Workshops e Ações de Formação no Norte do país
Workshops e Ações de Formação no Norte do país
Os Workshops e Ações de Formação na zona Norte do país decorrem na Delegação Norte da Alzheimer Portugal, em Lavra, Matosinhos. Conheça aqui a calendarização completa.
Para mais informações contacte a Delegação Norte da Alzheimer Portugal:
Centro de Dia «Memória de Mim»
Rua do Farol Nascente nº 47A R/C, 4455-301 Lavra
Telefone: 229 260 912 | 226 066 863
E-mail: geral.norte@alzheimerportugal.org
Workshops e Ações de Formação em Lisboa
Workshops e Ações de Formação em Lisboa:
Os Workshops e Ações de Formação em Lisboa decorrem na Sede da Alzheimer Portugal, na Avenida de Ceuta Norte, lote 15 3º Piso. Veja em baixo a calendarização completa.
Serão anunciadas novas datas em breve.
Consulte a página de formação online para conhecer a oferta
WORKSHOPS E AÇÕES DE FORMAÇÃO PARA O PÚBLICO EM GERAL
Serão anunciadas novas datas em breve.
WORKSHOPS E AÇÕES DE FORMAÇÃO PARA CUIDADORES FORMAIS DE NÍVEL 1 e NÍVEL 5 (AUXILIARES DE AÇÃO DIRETA E TÉCNICOS)
Serão anunciadas novas datas em breve.
WORKSHOPS E AÇÕES DE FORMAÇÃO PARA CUIDADORES FORMAIS DE NÍVEL 5 (TÉCNICOS)
Serão anunciadas novas datas em breve.
Nota: Todos os Workshops e Ações de Formação só se realizam com um mínimo de 8 formandos inscritos.
Para mais informações contacte o Departamento de Formação da Alzheimer Portugal:
Morada: Av. de Ceuta Norte, Lote 15, Piso 3, Quinta do Loureiro, 1300-125 Lisboa
Telefone: 213 610 460 / 213 610 463
E-mail: formacao@alzheimerportugal.org
Casa do Alecrim: Serviço de Apoio Domiciliário no Concelho de Cascais
A «Casa do Alecrim» tem em funcionamento o seu Serviço de Apoio Domiciliário, disponível para pessoas com Demência residentes no Concelho de Cascais.
Este serviço é uma resposta especializada e social, vocacionado para pessoas com Demência, apesar de poder ser uma resposta para outras situações de dependência.
A área geográfica de prestação deste serviço é o concelho de Cascais.
Localizado na Alapraia, em Cascais, a «Casa do Alecrim» é um espaço construído de raiz a pensar nas pessoas com Demência e nas suas características muito próprias. A «Casa do Alecrim» acolherá 36 clientes em Lar, 15 em Centro de Dia e 50 em Serviço de Apoio Domiciliário. Este é um equipamento da Alzheimer Portugal e, como tal, rege-se pelos princípios, valores e objetivos desta associação.
A «Casa do Alecrim» tem como missão disponibilizar serviços individualizados e ajustados à realidade pessoal, familiar, social, psicossocial e situacional de cada pessoa com demência, promovendo condições e projetos de vida centrados no respeito da sua identidade e dignidade pessoal, em contexto domiciliário e equipamento ou em contexto de residência.
Serviços Prestados:
- Fornecimento de Refeições;
- Apoio na refeição;
- Cuidados de Higiene e conforto pessoal;
- Cuidados de imagem;
- Higiene Habitacional, estritamente necessária à execução dos cuidados;
- Atividades de animação e socialização;
- Companhia;
- Aquisição de bens e serviços;
- Acompanhamento ao exterior;
- Formação e Sensibilização aos familiares;
- Confeção de alimentos no domicílio;
- Terapia Ocupacional;
- Estimulação cognitiva
Para mais informações contacte:
Email: casadoalecrim@alzheimerportugal.com
Tlf: 214525145
Relatório de Actividades e Contas de 2012
Relatório de Actividades e Contas de 2012
Descarregue aqui o Relatório de Atividades e as Contas de 2012 da Alzheimer Portugal.
Revista Alzheimer Portugal - Fevereiro a Maio de 2013
Revista Alzheimer Portugal - Fevereiro a Maio de 2013
Descarregue aqui a Revista Alzheimer Portugal - Fevereiro a Maio de 2013
Revista Alzheimer Portugal - Novembro de 2012 a Janeiro de 2013
Revista Alzheimer Portugal - Novembro de 2012 a Janeiro de 2013
Descarregue aqui a Revista Alzheimer Portugal - Novembro de 2012 a Janeiro de 2013
Revista Alzheimer Portugal - Junho a Setembro de 2012
Revista Alzheimer Portugal - Junho a Setembro de 2012
Descarregue aqui a Revista Alzheimer Portugal - Junho a Setembro de 2012
Revista Alzheimer Portugal - Março a Junho de 2012
Revista Alzheimer Portugal - Março a Junho de 2012
Descarregue aqui a Revista Alzheimer Portugal - Junho a Setembro de 2012
Revista Alzheimer Portugal - Novembro de 2011 a Fevereiro de 2012
Revista Alzheimer Portugal - Novembro de 2011 a Fevereiro de 2012
Descarregue aqui a Revista Alzheimer Portugal - Novembro de 2011 a Fevereiro de 2012
Revista Alzheimer Portugal - Agosto a Outubro de 2011
Revista Alzheimer Portugal - Agosto a Outubro de 2011
Descarregue aqui a Revista Alzheimer Portugal - Agosto a Outubro de 2011
Revista Alzheimer Portugal - Janeiro a Abril de 2011
Revista Alzheimer Portugal - Janeiro a Abril de 2011
Descarregue aqui a Revista Alzheimer Portugal - Janeiro a Abril de 2011
Revista Alzheimer Portugal - Julho a Outubro de 2010
Revista Alzheimer Portugal - Julho a Outubro de 2010
Testemunho de Paulo Fidalgo
Olhava mas não via
Naquele Verão, mal cheguei a casa percebi que o azul dos olhos havia perdido a vivacidade tenaz com que sempre mirava o Mundo e que o sorriso já não tinha vestígios da malícia que tanto me divertia.
Também o abraço perdera aquele aperto desmesurado, que sempre propagara um sentimento de pertença, um sinal de amor incontido e sem vergonhas, que vinha do sangue, da terra, das pedras e de uma lavoura íntima com séculos de luta pela sobrevivência.
O meu pai já me tinha avisado: - ?O avô está muito acabado!?. O silêncio telefónico no final da frase deixara-me apreensivo. Não se tratava da habitual preocupação de um filho único e dedicado. Havia naquela frase um código de resignação à natureza, de mágoa pelo inevitável, uma ideia de fim sem inesperado nem remédio.
Nos primeiros dias notava apenas a troca de palavras, o embrulho em que se transformavam frases simples. Depois compreendi que havia já muito silêncio, muita abstinência de comunicação gerada pelo reconhecimento das próprias limitações. Senti-me golpeado pela Natureza e sem recursos para suster aquele avanço do inimigo insidioso contra a torre de menagem da minha infância e juventude.
Em meados dos anos noventa, não havia a Internet omnisciente e os médicos pouco ou nada sabiam que pudesse ativar a esperança na recuperação ou no retardamento da degenerescência cerebral.
A resposta foi doméstica, discreta e pessoal, na boa tradição transmontana. Em casa tudo se fez ? até obras de adaptação para melhor avizinhar os quartos de quem cuidava das dores de quem era sujeito a cuidado.
Durante quase dois anos o meu avô perdeu-se gradualmente nas brumas da morte, chamando tio Augusto ao filho e tia Madre à nora, até só restar um fio de queixume e olhos incrédulos.
No último Natal quisemos acreditar num lampejo de lucidez, quando o levámos ao colo até à lareira, mas as dores musculares foram tantas que nos arrependemos mil vezes da nossa esperança ou do nosso egoísmo que não queria prescindir da presença que sempre tivéramos.
Gosto de me convencer de que reconheceu o sabor dos beijos até ao fim e que ainda alcançou gravar a imagem da minha sobrinha Mariana recém-nascida, a única das bisnetas que pode gabar-se de o ter tocado.
Deste processo ficou uma memória pesada ? o meu pai gradualmente envelhecido e a minha mãe, que pagou a fatura principal, muito doente. Os que estavam longe preservou-os fisicamente a distância, mas levou tempo a resolver a perplexidade.
Quando uma década mais tarde o processo se repetiu com a minha avó, já não foi possível manter a mesma estrutura de apoio, foi preciso pedir ajuda profissional. E já havia mais informação, sabíamos por experiência e por consulta de especialistas que não há culpa nem expiação na doença de Alzheimer. Apenas a Natureza reclama seus direitos, sem que por enquanto consigamos opor-lhe a inteligência transformada em remédio.
Paulo Fidalgo
2013
Testemunho de Miguel Marques
O testemunho do cuidador natural
A Maria João é médica, casada e Mãe de um casal em que o mais velho tem 25 anos. Até lhe ser diagnosticado Alzheimer, privilegiava o seu desempenho profissional de modo a proporcionar a melhor resposta aos desafios colocados pelos doentes e o cuidar da família.
Para um leigo, as manifestações de ausência de memória que começaram a ocorrer não indiciavam o que uma consulta ao neurologista permitiu diagnosticar. Decorreu mais de um ano até ocorrer esta consulta; o contacto diário, que dificulta a perceção de uma alteração evolutiva, a idade ainda ?jovem?, numa perspetiva, mas onde se iniciaram já alterações fisiológicas inerentes à idade, o receio de incompreensão por aqueles que não convivendo diariamente se vão apercebendo das alterações, contribuíram para a demora na marcação da consulta adequada. Neurologia não será certamente a primeira opção.
O diagnóstico trouxe, para além de uma panóplia de exames que permitiram identificar a melhor ajuda a um bem-estar para a Maria João, a necessidade de adequar a sua atividade profissional; a responsabilidade do exercício da medicina é elevada. A ponderação entre o respeito pelos seus direitos e as suas responsabilidades não pode suscitar dúvidas. Fácil de dizer/escrever, mais difícil de praticar por quem está emocionalmente envolvido.
Recaem, então, ao cuidador tarefas para as quais convém estar preparado. Mas isso é num mundo ideal. A realidade fica um pouco aquém.
No caso da Maria João, onde a orientação espácio-temporal, a tomada de decisão e a compreensão estão comprometidas, a comunicação é significativamente afetada, com um histórico de entendimento conjugal evoluído ao longo dos anos. A disponibilidade para o estabelecimento de uma nova comunicação é imprescindível para garantir à Maria João o ambiente de compreensão, de que é compreendida, que necessita. É claro que o envolvimento emocional, a proximidade diária, dificultam aquela disponibilidade. O distanciamento emocional, que não significa ausência de emoção, permite uma maior aceitação.
A necessidade de romper/quebrar com estruturas mentais sedimentadas ao longo dos anos de convivência também é um desafio que se coloca aos que mais de perto privam com a Maria João, de modo a poder recorrer das ajudas existentes para proporcionar as soluções mais adequadas. Muitas vezes elas poderão estar à frente dos olhos, mas um hábito existente pode cegar.
Outra vertente a necessitar de atenção é a burocrático-administrativa. No caso da Maria João, a escrita é uma das áreas afetadas, diminuindo, ou mesmo impedindo, a sua identificação. A formalização de um representante legal foi, felizmente, de fácil obtenção. O percurso, sem orientação, que permitiu obter a reforma por incapacidade coloca desafios a quem partilhou com ela a sua evolução profissional e agora tem de, abruptamente, lhe colocar um fim. Entrar em contacto com quem profissionalmente conheceu a Maria João e lhe reconhece a competência, o desempenho e a dedicação dificulta a aceitação da sua atual situação.
Mais comumente associadas à doença de Alzheimer, mas que comportam um leque variado de demências, existem ajudas em instituições tão diversas como as Juntas de Freguesia, as comunidades religiosas e a Associação Alzheimer.
A maior dificuldade, no caso da Maria João, prende-se com a sua idade; ela pertence à minoria dos ?jovens? com diagnóstico de demência ou Alzheimer, reduzindo o sucesso na integração nos grupos existentes nessas instituições.
Felizmente, tem sido possível proporcionar à Maria João um acompanhamento dedicado durante todas as horas do dia, com o envolvimento da família.
Miguel Marques
2012












