Participe na Conferência da Alzheimer Portugal

Vai a Alzheimer Portugal celebrar formalmente os seus 25 anos de vida, no dia 18 de Outubro, com uma Conferência que terá lugar no Centro de Congressos da Ordem dos Médicos, no Porto.

Os temas a tratar abrangem aspectos da história da Associação, da sua actividade, e sobretudo o contributo, como manifestação da Sociedade Civil, para a divulgação do conhecimento sobre as demências, como problema de saúde e como problema social.

Para além disso será feita uma actualização dos conhecimentos científicos recentes em relação ás demências e particularmente à doença de Alzheimer e ainda uma avaliação das respostas institucionais para este problema de doença, que nos preocupa agora mas que será certamente mais grave de futuro.

Por fim uma avaliação das propostas para melhorar o trabalho de todos nos múltiplos aspectos de intervenção nestas doenças.

Esteja presente!

Dr. Celso Pontes
Neurologista
Coordenador da Comissão Científica da Alzheimer Portugal


Plataforma Saúde em Diálogo

A Alzheimer Portugal, enquanto membro da Plataforma Saúde em Diálogo aprovou, no passado dia 3 de Outubro, a Declaração de Lisboa sobre as prioridades e estratégia da Plataforma Saúde em Diálogo.

A Plataforma Saúde em Diálogo é uma associação sem fins lucrativos constituída por associações de doentes, promotores e profissionais de saúde e de consumidores, cujo principal objetivo é o de dar voz aos doentes e utentes de saúde contribuindo para a evolução de um sistema de saúde cada vez mais centrado no doente.

Neste sentido, a 3 de Outubro de 2013, foi aprovada a Declaração de Lisboa, um documento que apresenta a Plataforma, sistematiza os pontos comuns às associações que a integram, define os seus objetivos, prioridades e uma estratégia de atuação.

A Declaração de Lisboa é, portanto, um instrumento de unidade e de identificação das 41 associações que integram a Plataforma.

Neste documento, a Plataforma Saúde em Diálogo e as associações que a integram apelam a todos os cidadãos, decisores políticos, profissionais de saúde e de apoio social que, reconheçam e promovam a saúde centrada na pessoa como uma prioridade nacional e que as apoiem na concretização das suas prioridades.

A Plataforma Saúde em Diálogo promove a saúde centrada na pessoa, a qual assenta nos seguintes pilares:
I - reconhecimento dos direitos e deveres dos doentes e utentes de saúde;
II - literacia, prevenção e diagnóstico precoce;
III - importância da família e do cuidador familiar;
IV - reconhecimento do papel das associações.

Partindo destes quatro pilares, a Plataforma e as 41 associações que a integram, estabelecem as seguintes prioridades:

  • Obter, por parte dos decisores políticos, o reconhecimento da Plataforma como parceiro indispensável na definição e implementação das políticas de saúde ou com implicações na saúde;
  • Promover e amplificar a promoção dos interesses para que se constituiu a Plataforma em toda a sociedade civil, reforçando a sua ligação e disponibilidade de colaboração junto dos órgãos de comunicação social;
  • Promover a sensibilização e a informação sobre os direitos e deveres dos doentes, junto destes, dos seus familiares e cuidadores e também junto dos prestadores de cuidados de saúde;
  • Prosseguir o objetivo da criação do Estatuto do Doente Crónico e a Definição de Doença Crónica;
  • Contribuir para a literacia em saúde;
  • Sensibilizar para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce;
  • Promover o papel do cuidador informal e reclamar, junto dos decisores políticos, um estatuto próprio que reconheça os seus direitos;
  • Promover a solidariedade entre as organizações que integram a Plataforma e sensibilizar para a importância do reconhecimento do papel que as associações desempenham na sociedade

Cientistas anunciam "ponto de viragem" no tratamento do Alzheimer

O avanço foi testado em ratos e é considerado um "ponto de viragem" no tratamento do Alzheimer.

Apesar de se tratar de nova descoberta para o tratamento do Alzheimer, ainda se encontra longe a criação de um medicamento que seja capaz de curar a doença degenerativa.

De acordo com o "The Independent", o método permite bloquear o avanço da doença neurodegenerativa. Até ao momento, o composto foi testado em ratos que sofrem da síndrome Prião, considerada, no animal, a doença neurodegenerativa mais próxima ao Alzheimer.

Publicado, esta quarta-feira, na revista "Science Trnaslational Medicine", o estudo foi levado a cabo pela Unidade de Toxicologia do Conselho de Investigação Médica da Universidade de Leicester, no Reino Unido.

"É um grande passo em frente", afirma Giovanna Malluci, uma das responsáveis pela investigação. "O facto de que isto é um composto que pode ser administrado oralmente, que chega ao cérebro e previne doenças cerebrais é uma novidade por si mesmo", acrescenta.

Ainda que convincente, o estudo levanta algumas dúvidas quanto à aplicação humana. "Na verdade, o estudo foi feito em ratos, não em homens", afirma Roger Morris, professor no King"s College de Londres. Há, no entanto, "evidências consideráveis" já que, em ambos os casos, os neurónios morrem de forma "similar".

Fonte: Jornal de Notícias


Grupos de Estimulação Cognitiva para pessoas com Demência

A participação nestes grupos de estimulação tem como objetivo estimular as capacidades remanescentes do individuo, através de uma equipa técnica multidisciplinar, que disponibiliza uma série de atividades terapêuticas (atividades de estimulação psicomotora, sensorial, cognitiva, reminiscências, lúdicas, etc.) que satisfaçam as necessidades básicas, a prestação do apoio psicossocial, bem como o fomento das relações interpessoais ao nível dos idosos para promover a participação social, para além de permitir um alívio para os cuidadores.

As sessões poderão realizar-se 1, 2 ou 3 vezes por semana, durante uma hora, de acordo com a disponibilidade dos interessados.

  • 1 vez por semana - 30€/mês
  • 2 vezes por semana - 50€/mês
  • 3 vezes por semana - 65€/mês

 

Para mais informações contacte a Delegação Norte da Alzheimer Portugal:

Centro de Dia «Memória de Mim»
Rua do Farol Nascente nº 47A R/C - 4455-301 Lavra
Telefone: 229 260 912 | 226 066 863
geral.norte@alzheimerportugal.org


Caminhada Pela Saúde Mental

No âmbito da candidatura ao programa de Financiamento do INR 2013 a FNERDM em parceria com as entidades associadas A FARPA, AEIPS, ARIA, ASMAL, CHPL, GAC, GIRA e Oportunidades elaborou um projeto rI(Age) que foi aceite e decorrerá entre 15 de Julho e 31 de Dezembro.

Este projeto tem como principal objetivo contribuir para a inclusão social de pessoas com problemas de saúde mental, através da realização de actividades que promovam a capacitação e melhoria das competências pessoais e sociais, nomeadamente a autodeterminação, o seu potencial de crescimento e desenvolvimento de capacidades; o envolvimento da pessoa através da participação activo e foco na comunidade como factor chave de inclusão.

No âmbito deste projeto, irá realizar-se no próximo dia 20 de Outubro, a primeira edição da «Caminhada pela Saúde Mental», que decorrerá ao longo de um percurso de 3 km, em simultâneo nas cidades de Lisboa e Faro, às 10h.

Em Lisboa a caminhada iniciará na Doca de Alcântara até ao Padrão dos Descobrimentos, em Belém e em Faro iniciará na Estrada da Recta do Sol ao Monte do Sal. Estarão presentes duas grandes personalidades que pretendem «abraçar» esta iniciativa, são eles Francis Obikwelu e Ana Dias.

Todos os participantes receberão um Kit de participação (T-shirt oficial do evento, água, snack energético e uma peça de fruta) bem como uma medalha de participação.

De forma a divulgar o projeto e as suas atividades assim como envolver e interagir com a comunidade foi criada uma página no facebook: https://www.facebook.com/pages/RI-Age/371386349651083

Também na página de FNERDM poder-se-á acompanhar e participar nos concursos e atividades a desenvolver: https://www.facebook.com/Fnerdm


Demência, depressão e abuso de substâncias são problemas mais comuns entre os mais velhos

«Saúde Mental e Adultos mais velhos» é o tema deste ano do Dia Mundial da Saúde Mental, a 10 de Outubro. Neste dia, a ENCONTRAR+SE promove uma sessão comemorativa da data e do seu 7º aniversário, no Pólo da Foz da Universidade Católica, no Porto, pelas 10h, e que será presidida por Fernando Leal da Costa, Secretário de Estado-Adjunto do Ministro da Saúde, avança comunicado de imprensa.

Mais de 800 milhões de pessoas têm 60 ou mais anos e as projecções indicam que este número irá atingir cerca de dois mil milhões em 2050, segundo refere a Federação Mundial da Saúde Mental que, para o Dia Mundial da Saúde Mental deste ano, escolheu o tema «Saúde Mental e Adultos mais velhos».

Em Portugal, a ENCONTRAR+SE - Associação para a Promoção da Saúde Mental -promove um conjunto de actividades, destacando-se no dia 10, pelas 10h, no Pólo da Universidade Católica, no Porto, uma sessão comemorativa da data e do seu 7º aniversário, presidida por Fernando Leal da Costa, Secretário de Estado-Adjunto do Ministro da Saúde, e que conta ainda com a presença de Álvaro de Carvalho, Coordenador Nacional para a Saúde Mental.

Pobreza, isolamento social, perda de independência, solidão, luto, deficiência física e até exposição a maus-tratos fazem parte de uma multiplicidade de factores sociais, demográficos, psicológicos e biológicos que contribuem para o desenvolvimento de doença mental, sendo particularmente pertinentes entre os mais velhos. Ora, a tendência para o envelhecimento da população torna essencial olhar e compreender os desafios que representa em termos individuais e sociais.

De acordo com Filipa Palha, presidente da ENCONTRAR+SE, «a velhice não é doença, pelo que devemos começar por criar condições para que não seja vivida e olhada desta forma. Também não devemos descuidar o facto de haver uma série de problemas de saúde física e mental mais prevalentes nesta idade, exigindo que se desenvolvam respostas adequadas».

A demência é um dos problemas de saúde mental a ter em consideração entre os mais velhos. Um relatório da Organização Mundial de Saúde e da Associação Internacional da Doença de Alzheimer, aponta para 35,6 milhões de pessoas a viver com este problema que deverá duplicar a cada 20 anos.

Depressão e abuso de substâncias são outros dos problemas comuns entre os adultos mais velhos. Segundo dados de 2010 do Institute of Health Metrics and Evaluation (IHME), a depressão implica acima dos 60 anos 9,17 milhões de anos de vida perdidos por incapacidade.

Por seu lado, o abuso de substâncias, considerado muitas vezes como um problema dos mais jovens, deverá duplicar entre 2001 e 2020 na população europeia mais idosa. Dados do IHME apontam para 1,5 milhões de anos perdidos por incapacidade entre os seniores devido a problemas de alcoolismo e 338 mil anos devido a outras substâncias.

Em termos nacionais, «um dos problemas que temos é a falta de respostas para pessoas em processos demenciais» refere Filipa Palha. «Devemos implementar respostas que promovam o envelhecimento activo e a prevenção de problemas de saúde mental. E, nas situações em que existem problemas de saúde mental, disponibilizar respostas adequadas», acrescenta.

Neste campo enquadram-se projectos como o «Felicidário», iniciado este ano pela ENCONTRAR+SE, e que tem por objectivo promover um olhar positivo da vida durante a fase de envelhecimento, através da partilha de experiência e envolvimento em actividades.

«A promoção da qualidade de vida na população sénior não se deverá esgotar na prestação de cuidados básicos de qualidade, mas deverá promover a adopção de uma postura activa na construção desta fase da vida que inclua a valorização dos recursos e potencial, mesmo para além das possíveis dificuldades e limitações», explica a presidente da ENCONTRAR+SE.

No âmbito das Comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental serão ainda promovidos diversos workshops, conferências, mesas redondas nos dias 10, 11 e 12 de Outubro, bem como o Encontro do Porto Sobre Promoção da Saúde Mental em Jovens, no dia 21 de Outubro (ver https://www.porto.ucp.pt/pt/Comemoracoes-do-Dia-Mundial-da-Saude-Mental).

Fonte: RCM Pharma


"Alzheimer à Conversa" em Coimbra

Para mais informações contacte:

Delegação Centro da Alzheimer Portugal
Urb. Casal Galego - Rua Raul Testa Fortunato nº 17
3100-523 Pombal
Telefone: 236 219 469
E-mail: geral.centro@alzheimerportugal.org


Estatinas podem reduzir risco de demência e perda de memória

Dados de um estudo divulgados na terça-feira na Mayo Clinic Proceedings sugerem que as estatinas não afectam negativamente a memória de curto prazo e, de facto, podem reduzir o risco de demência, quando tomadas durante mais de um ano. "Por causa do seu efeito sobre as artérias a reduzir ou estabilizar a placa, e prevenir acidentes vasculares cerebrais (AVC), faz sentido que as estatinas possam ser protectoras no cérebro contra a demência", disse o autor do estudo Seth Martin, avança o site FirstWord.

Segundo fontes, os investigadores da Johns Hopkins reviram 16 estudos envolvendo mais de 23 mil doentes sem história de distúrbios cognitivos, incluindo oito estudos que avaliaram os efeitos do uso de estatinas a curto prazo sobre a memória e a função cognitiva e outros oito estudos que avaliaram o impacto do uso de estatinas a longo prazo sobre o risco de doença de Alzheimer e outras formas de demência. Doentes nos estudos foram acompanhados durante até 25 anos.

Os investigadores concluí­ram que a utilização da estatina a curto prazo não teve efeitos adversos sobre a memória e cognição, mas o uso da estatina por mais de um ano pareceu reduzir o risco de demência em 29 por cento. Embora os investigadores não tenham avaliado as estatinas individuais ou em doses diferentes, Martin observou que os efeitos do fármaco sobre a memória, atenção e organização são provavelmente semelhantes entre os diferentes tipos de estatinas.

Em 2012, a FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA) determinou que os rótulos das estatinas fossem actualizados para alertar para os riscos de perda de memória, bem como diabetes, depois de alguns doentes que tomaram o fármaco terem relatado sintomas de perda de memória e confusão. No mês passado, os dados da pesquisa apresentados no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia sugerem que as estatinas de alta potência poderiam reduzir o risco de demência em dois terços.

Fonte: RCM Pharma


População portuguesa com mais de 65 anos quase que duplica até 2050

Portugal tem atualmente 26,6% da população com mais de 65 anos, mas até 2050 esse valor deverá ultrapassar os 40%, razão pela qual aparece em 34.ª posição no "Índice Global de Envelhecimento 2013", divulgado esta terça-feira.

O relatório "Índice Global de Envelhecimento 2013" elaborado pela organização HelpAge International com o financiamento do Fundo Mundial de População das Nações Unidas (UNFPA, sigla em inglês) é o primeiro índice que mede a qualidade de vida e de bem-estar das pessoas idosas em todo o mundo.

A apresentação do estudo coincide com o Dia Internacional das Pessoas Idosas, que se assinala esta terça-feira.

Nos dados específicos sobre Portugal, o relatório aponta que o país tem já uma elevada percentagem (26,6%) de pessoas idosas, sendo expectável que esse valor aumente para 40,4% até 2050 e fazendo com que Portugal passe de oitavo para segundo lugar relativamente à população idosa, entre 195 países.

No que diz respeito à segurança dos rendimentos (pensões, níveis de pobreza), o relatório revela que Portugal fica classificado em 17.º lugar porque a pobreza entre a população idosa atinge 16,6%, estando aqui incluídas as pessoas com 60 ou mais anos com um rendimento que seja menos de metade do salário médio nacional.

Na área da saúde, em que Portugal é colocado na 29.ª posição, a HelpAge International justifica esta posição com o facto das pessoas com 60 anos terem uma esperança média de vida de 23 anos e esperarem viver mais 17,6 anos de forma saudável.

Por outro lado, a organização aponta que há 90,5% de pessoas com mais de 50 anos que sentem que a sua vida tem significado, em comparação com pessoas com idades entre os 35 e os 49 anos que sentem o mesmo.

Em matéria de emprego e educação, Portugal cai para a 76.ª posição com base no facto de apenas 49,2% das pessoas com idade entre os 55 e os 64 anos estarem empregadas.

A organização explica que este indicador mede o acesso das pessoas com mais idade ao mercado de trabalho e a sua capacidade para complementar as pensões que recebem com outras formas de rendimento.

De acordo com a HelpAge International, apenas 16,5% da população com mais de 60 anos completou o secundário ou o ensino superior.

Por último, em relação ao critério de adaptação do meio ambiente, Portugal aparece na 37.ª posição, havendo 79% de pessoas com mais de 50 anos que têm amigos ou familiares com quem podem contar em caso de necessidade e 51% que se sentem em segurança ao caminhar sozinhos na rua à noite na cidade ou na zona de residência. 70% das pessoas com mais de 50 anos estão satisfeitas com o sistema de transportes locais.

Segundo o estudo, que abrange 89% dos idosos originários de 91 países, o número de pessoas com mais de 60 anos (mais de 800 milhões de pessoas em 2012) supera atualmente as crianças com menos de cinco anos a nível mundial, prevendo-se que em 2050 ultrapasse os menores de 15 anos.

Em 2030, as pessoas com mais de 60 anos irão representar 16% da população mundial, subindo para 22% em 2050.

Fonte: Jornal de Notícias


Serviços Sociais da Administração Publica interessam-se pela Doença de Alzheimer

A convite da Divisão de Atividades Socioculturais dos Serviços Sociais da Administração Publica, na pessoa da sua responsável, Dra. Teresa Barateiro, a Alzheimer Portugal, realizou, no passado dia 27 de Setembro, uma ação de formação extremamente enriquecedora.

A ação destinava-se aos beneficiários destes serviços sociais e estiveram presentes 28 pessoas, quase todas com mais de 65 anos.
Foi uma ação muito participada em que as pessoas tomaram conhecimento, com muito interesse, das atividades que a Alzheimer Portugal desenvolve e dos serviços que presta.
Falou-se de direitos, da importância das pessoas prepararem o seu futuro, no que diz respeito a questões patrimoniais, pessoais e de saúde, nomeadamente através da escolha de pessoa de confiança, da outorga de testamento vital ou de procuração para cuidados de saúde.

A inadequação dos processos de inabilitação ou de interdição ao respeito pela autonomia e autodeterminação das pessoas em situação de incapacidade e a perspetiva demasiado patrimonialista e paternalista que caracteriza estas formas de suprimento da vontade, ocuparam grande parte do debate.

A inexistência de figuras como a autotutela (possibilidade de a pessoa quem poderá ser o seu tutor em futura situação de incapacidade) bem como da possibilidade do cargo de tutor ser exercido por uma pessoa coletiva, nomeadamente por uma fundação especialmente vocacionada para gerir os aspetos pessoais, patrimoniais e de saúde das pessoas em situação de incapacidade, foram sentidas como grandes lacunas do ordenamento jurídico português.

Também ficou patente que, enquanto a legislação não se aproxima dos verdadeiros interesses das pessoas, há que desenvolver um grande exercício de cidadania, por parte de todos, muito em especial por parte de associações como a Alzheimer Portugal, mudando mentalidades e demonstrando que as soluções que vierem a ser encontradas para as pessoas mais vulneráveis, em virtude da idade ou da doença, que vivem sozinhas ou que não podem confiar nas suas famílias, têm que prever a multidisciplinaridade. Isto é, há que articular as decisões judiciais ou clínicas com as respostas sociais.

Este público inquieto e bem informado, constituiu, simultaneamente um estímulo e um desafio. Um estímulo por confirmar que o trabalho que a Alzheimer Portugal tem vindo a desenvolver tem toda a pertinência; um desafio para reforçarmos a nossa missão de pressionar os decisores políticos para que criem políticas ajustadas às verdadeiras necessidades das pessoas e respeitadoras da sua dignidade e dos seus direitos.


5% da população acima dos 65 anos sofre de demência

Segundo as perspetivas epidemiológicas atuais, "estima se que cerca de 5% dos indivíduos com mais de 65 anos sofram de demência, definindo-se um perfil de incremento exponencial com a idade", adianta Isabel Santana, coordenadora da Consulta de Demência do Serviço de Neurologia dos HUC, indicando que as taxas de prevalência duplicam a cada cinco anos.

A neurologista afirma que, "de acordo com este perfil, e tendo em conta o envelhecimento progressivo da população mundial e o incremento particular do segmento populacional dos muito idosos, estima-se que o número de pacientes com demência venha a duplicar a cada 20 anos, aproximando-se dos 42 milhões em 2020 e dos 81 milhões em 2040".

De acordo com professora de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Portugal é já um dos países mais envelhecidos da Europa e do mundo e as projeções recentes indicam um agravamento desta tendência de envelhecimento, estimando-se que os idosos representam mais de 32% do total da população portuguesa em 2060 (Instituto Nacional de Estatística, 2009).

A também investigadora em doença de Alzheimer dos CHUC refere que, "embora relativamente à demência não existam dados epidemiológicos diretos no nosso país, as estimativas para Portugal, calculadas a partir dos estudos do Sul da Europa, sugerem que existirão aproximadamente 135 mil pacientes com demência e 67-90 mil com doença de Alzheimer". (Alzheimer Europe, 2010).

"A síndrome demencial é a expressão clínica de uma grande diversidade de entidades patológicas, sendo a doença de Alzheimer a principal causa de demência (mais de 50% dos doentes)", refere Isabel Santana, salientando estimar-se que a demência vascular represente, isoladamente ou como patologia dual ("demência mista"), mais de 20% dos casos, seguindo-se, por ordem de frequência, outras demências degenerativas, como a demência fronto-temporal, a demência com corpos de Lewy e a demência associada à doença de Parkinson.

Adicionalmente, a especialista afirma que existe "um segundo grupo, composto essencialmente por doenças tratáveis quando diagnosticadas precocemente, que inclui a carência de vitaminas (B12 e ácido fólico), transtornos endocrinológicos (hipo e hipertiroidismo), meningites crónicas e outras patologias potencialmente curáveis do sistema nervoso central (tumores, hematoma subdural e hidrocefalia de pressão normal, entre outras). Apesar de não tão frequentes (menos de 10% dos casos), Isabel Santana indica que "a sua identificação e eventual tratamento são considerados mandatórios, constituindo os objetivos fundamentais da abordagem diagnóstica inicial".

Principal causa de gastos na saúde acima dos 65 anos
Isabel Santana salienta que o reconhecimento da importância da demência e a necessidade de um projeto estratégico de abordagem desta situação está já consignado no Plano Nacional de Saúde de 2004/2010. A neurologista menciona que, neste documento, as demências são assumidas como a principal causa de gastos na saúde acima dos 65 anos, antecipando-se uma duplicação destes gastos nos 10 anos seguintes.

"Reconhece-se o impacto social e assistencial da demência e a importância do diagnóstico precoce, com uma chamada de atenção para a prioridade na identificação e seguimento de casos de defeito cognitivo ligeiro, como situação pré-demencial e de intervenção precoce", refere, acrescentando que, finalmente, "é salientada a sobrecarga que o doente com demência representa para as famílias e a necessidade de apoiar o doente e os seus cuidadores".

Isabel Santana sublinha o facto de a Direção-Geral da Saúde, seguindo o exemplo de alguns países europeus, ter tomado a iniciativa de reunir um conjunto de peritos, liderados pelo Dr. Álvaro Carvalho,
diretor do Programa Nacional de Saúde Mental, no sentido de desenvolver o Plano Nacional de Intervenção em Perturbações Demenciais.

Neste âmbito, a neurologista destaca ainda a implementação, pela Direção-Geral da Saúde, em articulação com a Ordem dos Médicos, da Norma n.º 053/2011 de 27/12/2011: Abordagem Terapêutica das Alterações Cognitivas. Segundo relata, o documento "define as normas de diagnóstico e de orientação terapêutica na demência e propõe uma estratégia mais global de intervenção (holística), que tem como grandes objetivos minorar os défices cognitivos, controlar os sintomas psicológicos associados, potencializar as capacidades funcionais do doente e, deste modo, prolongar o período de funcionamento relativamente preservado e assegurar a qualidade de vida dos pacientes e dos seus cuidadores".

A especialista termina indicando que "esta estratégia implica uma articulação dos cuidados de saúde primários e dos MF (essenciais na orientação permanente dos seus doentes) e especializados (consultores no diagnóstico e orientação terapêutica mais específica), com a rede de cuidados continuados e/ou paliativos e também com as associações de suporte para familiares".

Texto original publicado no Jornal Médico, nº 6, setembro 2013

Fonte: Vital Health


Dia Internacional da Pessoa Idosa

Este dia foi instituído pela Resolução (45/106) de 14 de Dezembro de 1990, da Assembleia Geral das Nações Unidas.

A principal preocupação desta efeméride é reforçar a importância de serem as próprias pessoas idosas a dizerem o que querem para si e quais são as suas prioridades.

O reconhecimento do contributo das pessoas mais idosas para as sociedades e famílias é outra das ideias chave daquela Resolução e das iniciativas que têm vindo a ser desenvolvidas desde aí.

Este ano, o assinalar desta data tem um sabor especial para a Alzheimer Portugal, pois a sua voluntária mais velha, com 96 anos, acaba de ser agraciada com o Prémio Envelhecimento Activo Maria Raquel Ribeiro.

Para mais informações sobre este dia e para participar na votação sobre as prioridades mundiais para os mais velhos, seguir estes links:

https://www.un.org/en/events/olderpersonsday/

https://www.myworld2015.org

https://undesadspd.org/Ageing/Resources/UNNetworkonAgeingNewsletter/Issue51.aspx


Conferência Alzheimer Portugal - 25 Anos

Conferência Alzheimer Portugal - 25 Anos

18 de Outubro de 2013
Porto - Centro de Congressos da Ordem dos Médicos (SRNOM)

 

Dia 18 de Outubro de 2013 teve lugar no Porto a Conferência Anual da Alzheimer Portugal, que este ano assinalou as Bodas de Prata da Associação.

 

A Conferência «Alzheimer Portugal - 25 Anos» teve lugar no Centro de
Congressos da Ordem dos Médicos (SRNOM), no Porto, contando com um
painel de oradores especializados na área das Demências.

O
primeiro painel, intitulado «Origem e percurso da Alzheimer Portugal»
foi moderado por João Barreto, médico psiquiatra, tendo ficado marcado por uma profunda homenagem ao fundador da Associação, o Professor Doutor
Carlos Garcia.

Por sua vez, o segundo painel «Demências - o que progrediu em 25 anos» foi moderado por Celso Pontes, Neurologista e Coordenador da Comissão Científica da Alzheimer Portugal. Neste painel
incluí­ram-se outros especialistas, como Élia Baeta (Neurologista), Isabel Santana (Neurologista), Graça Melo (Enfermeira) e Paula Guimarães
(Jurista) que abordaram temas como as dificuldades do diagnóstico, a investigação de novos tratamentos, a importância dos cuidados não farmacológicos e, ainda, os direitos dos doentes.

O terceiro
painel foi inteiramente dedicado ao tema do Plano Nacional para as Demências, moderado por Maria do Rosário Zincke dos Reis, advogada e membro dos corpos sociais da Alzheimer Portugal. Deste painel fizeram
parte também oradores especialistas como António Leuschner (Psiquiatra), Beatriz Santiago (Neurologista e Presidente do GEECD Grupo de Estudos
do Envelhecimento Cerebral e Demências), Marisa Matias (Eurodeputada, Relatora da iniciativa do Parlamento Europeu na Doença de Alzheimer e outras Demências) e Álvaro de Carvalho (Diretor do Programa Nacional de
Saúde Mental/DGS).

O Presidente do Conselho Nacional para a Saúde
Mental e também membro da Comissão Científica da Alzheimer Portugal, Dr. António Leuschner, apresentou o panorama europeu referindo algumas
experiências como a francesa, a do Reino Unido, da Noruega, entre
outras, países onde já existem Planos ou Estratégias Nacionais para as Demências.

A Eurodeputada, Marisa Matias, que assistiu a toda a conferência, mostrando o seu genuí­no envolvimento com os temas que se
relacionam com a demência, falou do que tem sido o seu trabalho na criação de políticas europeias para as doenças neurodegenerativas.

Álvaro de Carvalho, o Coordenador Nacional do Programa para a Saúde Mental, anunciou que o acordo a celebrar entre o Ministério da Saúde e a Alzheimer Portugal, está pronto para assinatura. Este acordo reconhece a Alzheimer Portugal como uma instituição de referência na prestação de
cuidados especializados e na disseminação de boas práticas, principalmente através da formação de cuidadores familiares e profissionais. Reconhece ainda esta associação como parceira na criação e
implementação do Plano Nacional para as Demências que está em
preparação.

Por fim, o último painel «Atualidade da Alzheimer
Portugal» contou com apresentações institucionais sobre o percurso da Associação, as iniciativas que desenvolve e os planos para o seu futuro.

Em
suma, a Conferência comemorativa do 25º Aniversário da Alzheimer
Portugal foi um momento para lembrar o seu fundador, Professor Doutor
Carlos Garcia, pioneiro no estudo, diagnóstico e tratamento das demências, em Portugal. Ficou ainda marcada pelos momentos em que se
lembrou o passado, se refletiu sobre o presente e se perspetivou o futuro. Falou-se de investigação, de cuidados específicos e especializados para as pessoas com demência e seus cuidadores, de
direitos e também do Plano Nacional para as Demências.


Conferência Alzheimer Portugal - 25 Anos

Conferência Alzheimer Portugal - 25 Anos

18 de Outubro de 2013
Porto - Centro de Congressos da Ordem dos Médicos (SRNOM)

 

Inscrições: 5€/pessoa

Inscreva-se aqui.

 

Para mais informações contacte:
Delegação Norte da Alzheimer Portugal
Telefone: 229 260 912 | 226 066 863
E-mail: geral.norte@alzheimerportugal.org

 

Programa:

 

Abertura

Dr. Miguel Guimarães (Presidente da SRNOM), João Carneiro da Silva, Celso Pontes
09h30-10h00

I. Origem e percurso da AP

10:00-11:00
Moderador - João Barreto
10:00 - Manuela Morais: O início da Alzheimer Portugal.
10:20 - Alexandre Mendonça: Carlos Garcia, o Homem e a Obra.
10:40 - Helena Coelho: Carlos Garcia, como surgiu a necessidade da Alzheimer Portugal.

Coffe-Break - 11:00-11:20

II. Demências-o que progrediu em 25 anos

11:20-12:40
Moderador - Celso Pontes
11:20 - Ã?lia Baeta: As dificuldades do diagnóstico.
11:40 - Isabel Santana: A investigação de novos tratamentos.
12:00 - Graça Melo: Importância dos cuidados não farmacológicos.
12:20 - Paula Guimarães: Cuidadores e direitos dos doentes

Intervalo de almoço - 12:40-14:30

III. Plano nacional para as Demências

14:30-15:50
Moderador- Maria do Rosário Zincke dos Reis
14:30 - António Leuschner: Porquíª e para quíª?
14:50 - Beatriz Santiago: A necessidade na perspetiva do GEECD.
15:10 - Marisa Matias: A consciência europeia do problema.
15.30 - Álvaro de Carvalho: O projeto nacional.

Intervalo - 15:50-16h00

IV. Atualidade da Alzheimer Portugal

16:00-17:40
Moderador: Paulo Fidalgo
16:00 - Olívia Robusto Leitão: 25 anos de caminho.
16:20 - António Proença: Panorama das Delegações.
16:40 - Filipa Gomes: Respostas de proximidade.
17:00 - Ana Margarida Cavaleiro: Atividades da Alzheimer Portugal.
17:20 - João Carneiro da Silva: Futuro da Alzheimer Portugal.

Encerramento e Comemoração dos 25 Anos da Alzheimer Portugal

17:40


Conferência Alzheimer Portugal - 25 Anos

Conferência Alzheimer Portugal - 25 Anos

18 de Outubro de 2013
Porto - Centro de Congressos da Ordem dos Médicos (SRNOM)

 

Inscrições: 5€/pessoa

Inscreva-se aqui.

 

Para mais informações contacte:
Delegação Norte da Alzheimer Portugal
Telefone: 229 260 912 | 226 066 863
E-mail: geral.norte@alzheimerportugal.org

 

Programa:

Abertura

09h30-10h00

Miguel Guimarães (Presidente da SRNOM)

João Carneiro da Silva (Presidente da Direção da Alzheimer Portugal)
Celso Pontes (Coordenador da Comissão Científica da Alzheimer Portugal)
 

I. Origem e percurso da AP

10:00-11:00
Moderador - João Barreto
10:00 - Manuela Morais: O início da Alzheimer Portugal.
10:20 - Alexandre Mendonça: Carlos Garcia, o Homem e a Obra.
10:40 - Helena Coelho: Carlos Garcia, como surgiu a necessidade da Alzheimer Portugal.

Coffe-Break - 11:00-11:20

II. Demências-o que progrediu em 25 anos

11:20-12:40
Moderador - Celso Pontes
11:20 - Ã?lia Baeta: As dificuldades do diagnóstico.
11:40 - Isabel Santana: A investigação de novos tratamentos.
12:00 - Graça Melo: Importância dos cuidados não farmacológicos.
12:20 - Paula Guimarães: Cuidadores e direitos dos doentes

Intervalo de almoço - 12:40-14:30

III. Plano nacional para as Demências

14:30-15:50
Moderador- Maria do Rosário Zincke dos Reis
14:30 - António Leuschner: Porquíª e para quíª?
14:50 - Beatriz Santiago: A necessidade na perspetiva do GEECD.
15:10 - Marisa Matias: A consciência europeia do problema.
15.30 - Álvaro de Carvalho: O projeto nacional.

Intervalo - 15:50-16h00

IV. Atualidade da Alzheimer Portugal

16:00-17:40
Moderador: Paulo Fidalgo
16:00 - Olívia Robusto Leitão: 25 anos de caminho.
16:20 - António Proença: Panorama das Delegações.
16:40 - Filipa Gomes: Respostas de proximidade.
17:00 - Ana Margarida Cavaleiro: Atividades da Alzheimer Portugal.
17:20 - João Carneiro da Silva: Futuro da Alzheimer Portugal.

Encerramento e Comemoração dos 25 Anos da Alzheimer Portugal

17:40


Redes sociais ajudam a prevenir Alzheimer

O neurologista espanhol especialista em demências Jesús Cacho considera que a participação ativa nas redes sociais é uma boa forma de prevenir o surgimento da doença de Alzheimer, tal como atividades como a jardinagem.

Participar em redes sociais leva a gerar reservas cognitivas no cérebro, o que é um fator fundamental como medida protetora perante o surgimento de demências, defendeu, em entrevista à agência espanhola EFE, o médio que chefia a Unidade de Demências do Hospital Clínico Universitário de Salamanca.

Para Jesús Cacho, entre outros fatores protetores contra demências estão a dieta mediterrânea e o exercício físico, daí que a jardinagem seja encarada como uma boa medida.

Os idosos que vivem em aldeias e semeiam hortas ou pomares mostram que, com esta prática, o seu «cérebro consegue gerar estratégias de planeamento e abstração, que dependem do lóbulo frontal, tão afetado por demências», argumenta a neuropsicóloga Rosalía Garcia, da mesma equipa de Jesús Cacho.

O neurologista e a neuropsicóloga vão avançar nas próximas semanas com um sistema pioneiro para o tratamento e reabilitação de demências em fase inicial, baseado num programa informático que começará a ser usado em outubro em doentes de Cidade Rodrigo e Salamanca.

Trata-se de um programa criado por informáticos em conjunto com neurologistas, que se centrou em terapias de reabilitação baseadas em novas tecnologias.

O médico Jesús Cacho lembrou que a doença de Alzheimer está ligada diretamente à idade, apontando para estimativas que indicam que há um por cento de doentes aos 60 anos e uns 35% aos 80 anos.

Fonte: TVI 24