo, ex-Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, escreve:
“….existem eixos importantes da proposta inicial (Proposta de Lei de Bases elaborada pela Comissão Presidida pela Dra. Maria de Belém) que não foram incluídas na versão final e que deveriam voltar a ser ponderados, fulcrais para a afirmação do SNS e estruturantes para o desenvolvimento da saúde em Portugal.
Sublinham-se as bases da Lei como a descentralização ……, a promoção do reconhecimento do papel do cuidador informal (esta vertente deve estar impregnada de forma profunda no seu DNA), a priorização da saúde mental ……………”.(negrito nosso)
Na verdade, foi com muita surpresa e desapontamento que assistimos ao desperdício de um trabalho bem ponderado, participado e muito bem conseguido como documento, apartidário, “estruturante para o desenvolvimento da Saúde em Portugal”.
Aí, quanto ao cuidador informal podemos ler:
"1 - É promovido o papel da família, das pessoas próximas e da comunidade na saúde e no bem-estar das pessoas com doença, dependência e/ou perda de funcionalidade ou em risco de a perder, quando a pessoa manifeste tal vontade.
2 - A lei estabelece o estatuto dos cuidadores informais de pessoas em situação de doença crónica, deficiência e/ou dependência, parcial ou total, transitória ou definitiva, ou noutra condição de fragilidade e necessidade de cuidados, os seus direitos e deveres, com vista a assegurar a qualidade dos cuidados informais e o bem-estar das pessoas cuidadas e dos cuidadores informais.
3 - A lei deve promover o reconhecimento do importante papel do cuidador informal, a sua responsabilização e capacitação para a prestação, com qualidade e segurança, dos cuidados básicos regulares e não especializados que realizam.
4 - A lei deve ainda assegurar a articulação entre a pessoa cuidada e os serviços de saúde e a implementação do plano integrado de prestação de cuidados de saúde de que a pessoa carece.
5 - O Estado, através do ministério que tutela a área da saúde, em conjunto com os ministérios que tutelam as áreas do trabalho e a da segurança social, define as medidas de apoio aos cuidadores informais e às pessoas cuidadas, com vista a assegurar a qualidade dos cuidados informais e a melhoria da qualidade de vida da pessoa com dependência e a apoiar o cuidador informal.”
Na proposta que o Governo apresentou à Assembleia da República, a referência que encontramos ao cuidador (Base 3, nº 4 sobre Política de Saúde) é a seguinte :
“A política de saúde deve incentivar a adoção de medidas promotoras da responsabilidade social, individual e colectiva, nomeadamente apoiando voluntários, cuidadores informais e dadores benévolos.”
É muito pouco ou quase nada!
A Alzheimer Portugal ocupa-se e preocupa-se há 30 anos com os cuidadores de pessoas com doença de Alzheimer e outras formas de demência. Conhece bem o impacto da doença no cuidador. Cuidar pode ser uma tarefa de 24 horas e 365 dias por ano, com muita carga física, emocional e financeira também. Pode significar interromper ou acabar com uma carreira profissional. Pode significar a destruição de uma família. E são os cuidadores informais os principais prestadores de cuidados. Continuar a contar com o trabalho voluntário destas pessoas sem qualquer tipo de reconhecimento é desumano, desrespeitador da dignidade de quem, por amor, dedicação ou falta de alternativa, assume o desafio de cuidar.
Revela ainda uma enorme falta de visão. Está demonstrado que negligenciar os cuidados informais põe em causa o sucesso das políticas sociais e de saúde. Os cuidadores informais são um fator de sustentabilidade dos sistemas sociais e de saúde, como tem sido reconhecido em diversos trabalhos e políticas europeias. E como é sabido mas não reconhecido por quem nos governa.
Como é possível a hospitalização domiciliária sem um cuidador devidamente capacitado? Como queremos privilegiar os cuidados no domicílio sem o suporte das famílias?
Não vamos abandonar este tema e faremos o que estiver ao nosso alcance para conseguir que a Lei de Bases da Saúde que vier a ser aprovada pelo Parlamento não esqueça o essencial e que sirva para enquadrar as políticas que urge criar e implementar tendo em vista a melhor qualidade de vida dos portugueses, dos quais, mais de 800 000 são cuidadores informais.
20 de dezembro de 2018
EU DECIDO …POR ISSO FAÇO O MEU TESTAMENTO VITAL!
Serviços encerrados
Informa-se que nos dias 24 e 31 de dezembro, os serviços da Alzheimer Portugal encontram-se, excepcionalmente, encerrados.












