Convocatória | Assembleia Geral Ordinária

CONVOCATÓRIA 
ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

Convocam-se os Senhores Associados da ALZHEIMER PORTUGAL – ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE FAMILIARES E AMIGOS DE DOENTES DE ALZHEIMER para a Assembleia Geral Ordinária que terá lugar no dia 18 de Dezembro de 2018, nas suas instalações sitas na Av.ª de Ceuta Norte, Lote 2, Loja 2, Quinta do Loureiro, em Lisboa.
A Assembleia reunirá pelas 18:00 horas, em primeira convocatória, e às 18:30 horas, com qualquer número de associados, tendo a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Apresentação, discussão e votação do Plano de Ação e do Orçamento para 2019.
2. Apresentação, discussão e votação da proposta da Direção Nacional para aumento das quotizações – 25,00 € para pessoas singulares e 150,00 € para pessoas coletivas.
3. Informações gerais.
Lisboa, 04 de dezembro de 2018
A Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Maria da Conceição Salema Corte-Real
* O Plano de Ação e o Orçamento para 2019 encontrar-se-ão disponíveis para consulta na nossa página da Internet (ver link abaixo), na Sede e nas instalações das Delegações e do Núcleo do Ribatejo, dentro do prazo estipulado (15 dias antes da data da Assembleia Geral).
DOCUMENTOS PARA DESCARREGAR


Páginas de livros que se apagam | Pedro do Vale e José Ferreira

Pedro do Vale, hiper-realista, e José Ferreira, fotógrafo, estão a desenvolver cinco obras de arte que pretendem expressar e representar os problemas sociais e consciencializar para a prioridade que a problemática da doença de Alzheimer constitui para o doente e para o universo social que o rodeia, de uma forma artística.
Uma das obras esteve exposta na Fundação Calouste Gulbenkian durante o 2º dia da Conferência Alzheimer Portugal. Em 2019 irá realizar-se outra exposição para apresentar todas as obras elaboradas.
O desenho, subjacente à pintura, vai ao encontro da fotografia documental. 
O desenho na sua capacidade de expressar, de um modo gráfico livre, sensações, sentimentos, mergulhando na subjetividade, desde o desenho mais imediato, marcado pela simplicidade e espontaneidade, até ao mais elaborado, numa forma metódica e académica. 
A fotografia documental submete a expressão da sensibilidade estética do fotógrafo ao princípio da figuração objetiva da realidade, num compromisso permanente.
"O encontro entre a linguagem do desenho e a linguagem da fotografia procura revelar visualmente a nossa focagem, visando suscitar uma reflexão sobre a problemática da doença de Alzheimer. De uma forma visual, o nosso projeto constitui uma caminhada para a exploração dos processos subjacentes à doença de Alzheimer e à condição da demência.
No desenvolvimento da condição da demência, que na perda das funções mentais arrasta a identidade pessoal e social, importa ao próprio, à família, aos amigos, aos cuidadores e à sociedade, preservar a dignidade da pessoa até ao fechar das páginas do livro que constitui a viagem/história das nossas existências."
Saiba mais sobre os artistas:
Pedro do Vale em https://cargocollective.com/Pedrodovale
E José Ferreira em www.joseferreira-photographer.com

Projeto “EU no musEU” vence prémio de envelhecimento ativo

Realizou-se no passado dia 20 de novembro o 6º Congresso do Consórcio Ageing@Coimbra, onde ocorreu a entrega de prémios de Boas Práticas de Envelhecimento Ativo e Saudável na Região Centro. Este concurso foi promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), em colaboração com a Ageing@Coimbra, com o intuito de aumentar a divulgação e o reconhecimento dos vários projetos e iniciativas que promovem o envelhecimento ativo nesta região. 
O Projeto “EU no musEU” é um programa para Pessoas com Demência e os seus cuidadores, desenvolvido pelo Museu Nacional Machado de Castro e pela Alzheimer Portugal.  Este projeto venceu na categoria de “Vida +”, uma vez que se foca no incentivo aos processos de socialização, através de diversas abordagens. As sessões são complementadas com sessões temáticas, yoga, biodanza, música, teatro, contos e outras dinâmicas de grupo. Para além disso, em todas as sessões é escolhida uma figura de “cuidador formal em sessão”, isto é, voluntários que, durante as sessões, acompanham cada pessoa com demência e providenciam a sua segurança, a satisfação de necessidades básicas e o bem-estar geral. 
Nos últimos 7 anos, realizaram-se 66 sessões, que contaram com a presença de cerca de 50 voluntários, 28 Pessoas com Demência e 36 cuidadores. 

Venda de Natal 2018

Venda de Natal 2018

Lisboa  |  Mercado de Alvalade
Avenida do Rio de Janeiro, 1700 – 330 Lisboa


Terça a Sexta, entre as 9h e as 15h

Sábado, entre 9h e as 16h

De 1 a 30 de dezembro de 2018 *

A Venda de Natal de 2018 da Alzheimer Portugal abre portas no dia 1 de dezembro, no Mercado de Alvalade, em Lisboa.

As verbas angariadas na Venda de Natal da Alzheimer Portugal revertem a favor do Programa «Apoio na Incontinência», um projeto que oferece apoio aos associados para a obtenção de materiais para a incontinência, mediante uma candidatura.

Sendo já uma tradição na Associação, a Venda de Natal começou com contornos mais pequenos e tem vindo a cada ano a tornar-se maior, permitindo ajudar cada vez mais associados.

São vários os produtos que poderá encontrar na Venda de Natal, desde bijutaria, artigos de decoração, artesanato ou obras de arte.

Transportes:
Autocarros: 717, 735, 744, 755, 767
Metro: Linha Verde – Alvalade
* excepto dias 25 e 26 de dezembro

Alzheimer Portugal pede verbas para a área das demências

Rosário Zincke, vogal da direção da Alzheimer Portugal (AP), considera, em declarações ao Saúde Online, que esta “é a grande questão”. “O facto de não existir uma verba não nos deixa confortáveis”, reforça, lembrando que “na proposta de orçamento não foi incluída qualquer verba para o estatuto do cuidador”. “Sabemos que uma estratégia a sério tem de ter um orçamento, é um principio”, diz.
Em junho, o Secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, criava, através de despacho, uma estratégia para a área das demências, que prevê que, no prazo de um ano, cada ARS tenha definido o seu plano de ação. O objetivo é promover a articulação das respostas existentes nas comunidades, “de forma a que a pessoa com demência tenha um perfil de cuidados definidos e não ande às cegas à procura das respostas”, explica Rosário Zincke.
Há muito que a Alzheimer Portugal vinha pedindo “uma política comum, uma estratégia para as demências reconhecendo-as como uma prioridade de saúde pública”. Esta estratégia pretende também “capacitar os profissionais e os cuidadores para melhor lidarem com essa situação”, continua a vogal da direção da AP.
Nas próximas quinta e sexta-feiras a Alzheimer Portugal assinala 30 anos de existência com a realização da conferência “Uma visão holística sobre as demências”. Rosário Zincke faz “um balanço positivo” do trabalho da associação mas avisa que “ainda há um trabalho de sensibilização a fazer”. “Há falta de serviços, nem toda a gente tem as respostas adequadas”, acrescenta.
A associação tem criado, ao longo dos anos, um leque de serviços para pessoas com demência: gere quatro centros de dia Lisboa, Pombal, Estoril e Matosinhos) e uma unidade residencial (a Casa do Alecrim, no Estoril) e tem serviços de apoio domiciliário. “Vemos estes equipamentos como experiências locais de boas práticas para serem replicadas por outras entidades”, explica Rosário Zincke.
As pessoas com demência “podem precisar de atenção permanente de um técnico ou de uma auxiliar durante o dia inteiro”, diz a vogal da direção da AP, para justificar a necessidade de se criarem respostas específicas para elas.
O combate ao estigma é ainda um dos grandes desafios. “Existe muito desconhecimento sobre o que é a demência”, refere Rosário Zincke. Em Portugal, estima-se que existam 180 mil pessoas com demência (destas, cerca de 130 mil são portadoras da doença de Alzheimer).
Rosário Zincke espera poder usar as conclusões da conferência como “arma política, em aspetos fundamentais como a investigação, à intervenção, combate ao estigma e direitos”.

Saúde Online (22/11/2018)


Natal pode ser sinónimo de grandes desafios para os familiares e amigos de pessoas com demência

Artigo de Opinião de Ana Margarida Cavaleiro, psicóloga clínica
A época natalícia pode ser sinónimo de grandes desafios para os cuidadores, familiares e amigos de pessoas com demência. Esta é uma época também muito importante para a pessoa com demência, que deve ser aproveitada para estimular a cognição e a interação social, permitindo que exista uma inclusão nas dinâmicas tradicionais natalícias familiares, no grupo de amigos e na comunidade.
 
Nesta altura, caracterizada pela partilha de amor e de memórias, as pessoas com demência podem participar em diversas atividades tradicionais de Natal. Contudo, é essencial que se tenha sempre em conta os gostos e interesses; capacidades e dificuldades; hábitos prévios e vontades da pessoa com demência, aquando da escolha das dinâmicas a realizar. São vários os exemplos de ocupações que poderão ser desenvolvidas, tais como: participar na decoração da árvore de natal e da casa; preparar os doces e refeições típicas; comprar e embrulhar os presentes.
 
Por outro lado, a época natalícia tem inerente a confusão dos preparativos, da chegada dos convidados, sem esquecer a agitação e ansiedade das crianças. Neste sentido, a atenção dada a uma pessoa com demência deve ser redobrada com o intuito de manter a pessoa calma e confortável, tranquilizando as suas possíveis inseguranças ou preocupações. Caso a pessoa fique muito desorientada, afaste-a momentaneamente da confusão familiar para que a possa tranquilizar mais facilmente. Por forma a diminuir a ansiedade que a pessoa com demência possa sentir à medida que os convidados forem chegando, esta pode participar na receção das visitas, sendo assim efetuanda de imediato uma contextualização de cada visita.
 
É indispensável ter em consideração que a Demência, é uma doença evolutiva, sendo, portanto, fundamental entender que as dinâmicas podem necessitar de alterações, de ano para ano. Uma pessoa que anteriormente não valorizava ou comemorava o Natal, poderá continuar a não gostar de participar neste tipo de atividades, ou pelo contrário, poderá começar a mostrar interesse pelas tradições desta quadra. O importante é que, independentemente da sua condição, uma pessoa com demência se sinta útil, integrada e feliz.
 
Todos os elementos da família podem ter um papel importante. Lembre-se que qualquer pessoa, de qualquer idade, pode ser Amigo na Demência. Afinal, é quando estamos doentes que mais precisamos de carinho, atenção e amizade, e as pessoas com demência não são exceção.

Impala (26/11/2018)


Celebrar o Natal como Amigo na Demência

A época natalícia pode ser sinónimo de grandes desafios para os cuidadores, familiares e amigos de pessoas com demência. Esta é uma época também muito importante para a pessoa com demência, que deve ser aproveitada para estimular a cognição e a interação social, permitindo que exista uma inclusão nas dinâmicas tradicionais natalícias familiares, no grupo de amigos e na comunidade.
Nesta altura, caracterizada pela partilha de amor e de memórias, as pessoas com demência podem participar em diversas atividades tradicionais de Natal. Contudo, é essencial que se tenha sempre em conta os gostos e interesses; capacidades e dificuldades; hábitos prévios e vontades da pessoa com demência, aquando da escolha das dinâmicas a realizar. São vários os exemplos de ocupações que poderão ser desenvolvidas, tais como: participar na decoração da árvore de natal e da casa; preparar os doces e refeições típicas; comprar e embrulhar os presentes.
Por outro lado, a época natalícia tem inerente a confusão dos preparativos, da chegada dos convidados, sem esquecer a agitação e ansiedade das crianças. Neste sentido, a atenção dada a uma pessoa com demência deve ser redobrada com o intuito de manter a pessoa calma e confortável, tranquilizando as suas possíveis inseguranças ou preocupações. Caso a pessoa fique muito desorientada, afaste-a momentaneamente da confusão familiar para que a possa tranquilizar mais facilmente. Por forma a diminuir a ansiedade que a pessoa com demência possa sentir à medida que os convidados forem chegando, esta pode participar na receção das visitas, sendo assim efetuada de imediato uma contextualização de cada visita.
É indispensável ter em consideração que a Demência, é uma doença evolutiva, sendo, portanto, fundamental entender que as dinâmicas podem necessitar de alterações, de ano para ano. Uma pessoa que anteriormente não valorizava ou comemorava o Natal, poderá continuar a não gostar de participar neste tipo de atividades, ou pelo contrário, poderá começar a mostrar interesse pelas tradições desta quadra. O importante é que, independentemente da sua condição, uma pessoa com demência se sinta útil, integrada e feliz.
Todos os elementos da família podem ter um papel importante. Lembre-se que qualquer pessoa, de qualquer idade, pode ser Amigo na Demência. Afinal, é quando estamos doentes que mais precisamos de carinho, atenção e amizade, e as pessoas com demência não são exceção.
A Alzheimer Portugal é a única organização em Portugal, de âmbito nacional, especificamente constituída com o objetivo de promover a qualidade de vida das pessoas com doença de Alzheimer e dos seus familiares e cuidadores. Pode consultar o site da associação através do endereço www.alzheimerportugal.org
A Organização Mundial de Saúde estima que em todo o mundo existam 47.5 milhões de pessoas com demência, número que pode atingir os 75.6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050 para os 135.5 milhões. A doença de Alzheimer assume, neste âmbito, um lugar de destaque, representando cerca de 60 a 70% de todos os casos de demência (World Health Organization [WHO], 2015).
Para se tornar Amigo na Demência visite o site www.amigosnademencia.org.

Boas Notícias (22/11/2018)


Linha "Informar e Apoiar Mais" encerrada

Nos dias 22 e 23 de outubro de 2018, a Linha "Informar e Apoiar Mais" estará, excepcionalmente, encerrada por motivo de realização da Conferência da Alzheimer Portugal.


Projeto "Entre Gerações"

O curso de terapia ocupacional inclui unidades curriculares que visam o desenvolvimento de competências técnicas e outras, o desenvolvimento de competências pessoais. Segundo a Professora Cristina Vieira da Silva, no âmbito da unidade curricular Desenvolvimento Pessoal II pretende-se que: os alunos reconheçam a importância de comunicar e compreender o outro; respeitem as diferenças individuais e a influência que estas têm na ocupação e na participação; reflitam sobre o seu comportamento em situações grupais; e apliquem estratégias facilitadoras de interação grupal. Associando estes objetivos de aprendizagem à abordagem centrada na pessoa com demência (Kitwood, 2007), em 2017 desenvolveu-se o Projeto “Entre Gerações”, em que se relacionam utentes da Casa do Alecrim – Alzheimer Portugal e alunos do 2º ano de licenciatura em terapia ocupacional da Escola Superior de Saúde do Alcoitão.
A evidência revela que as atividades baseadas na estimulação cognitiva em grupo contribuem para a melhoria da cognição global e do funcionamento social, sendo fortemente recomendadas (Aguirre et al., 2013). A reminiscência potencia a evocação de memórias pessoais, através de atividades maioritariamente baseadas na estimulação da memória explícita e linguagem, que incentivam os participantes a partilhar experiências e conhecimentos sobre o passado. Em contexto intergeracional este tipo de sessão promove benefícios para ambos os grupos de participantes (Chung, 2008), salientando-se que os jovens agem como facilitadores para as pessoas com demência partilharem as suas vivências e opiniões. 
As sessões deste projeto tiveram a duração de 90 minutos e incluíram 4-6 pessoas com demência (fase inicial a moderada) e 3-4 jovens. Ali todos usavam o nome ao peito e as perguntas (autobiográficas; opiniões pessoais) escritas em cartões eram lidas em voz alta pelos participantes, estratégias compensatórias que permitiram facilitar a interação e diminuir a evidência dos défices cognitivos dos utentes. 
Neste contexto fomentou-se a valorização absoluta destas pessoas (independente da sua idade e capacidades cognitivas) (Kitwood, 2007). Cada pessoa era reconhecida como um ser único, através da sua história de vida e opiniões, identificando-se que os alunos interiorizavam esta perspetiva, “foi tão interessante, eu esqueci-me complemente que aquelas pessoas têm demência. Vi-os apenas pessoas mais velhas a partilhar as suas histórias e fiquei fascinada” (sic). Efetivamente, o contexto terapêutico e, acima de tudo, o ambiente social rico e positivo permitiram contornar as limitações de cada um, dando a oportunidade de se voltarem a sentir capazes, úteis e com identidades ocupacionais que merecem ser valorizadas. 
No final da primeira sessão, a jovem M. perguntou “E o senhor, como se sentiu aqui?”. O Sr. J. sorriu e respondeu “senti-me mais agasalhado”. Isto, mais do que evidenciar défices ao nível da linguagem, representou a importância de se promover um ambiente “quente”, rico num interesse genuíno que permite “aquecer” quem enfrenta constantes perdas e limitações. 
Ao constatar a capacidade de expressão dos utentes e a motivação em “dar lições de vida aos mais novos” (sic), clarifiquei que os jovens eram estudantes de terapia ocupacional. Pedi que tentassem expressar o que “um bom terapeuta deve ter para ajudar as pessoas” (sic). Prontamente, os participantes reforçaram a necessidade de um terapeuta ter de ser compreensivo, paciente, “saber ouvir e dar resposta em conformidade” (sic), mas acima de tudo “ter um bom coração” (sic) e “ter muito amor para dar” (sic). Assim, estas pessoas com demência deram voz e verdadeiro sentido à citação de Carl Jung: “conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar numa alma humana, seja apenas outra alma humana”. Para aqueles alunos (e para mim, já terapeuta), aquelas palavras foram uma verdadeira lição. Nessa sessão apercebi-me do potencial deste projeto. As pessoas com demência estão a contribuir ativamente para a formação de terapeutas (e jovens adultos) mais humanos.
Este ano letivo o projeto terá continuidade e foi expandido para uma duração anual. 
Elena Pimentel Fonseca
Terapeuta Ocupacional

Utentes do centro de dia "Memória de mim" vão almoçar fora

Os utentes do Centro de Dia "Memória de Mim" da Delegação Norte da Alzheimer Portugal, foram almoçar à Pizzaria L´Osteria em Lavra!
Foi um dia especial e já muito desejado, pois queríamos muito ir almoçar fora. Aventuramo-nos nas pizzas, prato típico de Itália e por uns momentos sentimos que estávamos na ”bella Itália!”
O espaço estava decorado a preceito, com fotografias da atriz muito conhecida e reconhecida por alguns dos nossos utentes, a bela Sofia Loren e música ambiente italiana. Pudemos, ainda, contar com uma equipa totalmente disponível para nos receber, uma vez que o proprietário, o Sr. Maurizio Lacopo e a sua família, abriram o restaurante apenas para nos receberem e tiveram ainda a gentileza e amabilidade de nos oferecer o almoço.
Saímos não só de barriga cheia mas também de coração cheio pois encontrámos Pessoas verdadeiramente Amigas das Pessoas com Demência.

Concerto Solidário Pedro Jóia

Concerto Solidário Pedro Jóia

22 de Novembro de 2018  
19h30  
Teatro Armando Cortez, Lisboa

Pedro Jóia atuará num Concerto Solidário para a Alzheimer Portugal, no dia 22 de novembro, no Teatro Armando Cortez.

O valor do donativo para assistir ao concerto é de 10 euros por pessoa, valor que reverte integralmente para a Alzheimer Portugal.

Donativo 10€ / pessoa
Inscreva-se preenchendo o seguinte formulário:
No campo "Pagamento", selecione Multibanco e introduza o valor correspondente (10€ por pessoa). 
No campo "Mais informações", selecione Inscrição em "Concerto Solidário".
Receberá um email com os dados para pagamento. Assim que efetuar o pagamento, a sua inscrição está validada. Não é necessário que nos envie o comprovativo.
Para mais informações pode contactar-nos para o telefone 213 610 460
Sobre o Pedro Jóia:
Inicia o estudo da guitarra aos 7 anos de idade com o professor Paulo Valente Pereira na Academia dos Amadores de Música. Aos 14 anos transfere-se para o Conservatório Nacional onde, mais tarde, conclui o curso de guitarra sob a orientação do professor Manuel Morais. 
A partir dos 16 anos inicia o estudo da guitarra flamenca, primeiro de forma auto-didacta e mais tarde frequentando cursos de Verão com os guitarristas Paco Peña e Gerardo Nuñez. É, no entanto, com Manolo Sanlúcar que estabelece uma relação de aluno mais duradoura, trabalhando com o mesmo até aos 25 anos.
Inicia aos 19 anos a actividade de concertista tendo-se apresentado desde então a solo ou integrado em diversas formações e actuando em inúmeros países da Europa, Ásia, América do Sul e África.
Tem cinco CD's gravados em nome próprio e prepara, em 2011 a edição de um disco ao vivo gravado com a Orquestra de Câmara Meridional. 
Compõe regularmente música para teatro e curtas-metragens cinematográficas. Leccionou na licenciatura em música da Universidade de Évora entre 1997 e 2003. No mesmo ano partiu para o Brasil onde residiu até 2007, trabalhando com músicos de diversas áreas musicais como Ney Matogrosso, Yamandú Costa, Gilberto Gil entre muitos outros.
Em 2008 vence o Prémio Carlos Paredes com o disco "À espera de Armandinho" onde aborda a obra do guitarrista lisboeta da 1ª metade do Séc. XX Armando Augusto Freire, mais conhecido por Armandinho.
Em 2011 inicia 2 projectos: um com a fadista Raquel Tavares, onde juntos transportam os fundamentos do fado, do flamenco, da música porteña, da música dos bairros de Lisboa, do Magrebe e desembocam no grande mar que é a música mediterrânea. 
O outro projecto, intitulado de Mourarias, é com o também fadista Ricardo Ribeiro, onde musicam obras de grandes poetas portugueses como Almada Negreiros, David Mourão-Ferreira e Pedro Homem de Mello, exploram terrenos musicais que vão desde o tango, as bulerías e a música tradicional portuguesa.

Ministério da Saúde cria Estratégia para as Demências em 2018

A Associação Alzheimer Portugal congratula-se pela aprovação da Estratégia da Saúde na Área das Demências por parte do Ministério da Saúde.

Esta Estratégia define “os princípios a que devem obedecer os cuidados a pessoas com demência, os critérios a utilizar na intervenção preventiva, as medidas a adotar relativamente à deteção precoce, as medidas de acesso ao diagnóstico médico bem como ao diagnóstico compreensivo, e o escalonamento das respostas terapêuticas nos três níveis de cuidados de saúde, clarificando -se um percurso de cuidados para as pessoas com demência, assente nos princípios da ética, proximidade, acessibilidade, equidade e continuidade”.

Para José Carreira, presidente da Alzheimer Portugal, “a publicação deste despacho é uma vitória para a Associação, que desde o início se empenhou na urgência da criação de um Plano Nacional para as Demências, seguindo o exemplo da maioria dos países europeus que assinalam a demência como uma prioridade de saúde pública”.

O Despacho n.º 5988/2018 salienta a importância de “desenvolver uma estratégia que promova uma maior colaboração e coordenação intersectorial, o diagnóstico atempado e correto, bem como o acesso a tratamentos, farmacológicos e não farmacológicos, mediante o reforço do papel dos cuidados de saúde primários e da colaboração destes com os cuidados hospitalares, os cuidados continuados integrados e os cuidados paliativos, e a continuidade dos cuidados na comunidade e o apoio às famílias”.

“Importa ainda, no âmbito da referida Estratégia, implementar medidas tendentes a desenvolver a consciencialização pública em termos de saúde para o problema das demências, promover a literacia dos cidadãos em geral, a formação dos profissionais de saúde, o acesso a novas tecnologias e a investigação”, é salientado neste despacho.

No entanto, José Carreira sublinha que “ainda falta a articulação desta estratégia com o Ministério Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, de modo a que se criem os apoios necessários à melhoria das condições de vida das pessoas com demência, bem como dos seus cuidadores”.

A Alzheimer Portugal foi um parceiro ativo na conceção dos documentos que deram origem ao despacho publicado ontem em Diário da República, e estará representada na Coordenação do Plano Nacional da Saúde para as Demências por Catarina Alvarez e Maria do Rosário Zincke dos Reis. Este grupo de trabalho será responsável pelo acompanhamento da elaboração de Planos Regionais para as Demências, que ficará a cargo das Administrações Regionais de Saúde, que no espaço de um ano terão de desenvolver medidas adaptadas às especificidades da região em que atuam, e articuladas com o Plano Nacional de Saúde e o Plano Nacional de Saúde Mental.

Consulte o Despacho  n.º 5988/2018:


respostas e apoios demência

Respostas e Apoios para Pessoas com Demências e seus cuidadores

Saúde

Cuidados de Saúde Primários

Marque uma consulta no Centro de Saúde da sua área de residência e aconselhe-se junto do seu médico. Este profissional, além de acompanhar o seu estado geral de saúde, tem um papel fundamental na identificação dos primeiros sintomas e no encaminhamento para um consulta de especialidade.

Cuidados de Especialidade

Consulte um médico especialista (neurologista ou psiquiatra) para obter um diagnóstico formal, acompanhar a evolução da doença e esclarecer as suas dúvidas. Estas consultas da doença podem realizar-se no Hospital através da referenciação do seu médico de família. Em alternativa, pode marcar esta consulta numa clínica ou num consultório privado.

Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados

Constituída por um conjunto de unidades de internamento e ambulatório, dispõe de uma resposta para descanso do cuidador que permite o internamento temporário da pessoa com demência. É possível usufruir deste serviço até um período máximo de três meses por ano, sendo o valor calculado de acordo com os rendimentos do agregado familiar. Para mais informações contacte o Serviço Social do seu Centro de Saúde. Caso o seu familiar esteja hospitalizado, fale com a equipa de gestão de altas do hospital.

 

Social

Sempre que necessitar de apoio em casa para a realização de atividades diárias, procure informações sobre as instituições existentes na sua Junta de Freguesia ou Centro de Saúde.

Os serviços de apoio domiciliário disponíveis e os custos associados variam de acordo com a tipologia da instituição (de solidariedade social ou privada).*

Centro de Dia

Para acompanhamento e supervisão durante o dia, pode encontrar instituições que asseguram cuidados diários, proporcionando oportunidades de convívio e um ambiente protegido. Os serviços disponíveis e os custos associados variam de acordo com a tipologia da instituição (de solidariedade social ou privada).*

Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (Lares)

Em situações de maior dependência e/ou vulnerabilidade, pode encontrar instituições sociais ou privadas que proporcionam o internamento temporário ou permanente, assegurando o acompanhamento e supervisão 24 horas.

*Procure informações sobre as respostas sociais existentes na sua área de residência na Junta de Freguesia ou no Centro de Saúde

Apoios Financeiros

Verifique junto do serviço de Segurança Social da sua área de residência ou através da Linha de Apoio 300 502 502 se pode beneficiar de algum complemento mensal para pessoas com carência económica e/ou determinado grau de dependência, nomeadamente:

  • Complemento solidário para idosos;
  • Complemento de dependência;
  • Complemento por cônjuge a cargo.

Informe-se junto do serviço de ação social do seu Município, na sua Junta de Freguesia ou no seu Centro de Saúde se pode beneficiar de outros apoios, entre os quais:

  • Aquisição ou aluguer de ajudas técnicas (camas articuladas, cadeiras de rodas, entre outros…);
  • Aquisição de material de incontinência e medicação;

Se for beneficiário de algum subsistema de saúde (ADSE, ADM, PSP/SAP, SAMS, entre outros…) informe-se junto dos serviços se tem direito a algum tipo de comparticipação.

Atenção: Para beneficiar de alguns destes apoios ou usufruir de benefícios fiscais deverá requerer o Atestado de Incapacidade Multiusos no serviço de Saúde Pública do seu Centro de Saúde.

 

Comunidade

Na comunidade, existem respostas de proximidade frequentemente gratuitas ou pagas a preços sociais.

 

O diagnóstico de demência marca uma nova etapa na vida da pessoa e da sua família. No decurso da doença surgem necessidades crescentes de apoio e é natural que vá precisando de mais suporte no dia a dia. Existem diversas respostas na saúde, na área social e na comunidade, ainda que não haja um leque alargado de serviços específicos e integrados para a demência. Não deixe de procurar ajuda!

 

Contacte-nos.
Nós podemos ajudar!

Cuide de Si

Cuide de Si

10 Passos para se tornar um cuidador mais saudável

Sente-se sobrecarregado por cuidar de outra pessoa ao ponto de negligenciar o seu bem-estar físico, mental e emocional?
Se não arranjar tempo para cuidar de si e das suas necessidades, pode estar a colocar a sua vida saúde em risco.

Identifique Alterações o mais cedo Possível

Os sintomas da demência manifestam-se gradualmente.
Sempre que detetar alterações significativas na memória, no humor ou no comportamento da pessoa, fale com o seu médico. Não adie, alguns sintomas podem ser controlados.

Conheças os Recursos Disponíveis na Comunidade

Informe-se sobre os apoios, serviços e equipamentos existentes na comunidade. Centros de Dia e apoio domiciliário são algumas das respostas que podem ajudá-lo na prestação de cuidados  e na realização das tarefas do dia-a-dia.

Esteja informado

À medida que a doença vai progredindo, poderá ser necessário adquirir conhecimentos e competências específicas para enfrentar os desafios que vão surgindo. Procure participar em workshops e outras ações de formação, com conteúdos específicos e diversificados, que o possam ajudar a compreender e a lidar melhor com as alterações  do comportamento e da personalidade que acompanham a doença.

Procure Ajuda

Tentar fazer tudo sozinho pode conduzi-lo à exaustão. Procure o apoio da família, dos amigos e dos recursos disponíveis na comunidade. As linhas telefónicas de atendimento e apoio e os grupos de suporte são alguns dos recursos que o podem ajudar a encontrar conforto e segurança. Se o stress se tornar incapacitante, procure ajuda profissional.

Cuide de Si

Esteja atento à sua dieta alimentar, faça exercício físico e repouse o mais possível. Vigiar a sua saúde fará de si um melhor cuidador.

Controle o seu Nível de Stress

O stress pode conduzir a perturbações de ordem física (visão turva, distúrbios gastrointestinais, pressão arterial elevada) e alterações de comportamento (irritabilidade, falta de concentração, alterações no apetite). Esteja atento aos seus sintomas. Recorra a técnicas de relaxamento que o façam sentir melhor e fale com o seu médico.
Aceite a Evolução da Doença
As necessidades da pessoa com demência sofrem alterações ao longo do tempo e com a evolução da doença. As exigências poderão ultrapassar a sua capacidade de resposta. Conhecer os recursos da comunidade - Centros de Dia, Serviços de Apoio Domiciliário e Lares - pode facilitar a decisão de dividir a prestação dos cuidados com terceiros

Tome decisões de natureza Jurídica e/ou Financeiras

Planeie o futuro com antecedência. Conheça os seus direitos e os da pessoa com demência, assim como os procedimentos legais a adotar após o diagnóstico e no decurso da doença. Envolva, sempre que possível, a pessoa com demência e os familiares mais próximos.

Valorize-se e não se culpe

Lembre-se que os seus cuidados fazem a diferença e que está a fazer o melhor que pode. Não se culpabilize por não conseguir fazer tudo sozinho. Ainda que os cuidados possam já não ser prestados por sí, com a progressão da doença pode continuar a assegurar-se que a pessoa é bem tratada e se sente se segura.

Fale com o seu Médico regularmente

Arranje tempo para si, faça exames de rotina com regularidade e oiça aquilo que o seu corpo lhe diz. Tenha em atenção a exaustão, o estresse, as perturbações de sono e as alterações do apetite e de comportamento.
Ignorar estes sintomas pode afetar gravemente a sua saúde fisíca e mental.

O cuidador em Stress

10 Sinais de Alerta

        1.    Negação acerca da doença, da sua evolução e dos seus efeitos na pessoa diagnosticada.
             “ Eu sei que a minha mãe vai melhorar.”
        2.    Raiva  em relação à pessoa com demência ou outras pessoas, raiva por não existir uma cura ou
                  pela falta de compreensão dos outros.
                 “ Se ele perguntar novamente a mesma coisa, grito!”
        3.      Isolamento Social afastamento dos amigos e perda de interesse em atividades que antes
                 gostava de fazer.
                 “ Já não me apetece conviver com ninguém”
        4.      Ansiedade por ter de enfrentar mais um dia em relação ao futuro.
                “ O que vai acontecer quando ele precisar de mais cuidados do que aqueles que eu lhe
                posso dar? ”
        5.      Depressão que afeta o bem estar e a capacidade de lidar com os desafios do dia-a.dia.
                “ Já não quero saber. Tanto faz.”
        6.      Exaustão sensação de que parece impossível realizar as tarefas diárias necessárias.
                 “ Estou demasiada cansada para isto. ”
       7.      Insónias causadas por uma lista interminável de preocupações.
                 “ E se durante a noite ele se levanta e cai? ”
       8.      Irritabilidade que se se traduz em mau humor e provoca respostas e reações negativas.
                 “ Deixem me em paz! ”
       9.      Falta de concentração que prejudica atividades do dia-a-dia
                 “ Tenho andado tão ocupada que me esqueci que tinha um compromisso ”
       10.    Problemas de saúde que começam a comprometer o bem-estar físico e psicológico.
                 “ Não me lembro da última vez que me senti bem.”

Alzheimer Portugal homenageia voluntárias da Venda de Natal

No passado dia 9 de outubro, realizou-se o Jantar de Homenagem às Voluntárias da Venda de Natal, com uma homenagem especial à Dra. Leonor Guimarães. Esta Venda de Natal é já tradição da Alzheimer Portugal, e surge com o intuito de apoiar o Programa de «Apoio na Incontinência». Este jantar realizou-se no Centro de Dia Professor Doutor Carlos Garcia, em Lisboa, e contou com a presença do fadista António Pinto Bastos e dos seus músicos, bem como do jornalista Henrique Garcia. 
A Alzheimer Portugal quer agradecer o apoio das empresas de Almeirim: JJ Gráfica, Adega Vinho Fiúza, Restaurante Zézano, Quinta da Feteira e Padaria Pão Caseiro. E, para além disso, um agradecimento especial à NArest e ao Centro de Formação Profissional do Setor Alimentar da Pontinha. Sem estas entidades, esta iniciativa não teria sido possível.

Feira do Cuidador realiza-se em novembro

Nos próximos dias 8 e 9 de novembro, realiza-se no Centro Ismaili, junto à Loja do Cidadão, nas Laranjeiras (Lisboa), a segunda edição da Feira do Cuidador. Esta iniciativa tem como objetivo reconhecer, dignificar e apoiar o papel do Cuidador. Neste evento, pretende-se partilhar informação útil sobre conhecimentos técnicos, práticos e emocionais. A entrada é gratuita.
A organização é da responsabilidade de um grupo de instituições que integram o Grupo de Trabalho Intervenção em Públicos-Alvo – Pessoas Idosas do CLAS-Lx (Conselho Local de Ação Social de Lisboa). São elas: Advita (Associação para o Desenvolvimento de Novas Iniciativas para a Vida), APDP (Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal), Associação Alzheimer Portugal, VENCER – Associação para o Desenvolvimento, Câmara Municipal de Lisboa, Diaverum, Entre Idades, Fundação Aga Khan, Junta de Freguesia de Alcântara, Projecto Alkantara e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
À semelhança da edição anterior, na Feira do Cuidador serão apresentadas iniciativas e workshops na área do bem-estar, saúde, alimentação, e produtos de apoio. Serão também desenvolvidas atividades de apoio ao cuidador, tais como rastreios, aulas de yoga, exercício físico e dinâmicas de grupo.
Se quiser visitar a Feira do Cuidador, efetue a sua inscrição para o seguinte contacto de email: feiradocuidador@gmail.com